Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quinta-feira, 31 de julho de 2014

HERANÇA DO FHC: INTERNET NÃO É A DA COREIA A Globo está ficando parecida com o telefone fixo

A Presidenta Dilma anunciou na CNI – onde deu uma surra – que quer uma internet tão eficiente quanto a da Coreia do Sul.

E por que não é ?

Por causa do Príncipe da Privataria.

Lá pelos anos 1997 e 98, o Governo (o bom e velho Estado) da Coreia do Sul investiu US$ 20 bilhões e levou a internet a todas as casas da Coreia do Sul.

Nessa mesma época, o Príncipe da Privataria realizou a patranha da privatização das teles.

Privatizou o que já estava velho, o telefone fixo !

Além das conhecidas patranhas, hoje cristalizadas no desastre da Oi e da Portugal Telecom, a privataria do Príncipe seguiu um plano elaborado pela consultoria americana McKinsey.

Concluída a privataria, os mesmos funcionários da McKinsey foram trabalhar nas beneficiárias da privataria.

Viva o Brasil !

Hoje, 16 anos depois, o Brasil tem que correr atrás da Coreia para fazer o que o Príncipe destruiu.

(Porém, a mais maldita das heranças do Príncipe o amigo navegante sabe qual é …)

Dilma quer 50 megas de largura de banda.

É porque a rapaziada cada vez faz mais vídeo – e menos vê os vídeos da Globo – e vídeo exige mais banda.
/////////////////
A Presidenta decidiu que vai fazer o leilão da 4G faça chuva ou sol.
Quem está contra ?
Primeiro, a Telefónica de Espanha, que precisa dizer ao CADE que chapéu vai usar: se fica sócia ou se é concorrente da Italia Telecom.
Segundo, a Oi, ou BrOi, que não tem dinheiro pro cafezinho.
O único jeito de a BrOi entrar na 4G será com dinheiro do Estado.
Ou seja, vai acelerar o processo de re-estatização da telefonia no Brasil.
(Nesse dia glorioso, a Dilma, no segundo mandato, deveria convidar o Príncipe para a solenidade…)
Quem também morre de medo do 4G é Globo.
Por que ?
A Globo precisa, agora – na edificante companhia das teles, implacavelmente vigiadas pelo Bernardo Plim-Plim (ou será Trim Trim?) – impedir que se instale a tecnologia 4G no Brasil.
Por que ?
E se houver um “apagão” do analógico, com a introdução da 4G: se todas as transmissões analógicas forem cortadas em 2015, como previsto ?
Quem não tiver aparelho digital não verá mais tevê.
E a Globo não tem ideia de quantos brasileiros compraram digital.
Nem quantos ainda tem analógico.
Vai dar um nó no Globope.
E sem Globope e BV a Globo Overseas vai pro saco.
A Globo não sabe quantos espectadores pode perder com o 4G !
E, por isso, ela não quer que a Presidenta Dilma instale o 4G.
E você, amigo navegante, que comprou uma tevê digital e quer assistir a seu filme, seu joguinho de futebol, não vai poder usufruir do 4G, porque os filhos do Roberto Marinho precisam trocar o jatinho !
Viva o Brasil !
É por isso que os Ataulfos (*) e os Gilberto Freires com “i” (**) estão aflitos…
A Globo está ficando parecida com o telefone fixo !
clique aqui para ler “o PT deve uma Ley de Meios ao Brasil !”.










Paulo Henrique Amorim

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Globo perde 35% da audiência. Esse Kamel … Sub-do-sub da FIFA vira o Dragão da Maldade !




Saiu na seção “Outro canal”, de Keila Jimenez, na Folha (*):

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/162514-record-aposenta-o-slogan-a-caminho-da-lideranca.shtml

(…)

Em 2004, a média diária da Globo (das 7h à meia-noite) era de 21,7 pontos em São Paulo. O SBT tinha a vice-liderança, com 8,4 pontos, e a Record registrava 4,2 pontos. Cada ponto equivale a 65 mil domicílios na Grande SP.

Em 2014, os números parciais, dos primeiros meses do ano, trazem a Globo com média diária de 13,8 pontos, uma perda de 35% de público. A Record registra 6 pontos, e o SBT, 5.



