Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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terça-feira, 3 de maio de 2011

A história das relações EUA-Bin Laden


Enviado por luisnassif

Por raquel_
Do Outras Palavras
Como os Estados Unidos criaram Bin Laden
sANTONIO MARTINS – 02/05/2011 POSTED IN: CAPA

A história proibida da aliança entre Washington e o homem que ordenaria os ataques de 11 de setembro
Por Antonio Martins* | Imagem: Dragão, de M.C. Escher (detalhe)

A ordem formal para detonar o último esconderijo de Bin Laden foi dada por Barack Obama na manhã de sexta-feira, informou nesta manhã (2/5) o New York Times. Antes de rumar para o Alabama, onde acompanhou o socorro às vítimas de tornados violentos, o presidente determinou que forças especiais da central de inteligência dos EUA – a CIA desencadeassem o ataque. Instalado numa casa em Abbottabad, a apenas 50 quilômetros da capital do Paquistão, o líder da Al Qaeda teria resistido ao comando que o localizou. Segundo fontes norte-americanas, foi ferido na cabeça e em seguida, estranhamente, sepultado no mar. As circunstâncias exatas da operação ainda são desconhecidas.

Ironicamente, a CIA, encarregada de conduzir a operação que liquidou Bin Laden, está estreitamente associada ao surgimento do terrorista. Pouco se falará a respeito, nos próximos dias, mas tanto o homem de barbas longas e olhar calmo quanto a própria Al Qaeda forma conscientemente criados pelos Estados Unidos, no contexto da disputa contra a União Soviética, na “guerra fria”. Os fatos estão estão disponíveis em algumas publicações alternativas norte-americanas, entre as quais destacam-se, o siteZ-Net, a revista The Nation. Para esta escreve Robert Fisk, um repórter veterano e especializado em questões de Oriente Médio. Ele escreve fala com a autoridade de quem se encontrou várias vezes, na condição de jornalista, com Bin Laden.
A última delas, conta, foi em 1997, nas montanhas do Afeganistão. Avistou o saudita na pose e nos trajes em que aparece costumeiramente na imprensa ocidental. Roupas afegãs tradicionais, refestelado em sua caverna, ar tranqüilo. Bin Laden aparentou um conhecimento muito superficial sobre a situação do mundo. Atirou-se sobre o jornal que Fisk tinha consigo. Deu a entender que a leitura lhe trazia muitas novidades, mas abandonou a atividade depois de meia hora. Preferiu falar sobre sua crença na proteção que lhe seria assegurada por Alá. Relatou os muitos episódios em que, ao enfrentar os ocupantes soviéticos do Afeganistão, salvou-se porque os foguetes que foram atirados sobre seus esconderijos deixaram de explodir. Afirmou não temer a morte, porque “como muçulmano, acredito que, quando morremos em combate, vamos para o Paraíso”. Mas não deixou, nem por um instante, o abrigo em que se encontrava. Fisk registra: era “uma relíquia dos dias em que combateu os soviéticos: um nicho de oito metros de altura escavado na rocha, à prova até mesmo de ataques de mísseis”.
Em nome da vitória sobre os soviéticos, acordo com os extremistas
Num outro texto — um artigo analítico assinado por Dilip Hiro, intitulado “O custo da ‘vitória’ afegã” The Nation revive as circunstâncias da aliança que acabaria envolvendo Washington e Bin Laden. O cenário é o Afeganistão; a época, a última fase da Guerra Fria. Em 1979, um golpe militar havia levado ao poder grupos ligados à União Soviética (URSS). Anticomunista fervoroso, Zbigniew Brzezinsky, assessor de Segurança Nacional do então presidente Jimmy Carter, vislumbra uma oportunidade de passar da defesa ao ataque. Não quer apenas reinstalar em Kabul um governo aliado ao Ocidente. Pretende disseminar, entre as populações muçulmanas da URSS, um tipo de pensamento religioso capaz de incitá-las ao máximo contra o governo de Moscou. The Nation frisa: havia alternativas, mesmo para os que, como o assessor de Segurança Nacional, estavam empenhados em promover a Guerra Fria. Exitiam no Afeganistão “diversos grupos seculares e nacionalistas opostos aos soviéticos”. Ao invés de apoiá-los, no entanto, a Casa Branca parte para o que julga ser uma cartada genial. Impulsiona as organizações afegãs mais fundamentalistas, reunidas, desde 1983, na Aliança Islâmica do Mujahedin Afegão (IAAM, em inglês).
 Washington não se contenta em apoiar diplomaticamente a IAAM. Costura uma aliança capaz de oferecer-lhe condições financeiras, militares e ideológicas suficientes para derrotar os soviéticos. Além dos EUA, participarão da iniciativa o Paquistão, governado pelo general golpista Mohammad Zia ul-Haq, e a Arábia Saudita, controlada por décadas por uma família real nababesca e corrupta. O extremismo religioso é o cimento utilizado pelos norte-americanos para consolidar seus interesses estratégicos. Milhares de afegãos e paquistaneses são atraídos para campos de treinamento de guerrilheiros anti-soviéticos. Eles são dirigidos pelo ISI, serviço secreto do Paquistão.
Os instrutores valorizam ao máximo a guerra santa (Jihad) contra Moscou. A Casa Branca quer matar dois coelhos com uma só paulada. A suposta defesa do islamismo contra os ateus soviéticos serve para consolidar, no Paquistão, o poder de Zia ul-Haq, fiel aliado do Ocidente. O terceiro elo da coalizão é a Arábia Saudita, onde outro governo pró-americano, embora muito rico, necessita de reforço ideológico. Ao longo de alguns anos, os príncipes sauditas serão convidados a “doar” 20 bilhões de dólares para a cruzada da IAAM. Através da CIA, os Estados Unidos comparecerão com mais US$ 20 bi. Os rios de dinheiro verde servirão para recurtar e formar guerrilheiros fanatizados e armá-los até os dentes. Fazem parte de seu arsenal mísseis anti-helicópteros que serão decisivos para enfrentar e vencer tanto o governo pró-URSS quanto as próprias tropas soviéticas, que, em favor de seu aliado, ocuparam o país em 1979.
Um milionário saudita adere a estranhos “lutadores da liberdade”
É esse clima de extremismo e intolerância suscitado por Washington que atrairá o saudita Osama bin Laden ao Afeganistão. No início dos anos 80, quando chegou ao país, ele era apenas o jovem herdeiro milionário de uma família de empresários do ramo da construção. Estava fascinado pela jihad patrocinada pelos EUA. Foi o primeiro saudita a aderir a ela, e levou consigo, ao longo do tempo, pelo menos 4 mil compatriotas. Tornou-se líder dos “voluntários” no Afeganistão. Aproximou-se dos dirigentes do IAAM, que, graças ao apoio recebido da Casa Branca, constituiriam anos depois o governo Taliban. Construiu abrigos reforçados para depósito de armas, participou de ações guerrilheiras. Jamais lhe faltou apoio moral do Ocidente. O repórter Robert Fisk relata: “Estava no Afeganistão em 1980, quando Laden chegou. Ainda tenho minhas notas de reportagem daqueles dias. Elas recordam que os guerilheiros mujahedin queimavam escolas e cortavam as gargantas das professoras, porque o governo tinha decidido formar classes mistas, com meninos e meninas. O Times de Londres os chamava de ‘lutadores da liberdade’. Mais tarde, quando os mujahedins derrubaram (com um míssil inglês Blowpipe) um avião civil afegão com tripulação e 49 passageiros, o mesmo jornal os chamou de ‘rebeldes’. Estranhamente, a palavra ‘terroristas’ nunca foi usada para qualificá-los”
