Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

sábado, 1 de agosto de 2015

Globo inventa mentiras sobre Pimentel e BNDES

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A Época vejou de vez.
Reportagem desta semana prima pela mentira, pela distorção e pelo jogo sujo.
O texto não traz acusação nenhuma, nada concreto, apenas insinuações.
É uma tentativa de bombar a CPI do BNDES, que Eduardo Cunha criou às pressas antes do recesso, tentando desviar a atenção das denúncias contra si.
Permitam-me chamar a revista Época pelo que ela é: uma empresa da Globo.
A Globo faz o jogo de Eduardo Cunha e manda seus repórteres escreverem ficções sobre o BNDES e Fernando Pimentel, o governador petista em posição mais sólida junto ao legislativo de seu estado.
O texto parece saído diretamente da “máquina de lama” do último romance de Umberto Eco.
No livro, intitulado Numero Zero, os personagens fazem um jornal cuja única finalidade é chantagear políticos, e para isso se esmeram em transformar qualquer fato prosaico numa ação suspeita, num “indício” de alguma coisa.
A reportagem da Época é cheia de “indícios”…
O empresário Benedito Rodrigues é tratado em toda a parte como “amigo de Pimentel”.
No título, ele é o “operador de Pimentel”, assim como Marcos Valério sempre foi chamado de “operador do PT”.
(Não importava que Marcos Valério tivesse operado por mais de 20 anos para o PSDB, e fosse o principal operador de Daniel Dantas. Para fins da mídia golpista, ele era apenas o “operador do PT”).
A reportagem não tem sequer pudor do ridículo, ao dizer que Bené “pagou R$ 12 mil para Pimentel e a mulher passarem férias num resort na Bahia”.
Ora, pelo amor de Deus. É muito veneno para tão pouco dinheiro!
Os tucanos e suas viagens de milhões de dólares devem sorrir de cinismo e compaixão diante da revelação de que Pimentel e esposa gastaram R$ 12 mil numa viagem a um resort…
Depois vem uma série de ilações toscas, entre um programa importante do governo que, através do BNDES, incentivou montadoras mundiais a investirem bilhões em fábricas no Brasil, e as relações comerciais do empresário Benedito Silva com uma revendedora.
Tudo é surreal e grotesco.
Primeiro, o grotesco.
Sem base nenhuma, a Globo tenta criminalizar atividades entre a empresa de Benedito e a Caoa, uma das maiores revendedoras do país, fundada em 1979, que já foi a principal revendedora Ford no país, depois trouxe a Renault, e hoje se destaca como importadora e revendedora de carros da Hyundai.
Não há prova nenhuma de crime. Só indícios…
Depois, o surreal.
A Bridge, empresa de Bené, recebeu pagamentos – legais, registrados na Receita – da Caoa.
Aí a reportagem liga as duas coisas, como se o empréstimo do BNDES à Hyundai tivesse relação direta com os negócios de Bené com a Caoa.
Não tem.
Pode ter alguma relação indireta, porque há relação indireta entre qualquer fato econômico no Brasil.
Essa tentativa de criminalizar tudo, a qualquer custo, a qualquer preço, envenenando qualquer relação política e comercial entre empresas (desde que possam ser associadas ao PT, claro), nos remete aos 11 princípios de Goebbels, mestre de comunicação do nazismo.
Importante lembrar que a prisão do empresário Benedito Silva foi um arbítrio inteiramente fascista.
A PF convocou o empresário para depor. Ele foi. O delegado, obviamente um aecista reacionário e truculento, mandou prendê-lo logo após o depoimento.
A truculência de Sergio Moro foi aperfeiçoada em Minas Gerais.
Moro manda prender por capricho, para depois investigar o sujeito, a procura de factoides que possam justificar, junto à mídia, a sua violência. Contando sempre, é claro, com os aplausos enfurecidos da malta excitada pela imprensa marrom.
Em Minas, a polícia prescinde de ordem judicial. O próprio delegado decide pela prisão, usando alguma brecha na lei.
A nova onda da ditadura midiático-judicial é prender sem condenação, sem sentença, sem acusação formal e… sem ordem judicial!
Os delegados aecistas emulam um personagem da ficção futurista, ojuiz-policial Dredd, que prende, julga e executa os criminosos, simultanea e imediatamente.
Quando tivermos vencido este surto nazista, cujo principal foco é a mídia brasileira, com suas infinitas manipulações e mentiras, temos que fazer leis para garantir pluralidade e confiabilidade nas informações repassadas à população.
Aliança entre Globo e Cunha para bombar CPI do BNDES, ninguém merece!

As emanações do submundo da Lava Jato

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A decisão da advogada Beatriz Catta Preta de abandonar seus clientes (e os milionários honorários que receberia) chamou a atenção até de gente ingênua como eu, há dez dias: A “Doutora Delação” pede o boné e vai embora, de repente? Estranho…
Uma semana atrás surgiu o primeiro sinal concreto de que algo estava acontecendo no submundo de interesses políticos e financeiros da Operação Lava Jato.
Do nada, surgiu uma nota na Veja – único veículo de comunicação que assume abertamente a defesa de Eduardo Cunha – intitulada ” O Casal Fera” informando que a Doutora Delação, Beatriz Catta Preta, tinha como sócio “ o marido, que é ex-policial, (que)usa métodos, digamos, indelicados para negociar pagamentos. Essa era a principal reclamação dos clientes que chegavam a seu escritório”. A nota seguia, dizendo que“socos na mesa, gritos e xingamentos eram rotina na dinâmica das cobranças – em especial com famílias já fragilizadas pela prisão dos acusados”. 
Até este distraído blogueiro percebeu e escreveu naquele dia: Tem gato na tuba da Operação Lava Jato.
Ontem, Luís Nassif escreveu uma bela análise dos fatos, “Para entender o jogo do impeachment e o caso Catta Preta“, onde faz perguntas intrigantes:
“Por que razão uma advogada criminal pouca conhecida, que transitava apenas pelo baixo submundo do crime, se tornou advogada de todas as delações? Quais seus contatos anteriores, para se tornar o canal entre os detidos e a força tarefa e o juiz Sérgio Moro? Quem bancava seus honorários, se não eram os detidos? E porque os detidos se valeram apenas dela para aceitar o acordo de delação?”
Hoje, é a Folha quem começa a publicar as informações – até agora restritas à blogosfera, de que tem muito caroço neste angu:
Segundo ex-clientes de Catta Preta ouvidos pela Folha, ele apresentava os orçamentos, fazia cobranças de honorários, e, em alguns casos, prospectava negócios.
Colegas que conviveram com a advogada no início da carreira contam que o casal se conheceu em 2001, quando Catta Preta atuou como defensora de Carlos. Ele foi flagrado com US$ 400 mil em notas falsas e disse à polícia que usou as cédulas para diminuir o prejuízo de uma negociação que tinha feito com indianos que lhe repassaram dinheiro falso. Carlos foi condenado a três anos em regime aberto.
Nos bastidores do meio jurídico, advogados atribuem às intervenções de Carlos parte da capacidade de Catta Preta de atrair clientes que antes eram defendidos por outros profissionais. A Folha não conseguiu contato com a advogada.”
Nem se entrou na abertura, ano passado, da empresa de ambos em Miami, embora seja fato documentado e ninguém fez a pergunta obvia:porque os acusados da Lava Jato demitiram seus advogados originais e os substituíram pela Doutora Delação, que logo firmou acordos com o Ministério Público para dedurar fatos e, quem sabe, não-fatos.
Há um odor fétido emanando de todo este processo de delações, o qual – depois de florescer durante meses diante de um Governo e de um PT que quase pediam desculpas por existirem – encontrou um adversário do mesmo naipe: Eduardo Cunha, que conhece bem estes métodos, por experiência própria.
A “sua” CPI vai, como se disse aqui, passar como um trator sobre a Doutora Delação, sem piedade de sua vida privada e das relações profissionais. O fato de o Dr. Moro tê-la protegido ao se recusar a fornecer a lista completa de clientes de Catta Preta é irrelevante: basta uma consulta aos processos e se verá quais. Os nomes serão ditos e repetidos e as contradições apontadas.
E com direito a  transmissão da TV Câmara.
Não vou me surpreender se, amanhã, for revelado que Alberto Youssef, um condenado da Justiça, em liberdade condicional por delação, foi “plantado” como operador de gente não apenas corrupta como burra.

O surto psicótico da Globo em Maricá

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Dilma entrega 2932 casas e “O Globo” tem surto psicótico.
Junte tudo isso:
A presidenta Dilma entregou 2,9 mil casas do Minha Casa, Minha Vida (e disse que a meta é chegar a quase 7 milhões de moradias no Brasil até 2018);
Na cidade de Maricá (RJ) cujo prefeito, Washington Quaquá, é do PT;
Em dois conjuntos residenciais, um deles com o nome do mártir revolucionário socialista Carlos Marighela;
Agora coloque essas informações todas na mão de um jornal de extrema-direita, filhote da ditadura, como “O Globo”, e não podia dar outra coisa: surto psicótico!
O jornal fez uma reporcagem psicótica, dizendo que o conjunto não tinha luz, não tinha água, não tinha nada. Tudo mentira do jornal (até as fotos da rede elétrica desmentem).
Uma nota da Caixa Econômica Federal e do Ministério das Cidades desmentiu:
CAIXA e Ministério das Cidades respondem matéria do Jornal O Globo
​Com relação à matéria “Minha casa, meus problemas”, publicada na edição desta sexta-feira (31), o Ministério das Cidades e a Caixa Econômica Federal esclarecem que as informações não procedem e são divergentes ao que foi apresentado ao jornal O Globo durante coletiva de imprensa sobre a entrega dos empreendimentos realizada na data de ontem (30), no município de Maricá (RJ).
Cabe esclarecer que foi informado ao jornal O Globo que a ligação da rede de energia elétrica do conjunto Carlos Marighella estava completamente normalizada e pronta para uso dos beneficiários. Foi explicado que, para tanto, o morador deve solicitar o ligamento do serviço à empresa concessionária, como ocorre em toda nova residência que acaba de ser entregue pela construtora.
Durante a entrevista também foi informado que o fornecimento de água também está concluído e em funcionamento. E que ontem (30) houve interrupção do serviço por motivo de um incidente no sistema que afetou o bairro em geral e não apenas o conjunto Carlos Marighella. O jornal recebeu esclarecimento que o problema seria solucionado no mesmo dia, como de fato aconteceu.
Foi esclarecido ainda que a prefeitura já entrou, na Caixa Econômica Federal, com termo aditivo para construção de uma escola básica e de uma creche no terreno mencionado pela reportagem. Esse procedimento está previsto nas normas do Programa Minha Casa Minha Vida. Além disso, foi esclarecido que os moradores não ficarão desassistidos por serviços básicos como saúde e educação, uma vez que, no raio de 2,5 km, já existem equipamentos públicos desta natureza, também conforme preveem as normas do programa federal.
Diante das informações prestadas à reportagem e em respeito aos leitores do jornal, solicitamos a publicação dos esclarecimentos, com a correção das informações divulgadas na matéria citada.

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Resposta do ‪#‎BNDES‬ à Revista Época
Na matéria “Os 2 milhões da montadora Caoa para o operador de Pimentel“, “Época” manipula grosseiramente informações para tentar lançar suspeitas sobre o BNDES em negócios com os quais o Banco não tem qualquer relação. A reportagem não se sustenta, simplesmente porque o BNDES não concedeu financiamento para a Caoa.
O texto relata que o BNDES concedeu um crédito de R$ 218 milhões para a fábrica da Hyundai no Brasil, e a partir daí faz, no mesmo parágrafo, menções ao suposto relacionamento da Caoa com o governo, supostos benefícios recebidos pela empresa e pagamentos que teriam sido feitos pela Caoa a firmas do empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, investigado na operação Acrônimo. A verdade é que o BNDES não concedeu financiamento para a Caoa.
Procurado pela reportagem da revista, o BNDES explicou de maneira clara que a Caoa e a Hyundai são empresas distintas, e o financiamento do BNDES foi para a Hyundai, não para a Caoa. O crédito para a Hyundai foi, inclusive, objeto de release e está disponível para consulta por qualquer cidadão no site do Banco. http://bit.ly/1SRugpx
A manipulação feita pela revista fica mais evidente na ilustração usada como material de apoio ao texto. Com o título “As empresas de fachada teriam recebido mais de 2 milhões”, a matéria menciona o crédito do BNDES para a Hyundai e dá a entender que os recursos para o pagamento das tais “empresas de fachada” teriam sido provenientes do Banco, o que é totalmente falso.
O BNDES lamenta a publicação por “Época” de mais uma reportagem com acusações falsas ao Banco e reitera que seus procedimentos de concessão de crédito são técnicos e impessoais, sendo analisados por mais de 50 pessoas e passando por órgãos colegiados.
***

Nota Cafezinho: Sugiro aos leitores que fiquem sempre atentos ao Face do BNDES. Será a principal arma para lutar contra a campanha de mentiras que vem por aí. A mídia brasileira age em bando, como hienas. Se há um alvo, todos seguem a mesma pauta, o que denuncia a existência de um cartel. A nossa mídia perdeu qualquer compromisso com os fatos e age como uma quadrilha de bandidos. Se o objetivo é destruir o PT e o governo, valeu tudo.

