Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista
Mostrando postagens com marcador IstoÉ. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador IstoÉ. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Será que não tem Google na sede da IstoÉ?

istoE capa

Não param de surgir informações pouco abonadoras sobre a pessoa que convenceu a revista IstoÉ de que seria fonte suficientemente crível para um ataque “mortal” contra o líder de intenções de voto para presidente da República em 2018, Luiz Inácio Lula da Silva.
Confira, abaixo, a acusação básica da revista ao ex-presidente.
“O personagem que estampa a capa desta edição de ISTOÉ chama-se Davincci Lourenço de Almeida. Entre 2011 e 2012, ele privou da intimidade da cúpula de uma das maiores empreiteiras do País, a Camargo Corrêa. Participou de reuniões com a presença do então presidente da construtora, Dalton Avancini, acompanhou de perto o cotidiano da família no resort da empresa em Itirapina (SP) e chegou até fixar residência na fazenda da empreiteira situada no interior paulista. A estreitíssima relação fez com que Davincci, um químico sem formação superior, fosse destacado por diretores da Camargo para missões especiais. Em entrevista à ISTOÉ, concedida na última semana, Davincci Lourenço de Almeida narrou a mais delicada das tarefas as quais ficou encarregado de assumir em nome de acionistas da Camargo Corrêa: o transporte de uma mala de dinheiro destinada ao ex-presidente Lula. ‘Levei uma mala de dólares para Lula’, afirmou à ISTOÉ. É a primeira vez que uma testemunha ligada à empreiteira reconhece ter servido de ponte para pagamento de propina ao ex-presidente. Ele não soube precisar valores, mas contou que o dinheiro foi conduzido por ele no início de fevereiro de 2012 do hangar da Camargo Corrêa em São Carlos (SP) até a sede da Morro Vermelho Táxi Aéreo em Congonhas, também de propriedade da empreiteira. Segundo o relato, a mala foi entregue por Davincci nas mãos de um funcionário da Morro Vermelho, William Steinmeyer, o ‘Wilinha’, a quem coube efetuar o repasse ao petista. “O dinheiro estava dentro de um saco, na mala. Deixei o saco com o dinheiro, mas a mala está comigo até hoje”, disse. Dias depois, acrescentou ele à ISTOÉ, Lula foi ao local buscar a encomenda, acompanhado por um segurança. ‘Lula ficou de ajudar fechar um contrato com a Petrobras. Um negócio de R$ 100 milhões’, disse Davincci de Almeida. A atmosfera lúdica do desembarque de Lula na Morro Vermelho encorajou funcionários e até diretores da empresa a posarem para selfies com o ex-presidente. De acordo com Davincci, depois que o petista saiu com o pacote de dinheiro, os retratos foram pendurados nas paredes do hangar. As imagens, porém, foram retiradas do local preventivamente em setembro de 2015, quando a Operação Lava Jato já fechava o cerco sobre a empreiteira (…)”
O acusador diz que levou uma mala de dinheiro em uma empresa de táxi aéreo e que Lula foi lá buscar. Ocorre que eventuais passagens do ex-presidente por essa empresa de táxi aéreo nunca foram novidade . Eram frequentemente citadas na imprensa. O tal Davincci não trouxe novidade alguma à IstoÉ.
Falta de credibilidade parece ser o conjunto da vida desse indivíduo. Espalha-se como fogo sua trajetória de criações fantásticas. Tudo indica que se trata de alguém com problemas mentais. Chega a ser estarrecedor que a IstoÉ tenha usado tal fonte.