O infeliz que tiver assistido ao jornal nacional dessa terça-feira, 22, entenderá perfeitamente o que se passa na Globo.
É o desespero.
Só no Brasil, um serviço público, entregue a título precário a um concessionário, tem o direito de impor ao cidadão concedente seus interesses materiais e ideológicos de uma forma deliberadamente viciada.
Foi um espetáculo de desconstrução do Brasil.
Da primeira à última notícia.
O jornal nacional conseguiu transformar uma vitória de 100 milhões de internautas e do Governo – “Dilma aprova por unanimidade o Marco Civil” e “Aécio podia ir dormir sem essa” – num retumbante fracasso.
A Copa do Mundo, onde a Globo salva o faturamento que deixará de ter, daqui para a frente, é a glorificação de um tal de Volcke, sub-do-sub da FIFA, que encarna o Dragão da Maldade.
Ficará tudo para a ultima hora !
Como fica tudo para a ultima hora, em todos os eventos dessa natureza, no mundo inteiro.
Se o sub-do-sub tivesse ido ao estádio da abertura das Olimpíadas de Londres, na véspera da abertura, diria a mesma coisa: que horror, esses ingleses ineptos ! Tudo para a ultima hora.
Mas, aqui, os provincianos que não saem do circuito Barra-Projac pensam que o espectador é idiota.
Que já não viu jogo ser jogado no Itaquerão.
Que o Mané Garrincha não é um elefante branco.
Não vai ter Copa !, brada o jornal nacional.
Mas, o faturamento da Globo com a Copa, no Brasil ou na Malásia, este está garantido.
O jornal nacional dessa terça-feira embalou uma barriga da Folha – aqui desmascarada pelo Fernando Brito no Tijolaço – numa “matéria” essencialmente anti-televisiva: era uma leitura de jornal na tevê.
Ou seja, um editorial.
(É a corrente de elos Golpistas: jornais de audiência decrescente pautam o jornal nacional de audiência decrescente, que pauta o Congresso, de representatividade decrescente, que pauta o jornal nacional do “i”… )
É por isso que a Globo desaba.
Porque trocou informação por opinião – Golpista.
A Globo precisa eleger Aécio ou o Dudu.
Desesperadamente.
É a única forma de impedir o avanço do progresso – e a sua obsolescência.
De impedir a fuga em massa de espectadores para a internet, ainda mais com o Marco Civil.
Aos domingos, onde a audiência do Fantástico se iguala ao nível das aguas do Alckmin, o pessoal subiu de vida e foi à pizzaria, foi visitar a sogra com o carro que comprou a prazo – e paga em dia, para desespero da Urubóloga …
Do 4G e o apagão do analógico: a Globo não sabe quantos espectadores perderá, porque não tem como controlar quantos substituirão o analógico por digital
Do fim da tevê a cabo, com a inevitável introdução da tecnologia da Aero.
Uma maquininha infernal que, por dúzia de dólares por mês, leva à sua tevê, em casa, qualquer imagem que tenha sido exibida em rede aberta.
Isso vai fechar o cabo e cortar o faturamento das emissoras abertas – como a Globo – que ganham dinheiro para fornecer conteúdo ao cabo.
Mesmo que a Suprema Corte americana vote com as Globos de lá, qualquer dia desses um menino do Pavão-Pavãozinho, com um computador comprado nas Casas Bahia, “oferece” o Aero ao distinto público.
Só Aécio e Dudu podem impedir a introdução da tecnologia do 4G no Brasil.
A audiência da tevê aberta não justificará a tabela de preços da Globo.
Vai ter Copa no Brasil.
O que não vai ter é a Globo, depois da Copa.
Se o Dudu e o Aécio não se elegerem.



Em tempo: o jornal nacional se transformou, também, num veículo da ideologia do “não, não somos racistas” do Ali Kamel, aqui chamado de Gilberto Freire com “i” (*).

Ele deu destaque excepcional a uma decisão – reacionária, segundo o New York Times – do presidente da Suprema Corte americana (nomeado por George Bush, filho, aquele herói do Iraque), que conferiu aos Estados o direito de, por plebiscito, decidir sobre as cotas nas universidades.

