Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Regime instalado pelo golpe já age como ditadura

ditadores

Este post se divide em duas partes para mostrar a você, leitor, como o arbítrio, a violência estatal tomou país. De São Paulo a Brasília, o Estado ataca cidadãos humildes pisoteando as leis e o Estado de Direito.
A primeira parte se refere à barbaridade que acaba de ocorrer na capital paulista, prova de que o país vive uma ditadura
Três pessoas ficaram feridas na tarde da última terça (23) durante ação determinada pelo prefeito de São Paulo, João Doria, para demolir imóveis na região da cracolândia, no centro de São Paulo. As vítimas foram levadas a hospitais da região com ferimentos.
Uma escavadeira da prefeitura deu início à demolição de uma pensão da alameda Dino Bueno, em Santa Cecília, por volta das 14h, com moradores ainda dentro.
O Blog da Cidadania esteve na região no dia seguinte para conferir a afirmação maluca do prefeito João Doria de que teria conseguido “acabar com a Cracolândia” só porque mandou a PM e a Guarda Civil Metropolitana maltratarem aqueles pobres coitados.
Na verdade, é uma falácia de Doria. Quando Gilberto Kassab foi prefeito de São Paulo ele fez a mesma coisa que Doria. Mandou bater nos dependentes de Crack e fazê-los caminhar pelo centro velho de São Paulo. A PM chamou aquele ato de selvageria de “operação dor e sofrimento”, que pretendia impor às vítimas do crack. Foi em janeiro de 2012.
Como se não bastasse, Doria expulsou pequenos comerciantes pagadores de impostos sem nenhum aviso prévio, o que, aliás, segundo um promotor do Ministério Público é ilegal.
O promotor da área da saúde, Arthur Pinto Filho, vinha conversando com a gestão João Doria (PSDB) nos últimos dois meses sobre a formatação do atendimento aos viciados da cracolândia. Ele diz ter sido surpreendido no domingo (21) com uma operação totalmente diferente do combinado.
O membro do Ministério Público classificou a ação como uma “tragédia” e “selvageria” e afirmou que Doria será acusado por “improbidade administrativa”.
Mas alguém acredita que uma ditadura vai punir atos de violência dos seus esbirros?
Assista o vídeo e confira como Doria enganou – ou tentou enganar – os paulistanos com uma decisão irresponsável como aquela. E, mais do que isso, como esse esbirro da ditadura usa violência para resolver tudo.
Já o “presidente” Michel Temer  convocou tropas das Forças Armadas para manterem Brasília sequestrada até o próximo dia 31. Na prática, a medida institui estado de sítio na capital do país.
Temer, como se sabe, é investigado no Supremo Tribunal Federal por obstrução da Justiça, corrupção e organização criminosa. Uma das acusações contra ele é de ter silenciado diante da confissão de crimes pelo empresário Joesley Batista.
Nada disso o impediu de atiçar seus brucutus contra cidadãos que exerciam o direito de manifestação.
Mas isso não é o mais grave: manifestantes flagraram agentes da PM infiltrados entre os manifestantes. Suspeita-se de que podem ter promovido atos de vandalismo como incêndios para dar desculpa à PM para atacar os manifestantes.
Assista ao vídeo.
O país começa a perceber que o golpe foi golpe e que golpes invariavelmente são sucedidos por ditaduras.
O STF, a imprensa e até comandantes das Forças Armadas já se assustam com o ímpeto ditatorial dos golpistas disfarçados de chefes do Poder Executivo. Em um cenário como esse, só eleições diretas podem resgatar a imagem do país diante de seu povo e do mundo.

domingo, 29 de junho de 2014

O que aconteceu com os roqueiros dos anos 80? Leoni, o único que não virou reaça, fala ao DCM

