Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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sábado, 31 de outubro de 2015

Sr. Promotor, com a devida vênia, o senhor é o retrato da estupidez

POR  · 31/10/2015
marum
O promotor Jorge Marum, de Sorocaba, que ganhou notoriedade por publicar em seu facebook,   edificante comentário  sobre a pergunta no Enem – segundo ele o “Exame Nacional-Socialista da Doutrinação Sub-Marxista”  – onde Simone de Beauvoir diz que uma mulher “não nasce mulher, torna-se mulher”, mostra como a elite que se adona das instituições brasileiras tornou-se estúpida.
” Aprendam jovens: mulher não nasce mulher, nasce uma baranga francesa que não toma banho, não usa sutiã e não se depila. Só depois é pervertida pelo capitalismo opressor e se torna mulher que toma banho, usa sutiã e se depila”
Evidente que a “baranga francesa” é um personagem do século 20, enquanto o Dr. Marum é apenas um troglodita do 21, destes que se pode encontrar nos botequins da madrugada, cuspindo para o lado e classificando as mulheres que passam em “gostosas” ou “barangas”, cogitando se tomaram banho ou se estão de sutiã.
Perfeitamente, nada de original se o indigitado personagem daí a pouco saísse rumo a sua cotidiana função de vender pepinos na feira, gritando que “moça bonita não paga, mas também não leva”  – com o devido perdão aos feirantes, gente boa e trabalhadeira. Há disso na vasta fauna humana e é para isso que as ideias progridem, para ir retirando pessoas da barbárie.
E nem é assim a maioria dos humildes, porque aprendi a ser respeitoso com um pintor de paredes, que mal garatujava o nome e nunca ouviu falar de Beauvoir ou Sartre, lá no Iapi de Realengo.
Mas o Dr. Marum, não.
Porque ele tem uma investidura da qual não está livre jamais em público, porque é promotor de Justiça e tem poder  sobre a vida, a liberdade e o convívio humano.
Mais, porque tem recursos intelectuais que lhe permitem avaliar a extensão do que faz e do que diz publicamente, e dizer no facebook é dizer publicamente.
E faz tempo que vem dizendo o que é.
Já em 2011, afirmava que ” contra o pensamento único, serei sempre minoria, mesmo que só restem eu e o Reinaldo Azevedo!”
Infelizmente, Dr. Marum, existem mais.
Muitos, inclusive, ascendidos ao Ministério Público e até à Magistratura porque, bem escolarizados e em geral à custa dos recursos  de universidades públicas, puderam passar em um concurso que lhes garante bons salários e uma condição próxima da divindade.
Como tem recursos de erudição, o Dr. Marum, bom covarde que é, apaga seus comentários e diz que fez, “apenas”, uma ironia.
Pior a emenda, doutor, porque ironia é dizer o contrário do que se quer dizer e em questões femininas repare da diferença da ironia de Mario de Andrade sobre as mulheres da aristocracia paulista: “Moça linda bem tratada,/três séculos de família,/burra como uma porta:/um amor!
Veja, Dr. Marum, que o grande autor paulista retrata,  com o talento que lhe falta, a condição desejada às mulheres naquela São Paulo que o senhor endeusa, a da sociedade paulistana dos anos 30.
Diz o contrário do que deseja, porque deseja o contrário do que diz, enquanto o senhor diz exatamente o que pensa, mesmo num sentido vergonhoso do que seja o verbo pensar.
O senhor é uma pobreza mental, embora regiamente paga pelo sofrido povo brasileiro para castigá-lo.
Mas é também uma prova de que a “meritocracia”, hoje resumida a passar num concurso público, está fazendo com o nosso país.
Gente que recebeu tudo, desde a escola até um alto cargo,  do povo brasileiro, das pessoas humildes que lhe custearam os estudos e lhe pagam o salário virarem isso: uma estranha ironia, onde se diz o que ninguém  merece ouvir.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Brazilian President Dilma Rousseff: From Imprisoned Guerrilla Fighter to "The Most Powerful Woman in the World"

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Durante toda a campanha eleitoral nos foi insinuado por ex-"democratas" aliados a "Demo"cratas que sustentaram e serviram diuturnamente à Ditadura que ceifou vidas e sonhos de gerações inteiras de brasileiros, uma degenerada (i)lógica insana de que seria uma ameaça para a democracia a eleição de exatamente alguém que colocou sua vida em total risco para trazê-la de volta ao Brasil.

