Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

FHC culpa Dilma por corrupção


Sem citar nomes, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse ontem que “o governo anterior” é culpado pela “consolidação” da “corrupção sistêmica” que toma conta do estado. Alguns meios de comunicação entenderam que FHC referiu-se a Lula, mas suas palavras permitem várias interpretações, inclusive a de que ele não acusou só Lula, mas Dilma também.
A presidente teve postos de destaque no governo anterior durante seus oito anos. E, nos últimos seis, ocupou o segundo cargo mais importante. Se houve “consolidação da corrupção” naquele período, portanto, teria até mais responsabilidade do que o ex-presidente Lula, pois coordenava os outros ministérios e, assim, teria mais condições de saber o que neles se passava.
Se houve processo tão escandaloso de “consolidação” da corrupção no governo anterior ao ponto de até um político da oposição saber disso, é óbvio que a Dilma sabia. Essa é uma interpretação perfeitamente cabível. E se sabia e não disse nada, permanecendo gostosamente em um governo corrupto, a corrupção a atinge, de acordo com a tese fernandina.
Além da falta de modos e de caráter de FHC, sua fala revela seu cinismo insuperável. Afinal, o governo anterior aprimorou e investiu em todos os mecanismos de combate à corrupção que o governo tucano desarticulou com o beneplácito da Globo, da Folha de São Paulo, do Estadão e da Veja, mais do que outros bajuladores midiáticos menores do mesmo FHC e de seu partido.
A Polícia Federal desmotivada, mal-paga e sem quadros que durante o governo FHC não fez nem cem operações de combate à corrupção, no governo Lula promoveu cerca de mil operações, produzindo centenas e centenas de prisões e processos na Justiça. Na era Lula, aliás, até banqueiros foram presos – Edmar Cid Ferreira e Daniel Dantas –, o que seria impensável na era FHC.
Mas talvez a maior ação em prol do combate à corrupção empreendida pelo governo Lula tenha sido a de indicar três procuradores-gerais da República diferentes em oito anos, sempre anuindo ao primeiro indicado da lista tríplice que o Ministério Público Federal sempre enviou ao presidente da República para que escolhesse o novo chefe da instituição e que, na era FHC, era solenemente ignorada em prol de um “engavetador-geral da República”, que atendia pelo nome de Geral Brindeiro e permaneceu à frente da instituição por oito anos.
O procurador-geral da República, como se sabe, é o único que tem a prerrogativa de processar o presidente. Enquanto que o escolhido por FHC para chefiar o MPF durante seus oito anos engavetou todas as representações e denúncias apresentadas e jamais tomou a iniciativa de denunciar qualquer coisa, os procuradores-gerais de Lula puderam até ser usados pela oposição como argumento contra ele e seu governo, pois os fustigaram impiedosamente.
Corrupção foi a venda subfaturada do patrimônio público por FHC, fazendo a fortuna dos amigos e tendo melhorado de vida a olhos vistos após sua passagem pela Presidência da República. FHC deveria ter vergonha de dizer o que disse. Ou cuidado, porque alguém poderia resolver investigar seu governo sujo.
Mas o mais revoltante nessa declaração de FHC é que mostra que, além de promotor da corrupção, ele também é desleal, mal-agradecido e traiçoeiro, pois aquela que teve a generosidade de fazer um reconhecimento de seu papel para quebrar a inércia inflacionária nos anos 1990, e que lhe tem dispensado tantas deferências, agora é tratada como, no mínimo, conivente com a corrupção.
Eis o que Dilma ganha por tentar contemporizar com esses gangsters da imprensa golpista e da direita partidária. É apunhalada pelas costas na primeira oportunidade, por mais que os bajule. E já que não adianta tentar manter uma relação civilizada com eles, portanto, então que tal ela começar a se dar ao respeito e ao menos parar com essa bajulação?

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O PiG não dá trégua a Lula



O PiG não dá trégua a Lula, nem com ele fora do governo.

A Falha de S.Paulo passou toda a semana passada reproduzindo matéria sobre passaportes recebidos pelos filhos de Lula e sobre o descanso merecido de Lula num hotel do Exército brasileiro.

Curioso é que ninguém viu a Falha empenhada, lá pelos idos de 1996, em divulgar que FHC utilizou 2 mil homens do Exército para proteger sua fazenda, dizem as más linguas comprada com sobras de campanhas, lá pra bandas de Minas Gerais.FHC dizia, à época, ter medo do MST.

Mais:ninguém viu a Falha empenhada em reproduzir matéria, publicada na IstoÉ, que Paulo Henrique Cardoso, filho mais velho do boca de fole, usou o Palácio do Planalto para fazer lobby com grandes empresários do Brasil.A Falha também não se empenhou para publicar o prejuízo(mais de 5 milhões de dólares) que o mesmo Paulo Henrique deu ao Brasil com a preparação da Feira de Hannover.

Ainda:ninguém viu a Falha empenhada em descobrir que Luciana Cardoso, também filha de FHC, passou sete anos recebendo do Senado por ""serviços relevantes prestados no gabinete de Heráclito Fortes.A própria Luciana confessou que não saia de casa para realizar tais serviços relevantes.

Tem mais: ninguém viu a Falha empenhada em mostrar ao seu público que FHC teve um filho com a jornalista global Miriam Dutra.A Falha só veio a publicar uma notinha quando o filho adulterino de FHC completou 18 anos.

