Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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sábado, 16 de outubro de 2010

CIDADE AFUNDA NA M......E SSERRA DÁ CANTADA.

Silas Malafaia: evangélico ou fascista?


via Esquerdopata

Malafaia, fascismo ou fundamentalismo religioso?
Por Aldo Cardoso

Quem ainda não assistiu o Silas Malafaia na Band, convido a fazê-lo com os olhos e ouvidos de um observador crítico para conhecer o que é um autêntico loquaz religioso. Mais do que tentar impressionar, sua linguagem busca prender pela atemorização que infunde através de uma loquacidade quase sempre agressiva. Se verdade, lábia, sofismas, retórica, não os discuto.

Como ardiloso manipulador das palavras, usa-as para cativar as mentes ingênuas com vistas a atingir seus fins que, geralmente, não guardam nenhuma correlação com os objetivos do Evangelho. Vaidoso, acha-se o centro do mundo e não admite concorrência, somente bajuladores e serviçais

Neste ponto devo realçar que a Globo, principalmente a Globo, deveria saber que num hipotético governo refém de cabeças como as do Malafaia, ela não terá mais a mesma liberdade que tem hoje para pautar a todos como faz e nem para a sua programação libertina. Também não concordo com a Globo e seus parceiros de mídia, mas o Malafaia e seu consórcio clerical não busca mais do que uma primeira evidência de que pode ditar seu rumo obscurantista, em interesse próprio, para poder levar o País ao mediavelismo e retrocesso de vida em todos os sentidos. Encarnando um lacerdismo enviesado, e engajado partidariamente, é uma ameaça concreto à ordem e ao estado brasileiro laico.

Digo isso como pastor da mesma denominação que ele, Assembléia de Deus, mas que se opõe frontalmente às suas práticas midiáticas mercantilistas, ao estilo arrogante, irreverente e desafiador a tudo e a todos. Sua aparente intolerância não é por princípios ou convicção, mas por oportunismo e conveniência a serviço de esquema que lhe interessa. Atua no lado oposto do modelo bíblico de pastor, com o qual não tem nada a ver; não tem nenhuma semelhança, antes expõe de modo vexatório a sua imagem recatada e amigável com suas atitudes extremistas, exacerbadas.
Amante de si mesmo, ser visto e reconhecido pelos homens é o seu alvo permanente, o que busca de forma ávida até com métodos do submundo e independente de qualquer preço, como são exemplos os outdoors que espalhou no Rio de Janeiro e as mídias infamantes contra a Dilma e o PT que vem disseminando por aí. Há de se perguntar: d'onde veio o dinheiro que financiou essa delinqüência criminosa, aviltante?!

Tornou-se mais um desses negociadores da fé que tem surgido aqui e ali enganando as pessoas simples, crédulas e de boa fé. Que não se engane quem lhe dá crédito de guia espiritual porque não é da sua alma que cuida, antes, lhe usa pelo tilintar das moedas e na hora que lhe convir nada e ninguém lhe têm importância além do ponto de utilidade que lhe reservou no seu xadrez interesseiro, senhorial, absolutista.

Silas Malafaia é isso: um nocivo e perigoso engodo religioso, pseudo-evangélico, a ser evitado por quem preza a sua alma e também o seu bolso. Não se peja de ser uma face visível do iceberg subversor e desestabilizador de um processo eleitoral que, como exemplo, deveria respeitar e zelar.

Aldo Cardoso
Pastor Evangélico – Assembléia de Deus – Goiânia Goiás


Leia mais em: ¹³ O ESQUERDOPATA ¹³ 

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Serra defende ex-assessor acusado por líderes do PSDB



O candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, recuperou-se de uma rápida amnésia em relação à existência do engenheiro Paulo Vieira de Souza. Após dizer em Goiania "nunca ter ouvido falar" do engenheiro, nesta terça, Serra não só se lembrou quem ele é como partiu em defesa do mesmo, acusado por integrantes do PSDB de ter desviado recursos destinados à campanha do partido. A amnésia terminou ocorreu após o engenheiro dizer à Folha de S.Paulo, em tom ameaçador que “não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam esse erro”. Serra garantiu que ele é "totalmente inocente". Não foi o que disseram os dirigentes tucanos Eduardo Jorge Caldas e Evandro Losacco. Quem está falando a verdade?
Após negar conhecer o engenheiro Paulo Vieira de Souza, acusado por lideranças do PSDB de ter desviado recursos destinados à campanha eleitoral do partido, o candidato José Serra saiu em defesa do ex-assessor, nesta terça-feira. Ontem, em Goiania, Serra disse que "nunca tinha ouvido falar em Paulo Preto". A amnésia terminou ocorreu após o engenheiro dizer à Folha de S.Paulo, em tom ameaçador que “não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam esse erro”. Serra declarou que “a acusação contra ele é injusta” e que ele é “totalmente inocente”. “Não houve desvio de dinheiro de campanha por parte de ninguém, nem do Paulo Souza”, declarou Serra que procurou atribuir a acusação à candidata Dilma Rousseff (PT). Os autores da acusação, na verdade, são lideranças do PSDB que estão sendo, inclusive, processadas pelo engenheiro inocentado por Serra.

