Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

sexta-feira, 11 de março de 2016

Promotores pediram prisão de Lula em obediência ao Estadão

promotores
 Eduguim
Não há muito mais o que dizer. Na prática, completou-se em 10 de março de 2016 a instalação de mais uma ditadura no Brasil, a menos que o promotor midiático Cássio Conserino e aqueles outros dois (há tantos outros) seja severamente punido.
Os promotores Cassio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Araújo afirmam que a prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é “imprescindível” porque ele movimentaria “toda a sua rede violenta de apoio para evitar que o processo crime que se inicia com a presente denúncia não tenha seu curso natural, com probabilidade evidente de ameaças a vitimas e testemunhas e prejuízo na produção das demais provas do caso, impedindo mesmo o acesso no ambiente forense, intimidando-as a tanto“.
Esses indivíduos são uns irresponsáveis. Querem amordaçar não apenas Lula, impedindo-o de proclamar a própria inocência publicamente, como todo aquele que manifeste sua opinião em defesa de um dos maiores líderes políticos do mundo.
A polícia política que esses senhores encarnam cita uma “rede violenta”. Estará se referindo aos energúmenos que agridem pessoas nas ruas por usarem peças de roupa na cor vermelha? Será essa, abaixo, a “rede violenta” a que esses serviçais da direita se referem?
E as bombas atiradas no Instituto Lula e em três diretórios do PT, foram obras da “rede violenta” de Lula?
Esses senhores que pediram a prisão de Lula por ter se proclamado inocente publicamente agem como militantes, mas não só. Encarnam os que, há meio século, justificaram o golpe militar criminalizando a reação popular ao arbítrio. A desculpa da ditadura para suas atrocidades era a de combater aqueles que não aceitavam que fosse solapado o Estado de Direito.
Até a proposta de impor parlamentarismo ao país para tirar o poder do governo eleito já está acontecendo, assim como nos “idos de 64″, ou seja, no período que antecedeu o golpe militar.
Como durante a ditadura, querem prender jornalistas e líderes políticos que digam opiniões e fatos que a direita midiática não quer ouvir. E, para isso, contam com esbirros dos órgãos de controle da República, transmudados em leões-de-chácara de uma direita hidrófoba, ignorante e violenta que o Brasil conhece muito bem.
Mas o mais interessante em tudo isso é que esses promotores midiáticos foram precedidos por editorial do Estadão que praticamente determinou que Lula fosse preso por ter ousado se defender publicamente.
Sim, o Estadão, empresa que cedeu suas dependências para os conspiradores que deram o golpe militar de 1964.
Sim, o Estadão, que junto de O Globo e da Folha de São Paulo pediu a ditadura militar e a apoiou por ela ter doado a esses barões da mídia dinheiro público suficiente para que suas empresas crescessem ao tamanho que têm hoje.
Confira, abaixo, esse texto infame da família Mesquita, que prega a volta da ditadura via criminalização da liberdade de expressão e do direito de manifestação e reunião.
O Estado de São Paulo
Editorial
Luiz Inácio Lula da Silva chegou à conclusão de que precisa virar vítima dos malvados inimigos do povo e apelar ao que lhe resta de apoio nas ruas para evitar que a Lava Jato o ponha na cadeia. Deixou isso claro na semana passada, quando saiu direto do depoimento à Polícia Federal para a sede do PT, onde armou uma encenação: entre o heroico e o melodramático, expôs a “mágoa” que sentia, em arenga de quase uma hora na qual exortou os petistas a “levantarem a cabeça” e saírem às ruas em “defesa da democracia”.
Cumprindo essa determinação à risca, petistas irresponsáveis apressaram-se a convocar a militância para disputar espaço na Avenida Paulista com os manifestantes pró-impeachment de Dilma Rousseff que lá estarão no próximo domingo, dia 13, em mais uma manifestação de protesto contra o governo convocada há vários meses.
Tal confronto não deve e não pode ocorrer. Fez bem, portanto, o governador Geraldo Alckmin, ao anunciar que não autorizou – e, consequentemente, a polícia impedirá – que manifestantes favoráveis ao governo disputem espaço na Avenida Paulista com grupos antigovernistas. Deixou claro o governador paulista que os governistas têm todo o direito de levar suas posições às ruas no próximo domingo, desde que o façam em outros pontos da cidade que não representem ameaça à segurança pública. É uma questão de bom senso da qual só discordará quem estiver interessado em tirar proveito político da desordem.
O governo federal também se mostra preocupado diante da provocação irresponsável que seria mandar para a Avenida Paulista grupos dispostos ao confronto físico com os manifestantes contra o governo – que, de acordo com todas as previsões, ali estarão às centenas de milhares. A direção do PT, no entanto, tenta se livrar de qualquer responsabilidade alegando que os atos que estão sendo organizados por petistas para o domingo são “autônomos”, “espontâneos”, fora do controle da direção do partido. E, a julgar pelas manifestações de petistas nas redes sociais, os seguidores de Lula permanecem fiéis à ideia insensata de que não podem recusar-se ao ato heroico de combater os inimigos da democracia. Oficialmente, portanto, o PT não teria nada a ver com as manifestações pró-governo que vierem a se realizar no domingo. Apenas recomenda a seus militantes que “evitem conflitos”.
Diante desse quadro, é o caso de cobrar de Lula a responsabilidade óbvia que ele tem pelo curso desses acontecimentos e exigir dele uma manifestação pública, categórica, no sentido de evitar esse atentado à ordem pública, retirando dos baderneiros profissionais – pois a militância do PT é paga – imperdível oportunidade de voltar a agir. Agora certamente com o apoio de um punhado de inocentes úteis iludidos com a ideia de que estarão a serviço da democracia e da liberdade.
Se não se dispuser a serenar o ânimo de seus seguidores que se dispõem a ir para a rua com a faca nos dentes, o ex-presidente terá que ser responsabilizado pelas consequências do desatino de incitar a disputa de espaço com os antigovernistas na Avenida Paulista. Afinal, por que os petistas precisam se reunir exatamente na Paulista, exatamente no mesmo dia e hora em que lá estarão se manifestando centenas de milhares de antigovernistas?
Lula, porém, não parece minimamente preocupado com isso. Na verdade, parece é muito feliz com o que acredita ser o efeito positivo do teatrinho de vitimização que vem encenando desde sexta-feira. Acredita que conseguiu estimular o espírito de luta da militância petista. Do deputado Carlos Zarattini já obteve uma interessante colaboração retórica: “Durante 13 anos tivemos paz social. Se prenderem o Lula e tirarem a Dilma, quem vai garantir a paz social? Isso não é uma ameaça, é uma análise”. Se fosse ameaça, que termos usaria?
Na segunda-feira Lula foi a Brasília para manter contatos políticos em defesa própria e do governo. Mostrou a seus interlocutores a nova frase de efeito que certamente levará para os palanques: “Se me prenderem, viro herói. Se me matarem, viro mártir. Se me deixarem livre, viro presidente de novo”. Se fosse um teste de múltipla escolha, a resposta certa seria nda – nenhuma das anteriores.

Promotores do MP-SP não têm provas contra Lula

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Repudiada inclusive pela oposição, em função de seu caráter precário, o absurdo pedido de prisão preventiva de Luiz Inácio Lula da Silva formulado pelo Ministério Público de São Paulo é expressão de uma fraqueza maior, exibida pela própria denúncia. Com 179 páginas, ela não consegue dar conta do problema fundamental para sua tese  --provar que Lula e sua mulher, Marisa, são os verdadeiros proprietários de um apartamento no edifício Solaris, no Guarujá.
Já era possível suspeitar dessa fraqueza Isso se confirmou agora.
Para quem acusa Lula de ocultar patrimônio, é preciso demonstrar o básico: explicar por que se deve acreditar que o imóvel lhe pertence. A forma usual para fazer isso seria um registro do imóvel em seu nome. Não há.
Outro caminho seria apresentar um contrato de gaveta, que poderia indicar que Lula teria usado um laranja para esconder a posse real do imóvel. Não há. O que sobra então?
Os promotores citaram vários funcionários e vizinhos capazes de falar do "apartamento do Lula." É um indício, obviamente, mas não resolve o caso. O próprio casal sempre admitiu que tinha uma cota para adquirir um imóvel naquele condomínio, adquirida anos atrás. Normal comentassem sobre um vizinho famoso. Muitos anos depois, desistiram. Antes disso, chegaram a visitar o apartamento em questão e discutiram reformas que poderiam ser feitas. Não há prova de que fizeram a compra, porém.
Você pode achar isso suspeitíssimo, como dizem os promotores. Mas não é suficiente para apontar os dois como verdadeiros proprietários. Ou seja: como sustentar que estão ocultando um patrimônio nessa circunstância?
Se todos nós sabemos
Vamos lembrar, por exemplo, o caso de Eduardo Cunha. Ele pode negar, de boca cheia, que era o proprietário das contas secretas na Suíça. Disse isso em tom solene para os parlamentares. A casa só caiu quando o Ministério Público da Suíça mostrou documentos que rastreavam empresas de fachada que chegavam ao presidente da Câmara. Ponto final.
A denúncia contra Lula está longe, muito longe, disso. Por enquanto, só envolve suspeita, crença, convicção, talvez fé. O promotor Cássio Conserino fez uso político do triplex na coletiva. Chegou a descrever uma espécie de parábola política contra Lula: "enquanto" milhares de sócios da cooperativa foram lesados, o presidente e sua mulher se aproveitaram para ficar com um investimento milionário. Pode ser uma peça de propaganda política, obviamente. Mas, sem sustentação em provas, não para em pé.