Mais um pouco:a Falha não se empenhou para informar aos seus leitores idiotizados que Serra, mesmo fora do governo de São Paulo, usa 40 PMs para protegê-lo.A Falha também não foi investigar se a assassina de criancinha, a sócia de Verônica Dantas também usam os serviços da PM.

Por fim, aviso aos demotucanos:não me venham com essa ladainha que o PT usa os erros dos outros partidos para justificar os seus.Não estou discutindo erros do PT ou do PSDB, estou mostrando o lado parcial do PiG.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O que um governo Serra faria com o pré-sal?



O professor Adilson de Oliveira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), prefere responder o que o Brasil perderia se o Estado brasileiro abdicasse de controlar o ritmo e a estratégia de exploração dessa riqueza. O risco existe e foi sinalizado recentemente pelo coordenador do programa de energia de José Serra: Zylberstajn quer afastar a participação estatal no comércio do petróleo brasileiro. “Não se trata apenas de uma posição ideológica; há interesses em jogo que gostariam de diminuir o peso da Petrobras; se possível, até quebrar a empresa”, analisa.
Se o Brasil hoje é visto como o filé mignon do mundo em termos de crescimento econômico, o filé mignon do Brasil é o pré-sal. Por seu valor específico como principal reserva de petróleo descoberta no planeta no crepúsculo da oferta mundial, mas, sobretudo, pelos efeitos multiplicadores no conjunto da indústria nacional, trata-se “da maior oportunidade que o país já teve em toda a sua história de promover um salto qualitativo nas condições de vida do seu povo”. 

A avaliação é do economista Adilson de Oliveira, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Especialista em economia do desenvolvimento, com doutorado em Grenoble e pós-doutorado em Sussex, Oliveira tem posições serenas que vivem em harmonia com o tom pausado de sua fala. Sem nunca alterar a voz ele é taxativo, porém, num aspecto. O encadeamento virtuoso possibilitado pela riqueza do pré-sal requer um lacre de segurança que garanta a permanência desses recursos no metabolismo da economia brasileira.

O nome dessa blindagem, diz o professor da UFRJ, é Petrobras. 

A firmeza calma de suas palavras não esconde um confronto agudo com a histórica oposição de certos interesses ao papel da empresa no país. Esse antagonismo foi reiterado mais uma vez nestas eleições pelo assessor do programa de energia de José Serra, David Zylberstajn, ex-dirigente da Agencia Nacional de Petróleo no governo FHC. Em recente entrevista ao Valor [06-10], Zylberstajn admitiu que aconselharia Serra, caso eleito, a reverter o modelo do pré-sal aprovado pelo Congresso, que dá o comando do processo de exploração das reservas à Petrobras e a prerrogativa de comercialização do óleo à nova estatal criada para esse fim, a Pré-Sal Petróleo SA. 

Coerente com o que fez em 1999 como diretor-geral da ANP, quando se propôs a encolher a Petrobras, que de fato perdeu o monopólio na exploração e teve seu braço petroquímico amputado, Zylberstajn sintetiza assim a filosofia da estratégia sedimentada junto ao presidenciável José Serra: livrar o mercado brasileiro de qualquer interferência estatal na compra e venda de petróleo.

“Não se trata apenas de uma posição ideológica; há interesses em jogo que gostariam de diminuir o peso da Petrobras; se possível, até quebrar a empresa”, analisa o professor da UFRJ, cuja calma adiciona peso e gravidade à sua avaliação. 

O gigantismo dos conflitos que cercam o pré-sal emprestam dose adicional de credibilidade a esse risco. “São reservas que concentram cerca de 70 bilhões de barris, no mínimo; podem chegar a 100 bilhões”, diz o economista sobre a fabulosa poupança guardada no mar a cerca de seis mil metros de profundidade, 300 quilômetros distante da costa brasileira. 

O pré-sal mudou o tamanho do Brasil na geopolítica mundial. Os grandes interesses que disputam a oferta de energia sabem que o país será um dos cinco ou seis maiores fornecedores do planeta no século XXI, quando a escassez de óleo elevará os preços do barril continuamente. Isso muda tudo. Muda inclusive o apetite da luta pelo poder na economia, ainda que o assunto pré-sal tenha ocupado até agora um conveniente segundo plano no discurso oposicionista, exceto por confidencias como a de Zylberstajn . 

“O fato é, que, de importadores de óleo até recentemente – a autossuficiência veio em abril de 2006 - passaremos a grande exportador de derivados de maior valor agregado”, diz o economista da UFRJ que tem domínio absoluto sobre os encadeamentos de uma equação em que mercado-energia e decisão política são indissociáveis. “Esse é o pulo do gato da capitalização”, observa chamando a atenção para a mais recente peça movida no jogo de xadrez da construção da soberania brasileira sobre essa trilionária poupança.

O maior processo de capitalização da economia mundial adicionou cerca de US$ 120 bilhões ao caixa da Petrobrás que terá assim recursos para industrializar o óleo do pré-sal, o que inclui, entre outros requisitos, forte expansão da rede brasileira de refinarias, estagnada desde 1980. Cinco plantas estão sendo construídas simultaneamente neste momento, a maior delas em sociedade com a PDVSA venezuelana, em Pernambuco. 

Investimentos maciços estão sendo feitos também na modernização de outras quatro unidades antigas.