Origem da acusação é o próprio partido de Serra
Dilma Roussef trouxe para o debate público, no debate da TV Bandeirantes, um tema incômodo para a campanha de José Serra: o caso do ex-integrante do governo tucano em São Paulo, Paulo Vieira de Souza, acusado por lideranças do próprio PSDB de ter fugido com R$ 4 milhões que seriam resultado de doações de empresários para a campanha de Serra. Quando Dilma mencionou o caso, “integrantes do PSDB, preocupados com o cerco da imprensa a partir daquele instante, prepararam uma saída à francesa do senador eleito Aloysio Nunes, que mantinha relações estreitas com Vieira de Souza. Minutos depois, o senador eleito deixou o estúdio e não retornou”, relataram os jornalistas Cláudio Leal e Marcela Rocha, em matéria publicada no portal Terra.

Paulo Vieira de Souza, que também é conhecido como Paulo Preto, foi diretor de engenharia da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), sendo responsável por uma grande parte das obras viárias do governo do Estado de São Paulo. Em agosto deste ano, a revista Isto É publicou uma matéria de capa, onde lideranças do PSDB acusaram abertamente o ex-assessor de “ter arrecadado dinheiro de empresários em nome do partido e não entregá-lo para o caixa da campanha”. A matéria da Isto É traz ainda uma declaração de um diretor de uma das empreiteiras responsáveis por obras de remoção de terras no eixo sul do Rodoanel: “não fizemos nenhuma doação irregular, mas o engenheiro Paulo foi apresentado como o interlocutor de Aloysio junto aos empresários”. 

Engenheiro teria relação estreita com Aloysio Nunes

Em 2009, Paulo Preto foi eleito Eminente Engenheiro do Ano pelo Instituto de Engenharia de São Paulo. O prêmio foi concedido “por sua excelente gestão dos aspectos institucionais, jurídicos e técnicos na condução de grandes obras governamentais, com brilhantes resultados para a sociedade, administração pública e contratantes.” O engenheiro ingressou com uma ação penal (por calúnia e injúria) contra os dirigentes tucanos Eduardo Jorge Caldas e Evandro Losacco, além dos jornalistas da revista Isto É, Sérgio Pardellas e Claudio Dantas. A reportagem baseou-se no depoimento de oito dos principais líderes e parlamentares do PSDB. Segundo eles, o engenheiro teria arrecadado pelo menos R$ 4 milhões para a campanha eleitoral, mas os recursos não chegaram ao caixa do comitê de Serra. 

Ainda segundo a mesma matéria, Paulo Preto mantinha uma relação estreita com Aloysio Nunes, então chefe da Casa Civil do governo Serra, que acabou eleito para o Senado por São Paulo. “Não por acaso, o senador recém-eleito deixou o debate de domingo entre os segundo e terceiro blocos e saiu falando ao telefone evitando falar com jornalistas”, assinala nesta segunda-feira o portal de notícias R7, recordando o seguinte trecho da reportagem da Isto É: “As relações de Aloysio e Paulo Preto são antigas e extrapolam a questão política. Em 2007, familiares do engenheiro fizeram um empréstimo de R$ 300 mil para Aloysio. No final do ano passado, o ex-chefe da Casa Civil afirmou que usou o dinheiro para pagar parte do apartamento adquirido no bairro de Higienópolis e que tudo já foi quitado”.

Os grandes jornais brasileiros deram pouca atenção à denúncia publicada na Isto É. Fosse outro o partido, com muito menos, o barulho provavelmente seria outro. Após algumas notas aqui e ali, o assunto caiu no esquecimento. O desinteresse é notável uma vez que, na reportagem da revista, as fontes são altos integrantes da cúpula tucana. São dois dirigentes do primeiro escalão do PSDB que dizem que o engenheiro arrecadou “antes e depois de definidos os candidatos tucanos às sucessões nacional e estadual”. Segundo o matéria, os R$ 4 milhões seriam referentes apenas ao valor arrecadado antes do lançamento oficial das candidaturas do PSDB, o que teria impedido que o dinheiro fosse declarado, tanto pelo partido quanto pelos supostos doadores.


Fotos: Serra, Paulo Preto e o Secretário do Planejamento Francisco Luna na inauguração do Rodoanel