Leoni (esq.) com sua antiga banda
Leoni (esq.) com sua antiga banda nos anos 80

O carioca Carlos Leoni Rodrigues Siqueira Júnior, conhecido somente como Leoni, tem uma carreira dedicada ao pop rock. Fundou e foi baixista e compositor do Kid Abelha entre 1981 e 1986, período em que a banda tornou-se um fenômeno, colecionando discos de ouro. É autor de todos os principais hits (“Seu Espião”, “Como Eu Quero”, “Pintura Íntima”, “Fixação”, entre outras).
Saiu depois de um desentendimento. Fundou a banda Heróis da Resistência e, desde 1993, está em carreira solo. Tem parcerias com Cazuza (“Exagerado”), Herbert Vianna, Léo Jaime, Roberto Frejat, entre outros.
Aos 53 anos, Leoni é uma exceção, uma mosca branca, entre a imensa maioria de seus colegas de geração: uma “pessoa de esquerda”, como ele se define.
Roger, do Ultraje a Rigor, e Lobão são macartistas. Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, não fala coisa com coisa, especialmente em política. João Barone, baterista dos Paralamas do Sucesso, repete clichês sobre “corrupção” sem parar — sempre contra o PT, naturalmente. Tony Belloto, guitarrista do que restou dos Titãs, é autor de frases originais como “é uma merda pensar como o Brasil há 30 anos ou patina, ou piora”. A lista é longa.
“Na época da ditadura, tínhamos um inimigo comum. Quando acabou, percebemos o que cada um pensava”, diz Leoni. Ele conversou com o DCM sobre música, política, seus companheiros dos anos 80 e o que Renato Russo e Cazuza estariam pensando dessa salada.
Por que a sua geração está ficando reacionária? 
Não acredito que todos os músicos da minha geração tenham se tornado conservadores… Todo mundo tem direito a ter opinião. O Roger sempre foi liberal e capitalista porque ele é um defensor do livre-mercado. Ele acredita numa sociedade nos moldes da dos Estados Unidos. Por isso, não está sendo desonesto com as pessoas hoje em dia. Ele era contra a ditadura, mas sempre foi capitalista. Até “Inútil”, o hino do Ultraje a Rigor nos anos 80, era uma música que tem a cara dele, meio que menosprezando o povo brasileiro. Esse sempre foi o discurso dele. 
Por nossas diferenças, eu tive vários debates com ele por email. O único problema é que ele perde a cabeça com gente que não concorda com ele e se descontrola. Ele leva para o lado pessoal. Mas, se o debate permanece no alto nível com ele, é bom.
O Lobão é mais imprevisível. E te digo o motivo: o que ele gosta é da polêmica. Eu vejo ele fazendo mais polêmica do que música hoje, sinceramente. Tem também o problema das respostas das pessoas na internet, que é um local bom para debates felizmente. Nas redes sociais, se você não concorda com alguém em algo, você é idiota e deve morrer.
Na época da ditadura, tínhamos um inimigo comum. Quando acabou, percebemos o que cada um dos músicos pensava. O Roger e o Lobão eram diferentes da esquerda, por exemplo. Tem gente que se tornou mais liberal com o tempo. Algumas pessoas acreditam mais numa democracia capitalista, com serviços públicos aqui e ali, mas com a economia privatizada funcionando. É diferente do que eu penso, porque eu quero serviços do estado que ajudem os pobres.
O rock não é, supostamente, um estilo rebelde…?
O rock, sobretudo o americano e o inglês, sempre foi mais ligado aos movimentos libertários individuais do que os coletivos. A meta da música foi te levar a usar roupas, drogas e fazer sexo da forma que você quiser, no seu individualismo. O rock foi interessante pra caramba, revolucionou os costumes, mas ele continua desligado do meio social e dos problemas coletivos. Minha postura pessoal não é essa do rock.
Uma pergunta hipotética: como seria se o Cazuza ou o Renato Russo, que foram seus amigos, estivessem vivos hoje? Teriam virado reaças também?
O Cazuza, no final da vida, teve uma preocupação política com o Brasil e fez a música “Ideologia”. Mas ele foi mais revolucionário no comportamento, ao assumir sua homossexualidade. Não sei se estaria engajado politicamente.
O Renato Russo era mais antenado com política, mas ele era melhor escrevendo letras do que agindo. Suas letras eram metafóricas. O disco V do Legião, de 91, falava sobre os problemas do governo Collor, mas sem citar ninguém diretamente. Eram letras sobre quem perdeu dinheiro com os saques da poupança na época, além dos desempregados. Acredito que o Renato faria boas músicas sobre o que está acontecendo no Brasil ultimamente.
O que você pensa sobre os protestos?
É complicado. Agora eu tenho um desânimo por perceber que o movimento todo gerou uma oportunidade de apontar erros no país, mas não mostra soluções. Milhões de pessoas foram pra rua, mas se você perguntar para as pessoas o que devemos fazer pelo país, elas não sabem responder. Vejo a Primavera Árabe, que derrubou ditaduras e colocou outras no lugar. Não solucionou os problemas de lá, mas é bom saber que temos o poder de mobilização. É bom a gente saber que, se a gente se mexer, a coisa muda. Mas é educativo saber também que isso não basta. Temos que aprender a conversar.
O que é mais triste é que os políticos não se organizaram para executar uma reforma política. Era isso, no fundo, que as pessoas pediram na rua. O “pemedebismo” instalado no Congresso cria alianças de partidos por interesses e propaganda. O sistema está errado. Esse políticos não se organizaram nem para dar uma resposta frágil. A gente tem que ir fazer mais barulho.

Leoni
Leoni

Os protestos são da esquerda ou da direita? E as pessoas que se manifestam contra a Copa do Mundo agora?
Estar a favor das manifestações não é de esquerda ou de direita. Há até vertentes mais radicais se manifestando, como aquela extrema direita que quer acabar com o comunismo e o bolivarianismo para colocar quase uma ditadura militar no lugar. Outros dizem que a extrema esquerda quer acabar com o capitalismo confiscando propriedades com a tomada de poder. E eu já vi gente se manifestando na rua porque há corrupção no país. Eu não consigo categorizar essas pessoas politicamente e parece uma coisa de velho, com medo de ser roubado por todo mundo.
Agora, perto das eleições, vejo algumas simplificações. Se você acha a Fifa suspeita, muita gente acha que você odeia Copa do Mundo e o futebol. Se você gosta da Fifa, é um petralha que gosta do governo. As coisas andam mais confusas ultimamente.
Qual é o seu balanço sobre a política cultural do governo Dilma?
Na parte cultural dos governos do PT, o de Lula foi bem melhor que o de Dilma, com o Gilberto Gil e o Juca Ferreira no Ministério da Cultura. O Gil ampliou os investimentos no ministério. O ex-ministro abriu um diálogo como eu não tinha visto antes. Cultura não é só história, dos grandes autores, mas sim toda a criação que fazemos hoje. Veio o governo Dilma e a ministra Ana de Hollanda interrompeu os avanços do setor. Ela achava que a cultura cigital era uma “brincadeirinha” na internet, por exemplo.
A ministra Marta Suplicy assumiu agora e nós conseguimos a aprovação do projeto Cultura Viva, criando pontos de encontro em comunidades populares para produção criativa. Essa me parece uma mudança de postura. Mesmo assim, acho que o governo Lula foi mais ousado culturalmente até agora.
De resto, acredito que o problema real dos governantes são os conchavos e as alianças ruins para se beneficiarem, prejudicando a sociedade. Esse método foi criado pelo PMDB e pelos congressistas do chamado baixo clero, que querem receber agrados.
As maiores críticas ao PT não vem da direita, mas de ex-petistas decepcionados com o governo. Eu não sei se o PT conseguiria governar sem alianças, mas as reformas precisam acontecer. Fica o aprendizado: As coisas não funcionam do jeito que gostaríamos. Os únicos dois partidos que vejo falar em reforma política são o PT e o PSOL.
Como a Internet mudou a música brasileira?
Agora a gente nunca teve tanta diversidade e riqueza musical. Até aparecer a internet, as gravadoras, que eram poucas, detinham tanto o monopólio da produção quanto o da distribuição. Não tinha como entrar em estúdio e já lançar algo. Era caro pagar produção, capa, fabricação, vinis e a distribuição física para o país inteiro, com jabá para rádios e pra todo mundo que precisasse. Se você não tinha gravadora, você estava fora do negócio.
Isso era ruim, mas não tão ruim a partir dos anos 80. A partir da minha geração, os selos independentes americanos começaram a ser vendidos para conglomerados de mídia. A Warner se transformou na Time Warner. Ocorreram várias fusões e o único interesse da indústria musical se tornou o lucro. A qualidade caiu para vender mais, e as músicas comerciais ficaram mais padronizadas. Depois da moda do rock, veio axé, lambada, pagode, sertanejo e depois até voltou o pagode.
Na era da internet, a gente pode fazer a nossa própria música. A represa das gravadoras se rompeu. Tem gente fazendo de tudo no Brasil. Cada cidade tem uma cena musical interessante e própria. Antigamente a coisa era mais concentrada no eixo Rio – São Paulo. O Brasil é grande e as pessoas sequer conhecem o mínimo. O músico de hoje também não precisa agradar muita gente, mas chamar atenção é mais difícil. Não dá pra ouvir tanta gente talentosa junto, e muitos acabam passando desapercebidos. O negócio da música pode ir mal, mas a música em si vai muito bem.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

