Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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sexta-feira, 14 de março de 2014

“Prévia” do PIB, IBC-Br tem maior alta desde dezembro de 2009 e surpreende “urubus”

ibcjan
O Banco Central divulgou, agora há pouco, o seu Índice de Atividade Econômica, o IBC-Br, considerado um indicador da variação do Produto Interno Bruto Brasileiro.
Subiu 1,26% em relação a dezembro, quando foi bem fraco.
O mais importante, porém, é que o valor atingido é o  um dos melhores dos últimos dois anos, na série livre das influências sazonais.
Foi quase o dobro da expectativa do mercado financeiro, em pesquisa da Reuters, na qual “a mediana de 26 projeções apontava alta de 0,70 por cento”.
Claro que um resultado apenas não projeta tendência, salvo na nossa imprensa catastrofista, que prevê o fim do mundo em cada indicador negativo da economia e coloca um “mas” depois de cada número positivo.
Mas é expressivo o suficiente para afirmar que não há uma retração sistemática da atividade da economia.
Ao contrário do que previam os urubus, o Brasil está mais perto de uma aceleração da economia do que da estagnação que eles prevêem todo santo dia.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Globo foge do manicômio para atacar Haddad


Simão Bacamarte, médico, alikâmicamente disfarçado de editorialista


O Globo, o mais sólido dos pilares do PiG (*) (só por causa do caixa da  televisão), traz hoje, na pág. 6, um editorial de inspiração alikâmica: “Vírus da intolerância ameaça IBC e Ines”.

O editorialista mistura manicômio com cotas para pobres e negros nas universidades (êpa !  êpa !, o Ali Kamel não pode nem ouvir falar nisso !) com o Instituto Nacional de Educação de Surdos.

Assim como tentou furiosamente manter o Agnelli na presidência da Vale – clique aqui para ler“Presidenta decepciona o PiG e nomeia presidente da Vale” – o Globo está agora determinado a manter o aberto o Instituto dos Surdos, que, segundo o Globo, o Fernando Haddad, Ministro da Educação quer fechar.

O Instituto funciona num belíssimo prédio da Rua das Laranjeiras, no Rio.

É uma referência internacional de educação de surdos.

Agora, no Governo Lula, renovou o parque gráfico com máquinas alemãs e se tornou o maior parque gráfico da América Latina, na especialidade.

Haddad não pretende fechá-lo.

Como não pretende desamparar internos em manicômios – onde se encontram provavelmente alguns editorialistas do PiG (*) – nem destruir o sonho das elites com as cotas na universidade.

Como se sabe, segundo as palavras abalizadas de Raymundo Faoro, o sonho das elites brasileiras é construir um país de 20 milhões de pessoas.

E as cotas são uma séria ameaça a isso.

O que Haddad quer ?

(Além de construir uma Nação de mais de 20 milhões de pessoas. E, por isso, insiste no ENEM, que é a porta de entrada do pobre na Universidade).

Haddad quer estimular a socialização do surdo.

E fazer com que ele COMPLEMENTE, ADICIONE ao estudo especializado no Instituto um segundo turno – se o surdo quiser ! – numa escola pública ao lado de crianças não-surdas.

Que os surdos tenham a alternativa (ALTERNATIVA) de reforçar o conhecimento ao lado de crianças diferentes, com outra história de vida, com crianças como aquelas que os surdos vão encontrar lá fora.

A ideia de Haddad é abrir essa possibilidade no âmbito do Pedro II, uma escola (excelente !) do Governo Federal, no Rio.

A criança surda poderia ir a uma unidade do Pedro II, ou o Pedro II abriria uma unidade no Instituto de Surdos.

Seria numa matrícula ADICIONAL.

E incorporar o surdo gradualmente à vida adulta normal.

O amigo navegante percebe aí alguma manifestação de “sanha persecutória” ?

Ou trata-se de uma “pílula supostamente progressista, que, na realidade, é um composto no qual se disfarça o DNA o autoritarismo e da intolerância” ?

É provável que o editorial seja de autoria do Simão Bacamarte, o mais famoso maluco do Brasil.

Ou de seu enviado ao Globo, alikâmicamente disssimulado.


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista