Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Sandra expôs indigência da Globo ao mundo ! Quem deu a palavra à globinha foi a Presidenta…

  
Conversa Afiada reproduz artigo de Paulo Nogueira, extraído do Diário do Centro do Mundo:

O QUE EXPLICA O VEXAME INTERNACIONAL DA GLOBO NA COLETIVA DE DILMA E OBAMA


por Paulo Nogueira

A miséria jornalística e mental das Organizações Globo foi brutalmente exposta ao mundo ontem, na entrevista coletiva concedida por Obama e Dilma sobre o encontro de ambos.

A jornalista Sandra Coutinho da Globo fez uma pergunta que, jornalisticamente, é a quintessência da obtusidade.

Aqui, o vídeo.

Presumivelmente, o real autor da questão foi Ali Kamel, diretor de jornalismo da emissora e célebre por um livro em que declara, triunfal: “Não somos racistas”. Uma ex-apresentadora disse que todas as perguntas revelantes na Globo são obra de Kamel.

O primeiro erro técnico foi atribuir a Obama, na pergunta, uma opinião que é da Globo, mas não dele.

Ela afirmou que os Estados Unidos veem o Brasil como uma potência regional, e não mundial.

De onde ela tirou isso, ou Kamel?

O Brasil é a sétima economia mundial, queira a Globo ou não. E nos últimos anos, sobretudo com a ascensão de Lula, ganhou ressonância mundial.

A Globo jamais iniciaria a pergunta daquela forma se o presidente fosse FHC ou Aécio.

E um bom jornalista nunca colocaria uma opinião dele mesmo na boca de qualquer pessoa.

Pesquise: quando Obama, ou alguma outra autoridade do governo americano, disse algo parecido?

Foi tão boçal a voz da Globo na coletiva que Obama, embora a pergunta não fosse para ele, tomou o microfone.

Sandra Kamel, chamemos assim, não se limitou a uma asneira numa só pergunta. Também conseguiu incluir nela a crise econômica e política do Brasil como se isso fosse realmente uma coisa incomum num mundo cor de rosa.

Ora, os próprios Estados Unidos desde 2008 estão atolados em dificuldades econômicas.

Obama pareceu saber mais sobre o Brasil que a Globo. Notou que problemas no Congresso estão longe de ser exclusividade do governo Dilma.

Ele próprio enfrenta um Congresso extraordinariamente hostil desde que chegou à Casa Branca. Foi épica sua luta para aprovar o projeto de saúde que lhe era tão caro, o Obamacare.

Sinal da realidade paralela vivida pela Globo e seus jornalistas, Sandra Coutinho festejou sua intervenção patética no Twitter.

“Muita emoção conseguir fazer uma das quatro perguntas da coletiva de Dilma e Obama!”, escreveu.

Fora tudo, Sandra não fez qualquer esforço. Como mostra o vídeo da entrevista, a palavra lhe foi dada por Dilma, num gesto que mostra a característica subserviência de governos brasileiros, petistas ou não, à Globo.

As palavras mentecaptas de Sandra Coutinho registraram, mundialmente, não apenas o que a Globo pensa sobre o Brasil.

Mais que tudo, elas captaram, ao vivo, a indigência jornalística e intelectual da emissora
.


Em tempo: esse Bessinha …


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VÍDEO ESPETACULAR: MARIETA SEVERO ENTUBA FAUSTINHO


MARIETA DEVERIA TER SEGURANÇA… NO PROJAC !​




O Vasco nunca viu
nada igual à Sandra Coutinho

O Brasil é Potência Mundial. Potência municipal é a tua empresa, minha filha…


A globinha faz em inglês a pergunta que o patrão gostaria que fizesse




Liga o Vasco, perplexo:

- Em cinquenta anos de vida adulta, nunca vi nada igual em minha vida !

- O que, Vasco ?

- Jornalista brasileiro tentar desmoralizar um Presidente brasileiro no exterior…

- Na Casa Branca !

- Exatamente ! Na Casa Branca !

- Nunca viu ?

- Não ! Nem quando o Medici esteve com o Nixon, o Figueiredo com o Reagan, o Sarney e o Fernando Henrique com o Clinton – nunca !

- Nem com o Medici e o Figueiredo !

- Não ! Esses valentes de hoje eram uns poodles perto dos generais…

- Mas, por que essa fúria, Vasco? Você sempre tão tranquilo…

- Fiquei indignado com aquela repórter – repórter ou editorialista, não sei – da Globo News. A senhora que tentou desmoralizar a Dilma na frente do Obama …

- Aquela que falou com o Obama em inglês…

-Exatamente !

- Mas, o que ela fez, Vasco ?

- Para desmoralizar a Dilma e o Brasil, ela perguntou ao Obama se considerava o Brasil um paiseco de m…, uma bosta regional ou uma Potência mundial.

- E o que o Obama fez ?

- Respondeu na lata. Não deixou a Dilma reagir. Desmoralizou a globinha. Não, minha filha, deixe seu complexo de vira-latas para lá, sua menoridade política, sua subalternidade intelectual e aprenda: o Brasil é uma Potência Mundial !

- Isso eu vi ! Quer dizer, não foi bem assim, né, Vasco ?

- Eu nunca vi isso em minha vida. Querer desmoralizar o presidente do Brasil na frente de um presidente estrangeiro e da imprensa mundial acreditada na Casa Branca.

- Eles são piores que os patrões, Vasco.

- Mais do que isso ! São uns… Deixa eu ficar quieto.

- Eles querem é garantir o emprego, Vasco.

- Deve ser ! Devem ganhar uma merreca na GloboNews, não devem ter dinheiro nem para morar em Manhattan e ficam arrotando grandeza… Pensam que são da Fox…

- Calma, Vasco.

- Como aqueles jênios do Manhattan Connection. Lá em cima, eles governam o mundo. Pegam o elevador e quando chegam no térreo são mais uns latinos, como milhões em Nova York, que tem sotaque de Paulo Francis.

- Vasco, contenha-se. O Francis ninguém mais sabe quem é …

- E o repórter, o repórter da Folha… ?

- Fel-lha (ver no ABC do C Af), Vasco.

- Isso, da bílis podre, a Fel-lha. Foi outro. Num inglês de Paulo Francis se dirigiu ao Obama para condenar a Petrobras na Justiça americana.

- Tomou uma chinelada.

- Exato. O Obama não deixou ele nem concluir: meu filho, você acha que eu só algum otário ? Que eu cheguei aqui por acaso ? Que sou um politiquinho do PSDB de São Paulo, meninozinho metido a esperto ? Eu não comento ação judicial em curso. Não vou dar manchete ao Otavím, meu filho …

- Vasco, Vasco, o Obama não falou no Otavím…

- Não falou mas pensou. Ele conhece a Fox News, do Murdoch…

- Esse que vai murdochizar a Globo

- Exatamente.

- Quer dizer que você não assiste mais à Sandra Coutinho na GloboNews.

- Nunca assisti. Eu estava vendo a Dilma esculhambar o Moro na frente do Obama.

- Ah, isso não não vem ao caso …

(Não perca a visita do Ataulpho e o dos chapéus, outros que esculhambariam a Dilma diante do Obama, à Vara de Guantánamo).


Paulo Henrique Amorim


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O Brasil não conhece o Brasil!













A ação sistemática e intencional da imprensa faz com que o Brasil e as ações do governo federal sejam desconhecidas para os próprios brasileiros.

José Augusto Valente

Como a ação sistemática e intencional da imprensa faz com que o Brasil seja desconhecido para os próprios brasileiros?
 
A imprensa, que deveria ser uma instituição que atende ao direito à informação dos cidadãos brasileiros, tem como foco as notícias e não as informações. Segundo uma das definições da imprensa tucana, em vigor, “notícia é tudo aquilo que alguém não quer ver publicado, o resto é propaganda”. Claro, essa máxima tem aplicação variada segundo quem é esse alguém.
 
Senão, vejamos. Na prática, ela significa omitir as realizações do governo federal, que mudam a vida do povo para melhor, “por se tratar de propaganda”. O mesmo não acontece com os governos tucanos, especialmente de São Paulo. É só conferir como foi tratado o colapso de abastecimento de água, fruto de gestão temerária da Sabesp, em que foi e continua sendo omitida a situação crítica por que passam os paulistas.
 
As concessões de TV, dadas à Globo e outras, teriam um papel fundamental para garantir o direito à informação da sociedade, dado o seu alcance e capilaridade, ainda mais quando associadas às emissoras de rádio. Um dos motivos é o tamanho continental do país e a enorme dificuldade que tem a população de conhecer os múltiplos aspectos das diferentes regiões.
 
Por exemplo, no caso dos investimentos em infraestrutura logística nas rodovias federais, a maioria dos moradores de um município somente consegue se informar sobre o que está sendo feito em todo o país com o seu dinheiro de contribuinte se a TV Globo ou outra emissora de TV ou rádio cumprir o serviço público de informar sobre as obras nas demais regiões distantes daquele município. 
 
Quando a Globo divulga a pesquisa anual feita pela CNT sobre as condições das rodovias, apesar dos bons resultados relativos ao pavimento, as imagens que são mostradas, e as entrevistas com caminhoneiros, mostram apenas as exceções que apresentam problemas, em trechos de baixo volume de tráfego e, portanto, de menor relevância para a população como um todo. A ideia que a TV Globo pretende e consegue passar, no entanto, é de que a maior parte da malha está ruim. O que, diga-se de passagem, não corresponde à verdade desde 2006.
 
Desse modo, o contribuinte, corretamente, fica inconformado de pagar impostos e não ver as estradas melhoradas. 
 
Alguém poderia dizer: mas se o que ele vê é diferente do que a TV apresenta, ele deve desacreditar da Globo, certo? Errado!
 
Já, de partida, há a credibilidade de uma “informação” supostamente isenta veiculada pela televisão. Mas não é só isso. As pessoas vivem nas cidades e, em geral, realizam deslocamentos por estradas – muitas vezes sem distinguir se é federal ou estadual – num raio de 100 a 150 quilômetros de onde moram. Se a pessoa mora no Rio, ela provavelmente conhece as rodovias que acessam as regiões dos Lagos, Serrana, Sul Fluminense, Litoral Sul Fluminense. Todas essas rodovias têm seus pavimentos em bom estado de conservação. 
 
Quando essa pessoa vê na TV Globo a divulgação tendenciosa da pesquisa CNT, longe de questionar a parcialidade da emissora, ela pensa que “exceto essa área onde circulo, o restante da malha rodoviária está um lixo!”. 
 
Ela está errada em pensar assim? Está certa, principalmente, porque a TV Globo mostra estradas de baixo volume de tráfego – portanto, com baixo impacto na logística de cargas e de passageiros – como se fosse um quadro de toda a malha rodoviária nacional.
 
É preciso ressalvar que a CNT não tem nada a ver com essa manipulação, na medida em que publica um relatório substancial com o verdadeiro quadro no que respeita às condições do pavimento e da sinalização. 
 
