Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Carmen Lúcia fará você sentir muita saudade de Lewandowski


lewandowski capa

EDUGUIM

Uma amiga muito querida, jornalista e ser humano de primeira, signatária de desagravo que promovi em 2012 em defesa do (ainda) presidente do Supremo ministro Ricardo Lewandowski, assim como vários outros companheiros de luta veio pedir minha avaliação sobre ele por conta de sua conduta ao longo do processo de impeachment de Dilma no Senado, que preside.

Alguns amigos queridos que assinaram o desagravo a Lewandowski há quase quatro anos chegaram a me dizer que queriam retirar suas assinaturas de documento que fui entregar a ele em Brasília, logo após o julgamento do mensalão.

lewandowski 1

Antes de mais nada, quero dizer que entendo cada companheira e cada companheiro que, no afã de lutar contra o processo ilegal que tramita no Senado contra Dilma Rousseff, exasperam-se ao não verem aquele no qual muitos apostavam para combater essa injustiça (Lewandowski) fazer alguma coisa para impedir a farsa que o Legislativo federal empreende não (apenas) contra a presidente legítima dos brasileiros, mas contra a democracia.

Antes de abordar essa questão da conduta de Lewandowski no julgamento de Dilma no Senado – e a questão Carmen Lúcia, que dá título a este texto – vamos nos lembrar por que mais de cinco mil leitores desta página assinaram, em 2012, o desagravo ao ainda presidente do Supremo.

Confira, abaixo, vídeo da luta de Lewandowski, no julgamento do mensalão, em 2012, contra a famigerada “teoria do domínio do fato”, usada para condenar José Dirceu, José Genoino e outros petistas sem provas.



Lewandowski pagou um alto preço pela sua luta contra o arbítrio, contra farsa jurídica anterior que permitiu cassar a liberdade de cidadãos ao arrepio da Constituição Federal.

Quando fui levar a ele o calhamaço com mais de cinco mil comentários de leitores solidarizando-se com ele por ter defendido a justiça e a verdade no julgamento do mensalão, fui recebido por sua família, que me agradeceu pela iniciativa, pois todos estavam sendo ofendidos por vizinhos, nas ruas, pois o ministro e sua família são pessoas de classe média alta e, nesse meio, o consenso a favor da farsa do mensalão era total.

Por essa razão, pela iniciativa deste blogueiro, Lewandowski gravou o vídeo abaixo.



Contudo, não é por conta desse vídeo ou do convite de Lewandowski para que eu participasse de sua posse que, agora, volto a me manifestar em seu favor. Quase não temos tido mais contato. De 2012 a 2014, todos os finais de ano ele me telefonava para desejar boas festas; em 2015, não houve ligação. E os contatos diretos e indiretos que tínhamos, cessaram.

O que ocorre é que minha postura política decerto pesou para ele por estar presidente do Supremo. E é compreensível. Lewandowski tomou todos os cuidados para não ser ligado a nenhuma corrente política. E a melhor coisa que ele pode fazer para me agradar é se portar com justiça. É isso o que todos queremos dele.
Não vou exigir ou cobrar nada dele.

Agora, quero que os amigos reflitam comigo o seguinte: ninguém assinou o desagravo a Lewandowski em 2012 por conta do que ele faria no futuro, mas pelo que ele havia feito no passado então recentíssimo, ou seja, no julgamento do mensalão, como mostra o vídeo acima.

Quanto ao que o presidente do Supremo tem feito ao longo do processo de Dilma, em minha opinião ele está fazendo o que pode ser feito. Temos que entender que ser presidente do STF não significa ser dono daquela Corte ou decidir sozinho em nome dela.

Claro que Dilma ainda poderá arguir no Supremo o mérito do processo contra si no Senado, mas só fará isso quando o processo terminar. Ela ainda não fez porque se sofrer uma derrota no STF ela influirá na decisão que o Senado tomará no fim deste mês. E quando o fizer estou certo de que Lewandowski votará corretamente, da forma mais honesta possível.

Um exemplo da conduta decente do ministro no processo contra Dilma foi quando ele barrou abuso que estava sendo cometido contra ela pela Comissão do Impeachment

lewandowski 3
Até hoje, lewandowski vem sendo achincalhado e perseguido pelo seu comportamento destemido no julgamento do mensalão, que ele adotou em prejuízo até de sua família, de sua imagem nos setores abastados da sociedade em que vivem pessoas como ministros do Supremo.

