Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

quarta-feira, 19 de maio de 2010

South of the Border - a film by Oliver Stone - Legendado

Por Mauro Santayana


Uma vitória diplomática
Uma questão diplomática

Mauro Santayana, no JB Online


O iconoclasta Nelson Rodrigues, cujo verbo ácido a ninguém poupava, amava o povo brasileiro a ponto de espicaçá-lo com falso desdém: era a sua forma de despertar os nossos brios esmaecidos. Dele é a cáustica observação de que “o brasileiro tem complexo de vira-lata”. Não há dúvida de que muitos brasileiros, principalmente nas elites, guardam o deslumbramento dos nativos diante do estrangeiro que chegava do mar. Não fomos os únicos: os bravos guerreiros astecas viram nos invasores espanhóis, montados em portentosos cavalos – que eles não conheciam – centauros invencíveis.

Se Nelson estivesse vivo, provavelmente repetiria o constrangido epíteto: a reação de alguns brasileiros ao acordo obtido por Lula e pelo primeiro-ministro turco Erdogan, com Ahmadinejad, do Irã, é a de que não temos credenciais para nos metermos “em assuntos que não nos concernem”. O raciocínio parte de uma dúvida intimidadora: se o entendimento não der certo, perderemos credibilidade internacional. É um raciocínio que cambaleia, do ponto de vista moral. Ninguém pode desgastar-se por procurar a paz. Não caminha tampouco o argumento de que a situação no Oriente Médio não nos interesse. Com o surgimento da América, as divergências, direta ou indiretamente, começaram a atravessar o oceano. Disso fomos vítimas quando a Holanda, em conflito com a Espanha – a que Portugal estava então unido – invadiu a Bahia e Pernambuco. A partir de 1914, todas as guerras passaram a ser planetárias, mesmo quando o teatro de operações se limite na geografia.

O problema do Oriente Médio nos toca profundamente. Fomos corresponsáveis, com a decidida posição de Oswaldo Aranha – que presidia a Assembléia Geral da ONU em São Francisco – pela criação do Estado de Israel, e de um Estado palestino no mesmo território. Se as nações fossem movidas de mauvaise conscience, estaríamos hoje avaliando se fizemos o melhor em 1948. Concluiríamos que não agimos mal, porque obedecíamos às circunstâncias históricas. E porque não agimos mal naquele momento, agimos bem, agora, quando tentamos esvaziar as tensões entre o Irã e Israel. O confronto não nos interessa, embora possa interessar ao lobby sionista dos Estados Unidos e da Europa. E atuamos com o mesmo sentimento de justiça quando cobramos o cumprimento de todas as resoluções da ONU que exigem a independência e soberania do povo palestino em fronteiras seguras.

É irrelevante saber se a senhora Clinton está atendendo mais aos eleitores sionistas e ao lobby da indústria de armamentos do que aos interesses profundos de seu país, que o presidente Obama parece identificar. Há, desde a campanha eleitoral, diferença de approach com relação ao Oriente Médio entre a bem sucedida advogada de Chicago e o mestiço nascido no Havaí com o inquietante sobrenome Hussein. Cada pessoa é também a sua circunstância, de acordo com o achado do jovem Ortega y Gasset, e a ela sempre pagará algum tributo. A circunstância de Lula fez dele, desde a infância, um negociador. Homens que não nascem com o futuro assegurado pelos bens de família devem negociar o seu destino com os percalços da vida, e Lula soube fazê-lo, e bem, pelo menos até agora.

Desde outubro passado, o governo americano manifestou publicamente seu interesse em uma solução de compromisso pela qual o Irã enviasse seu urânio, parcialmente trabalhado, para enriquecimento completo em outro país. Na época se falou na Rússia, mas os falcões americanos provavelmente a isso se opuseram, em memória da Guerra Fria. Lula se entendeu com a Turquia, membro temporário, como o Brasil, do Conselho de Segurança, a fim de negociar a saída diplomática e honrosa para o impasse.

O Brasil não necessita da licença de terceiros para conduzir sua política externa. Cabe-lhe exercê-la com o respeito que o governo deve ao Estado e, o Estado, à soberania do povo. Entre os que contestam a importância do acordo há os nostálgicos de um tempo em que Otávio Mangabeira beijava a mão de Eisenhower e Vernon Walters dava ordens aos golpistas de 64.

