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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Visita de Alckmin e Serra dá apagão no 'impostômetro'


Por onde demo-tucano passa o apagão manifesta presença.

Geraldo Alckmin (PSDB/SP) e José Serra (PSDB/SP) foram fazer uma visita cínica e demagógica ao "impostômetro", uma impostura da Associação Comercial de São Paulo, e a urucubaca do apagão deu o ar da graça: o painel pifou.

O "impostômetro" é uma impostura porque, sob o disfarce de criticar a carga tributária, faz lobby para retirar dinheiro de serviços públicos e programas de distribuição de renda, para deixar nas mãos de empresários, concentrando renda.

O Brasil precisa de reforma tributária que faça mais justiça, porque os mais ricos podem pagar mais e a classe média e os mais pobres pagar menos, fazendo uma escala progressiva mais justa. Falta boa vontade do Congresso e dos governadores demo-tucanos (sobretudo Serra e Alckmin pararem de sabotar) para dar um passo adiante na reforma tributária.

Mas essa discussão precisa ser séria, e a carga tributária do "impostômetro" é um embuste, porque só computa o dinheiro que é recolhido e não considera o dinheiro que é devolvido à sociedade através:

- do pagamento de aposentadorias da previdência;
- dos benefícios que são renda do trabalhador, como abonos salariais, de férias, décimo-terceiro e FGTS;
- dos programas sociais como Bolsa-família, Pro-jovem;

A rigor até a folha de pagamento do funcionalismo civil e militar é dinheiro que volta à sociedade. Por isso a discussão sobre carga tributária, passa por distribuição de renda, e precisa ser mais séria, e com menos ôba-ôba e menos marquetagem lobista dos empresários mais ricos do Brasil querendo tirar casquinha da população mais pobre, como fizeram ao embolsar a CPMF da saúde.

A Associação Comercial é reduto do DEMos de São Paulo, tendo como eminência parda o vice de Geraldo Alckmin, Guilherme Afif Domingos (DEMos/SP), e a entidade foi um dos carros chefe do movimento CANSEI.

Alckmin e Serra são cínicos e demagogos, porque boa parte dos impostos de São Paulo que estão ali naquele placar são do governo estadual, e ambos sempre meteram a mão no IPVA e no ICMS, inclusive sobre eletricidade, gasolina, telefonia e banda-larga.

Além disso, os pedágios em São Paulo foram concessão onerosa, o que significa cobrar imposto disfarçado em forma de tarifas de pedágios. Nem assim Alckmin e Serra reduziram o IPVA. Pelo contrário mantém mais caro do que outros estados do Brasil.

Para completar a impostura, Alckmin e Serra iriam presenciar o painel marcar R$ 800 milhões recolhidos. Acontece que a arrecadação em 2010 cresceu porque a economia está crescendo, devendo chegar a 7% neste ano, e o "empregômetro" registrou 1.655.116 empregos gerados neste ano até julho.

Parece até que o apagão no painel do "impostômetro" foi um puxão-de-orelha nos demo-tucanos, vindo dos céus, para mostrar a impostura.

Blogueiro salva photo opportunity do Serra

O blogueiro Márcio Amêndola soube que José Serra ia produzir um evento hoje, em São Paulo, diante do chamado impostômetro da Associação Comercial. O impostômetro pretende medir os impostos pagos pelos brasileiros. Na hora agá, o impostômetro deu pau. Apagou. Teve um problema técnico. E José Serra ficou sem a imagem com a qual pretendia, acredito, aparecer no Jornal Nacional desta noite.

Amêndola, com a ajuda do photoshop, resolveu contribuir com a campanha de Serra. E “colocou” o candidato diante de um símbolo de seu governo, o “pedagiômetro”. A nota que o Amêndola reproduziu na mensagem é da bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo:



Pedágio de SP está entre os mais caros do mundo

Em São Paulo, pedágio de caminhões chega a ser quase três vezes mais caro do que na Europa

O pedágio cobrado nas rodovias paulistas é o mais caro do Brasil e, quando comparado com as tarifas pagas nas rodovias dos Estados Unidos ou da Itália, fica evidente que está entre os mais caros do mundo também.

Na rodovia Florida’s Turnpike, nos Estados Unidos, o preço por quilômetro rodado é de R$ 0,076, enquanto a média nas rodovias paulistas é de R$ 0,111, ou 46% superior ao da rodovia americana.

Além disso, na Florida’s Turnpike há o SunPass que é um dispositivo colocado no automóvel que garante a passagem direta pelo pedágio. É como o Sem Parar que existe em São Paulo. Diferentemente do Sem Parar, o SunPass garante desconto médio de 20% para o usuário. O pedágio fica bem mais barato para quem o utiliza.

No caso das rodovias italianas (R $0,134), elas são mais baratas do que as rodovias Anchieta (R$,0159), Imigrantes (R$ 0,152) e Castello Branco (R$ 0, 145), enquanto a Bandeirantes (R$ 0,135) e a Anhanguera (R$ 0,132) têm valores próximos aos da Itália.

Mas vale ressaltar que a concessionária italiana construiu com recursos próprios a sua rede de rodovias, diferentemente do que ocorre em São Paulo. No caso paulista, paga-se duas vezes: para construir e usar a rodovia.

E paga-se também ao consumir qualquer produto transportado por essas rodovias. Comparando novamente com as estradas italianas, o pedágio que incide sobre veículos de carga em São Paulo é até 149% mais caro do que na Itália.

Caminhão paga muito mais

Um caminhão com seis eixos que sai de Bari e vai até Milano, percorrendo 874,5 km, paga o equivalente a R$ 286,06. Um caminhão similar, partindo de São Paulo e fazendo o percurso de ida e volta até São José do Rio Preto, o que dá 880 km, deixa R$ 710,40 nos pedágios paulistas. Conclui-se que em São Paulo se paga duas vezes e meia a mais do que na Itália.

Esse alto custo do pedágio paulista é repassado para o frete e, consequentemente, para o produto. No final, quem paga essa conta é o consumidor, ou seja, toda a população. (Da liderança do PT na Assembleia Legislativa)