Um bando de vagabundos chegou a mandar fazer um boneco inflável dele para achincalhá-lo.

lewandowski 2

Por fim, sobre o título deste post, quero dizer que, assim como a gestão Temer vem fazendo muitos dos que criticavam Dilma antes de ela ser afastada agora sentirem saudade do governo dela, Carmen Lúcia fará as pessoas que estão descontentes com a postura de Lewandowski no julgamento da presidente no Senado sentirem saudade e valorizarem a gestão dele à frente do Supremo.

A grosseria de Carmen Lúcia contra Dilma ao dizer que não quer ser chamada de “presidenta” e, sim, de “presidente”, não foi um caso isolado. Carmen Lúcia gosta de atender aos caprichos da mídia. Há anos vem se comportando de modo midiático. Assim como Gilmar Mendes, ela está sempre lá para dizer o que a mídia antipetista quer ouvir.

Em agosto do ano passado, por exemplo, deu declaração política sobre petistas investigados pela Lava Jato. A então vice-presidente do STF declarou para as câmeras que brasileiros precisam ter ‘a ousadia dos canalhas’.

Ela deu a declaração durante uma palestra na Associação Comercial do Rio de Janeiro, mas, de acordo com a agência de notícias Reuters, não esclareceu a quem se referia quando usou o palavra ‘‘canalhas’’, mas o contexto foi quando petistas haviam sido denunciados pela Lava Jato naquele mesmo dia.

Em setembro de 2015, Carmen Lucia voltou a encenar para as câmeras ao votar pela validação da decisão do ministro Teori Zavascki, que decretara a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS); disse que o crime não venceria a Justiça, e disse de forma teatral, que foi prontamente usada pelo Jornal Nacional contra o PT.

Em março deste ano, sobre a queixa de Dilma de que estava sendo vítima de um golpe, Carmen Lúcia novamente estava lá para dizer o que a mídia queria. Confira a declaração dela  sobre essa questão:

“Não ouvi [o discurso de Dilma], mas tenho certeza que a presidente deve ter dito que, se não se cumprir a Constituição, poderia haver algum problema. Não acredito que ela tenha dito que impeachment é golpe porque ele é previsto na Constituição”
Uma bobagem. É claro que Dilma não disse que impeachment é golpe, ela havia dito que impeachment sem crime de responsabilidade é golpe, e até defensores do impeachment reconhecem que não há crime de responsabilidade e que Dilma está sendo derrubada por “julgamento político”.

Lewandowski não tem muito o que fazer por Dilma durante o julgamento. Se prazos e procedimentos da lei do impeachment forem seguidos, ele não pode se meter. Só em casos de abusos como negarem a perícia pedida por Dilma é que ele pode fazer alguma coisa.

Não quero que Lewandowski atue como advogado de defesa de Dilma, muito menos como acusador. 

Quero que atue como magistrado, e ele tem feito isso. Lewandowski não é presidente do PT, é presidente do Poder Judiciário. Por pouco tempo. Infelizmente. Sejamos justos com ele, companheiras e companheiros. De injustiça já basta a que fazem com Dilma.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

DILMA: “O PRINCIPAL PROBLEMA DO BRASIL É A ECONOMIA” “Talvez tenhamos que cortar o Bolsa Família !”


 O Conversa Afiada tem o prazer de publicar uma obra de “ficção”:
FURO DE REPORTAGEM

Um texto de ficção, por Cláudio Schuster

O jornalista quase não acredita em seus olhos. Ao seu lado, no voo entre Brasília e São Paulo, acento 13B, nada menos do que a presidente Dilma. Sozinha, sem seguranças. É a sorte grande. O furo do ano. 

- Boa tarde, presidente Dil…

- Presidenta.

É ela, é ela, nem precisa checar, vibra o experiente repórter.

- Como vai a economia?

- Uma merda. Por isso estou aqui na classe econômica. Tivemos até que cortar os gastos com o avião presidencial.

“Economia está uma merda”, admite Dilma. A manchete que vai resgatar o poder da mídia, vai mudar o Brasil e me colocar na história, prevê, em êxtase quase sexual.

- A senhora pensa em mudar a equipe econômica?

- Sim, sim. O Mantega é um bosta. Estou pensando na Míriam Leitão. O que você acha?

- O avião balança, numa turbulência quase instintiva. Mas a excitação do jornalista é tão grande que ele nem percebe.

- E a Copa? As vaias, os gastos…

- Com a crise na Europa não foi muito caro comprar as seleções mais fortes. A Espanha já foi. Estamos vendo agora como comprar o elogio dos VIPs. Talvez tenhamos que cortar o Bolsa Família. Mas o investimento vale a pena, pelo legado que eles vão deixar ao país.