Queiram, ou não, os xenófilos deslumbrados, o compromisso de Teerã é uma vitória diplomática do Brasil e do metalúrgico Luiz Inácio, que chefia o Estado.

Por Leandro Fortes

Não verás Lula nenhum
Brasília, eu vi
Leandro Fortes


Em linhas gerais, Luís Fernando Veríssimo disse, em artigo recente, que as gerações futuras de historiadores terão enorme dificuldade para compreender a razão de, no presente que se apresenta, um presidente da República tão popular como Luiz Inácio Lula da Silva ser alvo de uma campanha permanente de oposição e desconstrução por parte da mídia brasileira. Em suma, Veríssimo colocou em perspectiva histórica uma questão que, distante no tempo, contará com a vantagem de poder ser discutida a frio, mas nem por isso deixará de ser, talvez, o ponto de análise mais intrigante da vida política do Brasil da primeira década do século XXI.

A reação da velha mídia nativa ao acordo nuclear do Irã, costurado pelas diplomacias brasileira e turca chega a ser cômica, mas revela, antes de tudo, o despreparo da classe dirigente brasileira em interpretar o força histórica do momento e suas conseqüências para a consolidação daquilo que se anuncia, finalmente, como civilização brasileira. O claro ressentimento da velha guarda midiática com o sucesso de Lula e do ministro Celso Amorim, das Relações Exteriores, deixou de ser um fenômeno de ocasião, até então norteado por opções ideológicas, para descambar na inveja pura, quando não naquilo que sempre foi: um ódio de classe cada vez menos disfarçado, fruto de uma incompreensão histórica que só pode ser justificada pelo distanciamento dos donos da mídia em relação ao mundo real, e da disponibilidade quase infinita de seus jornalistas para fazer, literalmente, qualquer trabalho que lhe mandarem os chefes e patrões, na vã esperança de um dia ser igual a eles.

Assim, enquanto a imprensa mundial se dedica a decodificar as engrenagens e circunstâncias que fizeram de Lula o mais importante líder mundial desse final de década, a imprensa brasileira se debate em como destituí-lo de toda glória, de reduzí-lo a um analfabeto funcional premiado pela sorte, a um manipulador de massas movido por programas de bolsas e incentivos, a um demagogo de fala mansa que esconde pretensões autoritárias disfarçadas, aqui e ali, de boas intenções populares. Tenta, portanto, converter a verdade atual em mentiras de registro, a apagar a memória nacional sobre o presidente, como se fosse possível enganar o futuro com notícias de jornal.

Destituídos de poder e credibilidade, os barões dessa mídia decadente e anciã se lançaram nessa missão suicida quando poderiam, simplesmente, ter se dedicado a fazer bom jornalismo, crítico e construtivo. Têm dinheiro e pessoal qualificado para tal. Ao invés disso, dedicaram-se a escrever para si mesmos, a se retroalimentar de preconceitos e maledicências, a pintarem o mundo a partir da imagem projetada pela classe média brasileira, uma gente quase que integralmente iletrada e apavorada, um exército de reginas duartes prestes a ter um ataque de nervos toda vez que um negro é admitido na universidade por meio de uma cota racial.

Ainda assim, paradoxalmente, uma massa beneficiada pelo crescimento econômico, mas escrava da própria indigência intelectual

Lula, o líder mais influente do mundo - Legendado

O titanic de Serra em Pernambuco

Brizola Neto: Datafolha perdeu compromisso com os fatos

Reunião com prefeitos da base aliada do governo e da oposição (18 de maio)

Debate Aberto

DEBATE ABERTO
Ficha limpa é projeto demagógico, autoritário e flerta com o fascismo
Além de violar princípio da presunção da inocência, idéia retoma projeto da ditadura que estabeleceu a cassação dos direitos políticos pela "vida pregressa". Se pessoas com "ficha suja" não podem se candidatar, por que mesmo poderiam votar? Agora mesmo, sindicalistas do RS e de SP sofrem condenações por protestos contra seus governos. Estão com a "ficha suja"?
Marco Aurélio Weissheimer
O inferno está pavimentado de boas intenções. A frase cai como uma luva para contextualizar o debate sobre os políticos “ficha-suja” e o projeto “ficha-limpa” que ganhou grande apoio no país, à direita e à esquerda. Pouca gente vem se arriscando a navegar na direção contrária e a advertir sobre os riscos e ameaças contidos neste projeto que, em nome da moralização da política, pretende proibir que políticos condenados (em segunda instância) concorram a um mandato eletivo.