Se a TV Globo divulgasse o que mostra a pesquisa, as pessoas teriam provavelmente uma outra avaliação sobre o estado geral das estradas e tenderiam a acreditar que está valendo a pena pagar o dinheiro dos seus impostos federais. Talvez isso até ajudasse a reduzir o volume gigantesco de sonegação de impostos, que ocorre anualmente. 
 
Além disso, se as emissoras de rádio e TV quisessem realmente mostrar o que é relevante sobre as condições das estradas brasileiras, deveriam mostrar ao país que passou-se a garantir manutenção a mais de 50 mil quilômetros de rodovias a partir de 2007, aproximando-se da meta de 100% de cobertura da malha rodoviária federal. 
 
Deveria mostrar que, nos últimos oito anos, mais de 50% dos contratos relativos a estradas feitos pelo governo federal corresponderam a CREMAs (recuperação e conservação permanente) e restaurações. Em 2014, os contratos CREMA e de restauração vigentes já representavam 75% dos serviços contratados pelo DNIT. Como Lula gosta de afirmar (com razão), “nunca dantes” foram garantidos contratos permanentes de manutenção da malha rodoviária federal!
 
Mas como a imprensa “entende” que isso seria propaganda, não divulga. Essa omissão, além de escandalosa, é inaceitável, pelo fato de que, apesar de ser uma concessão de serviço público, não cumpre sua finalidade informativa prevista na Constituição. 
 
A esse exemplo das rodovias, poderiam ser agregados os quase dois mil quilômetros de ferrovias construídas ou em construção em apenas doze anos de governo, dos quais 1.160 quilômetros concluídos nos últimos quatro anos. Deu no Jornal Nacional ou no Globo Repórter?
 
Poderiam ser incluídos os investimentos em modernização dos portos, especialmente dos terminais de contêineres, cuja alta produtividade de Santos – superior a Roterdã e Hamburgo – somente ganhou espaço no jornal Valor, numa declaração do CEO da Hamburg Sud, no meio de matéria sobre portos.
 
As emissoras de rádio e TV mostram as elevadas performances de regularidade e pontualidade da aviação comercial brasileira, inclusive em relação aos países desenvolvidos? Mostram a modernização de aeroportos como os de Brasília, Guarulhos, Campinas, Santos Dumont, uns sob concessão outros sob gestão da Infraero?
 
E assim, cada vez mais, “O Brasil não conhece o Brasil!”
 
O governo federal tem alguma responsabilidade nisso, por não criar, salvo raras exceções, fatos políticos e jornalísticos que furem esse bloqueio e mostrem a realidade construída e em construção. 
 
Mesmo a EBC – Empresa Brasileira de Comunicação não faz matérias mostrando essa realidade. Se as produzisse, em vídeos curtos, as pessoas nas redes sociais fariam o trabalho de amplificação gratuitamente e começaríamos a mudar esse quadro.
 
José Augusto Valente – especialista em logística e transportes

Obama dá “fora” na Globo: Brasil não é potência regional, é mundial

 Autor: Fernando Brito
coletiva
O complexo de vira-latas do Brasil, hoje, latiu mais alto.
Perguntada pela repórter da Globo, diante de Barack Obama, sobre como conciliar a posição do Brasil, que se via como potência mundial, e que era visto pelos EUA como potência regional, Dilma Rousseff nem pôde começar a falar.
Um decidido Obma tomou a palavra para dizer à repórter que “não senhora, nós vemos o Brasil como potência mundial”.
“Bom, eu na verdade vou responder em parte a questão que você acabou de fazer para a presidente [Dilma]. Nós vemos o Brasil não como uma potência regional, mas como uma potência global. Se você pensar (…) no G-20, o Brasil é um voz importante ali. As negociações que vão acontecer em Paris, sobre as mudanças climáticas, só podem ter sucesso com o Brasil como líder-chave. Os anúncios feitos hoje sobre energia renovável são indicativos da liderança do Brasil”
E fez um longo histórico do papel decisivo que o Brasil desempenha: “o Brasil é um parceiro indispensável” e uma série de considerações sobre o papel de nosso país, que você pode ver no vídeo abaixo, em espanhol.
O importante – e triste – é ver que a mentalidade dominante nos meios de comunicação – e em todo o pensamento conservador – é que ao nosso país está destinado um papel de vassalagem, em troca de ser um “gerente regional” destinado, no máximo, a manter sob controle os “índios” sul-americanos.
E interpretar como algo danoso a expansão de nossas relações com a África, com a Ásia e, especificamente, com a China como uma “traquinagem” que desagradaria os EUA e faria perdermos seus “favores”.
É exatamente o contrário – e a mente destas pessoas não alcança isso.
O Brasil será tanto mais respeitado, considerado e terá relações mais produtivas com os Estados Unidos quanto mais se afirmar como um parceiro mundial pelas nossas próprias pernas.
Um Brasil que interessa como parceiro à China, aos países africanos, à própria Europa interessa muito mais aos Estados Unidos que um capacho à espera de suas ordens.
Aliás, o capachismo aparece bem claramente quando o repórter da Folha vai perguntar a opinião de Obama sobre a “Lava Jato”. É muito sabujismo, quem sabe atrás de uma manchete do tipo “Obama exige apuração completa na Petrobras”.
A imprensa brasileira,cada vez um retrato mais caricato de nossas elites é um prato cheio para o complexo rodrigueano com que abri este post.
E que, além daquilo, também sacode alegremente a cauda diante do dono.