A partir de 1989, com o colapso do governo pró-soviético no Afeganistão e da própria União Soviética, os “voluntários” começaram a voltar a seus países. Ao retornarem ao mundo árabe, explica Dilip Hiro, formaram um grupo à parte, que se tornou conhecido como os “afegãos”. Tinham marcas muito características. A intolerância e o desprezo pela vida humana eram os mesmos cultivados sob comando e por determinação consciente dos Estados Unidos. Haviam adquirido, nos anos da luta anti-soviética, alta capacitação em práticas terroristas. Eram, contudo, menos inexperientes do ponto de vista político. Passaram a observar que países como a Arábia Saudita e o Egito eram governados por elites tão submissas aos Estados Unidos quanto era subordinado aos soviéticos o governo afegão contra o qual lutaram.
A cobra volta-se contra o ninho em que se criou
A guerra do Golfo os voltou de vez contra Washington. Encerrada a campanha contra o Iraque, em 1991, a Casa Branca descumpriu a promessa de retirar da Arábia Saudita — país onde estão as cidades sagradas de Meca e Medina — as bases militares e os milhares de soldados mobilizados contra Saddan Hussein. Bin Laden e seus liderados lembraram que isso contraria a Sharia , lei islâmica. Em 1993, o rei Fahd, talvez o mais fiel aliado dos EUA no mundo árabe, ainda cortejou o milionário, chegando a ponto de nomeá-lo para um Conselho Consultivo real. Em 94, depois de novos desentendimentos, Bin Laden foi expulso da Arábia Saudita. Em 96, declarou uma jihad contra a presença norte-americana no país. Afirmou então que “expulsar do ocupante americano é o mais importante dever dos muçulmanos, depois do dever da crença em Deus”. Dois anos depois, uma declaração conjunta assinada por uma frente de organizações fundamentalistas formada por Bin Laden exortava: “A determinação de matar os americanos e seus aliados — civis e militares — é um dever individual para todo muçulmano que possa fazê-lo em qualquer país onde isso for possível, com objetivo de libertar de suas garras a Mesquita de Al-Aqsa [em Jerusalém] e a Mesquita Sagrada [Meca]. Isso está em consonância com as palavras de Deus todo poderoso”.
Em seu relato para The Nation, Robert Fisk lembra que Bin Laden não é o primeiro aliado com quem a Casa Branca se relaciona intimamente durante certo tempo, para mais tarde, quando já não necessita de seus serviços, acusá-lo — com ou sem motivos — de terrorista. Ele cita os casos de Saddan Hussein, visto como herói quando atacou com armas químicas o Irã; ou de Iasser Arafat, considerado “super-terrorista” quando liderava a luta pela libertação da Palestina e mais tarde “respeitável homem de Estado”, ao firmar com Israel acordos de paz jamais cumpridos.
Bastaria olhar para a América Latina para encontrar outros múltiplos exemplos de relações privilegiadas entre Washington e terroristas, praticantes de golpes de Estado, governantes tirânicos, corruptos, torturadores. Num outro sentido, menos direto, porém mais ameaçador, a aliança com o terror está, aliás, sendo reeditada neste exato momento. Bin Laden usa a opressão dos EUA e de Israel contra o mundo árabe como pretexto para justificar sua intolerância e atos criminosos. Todas as declarações dos governantes norte-americanos feitas após os atentados de 11 de setembro indicam que a Casa Branca pretendem apoiar-se no risco real do terror para desencadear uma ofensiva militar e política que, se não for barrada, transformará o planeta num local muito mais violento, antidemocrático e desigual. Talvez por isso, as sociedades tenham o direito de dizer que, contra a barbárie dos extremistas e do Império, a única saída é a construção de um mundo novo.
* As partes essenciais deste texto foram escritas em setembro de 2011 e publicadas no sitePlaneta Porto Alegre, cujos arquivos – recentemente resgatados pelo webmaster e midiativista Rafael Banto — estão disponíveis aqui
http://www.outraspalavras.net/2011/05/02/como-os-estados-unidos-criaram-bin-laden