Jornais tentam minimizar importância de ataque

:
É notável o empenho dos veículos de comunicação em minimizar a importância do ataque a bomba contra o Instituto Lula. A gravidade do fato não está na qualidade ou potência do artefato explosivo e sim na sua natureza, na expressão de ódio e intolerância para com a corrente política que o ex-presidente da República representa.
Mas os jornais preferiram, todos, destacar a expressão “bomba caseira”. Feita em casa ou numa fábrica, dá no mesmo. Foi lançada por razões políticas. A mão que a atirou não o fez para roubar, arrombar o prédio ou por qualquer outra motivação. A bomba foi atirada com o que Lula representa.
Entretanto, a Folha de S. Paulo assim noticiou o fato: “Para Instituto Lula, bomba caseira jogada em sua sede foi  ‘ataque político’.”  Os outros jornais também se apegaram ao “caseira”.
Em qualquer outro lugar, o ato seria classificado como terrorista, não importa o estrago causado ou a ausência de vítimas. Ele conteve todos os elementos definidores das ações terroristas: uso da violência, alvo seletivo e intenção clara.
De fato, como registrou Breno Altman, não bastasse a minimização da mídia, o governo teve uma reação tímida, quase protocolar. A presidente Dilma não poderia ter se manifestado apenas pelas redes sociais. O Planalto não divulgou sequer uma nota oficial externando repúdio e preocupação. Houve uma, mas do ministro Miguel Rossetto, não do Palácio ou da presidente.
Que mais será preciso acontecer para que as forças democráticas reajam à desenvoltura da extrema-direita que vem sendo cevada e legitimada pelo anti-petismo e a anti-política?

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Lula deveria processar, também, o colunista analfabeto da Veja

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A notícia de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ingressou com ação na Justiça pedindo reparação de danos morais contra os responsáveis por reportagem de capa da última edição da revista Veja constitui um alento em um momento em que fazer acusações graves e taxativas com base em boatos tornou-se regra em setores da grande imprensa.
A reportagem de Veja, como e sabe, diz que “chegou a vez dele”, em referência a Lula, citando suposta delação premiada de José Adelmário Pinheiro, da OAS. No entanto, antes de a revista chegar às bancas a empreiteira já havia desmentido que Pinheiro houvesse feito qualquer acordo.
Diante disso, Lula entrou com ação contra os jornalistas Robson Bonin, Adriano Ceolin e Daniel Pereira, que assinam a reportagem contra si, além do diretor de redação, Eurípedes Alcântara.
Porém, está passando batido um crime contra a honra do ex-presidente muito mais grave e perverso por conta de que o acusa taxativamente de ter conta no exterior em que teria recebido propina de “sete milhões de reais” e que essa conta “envolvia o próprio Lula, Antonio Palocci e Miguel Horta e Costa, da Portugal Telecom”.
A difamação caluniosa e injuriosa alega ter se baseado em reportagem da edição desta semana da revista Época – publicação que o ex-presidente também estaria pretendendo processar –, mas faz pior do que a revista da família Marinho ao tratar como fato o que a publicação apresenta como “hipótese”.
O autor do ataque à honra de Lula é um conhecido dos leitores desta página. Trata-se do colunista analfabeto (funcional) da Veja, Felipe Moura Brasil, quem, recentemente, por aparentes déficit cognitivo e dificuldade de interpretação de textos acusou este blogueiro de ter “ameaçado” o juiz Sergio Moro.
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Antes de comentar o que foi que o rapazinho andou aprontando, desta vez, vejamos a matéria na qual ele se baseou.
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Como se vê, a matéria é requentada. Essa suposta conta a que se refere começou a ser comentada há quase uma década e nada jamais foi provado. A própria matéria de Época a cita no condicional, relatando informações que teria obtido junto à PF sem apresentar qualquer tipo de sustentação material além da palavra da publicação.
Pois bem, o caso é que o tal blogueiro (semi) analfabeto da Veja transformou uma especulação da Época em fato e, com isso, conseguiu uma repercussão cavalar para sua calúnia.
No post abaixo reproduzido, o blogueiro da Veja confirma sua dificuldade para interpretar textos e/ou uma dose cavalar de má-fé, pois nada do que contém a matéria da Época autoriza sequer afirmar que Lula tem conta no exterior, quanto mais pedir a prisão do ex-presidente da República.
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Como o leitor pode notar, a calúnia obteve nada mais, nada menos do que 45 mil curtidas no Facebook. Claro, com uma manchete bombástica dessas uma grande fauna de incautos acorreu ao que o blogueirinho de Veja alardeu sem base em nada.
Não é a primeira vez. Este blogueiro mesmo já foi alvo da pena mal-intencionada de Moura Brasil. Ele transforma em fato qualquer fofoca que recolhe pela internet sem se importar com a honra das pessoas ou sequer com os fatos.
Por pertencer à mesma revista que Lula está processando, o ex-presidente poderia aproveitar e denunciar à Justiça alguém que cometeu um crime muito mais grave contra a sua honra. Seria exemplar, pois esse sujeito recolhe tudo que é lixo da internet e transforma em “notícia” sem se importar com apuração, contraditório, nada do que mande a ética jornalística.