quarta-feira, 9 de março de 2016

MAIS UMA PROVA DE COMO A GLOBO MANIPULA VOCÊ

domingo, 6 de março de 2016

MIRIAN DUTRA CONFIRMA: APÊ DE LUXO EM PARIS É DE FHC

sexta-feira, 4 de março de 2016

Lava Jato promete investigar vazamento que ela mesma fez.

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lava jato

Não deveria ser surpresa para ninguém a materialização da 24a fase da Operação Lava Jato, antecipada por este blog na sexta-feira da semana passada (26/02) no post Confira prova de que Lava Jato e mídia formam uma polícia política, e no último domingo (28/02), no post Lava Jato prevê “busca e apreensão” em imóveis de Lula e família.
É óbvio que todos os dados informados nas duas matérias não poderiam ter saído da cabeça deste blogueiro, ainda que alguns tenham sido suficientemente estúpidos para alardear que eu teria inventado 43 nomes de empresas e pessoas que tiveram seus sigilos fiscal, bancário e telemático quebrados a pedido da Operação Lava Jato e que era iminente operação de busca e apreensão nas residências e escritórios de Lula e de seus familiares.
Quem ainda tiver alguma dúvida, basta conferir os nomes das pessoas que foram alvo da 24a fase da Lava Jato, nesta sexta-feira. São exatamente os mesmos divulgados por esta página.
Nesse aspecto, chama atenção coletiva de imprensa dada por expoentes da Lava Jato e transmitida pela Globo News na manhã desta sexta-feira. A entrevista foi conduzida pelo procurador do MPF Carlos Fernando Lima e pelo delegado Igor Romário de Paula (aquele que fez campanha eleitoral para Aécio Neves em 2014).
Na coletiva em questão, tanto o promotor Carlos Fernando Lima quanto o delegado Igor Romário de Paula queixaram-se de “vazamentos para blogs” que “prejudicaram” as investigações, e prometeram “investigar” esses vazamentos.
Nesse aspecto, acredito que posso ajudar a Lava Jato oferecendo a ela provas de que quem vazou sua 24a fase foi ela mesma, já que na noite de 24 de fevereiro este Blog foi informado de que toda a imprensa paulista já tinha cópia da decisão 5005896-77.2016.404.7000, emitida pelo magistrado Sergio Moro no dia 23 de fevereiro de 2016.
Por diversas vezes, na entrevista, o delegado e o promotor se queixaram dos “vazamentos para blogs”. Para blogs uma conversa, foi para este Blog. E o vazamento só ocorreu porque TODA A IMPRENSA DE SÃO PAULO – e este blog suspeita que também a do Rio, porque a Globo não ficaria de fora – recebeu cópia da decisão do juiz Moro.
Aliás, chega a ser ridículo que a Lava Jato, que se caracteriza por vazamentos incessantes desde a sua primeira operação, venha agora reclamar de “vazamentos”. Todas as ações da Operação foram antecipadas pela grande imprensa. Até nomes de investigados sob segredo de Justiça vêm sendo sistematicamente vazados, contanto que sejam petistas ou aliados do PT.
Eis, portanto, uma oportunidade perfeita para que esses vazamentos ilegais sejam combatidos.
Quanto à prisão de Lula, foi apenas um espetáculo. O procurador Carlos Fernando Lima declarou que não há nada de mais concreto contra ele e o delegado Igor Romário de Paula atribuiu a condução coercitiva do ex-presidente a “intenção de protegê-lo” de supostos choques entre seus partidários e os que não gostam dele.
Tradução: produzimos material político para a campanha eleitoral de 2018.
Ainda não rolou a famosa foto que eles perseguem, a de Lula preso e algemado. Mas podem ter certeza de que se for necessário algemá-lo eles ainda o farão nem que seja por cinco minutos, tempo suficiente para fotografarem. Afinal, essa narrativa criminalizadora do ex-presidente já faz parte da campanha eleitoral de 2018.
Contudo, na opinião deste Blog nada disso será suficiente. Ao longo dos próximos anos, vai ficar muito claro para o país que o que está havendo é um golpe político que se vale de órgãos de Estado para beneficiar grupos políticos, econômicos e partidários. E a despeito de toda esse ataque à democracia, Lula irá se eleger presidente de novo.
Quem viver, verá.