A segunda morte de Osama bin Laden

Por Paul Craig Roberts
RESISTIR
Se hoje fosse 1º de Abril e não 2 de Maio, podíamos ignorar como uma brincadeira a manchete desta manhã de que Osama bin Laden foi morto num combate armado no Paquistão e rapidamente lançado ao mar. No atual estado de coisas, devemos considerar isto como prova adicional de que o governo estado-unidense tem uma fé ilimitada na credulidade dos americanos.

Pense nisso. Quais são as probabilidades de uma pessoa que alegadamente sofre dos rins e precisa de diálise, e que além disso é afligido por diabete e baixa tensão arterial, sobreviva em esconderijos na montanha durante uma década? Se bin Laden fosse capaz de adquirir o equipamento de diálise e os cuidados médicos que as suas condições requeriam, será que o despacho do equipamento de diálise não apontaria a sua localização? Por que foram precisos dez anos para encontrá-lo?

Considere também as afirmações, repetidas pelos media triunfalistas dos EUA a celebrarem a morte de bin Laden, que "bin Laden utilizou seus milhões para financiar campos terroristas no Sudão, nas Filipinas e no Afeganistão, enviando 'guerreiros sagrados' para fomentar a revolução e combater com forças fundamentalistas muçulmanas no Norte da África, Chechénia, Tajiquistão e Bósnia". Isso é um bocado de atividade para ser financiado por uns meros milhões (talvez os EUA devessem tê-los colocado na conta do Pentágono), mas a questão principal é: como é que bin Laden foi capaz de movimentar o seu dinheiro de um lado para o outro? Que sistema bancário o ajudou? O governo estado-unidense tem êxito em bloquear os ativos de povos de países inteiros, sendo a Líbia o mais recente. Por que não os de bin Laden? Estaria ele a carregar consigo US$100 milhões em moedas de ouro e a enviar emissários para distribuir os pagamentos das suas operações dispersas por lugares remotos?

A manchete desta manhã tem o odor de um evento encenado. O fedor emana dos noticiários triunfalistas carregados de exageros, dos celebrantes que ondeiam bandeiras e cantam "USA, USA". Poderia algo diferente estar em curso?

Não há dúvida de que o presidente Obama precisa desesperadamente de uma vitória. Ele cometeu o erro do idiota ou o recomeço da guerra no Afeganistão e agora, após uma década, os EUA enfrentam o impasse, se não a derrota. As guerras dos regimes Bush/Obama levaram os EUA à bancarrota, deixando no seu rastro enormes déficits e um dólar em declínio. E o momento da re-eleição está a aproximar-se.

As várias mentiras e enganos, tais como "armas de destruição em massa", das últimas administrações têm consequências terríveis para os EUA e o mundo. Mas nem todos os enganos são o mesmo. Recordem, toda a razão para invadir o Afeganistão era em primeiro lugar para apanhar bin Laden. Agora que o presidente Obama declarou que bin Laden levou um tiro na cabeça, dado pelas forças especiais dos EUA a operarem num país independente e que estas o lançaram ao mar, não há razão para continuar a guerra.

Talvez o declínio precipitado do US dólar nos mercados de câmbio estrangeiros tenha forçado algumas reduções reais no orçamento, as quais só podem vir da travagem de guerra ilimitadas. Até o declínio do dólar ter atingido o ponto de ruptura, Osama bin Laden, o qual muitos peritos acreditam ter sido morto há anos, era um bicho-papão útil para alimentar os lucros do complexo militar e de segurança dos EUA.


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O herói que matou Osama bin Laden

Constatação de Michael Moore




“Depois de dez anos, duas guerras, 919.967 mortes e 1,188 trilhão de dólares, conseguimos matar uma pessoa.”

Por que “mataram” Bin Laden?