É essa estrutura industrial que viabilizará a exportação de valor agregado (gasolina diesel etc) em vez de óleo cru, mais barato. É ela também que funcionará como antídoto à famosa ‘maldição do petróleo’, um processo corrosivo de desindustrialização e dependência que atinge sociedades reduzidas a mero entreposto de exportação de recursos primários finitos.

O professor cautelosamente manifesta dúvidas quanto à necessidade da Pré-Sal, a nova estatal criada para coordenar a etapa final da comercialização do óleo e derivados. No seu entender, a Petrobrás poderia cumprir essa missão. A empresa,argumenta, é quem melhor conhece o mercado ardiloso das disputas geopolíticas e as armadilhas das cotações. 

A necessidade de um ‘dosador’ estatal para calibrar o volume das vendas, de qualquer forma, parece incontestável. E ele explica o porquê. “O que faz do pré-sal um tesouro para o desenvolvimento brasileiro não é apenas o volume de petróleo que ele encerra. O mais importante é o viés industrializante que essa exploração permite. Toda uma cadeia de equipamentos, máquinas, logística, tecnologia e serviços diretamente ligados e também externos ao ciclo do petróleo poderá ser alavancada nos próximos anos, transformando o Brasil, também, num grande exportador industrial. 

O economista sempre contido entusiasma-se: “Isso tem força para deslocar o patamar do nosso desenvolvimento”. Para que essa oportunidade não se perca é vital a definição de um “dosador” soberano que coordene duas variáveis básicas: o ritmo da extração e do refino e a sua sintonia com a capacidade brasileira de atender à demanda por plataformas, máquinas, barcos, sondas e centenas de outros equipamentos requeridos no processo. “Se a exploração do petróleo correr à frente do fôlego da indústria local, todo esse impulso será transferido para o exterior na forma de importações de bens e equipamentos”, adverte agora com certo grau de ansiedade na fala. 

Essa pontuação confirma que não estamos falando de estatísticas frias, desprovidas de desdobramentos sociais. Cerca de 300 mil jovens serão treinados nos próximos anos pelo Promimp, o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp) , idealizado para qualificar mão-de-obra para a indústria nacional de petróleo e gás. Se o comando sobre a extração e a comercialização, de que fala o professor, escapar do controle nacional, esses empregos e milhares de outros vazarão para o exterior. “Parte dos interesses do mundo petrolífero sabe e já aceitou que a Petrobras é quem tem condições técnicas e institucionais de coordenar esse novo ciclo brasileiro”, explica o acadêmico que todavia adverte: ”A decisão política de capitalizar a Petrobrás emitiu um sinal claro; uma parcela dos capitais interessados em participar do entendeu que o caminho era investir em ações da empresa.Esse foi um divisor importantíssimo. Porém, observa pedindo atenção com uma pausa: “há gigantes que ainda gostariam de ocupar o papel coordenador assumido pelo Estado brasileiro. 

Em tese, o mercado até poderia substituir essa função”, comenta laconicamente Adilson de Oliveira, para emendar em seguida: “Com um custo para a sociedade brasileira: ela perderia, como já disse, o mais importante impulso de desenvolvimento já registrado em toda a sua história”. Orientadas apenas pelo lucro imediato, petroleiras multinacionais sangrariam das reservas o máximo de óleo no mais curto espaço de tempo. Não haveria encadeamentos industrializantes; tampouco recursos para um Fundo Social destinado a investir em educação, tecnologia e erradicação da pobreza, como quer o governo atual. 

É nessa brecha de tensão entre a voz do professor, a regulação soberana já aprovada pelo Congresso Nacional e as incertezas embutidas no caso de uma hipotética vitória do candidato oposicionista, em dia 31 de outubro, que prosperam sinais e ameaças, como as balizas sugeridas pelo coordenador do programa de energia de José Serra, David Zylberstajn. 

O professor da UFRJ não pronunciou o nome de Zylberstajn uma única vez em toda a conversa. Nem seria preciso: as iniciais DZ, da consultoria de Zylberstajn, estão visceralmente entranhadas naquilo que o economista de voz mansa classifica como interesses que gostariam de enfraquecer, “se possível, até quebrar a Petrobras”, para assumir o controle das maiores reservas de petróleo descobertas no planeta nas últimas três décadas.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Serra se alia à extrema direita. Só falta o CCC !




Saiu no Blog do Fernando Rodrigues, no UOL:

Panfleto pró-TFP circula em reunião de cúpula tucana


texto incita militantes a divulgar na web que plano de Dilma inclui perseguir cristãos, legalizar aborto e prostituição


Participantes da reunião de cúpula da campanha de José Serra (PSDB) hoje (6.out.2010), em Brasília, receberam um panfleto com instruções sobre como propagar uma campanha anti-Dilma na internet. Num dos trechos, recomenda aos militantes visitarem o site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, um dos fundadores da TFP ( Sociedade Brasileira de Defesa de Tradição, Família e Propriedade), uma das mais conservadores agremiações do país.



O panfleto basicamente se refere ao PNDH-3 (Programa Nacional de Direitos Humanos), lançado pelo governo Lula no final do ano passado. Eis um dos trechos do panfleto divulgado na reunião tucana:



“O PNDH-3 é um projeto de lei que tem por objetivo implantar em nossas leis a legalização do aborto, acabar com o direito da propriedade privada, limitar a liberdade religiosa, perseguir cristãos, legalizar a prostituição (e onde fica a dignidade dessas mulheres?), manipular e controlar os meios de comunicação, acabar com a liberdade de imprensa, taxas sobre fortunas o que afastará investimentos, dentre outros. É um decreto preparatório para um regime ditatorial”.