A primeira ameaça ronda o artigo 5° da Constituição, que aborda os direitos fundamentais e afirma que “ninguém será condenado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”. Professor de Direito Penal na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Túlio Vianna resumiu bem o problema em seu blog:

“Se o tal projeto Ficha Limpa for aprovado, o que vai ter de político sendo processado criminalmente só para ser tornado inelegível…Achei que o art.5º LVII exigisse trânsito em julgado de sentença penal condenatória. Deve ser só na minha Constituição. Se o “ficha-limpa” não fere a presunção de inocência, é pior ainda, pois vão tolher a exigibilidade do cidadão mesmo sendo inocente. Êh argumento jurídico bão: nós continuamos te considerando inocente, mas não vamos te deixar candidatar mesmo assim! Que beleza! Ou o cara é presumido inocente ou é presumido culpado. Não tem meio termo. Se é presumido inocente, não pode ter qualquer direito tolhido”.

Na mesma linha, o jornalista e ex-deputado federal Marcos Rolim também chamou a atenção para o fato de que o princípio da presunção da inocência é uma das garantias basilares do Estado de Direito e que o que o projeto ficha limpa pretende estabelecer é o “princípio de presunção de culpa”. Além disso, Rolim lembra que a idéia de ficha limpa não é nova e já foi apresentada no Brasil, durante a ditadura militar:

“Foi a ditadura militar que, com a Emenda Constitucional nº 1 e a Lei Complementar nº 5, estabeleceu a cassação dos direitos políticos e a inegibilidade por “vida pregressa”; vale dizer: sem sentença condenatória com trânsito em julgado”.

E se a idéia de ficha limpa é pra valer, acrescenta o jornalista e ex-deputado federal, por que não aplicá-la também aos eleitores:

“Se pessoas com “ficha suja” não podem se candidatar, por que mesmo poderiam votar? Nos EUA, condenados perdem em definitivo o direito de votar, o que tem sido muito funcional para excluir do processo democrático milhões de pobres e negros, lá como aqui, “opções preferenciais” do direito penal. E a imprensa? Condenações em segunda instância assinalam uma “mídia ficha suja” no Brasil?”

Mas talvez a ameaça mais grave, e menos visível imediatamente, que ronda esse debate é a incessante campanha de demonização dos políticos e da atividade política, impulsionada quase que religiosamente pela mídia brasileira. Rolim cita como exemplo em seu artigo uma charge publicada no jornal Zero Hora sobre o tema: na charge de Iotti, políticos são retratados como animais peçonhentos, roedores, aracnídeos e felinos.

Nos últimos anos, diversas pesquisas realizadas em vários cantos do planeta registraram um crescente descrédito da população em relação à política e aos políticos de um modo geral. Prospera uma visão que coloca a classe política e a atividade política em uma esfera de desconfiança e perda de legitimidade. A tentação de jogar todos os partidos e políticos em uma mesma vala comum de oportunistas e aproveitadores representa um perigo para a sobrevivência da própria idéia de democracia. O que explica esse fenômeno que se reproduz em vários países? A política e os políticos estão, de fato, fadados a mergulhar em um poço sem fundo de desconfiança? Essa desconfiança deve-se unicamente ao comportamento dos políticos ou há outros fatores que explicam seu crescimento?

É sintomático que o debate sobre a “ficha limpa” apareça dissociado do tema da reforma política. Eternamente proteladas e engavetadas, as propostas de uma mudança na legislação sobre as eleições e o financiamento das campanhas não obtém mesmo o alto grau de consenso e mobilização. Vale a pena lembrar de uma observação feita pelo filósofo esloveno Slavoj Zizek acerca do papel da moralidade na política. Ele analisa o caso italiano, onde uma operação Mãos Limpas promoveu uma devassa na classe política do país. Qual foi o resultado? Zizek comenta:

“Sua vitória (de Berlusconi) é uma lição deprimente sobre o papel da moralidade na política: o supremo desfecho da grande catarse moral-política – a campanha anticorrupção das mãos limpas que, uma década atrás, arruinou a democracia cristã, e com ela a polarização ideológica entre democratas cristãos e comunistas que dominou a política italiana no pós-guerra – é Berlusconi no poder. É algo como Rupert Murdoch vencer uma eleição na Grã-Bretanha: um movimento político gerenciado como empresa de publicidade e negócios. A Forza Itália de Berlusconi não é mais um partido político, mas sim – como o nome indica – uma espécie de torcida”. (Às portas da revolução", Boitempo, p. 332)

A eleição de políticos de “tipo Berlusconi” mostra outra fragilidade dessa idéia. Marcos Rolim desdobra bem essa fragilidade:

Muitos dos corruptos brasileiros possuem “ficha limpa” – especialmente os mais espertos, que não deixam rastros. Por outro lado, uma lei do tipo na África do Sul não teria permitido a eleição de Nelson Mandela, cuja “ficha suja” envolvia condenação por “terrorismo”. Várias lideranças sindicais brasileiras possuem condenações em segunda instância por “crimes” que envolveram participação em greves ou em lutas populares; devemos impedir que se candidatem?

Agora mesmo, cabe lembrar, no Rio Grande do Sul e em São Paulo lideranças sindicais estão sofrendo condenações por protestos realizados contra os governos dos respectivos estados. Já não estão mais com sua ficha limpa. Os governantes dos dois estados, ao contrário, acusados de envolvimento em esquemas de corrupção, de autoritarismo e de sucateamento dos serviços públicos seguem com a ficha limpíssima. É este o caminho? Uma aberração político-jurídica vai melhorar nossa democracia?

terça-feira, 18 de maio de 2010

Zeca Meleca


Zé Meleca E Sua Turma
Petrobras lidera ranking das maiores empresas da América Latina

A estatal brasileira Petrobras é a maior empresa de capital aberto da América Latina, em termos de faturamento, segundo levantamento da consultoria Economática. Considerando apenas as companhias privadas, a mexicana América Móvil (telecomunicações) lidera a lista, seguida de perto pela mineradora brasileira Vale.O ranking foi elaborado pela Economática a partir dos balanços de 2009 e abrange uma amostra de 776 empresas, levando em conta o critério do volume de vendas.Veja a lista


A mesma turna do PFL, hoje DEM, que apoiava Fernando Henrique Cardoso, que hoje apoia José Serra para presidência, queria vender a Petrobras.(Clique na imagem)


http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/05/petrobras-lidera-ranking-das-maiores.html

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Quase morri de rir

Gente, eu quase morro de rir
INTENÇÃO DE VOTO EM SERRA É DE 100%

Retirado do Prof. Hari Prado - Comentário feito por General Albernaz Ulstra Cornutto Soturno

Galhofeiros mestres Hariovaldo e Amadeu.

A CAGAMEDO (Casa Garrastazu Médice de Doutrinação) resolveu tirar a limpo essa infâmia de que a Dilmatadora URRSeff está à frente de Serra nas pesquisas.

Prendemos 100 cabras e aplicamos o seguinte questionário e opções:

1. Em que o Sr(a) votará nas eleições presidenciais vindouras?

a) Em Serra, por que não suporto choques de 220V nos testículos por 8 horas.

b) Em Serra, para que o sargento Batestaca não puxe aquela alavanca de estiramento.

c) Em Serra, por que não consigo prender a respiração, submerso em urina, por 40 minutos.

d) Em Serra, para não ter que permanecer sentado por 24 horas na cadeira do Dragão.

e) Em Serra, para que o Tenente Carroção não amarre minha boca no cano do escapamento de seu jeep e viaje em seguida a Quixeramobim.

f) Em Serra, para não ter que ouvir a ordem do dia, desde 1925, recitada pelo Heleno.

g) Em Dilma, e encarar tudo o que está descrito acima.

Folgo em comunicar que 100% optaram por SERRA PRESIDENTE! Um ou outro chegou a defecar de emoção. O trabalho de limpeza ficará a cargo do pequeno Neumane.

Que tal pedirmos ajuda ao Millenium.