Esquadrilha de Guantánamo ataca Dirceu

As doações de empreiteiros ao iFHC ? Isso não vem ao caso …​



Se o  fosse Ministro da Justiça e, portanto, chefe da Polícia Federal, demitia o diretor-geral da PF – aquele que tentou impedir a deflagração da Operação Satiagraha – e mandava o substituto apurar, em 48 horas, quem entregou aos repórteres Jailton de Carvalho, do Globo, e Flavio Ferreira e Graciliano Rocha, da Fel-lha (ver no ABC do C Af), o suposto conteúdo da suposta delação supostamente premiada de um suposto delator –que a Dilma, em boa hora, desrespeitou.

Trata-se de Milton Pascovitch, que, supostamente, incriminou o José Dirceu.

Como disse a Presidenta Dilma ao Obama, diante da imprensa mundial: 

- Obama, você sabia que o Moro não mostra as provas ! Só vaza. Vaza, vaza ! Incrível, Obama ! É um juiz da Idade Media ! Não é inacreditável ? Em pleno Século XXI ? Pois é, Obama,  na Vara de Guantánamo é assim !

Mas, o PiG e a Oposição continuam a governar o Brasil na Idade Media.

E o zé da Justiça, inerte, inanimado, egocêntrico e inútil … a dizer platitudes.

Esse é o exercício diário da Esquadrilha de Guantánamo: o Juiz da Vara, os delegados confessadamente aecistas, e que o zé mantém no cargo, e os procuradores fanfarrões.

Com a colaboração inestimável do PiG.

(Dessa vez, o Fausto Macedo do Estadão, infatigável receptor de vazamentos selecionados, não foi contemplado.) 

Como previu o Ministro Marco Aurélio – que, por isso, será destinado ao ostracismo pigal – essa Lava Jato toda vai cair no Supremo.

Delação não é prova, disse, aqui e aqui o novo Ministro Fachin, aquele que o Ataulpho (ver no ABC do C Af) e o Sarnemberg juravam que não chegaria ao Supremo

Mas, até lá, a Esquadrilha de Guantánamo, o PSDB do Aecím e seus pilotos, os colonistas e repórteres do PiG – como diz o Mino, no Brasil eles são piores que os patrões – dançam o minueto do impítim.

Até lá, tentam sangrar a Dilma.

E, como a Dilma só bate quando viaja, o sangramento, aparentemente, funciona.

Porque se ela fosse como o Obama, que disse, ontem, que, se pudesse, dava uma entrevista coletiva por dia, se ela fosse como o Obama desmontava esses moros, gasparis e ataulphos da vida, uma vez por dia.

O Moro precisa desesperadamente encarcerar o Dirceu.

Sobretudo depois que o Marco Aurélio lhe retirou a escada e a Dilma falou dele para o Obama.

Botar o Dirceu na cadeia se tornou uma obsessão, como foi para eu antecessor, o Jurista do Twitter.

Encarcerar o Dirceu é meter a sola da bota na porta do PT.

É se preparar para encarcerar o Lula.

E, daí, derrubar a Dilma.

Não é outro o objetivo da Esquadrilha de Guantánamo e seus leais servidores.

O resto é o Luar de Paquetá.

O resto, como as doações das empreiteiras ao iFHC ou ao Aecím … isso não vem ao caso !

Vejam a resposta de Dirceu e seu brilhante advogado, o Dr Podval, a mais esse ataque rasante  da Esquadrilha de Guantánamo:


Nota à Imprensa


DEFESA DE DIRCEU REAFIRMA LEGALIDADE DE CONTRATOS



30 de junho de 2015/

A defesa do ex-ministro José Dirceu reafirma que não teve acesso aos termos e ao conteúdo da delação premiada do empresário Milton Pascowitch e, portanto, não tem como emitir opinião a respeito. O advogado Roberto Podval esclarece, no entanto, que:

– O ex-ministro José Dirceu não teve qualquer influência na indicação de Renato Duque para a diretoria da Petrobras, informação reafirmada pelo próprio Duque em depoimento em juízo e à CPI da Petrobras.

– O presidente do Conselho da Engevix, Cristiano Kok, já afirmou à Folha de S. Paulo que contratou José Dirceu para prestar consultoria no exterior na prospecção de novos negócios.

– O ex-vice-presidente da Engevix, Gerson Almada, que também assinou acordo de delação premiada, confirmou à Justiça a contratação dos serviços do ex-ministro no exterior e foi claro ao afirmar que nunca conversou com José Dirceu sobre contratos da Petrobras ou doações ao PT.

– Todo o faturamento da JD Assessoria e Consultoria para a Engevix e JAMP é resultado de consultoria prestada fora do Brasil, em especial no mercado peruano, onde a construtora abriu sede e passou a disputar contratos depois que contratou o ex-ministro José Dirceu.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Santayana: Estado brasileiro não é gigante; mundo defende suas empresas