- President…a, uma curiosidade: o número 13 da fileira até dá pra entender, mas por que não escolheu a janelinha?

- Ela olha para o lado, volta-se para o intrépido interlocutor, quase incrédula, e responde num sussurro:

- Você não viu? Porque na janelinha está o Felipão!

O jornalista não acredita em seus olhos. Novas manchetes giram enlouquecidas em sua cabeça, como nos filmes antigos. E quase sem conseguir respirar, faz a última pergunta a Dilma:

- A senhora não se importa em trocar de lugar só um instantinho?

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Governo responde a “mensalão” com bem-estar social


Governo responde a “mensalão” com bem-estar social

 



A mega produção do julgamento do mensalão e a chuva de “más notícias” sobre a economia vêm dominando há meses o noticiário. A primeira atração pretende condenar criminalmente os oito anos do governo Lula e o Partido dos Trabalhadores inteiro; a segunda, pretende convencer os brasileiros de que a economia do país vai de mal a pior.
Por meses a fio, a oposição ao governo federal, como ocorre há quase uma década, recebeu o apoio dos maiores meios de comunicação do pais à sua estratégia descrita no parágrafo anterior, estratégia que sucedeu a pressão oposicionista-midiática por demissão de ministros e as marchas “contra a corrupção” que vigeram no ano passado.
Em 2011, chegou a ocorrer como que uma capitulação do governo Dilma Rousseff diante de uma nova modalidade de ataque oposicionista-midiático aparentemente diferente da guerra desencadeada contra o governo Lula, mas que, em essência, era igual.
Nesse novo modelo, a presidente foi preservada de ataques diretos e os alvos foram o governo Lula (do qual ela participou em destaque) e a montagem que fez de seu próprio governo, pois cada ministro demitido no ano passado foi nomeado por ela, sendo a tese da “faxina” mera tentativa de convencer a matreira presidente da República de que um ataque a beneficiária, o que revelou desprezo por sua inteligência.
Entre o fim do ano passado e o começo deste ano, Dilma pôs um fim à capitulação diante dos sucessivos ataques aos ministros, que, muitas vezes, perderam o cargo sem qualquer razão, como no caso do ex-ministro do Esporte Orlando Silva, demitido sob acusações sem provas e posteriormente inocentado em todas as investigações.
Quando a artilharia chegou ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, possivelmente o ministro mais próximo de si, Dilma pôs o pé na porta e as pressões acabaram, ainda que tenham restado elucubrações sobre as quedas de ministros que ela teria permitido por ter desejado.
2012, porém, marcou a reação de um governo que já começava a enfraquecer de tanto ceder a pressões. Dilma iniciou o ano visivelmente decidida a mostrar que estava no controle e que seu governo tinha um plano. Ao esfriamento da economia, desde então vem atuando no sentido de aquecê-la e de aliviar a vida da população.
O primeiro grande lance foi colocar os bancos públicos para liderarem uma queda generalizada dos juros ao consumidor e às empresas. O ineditismo da medida na história recente do país pegou oposição e mídia de surpresa. Em um primeiro momento, esses agentes aliaram-se aos bancos contra a iniciativa do governo federal.
Não tardou para bancos, mídia e oposição entenderem o que se previu nesta página que ocorreria, que a presidente daria um salto em termos de popularidade, o que de fato ocorreu, fazendo com que alcançasse praticamente o mesmo patamar que Lula tinha ao deixar o governo. As críticas, diante do apoio popular, emudeceram.
A essas medidas contrárias aos interesses dos bancos – que a presidente foi à televisão anunciar assim como fez ontem – somaram-se outras de indiscutível apelo popular e, o que é melhor, à prova de acusações de “populismo”, pois não é moleza defender os setores da economia líderes de reclamações às entidades de defesa do consumidor.
Telefonia e planos de saúde também entraram na mira do governo, sendo penalizados com suspensão de captação de clientes e obrigados a apresentar planos de investimentos para resolver os problemas geradores de queixas.
Paralelamente à defesa decidida dos interesses dos consumidores, o governo apresentou um poderoso plano de investimentos em infraestrutura que chega à casa da centena de bilhões de reais, uma quantidade de recursos que pouquíssimos países têm condição de investir hoje, o que vai revelando a solidez da economia brasileira.
Na última quinta-feira, Dilma respondeu ao recrudescimento exponencial da artilharia oposicionista-midiática contra si e contra o PT, baseada, exclusivamente, em um moralismo tão hipócrita que viu lideranças de partidos envolvidos até o pescoço em escândalos de corrupção apontarem o dedo para o partido do governo.
À maior artilharia, a presidente usou uma bomba: anunciou redução de gastos do consumidor e das empresas com energia, começando pela energia elétrica. Não é brincadeira o que Dilma anunciou. 16% para residências e 28% para indústrias serão sentidos diretamente no bolso de todos.
É imprevisível o impacto que isso terá sobretudo no setor industrial, mas será grande. O consumo de energia é um dos grandes custos desse setor. A medida, inclusive, tornará os produtos brasileiros mais competitivos.
Reduzir o custo da energia nesse nível é medida ainda mais popular do que pôr bancos públicos para liderarem queda de juros. No caso dos juros, a redução é lenta e não atinge o público de forma homogênea, pois beneficia mais os menos endividados e mais ricos, que, certamente, estão tendo acesso às melhores taxas. No caso da conta de luz, o alcance é estrondoso.
E para quem, como eu, reclamou de revide político, no mesmo pronunciamento em que deu tal presente à população a presidente ainda atacou, de novo, aquele que tentou atingi-la atacando seu padrinho político. Ao criticar a “privatização” que era feita “no passado”, Dilma concluiu a resposta que acaba de dar ao ataque de Fernando Henrique Cardoso a Lula.
O lance da última quinta-feira explica a política brasileira no novo milênio. Uma oposição perdida, sem propostas, usa a mídia – ou por ela é usada – para oferecer à população moralismo de quinta, pessimismo e hipocrisia. E zero de propostas. A isso, Dilma responde com desenvolvimento e bem-estar social.
Em sua opinião, leitor, quem irá vencer esse embate?
—–
Assista, abaixo, ao pronunciamento da presidente Dilma na noite de quinta-feira (6.9)