Que tal pedirmos ajuda ao Millenium?

reprodução do cabeçalho do site do Instituto MilleniumAlgum dos leitores poderia, por favor, me ajudar abrindo uma petição na Internet ao Instituto Millenium, aquele que diz que a liberdade de expressão está ameaçada no Brasil, para que eles  intercedam junto à Editora Abril para voltar atrás e reintegrar o jornalista Felipe Milanez aos quadros da National Geographic Brasil, que ela edita?
Milanez, como divulgou o blog do jornalista Luis Carlos Azenha, foi demitido por ter criticado em seu twitter – portanto em caráter pessoal, em que nada compromete seu trabalho profissional – a atitude da Veja de ter forjado declarações dos antropólogos Mércio Gomes e Eduardo Viveiros de Castro, assunto do qual tratei aqui.
Vamos ver se os paladinos da liberdade de imprensa vão assumir esta causa. O salário da Abril compra o trabalho das pessoas ou as opiniões pessoais também vão “no lote”? Se é assim, a publicidade oficial daria direito a, além do espaço, comprar também a opinião do jornal?
Eu reproduzo na ilustração e transcrevo aqui a declaração do Millenium de seus “valores”: LIBERDADES INDIVIDUAIS: a defesa perene da liberdade de escolha, em todos os seus desdobramentos: liberdade de expressão; liberdade religiosa; liberdade econômica; liberdade de imprensa; liberdade de reunião e assembléia; liberdade de empreender; liberdade de ir e vir; liberdade de contratar; liberdade de pensamentoliberdade política; livre circulação de bens, pessoas e capital.
É “bonito” falar em tese de liberdade. Aqui está o caso concreto de alguém que foi privado do seu trabalho e do seu emprego por pensar diferente .  Sei que Felipe, que ama o trabalho que faz, especializado em nossos irmãos índios, está abalado. Não se pode pedir que ele tome a frente desta luta. Talvez nem queira levar esta história adiante, e deve ser respeitado.
Tomemos  nós a frente e vamos ver se os “homens da liberdade” a defendem quando o direito é de opinar ou apenas quando é o de faturar.

Em dia

Hoje dia 17/05, o dia amanheceu diferente para mim, depois de um domingo com muito frio por aqui , pelo menos para mim , que não sou daqui do sul.Mas está diferente hoje.
Dei uma olhada ontem nas notícias on line, há muito não aguento estes jornalões.Principalmente por aqui , no sul, interior. Uma vez alguém me disse das peculiaridades do sul , principalmente uma que não havia entendido direito. Que o sul , não sei a capital , mas o interior , parece um província à parte do país.
O que estranhei no primeiro contato, foi em uma formatura , em que todos ficaram de pé , para ouvir ao hino do ............Rio Grande do Sul.
Fiquei imaginando se em algum momento da minha vida , em alguma solenidade que não fosse oficial,se tocariam o hino do Rio de Janeiro. Fiquei em dúvida. Qual é mesmo o hino do RJ , será "cidade maravilhosa?", não sei, mas aqui sabe-se muito bem qual é do RS.
Mas voltando ao assunto, fiquei garimpando notícias sob aquilo que me prende no momento. Eleições, Lula no oriente, acordo saiu? não saiu?, e nada.
Parecia que o mundo , fora daqui , não existia. Percebe-se , que por aqui realmente as notícias não chegam , pelo menos nos meios digamos grande mídia.Ou se chegam, chega o que interessa ser publicado. Se há censura? não , acho que não é isso, mas omitir fatos relevantes, só notícias que são escolhidas , e isto não é só por aqui , seria censura?
Bom vi um programa , que fala dos gaúchos que vivem pelo mundo.Por um acaso fizessem , algo do tipo, os paulistas , cariocas, mineiros , etc.... que vivessem pelo mundo , soaria estranho? Como se fossem etinias à parte. Mesmo no Rio , em uma programação que só fosse transmitida para o Rio, acho que eu estranharia.
Bom , mas o fato que nada de notícias. Fora a emissora oficial do RS, se é que posso referir-me assim, todas as retransmissoras são de fora do estado , e nada. Hoje dei uma olhada nas notícias , um novo blog de notícias , o Sul21 , parece bom , e o que vejo, justamente o assunto acima.Mas não sei se seria exatamente isso."O Rio Grande do Sul tem preconceitos contra o Brasil" do cineasta Jorge Furtado.
Vou dar uma lida, mas continua fazendo frio....