Confira, abaixo, as peripécias de Davincci Lourenço de Almeida, o homem que fez a IstoÉ pagar um mico de proporções épicas.
istoE 1
istoE 2
istoE 3
IstoE 4
istoE 5
istoE 6
Qualquer busca por aí resultará em muito mais fatos impressionantes sobre a fonte que deu a capa da IstoÉ desta semana. Será que não tem Google na sede da revista? Valeria dar uma busca no nome de suas fontes. Economizaria seu tempo e o nosso.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Mídia, empresários e PSDB prometeram que golpe consertaria economia

Posted by 
caos capa

O impeachment de Dilma Rousseff foi vendido pela mídia, pelos grandes empresários e pelos políticos golpistas (PSDB e PMDB à frente) como panaceia para a crise econômica. Com base nesse estelionato político, grande parte da população apoiou o golpe.
caos 1Em dezembro de 2015, o jornal Valor Econômico afirma que “Empresários querem que processo de impeachment corra de forma rápida” para destravar a economia
Em maio de 2016, o jornal O Globo afirma que “A aprovação do impeachment da presidente Dilma Rousseff abre espaço para uma retomada de confiança na economia brasileira”
Em agosto de 2016, a revista IstoÉ afirma que “Empresários aguardam o afastamento definitivo de Dilma Rousseff   para retomar investimentos”
Em setembro de 2016, o Correio Brasiliense afirma que “Para especialistas, PIB do país deve melhorar com impeachment de Dilma”.
Também em setembro, o dono da Riachuelo afirma que “Com impeachment, agonia [da economia] será curta”
Para não me estender muito, fecho as previsões empresariais, políticas e midiáticas de melhora na economia com o impeachment de Dilma com a previsão de um entre uma horda de políticos de direita que afiançaram à sociedade que o golpe resolveria tudo.
Em agosto do ano passado, o senador pelo PSDB mineiro Aécio Neves afirma que “Saída de Dilma é essencial para a retomada da economia”
Ou seja, o apoio de parcela majoritária da sociedade ao golpe decorreu de um estelionato político perpetrado a seis mãos pelo grande empresariado, pela mídia conservadora e por políticos de direita, que prometeram à população que tudo se resolveria como por mágica se a democracia fosse estuprada.
Contudo, muitos avisaram que era mentira. Este Blog, por exemplo, em abril do ano passado escreveu o seguinte:
“(…) A incerteza jurídica que se abaterá sobre um país que tira uma governante honesta e coloca picaretas investigados e processados em seu lugar terá repercussões imensas na vida econômica do país.
(…)
Se o golpe vingar, portanto, sobrevirá uma era de incertezas e de choques violentos na sociedade.
(…)
O que iria convulsionar o país e afundá-lo econômica e institucionalmente seria a forma como os golpistas iriam governá-lo se o golpe passasse. O desmonte de políticas públicas que tanto melhoraram a distribuição de renda e o nível de pobreza é um dos objetivos dos golpistas. E esse desmonte irá ocorrer.
De início, o desmonte do Estado de Bem Estar social edificado ao longo da era petista será levado a cabo timidamente. Com o passar do tempo, o ritmo será acelerado.
(…)
Tudo isso irá gerar um conflito social imenso, de proporções e intensidade imprevisíveis. Após mais de uma década melhorando de vida ano a ano, a maioria pobre dos brasileiros descobrirá que cometeu um erro imenso ao condescender com o golpe (…)”
Mas não foi só o Blog da Cidadania que previu o desastre. Bradando no deserto como esta página, a imprensa séria também avisou a desestruturação da economia que o golpe iria gerar.
caos 2Como se vê na matéria da BBC, foram os analistas internacionais que alertaram o Brasil para a insensatez que seria levar a cabo um longo processo de impeachment após um ano inteiro (2015) de sabotagens, com o Congresso, sob Eduardo Cunha, recusando-se a aprovar qualquer medida de Dilma Rousseff para sanear a economia e ainda criando as tais “pautas-bomba”, as quais criavam despesas no momento em que havia que conter gastos.
Isso sem falar na Lava Jato, que paralisou a Petrobrás e o setor de construção pesada brasileiro, responsável por uma fatia enorme do PIB.
Com a sabotagem e o longo processo de impeachment, a economia afundou. Mas não foi só. Ao passo que a economia afundava, instaurou-se um processo fascista no Brasil, com aumento da intolerância e do ódio.
Sob a “liderança” dos conservadores tucanos e peemedebistas, hordas fascistas se espalharam. Ministros de Estado, governadores de Estado, lideranças políticas de todo o país começaram a pregar contra o “politicamente correto” e a pregar a intolerância.