O blog estava dentro da sala do centro de convenções Brasil 21 na qual se realizou o encontro tucano. Por volta das 16h10, antes de a imprensa ser admitida no recinto, uma mulher com adesivo de Serra colado no peito distribuiu o bilhete. “Pega e passa”, dizia.



Era do tamanho de um papel A4 dividido ao meio. Mais tarde, uma pequena pilha (cerca de 3 cm de altura) com esses panfletos foi deixada ao lado do local onde era servido café –e a imprensa teve livre acesso. Ao final, o texto recomenda: “Divulgue esta informação através das redes sociais da internet (blogs, Orkut…)”.



Segundo as assessorias do PSDB nacional e do candidato José Serra, a confecção do panfleto não tem relação com o partido nem com a campanha tucana. Ainda assim, o papel ficou à disposição de quem tivesse interesse em pegar. Os panfletos só foram retirados um pouco depois de o Blog ter perguntado à cúpula tucana a respeito do assunto.



Eis a íntegra do texto do bilhete:



“Você sabe o que é o PNDH-3? Se você é uma pessoa que pensa em votar na Dilma, conheça bem este projeto antes de votar.



“O PNDH-3 é um projeto de lei que tem por objetivo implantar em nossas leis a legalização do aborto, acabar com o direito da propriedade privada, limitar a liberdade religiosa, perseguir cristãos, legalizar a prostituição (e onde fica a dignidade dessas mulheres?), manipular e controlar os meios de comunicação, acabar com a liberdade de imprensa, taxas sobre fortunas o que afastará investimentos, dentre outros. É um decreto preparatório para um regime ditatorial.


“O que podemos esperar de um governo que tenta atropelar a sua constituição, tratados e convenções internacionais? Não duvide da veracidade dessas informações, pesquise a respeito e voto consciente!



“No próximo dia 3 de outubro, você pode mudar radicalmente o campo de batalha contra o PNDH-3. Para o bem ou para o mal… Tudo vai depender de como se comporá o novo Congresso Nacional depois do resultado das urnas. Mas e muito grande o número de pessoas que ainda não se conscientizaram do momento que atravessamos.



“Se você não fizer nada agora, não adiantará chorar sobre o resultado das urnas. E prepare-se para assistir nos próximos 4 anos uma transformação radical do País. Pense na sua família! O direito de votar é seu , o dever de promover a vida é do povo brasileiro. É através do voto que demonstramos o nosso poder!



“Passe essa informação adiante, não se omita, lute pelos nossos direitos! Depois pode ser tarde demais!



“Vamos eleger os políticos “Ficha Limpa de PNDH-3”. Veja as propostas dos seus candidatos, fique alerta! Divulgue esta informação através das redes sociais da internet (blogs, Orkut…)



“Acesse HTTP://www.ipco.org.br/home/  – Envie o seu cartão amarelo de alerta as deputados e senadores. Faça você também a sua parte, não se omita! Se puder faça cópias deste texto e ajude-nos com este trabalho, imprima os cartazes disponíveis neste site.



“Jesus disse: Eu vim para que todos tenham vida!”.



“Uma democracia sem valores converte-se facilmente num totalitarismo aberto ou dissimulado, como a história demonstra”. João Paulo II”.



A TFP – 
http://www.tfp.org.br/ – é a mais reacionária instituição filo-católica de São Paulo.

É uma das orquídeas que brotam no bairro de Higienópolis, onde mora o Fernando Henrique.

Ali, a sede da TFP parece um Valle de los Caídos, no estilo neo-clássico que encanta a aristocracia paulista. 

Quase-fascista, neo-franquista, agressiva, totalmente à deriva do núcleo do pensamento católico brasileiro – dessa é a TFP.

Parecia em extinção, desde a morte de seu patrono, o Dr Plínio Corrêa de Oliveira.

Uma espécie de General Franco à paisana. 

José Serra conseguiu ressuscitá-lo.

É outra notável contribuição de Serra à Cultura Política do Brasil.

Inventar a Marina, como fenômeno eleitoral.

Ressuscitar o Franco.

Só falta reabrir as portas do CCC.

(Porque este, extinto, não está.)

Paulo Henrique Amorim



sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A hora e a vez do Brasil

Crônica política da Márcia Denser



Um dos nossos mais conceituados cientistas políticos, José Luís Fiori, demorou um pouco para se manifestar e quando o fez, nesta quinta-feira, 30/9, às vésperas duma histórica eleição presidencial, propôs um diagnóstico para o maior paradoxo já vivido pelo Brasil, manifesto principalmente a partir do segundo mandato do governo Lula: o abissal distanciamento entre a posição da grande mídia e o que pensa a maioria da população, uma vez que, apesar dos avanços da internet, ainda é inegável seu poder no agendamento do debate público, como no caso do rádio e da tevê.

Segundo Fiori, a América Latina e o Brasil estão vivendo um desses momentos de “revolução intelectual”, uma mudança radical da sua forma de olhar para si mesmo e para o mundo. De um lado, observa-se um “paradigma intelectual” em franco declínio, incluindo ideias e teorias, sejam de esquerda ou de direita, que já não dão conta das transformações do continente em geral, e do Brasil, em particular. Suas idéias soam como chavões velhos e repetitivos, razão pela qual interpretam as novidades em ascensão de forma extremamente reativa, defensiva e medrosa. Isto é, como ameaças.