A teia de mentiras com que os Estados Unidos cercaram a ação militar que teria matado Osama Bin Laden impede que se tenha uma única certeza sobre o caso. Não se pode confiar nem no anúncio de que teria sido morto ou na descrição das circunstâncias em que isso teria acontecido.
Bin Laden nem era mais o comandante da Al Qaeda. Estava doente, debilitado e acuado. O bunker em que se escondia, era precário. Apesar de a mídia ter deixado a impressão de que seria uma fortificação à altura do homem que desafiou os EUA por uma década, seu abrigo não lhe permitiu resistir quase nada à ofensiva americana, a qual, cada vez mais, vai parecendo que o assassinou a sangue frio.
Por que o mataram, então? Vivo, Bin Laden teria sido extremamente útil. Poderia fornecer informações preciosas sobre a Al Qaeda. Aliás, um estadista prenderia o terrorista e faria um acordo com ele. Não aceitaria? Duvido. A Al Qaeda, Bin Laden, os EUA, ninguém lucra com aquela loucura toda. Lula faria um acordo com essa turma com um pé nas costas.
O problema são os EUA. Querem sempre ficar por cima. E, além de truculentos, assassinos, covardes, mentem compulsivamente. A desinformação que difundem sobre a “morte” de Bin Laden começou com a divulgação de foto falsa de seu cadáver por autoridades paquistanesas. Em seguida, as pessoas começaram a acordar para todo o resto.
Por que os EUA matariam um arquivo vivo?
Como acreditar que não haveria técnicas para prendê-lo vivo num ataque surpresa?
Por que difundiram a história de que ele teria se escudado, primeiro, atrás DA própria mulher e, depois, DAS mulheres de seu harém, para, ao fim, dizerem que nada disso ocorreu?
Por que se livraram do corpo tão rápido?
Por que não divulgam imagens do corpo?
Os americanos dizem que sumiram com o corpo para impedir que um seu túmulo conhecido se tornasse um local de peregrinação que serviria de incentivo a que outros seguissem seus passos.
É piada, não? Jesus Cristo não tem túmulo. Ah, Bin Laden não é Jesus? Ora, para seguidores fanáticos é, sim. E fotos? Ah, eles dizem que não divulgam para não ferir a sensibilidade da Al Quaeda com imagens tão feias. Parece brincadeira… Querem que o mundo acredite em suas versões sem apresentar nenhuma prova.
Finalmente, depois de tanta mentira, agora dizem que a própria guarda de Bin Laden o assassinou para que não desse informações. Como no caso da ou das esposas, pode ser só mais outra invenção. Aliás, fica difícil achar que não é…
Mas o pior vem agora. Os jornais estampam hoje a ameaça insana que decorre da morte de Bin Laden. A notícia até já envelheceu. Na segunda-feira, eu mesmo escrevia no Twitter que me chegavam links de matérias em inglês e espanhol dando conta de ameaça que o Wikileaks divulgara anteriormente de que, se algo ocorresse com Bin Laden, haveria uma “reação nuclear”. Fui chamado até de “catastrofista” por uma seguidora.
Segundo a ameaça feita antes mesmo de Bin Laden ser (?) morto, a Al Qaeda teria escondido um artefato nuclear na Europa. A notícia foi amplamente repercutida pela agência France Press e por veículos como o jornal alemão Der Spiegel.
É incompreensível, esse “assassinato”. Além de não desarticular a Al Qaeda, pois o alvo tornara-se inócuo, levantou ameaça ao mundo de retaliação (nuclear?) pela organização, ameaça que os jornais todos estampam hoje na primeira página. Por que diabos, então, os EUA “mataram” Bin Laden?

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A morte de Bin Laden e o triunfo do “Comandante Obama”


A morte de Bin Laden e o triunfo do “Comandante Obama”

A morte de Bin Laden ocorre alguns meses antes de se completarem dez anos do atentado que destruiu as Torres Gêmeas de Nova York, em 11 de setembro de 2001. Obama sublinhou a palavra “eu” quando disse que ele mesmo deu a ordem de lançar o ataque contra o santuário onde Bin Laden estava refugiado no Paquistão. Ele transformou-se no presidente que liquidou o inimigo número um da superpotência. Na madrugada desta segunda-feira, conservadores e liberais, direitistas e progressistas dos EUA, festejavam nas ruas a vitória do “comandante Obama” que conquistou um grande trunfo para sua reeleição em 2012. O artigo é de Martín Granovsky.

