Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Alô, PF! Não vai prender os autores do boato sobre confisco da poupança?

caixa

Não estou entre os que fazem tiro ao alvo contra o ministro da Justiça, mas, às vezes, tenho vontade de me juntar a eles. O que este post relata só ocorre por inação das autoridades.
Veja só, leitor, na imagem acima, o boato que a turma que quer ditadura ou impeachment anda espalhando via Facebook.
Essa vergonha passou a sexta-feira inteirinha no ar e, até a noite de sexta, não havia um comunicado oficial da Caixa, nenhum desmentido oficial.
Senhor ministro, não é a primeira vez que esse tipo de coisa acontece. Até hoje estamos esperando os culpados pelo boato de que o Bolsa Família seria extinto…
Você dirá que é uma fraude evidente. Quem elaborou essa farsa é, claramente, um analfabeto funcional. Mas ser ignorante não atenua culpa.
Quantas pessoas humildes essa farsa enganou? Eis a questão.
Pode ter certeza, leitor, de que, a esta altura, há muita gente humilde preocupada. Sabe como é o Facebook, o que postam lá espalha-se como fogo. Principalmente se for lixo.
Semana que vem, essas pessoas que toparam com a farsa e se deixaram enganar provavelmente vão correr à Caixa para sacar suas economias.
Por qualquer critério, trata-se de um crime contra o sistema financeiro. Quem promoveu a farsa tem que responder pelo que fez. Penalmente. Sem complacência.
A página que promoveu essa farsa foi removida. Chama-se – ou chamava-se – “Eu odeio Dilma”. Foi criada no Paraná. O link está abaixo.
As autoridades competentes têm que responsabilizar o autor disso de modo a evitar que a impunidade anime outros a promover pânico.
Não se sabe se foram muitos ou poucos que caíram nessa farsa, mas, seguramente, haverá gente prejudicada.
No limite, um boato como esse poderia gerar pânico, sofrimento e inclusive prejuízos à instituição financeira vitimada pelos bandidos.
É essa gente que quer o impeachment de Dilma, que quer a volta da ditadura militar. É gente que não presta. Quem anda com gente assim vai descobrir que se meteu em uma fria.
Aguarda-se providências das autoridades competentes.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Tio Rei, o último Aécioman, revela o que Marina prometeu aos bacanas do Bank of América


reinaldo1

O Brasil é um país sui-generis em matéria de imprensa.

Um exemplo? Como é que três empresários – Apolo Vieira Santana, Eduardo Ventola e João Paulo Lira – que compraram, sem contrato ou recibo e usando contas-laranjas, depois de um mês, não foram abordados por um repórter sequer, não têm uma foto ou uma declaração – mesmo que seja nada a declarar – estampadas nos jornais, nos sites, na tevê?

Mistério….

Mas há um novo quase-mistério na praça.

Anteontem, o Bank of America, agora com o charmoso apelido de Merril Lynch, reuniu mais de 500 pesos-pesados das finanças brasileiras, a nata da “turma da bufunfa” para ouvir os emissários de Marina Silva: o vice, Beto Albuquerque, André Lara Resende e Alexandre Rands, além dos coordenadores Walter Feldman, Maurício Rands, Bazileu Margarido e João Paulo Capobianco.
532, para ser exato, porque o Estado de Minas publica algo próximo de um press-release sobre o encontro, onde se fala tudo, menos do que se falou nele.

Obviamente, não foi permitido o acesso da plebéia imprensa.

Mas será que não tem um coleguinha capaz de, como a gente chama na profissão, “recuperar” o que se disse ali sobre o que pretendem fazer com o país?

Mas, calma.

Nem tudo está perdido.

Reinaldo Azevedo- o último Aécioman da Terra, agora que Merval Pereira marinou -tinha um amigo por lá.

Não vou tirar leitores do Reinaldo, cujo blog sempre visito, em nome de minhas convicções sobre a biodiversidade.

Mas trago o essencial, retirado da espuma petófoba que lhe sai.
Diz que a bola ficou com André Lara Resende*, o cavaleiro (cavaleiro, mesmo, sem lh) do Plano Cruzado e das traquinagens do  Governo FHC, cujo retrato deixo que a própria Veja faça, numa nota ao pé desta página, para evitar que ele se aborreça.

Diz Reinaldo depois que ele  falou do que Marina (eles, claro) pensa sobre de preços, “os que o ouviram saíram de lá com a impressão de que ele defende um tarifaço de cara para retomar a credibilidade… ”.

Que mais, que mais, como diz no rádio o Sardemberg?

Disse que vão promover uma desvalorização do Real e, logo, uma alta do dólar: Os “vocalizadores” de Marina também acham que o câmbio está valorizado de maneira artificial, e se supõe, então, que a turma pretenda trabalhar com um dólar mais fraco e um real mais forte.

Ah, e os empresários vão ser convocados para um “mutirão” cívico na infraestrutura – supõe-se que com dinheiro próprio, não com o do BNDES, que dizem estar hipertrofiado –  e em troca  a “ categoria deixaria de ser “tratada como bandida”.

Diz Reinaldo que “falou-se até em rever a postura “perversa e autoritária” da Receita Federal”.
Aquela coisa horrorosa do tipo autuar o Itaú pela merreca de R$ 19 bilhões de imposto sonegado, sabe como é…

Então está aí, com meus agradecimentos a Reinaldo Azevedo, este repórter atucanado sempre com a notícia, por ter revelado como é que seria (seria, do verbo não será) a “nova economia” da “nova política”.
Palmas para o jornalismo econômico brasileiro, que deixou passar uma “reunião de bacanas” que nem o Bezerra da Silva perdoaria.

* sobre André Lara Resende, da Veja: “Economista brilhante, Lara Resende ajudou a criar o Plano Cruzado, juntamente com o colega Persio Arida. Teceu também as bases do Plano Real. Para favorecer a vitória do Opportunity na compra da Tele Norte Leste, em detrimento do consórcio Telemar, negócio que não se concretizou, Lara Resende foi diretíssimo ao ponto em suas conversas telefônicas com Arida. “”Se precisar vou ter de detonar a bomba atômica””, disse ele ao amigo, referindo-se ao presidente Fernando Henrique Cardoso. “”Vai lá e negocia, joga o preço para baixo. Depois, se precisar, a gente sobe e ultrapassa o limite””, instruiu Lara Resende, segundo fitas divulgadas pela imprensa à época.” Foi absolvido, apesar disso, por falta de provas.