funci
Autor: Fernando Brito
Cometo o pecado de, pela extensão, publicar apenas um trecho do longo e lúcido artigo de Mauro Santayana, hoje, com farta argumentação, comprovando que o Estado brasileiro nem de longe é hipertrofiado como nos querem fazer acreditar – o papo dos 39 ministérios, dos quais quase a metade são simples secretarias ou dirigentes com “status” legal de Ministros – e, em seguida, como os países desenvolvidos não misturam o punir dirigentes de empresas (e nem sempre) envolvidos em corrupção com a manutenção do papel estratégico que estas empresas desempenham.
Ao olhar atento de Santayana não escapou a notícia, publicada quase na surdina, que o maior empregados do mundo é, disparado oDepartamento de Defesa dos Estados Unidos, com 3,2 milhões de pessoas apenas nas Forças Armadas e agências de segurança, entre elas a recém-famosa National Security Agency, a NSA da espionagem. A CIA e o FBI não estão na conta, pois não são vinculados ao Departamento de Defesa, mas aos de Estado e de Justiça, respectivamente.
Fixe bem: os EUA tem mais militares e agregados a eles que todos –todos, mesmo – os funcionários públicos da União, dos Estados e dos mais de 5 mil municípios brasileiros, segundo dados do IBGE, em 2012.
Nossas Forças Armadas, modestíssimas, têm 10% dos efetivos norte-americanos, para cobrir um território equivalente. Nem a China, imensa e com 4,3 vezes mais habitantes que os EUA, alcança a multidão militar norte-americana.
Pequena na quantidade, nossa Defesa precisa, a todo custo, do desenvolvimento tecnológico que vem, a duras penas, desenvolvendo com alguns dos grandes grupos atingidos em cheio pela Lava Jato e que, irresponsavelmente, querem destruir a pretexto de punir dirigentes corruptos, o que paós algum do mundo confunde, isso se os pune.
Meu pecado é ainda mais grave quando o trecho que retirei descreve, em minúcias, quem e como joga o jogo da informação e da contra-informação norte-americana na mídia, na Universidade e onde quer que se forme opinião e se influa, com os golpes mais baixos, em políticas e governos de seu interessa. Peço, a quem puder, que me redima lendo, na íntegra, o texto do mestre Santayana.

A Lava Jato e a Defesa Nacional

Mauro Santayana (trecho)
Em suas críticas ao tamanho do Estado e na defesa da privatização a qualquer preço, os neoliberais tupiniquins se esforçam por defender a tese de que o poder de algumas das maiores nações do mundo “ocidental”, os EUA à frente, teria como únicos, principais esteios, o capitalismo, a livre iniciativa e o livre mercado, e defendem, sempre que podem, alegando a existência de “cabides de emprego”, e o grande número de ministérios, a diminuição do setor público no Brasil.
A informação, divulgada na semana passada, de que, com três milhões e duzentos mil funcionários, o Departamento de Defesa dos EUA é o maior empregador do mundo, tendo em sua folha de pagamento, sozinho, mais colaboradores que o governo brasileiro, com todos seus 39 ministérios, mostra como essa gente tem sido pateticamente enganada, e corrobora o fato de que a tese do enxugamento do estado, tão cantada em prosa e verso por certos meios de comunicação nacionais, não é mais, do ponto de vista da estratégia das nações, do que uma fantasia que beira a embromação.
Dificilmente vai se encontrar uma nação forte, hoje – como, aliás, quase sempre ocorreu na história – que não possua também um estado poderoso, decidida e vigorosamente presente em setores estratégicos, na economia, e na prestação de serviços à população.
Enquanto em nosso país, o número total de empregados da União, estados e municípios, somados, é de 1,5% da população, na Itália ele passa de 5%, na Alemanha, proporcionalmente, ele é de 80% a mais do que no Brasil, nos EUA, de 47% a mais e na França, também um dos países mais desenvolvidos do mundo, de 24% da população ativa, o que equivale a dizer que praticamente um a cada quatro franceses trabalha para o Setor Público.
Esses dados derrubam também a tese, tão difundida na internet, de que no Brasil se recebe pouco em serviços, comparativamente aos impostos que se pagam. Por aqui muitos gostariam de viver como na Europa e nos Estados Unidos, mas ninguém se pergunta quantos funcionários públicos como médicos, professores, advogados, técnicos, cientistas, possuem a mais do que o estado brasileiro, os governos dos países mais desenvolvidos do mundo, para prestar esse tipo de serviços à população.
E isso, sem ter que ouvir uma saraivada de críticas a cada vez que lança um concurso, e sem ter que enfrentar campanhas quase que permanentes de defesa da precarização do trabalho e da terceirização.
Aos três milhões e duzentos mil funcionários, cerca de 1% da população norte-americana, fichados apenas no Departamento de Defesa, é preciso agregar, no esforço de fortalecimento nacional dos Estados Unidos, centenas de universidades públicas e privadas, e grandes empresas, estas, sim, privadas, ou com pequena participação estatal, que executam os principais projetos estratégicos de um país que tem o dobro da relação dívida pública-PIB do Brasil e não parece estar, historicamente, preocupado com isso.
Companhias que, quando estão correndo risco de quebra, como ocorreu na crise de 2008, recebem dezenas de bilhões de dólares e novos contratos do governo, e que possuem legalmente, em sua folha de pagamento, “lobistas”, que defendem seus interesses junto à Casa Branca e ao Congresso, que, se estivessem no Brasil, já teriam sido, neste momento, provavelmente presos como “operadores”, por mera suspeição, mesmo sem a apresentação de provas concretas.(…)