Na economia, o golpe foi mortal. Da derrubada de Dilma em abril para cá, a economia, em vez de melhorar como os golpistas prometiam, piorou. Basta uma busca no Google para comprovar.
caos 3Mas o caos legado pelo golpe não piorou só a economia (em boa parte, devido ao fato de que ninguém quer investir em país com democracia mambembe). A sociedade está enlouquecendo. Um massacre de presidiários em Manaus abriu a caixa de Pandora.
Políticos de direita como Bolsonaro, Feliciano, membros do governo Temer e o próprio governador do Amazonas começaram a defender chacinas de presidiários
A reação não tardou. Organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) começaram a promover mais chacinas em presídios e, vendo a comemoração dos setores enlouquecidos da sociedade, já partem para a radicalização.
Enquanto a mídia tucana minimiza o risco, o respeitado diário espanhol El País avisa que a organização criminosa promete promover ataques à população nesta terça-feira, dia 17 de janeiro.
Se vai se concretizar, tudo vai depender das negociações do tucano Geraldo Alckmin com o movimento – desde 2006, os governos tucanos de São Paulo vêm negociando com o PCC para que não promova ataques como o daquele ano.
Enquanto o país afunda por conta do golpe, os golpistas propriamente ditos e sua militância do ódio comemoram a derrubada do PT do poder após 4 mandatos e 13 anos vencendo sucessivas eleições contra os fascistas tucanos. Enquanto o país pega fogo, só conseguem se masturbar com o processo fraudulento que extinguiu a democracia brasileira.
A má notícia é que vai piorar, já que os golpistas pensam que estão abafando.
Menos mal que vão finalmente desencadear uma revolução francesa no Brasil. Esses que comemoram o golpe enquanto berram que são “ricos” vão se arrepender amargamente do que fizeram. O povo irá para cima deles. É só esperar.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

O tamanho de Aécio Neves

Ainda que estejam tentando criminalizar críticas de cidadãos ao PSDB e aos seus expoentes na política, esse é um direito democrático do qual abrir mão significa consentir com uma legítima ditadura, na qual um partido político – que, inclusive, governa o país – pode ser execrado, acusado de tudo e mais um pouco, muitas vezes sendo caluniado, e outro partido, de oposição ao primeiro, trata como “crime” qualquer crítica que receber.
A política comporta jogo sujo desde sempre. Na era da internet, há quem use e abuse do anonimato para difamar, ameaçar, enfim, fustigar de todas as formas os adversários políticos. Alguns casos são realmente criminosos.
Um exemplo de atuação do “submundo” da grande imprensa contra políticos é a ficha policial falsa da hoje presidente Dilma Rousseff, publicada em 2009 no alto da primeira página do maior jornal do país, a Folha de São Paulo. Segundo o próprio jornal, essa suposta ficha policial lhe chegou por e-mail e, sem checagem alguma de sua veracidade, foi publicada com o maior destaque possível contra a então ministra-chefe da Casa Civil do governo Lula.
Periciada, a ficha se mostrou falsa como uma nota de 3 reais. Dilma Rousseff, então possível candidata a presidente da República no ano seguinte, abriu mão de tomar medidas judiciais não só contra quem fez a falsificação, mas contra quem a divulgou com grande estardalhaço.
No mesmo ano, o mesmo jornal publica o que chamou de “análise” sobre o então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O texto foi escrito por César Benjamin, ex-candidato a vice-presidente na chapa da senadora pelo PSOL Heloisa Helena, candidata a presidente na eleição de 2006. Naquele texto, o autor acusou o homem que governava o Brasil de ter tentado estuprar um colega de cela enquanto permaneceu preso no DOPs, em 1971.
Lula e Dilma, para resumir, sofreram, ao longo dos últimos 12 anos, inúmeros ataques do “submundo” da grande imprensa e do da internet. Na eleição de 2010, por exemplo, foi criado um site que “acusava” a então candidata Dilma de ser “homossexual” e, para “comprovar” a “acusação”, chegou a postar foto da “amante” dela.
