Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Mais Médicos: Médicos que não foram trabalhar, não iriam mesmo

torrico


Não posso, por óbvio, dizer que alguns médicos inscritos no “Mais Médicos” que abandonaram o programa no primeiro dia de “trabalho”, jamais pretenderam trabalhar e se inscreveram com o único objetivo de tumultuar o programa.
Mas que parece, parece.
Julgue você mesmo o caso destes quatro, citados hoje na num único trecho de matéria deO Globo:
Na cidade do Rio, dos 16 médicos selecionados, dez faltaram. Desses, três já desistiram de assumir a vaga. Um deles é o alergista Ulisses Linhares, de 54 anos.
— Desisti, achei que não valia a pena pelo salário. O programa é necessário, mas enquanto o governo não der garantias e estabilidade, ele não vai conseguir levar os médicos a essas áreas distantes. É uma utopia achar que o médico recém-formado vai para o interior. Com uma salinha qualquer, nesse mesmo interior, atendendo duas vezes por semana, cobrando R$ 60 a consulta, o médico já ganha muito mais — disse Linhares: — Enquanto o govemo não pagar de forma digna, o médico não vai ter condição de exercer Medicina com dignidade.
Linhares é casado com a pediatra Clarissa Rego Medeiros, que também havia se inscrito e desistiu anteontem.
Carlos Muylaert, alergista e imunologista com consultório na Barra, Zona Oeste, também desistiu. Ontem, ele disse estar de licença médica por conta de uma cirurgia na coluna.
Município que figura na lista dos prioritários, Japeri iria receber uma médica brasileira. No entanto, Andrea Santos Nunes avisou no último domingo à Secretaria municipal de Saúde que não ia assumir. Alegou que a cidade fica muito longe de Miguel Pereira, onde mora.”
Vamos a eles, um por um.
O alergista Ulisses Linhares, que se candidatou a trabalhar 40 horas,  é professor da Unirio, com jornada de 40 horas. Aparece na internet com consultórios na Tijuca e em Bento Ribeiro. Portanto, não deve ter dificuldade em, como ele mesmo diz, “com uma salinha qualquer, nesse mesmo interior, atendendo duas vezes por semana, cobrando R$ 60 a consulta”, ganhar os R$ 10 mil que acha pouco no “Mais Médicos”. Curioso é que, segundo o Portal da Transparência, ganha menos de R$ 4,5 mil na Unirio.
capitaSua mulher, a pediatra Clarissa Rego Medeiros, trabalha no Hospital Universitário Gafreé Guinle, com jornada de 60 horas, também é (ou era, pelo menos) oficial médica do Corpo de Bombeiros, tendo sido promovida a capitã, no Diário Oficial de 20/12/2011. Pode ser um caso de hominímia, mas a bombeira também é pediatra, o que torna isso quase impossível.(acréscimo às 18:42. É capitã e está ativa)
Carlos Muylaert Torrico, o terceiro médico, trabalha em Búzios, para a Prefeitura, num posto de saúde em Jacarepaguá e em seu consultório no Recreio dos Bandeirantes, onde atende o pessoal do Exército, conforme contrato publicado no Diário Oficial de 27 de setembro passado, no valor de R$ 350 mil! Aliás, contrato que vem sendo seguidamente prorrogado desde 2009 e que vai até o final deste ano. Como isso dá quase R$ 20 mil mensais, imagino que não lhe sobre muito tempo para as 40 h semanais do “Mais Médicos”.
Por fim, sobre a última personagem, Andrea Nunes Pereira, não se pode fazer afirmações por pesquisa na internet, pelo risco de homonímia. Mas para quem não sabe onde ficam os dois locais citados, informo que distam 40 km (24 km em linha reta), em estrada, o que dá menos de 40 minutos. Aliás, tem ônibus direto e a tarifa é R$ 7,50.
A nenhum deles se critica a qualificação profissional. Mas que a história de “desistência” não cola, não cola mesmo.
Por: Fernando Brito

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Prefeitura do PSDB elogia o Mais Médicos e contesta Folha de SP