A diferença entre os Estados Unidos, que se dizem “liberais” e “privatistas”, e na verdade não o são, e o Brasil, que cede a todo tipo de pressão, na tentativa de provar, todos os dias, que não é comunista nem estatizante, é que, mesmo quando envolvidas com corrupção – considerada uma espécie de “dano colateral” que deve ser “contornado” e “absorvido”, no contexto do objetivo maior, de permanente fortalecimento do complexo-industrial militar dos EUA – a existência das principais empresas de defesa norte-americanas nunca é colocada em risco.
Apenas como exemplo, a Lockheed Martin, uma das principais companhias de aviação e de defesa dos EUA, pagou, como lembrou André Motta Araújo no Jornal GGN outro dia, entre as décadas de 1950 e 1970, mais de 300 milhões de dólares, ou 3.7 bilhões de dólares em dinheiro de hoje, de propina para autoridades estrangeiras, entre elas – para quem acha que isso só acontece em paises “sub-desenvolvidos” – o então Ministro da Defesa da Alemanha Ocidental, Franz Joseph Strauss, os ministros Luigi Gul, e Maria Tanassi, o Primeiro-Ministro Mariano Rumor e o Presidente da República Italiana, Giovanni Leone, o general Minoru Genda e o Primeiro-Ministro japonês Kakuei Tanaka, e até o príncipe Bernhard, marido da Rainha Juliana, da Holanda.
E alguém acha que a Lockheed foi destruída por isso ? Como também informa Motta Araújo, seus principais dirigentes renunciaram alguns anos depois, e o governo norte-americano, no lugar de multar a empresa, lhe fez generoso empréstimo para que ela fizesse frente, em melhores condições, aos eventuais efeitos do escândalo sobre os seus negócios.
A Lockheed, conclui André Motta Araújo em seu texto, vale hoje 68 bilhões de dólares, e continua trabalhando normalmente, atendendo a enormes contratos, com o poderoso setor de defesa norte-americano.
Enquanto isso, no Brasil, os dirigentes de nossas principais empresas nacionais de defesa, constituídas, nesses termos, segundo a Estratégia Nacional de Defesa, em 2006, para, com sede no Brasil e capital votante majoritariamente nacional, fazer frente à crescente, quase total desnacionalização da indústria bélica, e gerir alguns dos mais importantes programas militares da história nacional, que incluem novos mísseis ar-ar, satélites e submarinos, entre eles nosso primeiro submersível atômico, encontram-se, quase todos, na cadeia.
O Grupo Odebrecht, o Grupo Andrade Gutierrez, o OAS e o Queiroz Galvão têm, todos, relevante participação na indústria bélica e são os mais importantes agentes empresariais brasileiros da Estratégia Nacional de Defesa. Essas empresas entraram para o setor há alguns anos, não por ter algum privilégio no governo, mas simplesmente porque se encontravam, assim como a Mendes Júnior, entre os maiores grupos de engenharia do Brasil, ao qual têm prestado relevantes serviços, desde a época do regime militar e até mesmo antes, não apenas para a União, mas também para estados e municípios, muitos deles governados pela oposição, a quem também doaram e doam recursos para campanhas políticas de partidos e candidatos.
Responsáveis por dezenas de milhares de empregos no Brasil e no exterior, muitos desses grupos já estão enfrentando, depois do início da Operação Lava-Jato, gravíssimos problemas de mercado, tendo tido, para gaúdio de seus concorrentes externos, suas notas rebaixadas por agências internacionais de crédito.
Projetos gigantescos, tocados por essas empresas no exterior, sem financiamento do BNDES, mas com financiamento de bancos internacionais que sempre confiaram nelas, como o gasoduto do Perú, por exemplo, de quase 5 bilhões de dólares, ou a linha 2 do metrô do Panamá, que poderiam gerar centenas de milhões de dólares em exportação de produtos e serviços pelo Brasil, correm risco de ser suspensos, sem falar nas numerosas obras que estão sendo tocadas dentro do país.
Prisões provocadas, em alguns casos, por declarações de bandidos, que podem ser tão mentirosas quanto interesseiras ou manipuladas, que por sua vez, são usadas para justificar o uso do Domínio do Fato – cuja utilização como é feita no Brasil já foi criticada jurídica e moralmente pelo seu criador, o jurista alemão Claus Roxin – às quais se somam a mera multiplicação aritmética de supostos desvios, pelo número de contratos, sem nenhuma investigação, caso a caso, que os comprove, inequivocamente, e por suposições subjetivas, pseudo-premonitórias, a propósito da possível participação dessas empresas em um pacote de concessão de projetos de infra-estrutura que ainda está sendo planejado e não começou, de fato, sequer a ser oficialmente oficialmente estruturado.
O caso Lockheed, o caso Siemens, e mais recentemente, o do HSBC, em que o governo suiço multou esse banco com uma quantia mínima frente à proporção do escândalo que o envolve, nos mostram que a aplicação da justiça, lá fora, não se faz a ferro e fogo, e que ela exige bom senso para não errar na dose, matando o paciente junto com a doença.
Mais uma vez, é necessário lembrar, é preciso combater a corrupção, mas sem arrebentar com a Nação, e com alguns dos principais pilares que sustentam nossa estratégia de desenvolvimento nacional e de projeção nos mercados internacionais.
No futuro, quando se observar a história do Brasil deste período, ao tremendo prejuízo econômico gerado por determinados aspectos da Operação Lava-Jato, muitíssimo maior que o dinheiro efetivamente, comprovadamente, desviado da Petrobras até agora, terá de ser somado incalculável prejuízo estratégico para a defesa do país e para a nossa indústria bélica, que, assim como a indústria naval, se encontrava a duras penas em processo de soerguimento, depois de décadas de estagnação e descalabro.
No Exército, na Marinha, na Força Aérea, muitos oficiais – principalmente aqueles ligados a projetos que estão em andamento, na área de blindados, fuzis de assalto, aviação, radares, navios, satélites, caças, mísseis, submarinos, com bilhões de reais investidos – já se perguntam o que irá acontecer com a Estratégia Nacional de Defesa, caso as empresas que representam o Brasil nas joint-ventures empresariais e tecnológicas existentes vierem a quebrar ou a deixar de existir.
Vamos fazer uma estatal para a fabricação de armamento, que herde suas participações, hipótese que certamente seria destroçada por violenta campanha antinacional, levada a cabo pelos privatistas e entreguistas de sempre, com o apoio da imprensa estrangeira e de seus simpatizantes locais, com a desculpa de que não se pode “inchar”” ainda mais um estado que na verdade está sub-dimensionado para as necessidades e os desafios brasileiros?
Ou vamos simplesmente entregar essas empresas, de mão beijada, aos sócios estrangeiros, com a justificativa de que os projetos não podem ser interrompidos, perdendo o controle e o direito de decidir sobre nossos programas de defesa, em mais um capítulo de vergonhoso recuo e criminosa capitulação ?
Com a palavra, o STF, o Ministério da Defesa, e a consciência da Nação, incluindo a dos patriotas que militam, discreta e judiciosamente, de forma serena, honrosa e equilibrada, no Judiciário e no Ministério Público.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Enquanto houver Marietas Severo, Faustões não passarão