O novo diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), que acaba de ser proposto por Barack Obama, o general David Petraeus, será confirmado pelos senadores. Se restava alguma dúvida, seu último posto foi o chefe das forças da OTAN no Afeganistão. Assumirá como diretor da CIA com o troféu de Osama Bin Laden morto e as mãos livres para reforçar as operações militares encobertas.

Petraeus foi o arquiteto das operações de George Bush no Iraque e, nos últimos anos, apoiou os ataques contra bases da Al Qaeda não só no Afeganistão, mas também no Paquistão, onde Bin Laden foi morto. A morte de Bin Laden ocorre alguns meses antes de se completarem dez anos do atentado que destruiu as Torres Gêmeas de Nova York, em 11 de setembro de 2001. Em termos práticos e simbólicos, a operação da CIA confirma que Washington se aproxima do ponto de deixar o lugar de primeira potência econômica nas mãos da China, mas segue sendo a primeira, longe de qualquer outra, em capacidade de uso da força, incluindo aí operações de contrainsurgência.

Por isso, Obama, no discurso realizado na noite de domingo, lembrou que o ataque foi dirigido contra as Torres Gêmeas e também contra o Pentágono, na primeira agressão externa contra território norteamericano em sua história. Por isso, também, recordou que deus instruções a Leon Panetta definindo que a missão principal da CIA era encontrar Bin Laden vivo ou morto. Uma mensagem de gratificação e, ao mesmo tempo, de respaldo: Panetta foi designado e está por assumir como ministro da Defesa, onde deverá diminuir brutalmente o gasto militar e reorientá-lo. Também é chave no discurso a menção aos oficiais encarregados de operações encobertas: “Ninguém conhece seus nomes, mas o povo norteamericano deve estar agradecido a eles”, disse o presidente que assumiu no dia 20 de janeiro de 2009, e no final do ano que vem lutará para ser reeleito e iniciar outro mandato em 2013.

Obama sublinhou a palavra “eu” quando disse que ele mesmo deu a ordem de lançar o ataque contra o santuário onde Bin Laden estava refugiado no Paquistão. Ele transformou-se no presidente que liquidou o inimigo número um da superpotência. “Não vamos tolerar que nossa segurança seja ameaçada”, disse Obama.

Washington Post anunciou, antes da notícia do assassinato de Bin Laden e ao comentar a nomeação de Petraeus, o começo de um período com “uma CIA cada vez mais militarizada”. Petraeus dirigiu a guerra do Iraque, um país governador pela tirania de Saddam Hussein que não era albergue de terroristas nem defendia o fundamentalismo islâmico. Logo em seguida, dirigiu a guerra do Afeganistão. O Washington Post assinalou que ser diretor da CIA significa, para Obama, liderar a terceira guerra: o combate, mediante operações encobertas ou dirigidas contra alvos específicos no Paquistão. Desde que o atual presidente assumiu, houve 192 ataques com mísseis em solo paquistanês, com um registro de 1890 terroristas ou suspeitos de sê-lo mortos.

Uma volta da história parece ir se completando. Obama acaba de anunciar o corte de impostos para os mais ricos, uma medida que vai no sentido inverso de sua promessa de voltar à sociedade menos desigual dos anos 60. E, com a morte de Bin Laden, obteve uma vitória no campo que parecia o seu flanco mais débil: o militar. Nesta madrugada, conservadores e liberais, direitistas e progressistas dos EUA, festejavam nas ruas a vitória do “comandante Obama”.

Tradução: Katarina Peixoto

Contabilidade americana

Quantos votos a morte de Bin Laden renderá a Obama? Quantos atentados produzirá no mundo? Quanto tempo de ostracismo  trará ao Tea Party de Sarah Pailing? 