Manchete de primeira página da Folha de São Paulo desta quarta-feira (4) diz que médicos brasileiros do programa Mais Médicos “Questionam infraestrutura e exigências e abandonam programa”. Segundo a matéria, em várias cidades os profissionais desistiram de participar do programa federal alegando “de precariedade a desconhecimento de regras”.
Veja, abaixo, fac-símile da primeira página da edição da Folha de 4 de setembro de 2013.
A Folha cita uma dúzia de médicos – em meio a mais de mil – que desistiram do programa alegando problemas como “falta de estrutura” nos locais de trabalho, condições de alojamento e alimentação e o tamanho da carga horária que teriam que cumprir, apesar de terem firmado o convênio com o governo federal.
Um caso em particular, citado com maiores detalhes na matéria da Folha, chama atenção. É o caso do médico Nailton Galdino de Oliveira, 34. Segundo o jornal, ele alegou ter ficado “Impressionado com a estrutura precária da unidade em Camaragibe (região metropolitana do Recife), onde atuou por dois dias”. Ao fim desse período, o médico pediu desligamento do programa.
“É uma aberração: teto caindo, muito mofo e infiltração, uma parede que dá choque, sem ventilação no consultório, sala de vacina em local inapropriado, falta de medicamentos”, afirmou Oliveira.
A Folha ainda afirma que “Casos de desistência como esse frustraram parte dos municípios que deveriam receber anteontem 1.096 médicos brasileiros da primeira etapa do programa” e informa que “Os estrangeiros só vão começar depois”.
Camaragibe é um município que faz divisa com Recife. A cidade é governada por Jorge Alexandre, do PSDB. Tem 145 mil habitantes, um PIB de cerca de 700 mil reais e uma renda per capita que é inferior à metade da média nacional. Hoje, após a chegada de quatro médicos brasileiros do programa Mais Médicos, ainda ficou com 3 unidades de saúde sem médicos.
Para entender o que aconteceu com esse profissional (Nailton de Oliveira), o único a se desligar do Mais Médicos entre os quatro profissionais do programa que chegaram à cidade, o Blog da Cidadania entrevistou o secretário de Saúde de Camaragibe, o advogado Caio Mello. Confira, abaixo, o resultado da conversa.
—–
Blog da Cidadania – Senhor Caio Mello, o senhor é o secretário de Saúde de Camaragibe, correto?
Caio Mello – Isso mesmo.
Blog da Cidadania – A Folha de Paulo publicou hoje uma reportagem com chamada na primeira página, em grande destaque, que relata o caso do médico Nailton de Oliveira, que foi trabalhar em Camaragibe no âmbito do programa Mais Médicos. Segundo o jornal, Oliveira diz que não encontrou estrutura adequada para trabalhar e não lhe foi oferecido alojamento e alimentação conforme lhe fora prometido. Como o senhor responde a essa afirmação?
Caio Mello – Na segunda-feira, Camaragibe recebeu quatro médicos do programa federal Mais Médicos. Eles foram trabalhar no Bairro Novo, no Asa Branca, no São Jorge e no Camará, onde foi trabalhar o doutor Nailton. Os outros três médicos estão trabalhando normalmente, não houve nenhum questionamento por parte deles.
O doutor Nailton, porém, quando da sua posse, nos fez alguns questionamentos quanto à questão de moradia e alimentação e quanto a carga horária. Nós, da prefeitura de Camaragibe, como somos meros intervenientes nesse contrato entre o governo federal e os médicos, fizemos ver ao doutor Nailton que ele teria, sim, que cumprir as 40 horas semanais de trabalho, até porque ele assinou um compromisso de fazê-lo.
O doutor Nailton, porém, desde o primeiro momento apresentou má vontade. Ele não queria assumir o seu acordo com o Ministério da Saúde. Em seguida, ele nos questionou quanto à alimentação e à moradia. Nós dissemos a ele que, primeiro, a alimentação seria fornecida sem problemas. Nós temos uma empresa que nos fornece as refeições diárias para toda a nossa rede de saúde, em Camaragibe, e a unidade dele é lógico que também seria contemplada.
Blog da Cidadania – Essas refeições incluem almoço e jantar?
Caio Mello – Café da manhã, almoço e jantar. As três refeições diárias.
Blog da Cidadania – E o alojamento?
Caio Mello – Nós ainda não recebemos a regulamentação sobre como serão esses alojamentos. Não sabemos se serão em hotéis, pousadas ou de que forma será. Não pudemos, portanto, fornecer ao doutor Nailton uma residência, com estrutura de empregada doméstica, enfim, uma casa montada para ele e sua família, como estava pleiteando. Além do que, ele é de Recife, que fica a 5 minutos do seu local de trabalho, pois Recife e Camaragibe fazem divisa.