Os “intelectuais orgânicos” desse velho paradigma continuam fascinados pela idéia do “fim”, seja da democracia, do capitalismo, das espécies, dos estados-nação, da História ou da própria Terra; outros, prosseguem lamentando as “imperfeições constitutivas” da sociedade latino-americana – tão distantes dos seus modelos ideais de sociedade civil, de classe social, de partido político, ou mesmo, de estado e de capitalismo, nostálgicos e apegados ao bom e velhíssimo hábito de manter as “idéias fora do lugar”.

E quase todos apavorados, julgando-se ameaçados por supostos “populismo”, “nacional-desenvolvimentismo”, “estatismo” ou “assistencialismo”, entre outras alucinações passadas, sem perceber que as velhas teorias sociológicas e econômicas descolaram-se da realidade, bem como perderam a eficácia como ferramentas analíticas e instrumentos estratégicos voltados para a construção do futuro. A despeito de ainda não terem emergido novas teorias e análises críticas e do próprio continente não ter superado seus grandes desafios sociais e econômicos, já se pode falar de uma “revolução intelectual”, um novo “paradigma”, porque já se consolidou uma nova maneira do continente olhar para si mesmo e para o mundo, vistos agora como escolhas a serem feitas a partir de sua própria identidade e de seus interesses.

Quer dizer, comprovamos agora que temos alternativas, sobretudo após a crise mundial de 2008, ao contrário da apregoada TINA, “There is no alternative”, cunhada por Thatcher e repetida por FHC, o já velhíssimo clichê do neoliberalismo financeirizado que ora agoniza no Ocidente, uma vez que as escolhas do governo Lula caminharam na direção oposta, isto é, no sentido de voltar-se para o mercado interno, promover a inclusão social, aliar-se aos vizinhos e demais países do Bric.

E deram certo.

Concluindo sua análise, Fiori lembra: “Certa vez, Jean Paul Sartre disse que era mais fácil ser escravo do que senhor, e talvez, seja mais fácil pensar como escravo do que como senhor”. Mas depois desta “revolução intelectual” da America Latina, já não há necessidade de ninguém seguir pensando como escravo, ou mesmo como aluno primário das “civilizações superiores”.

Civilizações estas que, ultimamente, só têm julgado o Brasil positivamente, uma visão de fora que pesou de forma extraordinária na balança, fazendo o brasileiro recuperar seu orgulho espezinhado durante séculos, além de começar – também pela primeira vez em séculos – a levar a sério seu país. A propósito, relembro a nunca por demais esquecida frase do presidente De Gaulle, dita nos anos 50: “O Brasil não é um país sério.” Frase que, hoje, só faz sentido para a mídia demotucana, prestes aliás, a sofrer uma derrota histórica. Que descanse em paz.

O fato é que o consenso popular, no plano interno, conjugado ao sucesso midiático, no plano externo, indicam que é chegada a hora e a vez do Brasil.


*A escritora paulistana Márcia Denser publicou, entre outros, Tango Fantasma (1977), O Animal dos Motéis (1981), Exercícios para o pecado (1984), Diana caçadora (1986), A Ponte das Estrelas (1990), Toda Prosa (2002 - Esgotado), Diana Caçadora/Tango Fantasma(2003,Ateliê Editorial, reedição), Caim (Record, 2006), Toda Prosa II - Obra Escolhida (Record, 2008). É traduzida na Holanda, Bulgária, Hungria, Estados Unidos, Alemanha, Suiça, Argentina e Espanha (catalão e galaico-português). Dois de seus contos - O Vampiro da Alameda Casabranca e Hell's Angel - foram incluídos nos 100 Melhores Contos Brasileiros do Século, sendo que Hell's Angel está também entre os 100 Melhores Contos Eróticos Universais. Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUCSP, é pesquisadora de literatura, jornalista e curadora de Literatura da Biblioteca Sérgio Milliet em São Paulo.




Esse texto está publicado originalmente no site do Congresso em Foco.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

As duas faces da candidata



Jornal do Brasil


O SÚBITO INTERESSE, de alguns meios de comunicação e de setores empresariais poderosos, pela candidatura da senadora Marina Silva, recomenda aos nacionalistas brasileiros alguma prudência. A militante ecológica é apresentada ao país como a menina pobre, da floresta profunda, que só se alfabetizou aos 16 anos e fez brilhante carreira política. Tudo isso é verdade, mas é preciso saber o que pensa realmente a senadora do Brasil como um todo.


Convém lembrar que a senhora Silva (que hoje se vale do sobrenome comum para atacar Dilma Rousseff) esteve associada a entidades internacionais, e recebeu o apoio declarado de personalidades norte-americanas, como Al Gore e o cineasta James Cameron.


James Cameron, autor de um filme de forte simbolismo racista e colonialista, Avatar, intrometeu-se em assuntos nacionais e participou de encontro contra a construção da represa de Belo Monte. A respeitável trajetória humana da senadora pelo Acre não é bastante para faz er dela presidente da República. Seu comportamento político , ao longo dos últimos anos, suscita natural e fundada desconfiança dos brasileiros.


Seus admiradores estrangeiros pregam abertamente a intervenção na Amazônia, “para salvar o mundo”. Não são os ocupantes do vasto território que ameaçam o mundo. São as grandes potências, com os Estados Unidos de Gore em primeiro lugar, que, ao sustentar grandes e bem equipados exércitos, pretendem governar todos os povos da Terra.


Al Gore, que festejou a candidatura verde, é o mesmo que pron unciou, com todas as sílabas, uma frase reproduzida pela imprensa: “Ao contrário do que os brasileir os pensam, a Amazônia não é só deles, mas de todos nós”. Desaforo maior é difícil. Ninguém, de bom senso , quer destruir a Natureza, e será necessário preservar a vida em todo o planeta, não só na Amazônia.


A senadora Marina Silva tem sido interlocutora ativa das ONGs internacionais, tão zelosas em defender os índios da Amazônia e desdenhosamente desinteressadas em ajudar os nativos da região de Dourados, em Mato Grosso do Sul, dizimados pela doença, corrompidos pelo álcool e, não raras vezes, assassinados por sicários. Argumente-se, em favor da senadora, que o seu fervor quase apostólico na defesa dos povos da Floresta dificulta-lhe a visão política geral.


Mas seu apego a uma só bandeira, a da ecologia radical, e o fundamentalismo religioso protestante que professa, reduz em as perspectivas de sua candidatura. Com todos os seus méritos e virtudes, não é provável que entenda o Brasil em toda a sua complexidade, em toda a sua inquietude intelectual, em toda a sua maravilhosa diversidade regional. As conveniências da campanha eleitoral já a desviaram de alguns de seus compromissos juvenis.


Esse seu pragmatismo está merecendo a atenção do ex-presidente Fernando Henrique, que pretende um segundo turno com a aliança entre Serra e Marina. Como sempre ocorre com os palpites políticos do ex-presidente, essa declaração é prejudicial a Serra e, provavelmente, também a Marina. Ela, vista por muitos como inocente útil daqueles que nos querem roubar a Amazônia, é vista pelo ex-presidente como inocente útil da candidatura dos tucanos de São Paulo .


É possível desculpar a ingenuidade na vida comum, mas jamais aceitá-la quando se trata das razões de Estado. José Serra poderia ter tido outro desempenho eleitoral, se tivesse desouvido alguns de seus aliados, como Fernando Henrique, que lhe debitou a política de privatizações, e Cesar Maia, que lhe impôs o inconveniente e troglodita Indio da Costa como vice. O apego de Marina a uma só bandeira e o fundamentalismo religioso não a ajudam.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Serra repete FHC e persegue os velhinhos



Na foto, os velhinhos vestidos de vermelho se aproximam do jenio


Saiu site do Globo:

Serra diz ser favorável a mudança na idade para aposentadoria do servidor público

- Toda a questão da Previdência eu quero refazer no Brasil de maneira realista, que funcione. Eu prefiro mexer muito mais na idade do que na remuneração – afirmou o tucano, ao ser perguntado sobre a manutenção da integralidade da remuneração para o funcionalismo.













Navalha

Quem chamou o aposentado de vagabundo ? 

O FHC.

Quem é o filhote do FHC ?

O Serra
.

Paulo Henrique Amorim



terça-feira, 28 de setembro de 2010

Um novo consenso nacional


Daqui a alguns dias o Brasil decide se o governo Lula é um parêntesis e voltam as elites tradicionais ao governo ou se é uma ponte para dar continuidade e aprofundar a construção de uma sociedade justa, solidária e soberana.

Tendo praticamente toda a imprensa contra a candidata que encarna a continuidade do governo Lula, o fenômeno mais impressionante desta campanha é como a Dilma conseguiu obter um apoio tão generalizado da massa da população – em todos os estados, em todos os estratos sociais, em todos os níveis de instrução, nos dois gêneros. Expressa a falta de sintonia da imprensa tradicional brasileira com os desejos e valores da massa da população.

O governo Lula e a campanha da Dilma expressam, no apoio que recebem, um novo consenso, amplamente majoritário no país: que prioriza os direitos sociais, o papel ativo do Estado como indutor do desenvolvimento econômico e das políticas sociais, da soberania na política externa brasileira.

Concluir seus dois mandatos com mais de 80% de apoio e 4% de rejeição (Fernando Henrique Cardoso, exatamente há 8 anos, em setembro de 2002, tinha 50,9% de rejeição), rejeitar a tentação de um novo mandato (FHC mudou a Constituição durante seu primeiro mandato, para ter um segundo), lançar uma candidata que representa, da maneira mais direta, seu governo, submeter-se ao voto popular e, provavelmente, obter uma vitória no primeiro turno, representam não apenas um sucesso pessoal do Lula.

Representam o triunfo de valores que se contrapõem aos que reinaram na década de 90, reino neoliberal: os valores do mercado, de que tudo tem preço, tudo se vende, tudo se compra, tudo é mercadoria. Afirma-se hoje uma negação dessa visão de estilo shopping-center do mundo, calcada no “modo de vida norteamericano”, que privilegia o consumidor em detrimento do cidadão. Afirma-se hoje a esfera pública, a cidadania, o direito de acesso aos bens materiais e espirituais para todos e não apenas para a minoria para a qual se governava antes no Brasil.