marieta capa

O último domingo foi um dia de efervescência política – como de costume, a partir de São Paulo. Em um improvável dia para tantas emoções, em geral reservado ao descanso ante a semana “útil” que recomeça, demonstrações públicas de civismo e de intolerância.
Por onde começar? Talvez pelo mais importante. O que seja, que nem tudo está perdido.
O título deste texto alude a episódio ocorrido na última edição do programa Domingão do Faustão. O assunto está “bombando” nas redes sociais por conta de uma cena rara, nos últimos tempos. Uma mulher de feições serenas, fala firme, porém suave, se contrapôs a um discurso absurdamente derrotista e deprimente, vertido por um importante comunicador de massas em uma concessão pública de rádio e tevê, transformada em palanque eleitoral de forma absolutamente ilegal e incompatível com a coisa pública.
Antes de prosseguir, um lembrete: a faixa do espectro radioelétrico por onde é transmitida a programação da Rede Globo é como que uma via pública, pertence a todos e não pode ser usada por grupos políticos ou seus representantes, ao menos não sem que grupos políticos de todos os matizes possam se manifestar em igualdade de condições.
Todos sabem que há décadas que as famílias que detêm concessões de rádio e televisão neste país usam essas concessões para difundirem suas opiniões político-ideológicas, mas, no último domingo, essa lógica sofreu um abalo.
Apesar da iniciativa lamentável do apresentador Fausto Silva de formular um discurso derrotista e partidarizado contra o grupo político que ocupa o poder, o que se torna lamentável por ele ter achado lícito fazer esse discurso, ocorreu uma surpresa. Ao contrário do que costuma acontecer, quando a discordância de posições tão polêmicas costuma ser reprimida pelas Redes Globo da vida, convidada do “programa do Faustão” enfrentou, com rara elegância, a estupidez que acabara de ser proferida por seu anfitrião.
O vídeo abaixo mostra como a atriz Marieta Severo, ex-mulher do cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda, respondeu a afirmação absurda de Faustão, de que o Brasil seria “o país da corrupção”, “da crise”, enfim, de toda sorte de desgraças por conta de uma situação econômica que não é boa, mas que está longe de ser tão ruim quanto as que viveu em passado não tão distante e que superou com grande sucesso, até há alguns meses.
O grande gol de Marieta foi dizer, com clareza, que viver uma crise econômica não é novidade. Para quem tem memória – e cérebro –, basta lembrar do que o Brasil viveu há pouco mais de uma década, quando políticos que hoje se apresentam como “salvação” para o país pilotaram crise que causou danos muito piores ao emprego, à renda e ao social como um todo, sem falar no estado de miséria em que deixaram a economia do país, ajoelhada aos pés do FMI e sem reservas internacionais.
E só para que não restem dúvidas de que Marieta sabe do que está falando, aí vão alguns dados sobre quanto o país melhorou nos últimos anos, apesar das dificuldades momentâneas
Produto Interno Bruto:
2002 – R$ 1,48 trilhões
2013 – R$ 4,84 trilhões
PIB per capita:
2002 – R$ 7,6 mil
2013 – R$ 24,1 mil
Dívida líquida do setor público:
2002 – 60% do PIB
2013 – 34% do PIB
Lucro do BNDES:
2002 – R$ 550 milhões
2013 – R$ 8,15 bilhões
Lucro do Banco do Brasil:
2002 – R$ 2 bilhões
2013 – R$ 15,8 bilhões
Lucro da Caixa Econômica Federal:
2002 – R$ 1,1 bilhões
2013 – R$ 6,7 bilhões
Produção de veículos:
2002 – 1,8 milhões
2013 – 3,7 milhões
Investimento Estrangeiro Direto:
2002 – 16,6 bilhões de dólares
2013 – 64 bilhões de dólares
Reservas Internacionais:
2002 – 37 bilhões de dólares
2013 – 375,8 bilhões de dólares
Índice Bovespa:
2002 – 11.268 pontos
2013 – 51.507 pontos
Empregos Gerados:
Governo FHC – 627 mil/ano
Governos Lula e Dilma – 1,79 milhões/ano
Taxa de Desemprego:
2002 – 12,2%
2013 – 5,4%
Valor de Mercado da Petrobras:
2002 – R$ 15,5 bilhões
2014 – R$ 104,9 bilhões
Lucro médio da Petrobras:
Governo FHC – R$ 4,2 bilhões/ano
Governos Lula e Dilma – R$ 25,6 bilhões/ano
Falências Requeridas em Média/ano:
Governo FHC – 25.587
Governos Lula e Dilma – 5.795
Salário Mínimo:
2002 – R$ 200 (1,42 cestas básicas)
2014 – R$ 724 (2,24 cestas básicas)
Dívida Externa em Relação às Reservas:
2002 – 557%
2014 – 81%
Posição entre as Economias do Mundo:
2002 – 13ª
2014 – 7ª
Passagens Aéreas Vendidas:
2002 – 33 milhões
2013 – 100 milhões
Exportações:
2002 – 60,3 bilhões de dólares
2013 – 242 bilhões de dólares
Desigualdade Social:
Governo FHC – Queda de 2,2%
Governo PT – Queda de 11,4%
Taxa de Pobreza:
2002 – 34%
2012 – 15%
Taxa de Extrema Pobreza:
2003 – 15%
2012 – 5,2%
Mortalidade Infantil:
2002 – 25,3 em 1000 nascidos vivos
2012 – 12,9 em 1000 nascidos vivos
Estudantes no Ensino Superior:
2003 – 583.800
2012 – 1.087.400
Risco Brasil (IPEA):
2002 – 1.446
2013 – 224
Operações da Polícia Federal:
Governo FHC – 48
Governo PT – 1.273 (15 mil presos)
FONTES:
47/48 – http://www.dpf.gov.br/agencia/estatisticas
39/40 – http://www.washingtonpost.com
42 – OMS, Unicef, Banco Mundial e ONU
37 – índice de GINI: http://www.ipeadata.gov.br
45 – Ministério da Educação
13 – IBGE
26 – Banco Mundial
Notícias, Informações e Debates sobre o Desenvolvimento do Brasil: http://www.desenvolvimentistas.com.br
Como se vê, país avançou muito em pouco mais de uma década. Alguns números pioraram do fim do ano passado para cá, mas ainda são muito superiores ao passado e a piora é recente.
Desconhecer tudo isso, como fez Faustão, e difundir o derrotismo, o pessimismo a partir de opiniões tão pouco embasadas, baseadas em mera conjuntura – que, como demonstra o retrospecto acima, pode ser revertida  como foi a situação dramática do fim do governo Fernando Henrique Cardoso –, é triste.
Mas Marieta salvou o dia.
No mesmo domingo, porém, outros fatos políticos opuseram lucidez e estupidez.
O ex-ministro Guido Mantega voltou a ser agredido publicamente. Desta vez, com virulência ainda maior. As cenas impressionantes sugerem que a agressão poderia ter sido até física, se ocorresse em local que facilita a violência, como a rua.
Apesar de, nesta vez, o restaurante ter tomado providências ao retirar os agressores, infelizmente eles puderam dar seu showzinho.
Porém, mais uma vez, após a tempestade vem a bonança. O Blog do Luis Nassif publicou breve reflexão de lucidez que mostra que há muita gente, por aí, que sabe que não se pode deixar o fascismo proliferar dessa maneira e que a forma de impedir é divulgar evidências do perigo desse tipo de comportamento.
A histeria nazista
O clima de histeria fascista, inteiramente criado pela mídia que abandonou o jornalismo para fazer política, em breve produzirá vítimas fatais. Os argumentos racionais se tornaram inúteis, já que muitas pessoas – incrivelmente mal informadas – pensam com o fígado.
No filme Cabaret, de Bob Fosse, Brian (Michael York) fica muito impressionado com a atitude beligerante dos jovens nazistas que agridem um judeu. O nobre Maximiliam (Helmut Griem) diz que ele não se preocupe. “Vamos deixar que eles acabem com os comunistas, depois nós acabamos com eles”.
O tempo passa e, num almoço campestre, Brian e Maximilian assistem um jovem nazista cantar uma linda canção patriótica (O futuro me pertence) que contamina a todos, homens e mulheres se emocionam em louvor cívico. Briam comenta: “Você ainda acha que eles podem ser controlados?”.
Todos sabem quem tinha razão