Romário parte para o ataque e faz repórteres da Veja saírem do Facebook

Autor: Fernando Brito
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O senador e eternamente marrento Romário tocou de lado para que seus eleitores chutassem.
Ontem,  publicou no Facebook a pergunta “inocente”:
Alguém aí tem notícias dos repórteres da revista Veja Thiago Prado e Leslie Leitão, que assinaram a matéria afirmando que tenho R$ 7,5 milhões não declarados na Suíça? E do diretor de redação Eurípedes Alcântara? Dos redatores-chefes Lauro Jardim, Fábio Altman, Policarpo Junior e Thaís Oyama?
Gostaria que eles explicassem como conseguiram este documento falso.
E tascou os links para as páginas de Facebook dos indigitadossem sugerir nada, porque era desnecessário.
Foi uma avalanche de críticas e ironias nas páginas cujos endereços eletrônicos foram fornecidos pelo “baixinho”.
As de Thiago Prado e Leslie Leitão saíram do ar. A página de Lauro Jardim, que ainda funcionava hoje de manhã, tinha centenas de comentários que o ridicularizavam.
Certo que alguns exageradamente agressivos, mas a maioria indignados e irônicos:
  • E sobre o Romário Faria não vai falar nada ou vai desativar o Facebook também?
  • Amigo, explica como arranjaram o documento falso do Romário por gentileza? Abraço!
  • Quem foi o estelionatário que falsificou o documento da sua matéria contra o Romário ? Algum parceiro seu? Peixe!
  •  É sobre o documento do Romário Faria? Sendo falso pode citar a fonte, ou será que é falsa a noticia?
E um dos mais engraçados:
  • Tem um vizinho meu aqui que tá me incomodando muito, já tivemos até algumas rusgas. Gostaria de saber quanto a Veja cobra para publicar uma matéria dizendo que ele tá enriquecendo urânio na casa dele?
A revista mantém o mais sepulcral silêncio desde que Romário contestou a informação publicada.
Nada, nem uma palavra ou explicação.
Se a revista confia no trabalho dos seus repórteres e na autenticidade do que publica, é obvio que teria respondido.
Eles próprios deveriam exigi-lo. A redação inteira, aliás.
Se não descambar para a agressão, o método “cobrança direta” estimulado por Romário talvez seja uma boa lição.
Somos responsáveis pelo que escrevemos e, se erramos, temos de reconhecer que erramos e porque o fizemos.
Disse ontem aqui que não há “sigilo de fonte” quando se trata de uma falsificação para atingir a honra alheia.
E mais: se temos o direito e o dever de em nome da apuração jornalística publicar o que temos segurança de que é verdadeiro, também temos o dever de suportar as consequências disso.

