Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

MANCHETES PEDAGÓGICAS DESTA SEXTA- FEIRA 27-08- 2010


[24 horas depois que Dilma abriu 20 pontos sobre Serra]

* Jornal do Brasil: 'Só um escândalo derruba Dilma'

* Globo: 'Núcleo da Receita no ABC devassou dados de 140'

*Zero Hora: 'Oposição se une em ataque ao PT pela quebra de sigilos'

*Estadão: 'Suspeitos de violar sigilo de tucanos são blindados pela Receita'

*Globo online: 'Numa última tentativa, a ordem, ainda que não consensual na campanha tucana, foi de jogar todas as fichas no episódio da violação do sigilo fiscal... "

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Carta Diária Óleo do Diabo, Quinta-Feira 22 de julho de 2010

Óleo do Diabo


Que merda, há anos que não acontecia isso! Perdi um post inteiro. E estava super-legal!!! Ai, ai, ai.



No post perdido, eu havia observado sobre o aspecto ridículo de satanizar a mulher apenas porque ela é do ABC. Lembrei que a moça não é filiada a partido político (e se fosse? que que tem?), há anos não se envolve com questões sindicais (e se se envolvesse, e daí?) e que o sindicato ao qual ela é filiado sequer é ligado a alguma central (e se fosse?).

Comentei também sobre a decisão do PSDB de desistir de participar da campanha de forma propositiva, e adotar uma estratégia monótona, de fazer o joguinho midiático. Só fala em dossiê. O problema dos tucanos é que eles não perceberam que os donos da mídia não são especialistas em eleições. Sabem algumas coisas, mas costumam se aferrar a fatos que, embora influenciem um setor específico da classe média, são solenemente ignorados pela maior parte da população brasileira, que tem mais o que fazer do que ser manipulada pelos cupinchas de Kamel e Otavinho.

*

Depois mencionei o surto de hoje de Indio da Costa, ligando o PT ao Comando Vermelho. Por fim, levantei a questão se os leitores desses jornalões estão acreditando nessas ladainhas de "dossiê", "Farc", etc. Pode checar, por essa caixa de comentários, que somente os hidrófobos da ultradireita, que já eram voto de Serra mesmo, estão gostando da nova tática do PSDB.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Representação contra Dra. Cureau faria bem ao país


O procurador-geral da República, Roberto Gurgel não está correto ao classificar como intimidação a simples intenção do PT de fazer umarepresentação ao Conselho Nacional do Ministério Público contra a vice-procuradora eleitoral, Sandra Cureau. O procurador sabe que nenhum agente público está imune a ter seus atos questionados, dentro da lei e dos mecanismos judiciais adequados. Um dos princípios da República é o de que nenhum cidadão e nenhuma instituição está acima do que a lei impõe a todos. Se até mesmo os atos de um Ministro do Supremo podem ser questionados juridicamente, porque não os seriam os de uma procuradora da República?

Será que existe na democracia brasileira um ente acima do bem e do mal e da própria Justiça?

Quem discordar do que ela faz, senhor procurador, o que deve fazer? Choramingar? Não há remédio legal para quem creia estar sendo prejudicado por sua ação? Representar, dentro da lei, é intimidar?

Quando seus representantes se manifestam fora dos autos, distribuem entrevistas aos magotes e se referem ao mandatário da Nação de forma desabrida e chula, afirmando que Lula “não consegue ficar de boca calada”. Imagine se o presidente diz que uma procuradora “não consegue ficar quietinha”, que escândalo seria?

Que o procurador-geral queira defender sua colega de Ministério Público, é compreensível. Mas é preciso que defenda, primeiro, o império da Lei. O PT – ou qualquer partido ou cidadão - pensar em representar contra Sandra Cureau, isso nada tem de ilegal. Não está propondo nenhum desrespeito à lei ou atitude que fira o processo eleitoral ou a ordem democrática. Está somente exercendo, e por enquanto apenas na intenção, um direito legítimo de contestar o que lhe parece errado. Direito que está na Lei da qual o MP é o fiscal e defensor supremo.

Se o procurador-geral afirma categoricamente que o MP tem exercido corretamente suas funções eleitorais, deveria receber de bom grado uma representação que permitiria a confirmação do que declara. Considerar “lamentável” que um partido político questione a correção que ele acredita haver é comportamento que amiúda a Procuradoria-Geral da República.

Gostaria que o procurador-geral lesse atentamente tudo que tenho escrito aqui sobre as manifestações da dra. Sandra Cureau. Não me parece um comportamento adequado a vice-procuradora se posicionar sobre comportamentos ao afirmar que o PSDB tem demonstrado mais zelo à lei eleitoral do que o PT. Não parece exercício correto da função o MPE ignorar as infrações cometidas por José Serra em dois programas nacionais de outros partidos, que não o dele, porque embora depois de longo intervalo, representou contra o que seria o terceiro, o do DEM. Não parece correto a dra. Sandra Cureau pedir as fitas da declaração de Lula sobre Dilma Rousseff em cerimônia do trem-bala e ignorar o que diz o atual governador de São Paulo sobre José Serra. Não me parece respeito entre os poderes, a vice-procuradora notificar o Senado para conferir o discurso de dois senadores pretendendo restringir-lhes as prerrogativas parlamentares. E olha que estou falando de dois pronunciamentos pró-Serra, meu adversário. Mas não estou pugnando por este ao aquele candidato, mas sim pelo equilíbrio da Justiça.

Todos os questionamentos que escrevi foram feitos com respeito e responsabilidade. Não são intimidação, são o direito de crítica ao qual ninguém – nem presidente, nem deputado, nem procurador – está livre de merecer. O nome disso é democracia, não intimidação.

quarta-feira, 7 de julho de 2010


por Luiz Carlos Azenha

Dilma, a “radical”, acaba de estrear nas páginas dos jornalões, por conta do programa de governo apresentado pela candidatura da ex-ministra ao TSE, posteriormente substituído.

Erro ou não, o fato é que sabemos que o “Dilma terrorista” vai emergir na campanha, mais cedo ou mais tarde, depois da estreia espetacular que fez na capa da Folha de S. Paulo, na forma de uma ficha falsa que chegou ao jornal por e-mail. Ou seja, como bem lembrou um internauta, a Folha publicou spam na primeira página.

Soube de um amigo bem informado que repórteres da Veja e da Época estão buscando contatos na antiga comunidade de informações do período do regime militar atrás de informações supostamente comprometedoras sobre a militância de Dilma. Também estão conversando com antigos militantes de esquerda.

Isso me lembra exatamente o que vi como repórter da TV Globo em 2005/2006: os melhores quadros da emissora dirigidos para apurar informações contra o governo federal, no período que precedia a campanha de reeleição de Lula. Os governos do PSDB eram, então, poupados. O padrão, agora, se repete. Não me dei conta, ainda, da divisão de tarefas, mas tudo indica que reprisará o que já vi antes: capas de revistas semanais, repercutidas no Jornal Nacional de sábado, que ganharão perna através da repercussão nos jornais de domingo, arrastando consigo a cobertura de portais, das emissoras de rádio e TV, dos jornais regionais e locais.

É o famoso controle sobre a matriz das notícias, que está nas mãos da campanha de José Serra.