O provável resultado eleitoral da vitória da Dilma no primeiro turno representará também o fim de carreira de toda uma geração de políticos que passaram a representa a direita no Brasil, assumindo o neoliberalismo como modelo: menos Estado, mais mercado, privatizações, abertura sem limites da economia, precarização das relações de trabalho, subserviência às políticas dos EUA no plano internacional, Tratado de Livre Comércio com Washington.

A provável convocatória a uma Assembléia Constituinte autônoma permitirá a reforma não apenas do sistema político, mas do próprio Estado brasileiro, que se tornou um Estado mínimo - abdicando de todas as funções econômicas para o mercado-, inadequado a um país que necessita crescer muito e reduzir as imensas desigualdades acumuladas ao longo dos séculos.

Daí a importância das eleições do próximo domingo, que podem ser um marco na superação da situação do Brasil ser o país mais desigual da América Latina, que por sua vez é o continente mais desigual do mundo. Esse processo apenas começou, requer agora o aprofundamento e a extensão das políticas de redistribuição de renda para políticas habitacionais, de saneamento básico, de transporte, de educação, de saúde publica. Para que sejamos não apenas uma democracia política, mas também econômica, social e cultural.

Porque se a distribuição de renda coloca a maioria da população no centro da pirâmide, isto não significa que passamos, em tão pouco tempo, a ser um país de classe média. Porque as condições mencionadas acima – habitação, saneamento básico, educação, saúde, transporte – continuam a ser muito ruins. É uma acumulação de miséria e de carências muito longa no tempo que para ser superada requer a continuidade, a extensão e o aprofundamento de políticas sociais amplas e articuladas por muito tempo.

Para o que necessitamos um Estado muito distinto deste – ineficiente, financeirizado -, necessitamos um Estado centrado na esfera pública, na afirmação dos direitos, na cidadania extensa a todos. Um Estado capaz de promover o desenvolvimento estreitamente articulado com políticas sociais redistributivas. Que possa incluir mecanismos como os do orçamento participativo, que integra a cidadania nas decisões políticas fundamentais.
Postado por Emir Sader às 04:25

domingo, 26 de setembro de 2010

FHC admite derrota de Serra em jornal inglês




Em entrevista ao jornal britânico "Financial Times", o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso admitiu que Dilma Rousseff (PT) deve ser eleita presidente.

O repórter Jonathan Wheatley relata em seu texto que, em entrevista há cerca de duas semanas e meia,

FHC confirmou que Dilma venceria a eleição, respondendo a uma pergunta do repórter, sobre faltar 3 semanas (na época), e já estava claro quem venceria as eleições.

FHC também criticou a forma como o PSDB fez oposição ao governo Lula:

"A oposição entendeu errado. Nós permitimos a mistificação de Lula. Mas Lula não é um revolucionário. Ele veio da classe trabalhadora e se comporta como se fizesse parte da velha elite conservadora."

Para o ex-presidente, o presidente Lula parou as reformas neoliberais necessárias [segundo ele], recomendadas pelo FMI.

"De certa forma, Lula tem anestesiado o Brasil. Nós esquecemos que o Brasil precisa continuar avançando. O que eu consegui fazer levou o país para frente. Mas então isso parou. Apenas parou."

Segundo FHC, Lula será lembrado como um Lech Walesa que deu certo. Sindicalista, Walesa foi presidente da Polônia de 1990 a 1995:

"Acho que ele será lembrado pelo crescimento e pela continuidade, e por colocar mais ênfase nos gastos sociais."

Eleições sem Globo! Lavareda dá a senha: só baixarias no Jornal Nacional podem mudar o quadro



De acordo com o sociólogo Antônio Lavareda (ligado aos demo-tucanos), o tom do noticiário durante a próxima semana será fundamental para "empurrar a eleição para o segundo turno". Se as notícias continuarem desfavoráveis ao governo, sobretudo com novas denúncias, é quase certo que o eleitorado de Dilma poderá diminuir mais.

Lavareda sublinha, obviamente, o peso do noticiário televisivo, em especial o Jornal Nacional, da Rede Globo. Para ele, o conjunto do noticiário terá tanto peso quanto os dois últimos debates. (Do Poder Online)

Comentário:

Isso é o que eles querem, e é o que vão tentar. Mas falta combinar com o povo.

Eu aposto na subida de Dilma nesta semana de chegada, principalmente a partir de quarta-feira, quando os mais indecisos e arredios acabam definindo seus votos.

Dilma deverá explorar o melhor do Brasil contra a campanha do ódio: a ascensão social de todos, dos mais pobres aos empresários que ganham com o aumento do mercado interno. A prosperidade nacional, o Brasil rumo a se tornar a 5ª economia do mundo, a presença internacional.

Deverá explorar a mensagem de que o governo Lula entrará para história como o início de uma era, mas que a melhor notícia é que essa história não acabou, foi só o começo de uma nova era na história do Brasil, que precisamos de gente como Dilma para continuar, 100% comprometida com tudo de bom que Lula fez.

Se o governo Lula já foi bom do jeito que foi, com Lula encontrando o Brasil quebrado e pendurado do FMI nos primeiros anos, imagina com Dilma garantindo a riqueza do pré-sal para os brasileiros, tocando o programa de investimentos da Petrobras, com os bilhões que entraram na empresa, e com a economia bombando, crescendo mais de 7% este ano? Será mais dinheiro para educação, saúde, renda, empregos, aposentadorias melhores, salários melhores, moradias melhores, uma vida melhor.

