Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista
Mostrando postagens com marcador golpe midiatico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador golpe midiatico. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Bernardo começa a falar da Ley de Medios. Aos poucos


Publicado em 13/01/2011

Para Paulo Bernardo, lei de comunicação pode ajudar a combater concentração na mídia


O ministro das Comunicações Paulo Bernardo deixou claro nesta quarta, 12, em entrevista ao programa “3 a 1” da TV Brasil, que apesar de o governo ainda não ter sinalizado um cronograma nem ter indicado como prioridade o projeto de revisão do marco legal das comunicações, isso não quer dizer que não haja problemas a serem enfrentados. Participaram da entrevista Samuel Possebon, representando este noticiário, a jornalista Elvira Lobato, da Folha de São Paulo, e o apresentador do programa, jornalista Luiz Carlos Azedo. “O setor de mídia é concentrado, qualquer um vê isso. Há centenas de empresas atuando, mas quem tem audiência são quatro ou cinco” disse o ministro. Para ele, a regulação do setor de comunicações pode ajudar a compensar essa concentração. “Pode ajudar a que floresçam novas empresas e novas empreas ocupem espaços. Mas não vamos fazer isso por lei. É preciso criar condições. Se disser que tem que ter produção nacional, tem que ter produção local, isso vai levar ao desenvolvimento do mercado de trabalho e produção, o que está relacionado com essa desconcentração”. Mas, segundo o ministro, “não dá para fazer uma lei que diga que vai desconcentrar, até porque não haveria mecanismos para isso”.


O ministro disse que no anteprojeto de lei sugerido pelo ex-ministro da secretaria de comunicação social do governo Lula, Franklin Martins, existem algumas medidas para corrigir esse tipo de distorção: “o projeto do Franklin trata disso e também restringe a propriedade cruzada. Propõe que grupos que tenham jornais não tenham televisão, quem tem jornal não tenha rádio… Eu acho que é correto isso, acho que é certo. Mas estou mediando a situação, considerando que já existem essas situações”, ponderou. “Provavelmente vamos ter que remeter para a renovação das concessões a solução, dar prazos para a adaptação. Mas até em nome dessa desconcentração, eu acho que seria uma medida salutar”.


Sobre como será conduzida a discussão sobre esse projeto de lei de comunicação, Paulo Bernardo evitou dar prazos ou estabelecer prioridades . “Não temos uma decisão sobre o modus operandi que o governo vai adotar. Estou fazendo uma leitura do projeto, me inteirando tanto quanto possível de todos os pontos, e assim que o governo tiver uma posição, o que significa passar pelo Ministério das Comunicações e ser submetido a outros ministérios que têm interação com essa área, Educação, Cultura, Casa Civil e, se houver aval da Presidência da República, vamos colocar em consulta e audiência pública, na Internet, e deixar que isso seja amplamente discutido”.


Perguntado sobre como o governo evitaria a polêmica em torno de uma proposta como essa, Bernardo disse que não há, por parte do governo, “a menor condição de controlar o grau de beligerância em que a discussão vai se estabelecer. O que temos que mostrar é que essa coisa de que queremos amordaçar, controlar ou censurar é uma bobagem. O Brasil é uma grande democracia, nós ajudamos a construir e somos guardiões do que a Constituição estabelece em termos de liberdade de expressão e de direitos de se expressar”, afirmou. Para Paulo Bernardo, a questão de propriedade cruzada, ao ser colocada em discussão no Congresso, criará controvérsias: “é evidente que isso pisa em calos e vai dar uma briga medonha, mas a melhor forma de fazer é discutir da forma mais transparente possível, todos os setores têm que ser ouvidos e participar. E também não vamos fazer nenhuma lei que retroaja. A lei tem que valer daqui para frente. Estabelecer um período e uma forma de resolver os problemas”.

Navalha
Ser contra a “propriedade cruzada” parece um anacronismo.
Isso fazia sentido lá atrás, quando o Brasil era governado pelos militares e a Globo e não existia internet.
Hoje, não faz sentido impedir que uma empresa de televisão ou jornal opere em milhões de plataformas que a digitalização abriu.
Como impedir que o New York Times – para não descer ao Brasil … – como impedir que o jornal impresso New York Times tenha o melhor site noticioso do mundo ?
O Ministro Bernard vai rodar, rodar, rodar e acabará debruçado com as ADOs do professor Comparato e com a Ley de Medios da Cristina Kirchner.




Paulo Henrique Amorim 

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Sader pergunta à Folha (*): “Onde você estava em 1964?”



Conversa Afiada reproduz outro excelente artigo de Emir Sader, publicado em seu blog na Carta Maior:

Onde você estava em 1964?