Nós fizemos ver ao doutor Nailton, porém, que tudo seria resolvido nos próximos dias. Só o problema da moradia ficou pendente, o resto estava tudo sendo fornecido conforme o combinado. E como ele não é uma pessoa que veio de fora do Estado ou do exterior, não conseguimos entender a sua pressa em resolver esse ponto.
Blog da Cidadania – O médico Nailton de Oliveira diz também que Camaragibe não teria “estrutura” para ele desempenhar o seu trabalho…
Caio Mello – Olhe, nós temos 39 unidades de saúde da família em Camaragibe. Eu não vou ser hipócrita em dizer que todas essas unidades são uma maravilha, que todas estão lindas e maravilhosas, mas todas as nossas unidades estão em pleno funcionamento. Inclusive bem antes de o doutor Nailton chegar.
Há dificuldades, mas é óbvio que não são dificuldades que possam impedir um médico de trabalhar. Ele poderia, sim, exercer a medicina em nossas unidades de saúde da família, se quisesse.
O doutor Nailton parece que não estava entendendo a situação. Esse programa tem como finalidade servir à pobreza, melhorar a vida dos bolsões de pobreza do nosso município. Apesar dos problemas, nós temos, sim, estrutura. Temos vacinas com prazo de validade em dia, temos geladeira para armazená-las, temos todos os equipamentos básicos.
As nossas unidades de saúde precisam de reforma, mas já fizemos contato com o Ministério da Saúde e com seu apoio estamos reformando essas unidades. Agora, não se consegue resolver um problema estrutural do dia para a noite, mas as reformas estão sendo feitas e a estrutura irá melhorar.
Blog da Cidadania – O doutor Nailton, então, foi o único que não aceitou trabalhar nessas condições. Os outros três médicos que vieram com ele no âmbito do programa Mais Médicos, aceitaram?
Caio Mello – Todos os outros três médicos estão trabalhando nas suas unidades. Só o doutor Nailton se recusou. Com a ausência dele, então, nós ficamos com três unidades sem profissional da saúde, sem médicos. Mas já nos habilitamos ao programa Mais Médicos e já requisitamos um médico para suprir as unidades que ficaram sem atendimento médico.
Blog da Cidadania – Como é que pode faltar médicos em uma cidade que faz divisa com uma metrópole como Recife? Por que é que falta médico em Camaragibe?
Caio Mello – É a lei da oferta e da procura. O município de Camaragibe não tem capacidade financeira de concorrer com Recife, por exemplo, em termos de salários para os médicos, sem falar que não querem se deslocar para longe da região que paga melhor e tem melhor estrutura.
O salário que podemos pagar a um médico de saúde da família é de R$ 6,5 mil. Não podemos disputar médicos com Recife, que paga R$ 10 mil, R$ 15 mil, até R$ 18 mil a um médico. É uma concorrência injusta entre as regiões mais pobres e as mais ricas. E, mesmo assim, Recife tem 12 unidades de saúde sem médico, nas regiões mais pobres da cidade onde os médicos não querem ir, apesar de terem estrutura até melhor do que a de Camaragibe.
Blog da Cidadania – Ou seja: falta médico em Pernambuco.
Caio Mello – Eu acredito que sim. Falta médico nas unidades de saúde de Camaragibe e, o que é mais grave, nas urgências. E nós funcionamos 24 horas por dia. Há dois plantões noturnos que temos que restringir porque não temos médicos.
Por isso, o programa Mais Médicos vai nos ajudar bastante. Vai suprir esse problema gravíssimo de falta de médicos nas regiões que não têm capacidade financeira para arcar com os salários que os médicos querem ganhar e com a estrutura urbana que exigem.
Blog da Cidadania – O prefeito de Camaragibe é o senhor Jorge Alexandre, do PSDB, certo?
Caio Mello – Isso mesmo.
Blog da Cidadania – O senhor, então, como secretário de Saúde de uma prefeitura do PSDB considera que o programa Mais Médicos ajudará as populações das cidades onde será implantado. O senhor acredita, portanto, que o programa vai funcionar?
Caio Mello – Nós estamos apostando nele, sim. Tudo o que vem de coisas boas para o município, nós queremos independentemente se é do partido A, B ou C. O que importa é essa população carente, sofrida, que precisa de tanta coisa e para atendê-la não fazemos distinção política.
O prefeito Jorge Alexandre pensa grande. Essa questão partidária fica para a gente discutir durante a eleição. Precisamos de ajuda seja de que partido for, mesmo que seja do governo federal, que é do PT, ao qual o partido que governa Camaragibe faz oposição. Nós pensamos é na população.