Eles torcem para Dilma estar com câncer


Ultimamente, vinha me questionando se minhas convicções políticas e ideológicas me haviam colocado do lado certo. Na tarde de domingo, porém, a dúvida se dissipou. Pude ter certeza de que, no Brasil de hoje, aqueles que se opõem a esse ideário que acalento não são dignos de serem considerados seres humanos.
Pouco após os portais de internet noticiarem que a presidenta Dilma Rousseff foi parar no hospital devido a “pneumonia leve”, dois blogueiros da mídia ligada ao PSDB e ao DEM replicaram a notícia. Os comentários de seus leitores revelam sentimentos indignos da espécie humana.
Os blogueiros, no caso, trabalham para O Globo e para a Veja. São Ricardo Noblat e Reinaldo Azevedo. E, ainda que as palavras odiosas tenham partido das patas de seus leitores, a iniciativa de publicarem esses comentários revela que foram tomados pelos mesmos sentimentos vis.
Não conseguiria descrever ou adjetivar adequadamente o ódio dessas bestas-feras. Eu e os que freqüentam este blog pertencemos àquela parcela (majoritária?) da humanidade incapaz de odiar como odeiam esses arremedos de homens e mulheres.
Semana passada, quando Noblat publicou um post aflito dando conta de que seu netinho recém-nascido fora internado na UTI por complicações no parto ou que trouxe do ventre materno, publiquei um post oferecendo conforto e vocês, leitores, acompanharam-me no gesto de solidariedade humana.
Para pessoas como eu e a grande maioria dos que freqüentam este blog, a política não é uma guerra e respeito ao semelhante tem que ser maior do que qualquer divergência. Apesar de me sentir um pouco ingênuo por ter sentimentos decentes em relação a seres como Noblat e Azevedo, não me arrependo.
Poderia encerrar este texto por aqui, mas só mirando a besta poder-se-á combatê-la de forma a impedir que volte ao poder no Brasil. Por conta disso, reproduzo, abaixo, a torcida asquerosa dos leitores de Noblat e Azevedo para que Dilma esteja sofrendo de algum mal pior do que o anunciado.
Observação: os textos foram propositalmente reproduzidos sem edição ou correção do português.
BLOG DO NOBLAT
Eunãosabia
Eu vi num documentário certa vez, que na antiga URSS, hoje Rússia, eles têm umas minas de sal abandonadas, são minas profundas, paredes de sal puro, ocorre que essas minas hoje são utilizadas naquela país como forma de tratamento de doenças bronco pulmonares, são uma espécie de hospital nas profundezas da terra, são altamente eficazes contra essas doenças, o doente fica alojado no local, apenas isso, passa um tempo morando numa mina de sal até que esteja curado. Bem, sabemos que Dilma e seu pessoal lutaram para implantar no Brasil um regime igualzinho ao antigo regime soviético … daí que… bem… fica a sugestão… dois ou três meses numa dessas minas de sal…o que importa é a presidente ficar bem logo.
EBezerra
É pneumonia mesmo ou o cancer que retornou? Resta esperar para ver se ela vai aparecer com ou sem peruca.
pedroradamanto
O Brasil deve ser o único lugar do mundo em que chefe de estado se candidata mesmo sabendo ter um câncer; ou onde um vice-presidente passa grande parte de seu mandato internado por causa dessa doença, sem a dignidade de renunciar ao cargo. Paíseco. Paraíso do Sarney e de pelegos.
melãobravo
A Presidente anda com a imunidade (alô, ex-presidente, Zébedeu, não confundir com humanidade) baixa, fato provocado por quimioterapias.
Edimar Rocha
Agora vai!
Lilyane
Quem aqui ja’ teve INICIO de pneumonia?? Eu ja’ tive. E NAO fiquei internada.
Microporo
A presidente não se vacinou contra a gripe outro dia? Por alguma razão a vacina não conferiu imunidade.
BLOG DE REINALDO AZEVEDO
Aparecido f.
Serás que o conselho de medicina não vai chamar as favas esse medico….de politicos ??? Pneumonia leve só se o cliente engoliu um kilo de isopor… não existe essa classificação de pneumonia…é como dizer que uma mulher está com uma leve gravidez….não sou médico. mas tenho certeza que nunca ouvi isto…que o paciente está com um leve cancer…um leve infarto, um leve AVC, uma leve diarréia….uma leve fratura…tenha clareza, Sr. médico, senão o senhor vai ficar desmoralizado como os médicos que atenderam o Dr. Tancredo….
Mariah
Não sou da área médica, mas nem por isso sou completamente estúpida.
Não existe, na classificação universal de moléstias, pneumonia ‘leve’.
É pneumonia, ou não. Será que vamos suportar outra via crucis à la Tancredo? Pra tudo terminar num Sarney aggiornato? Não há país que mereça isso do destino, duas vezes em menos de um século.
zedoembau
Ta tudo ruindo- a farsa ta desmonorando.Preparem-se,brasileiros,a cobra vai fumar.Perderam o controle do pais e da economia,principalmente.Espero q depois desta,NUNCA MAIS COMUNISTAS!!!O “povao” q eles tanto defenderam( usaram) vai ser o primeiro a se rebelar,o q ja esta acontecendo!!Vamos la povao,voces tem a forca! Abaixo, PT, Dilma, Lula, senado, camara e outras anomalias.Vamos fazer como os nossos irmaos no oriente medio,cansados desta pornografia.
chorei antes de nascer
Observando o Temer e o PT, o PT e o Temer , dá para saber a doença e a gravidade da doença da Dilma!
Jebanielwolff
É, parece que o gato subiu no telhado.
Dante
Tio Rei, é verdade que existe um movimento no Planalto para transformar o Vice numa simples vaquinha de presépio?… Querem, de novo, tentar rasgar a constituição – com a conivência do PMDB – e, sob as barbas da Grande Imprensa?…Verdade? …Éca!!!
Breno Assunção
Se for para impedir que o Michel Temer assuma a Presidencia em caso de problemas coma Presidente, serei a favor da emenda dos Petralhas de nova eleição em noventa dias.
Mas é repetir a eleição de sucessor do Apedeuta Luiz da Silva e com o Apadeuta fora do pareo.
Xiiiiiii….
Xiiiiiiii…
Panqueca
Será que a martaxa estava se referindo a ella, quando falou naquelles que escondem doença?
José Geraldo Coelho
Metástase
OhMyGod! – o verdadeiro!
Caríssimo. Tecnicamente falando, “pneumonia leve” não existe. Existe pneumonia de pequenas proporções, broncopneumonia, bronquite, bronquilite e pneumonite. Outra possibilidade que pode provocar dispnéia seriam metástases pulmonares, mas aí existiriam outros sintomas, que poderiam estar sendo medicadas, o que por sua vez poderiam induzir uma certa confusão mental (?). Vou verificar no google quando é o dia do soldado, e volto.
Curumim
É pneumonia ou é o câncer se manifestando?
morg
Olavo de Carvalho falando sobre a Emenda Constitucional que impede que o vice assuma a presidência no caso de vacância, inclusive citando o Reinaldo: http://www.youtube.com/watch?v=S_rXSD3v8LI