Como se vê, o pior veneno pode vir em uma bela embalagem, muitas vezes em mensagens supostamente patrióticas, mas que contém nada além de ódio.
O fascismo (que permeou o surgimento do nazismo) inspirou-se no nacionalismo e na demonização de grupos acusados de ser responsáveis por todas as agruras do passado, do presente e do futuro. Algo como o que se vê na cena abaixo, o nacionalismo verde-amarelo e os demonizados de plantão.
marieta 1
Felizmente ou infelizmente – depende do ponto de vista –, não foi só. Um ínfimo grupo de representantes do Movimento Brasil Livre foi à inauguração da ciclovia da Paulista fazer provocação político-partidária, por a bela obra ter sido executada por uma prefeitura do PT. Contudo, todos os vídeos disponíveis mostram que foram manifestações isoladas de pessoas que querem impor seus pontos de vista a um direito da cidade de São Paulo de comemorar uma obra de seu interesse.

O grupo, de cinco pessoas, chegou a levantar faixas na altura da Praça do Ciclista, já nas imediações da Paulista com a rua da Consolação, mas a iniciativa foi considerada “afronta” e “provocação” por ciclistas e cicloativistas presentes – que devolveram com gritos de “fascistas, golpistas!” e “A  Petrobras é nossa!”. Nas camisetas usadas pelo grupo provocador havia o nome do movimento “Brasil Livre”, e, nas costas, a frase “Estatais gastaram mais que o previsto”.
Felizmente, assim como nos outros atos de intolerância, este último também foi enfrentado por um belo clima de festa, de congraçamento ante medida de interesse público que promete civilizar a cidade e que está sendo bem avaliada por especialistas e por expressiva parcela dos paulistanos, como mostra o vídeo abaixo, do insuspeito Estadão.
Enfim, foi um domingo intenso. Um domingo que resumiu o momento pelo qual passa o país, em que estupidez e lucidez disputam espaço.
Dirão que a estupidez está vencendo, mas não é bem assim. Os grupos que querem o quanto pior, melhor, podem estar se aproveitando da comoção episódica diante de ajustes pontuais na economia, mas este país tem potencial de sobra para superar essa conjuntura e voltar ao prumo em que vinha até há algum tempo e que acabará sendo retomado, que ninguém duvide.