Como se sabe, a Suprema Corte brasileira – por UNANIMIDADE e com a relatoria brilhante de Ricardo Lewandowski – aprovou as cotas nas universidades.

Mas, o “i” não se conforma.

Porque, segundo ele, quase não há negros no Brasil.

Portanto, não há necessidade de beneficiá-los.

Um jenio.

Mas, como onde há muita opinião não há opinião, seria interessante o dr Roberto saber que um empregado usa seu produto para defender ideia tão popular – e só dele.

Quem sabe o “i” não sobe o Pavão-Pavaozinho para defender um plebiscito sobre as cotas ?

Depois não entendem por que a Globo perde 35% da audiência em 10 anos.

Se a Globo não fosse uma para-estatal, que vive de BV que os petistas não podem usar, ia todo mundo pra rua.

Os filhos do Roberto Marinho – que não têm nome próprio – inclusive.


Paulo Henrique Amorim


(*) Ali Kamel, o mais poderoso diretor de jornalismo da história da Globo (o ansioso blogueiro trabalhou com os outros três), deu-se de antropólogo e sociólogo com o livro “Não somos racistas”, onde propõe que o Brasil não tem maioria negra. Por isso, aqui, é conhecido como o Gilberto Freire com “ï”. Conta-se que, um dia, D. Madalena, em Apipucos, admoestou o Mestre: Gilberto, essa carta está há muito tempo em cima da tua mesa e você não abre. Não é para mim, Madalena, respondeu o Mestre, carinhosamente. É para um Gilberto Freire com “i”.

