Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Contra fascistas muito CUSPE e contra golpistas GREVE GERAL!

Contra fascistas muito CUSPE e contra golpistas GREVE GERAL!


fascistol 1
 EDUGUIM
Antes de começar, quero receitar um remédio para o surto fascista que infecta este país.

FASCISTOL

Sim, é isso mesmo. Jean Wyllys e José de Abreu deram o tom: há que cuspir nos fascistas, já que espancá-los e/ou atirar neles é crime.
Cuspir, não. É eficiente se for em reação a calúnia, injúria e difamação, atos penalmente tipificados, porque para reclamar judicialmente da reação da vítima o agressor terá que se expor ao fato de que agrediu primeiro.
É por isso que o casal de bandidos que chamou o ator José de Abreu de “safado” e “ladrão” e a esposa dele de “vagabunda” vai ficar bem quietinho mesmo com as cusparadas que levou nos rostos.
Faço apologia ao cuspe como REAÇÃO aos fascistas porque só será usado se eles agredirem primeiro. Se vierem cuspir em você sem que tenha dado motivo, estarão cometendo crime. E só levarão cusparada se o insultarem, acusarem, difamarem publicamente.
Quem são “os fascistas”? Ora, são os que usam métodos de militância fascista. Quais sejam, insultar pessoas que têm opiniões políticas diferentes só por elas pensarem diferente.
Vejam o caso do ator José de Abreu: estava jantando com a esposa calmamente no restaurante de um amigo quando, na mesa ao lado, um casal começou a agredi-lo e à sua mulher, quem os agressores chegaram a chamar de “vagabunda”, enquanto que o ator foi chamado de “safado” e “ladrão”.
O que Abreu fez para merecer uma agressão assim, do nada?
Segundo os agressores, ele seria beneficiário da “Lei Rouanet”. Ocorre que isso nem é verdade. Abreu já se cansou de dizer que não tem nenhum projeto bancado por essa lei. Ele apenas apoia o PT, Lula e Dilma.
Aliás, mesmo se fosse beneficiário da lei Rouanet não haveria nada demais porque é uma lei, ou seja, foi aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela Presidência da República. Que direito alguém tem de insultar uma pessoa que faz uso de um instrumento legal para se financiar?
Aliás, vale lembrar que artistas de oposição ao governo Dilma também usam a lei Rouanet.
O casal fascista que agrediu Abreu poderia ter evitado a cusparada se tivesse respeitado o direito do ator de ter sua opinião política. Não existe lei que proíba alguém de apoiar o PT, Dilma ou Lula, mas existe lei que proíbe que insultem alguém por sua opinião política.
Eis que o cuspe surge como um remédio contra o fascismo. Você não espanca ninguém, não causa dano físico, apenas moral, assim como o agressor. Como este agrediu primeiro, para reclamar judicialmente da reação terá que assumir a ação.
Pronto, os envolvidos ficam todos infelizes. Perdem ambos, não apenas o agredido inicialmente.
Mas vamos à segunda parte desta crônica, que é a reação ao golpe.
Ele será tentado. E a chance de vingar é muito alta. O efeito manada, as traições, o oportunismo de parlamentares não mudam do Senado para a Câmara. São todos farinha do mesmo saco, salvo as honrosas exceções.
Dilma pode, sim, ser afastada do cargo por 180 dias. Ficaria reclusa no Palácio da Alvorada com metade dos seus vencimentos e um estafe mínimo.
Ok, essa é a opção dos golpistas. E, se vingar, será um golpe.
Não pelo instrumento usado – o impeachment -, que é legal e previsto na Constituição. A esperteza dos golpistas é ficarem nesse mantra de que impeachment é um instrumento previsto em lei enquanto fogem do fato de que Dilma não cometeu o crime de responsabilidade que precisa existir para o impeachment ser aplicado.
Tanto a manobra contábil que usam para justificar o impeachment não é crime que os antecessores da presidente Lula e Fernando Henrique Cardoso usaram as tais “pedaladas” e não foram alvos de processo de impeachment.
A mídia brasileira, setores do STF e do Legislativo podem até tentar fazer o povo de bobo, mas, como bem mostra a imprensa internacional, só no Brasil há um contingente suficientemente grande de gente burra para cair nessa.
Matéria recente publicada pelo diário Washington Post mostra como essa lenga-lenga sobre a “legalidade” do golpe tupiniquim não engana ninguém além dos fascistas de um país cuja democracia, como estamos descobrindo, não passa de um simulacro. Abaixo, um trecho da matéria.
crõnica
Diante de tal descalabro, portanto, a solução para o golpismo, assim como a do cuspe para o fascismo, tem que ser inteligente e dura. Se o cuspe está dentro dos limites da reação aceitável, o direito de greve está ainda mais inserido nos direitos constitucionais dos cidadãos.
Até porque, não faltarão agressões aos direitos dos trabalhadores por parte do novo governo que pode se abater sobre o país. O PMDB golpista já deixou claro em seu documento “Ponte para o futuro” que pretende mexer em direitos trabalhistas, terceirizar o trabalho, enfim, tudo que os trabalhadores repudiam.
Desse modo, com base no tal documento “Ponte para o futuro”, já há justificativa para uma belíssima greve geral, contra supressão dos direitos dos trabalhadores e contra o golpismo, contra a retirada de um governo trabalhista para violar direitos dos trabalhadores.
A vantagem da greve geral é que atingirá os que financiam os golpistas justamente na parte mais sensível de suas anatomias: no bolso.
Fascistas podem evitar cusparadas se se portarem como gente em locais públicos, eximindo-se de insultarem quem pensa diferente, e os golpistas podem evitar prejuízos se se conformarem em esperar até 2018 para chegarem ao poder. Do contrário, cuspe e greve geral estão à disposição dos democratas deste país. Usemo-los fartamente, se necessário.