Na internet, o que se vê contra Lula, Dilma e o PT é estarrecedor. Não é preciso nem pesquisar para saber que o que se diz aqui é verdade. Nunca, porém, houve uma ação do partido ou do ex-presidente ou da atual presidente para caçar essas pessoas que atuam dessa forma, inclusive contra aquelas pessoas que fazem isso de dentro de órgãos públicos.
Na última terça-feira, o Diretor da Sucursal da Revista ISTOÉ em Brasília, Paulo Moreira Leite, divulgou em seu blog, hospedado no portal da revista, a opinião de que “A caçada a blogueiros simpáticos às conquistas criadas no país depois da posse de Lula, em 2003, iniciada com a investigação sobre um suposto ‘bunker’ do PT na prefeitura de Guarulhos, deve ser visto como aquilo que é. Uma tentativa autoritária de silenciar vozes que divergem do monopólio político da mídia”.
Essa “caçada” aos críticos a que Moreira Leite se refere foi desencadeada pelo PSDB e seu pré-candidato a presidente da República, Aécio Neves, e conta com apoio de grandes meios de comunicação.
Nenhum desses blogueiros que o PSDB pôs a grande mídia para “caçar” fez nada parecido com o que fizeram com Lula ou Dilma ao longo dos últimos anos. Nunca se inventou nada, aqui ou em outros blogs críticos do PSDB, contra o partido ou seus candidatos. Sobretudo do ponto de vista pessoal. Tratam-se de críticas políticas e administrativas.
Claro que, como há pessoas que usam o anonimato na internet para difamar e caluniar Dilma, Lula e o PT, há correspondentes que fazem o mesmo contra o PSDB e seus expoentes. Contudo, esse expediente é usado valendo-se do anonimato, de pessoas que atacam sem se expor, sem assumir pessoalmente o que dizem.
Este blog recebe ataques desse tipo de gente aos montes. Abaixo, um dos exemplos de ataques que um contingente de anônimos já fez contra esta página e seu autor.
Esse ataque, por ter sido o pior que este Blog já recebeu, foi divulgado aqui no post O monstro da caixa de comentários.
Porém, o que se sabe é que esse tipo de ataque não tem maior força. Ninguém são dá importância a esse tipo de coisa, ou mesmo a acusações sem provas feitas por anônimos. Esse tipo de ação busca apenas desgastar o alvo emocionalmente. E, em geral, é perpetrado por gente extremamente ignorante, que obtém o resultado inverso ao pretendido.
Dilma ou Lula jamais se deram ao trabalho de caçar pessoas que usam o anonimato para cometer crimes virtuais. A estatura dessas duas pessoas públicas tem uma dimensão que lhes permite ignorar ataques parecidos, praticados inclusive por grandes jornais como a Folha de São Paulo, nos exemplos supracitados.
A caçada a blogueiros comentada por Paulo Moreira Leite, antes de tudo revela a estatura do homem que pretende disputar com Dilma – e, indiretamente, com Lula – a Presidência da República. Com suas dezenas de advogados, com seus meios de comunicação “parceiros” e com autoridades “amigas”, Aécio Neves mostra que não está à altura dos dois petistas com os quais disputará a sucessão presidencial.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Isto É jornalismo? Resposta à calúnia da revista

Se fosse calcular quanto despendi para manter este Blog desde 2005, provavelmente desistiria de editá-lo. Não só pelo custo com hospedagem da página na internet, com deslocamentos e ligações telefônicas para apuração de matérias, mas com o tempo gasto para produzir tudo o que o Blog da Cidadania produz há cerca de nove anos.
Aliás, minha atividade como blogueiro sofre oposição da família há anos, pois esposa e filhos acham que eu deveria me dedicar mais ao trabalho remunerado por conta de minha quarta filha, Victoria, de 15 anos, que padece de grave enfermidade neurológica e que, portanto, requer considerável dispêndio de recursos financeiros.
Porém, como representante comercial autônomo sou dono do meu tempo e, assim, não abro mão desta empreitada já quase decenal. Este Blog faz com que me sinta útil à sociedade. Após passar 4/5 da vida sentindo-me amordaçado como tantos outros brasileiros, e ainda tendo que ver esses grandes grupos de mídia mentirem, deturparem fatos, é um bálsamo poder finalmente dizer o que penso, divulgar o que julgo necessário e saber que muitos leem.