domingo, 13 de abril de 2014

A resposta da Globo a Dilma


A coluna da jornalista Monica Bergamo na Folha de São Paulo da última quinta-feira feira (10) deu uma informação algo surpreendente: na segunda-feira (8), a presidente Dilma Rousseff recebeu o vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, que foi a ela com pleitos sobre a suposta interferência da rede de telefonia celular 4G na transmissão de tevê digital.
Segundo a jornalista em questão, Dilma teria manifestado a Marinho desconforto com o noticiário da Globo contra o governo federal. A matéria, tal como foi veiculada na coluna de Bergamo, deixa entender que a presidente teria, de alguma forma, vinculado o atendimento do pleito do barão da mídia a maior comedimento no partidarismo político da Globo.
Não se sabe se houve mesmo algo nesse sentido, mas não parece verossímil que Dilma propusesse tal barganha. O mais provável é que ela apenas tenha aproveitado a oportunidade, mas sem proposição de qualquer troca de favores. Até porque, para os barões da mídia seria uma troca muito aquém de suas pretensões hegemônicas.
Seja como for, Dilma teria ponderado com Marinho que sua emissora vem “carregando nas tintas” do noticiário contra o governo federal, e não só no caso Petrobrás. O Jornal Nacional da mesma terça-feira em que o vice-presidente da Globo e a presidente da República se encontraram teve 16 minutos de pancadaria contra o governo.
O telejornal em questão tem duração de pouco mais de 30 minutos. Ou seja: a Globo gastou metade de seu principal telejornal para atacar o governo com atraso nas obras da Copa, críticas à economia e, claro, com ataques à Petrobrás.
Naquele mesmo dia, enquanto Dilma e Marinho se encontravam, Lula dava entrevista a blogueiros…
Na noite do mesmo 8 de abril, o Jornal Nacional começou a artilharia com uma matéria sobre atraso em obras da Copa que durou 4:01 minutos. Mais 2:27 minutos foram gastos com o tema que levou Marinho a Dilma, a interferência da rede 4G na TV digital. E mais pancadaria sobre o governo com matéria sobre baixocrescimento da economia que durou 35 segundos, com o caso do deputado André Vargas por 2:47 minutos, com ataques à Petrobrás por 3:08 minutos, com a CPI da Petrobrás por mais 2:36 minutos. No total, foram 15 minutos e 56 segundos de espancamento do governo.
Até aí, a ponderação de Dilma com Marinho talvez não pudesse ter surtido efeito; tinham conversado horas antes da edição massacrante do JN. Vejamos, então, o que ocorreu nos dias seguintes.
Em 9 de abril, em 5 minutos de Jornal Nacional, durante 21 segundos o primeiro ataque ao governo Dilma se dá na questão da energia elétrica, supostamente subfaturada aos brasileiros por razões políticas. Eis que, como que para afetar “isenção”, o JN apresenta uma reportagem de 1:05 minuto desfavorável ao PSDB, sobre oracionamento de água que já ocorre na grande São Paulo, mas a Globo não diz. E a reportagem não toca na responsabilidade do governo Alckmin, apenas apresenta o problema que pode se abater sobre a grande São Paulo. Porém, logo o telejornal retoma o ataque ao governo. Foram 2:38 minutos para o deputado André Vargas, 2:04 minutos para a inflação, 2:58 minutos para a CPI da Petrobrás. Ao total, foram 7:23 minutos contra o governo do PT e 1:05 minuto contra o do PSDB.
Em 10 de abril, dia da nota na Folha sobre a queixa de Dilma a Marinho, mais 2:19 minutos para inflação, 2:02 minutos para incentivar as pessoas a economizarem água em São Paulo (uma bela ajuda a Alckmin), 2:39 minutos para criticar atraso nas obras das Olimpíadas de 2016, 38 segundos (isso mesmo, 38 segundos) para noticiar que o ex-ministro de FHC e candidato de Aécio ao governo de Minas Gerais (Pimenta da Veiga) foi indiciado por lavagem de dinheiro, 43 segundos contra o deputado André Vargas, 4:25 minutos para vincular Dilma e Lula a compra por FHC em 2001 de usinas termelétricas da Alstom (o que obrigou os petistas a manterem contratos que o tucano assinou), 23 segundos contra a Petrobrás e 1:44 minutos para dar razão à oposição contra o governo na ampliação do escopo da CPI da Petrobrás, atacando decisão de Renan Calheiros de permitir a investigação, também, de escândalos envolvendo PSDB e PSB. No total, foram 12:23 minutos contra o governo, 2:02 minutos a favor de Alckmin e 43 segundos contra o PSDB.
Em 11 de abril, o JN começa com Dilma na defensiva, dando explicações sobre a inflação em matéria de 52 segundos. Em seguida, notícia distorcida de 2:21 minutos de duração sobre recuo na atividade econômica, reportagem de 23 segundos sobre problemas nas obras da Copa, reportagem de 1:57 minuto sobre corrupção na Petrobrás, mais 1:36 minuto sobre o mesmo tema e mais 33 segundos sobre o doleiro envolvido com o deputado André Vargas. Desta vez, foram “só” 7:10 minutos, mas só contra o governo Dilma e o PT, sem nada contra a oposição.
Em ano eleitoral, quando a mídia escolhe maioria tão avassaladora de matérias desfavoráveis a um lado e gasta tão pouco contra o outro lado, provoca efeitos eleitorais. Alguns dirão que tudo que o JN noticiou contra o governo Dilma e o PT tinha que ser noticiado. Só que não existem problemas só desse lado.
O caso de Pimenta da Veiga, candidato do presidenciável Aécio Neves ao governo de Minas e que foi indiciado por lavagem de dinheiro, por certo mereceria bem mais do que 38 segundos. O racionamento de água no maior centro urbano da América Latina – bem como as responsabilidades pelo problema – mereceria muito mais atenção de um jornalismo sério. O escândalo do cartel de trens em São Paulo, já em fase adiantada de investigação, inclusive com políticos do PSDB sendo investigados pelo STF, esse sumiu de vez.
Ao deputado André Vargas poder-se-ia contrapor Robson Marinho, homem forte do tucanato paulista no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e que está envolvido até o pescoço no escândalo dos trens paulistas, mas continua trabalhando normalmente. Ou poder-se-ia contrapor o caso de Pimenta da Veiga, muito mais grave. Mas o JN faz suas escolhas…
O que impressiona é a presidente Dilma ter achado – se é que a matéria de Monica Bergamo é verdadeira – que poderia chamar um dos irmãos Marinho à razão. Aliás, melhor dizendo, chamá-lo à responsabilidade, já que, por ser uma concessão pública, a faixa do espectro radioelétrico que a Globo ocupa não pode ser usada com fins político-partidários.