Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Índia entre os principais alvos de espionagem da NSA

"Serjão Motta impediu a CUT de comprar a TV Manchete' (Luiz Dulci; assista aqui)  

'Mais Médicos': sabotagem nega registros e ignora a dor nas filas de espera. Congresso vota nesta 4ª feira MP que pode dispensar a inscrição nos CRMs .


*Dilma na ONU: 'uma soberania não pode se firmar na violação de outra'


Presidenta denuncia a espionagem dos EUA e defende uma regulação da Internet que assegure a transparência e a liberdade de expressão. Em tom duro,disparou: 'O Brasil fez saber ao governo norte-americano nosso protesto, exigindo explicações, desculpas e garantias' 

**Denúncia do Brasil deve mobilizar outras nações espionadas. Na Índia, a CIA capturou 13,5 bilhões de fragmentos de informação em apenas um mês.

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PSB deixa o governo Tarso Genro. Cid Gomes pode deixar o PSB





Na lista completa de todos os países espionados pela NSA, a Índia fica em quinto lugar, com bilhões de trechos de telefonemas e outros dados na internet colhidos em apenas 30 dias. De acordo com documentos confidenciais fornecidos por Edward Snowden, ao jornal The Hindu, a agência estadunidense conduziu atividades de coleta de dados de inteligência usando ao menos dois programas: o Boundless Informant e o PRISM. Por Glenn Greenwald e Shobhan Saxena, para o jornal The Hindu,



Entre o grupo de nações emergentes do BRICS, que já estava lá no alto entre os países alvo dos programas de vigilância da da agência de segurança nacional dos EUA, a NSA, a Índia era principal alvo. Na lista completa de todos os países espionados pela NSA, a Índia fica em quinto lugar, com bilhões de trechos de telefonemas e outros dados na internet colhidos em apenas 30 dias. 

De acordo com documentos confidenciais fornecidos pelo ex-consultor da NSA, Edward Snowden, ao jornal The Hindu, a agência estadunidense conduziu atividades de coleta de dados de inteligência usando ao menos dois programas: o primeiro é o Boundless Informant, um sistema de coleta de dados que controla quantas chamadas e emails são coletados pela agência de segurança; e o segundo é o PRISM, um programa que intercepta e recolhe os dados diretamente da rede. Enquanto o Boundless Informant era usado para monitorar chamadas telefônicas e acesso à internet na Índia, o PRISM coletava dados mais específicos - não relacionados a terrorismo - através de Google, Microsoft, Facebook, Yahoo, Apple, YouTube e diversos outros serviços baseados na rede. 

Perguntado pelo The Hindu por que um país aliado como a Índia era submetida a tanta vigilância pelos EUA, um porta-voz do gabinete do chefe da Inteligência Nacional disse: "O governo dos EUA responderá aos nossos aliados e parceiros por canais diplomáticos. Nós não vamos comentar cada alegação específica de atividades de inteligência em outros países, e nós deixamos claro que os EUA têm a política de coletar inteligência estrangeira da mesma forma que todos os outros países. Nós valorizamos nossa cooperação com todos os países em assuntos de interesse mútuo." O porta-voz preferiu não dar declarações sobre como a NSA conseguiu tantos dados na Índia - 13,5 bilhões de elementos de informação em apenas um mês - especialmente da rede de telefonia, e sobre se eles tinham recebido a cooperação das companhias de telefone da Índia. 

Apesar de altos dirigentes indianos terem demonstrado dar pouca importância para os vazamentos, com o ministro de Assuntos Externos, Salman Kurshid, chegando a defender o programa de vigilância dos EUA dizendo que “não é bem espionagem...”, os documentos da NSA que o The Hindu obteve mostram que o Boundless Informant não registra apenas os emails e chamadas, ele também usa a agência para gerenciar sumários de toda a inteligência coletada no mundo, perfazendo, portanto, o pilar fundamental dos programas de vigilância globais da maior e mais secreta agência de inteligência do mundo.

Esse sistema de SIGINT (signal intelligence) coleta registros eletrônicos ou dados de internet (DNI) e meta-dados de registros de chamadas telefônicas (DNR), e tudo é armazenado na NSA, em um arquivo chamado GM-PLACE. Segundo os documentos, o Boundless Informant categoriza registros de dados de 504 fontes diferentes de coleta de DNI e DNR chamadas de SIGADs.