sábado, 27 de julho de 2013

NASCE O 'BOLSA FAMÍLIA' DA SAÚDE?


*3.511 MUNICÍPIOS BRASILEIROS QUEREM O QUE OS CONSERVADORES  SABOTAM: O PROGRAMA 'MAIS MÉDICOS'

**Prefeituras se inscrevem em massa no programa; 2.000 médicos estrangeiros pretendem trabalhar no país.

**18.500 inscritos terão dados conferidos para depurar a sabotagem constrangedora do corporativismo.

*STF nega liminar contra o programa.

**Pesquisas: 'Folha e UOL nem disfarçam mais; perderam a compostura'.


O sucesso delineado na expressiva adesão dos municípios ao programa ‘Mais Médicos' merece análise exaustiva.Talvez represente mais que um alívio pontual no cerco conservador anabolizado pelas manifestações de junho, cuja corrosão no apoio ao governo tem sido meticulosamente atualizada, em  rodízio reiterativo, pelos  institutos de pesquisa. O  programa lançado pelo ministério da Saúde, há menos de um mês,  poderá inspirar uma bem-vinda reconciliação com a dimensão política da luta pelo desenvolvimento, esgarçada por um certo economicismo nos últimos anos. Não se trata de desdenhar o que é fundamental: o planejamento público de longo prazo, algo de que tanto se ressente a economia brasileira. Mas não se pode reduzir um governo a um escritório de acompanhamento de projetos. Intuitivamente, o ‘Mais Médicos' ataca esses desvios. Seu desenho resgata um modelo de ação engajada cuja cepa  remete às premissas da política de segurança alimentar, combate à fome e à miséria, lançada no início do governo Lula, em 2003. Atacar o emergencial e o estrutural, ao mesmo tempo e com igual intensidade, era o cerne da estratégia contra o que se tornou intolerável. Fixar prazos críveis e benefícios visíveis no horizonte imediato da população, um ingrediente mobilizador. Outro: estabelecer metas de apelo popular que colocavam sob pressão  instancias políticas e administrativas, de cuja adesão dependia o sucesso da política. O ‘Mais Médicos' foi lançado em oito de julho.Até 8 de agosto estará estruturado. Em 30 dias terá dado sinais concretos de uma mudança  na vida de cidades e cidadãos até então condenados a uma combinação perversa de precariedade e incerteza no acesso a um serviço vital. O 'Mais Médicos' pode se tornar o Bolsa Família da saúde pública. O governo não deve desperdiçar o potencial dessa experiência. E as lições que ela encerra para outras áreas.(LEIA MAIS  AQUI)

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Serra inventa o “acidente político” e culpa Marta por corrupção demotucana

Serra culpa plano diretor de Marta por corrupção na aprovação de obras em SP

Tucano afirmou que plano deu ‘nó’ na cidade e ressaltou que setor privado não tolera a demora

Guilherme Waltenberg, da Agência Estado
SÃO PAULO – O pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, culpou o plano diretor proposto pela administração da ex-prefeita do PT Marta Suplicy pelo surgimento de figuras como o ex-diretor do Aprov, Hussein Aref Saab. “O plano deixou terrenos que não podiam ser regulamentados. Acabaram dando um nó na cidade tão grande que boa parte do escândalo desse cara vendendo facilidades em grande medida é pelo grau de arbitrariedade e complexidade para construir”, disse nesta terça-feira, 22.
Serra afirmou que no setor privado a demora não é tolerada. “No setor privado tempo é dinheiro. Se investiu e não teve retorno o cara quebra.” Segundo o tucano, a Prefeitura “pode ser dura, mas tem que ser rápida”.  O pré-candidato afirmou que caso eleito irá rever essas estruturas na cidade de São Paulo. “A ideia é que você possa fazer a aprovação da planta ou modificações de maneira informatizada, incluindo até a responsabilidade que vai recair no engenheiro. A Prefeitura já está trabalhando nisso, mas é um sistema muito complexo”.
Em encontro realizado na Associação Comercial de São Paulo na distrital Jabaquara, o ex-governador rebateu críticas feitas à redução de investimento na construção e manutenção de metrô no ano de 2011. “Por que caiu? Esse tipo de obras tem ciclos. Chegou a hora de obter licenças ambientais e isso demora. A descontinuidade dessa natureza aconteceu na linha 5 e também no monotrilho que sai de Congonhas.”
Questionado sobre a greve dos metroviários a ser iniciada na quarta-feira, 23, Serra afirmou que “o Metrô e a CPTM têm uma coisa em comum: as greves e acidentes se intensificam muito em anos eleitorais”.
Serra também mostrou-se crítico com relação a ideia de alguns pré-candidatos que propõe a formação de uma terceira via na campanha para a Prefeitura de São Paulo. Para ele, há apenas “dois lados”. “Quem não quiser ficar de um lado, fica do outro”, disse.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Baixarias e Kassab fortaleceram Lula e debilitaram Serra em SP