E tudo será mais fácil e mais rápido, com os programas que não existiam, nasceram, cresceram e agora estão maduros e em pleno andamento como o PAC2, o Minha Casa, Minha Vida, o ProUni e o Reuni, a rede de escolas técnica, a elevação do piso nacional do professor, a rede de creches.

Ela falará também dos 14 a 15 milhões de empregos gerados, e do tanto que será gerado nos próximos 4 anos com todos esses programas, da elevação da renda de todos: desde o salário mínimo, dos aposentados, até dos trabalhadores mais qualificadas que conseguem dissídios acima da inflação.

E é isso que todos nós precisamos argumentar em nossas conversas, e levar para as ruas.

O único problema de Dilma é que falta tempo para falar tanta coisa boa, e ela não contará com espaço na imprensa que publique estas verdades.

É provável até que seja preciso concentrar em alguns poucos tópicos principais, na propaganda da TV e nas entrevistas. É recomendável que seja até um pouco monotemática nas entrevistas. O ideia é procurar responder com uma frase curta e objetiva sobre as picuinhas que os repórteres do PIG perguntam, e encaixar nas respostas estes temas, reduzindo a margem de manobra dos editores do Jornal Nacional pinçar os piores trechos.

Exemplo 1: Liberdade de imprensa? É a favor da liberdade total, tanto dos que preferem só falar mal do governo Lula, como do direito daqueles que querem noticiar que a Petrobras garantiu o dinheiro para os investimentos no pré-sal, que gerará milhares de empregos nos próximos anos e garantiu um futuro promissor de riqueza para o Brasil. E o melhor disso tudo é que, diferente do governo passado de FHC, sem vender patrimônio público e sem se endividar, pelo contrário, com o Brasil ficando dono de uma fatia maior da empresa do que já tinha, com a Petrobras mais forte e mais nacionalizada.

Exemplo 2: Perguntas sobre corrupção? Quem andar fora da linha paga pelo que fez, e isso vale para qualquer funcionário até do mais alto escalão, doa a quem doer. A Polícia Federal foi equipada para fazer seu trabalho independente de nomes, e não temos mais um engavetador geral da república como havia no governo FHC. A sujeira não é mais jogada para debaixo do tapete.

Perguntas sobre impunidade? O problema da impunidade no Brasil ainda é a infinidade de recursos que os verdadeiros corruptos tem direito no poder judiciário. A Polícia Federal e a CGU fazem sua parte, encaminhando o resultado das investigações à justiça.

Dilma deverá se sair melhor nos debates do que os demais candidatos, como tem acontecido. Ela se mostrou melhor debatedora, tem mais conteúdo, e tem os melhores argumentos, e tem a melhor carta na mão, que é sua associação com o presidente Lula e a plena participação em seu governo, e sua biografia limpa (Serra, por exemplo, declarou ter 17 processos na justiça). Dilma deve encaixar a mensagem de ser 100% comprometida com a continuação da era Lula, que continuará mudando o Brasil para melhor, logo na primeira fala do debate da Globo.

Durante a semana, o presidente Lula tem bala na agulha para, ele mesmo, responder eventuais baixarias contra seu governo, contra seu partido e contra sua candidata.

Para o bem geral da nação, é importante também que todos os ministérios, órgãos e estatais que forem achincalhados no noticiário, respondam prontamente com notas de esclarecimento, com fatos e dados, sem entrar na questão eleitoral.

Além disso, nesta mesma última semana, está em curso grande crescimento nos estados de candidatos a governador e ao senado da base de apoio à Dilma. A militância do PT, e as máquinas do PMDB e outros grandes partidos, devem ir para as ruas com tudo, até para elegerem suas bancadas.

As pesquisas vão malhar os números ali na margem de erro e até além da margem. Tentarão inflar Marina e os "nanicos", tentarão induzir o eleitorado. Mas o povo não é mais bobo: quanto menos a imprensa mostra o que Lula e Dilma dizem, mais o povo presta atenção no pouco que é publicado do que eles dizem, e mais vai buscar notícias na internet.

Lavareda faz seu papel de animar sua turma, porque os números atuais são desanimadores para eles. E jogar a toalha agora, seca as fontes de financiamento de campanha deles, reduz a bancada de deputados, senadores e governadores de oposição com chance de ser eleita.

Por fim, guerra é guerra. Eles com suas Veja, Folha, Estadão e Globo, espalhando espinhos do ódio e o estrume da mentira em meio a meias-verdades. Nós com nossas armas, entre elas o boicote à cobertura da Globo, mas também com nossas flores vencendo os canhões deles, e fazendo do estrume que eles jogam, o adubo para nosso jardim.

Veja, Folha, Estadão tem pouco poder de fogo, fora de São Paulo. A grande ameaça é a Globo. Ela tem um histórico que vai desde a conivência com a ditadura, quando publicou resultados fraudados contra Leonel Brizola nas eleições de 1982, no famoso caso Proconsult, passando pela imoral edição do debate Lula x Collor em 1989, até chegar a 2006, quando escondeu o acidente da Gol, para mostrar a "obra fotográfica" do delegado Bruno, para influir no resultado das urnas.

Por isso, o melhor é todo mundo fazer "eleições sem Globo". Os outros canais podem não ser tão diferentes assim, mas não tem o cacife da Globo, que se acha capaz de fazer e desfazer presidentes.

Boicote amplo e geral aos noticiários globais, e à cobertura das eleições naquela emissora.