Romário tem o direito de reagir e um argumento irrespondível para os que vierem com “punhos de renda” politicamente corretos contra sua iniciativa de publicar os endereços onde seus detratores tem de ler o que se leu acima.
Afinal, eles tem um império de comunicação para responder e, 24 horas depois de apontada a farsa, não o fizeram.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

FHC vê país com amnésia, por isso acusa PT de “não saber governar

Blog Cidadania
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A televisão aberta está veiculando inserção publicitária do PSDB que constitui uma afronta ao povo brasileiro. No vídeo, Aécio Neves e José Serra aproveitam situação da economia que até parte da mídia antipetista já atribui ao comportamento da oposição.
Contudo, há uma participação, nesse vídeo, que é inaceitável. Quem fala é Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República (1995 – 2002) pelo PSDB. Eis a locução:
“Não sabem governar. Nós estamos assistindo, com os nossos olhos, a desmoralização do funcionamento do atual sistema político”.
Assista, abaixo, à prova de que o que vai relatado acima  não é invenção.


Ao fim dessa exibição insuperável de caradurismo e falta de respeito para com o povo brasileiro, o PSDB ainda tem a coragem de cravar uma frase que vai de encontro a tudo que o partido tem feito no âmbito de uma crise que não é só econômica, mas política.

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Será mesmo que a oposição que o PSDB faz é “a favor do Brasil”? Quem diz o contrário não é este Blog, mas um veículo da grande mídia que ao longo dos governos do PT notabilizou-se por lhes fazer oposição cerrada.
Leia, abaixo, o que diz a Folha de São Paulo sobre a forma do PSDB e de outros partidos de oposição de exercerem seus papéis constitucionais.

FOLHA DE SÃO PAULO
29 de julho de 2015
EDITORIAIS
editoriais@uol.com.br
Quanto pior, pior
Mudança de perspectiva da nota de crédito do país aumenta importância de consenso político capaz de reerguer economia nacional
Marcado para esta quinta-feira (30), o encontro da presidente Dilma Rousseff (PT) com os governadores de todos os Estados adquiriu importância ainda maior com a decisão tomada terça-feira (28) pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s.
A companhia norte-americana alterou a perspectiva da nota de crédito do Brasil para negativa, aumentando as chances de o país perder o grau de investimento. Apenas um andar abaixo está a categoria especulativa, em que, aos olhos dos credores, é alta a possibilidade de calotes.
Nem mesmo os oposicionistas mais aguerridos deveriam desejar essa cereja podre no bolo estragado que se tornou a economia no governo Dilma. Agências como a S&P ficaram desacreditadas depois de 2008, pois não anteviram a crise que se desenhava nos EUA, mas suas avaliações não deixaram de interessar a quem procura porto seguro para o próprio dinheiro.
A expectativa crescente de que o Brasil venha a perder o atestado de bom pagador já produz efeitos: investidores exigem juros cada vez maiores para compensar os riscos e o dólar bate recordes de alta.
Tanto pior, já se considera que outras duas companhias, a Moody’s e a Fitch, podem fazer análise semelhante à da S&P, rebaixando a nota brasileira até o fim do ano.
Combater esse cenário sombrio deveria ser um objetivo de todos os que se importam com o futuro nacional, mesmo que não deem a mínima para o destino de Dilma.
Ao expor suas razões, a S&P reconhece mudanças neste segundo mandato da petista, mas afirma que aumentaram as incertezas na política e na economia. Diminuí-las, portanto, é um imperativo.
Tudo se resume, no fundo, à instabilidade da relação entre o Executivo e o Legislativo, agravada pelos desdobramentos da Operação Lava Jato e traduzida no comportamento pernicioso do Congresso.
Notoriamente incapaz de mobilizar deputados e senadores em torno de uma agenda positiva, a presidente Dilma Rousseff resolveu pedir ajuda aos governadores. Espera que eles convençam suas bancadas a rejeitar projetos que tornem ainda mais penoso o necessário ajuste das contas públicas.
Se mantido estritamente nesses termos, o encontro pode resultar em algo proveitoso. Muitas das medidas que ampliam os gastos têm impacto direto nos cofres estaduais.
Que fique claro: cobrar responsabilidade dos congressistas não significa aceitar conchavos ou dividir a culpa pelo descalabro atual. Esta cabe só ao governo Dilma, e a oposição decerto teria muito a perder se fosse vista como sócia da crise.
O país, contudo, terá ainda mais a perder se não houver renovados esforços na busca por soluções. Já se sabe quão venenosa pode ser uma oposição que aposta no lema “quanto pior, melhor”. Como atestam as agências de classificação de risco, quanto pior, pior.
Este Blog vem dizendo há meses que a crise econômica já poderia ter sido superada caso a oposição, a mídia e até a Operação Lava Jato não se comportassem como sabotadores da economia.
Nesse aspecto, a matéria da Folha simplesmente expõe a posição do mercado, do capital, que já começa a ficar preocupado com a irresponsabilidade de gente como esses três que protagonizam o vídeo que postei aí em cima.
FHC dizer que o PT não sabe governar é uma afronta ao povo brasileiro porque fazê-lo revela que o ex-presidente acha que o Brasil é um país de amnésicos idiotizados, incapazes de lembrar do que foi sua gestão desastrosa, com apagão, crise da dívida externa, monitoramento do FMI, desemprego e inflação recordes, abafamentos sucessivos de escândalos e investigações…
Para refrescar a memória do ex-presidente tucano e dos que lhe dão crédito, informo, abaixo, dados oficiais comparando o governo dele com os dos sucessores.