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

BC de Tombini desconcerta os neolibelês (*). Quem mandou derrubar os juros ?

Na primeira página, o Valor anuncia a hecatombe universal.

Tombini cortou 0,5 ponto percentual da Selic porque há um “inquestionável” (sim, agora se usa adjetivo em “reportagem” de Economia …) desaquecimento da economia doméstica.

Além da “forte (sic) deterioração da situação externa”.

Na primeira página da Folha (**) lê-se que o Banco Central agiu “sob pressão” (sic).

Qual ?

A irrelevância do PiG (***) ?

Contam amigos navegantes que, nesta quarta-feira, à noitinha, na rádio que troca a notícia, a CBN, a Urubóloga e um âncora gastaram 96 minutos da santa paciência do ouvinte com uma análise profunda sobre o que o Tombini ia fazer.

Erraram tudo.

Por que não esperaram a decisão que vinha a seguir ?

Não !

Eles sabem mais …

Na Folha (**), ainda, na segunda página, se sabe que não há explicação possível para o gesto irresponsável do Tombini:
ele cedeu à pressão (vai ver que essa é a “pressão” …) política (só pode ser da Presidenta).

Quando o Henrique Meirelles, que foi presidente mundial do BankBoston e, ocasionalmente do Banco Central, aumentou os juros, no auge da crise do banco Lehmann, em 2008, ninguém disse que ele agiu “sob pressão” dos pares – os banqueiros.
Clique aqui para ler “A Presidenta avisou: corta que os juros caem”, onde há referência a uma “traição” do Meirelles descrita pelo Delfim.

O que Tombini deixou claro, primeiro, é que não fez nem pretende fazer carreira em banco privado.

Segundo, que, de fato, o esforço que o Governo Dilma faz para cortar gastos vai dar certo.

E, terceiro, que “o jornalismo de Economia no Brasil não é uma coisa nem outra”.

A frase é do Delfim, mas ele nega peremptoriamente.


Paulo Henrique Amorim

(*) “Neolibelê” é uma singela homenagem deste ansioso blogueiro aos neoliberais brasileiros. Ao mesmo tempo, um reconhecimento sincero ao papel que a “Libelu” trotskista desempenhou na formação de quadros conservadores (e golpistas) de inigualável tenacidade. A Urubóloga Miriam Leitão é o maior expoente brasileiro da Teologia Neolibelê.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(***) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Rodrigo Vianna: Pelas costas, Estadão “crava” espada em Dilma