A sondagem também revelou disparada da rejeição do ex-prefeito, ex-governador e ex-candidato a presidente José Serra em São Paulo. Incríveis 35% dos paulistanos desaprovam o tucano. Além disso, o prefeito Gilberto Kassab, que se elegeu na esteira da expressiva aprovação que o padrinho político detinha na capital paulista, amarga rejeição de 40%.
Segundo o Datafolha, em 11 sondagens que fez até hoje sobre a influência de Lula na política paulistana, nesta última a popularidade dele bateu recorde, tendo subido oito pontos percentuais desde a sondagem anterior, feita em setembro.
A lógica permite inferir as razões desse quadro.
Como se não bastasse o fato de que adoecer sempre torna a pessoa menos antipática a seus críticos, a baixaria praticada à larga na internet por antipetistas e antilulistas fanáticos diante da notícia de que Lula fora vitimado por doença mortal, chocou o país.
Ciente dessa faceta do brasileiro de ser solidário em situações assim, a mídia alinhada ao PSDB, percebendo o erro político que estava sendo cometido, tratou de se distinguir dos energúmenos que chegaram a comemorar o infortúnio de Lula, apesar de veículos como a Veja terem orientado seus colunistas a instigarem aqueles sentimentos degenerados.
Quanto ao aumento da rejeição a Serra, decorre da percepção dos paulistanos quanto à expressiva piora que a qualidade de vida sofreu na capital paulista. Kassab vai se tornando uma espécie de Celso Pitta e seu padrinho tucano uma espécie de Paulo Maluf.
Assim como Maluf e Pitta chegaram a ter recordes de popularidade em São Paulo e depois caíram em desgraça quando o resultado de suas administrações desastrosas começou a ser sentido – fenômeno que acabou elegendo Marta Suplicy, que reergueu a cidade –, o mergulho paulistano no caos vai despertando parte desse povo de seu delírio conservador.
Não se pode deixar de abordar, também, o fracasso retumbante do esforço hercúleo da mídia para destruir a imagem de Lula, esforço esse que se agravou depois que ele deixou a Presidência. Este ano foi marcado por uma artilharia midiática contra o ex-presidente que pode ter até superado a dos anos anteriores.
Nos primeiros dias de janeiro, logo após Lula deixar o cargo de presidente, recomeçaria, com força redobrada, a eterna campanha para desmoralizá-lo, campanha que teve início em 1989 e que nunca mais parou.
O caso dos passaportes dos filhos de Lula, o bombardeio de matérias “jornalísticas” que ainda o acusam de ter legado a Dilma “herança maldita” e ministros corruptos, nada disso surtiu efeito. Pelo contrário: o fato de o ex-presidente ter se tornado mais popular em São Paulo permite supor que nas regiões do país em que sua aprovação sempre foi mais alta, agora deve estar beirando a unanimidade.
Sendo assim, essa pesquisa eleitoral, feita pelos piores inimigos de Lula, deixa ver como ele vai se tornando uma lenda viva que, novamente, propiciará ao PT recordes de vitórias eleitorais. Mas, acima de tudo, revela que só restou à mídia o poder de gerar crises administrativas em governos, porque a opinião pública está se lixando para ela.
PS: a pesquisa Datafolha foi a campo antes da publicação do livro A Privataria Tucana.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A perseguição continuada da CBN Manaus contra a médica


Enviado por luisnassif, sex

A Prefeitura não sabe em que mãos está o processo de sindicância contra Bianca Abinader | O Caso Bianca Abinader


A Prefeitura não sabe em que mãos está o processo de sindicância contra Bianca Abinader