  1. Produto Interno Bruto:
2002 – R$ 1,48 trilhões
2013 – R$ 4,84 trilhões

  1. PIB per capita:
2002 – R$ 7,6 mil
2013 – R$ 24,1 mil

  1. Dívida líquida do setor público:
2002 – 60% do PIB
2013 – 34% do PIB

  1. Lucro do BNDES:
2002 – R$ 550 milhões
2013 – R$ 8,15 bilhões

  1. Lucro do Banco do Brasil:
2002 – R$ 2 bilhões
2013 – R$ 15,8 bilhões

  1. Lucro da Caixa Econômica Federal:
2002 – R$ 1,1 bilhões
2013 – R$ 6,7 bilhões

  1. Produção de veículos:
2002 – 1,8 milhões
2013 – 3,7 milhões

  1. Safra Agrícola:
2002 – 97 milhões de toneladas
2013 – 188 milhões de toneladas

  1. Investimento Estrangeiro Direto:
2002 – 16,6 bilhões de dólares
2013 – 64 bilhões de dólares

  1. Reservas Internacionais:
2002 – 37 bilhões de dólares
2013 – 375,8 bilhões de dólares

  1. Índice Bovespa:
2002 – 11.268 pontos
2013 – 51.507 pontos

  1. Empregos Gerados:
Governo FHC – 627 mil/ano
Governos Lula e Dilma – 1,79 milhões/ano

  1. Taxa de Desemprego:
2002 – 12,2%
2013 – 5,4%

  1. Valor de Mercado da Petrobras:
2002 – R$ 15,5 bilhões
2014 – R$ 104,9 bilhões

  1. Lucro médio da Petrobras:
Governo FHC – R$ 4,2 bilhões/ano
Governos Lula e Dilma – R$ 25,6 bilhões/ano

  1. Falências Requeridas em Média/ano:
Governo FHC – 25.587
Governos Lula e Dilma – 5.795

  1. Salário Mínimo:
2002 – R$ 200 (1,42 cestas básicas)
2014 – R$ 724 (2,24 cestas básicas)

  1. Dívida Externa em Relação às Reservas:
2002 – 557%
2014 – 81%

  1. Posição entre as Economias do Mundo:
2002 – 13ª
2014 – 7ª

  1. PROUNI – 1,2 milhões de bolsas

  1. Salário Mínimo Convertido em Dólares:
2002 – 86,21
2014 – 305,00

  1. Passagens Aéreas Vendidas:
2002 – 33 milhões
2013 – 100 milhões

  1. Exportações:
2002 – 60,3 bilhões de dólares
2013 – 242 bilhões de dólares

  1. Inflação Anual Média:
Governo FHC – 9,1%
Governos Lula e Dilma – 5,8%

  1. PRONATEC – 6 Milhões de pessoas

  1. Taxa Selic:
2002 – 18,9%
2012 – 8,5%

  1. FIES – 1,3 milhões de pessoas com financiamento universitário

  1. Minha Casa Minha Vida – 1,5 milhões de famílias beneficiadas

  1. Luz Para Todos – 9,5 milhões de pessoas beneficiadas

  1. Capacidade Energética:
2001 – 74.800 MW
2013 – 122.900 MW

  1. Criação de 6.427 creches

  1. Ciência Sem Fronteiras – 100 mil beneficiados

  1. Mais Médicos (Aproximadamente 14 mil novos profissionais): 50 milhões de beneficiados

  1. Brasil Sem Miséria – Retirou 22 milhões da extrema pobreza

  1. Criação de Universidades Federais:
Governos Lula e Dilma – 18
Governo FHC – zero

  1. Criação de Escolas Técnicas:
Governos Lula e Dilma – 214
Governo FHC – 11
De 1500 até 1994 – 140

  1. Desigualdade Social:
Governo FHC – Queda de 2,2%
Governo PT – Queda de 11,4%

  1. Produtividade:
Governo FHC – Aumento de 0,3%
Governos Lula e Dilma – Aumento de 13,2%

  1. Taxa de Pobreza:
2002 – 34%
2012 – 15%

  1. Taxa de Extrema Pobreza:
2003 – 15%
2012 – 5,2%

  1. Índice de Desenvolvimento Humano:
2000 – 0,669
2005 – 0,699
2012 – 0,730

  1. Mortalidade Infantil:
2002 – 25,3 em 1000 nascidos vivos
2012 – 12,9 em 1000 nascidos vivos

