Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

DO QUE NOS LIVRAMOS: O HERÓI DA REPÚBLICA DE HIGIENÓPOLIS


O mito construído pela mídia demotucana que durante anos de pré-campanha vendeu José Serra como sinônimo de  gestor público eficiente, dissolve-se nas chuvas de verão. O mito é contestado em seus próprios termos, por um igual ou pior que ele. A primeira medida tomada pelo também tucano Geraldo Alckmin no governo de SP --discípulo assumido do 'choque de gestão'--  foi determinar  rigorosa auditoria em todos os contratos de terceirização de serviços públicos assinados por Serra. Alckmin tambémn adiantou que poderá reduzir o valor dos pedágios que Serra defendia como 'proporcionais' à qualidade dos serviços prestados por São Paulo, sem difarçar o desdém por tudo o que o pavonato tucano considera como 'resto', ou seja, o Brasil. Dificilmente a 'obra' de outro desafeto dos alckmistas, Paulo Renato , ex-centurião de Serra em 'contratos educativos' com editoras como a Abril, Globo, Folha, Estadão etc, escapará da malha fina da linhagem tucana que voltou ao poder nos Bandeirantes. Aos poucos se verá que a construção midiática estampada em Serra --a direita eficiente X esquerda populista e perdulária-- tinha prazo de validade de um pote de iogurte e  aderência política restrita ao bairro de Higienópolis em SP, meca do conservadorismo elitista que pretendia derrotar Lula e Dilma para repetir --no plano nacional--  a maracutaia chique perpetrada contra o interesse público em SP.
(Carta Maior; Terça-feira, 04/01/2011)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Terça-feira teve Mercadante tirando votos de Alckmin no debate da Globo

Terça-feira a TV Globo promoveu debates de governadores em vários estados as 22:30 hs.

Em São Paulo Mercadante está crescendo e Alckmin está caindo. O debate deve acelerar essa tendência, porque o legado e o discurso tucano em SP é ruim: pedágios abusivos, PCC, má qualidade do ensino, arrocho e pauladas nos professores, policiais e outros funcionários, atraso na entrega de remédios e superfaturamento, metrô atrasado, e desabamentos culminando com mortes na cratera, trânsito péssimo, alagões, apagões, cracolândias, população morando em áreas de risco, incêndios em favelas... ufa... tudo isso não anda pra frente com esses governos tucanos.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Blogueiro salva photo opportunity do Serra

O blogueiro Márcio Amêndola soube que José Serra ia produzir um evento hoje, em São Paulo, diante do chamado impostômetro da Associação Comercial. O impostômetro pretende medir os impostos pagos pelos brasileiros. Na hora agá, o impostômetro deu pau. Apagou. Teve um problema técnico. E José Serra ficou sem a imagem com a qual pretendia, acredito, aparecer no Jornal Nacional desta noite.

Amêndola, com a ajuda do photoshop, resolveu contribuir com a campanha de Serra. E “colocou” o candidato diante de um símbolo de seu governo, o “pedagiômetro”. A nota que o Amêndola reproduziu na mensagem é da bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo:



Pedágio de SP está entre os mais caros do mundo

Em São Paulo, pedágio de caminhões chega a ser quase três vezes mais caro do que na Europa

O pedágio cobrado nas rodovias paulistas é o mais caro do Brasil e, quando comparado com as tarifas pagas nas rodovias dos Estados Unidos ou da Itália, fica evidente que está entre os mais caros do mundo também.

Na rodovia Florida’s Turnpike, nos Estados Unidos, o preço por quilômetro rodado é de R$ 0,076, enquanto a média nas rodovias paulistas é de R$ 0,111, ou 46% superior ao da rodovia americana.

Além disso, na Florida’s Turnpike há o SunPass que é um dispositivo colocado no automóvel que garante a passagem direta pelo pedágio. É como o Sem Parar que existe em São Paulo. Diferentemente do Sem Parar, o SunPass garante desconto médio de 20% para o usuário. O pedágio fica bem mais barato para quem o utiliza.

No caso das rodovias italianas (R $0,134), elas são mais baratas do que as rodovias Anchieta (R$,0159), Imigrantes (R$ 0,152) e Castello Branco (R$ 0, 145), enquanto a Bandeirantes (R$ 0,135) e a Anhanguera (R$ 0,132) têm valores próximos aos da Itália.

Mas vale ressaltar que a concessionária italiana construiu com recursos próprios a sua rede de rodovias, diferentemente do que ocorre em São Paulo. No caso paulista, paga-se duas vezes: para construir e usar a rodovia.

E paga-se também ao consumir qualquer produto transportado por essas rodovias. Comparando novamente com as estradas italianas, o pedágio que incide sobre veículos de carga em São Paulo é até 149% mais caro do que na Itália.

Caminhão paga muito mais

Um caminhão com seis eixos que sai de Bari e vai até Milano, percorrendo 874,5 km, paga o equivalente a R$ 286,06. Um caminhão similar, partindo de São Paulo e fazendo o percurso de ida e volta até São José do Rio Preto, o que dá 880 km, deixa R$ 710,40 nos pedágios paulistas. Conclui-se que em São Paulo se paga duas vezes e meia a mais do que na Itália.

Esse alto custo do pedágio paulista é repassado para o frete e, consequentemente, para o produto. No final, quem paga essa conta é o consumidor, ou seja, toda a população. (Da liderança do PT na Assembleia Legislativa)