A coleta de meta-dados é um negócio sério. Vários especialistas em tecnologia da informação com quem o The Hindu conversou dizem que grande parte da vida e uma pessoa pode ser reconstruída a partir dos meta-dados, que é, na realidade, o registro do número de telefone de toda chamada feita e recebida; os números de série, que são únicos, dos telefones envolvidos; o horário e duração de cada chamada; e potencialmente a localização de quem chamou e de quem recebeu o telefonema na hora da chamada. O mesmo pode ser dito de emails e outras atividades na internet. O grande volume de meta-dados coletados na Índia – 6,2 bilhões em apenas um mês – mostra que a agência estadunidense coletou dados de milhões de chamadas telefônicas, mensagens e emails todos os dias, dentro da Índia ou entre a Índia e algum ponto fora do país.

A informação coletada é parte de um programa muito maior de vigilância.
De acordo com um memorando de Questões Mais Perguntadas (FAQs), um documento não confidencial mas destinado apenas a uso oficial, obtido pelo The Hindu, o Boundless Informant é uma ferramenta do programa Global Access Operations (GAO) da NSA, que tem como slogan a frase “a missão nunca dorme”. A ferramenta, diz o memorando, “dá condições para se descrever as capacidades de coleta do GAO (pela contagem de coleta de meta-dados) sem nenhuma intervenção humana e dispõe a informação graficamente, num mapa, gráfico de barras ou de pizza”. O memorando até descreve como “ao extrair informação de cada registro de meta-dados DNI e DNR, a ferramenta é capaz de criar quase que uma fotografia, em tempo real, das capacidades de coleta da dados do GAO a qualquer momento”.

São os mapas, feitos com as “fotografias” do Boundless Informant, que mostram como a Índia foi intensamente alvejada pela NSA. De acordo com um “mapa de atividades global” a que o The Hindu teve acesso, apenas em março de 2013, a agência estadunidense coletou 6,3 bilhões de pedaços de informação da internet na Índia. Outro mapa de atividade da NSA mostra que a agência coletou 6,2 bilhões de pedaços de informação da rede de telefonia no mesmo período.

Três mapas de atividade global, que dá uma cor para cada país de acordo com a quantidade de operações de vigilância nele, mostra claramente que a Índia foi um dos alvos preferidos de vigilância para a inteligência dos EUA. Com o sistema de cores indo de verde (menos vigilância), passando pelo amarelo, laranja e vermelho (mais vigilância), o mapa de atividades na Índia mostra o país em tons de laranja escuro e vermelho, mesmo que os outros países membros do BRICS como Brasil, Rússia e China – todos extensivamente monitorados – estejam na zona entre o verde e o amarelo.

No primeiro mapa de atividade, que mostra a somatória dos dados analisados pelo Boundless Informant em março de 2013, que teve 14 bilhões de peças, o Irã foi onde os EUA mais coletaram dados de inteligência. É seguido pelo Paquistão com 13,5 bilhões. A Jordânia vem em terceiro com 12,7 bilhões, o Egito em quarto com 7,6 bilhões e a Índia em quinto, com 6,3 bilhões.

No mapa de atividades que dá uma visão panorâmica da vigilância na internet (DNI), com 6,3 bilhões de pedaços de informação recolhidos de sua rede, a Índia está entre Irã e Paquistão (ambos em vermelho) e China e EUA (ambos laranja claro). Tanto Brasil quanto Rússia aparecem em verde claro nesse mapa, enquanto a China fica em laranja claro.

No terceiro mapa, que mostra a coleta de dados de telefones (DNR), a Índia aparece em laranja escuro, com 6,2 bilhões de pedaços de informação recolhidos de seu sistema telefônico. No caso da coleta de DNR, a Índia é o único país BRICS que é tão monitorada quanto outros países que têm intensa vigilância, como Arábia Saudita, Iraque e Venezuela; os outros quatro membros estão na área verde nesse mapa.

Apesar de a Índia ter levantado a questão da vigilância da NSA quando o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, visitou Nova Delhi em 24 de junho para do evento India-US Strategic Dialogue, Nova Delhi parece ter acreditado na versão oficial dos EUA sobre a história. “Tivemos um problema, que foi discutido quando o secretário John Kerry esteve na Índia”, disse o sr. Kurshid em 2 de julho. “Ele [Kerry] deu uma explicação muito clara de que nenhum conteúdo foi visto ou procurado em nenhum email... Então, no que nos concerne, não há nenhum problema”, disse o ministro indiano.

É verdade que o Boundless Informant não intercepta nada de conteúdo, mas os documentos altamente secretos obtidos pelo The Hindu mostram que essa ferramenta interna da NSA se foca em contar e categorizar as chamadas telefônicas e registros de internet, bem como recolher e armazenar, que poderia dar aos agentes de inteligência os registros de horários de chamadas e mensagens, identidades, endereços e outras informações necessárias para rastrear pessoas ou conteúdo.