A sindicância pela qual passa a médica Bianca Abinader, a segunda em um ano, sumiu dos arquivos da SEMSA. Na Assessoria Jurídica, de onde o processo saiu a caminho da sub-secretaria Executiva, ninguém sabe onde a papelada está. Na sub-secretaria, onde o processo deveria ter chegado, nada chegou. No departamento de Gestão do Trabalho, ninguém sabe de nada.
No âmbito administrativo e no serviço público, uma sindicância é como um processo criminal. Acusado de uma irregularidade, o servidor é submetido a intimações, precisa depor, testemunhas são ouvidas e diligências são feitas. Todo o processo é doloroso e humilhante.
Como em 2010, quando passou pelo primeiro processo, Bianca já depôs na sindicância de 2011. A comissão que a investiga já reuniu dados, ouviu testemunhas e fez diligências. Cada fato desse gera material, que vai sendo reunido e é então analisado para que seja produzido um relatório final.
Todo esse material simplesmente sumiu. A SEMSA não sabe onde está.
Mas alguém parece saber onde o processo está. O radialista Ronaldo Tiradentes, autor da denúncia que levou à instauração da sindicância de 2011 (e também o autor da denúncia que gerou a sindicância de 2010), anuncia para os próximos dias que o relatório vai reaparecer, e cheio de “provas robustas” contra a médica.
No microblog Twitter, a credibilidade do radialista precisa ser respeitada. Em todas as vezes em que anunciou aos seus 54 seguidores as movimentações dos processos internos da SEMSA sobre Bianca, Ronaldo nunca errou. Foi assim quando anunciou vídeos que logo depois publicaria no site da Central Brasileira de Notícias (CBN), foi assim quando anunciou que Bianca sofreria nova investigação, foi assim quando os pedidos da médica era indeferidos pela Secretaria Municipal de Saúde.
Ronaldo vem recebendo ajuda da Prefeitura sempre que precisa, quando o assunto é Bianca, uma servidora concursada da cidade de Manaus, funcionária estatutária da Prefeitura. Pressionou servidores da assessoria jurídica do órgão para que as sindicâncias fossem instauradas. Pressionou diretores e funcionários das casas de saúde por onde Bianca vem passando desde 2010.
Sem protocolar nenhum pedido de informações sobre a médica junto à SEMSA, teve acesso à folha financeira de Bianca, ao pedido de transferência da UBS do Morro da Liberdade, ao indeferimento do pedido de retorno, ao pedido de redução de carga horária e à decisão da direção da SEMSA pela instauração das sindicâncias. Nenhuma dessas informações pode sair do órgão sem um pedido formal protocolado, e absolutamente nenhum protocolo, assinado por Ronaldo Tiradentes, existe na SEMSA.
Às 8:04 da noite de ontem (terça), o radialista anunciou no Twitter: “SEMANA QUE VEM TEM A SINDICÂNCIA SEMSA 2011, QUENTINHA E MUITO INTERESSANTE. AGUARDE PARA DIVULGAR EM SEGUNDA MÃO. TÔ NA FRENTE
Diante do fato de que a Prefeitura perdeu um de seus processos, e de que o acusador de Bianca anuncia para os próximos dias que exatamente o relatório do processo sumido trará “provas robustas” contra Bianca, o que deduzir de toda a trama?
Em ferereiro deste ano, depois de atender um de seus pacientes e se sentir mal no próprio consultório, a médica fechou a porta por 10 minutos, antes de atender o próximo paciente. Ao reabrir o consultório, foi abordada por sua chefe, que tinha em mãos um documento manuscrito, com a assinatura de cinco pacientes do posto do São José, que lhe acusavam de não atendê-los. A autora da denúncia, acompanhante de um paciente, teve o nome deletado na versão eletrônica da denúncia, depois de digitada. As testemunhas foram procuradas pelo blog O Caso Bianca Abinader, e expontaneamente deram depoimentos sobre o que realmente aconteceu na manhã do dia 21 de março. Essa é mais uma história que vai ser contada neste blog, em texto, vídeo e com documentos, brevemente.
Com a vida profissional e pessoal violentada pelo 16º mês seguido, Bianca não tem mais condições emocionais de trabalhar em paz. Perseguida por Ronaldo na Zona Norte (na comunidade Campo Dourado), na Zona Sul (Morro da Liberdade) e na Zona Leste (São José), e diante dos indícios de que a Prefeitura, sua empregadora, vem cedendo às pressões do radialista para perseguí-la em seu ambiente de trabalho, Bianca pediu licença não remunerada de 2 anos.
Seu pedido foi protocolado no dia 28 de março, e até ontem, às 6:19 da noite, essa informação permanecia como deve ser, interna, e passível de consulta única e exclusivamente sob pedido formal junto à Prefeitura. Mesmo Bianca, a maior interessada em seus pedidos, só tem acesso a eles oficialmente. Como deve ser.
E mais uma vez Ronaldo, sem nenhum pedido formal de consulta, estampou em seu Twitter a informação do pedido de licença. Então, hoje (quarta) pela manhã, pouco mais de 12 horas depois do anúncio do radialista tuiteiro, estava lá, na UBS Amazonas Palhano, no São José, uma funcionária da SEMSA, que vinha entregar pessoalmente à médica a notícia de que seu pedido foi — mais uma vez — indeferido pela secretaria, com o argumento de que, respondendo a nova sindicância, não podia entrar de licença até que o processo esteja concluído, e o relatório divulgado. A sindicância foi instaurada em 21 de fevereiro, com base numa publicação de Ronaldo em seu blog, intitulada “Bianca Abinader – a funcionária pública que não gosta de trabalhar”. O relatório deveria estar pronto 30 dias depois, prorrogáveis por mais 15.
O indeferimento foi assinado no último dia 6 de abril, quatorze dias atrás, mas só chegou às mãos de Bianca hoje. É que Ronaldo, seu acusador e aparentemente quem faz a SEMSA funcionar quando o assunto é a Bianca Abinader, esteve de férias. Em seu blog no site oficial da rádio CBN sob o título “Férias para o blogueiro”, disse, exatamente no dia 6 de abril:
Caros amigos, Nos próximos 10 dias estarei de férias (até 16.04.11). Mas como costumo carregar pedras enquanto descanso, ficarei sempre atento aos fatos da nossa terrinha.
A SEMSA não se mexeu durante as férias de Ronaldo. O radialista e blogueiro voltou a Manaus no dia 16, e logo colocou a máquina pra funcionar. Aparentemente mandando e desmandando no órgão público, descobriu sem pedido oficial que Bianca pediu sua licença, descobriu que a licença seria indeferida e também descobriu que um processo interno da SEMSA vai reaparecer como mágica na semana que vem, depois da Páscoa, cheio de “provas robustas” contra a médica.
Enquanto isso, ninguém na Prefeitura de Manaus, onde Bianca Abinader entrou por concurso público e onde trabalha com 99% de aprovação dos pacientes, sabe o paradeiro do processo de sindicância de 2011.
Já que a Prefeitura parece não saber nada e Ronaldo parece saber de tudo, a sugestão do blog O Caso Bianca Abinader é que a SEMSA pergunte ao próprio Ronaldo Tiradentes onde está o processo de Bianca. Ronaldo já deu provas de que quando o assunto é Bianca Abinader, sempre acerta nas suas previsões.
Quando essas previsões não se cumprem, como no relatório de 2010, Ronaldo, a Prefeitura e a imprensa de Manaus se calam.
Servidores da Assessoria Jurídica, do GETRAB e das casinhas de saúde por onde Bianca vem tentando trabalhar há mais de um ano começaram a falar. Aqui também vamos publicar as histórias de coação e intimidação sofridas por vários funcionários da Prefeitura.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Dilma vai construir 8 mil casas para desalojados do Rio