Ao longo de quase uma década como blogueiro, de alguns anos para cá passei inclusive a receber propostas de veiculação de publicidade nesta página, o que me permitiria inclusive uma dedicação maior a este trabalho. Além de publicidade oficial que praticamente todo veículo jornalístico recebe, eu poderia pôr aqui publicidade do Google – que sempre rende um bom dinheirinho – e, inclusive, pedir doações aos leitores, como fazem tantos blogueiros.
Como tenho que trabalhar em outra atividade para me sustentar, como mantenho sempre o mesmo ritmo como blogueiro há muitos anos – em geral, um post por dia – e por saber que, se transformasse este blog em um negócio acabaria tendo que dispender mais tempo com ele, sempre recusei ofertas de veiculação de publicidade oficial – isso mesmo, já recusei inúmeras ofertas, inclusive de órgãos públicos.
A única coisa que aceitei, ao longo dos anos, foram as ofertas de doação dos leitores. Generosamente, eles vêm me ajudando a manter a página, mas todas as doações foram feitas por oferta deles após eu mencionar, há alguns anos, que estava com dificuldades porque, com o crescimento da audiência, o blog estava saindo do ar com frequência porque eu não podia pagar servidores mais parrudos para arcar com o imenso banco de dados e os acessos crescentes.
Contudo, como não institucionalizei o processo de doações de leitores como tantos outros blogs fazem, em geral as pessoas acabam esquecendo de doar e fico constrangido em “cobrar”.
Poderia, por exemplo, colocar aquele recurso que permite aos leitores doarem com cartão de crédito, do qual seria debitado mensalmente um valor. Mas o fato é que sinto certo constrangimento e acabei empurrando com a barriga e nunca oficializando pedidos de doações. Assim, arrecado bem menos do que poderia.
Já deveria ter inclusive colocado propaganda do Google. O desenvolvedor desta página diz que com a audiência que tem o Blog eu levantaria um bom dinheirinho. Contudo, vou sempre empurrando com a barriga e acabo não fazendo.
Pois bem: há mais ou menos uns 3 meses, recebo ligação no celular de uma moça de uma agência de publicidade dizendo que a Prefeitura de Guarulhos queria anunciar no meu Blog. Diferentemente de outras vezes, até por conta das dificuldades causadas por expressivo aumento que a empresa que hospeda esta página aplicou, disse à moça que “tudo bem”.
Passaram-se várias semanas e eis que recebo e-mail da mesma agência com a proposta de veiculação de campanha da Prefeitura de Guarulhos neste Blog. Assim, no dia 4 de abril, pela primeira vez desde 2005, passei a divulgar publicidade de um órgão público. A primeira campanha foi de 30 dias. Em maio, foi renovada.
Não conheço ninguém da Prefeitura de Guarulhos. Não conheço o prefeito, não conheço o secretário de Comunicação. Ninguém, absolutamente ninguém. Nunca me reuni com ninguém. Nunca falei ao telefone com ninguém.
A esta altura, alguns dos leitores desta página devem ter tomado conhecimento de matéria da edição desta semana da revista IstoÉ que, de forma leviana e até criminosa, acusa este Blog e a revista Fórum de integrarmos um “Bunker da calúnia” montado pela Prefeitura de Guarulhos para atacar Aécio Neves.
A matéria mistura este Blog e a revista Fórum com caso recente envolvendo uma servidora da Prefeitura de Guarulhos que postou críticas ao pré-candidato a presidente da República Aécio Neves usando os computadores daquele órgão público, o que é ilegal. A Folha de São Paulo divulgou o caso com grande estardalhaço, como sempre defendendo tucanos.
Todavia, casos assim, envolvendo servidores de órgãos públicos que decidem fazer política na internet usando equipamentos públicos, são comuns.
No fim do ano passado, a então ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, divulgou nota comentando ofensas sofridas por ela em dois perfis do Facebook (“Gleisi Indelicada” e “Gleisi Não”), que acabaram desativados pela rede social após determinação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).  Informações do próprio Facebook dão conta de que as páginas eram financiadas por José Gilberto Maciel, cargo comissionado da Agência Estadual de Notícias (AEN), o órgão de comunicação oficial do Governo do Estado do Paraná.