CITADO POR TRÊS DELATORES, AÉCIO CELEBRA AÇÃO CONTRA LULA

terça-feira, 1 de março de 2016

Suprema ironia: um vazamento furou o zóio da “Vaza Jato”

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vazamento
Andei comentando com amigos que a ironia é a prima porra-louca da verdade. Nesse aspecto, a debochada produziu uma obra prima. A Operação Lava Jato ficou conhecida como Operação Vaza Jato, por razões óbvias. E, nesta semana, foi um vazamento que melou seus planos.
Para quem só começou a se interessar por política nas últimas horas ou ficou incomunicável em uma ilha deserta desde a semana passada, lembro que, na última sexta-feira, esta página divulgou informações sobre decisão muito esquisita do juiz Sergio Moro, que segue escondida.
Trata-se, aqui, da decisão 5005896-77.2016.404.7000, emitida pelo magistrado no dia 23 de fevereiro de 2016.
A decisão em tela quebra os sigilos bancário e fiscal do ex-presidente Lula e de mais de 40 outras pessoas, incluindo sua esposa, seus filhos, seus amigos e correligionários mais próximos, sem falar em várias empresas ligadas à família e/ou a esses amigos.
Apesar de essa medida judicial ter sido emitida no dia 23, este blog só divulgou a informação no dia 26, porque, antes, submeteu ao Instituto Lula a gravação feita pela fonte da denúncia, que leu a este blogueiro, por Whats App, a decisão de Moro, ou seja, os nomes das empresas e das pessoas que tiveram sigilos quebrados.
O Instituto consultou o blogueiro sobre a possibilidade de um prazo para avaliar e comentar a informação antes de ser divulgada, o que este que escreveu julgou justo, já que a informação atingia diretamente o ex-presidente da República, sua família, seus amigos e até seus parceiros em negócios.
Eu teria feito o mesmo se a denúncia envolvesse quebra de sigilos de um tucano, seus famíliares etc.
Aliás, esperar a resposta do Instituto também era necessário porque só o ex-presidente e seu staff poderiam dizer se os nomes das empresas que figuravam na denúncia eram reais.
Não demorou, pois, mais do que 24 horas para outras pessoas do Instituto me procurarem atestando que tudo que figurava na lista revelava que, de fato, a quebra de sigilo aconteceu, até porque duas pessoas que ali figuram foram procuradas por QUATRO agentes do Ministério Público, que foram interrogar (sem mandado) caseiro de sítio em Atibaia atribuído a Lula.
Nesse afã, interrogaram também o irmão do caseiro, que nada tem que ver com o peixe.
Lula e seu Staff só ficaram sabendo do interrogatório graças à denúncia do Blog. Ao verem os nomes do caseiro Elcio e de seu irmão Edvaldo, foram falar com eles e descobriram que haviam sido interrogados ilegalmente.
Aliás, vale ressaltar que as ilegalidades da Vaza Jato não terminam por aí.
Por exemplo: por que a decisão de quebra de sigilos não foi comunicada ao público em geral e àqueles que tiveram os sigilos quebrados, mas foram informadas pelas autoridades a alguns determinados veículos da dita “grande imprensa” de São Paulo e do Rio?
Aliás de novo, por que a decisão foi tomada no dia 23 e informada no mesmo dia a esses órgãos de imprensa e nada aconteceu até agora?
Só podemos deduzir que a quebra de sigilos foi tomada como medida adicional a alguma outra que deveria ter sido tomada no primeiro ou no segundo dia desta semana, conforme a denúncia que o Blog recebeu.
A medida adicional seria operação da PF de busca e apreensão no Instituto Lula, nas residências do ex-presidente e de seus familiares, amigos, empresas de todos esses etc. Contudo, operação de busca e apreensão só funciona se for feita de surpresa, do contrário o alvo da operação tem tempo de se livrar de tudo que possa servir aos investigadores.
Se a Operação Vaza Jato fosse séria, portanto, não teria “vazado” as quebras de sigilo para a “imprensa simpatizante” do eixo São Paulo-Rio. Ao fazê-lo, o vazamento se espraiou para onde os vazadores não queriam que se espraiasse.
Eis, portanto, a obra insuperável da prima porra-louca da Verdade. É uma ironia quase mística a Operação Vaza Jato ter tido seus planos de busca e apreensão melados pelos próprios vazamentos que promoveu. Quem vaza será vazado. Essa é a moral da história