LULA FAZ A DEFESA DA POLÍTICA Lula quer uma Reforma Política.

Como se sabe, os trombones da Big House falam mal da Política.

Preferem que os economistas de bancos, os ministros (alguns) do Supremo e os colonistas (*) do PiG (**) governem os brasileiros.

É que eles não têm voto.

Preferem o Golpe.

Lula prefere a Política:

PARA LULA, ASSEMBLEIA NACIONAL CONSTITUINTE MOSTROU O PRIMADO DA POLÍTICA



“Os partidos e os movimentos exerceram a atividade política até o limite de suas possibilidades. Todas as lideranças representativas, sem exceção, estiveram envolvidas no processo”, afirmou Lula lembrando que a Assembleia Nacional Constituinte foi um momento histórico “que transcorreu sob o primado da política, em seu mais nobre sentido”. E ele defendeu, assim como o vice-presidente Michel Temer, a reforma política: “Uma reforma política é necessária para aprofundarmos a democracia”. O ex-presidente participou nesta manhã do ato em comemoração aos 25 anos da Constituição Federal, realizado pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, em Brasília.

Lula também contou: “Ao longo dos oito anos em que fui presidente do Brasil, minha tarefa cotidiana foi transformar em ações concretas os direitos nela estabelecidos”. Entre as ações feitas nesse sentido, o ex-presidente lembrou a luta contra a fome, prevista no inciso III do artigo 3º da Constituição.

O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, também falou da importância da política na construção de uma Constituição avançada como a de 1988. E defendeu a reforma política: “Uma reforma política é necessária para aprofundarmos a democracia”.

Já o presidente que convocou a Assembleia Nacional Constituinte, José Sarney, relembrou momentos importantes do período. “Lembro até hoje da minha emoção ao levantar a mão para jurar a Constituição, no dia 5 de outubro de 1988”, afirmou ele, que foi o primeiro a jurar a Carta Magna.

O ex-presidente Sarney lembrou que cada constituição brasileira teve diferentes princípios que as regiam. Para ele, em 1988, diferentemente das constituições anteriores que foram regidas pela institucionalidade ou pela propriedade, o que guiou o debate constitucional foi a noção do social.

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (**) que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.