Como esses meta-dados são lidos por máquinas, e portanto podem aparecer em uma busca, isso possibilita que haja intensa vigilância, já que os registros de email, de telefonemas e de navegação na internet de uma pessoa ficam disponíveis para a NSA, sem mandado ou ordem judicial. Grupos de defesa da cidadania têm visto isso como séria violação da privacidade e de dados pessoais. “Pelo acesso aos meta-dados, pode-se saber muito sobre uma pessoa. Com os telefones celulares, a localização foi adicionada aos meta-dados. Com a internet, você ainda pode cruzar a informação da localização com a rede social dela em um alto nível de detalhamento, bem como a rede social dela se relaciona com outras redes. Se você coloca tudo isso junto, você obtém um mapa muito detalhado da movimentação de uma pessoa, com quem ela anda e o que acontece na vida dela”, disse Anja Kovacs, diretora de projeto na Internet Democracy Project, um grupo de Nova Delhi que luta pela liberdade de expressão.

Em um exemplo recente de como os meta-dados podem ter um mau uso pelo governo, dois repórteres da Associated Press foram intimados a comparecer em corte como testemunhas pelo Departamento de Justiça em um caso envolvendo segurança nacional. Os jornalistas foram notificados depois de o departamento ter analisado dados que davam detalhes de ligações telefônicas dos jornalistas com suas fontes, o que gerou um conflito entre a mídia e a Casa Branca por causa da liberdade de imprensa.

Tradução: Rodrigo Mendes

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Países do Bric são cada vez mais a locomotiva da economia mundial

Postado por Vinna Quarta-feira, Agosto 17, 2011

As economias do Brasil, da Rússia, da China e da Índia cresceram nos últimos anos bem mais do que as dos países industrializados. Já em 2015 elas terão um papel no mercado mundial comparável ao das nações ricas.

Os tempos são de grande insegurança para a economia mundial: os mercados de capitais enfrentam altos e baixos, os Estados Unidos e os países europeus sofrem com as próprias dívidas, a economia norte-americana está desacelerando e as economias da Europa – excetuada a alemã – tampouco inspiram otimismo em relação ao futuro.

Será uma nova recessão global que se anuncia? Na visão do economista Michael Hüther, diretor do Instituto da Economia Alemã (IW, na sigla original), isso dependerá de forma decisiva de como os assim chamados mercados emergentes vão se desenvolver, em especial os do grupo Bric (Brasil, Rússia, Índia e China).

Caso não tenham que encarar convulsões ou crises mais graves em nível nacional, esses países serão os gigantes econômicos de amanhã. "E isso num prazo não muito longo", avalia Hüther. Já em 2015, as quatro nações serão responsáveis por quase 30% do desempenho econômico global, superando, de longe, a zona do euro. "Esta ficará com apenas 13%. Em 1995 estávamos em 20%."


BRIC -Normalmente traduzido como "os BRICs", é a união em uma sigla, dos mais importantes países Emergentes da atualidade :Brasil, Rússia, Índia e China.

Locomotivas de crescimento

Com seu poder de propulsão, os países emergentes podem se tornar uma locomotiva de crescimento para a economia global, pois compram cada vez mais produtos em todo o mundo e investem fortemente em infraestrutura. Já no período de 2002 a 2010, os Bric contribuíram com 12% a 21% do crescimento internacional das importações, suplantando assim os EUA – exceto nos anos 2004 e 2005.

A China tem uma participação decisiva nessa dinâmica. O país é responsável por mais de 60% do crescimento das importações globais. "No entanto é preciso notar que a parcela dos outros três Estados do Bric é cada vez maior. O impulso vem, sobretudo, da Índia e da Rússia", registra o economista do IW.

Já no próximo ano os quatro grandes emergentes estarão investindo em sua infraestrutura quase tanto quanto os países industrializados. Um fato tão mais notável considerando-se que dez anos atrás o volume de investimentos das nações industrializadas era mais de quatro vezes superior.

A Alemanha, que tem uma economia voltada para as exportações, é um dos países que mais se beneficiam dessa tendência.

Exportações e também investimentos

Nos últimos anos aumentou drasticamente a importância dos emergentes como parceiros econômicos da Alemanha. Enquanto as exportações alemãs cresceram um total de 21% entre 2005 e 2010, as vendas para o Brasil, Rússia, Índia e China galgaram respeitáveis 107% no mesmo período.