Há, também, o caso envolvendo o filho do tucano Xico Graziano, que trabalha no Instituto Fernando Henrique Cardoso e que vinha disseminando informações falsas sobre um dos filhos do ex-presidente Lula usando os computadores do IFHC.
O filho de Graziano disseminava pela internet boatos contra Lulinha dizendo-o sócio da Friboi, dono de um jato executivo da Gulfstream e de uma grande propriedade rural. A foto da propriedade utilizada na fraude é, na verdade, da sede da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), faculdade localizada em Piracicaba e ligada à Universidade de São Paulo. Tampouco existe jatinho algum e obviamente o filho de Lula não é sócio da Friboi.
Apesar de esses casos de uso de equipamentos públicos contra petistas não terem despertado a fúria da mídia tucana, o caso da Prefeitura de Guarulhos provocou uma revolução na mídia.
Tudo começou com matéria do jornal O Globo traçando o perfil de nove blogueiros – entre os quais, este que escreve – que entrevistaram Lula no dia 8 de abril deste ano. O Globo mencionou o banner da Prefeitura neste e em outros blogs que entrevistaram o ex-presidente, insinuando, por exemplo, que um banner que está aqui há cerca de 45 dias é a razão de tudo que esta página publica, apesar de ser a primeira publicidade oficial que este Blog teve em 9 anos.
Enfim, a matéria de IstoÉ configura calúnia e difamação desde o título. Renato Rovai, editor da revista Fórum, já adiantou que estuda medidas judiciais contra a IstoÉ. Este Blog ainda irá avaliar. Até porque, milhares de pessoas que leem esta página há quase uma década sabem muito bem que ela nunca teve publicidade oficial além dessa que aqui está há um mês e pouco.
Não existe maior preocupação inclusive com investigação da Prefeitura de Guarulhos que o PSDB conseguiu abrir no Ministério Público usando como desculpa o caso da servidora daquela administração que fez bobagem e que inclusive já foi demitida. Podem procurar à vontade que não encontrarão nada ligando esta página ao caso.
A matéria da IstoÉ não é jornalismo, mas um release para o PSDB e para Aécio Neves, que se diz “caluniado” por este Blog por ter, em 2012, respondido a ataque que o hoje pré-candidato tucano fez à época ao ex-presidente Lula, chamando-o de “chefe de facção”.
A matéria desta página que a IstoÉ cita como ofensiva a Aécio Neves alude ao noticiário de 2011, quando o tucano foi parado no Rio de Janeiro em uma blitz da lei seca e teve sua carteira de motorista apreendida por se recusar a fazer o teste do bafômetro. Abaixo, vídeo de matéria da Globo sobre o assunto.


A matéria da IstoÉ causa indignação por fazer afirmações sobre o que não pode ser provado – que este Blog ou a revista Fórum publicam o que publicam por serem pagos pela Prefeitura de Guarulhos – e, mais do que isso, por a revista não ter se dado ao trabalho de ouvir aquela prefeitura, este blogueiro e a Fórum e, de forma mentirosa, dizer que tentou nos ouvir.
Não ouviu coisa nenhuma. IstoÉ não me procurou, não procurou Renato Rovai e desconfio de que tampouco procurou a Prefeitura de Guarulhos.
Seja como for, minha preocupação com esse caso é zero. Não sou filiado ao PT, não presto serviços ao PT, não recebi proposta de veiculação do banner daquela prefeitura sob condição alguma. E se eu prestasse serviços ao PT, seria absolutamente legítimo. Mas nunca tive esse tipo de relação com partido nenhum, com administração pública nenhuma.
Mas, claro, há que avaliar muito bem a matéria da revista. Nos próximos dias, encaminharei à publicação um pedido de explicações e a minha versão dos fatos, além de levar a cabo as consultas jurídicas que se fazem necessárias. Vários jornalistas da grande mídia vêm caluniando blogueiros que simpatizam com Lula, Dilma e o PT e isso já foi longe demais.