A isso se chama subversão mitológica pela desconstrução da lógica.
Continuam a fazê-lo agora encobertos sob uma difusa névoa que "discute" o mito Lula.
Durante toda a campanha, também, nenhuma menção jornalística ao evidente, gritante, retumbante, incandescente rastro brilhante de competência deixado pela então candidata durante toda a sua carreira.
A Secretária de Minas e Energia do único dos 27 estados da federação que se manteve aceso quando o Brasil apagou.
A Ministra que assumiu o Ministério do Apagão e entregou o Ministério Luz Para Todos.
Que entrou na Petrobras das plataformas que afundavam e saiu candidata do Pré-sal.
Que ofereceu, por fim, ao Brasil, um exemplo único de meritocracia na política ao se tornar a primeira técnica funcionária pública de carreira a chegar ao cargo máximo da República pela simples e sucessiva promoção por mérito de um cargo para o cargo imediatamente superior.
E seu último cargo, antes de ser indicada pelo Chefe e referendada pelos Acionistas nas urnas, era tão somente de Gerente-Geral do melhor Governo da História.
Mesmo assim, preferiram sofismar -- ex-democratas e grande mídia -- e desconstruir para reconstruir um mito tosco e torto de que o Exmo. Sr. Melhor Presidente da República a havia escolhido do nada, por súbito impulso ou falta de opção.
E ainda tiveram a infeliz infelicidade de presenteá-la com o impensado apelido de "poste".
Como conhecem pouco de humor estes soberbos suburbanos metidos a europeus.
E menos ainda de energia, aliás, especialidade especialíssima dela, "a poste".
Talvez, por isso, tenha se dado o tal apagão.
Eles nem sabiam que aos postes é dado isso mesmo: iluminar.
A nobre jornalista, ícone global do Jornalismo Investigativo e da Mídia Independente, Amy Goodman, e o Professor Greg Grandin da New York University sabem.
Como sabem também -- e com que ênfase e empolgação destacam isso -, (mesmo amando e vivendo num país que sorriu para nossos conspiradores ditatoriais), o quanto é motivo de honra, admiração e orgulho para qualquer povo e para qualquer ser humano, uma mulher que foi capaz de no melhor da sua juventude arriscar a vida na luta armada contra a repressão, pela liberdade em seu país.
Sim. Assim como o Exmo. Sr. Presidente Lula da Silva, a Exma. Sra. Presidente Dilma Vana Roussef desponta como um mito (ou mita? Prefiro mito!).
Mas não um dos muitos falsos mitos sempre fabricados pelos ex-democratas, pseudo-democratas, proto-democratas, meta-democratas, seus cúmplices, convenientes e coniventes.
Ambos, o Presidente Lula e a Presidente (ou Presidenta? Como referência afirmativa, acho melhor Presidenta!) Dilma são e serão intrínseca, natural e inevitavelmente mitos.
Mas mitos com a História por lastro, créditos e credenciais à frente. E o sacrossanto e imaculado direito a novas opções, confirmações ou correções divergentes de sua própria trajetória, no porvir.
Mitos com pessoas acima do mito.
Que bom ver esse reconhecimento, respeito, admiração e carinho.
Não só no Democracy Now, mas espalhado todo dia por jornais e televisões mundo afora.
Como "nunca antes na história deste país"...
Tomara um dia essas boas falas sobre nós mesmos ecoem por aqui

sábado, 25 de setembro de 2010

Mulher que abandona o lar está em pecado

Professor Hariovaldo de Almeida Prado
Péssimos exemplos
A candidata comunista incentiva a insubmissão e o abandono dos lares pelas mulheres, além da intromissão nos assuntos masculinos.
A mulher, este ser divino, deve ser sempre preservada no santo refúgio do lar pois ela é a matriz de todo amor e ternura dessa vida. Por isso mesmo, devemos combater duramente as fêmeas insubmissas que abandonam seus lares e ainda tentam incentivar as demais a fazerem o mesmo, revoltando-se assim contra a tradição familiar brasileira onde o homem é a cabeça do casal e deva ser respeitado e obedecido como tal.
Baseado nesta necessidade de correção moral, temos que, além de derrotar a candidata terrorista do PT, castigá-la exemplarmente para que nenhuma outra mulher ouse desafiar novamente o poder viril dos homens de bem do Brasil, acabando com a insubmissão e o desrespeito do feminismo luciferiano em nossa Pátria. E tenho dito!