Segundo Hüther, os setores de exportações tradicionalmente fortes da Alemanha são justamente os mais atraentes para o Bric. "Cerca de 30% de todas as mercadorias compradas da Alemanha pelos Estados do Bric provêm do setor de maquinaria, 22% do de veículos, 17% da indústria elétrica e 15% da química."

Em 2010 as empresas alemãs exportaram um total de 100 bilhões de euros para os países do Bric, um terço a mais do que as entregas para os Estados Unidos. Contudo, não é apenas através das exportações que o empresariado alemão pretende lucrar com o boom dos países emergentes.

Como demonstra uma enquete realizada pelo Instituto da Economia Alemã no segundo trimestre deste ano, as firmas nacionais estão cada vez mais interessadas em investir nos países em questão. Até 2015, mais de 20% de todos os investimentos da Alemanha no exterior deverão estar fluindo para Brasil, Rússia, Índia e China.

Fonte: DW-World

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Commodities: preço alto veio para ficar. Pobre Urubóloga !


Conversa Afiada
Viajar para fora do Brasil é voltar a ler boas notícias sobre o Brasil.

Aqui, o Brasil afunda com a circulação do PiG (*) e a credibilidade da Globo.

Recomenda-se esta semana, por exemplo, ler a respeitada revista conservadora inglesa, The Economist, pág. 37.

Ali, as economias da América Latina – o Brasil à frente – “se vira ” – “balancing act” – em plena crise mundial.

A região vai enfrentar um crescimento menor, mas, não, o desastre anunciado pela urubóloga três vezes ao dia.

O que reforça a posição da América Latina, segundo a Economist, são os preços altos das commodities, a política economia austera, a expansão do crédito doméstico e, claro, o influxo de capital estrangeiro.

A Economist lembra que, desde a crise de 2008, que, segundo a urubóloga ia afundar o Nunca Dantes, desde então as reservas brasileiras passaram de US$ 200 bilhoes para US $ 350 bilhões.

Um horror !

Outra leitura horrorosa é o artigo do excelente Rogério Cohen, no International Heráld. Tribune, na pág. 6 deste fim de semana.

Cohen lembra que o desemprego na Espanha é de 45%; 38% na Grécia.

Um em cada cinco jovens inglês ou americano não tem emprego.

Só quem se deu bem com a crise – segundo Cohen – são os que provocaram a crise : os banqueiros e os pilantras que administram os fundos de derivativos.

A ausência de Justiça e punição os inflama, diz o articulista do New York Times.

Tem saída ?

Tem, ele diz: vá para o Sul !

O crescimento, emprego, expansão, entusiasmo – e, sim, a expectativa de progredir – estão no grande arco não-ocidental que vai da China, através da Índia, em direção à África do Sul e ao Brasil  – diz Cohen.

(Onde os urubólogos  do neoliberalismo brasileiro vão beber sabedoria nesse novo arco não-ocidental ? Oh, Chicago Boys, onde estão que não respondem ?)

Este ansioso blogueiro se divertiu  muito ao ler as profecias apocalíticas de Jeremy Grantham, o inglês que dirige um fundo de investimentos em Boston, nos Estados Unidos.

Em reportagem no Int’l Herald Tribune deste fim de semana – “Ele não é um profeta da catástrofe como os outros” -, Grantham informa que ainda há tempo para evitar a catástrofe da escassez de recursos.

Ele é um militante do ambientalismo e prevê um acelerado esgotamento dos recursos, com a explosão da natalidade.

Malthus não errou, ele diz.

Apenas, foi um profeta antes da hora.

Só que ao contrário dos verdes bláblaristas brasileiros, ele não acredita que o capitalismo seja capaz de proteger o meio ambiente.

Sem a mão forte do Estado, o meio ambiente vai para o beleleu.

(A urubóloga não concorda !)

Grantham previu que a bolha da internet ia explodir e que a bolha das hipotecas e derivativos também ia explodir.

Agora, ele diz que, como o petróleo, que, desde 1974, mudou definitivamente de patamar, as commodities também mudaram.

Subiram e vai ficar lá em cima.

Porque aumentou a demanda irreversivelmente.

O preço das matérias primas mudou de paradigma, ele diz.

Assim, o preço da soja, do milho, do algodão, do açúcar – tudo isso vai ficar mais caro.

Por muito e muito tempo.

Como se sabe, para a  urubóloga, tudo o que é bom para o Brasil é uma bolha que vai explodir em breve.

Em matéria de profeta da catástrofe, ela prefere o Nouriel Roubini, para quem não há salvação.

Lamentavelmente, existe a possibilidade de a profecia de Grantham se confirmar.

A menos que a China e a Índia parem de comer.

Que horror !

Paulo Henrique Amorim
*Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.