por Rodrigo Vianna, no Escrevinhador
A foto está na página A-7, na edição impressa do Estadão. Dilma surge levemente arqueada, e a espada de um cadete parece trespassar o corpo da presidenta. Abaixo da foto, o título “Honras Militares” – e um texto anódino, sobre a participação de Dilma numa cerimônia militar.
Faço a descrição minuciosa da foto porque a reprodução acima é de má qualidade, tive que fotografar a página do jornal. Até porque, estranhamente, a foto sumiu da edição digital. Se alguém encontrar, por favor, me avise.
O editor do Estadão deve ter achado genial mostrar a presidenta como se estivese sendo golpeada pelas costas. É a chamada metáfora de imagem. Mas, expliquem-me: qual a metáfora nesse caso? O que a foto tinha a ver com a solenidade de que fala o jornal? Há, no meio militar, quem queira golpear Dilma pelas costas? O jornal sabe e não vai contar?
Ou, quem sabe, a turma do “Estadão” tenha achado graça em “brincar” com a imagem. No mínimo, um tremendo mau gosto com uma mulher que já passou por tortura na mão de militares, e hoje é a presidenta de todos os brasileiros.
Sintomático que a foto não apareça ao lado da mesma notícia na edição digital. Alguém deve ter pensado melhor e concluído: isso não vai pegar bem.
Por isso tudo, sou levado a pensar que Freud talvez explique a escolha da foto: a mão militar, na foto, cumpre a função de eliminar a presidenta. E, com isso, talvez agrade a parcela dos leitores do jornal. Passeando pelo site do Estadão, é comum ver a presidenta chamada de “terrorista”.
Para continuar lendo o artigo do Rodrigo Vianna, clique aqui
PS do Viomundo: Aparentemente a mídia corporativa acalenta um mesmo sonho: ver a presidenta Dilma fora de combate. Quem não se lembra daquela capa da revista Época em que Dilma, de olhos fechados, num fundo negro, parece que está morta num caixão? Naquela ocasião, ela seria vítima de sua saúde, que, como se soube depois, pelo relatório médico, estava muito bem, obrigada. Agora, o Estadão escolhe “eliminá-la” com uma espada. Só Freud talvez explique essa obsessão da mídia corporativa, já que pelo voto o seu candidato, o ex-governador José Serra (PSDB), não conseguiu tirar Dilma do caminho (Conceição Lemes).
Prontuário médico de Dilma foi vazado no Hospital Sírio-Libanês
Brizola Neto: A saúde de Dilma Rousseff na capa de revista

domingo, 29 de maio de 2011

Época supera Veja em imundície e quer matar Dilma


Alertado por um leitor, fui ver a capa da Época, na qual uma foto da presidenta, de olhos fechados, é usada para ilustrar uma matéria sobre uma suposta gravidade de seus problemas de saúde.
É sordidamente mórbida.
Registra que os seus médicos dizem que ela “apresenta ótimo estado de saude”, mas a partir daí tece uma teia mal-intencionada e imunda sobre os problemas que ela apresentou e os outros que tem, normais para uma mulher da sua idade.
O hipotireoidismo, por exemplo, é problema comuníssimo entre as mulheres de mais idade. É por isso que todo médico pede a eles, sempre, o exame de TSH. E o hormônio T4 – Synthroid, Puran, Levoid, Euthyrox e outros – tomado em jejum, é a mais básica terapêutica, usada por anos e anos por milhões de mulheres do mundo inteiro.
A revista publica uma lista imbecil de “medicamentos” que a presidente tomava, em sua recuperação de uma pneumonia, listando tudo, até Novalgina, Fluimicil e Atrovent (usado em inalação até por crianças), e chegando ao cúmulo de citar “bicarbonato de sódio – contra aftas”.
Diz que o toldo que abrigou Dilma de uma chuva, em Salvador, ” lembrava uma bolha de plástico”.
Meu Deus, o que esperavam que fizessem com uma mulher que se recuperava de um pricípio de pneumonia? Que lhe jogassem um balde de água gelada por cima?
Essa é a “ética” dos nossos grandes meios de comunicação. Não precisam de fatos, basta construírem versões, erguendo grandes mentiras sobre minúsculas verdades.
Esses é que pretendem ser os “fiscais do poder”.
Que imundície!

terça-feira, 1 de março de 2011

Eliane mente - Eliane Catanmerde




''A tesoura não perdoou o "Minha Casa, Minha Vida", carro-chefe do marketing de Dilma na campanha do ano passado. Serão cortados R$ 5,1 bi -40% do total previsto''.
Eliane 'Massa Cheirosa' Cantanhêde
Folha de S.Paulo