sexta-feira, 18 de março de 2016

LULA VAI À PAULISTA, DESOCUPADA DEPOIS DE 40H

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Golpismo tucano atira a pedra e esconde a mão


Tucanos graúdos se apressaram em rejeitar o clamor da militância do PSDB que desfilou nuazinha por algumas das principais capitais do país pedindo – ou exigindo – uma “intervenção militar” contra Dilma Rousseff como forma de o partido alcançar a tal “alternância no poder” que tanto prega – menos para São Paulo, claro, que ninguém é de ferro.
Aliás, as negativas do PSDB de que seja hoje o que todos sabem que se tornou – o novo reduto da extrema direita brasileira, com seus Telhadas e companhia limitada – mostram que o partido não perdeu (toda) a vergonha na cara, de modo que ainda é capaz de ruborizar ante os showzinhos dos (seus) tarados de extrema-direita.
No mesmo dia em que a militância do PSDB matava de vergonha um partido fundado por perseguidos pela ditadura ao exibir, nas ruas, confissões de que tucanos “lutam contra a democracia” e, assim, anseiam pelo golpe, o ex-vice-governador tucano de São Paulo Alberto Goldman garantiu que ainda acredita nas urnas como forma de chegar ao poder.
Dois dias depois (segunda-feira 3), foi a vez de o governador Geraldo Alckmin dizer que discorda dos filiados ao seu partido que participaram da organização dos protestos de sábado passado em várias capitais e que, de arma na cintura, clamaram pelo golpe.
Contudo, o PSDB dissimula. O partido corteja os energúmenos que foram às ruas no sábado pedir golpe e bradar contra homossexuais, mulheres emancipadas etc. O PSDB é hoje o partido da ultradireita, dos militares, dos homofóbicos, dos machistas, dos latifundiários, dos canibais do “mercado”…
Por conta disso, os tucanos têm dado todos os incentivos para que esses psicopatas saiam da toca. Suas discurseiras hipócritas sobre corrupção – que tentam convencer as pessoas de que não há corrupção no PSDB – são idênticas à dos golpistas da UDN de há meio século, que “justificaram” o golpe militar de 1964.
Fernando Henrique Cardoso, golpista como os pirados que tomaram a avenida Paulista no sábado, chegou a questionar a legitimidade da eleição de Dilma devido à campanha dela ter questionado a política econômica que seria empreendida em um eventual governo Aécio Neves.
FHC ainda se queixou do questionamento de aspectos da vida do último candidato do PSDB a presidente que em qualquer democracia viriam para a eleição não apenas através da militância, mas no discurso oficial dos adversários.
Ou será que o caso da agressão de um candidato a presidente a uma namorada diante de um monte de testemunhas passaria batido nos EUA ou nos países mais desenvolvidos da Europa? Imagine você, leitor, se Obama tivesse agredido uma namorada em público.
Ou será que o jornalista Juca Kfouri mentiu quando disse, em seu blog, que Aécio agrediu a namorada diante de um monte de testemunhas em uma festa da grife Calvin Klein? Acho que não. Afinal, se tivesse mentido o tucano o teria processado. E nunca processou. Certamente porque, se mexesse com isso, o caso iria feder ainda mais.
Contudo, o PT não levou esse caso ao seu programa eleitoral na televisão e no rádio ou mesmo ao seu site na internet. Contudo, em países como os EUA uma acusação dessa teria sido veiculada até na propaganda oficial do adversário.
O PT levou à sua propaganda eleitoral o caso dos aeroportos que Aécio mandou construir nas terras de sua família. Só faltava não levar. Quer dizer que os tucanos podem chamar todos os petistas e até os simpatizantes do PT de “ladrões” o tempo todo e não quer questionamentos à sua “ética”?
Então tá, PSDB. Fica esperando.
Agora, quando o líder máximo do PSDB, um ex-presidente, diz que a eleição de Dilma é “ilegítima” ou quando o partido pede para recontar os votos da recente eleição não porque tenha dúvida, mas porque “estão pedindo nas redes sociais”, é óbvio que pretende atiçar os setores mais radicais de sua militância, ou seja, aquela turma que foi à Paulista pedir golpe.
Isso sem falar que o PSDB se deu a discutir, NESTE MOMENTO, o “impeachment” de uma presidente que acaba de ser consagrada pelo voto popular. Com base em quê? Em uma denúncia da revista Veja que é tão fraca que lhe gerou punições duras aplicadas pelo Tribunal Superior Eleitoral, como obrigatoriedade de divulgar direito de resposta e uma multa em dinheiro que deve somar vários milhões de reais por não ter veiculado o direito de resposta como a Justiça determinou.
As negativas dos tucanos de que compactuam com pregações de golpe militar – que a terminologia tucana chama de “intervenção” –, pois, não passam de jogo de cena. Aceitariam de bom grado um golpe tradicional. Mas como, hoje em dia, o terceiro-mundismo prefere golpes paraguaios – via Congresso –, eles se fingem de democratas.