  1. Gastos Públicos em Saúde:
2002 – R$ 28 bilhões
2013 – R$ 106 bilhões

  1. Gastos Públicos em Educação:
2002 – R$ 17 bilhões
2013 – R$ 94 bilhões

  1. Estudantes no Ensino Superior:
2003 – 583.800
2012 – 1.087.400

  1. Risco Brasil (IPEA):
2002 – 1.446
2013 – 224

  1. Operações da Polícia Federal:
Governo FHC – 48
Governo PT – 1.273 (15 mil presos)

  1. Varas da Justiça Federal:
2003 – 100
2010 – 513

  1. 38 milhões de pessoas ascenderam à Nova Classe Média (Classe C)

  1. 42 milhões de pessoas saíram da miséria

FONTES:
47/48 – http://www.dpf.gov.br/agencia/estatisticas
39/40 – http://www.washingtonpost.com
42 – OMS, Unicef, Banco Mundial e ONU
37 – índice de GINI: www.ipeadata.gov.br
45 – Ministério da Educação
13 – IBGE
26 – Banco Mundial

Claro que, neste momento, a situação parou de melhorar e até piorou um pouco, mas se pegarmos 12 anos de PT (2003 – 2014) e compararmos com 8 anos de PSDB, veremos que os problemas está acontecendo após mais de uma década de bonança, de crescimento do emprego, da renda e de melhoria dos indicadores sociais.
Um presidente que largou o país com 12% de inflação, 12% de desemprego, sem reservas internacionais e vigiado pelo FMI, entre outras desgraças, não pode fazer de conta que não teve problemas até piores que os de Dilma quando governou. E deveria ter, portanto, a compostura de não dizer que “eles não sabem governar”. Até em respeito à inteligência das pessoas.
Os três patetas do vídeo acima, porém, esquecem que mais da metade dos brasileiros votou contra eles no ano passado. Apesar dos problemas na economia, a maioria mostrou que não esqueceu do que foi o governo desses três no final dos anos 1990, começo dos anos 2000.
A Folha foi injusta com Dilma, apesar de ter criticado acertadamente a oposição. A crise era absolutamente contornável. O ajuste fiscal de 1,1% do PIB poderia ter ocorrido rapidamente e a esta altura estaríamos retomando o crescimento.
Durante reunião com ministros e o vice-presidente Michel Temer, na tarde de segunda-feira, porém, Dilma traduziu ainda melhor essa “oposição a favor do Brasil”; responsabilizou a Operação Lava-Jato por parte da queda do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.
Ao discorrer sobre as dificuldades econômicas que o país enfrenta, a presidente citou a operação da Polícia Federal dizendo que provocou queda de um ponto percentual no PIB: “Para vocês terem uma ideia, a Lava-Jato provocou uma queda de um ponto percentual no PIB brasileiro
Diante de tudo isso, este Blog acredita que o oportunismo e a irresponsabilidade do PSDB não só já começam a revoltar quem tem um mínimo de apreço por seu país, mas, também, que apoio tucano à manifestação golpista que se avizinha poderá até esvaziá-la.
Muita gente que odeia o PT não quer ver o PSDB nem pintado de ouro.
O que o PSDB não percebe, portanto, é que a maioria esmagadora dos brasileiros pode até estar insatisfeita com o início do segundo governo Dilma, mas não é idiota a ponto de esquecer do quanto sofreu quando FHC e companhia governavam.