Duas mil casas serão doadas pelos construtores

Governo e construtoras darão oito mil moradias para famílias da região Serrana do estado do Rio


O governo federal, em parceria com o estado do Rio e as sete prefeituras dos municípios da região Serrana fluminense, vai financiar a construção de seis mil unidades habitacionais a serem entregues para as famílias que foram desabrigadas pelas enchentes ocorridas neste mês. As casas ou apartamentos serão entregues sem custo para o beneficiado. Outras duas mil unidades residenciais serão bancadas por um pool de 12 construtoras do Rio de Janeiro. O anúncio foi feito, nesta quinta-feira (27/1), em cerimônia no Palácio Guanabara, no Rio, pela presidenta Dilma Rousseff, o governador Sérgio Cabral e representantes das empreiteiras.


Uma outra medida colocada na cerimônia diz respeito à liberação de recursos do BNDES para promover um levantamento das áreas de risco, passo inicial para que se elabore um plano para evitar futuras tragédias. A presidenta Dilma frisou que o governo federal pretende reaparelhar a Defesa Civil nos municípios. Para isso, o governo não limitará recursos com compra de equipamentos e treinamento de pessoal. Após a cerimônia na sede do governo estadual, a presidenta Dilma Rousseff, acompanhada dos ministros Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional), Miriam Belchior (Planejamento), Mário Negromonte (Cidades), visitou o Centro de Operações da Prefeitura do Rio, que tem por objetivo acompanhar em tempo real, por exemplo, pontos de alagamento ou áreas de risco durante as chuvas, bem como as condições do trânsito.


“É um instrumento de gestão de uma prefeitura para melhor administrar a cidade”, disse a presidenta em rápido discurso no local.


A presidenta Dilma decidiu retornar ao Rio de Janeiro 15 dias após ter sobrevoado a região Serrana e ter determinado as providências iniciais para ajudar as vítimas das enchentes. Desta vez, o que motivou a visita foi o anúncio da construção de moradias que vinha sendo alinhavado desde a semana passada quando empresários do setor da construção civil procuraram o vice-governador fluminense, Luiz Fernando Pezão, com o intuito de oferecer duas mil casas ou apartamentos. A contrapartida do estado será destinar o terreno e dotar o local de infraestrutura.