MInha Casa, Minha Vida, só terá cortes nas expectativas
Verbas serão de 1 bilhão a mais do que no ano passado
Há um certo terrorismo e leitura errada (sobretudo para quem se informa pelo PIG) dos cortes no orçamento anunciados pelo Ministério do Planejamento e da Fazenda.
O orçamento de 2011 estava com algumas verbas que continham a expectativa de um grande aumento de recursos em relação ao ano passado. Na maioria dos desses casos o aumento será menor do que expectativa, mas ainda assim haverá o aumento em relação ao ano passado. Portanto, a maioria dos cortes é na expectativa.
Em relação ao ano passado, mesmo com os cortes anunciados, houve aumento de verbas para os Ministérios da Educação, Saúde e Desenvolvimento Social.
No caso do programa "Minha Casa, Minha Vida", a Ministra Miriam Belchior, disse que este ano serão gastos R$ 1 bilhão a mais no programa do que foi no ano passado. Então não há risco de diminuição no programa, e os 2 milhões de casas planejados no governo Dilma serão realizados.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Dilma vai construir 8 mil casas para desalojados do Rio


Duas mil casas serão doadas pelos construtores

Governo e construtoras darão oito mil moradias para famílias da região Serrana do estado do Rio


O governo federal, em parceria com o estado do Rio e as sete prefeituras dos municípios da região Serrana fluminense, vai financiar a construção de seis mil unidades habitacionais a serem entregues para as famílias que foram desabrigadas pelas enchentes ocorridas neste mês. As casas ou apartamentos serão entregues sem custo para o beneficiado. Outras duas mil unidades residenciais serão bancadas por um pool de 12 construtoras do Rio de Janeiro. O anúncio foi feito, nesta quinta-feira (27/1), em cerimônia no Palácio Guanabara, no Rio, pela presidenta Dilma Rousseff, o governador Sérgio Cabral e representantes das empreiteiras.


Uma outra medida colocada na cerimônia diz respeito à liberação de recursos do BNDES para promover um levantamento das áreas de risco, passo inicial para que se elabore um plano para evitar futuras tragédias. A presidenta Dilma frisou que o governo federal pretende reaparelhar a Defesa Civil nos municípios. Para isso, o governo não limitará recursos com compra de equipamentos e treinamento de pessoal. Após a cerimônia na sede do governo estadual, a presidenta Dilma Rousseff, acompanhada dos ministros Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional), Miriam Belchior (Planejamento), Mário Negromonte (Cidades), visitou o Centro de Operações da Prefeitura do Rio, que tem por objetivo acompanhar em tempo real, por exemplo, pontos de alagamento ou áreas de risco durante as chuvas, bem como as condições do trânsito.


“É um instrumento de gestão de uma prefeitura para melhor administrar a cidade”, disse a presidenta em rápido discurso no local.


A presidenta Dilma decidiu retornar ao Rio de Janeiro 15 dias após ter sobrevoado a região Serrana e ter determinado as providências iniciais para ajudar as vítimas das enchentes. Desta vez, o que motivou a visita foi o anúncio da construção de moradias que vinha sendo alinhavado desde a semana passada quando empresários do setor da construção civil procuraram o vice-governador fluminense, Luiz Fernando Pezão, com o intuito de oferecer duas mil casas ou apartamentos. A contrapartida do estado será destinar o terreno e dotar o local de infraestrutura.


Na primeira parte da visita, a presidenta participou de almoço com os empresários oferecido pelo governo fluminense no Palácio Laranjeiras. Depois, todos seguiram para a sede do governo estadual para informar as medidas que irão beneficiar as famílias desabrigadas. No anúncio, o empresário Wilson Amaral, da Gafisa Tenda, disse que a construção das moradias estava sendo possível a partir da mobilização do grupo de construtoras. Amaral acredita que outras empreiteiras poderão entrar neste projeto e, deste modo, ampliando o número da moradias.


Dilma Rousseff iniciou a exposição destacando a parceria entre os governos federal e estadual e a Prefeitura do Rio. A presenta lembrou que num primeiro momento percorreu ruas do município de Nova Friburgo, quando constatou a dimensão da tragédia. Agora, conforme explicou, retornava ao estado para os desdobramentos das providências que estão sendo tomadas.


“Nós fizemos um cálculo e estamos colocando mais seis mil casas para as famílias da região Serrana”, anunciou a presidenta.


As moradias serão repassadas para as famílias que perderam suas residências nos sete municípios daquela região ou até mesmo para a retirada de moradores que estão nas áreas de risco. De acordo com a presidenta, os recursos empregados pela União não terão custos para os desabrigados. As prestações serão pagas com recursos do governo fluminense. O mesmo vai ocorrer com as duas mil unidades que serão erguida pelas empreiteiras. Elas arcam com o custo integral da obra.