sábado, 30 de abril de 2011

A doutrina do choque


 A Doutrina do Choque from Muito Aterrorizado on Vimeo.


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Superman não quer ser mais “cidadão americano”

A matéria foi publicada ontem pelo The Guardian, da Inglaterra:  depois de décadas afirmando que  representava “a verdade, a justiça e o american way of life “  o personagem de quadrinhos Superman está provocando a ira  da direita americana, ameaçando renunciar à sua cidadania dos EUA.
A ameaça é feita na revista revista Action Comics, na edição à venda na quarta-feira, quando o Superhomem  decide  tomar a atitude  depois de intervir  num protesto contra o governo iraniano.
- “Estou cansado de ter minhas ações entendidas como instrumentos da política dos EUA”, diz o “Homem de Aço”.
O assunto rendeu polêmicas, com gente que associa a decisão – ainda uma ameaça – com o movimento de direita que questiona a suposição de que Barack Obama não tenha nascido em solo norteamericano – conhecidos como Birthers, ao qual, jocosamente, se opõem os Earthers, já que o personagem “nasceu”  no imaginário planeta Krypton.
No The Weekly Standard, o escritor sênior Jonathan Last diz: Se Superman não acredita na América, então ele não acredita em nada.”
Ou, talvez, o mundo ande acreditando pouco nos EUA.