Na primeira parte da visita, a presidenta participou de almoço com os empresários oferecido pelo governo fluminense no Palácio Laranjeiras. Depois, todos seguiram para a sede do governo estadual para informar as medidas que irão beneficiar as famílias desabrigadas. No anúncio, o empresário Wilson Amaral, da Gafisa Tenda, disse que a construção das moradias estava sendo possível a partir da mobilização do grupo de construtoras. Amaral acredita que outras empreiteiras poderão entrar neste projeto e, deste modo, ampliando o número da moradias.


Dilma Rousseff iniciou a exposição destacando a parceria entre os governos federal e estadual e a Prefeitura do Rio. A presenta lembrou que num primeiro momento percorreu ruas do município de Nova Friburgo, quando constatou a dimensão da tragédia. Agora, conforme explicou, retornava ao estado para os desdobramentos das providências que estão sendo tomadas.


“Nós fizemos um cálculo e estamos colocando mais seis mil casas para as famílias da região Serrana”, anunciou a presidenta.


As moradias serão repassadas para as famílias que perderam suas residências nos sete municípios daquela região ou até mesmo para a retirada de moradores que estão nas áreas de risco. De acordo com a presidenta, os recursos empregados pela União não terão custos para os desabrigados. As prestações serão pagas com recursos do governo fluminense. O mesmo vai ocorrer com as duas mil unidades que serão erguida pelas empreiteiras. Elas arcam com o custo integral da obra.


O vice-governador Pezão informou que técnicos do estado do Rio e das prefeituras fazem o cadastramento das famílias que irão receber as respectivas casas. O trabalho que vem sendo desenvolvido nos municípios prejudicados com as chuvas mereceu destaque e agradecimento por parte da presidenta Dilma e do governador Cabral. Segundo eles, a imediata atuação da equipe permitiu o imediato atendimento nas áreas atingidas.


Após visitar o centro de monitoramento da Prefeitura do Rio, a presidenta Dilma Rousseff seguiu para Porto Alegre. Na noite desta quinta-feira (27/1), ela participa de cerimônia alusiva ao Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, na sede Ministério Público Estadual, na capital gaúcha.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Vai dar tudo errado !



Na foto, o momento exato em que um raio do PiG destrói o Tupã

A fase I do PiG (*) foi “a culpa é do Lula”.
(Em São Paulo é de Deus ou da chuva. A escolher.)
A fase II foi “a culpa é do Cabral”.
A fase III já se desenha, pelas manchetes dos portais piguentos – UOL, Estadão, Folha etc etc:
“Tudo o que a Dilma fizer vai dar errado.”

O supercomputador Tupã vai dar pau, ao ser atingido por um raio disparado pela urubóloga.

Os Governos estaduais não conseguirão montar esquemas de alerta com as prefeituras.

Os mapas das áreas de risco serão destruídos no computador por um vírus instalado por uma multinacional que produz padiolas e body-bags.

As prefeituras vão torrar o dinheiro em chafariz e estádio de futebol, especialmente as do PT, como o Satã que governa Teresópolis.

(Com exceção da de São Paulo, que, como se sabe, não alaga, especialmente na Zona Leste – leia aqui sobre a hipótese de um crime eleitoral. E onde a empresa de saneamento se especializa em inundar bairro de nordestino pobre. )

O Pão de Açúcar se transformará num vulcão e as lavas subirão o Cristo, que se lançará de cima do Corcovado.

O Minha Casa Minha Vida não vai construir mais um kitchnete/banheiro.

As turbinas de Itaipu racharam – como demonstrou a Eliane Catanhêde -, vão alagar e inundar Buenos Aires e o Rio de Janeiro.

A transposição vai afundar o rio São Francisco e inundará de Minas abaixo e devolverá o Norte Fluminense à Idade de Pedra.

Furnas entrará em colapso e vai faltar luz em todo o Sudeste – com exceção de São Paulo, onde não falta nada.

As operadoras de telefonia vão se concentrar em fazer a extra-mile da banda larga e se esquecerão de prover telefone celular para todo o estado Rio.

A Dilma nunca mais pisará no Rio.

E o Pezão vai abandonar a política para se transformar em passista da Mangueira.

O Rio acaba.

E São Paulo se separa do Brasil.

E instala a República da Daslu.


Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.