O vice-governador Pezão informou que técnicos do estado do Rio e das prefeituras fazem o cadastramento das famílias que irão receber as respectivas casas. O trabalho que vem sendo desenvolvido nos municípios prejudicados com as chuvas mereceu destaque e agradecimento por parte da presidenta Dilma e do governador Cabral. Segundo eles, a imediata atuação da equipe permitiu o imediato atendimento nas áreas atingidas.


Após visitar o centro de monitoramento da Prefeitura do Rio, a presidenta Dilma Rousseff seguiu para Porto Alegre. Na noite desta quinta-feira (27/1), ela participa de cerimônia alusiva ao Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, na sede Ministério Público Estadual, na capital gaúcha.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Jornalismo de encomenda atira na democracia brasileira

Cobrança tardia (ou tudo igual na relação da mídia com os tucanos)

Acima, o resultado da “crise ética” do governo Lula/Dilma
por Luiz Carlos Azenha
Passei o dia de ontem trabalhando na cobertura das enchentes de São Paulo. O mesmo filme de sempre: improvisação, improvisação, improvisação. Um governo incapaz de alertar os moradores da cidade — a não ser para gritar “não saiam de casa”. Um poder público irresponsável, que não arca com as consequências de sua incompetência. Tentativas de jogar a culpa exclusivamente em Deus ( “excesso de chuva”, imitando o “excesso de veículos” que congestiona as ruas, como se não houvesse relação entre congestionamento e governo/desgoverno) e na população (que joga lixo nas ruas). Falta de coleta? De varrição? Não é preciso andar muito por São Paulo para constatar que, além da população mal educada, o próprio poder público contribui com as enchentes ao abandonar as ruas da cidade ao Deus dará.
No meio da tarde, na rádio CBN, o locutor vocifera contra… a “farra dos passaportes”. Isso mesmo. O locutor da CBN, no dia em que São Paulo enfrentou uma das maiores enchentes dos últimos anos, prometia procurar o presidente da OAB para cobrar ação contra a “farra dos passaportes”. Este é o nível de indigência jornalística que permitiu que as coisas chegassem onde chegaram.
Registre-se que a Folha de S. Paulo passou os últimos dias muito ocupada com a “farra dos passaportes”, ou denunciando que o Exército gastou 6 mil reais com o ex-presidente Lula, com farta cobertura inclusive na primeira página.
Em 2009, em texto assinado por Conceição Lemes, o Viomundo denunciou que o governo Serra deixou de fazer a limpeza necessária na calha do rio Tietê, que atravessa a cidade e para a qual convergem outros rios e riachos que cortam a capital paulista. Agora, indiretamente, o governador Geraldo Alckmin admite que a Conceição tinha razão: “Há 2,1 milhões de metros cúbicos que precisam ser retirados do Tietê”, segundo Alckmin. O desassoreamento, afirma o governador, deve ser “eterno”. Tudo indica que o governo Serra negligenciou a manutenção da obra-vitrine do antecessor.
O que deu errado?, pergunta hoje a Folha na capa de um caderno.
É só olhar para o próprio caderno da Folha para entender: na contracapa do caderno dedicado às enchentes em São Paulo, aparece o artigo “O grande timoneiro”, no qual em tom de blague o articulista diz que “Lula só será realmente aclamado pelas massas se der ao Corinthians o Mundial, a Libertadores e um estádio”. A Folha, obcecada por Lula, enquanto São Paulo afunda…
As cobranças do jornal em relação aos governos paulistas são pontuais e não cobrem as questões realmente essenciais: o assoreamento do Tietê, a invasão das áreas de várzea, a presença física de uma central de abastecimento de frutas, verduras e legumes ao lado de um rio fétido que transborda, o (bom ou mau) gerenciamento das represas da Penha e do Cebolão, a falta de piscinões (são justificáveis do ponto-de-vista sanitário?), a obra de ampliação da marginal, a falta de transporte público, a falta de coordenação entre as prefeituras da região metropolitana e a submissão do planejamento da cidade aos interesses da especulação imobiliária (aquela, que anuncia maciçamente seus novos empreendimentos nos jornalões paulistas).
É de se estranhar que vá acontecer tudo de novo, igualzinho, no ano que vem?
Leia aqui a entrevista que a Conceição fez com o professor Júlio Cerqueira César Neto, um dos grandes especialistas em hidráulica e saneamento do Brasil.
Ouça aqui a entrevista que fiz com o professor, na qual ele deixa clara a importância de uma ação conjunta dos responsáveis pela bacia do Alto Tietê.
Leia uma crítica à ampliação das marginais, que levaram mais automóveis para as margens do rio que transborda!
Veja como a Globo encobriu a responsabilidade pública pela falta de limpeza no centro de São Paulo.
Veja como o gerenciamento de represas pode evitar/causar inundações.
Veja como a Sabesp tentou intimidar o ambientalista e economista José Arraes, por causa de uma entrevista que ele deu ao Viomundo.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Brazilian President Dilma Rousseff: From Imprisoned Guerrilla Fighter to "The Most Powerful Woman in the World"

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Durante toda a campanha eleitoral nos foi insinuado por ex-"democratas" aliados a "Demo"cratas que sustentaram e serviram diuturnamente à Ditadura que ceifou vidas e sonhos de gerações inteiras de brasileiros, uma degenerada (i)lógica insana de que seria uma ameaça para a democracia a eleição de exatamente alguém que colocou sua vida em total risco para trazê-la de volta ao Brasil.

A isso se chama subversão mitológica pela desconstrução da lógica.
Continuam a fazê-lo agora encobertos sob uma difusa névoa que "discute" o mito Lula.
Durante toda a campanha, também, nenhuma menção jornalística ao evidente, gritante, retumbante, incandescente rastro brilhante de competência deixado pela então candidata durante toda a sua carreira.
A Secretária de Minas e Energia do único dos 27 estados da federação que se manteve aceso quando o Brasil apagou.
A Ministra que assumiu o Ministério do Apagão e entregou o Ministério Luz Para Todos.
Que entrou na Petrobras das plataformas que afundavam e saiu candidata do Pré-sal.
Que ofereceu, por fim, ao Brasil, um exemplo único de meritocracia na política ao se tornar a primeira técnica funcionária pública de carreira a chegar ao cargo máximo da República pela simples e sucessiva promoção por mérito de um cargo para o cargo imediatamente superior.
E seu último cargo, antes de ser indicada pelo Chefe e referendada pelos Acionistas nas urnas, era tão somente de Gerente-Geral do melhor Governo da História.
Mesmo assim, preferiram sofismar -- ex-democratas e grande mídia -- e desconstruir para reconstruir um mito tosco e torto de que o Exmo. Sr. Melhor Presidente da República a havia escolhido do nada, por súbito impulso ou falta de opção.
E ainda tiveram a infeliz infelicidade de presenteá-la com o impensado apelido de "poste".
Como conhecem pouco de humor estes soberbos suburbanos metidos a europeus.
E menos ainda de energia, aliás, especialidade especialíssima dela, "a poste".
Talvez, por isso, tenha se dado o tal apagão.
Eles nem sabiam que aos postes é dado isso mesmo: iluminar.
A nobre jornalista, ícone global do Jornalismo Investigativo e da Mídia Independente, Amy Goodman, e o Professor Greg Grandin da New York University sabem.
Como sabem também -- e com que ênfase e empolgação destacam isso -, (mesmo amando e vivendo num país que sorriu para nossos conspiradores ditatoriais), o quanto é motivo de honra, admiração e orgulho para qualquer povo e para qualquer ser humano, uma mulher que foi capaz de no melhor da sua juventude arriscar a vida na luta armada contra a repressão, pela liberdade em seu país.
Sim. Assim como o Exmo. Sr. Presidente Lula da Silva, a Exma. Sra. Presidente Dilma Vana Roussef desponta como um mito (ou mita? Prefiro mito!).
Mas não um dos muitos falsos mitos sempre fabricados pelos ex-democratas, pseudo-democratas, proto-democratas, meta-democratas, seus cúmplices, convenientes e coniventes.
Ambos, o Presidente Lula e a Presidente (ou Presidenta? Como referência afirmativa, acho melhor Presidenta!) Dilma são e serão intrínseca, natural e inevitavelmente mitos.
Mas mitos com a História por lastro, créditos e credenciais à frente. E o sacrossanto e imaculado direito a novas opções, confirmações ou correções divergentes de sua própria trajetória, no porvir.
Mitos com pessoas acima do mito.
Que bom ver esse reconhecimento, respeito, admiração e carinho.
Não só no Democracy Now, mas espalhado todo dia por jornais e televisões mundo afora.
Como "nunca antes na história deste país"...
Tomara um dia essas boas falas sobre nós mesmos ecoem por aqui