Há momentos na história de cada país que são definidores de quem é quem, da natureza de cada partido, de cada força social, de cada indivíduo. Há governos em relação aos quais se pode divergir pela esquerda ou pela direita, conforme o ponto de vista de cada um. Acontecia isso com governos como os do Getúlio, do JK, do Jango, criticado tanto pela direita – com enfoques liberais ou diretamente fascistas – e pela esquerda – por setores marxistas.

Mas há governos que, pela clareza de sua ação, não permitem essas nuances, que definem os rumos da história futura de um país. Foi assim com o nazismo na Alemanha, com o fascismo na Itália, com o franquismo na Espanha, com o salazarismo em Portugal, com a ocupação e o governo de Vichy na França, entre outros exemplos.

No caso do Brasil e de outros países latinoamericanos, esse momento foi o golpe militar e a instauração da ditadura militar em 1964. Diante da mobilização golpista dos anos prévios a 1964, da instauração da ditadura e da colocação em prática das suas políticas, não havia ambigüidade possível, nem a favor, nem contra. Tanto assim que praticamente todas as entidades empresariais, todos os partidos da direita, praticamente todos os órgãos da mídia – com exceção da Última Hora – pregavam o golpe, participando e promovendo o clima de desestabilização que levou à intervenção brutal das FAA, que rompeu com a democracia – em nome da defesa da democracia, como sempre -, apoiaram a instauração do regime de terror no Brasil.

Como se pode rever pelas reproduções das primeiras páginas dos jornais que circulam pela internet, todos – FSP, Estadão, O Globo, entre os que existiam naquela época e sobrevivem – se somaram à onda ditatorial, fizeram campanha com a Tradição, Família e Propriedade, com o Ibad, com a Embaixada dos EUA, com os setores mais direitistas do país. Apoiaram o golpe e as medidas repressivas brutais e aquelas que caracterizariam, no plano econômico e social à ditadura: intervenção em todos os sindicatos, arrocho salarial, prisão e condenação das lidreanças populares.

Instauraram a lua-de-mel que o grande empresariado nacional e estrangeiro queria: expansão da acumulação de capital centrada no consumo de luxo e na exportação, com arrocho salarial, propiciando os maiores lucros que tiveram os capitalistas no Brasil. A economia e a sociedade brasileira ganharam um rumo nitidamente conservador, elitistas, de exclusão social, de criminalização dos conflitos e das reivindicações democráticas, no marco da Doutrina de Segurança Nacional.

As famílias Frias, Mesquita, Marinho, entre outras, participaram ativamente, no momento mais determinante da história brasileira, do lado da ditadura e não na defesa da democracia. Acobertaram a repressão, seja publicando as versões mentirosas da ditadura sobre a prisão, a tortura, o assassinato dos opositores, como também – no caso da FSP -, emprestando carros da empresa para acobertar ações criminais os órgãos repressivos da ditadura. (O livro de Beatriz Kushnir, “Os cães de guarda”, da Editora Boitempo, relata com detalhes esse episódio e outros do papel da mídia em conivência e apoio à ditadura militar.)

No momento mais importante da história brasileira, a mídia monopolista esteve do lado da ditadura, contra a democracia. Querem agora usar processos feitos pela ditadura militar como se provassem algo contra os que lutaram contra ela e foram presos e torturados. É como se se usassem dados do nazismo sobre judeus, comunistas e ciganos vitimas dos campos de concentração. É como se se usassem dados do fascismo italiano a respeito dos membros da resistência italiana. É como se se usassem dados do fraquismo sobre o comportamento dos republicanos, como Garcia Lorca, presos e seviciados pelo regime. É como se se usasse os processos do governo de Vichy como testemunha contra os resistentes franceses.

Aqueles que participaram do golpe e da ditadura foram agraciados com a anistia feita pela ditadura, para limpar suas responsabilidades. Assim não houve processo contra o empréstimo de viaturas pela FSP à Operação Bandeirantes. O silêncio da família Frias diante da acusações públicas, apoiadas em provas irrefutáveis, é uma confissão de culpa.

Estamos próximos de termos uma presidente mulher, que participou da resistência à ditadura e que foi torturada pelos agentes do regime de terror instaurado no país, com o apoio da mídia monopolista. Parece-lhes insuportável moralmente e de fato o é. A figura de Dilma é para eles uma acusação permanente, pela dignidade que ela representa, pela sua trajetória, pelos valores que ela representa.

Onde estava cada um em 1964? Essa a questão chave para definir quem é quem na democracia brasileira.


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Puente Llaguno, o documentário que poucos viram no Brasil

Muitos brasileiros já assistiram ao documentário A Revolução Não Será Televisionada, que trata do golpe midiático aplicado em Hugo Chávez, na Venezuela.
Mas pouca gente conhece Puente Llaguno, cuja primeira parte reproduzo acima.
Para ver as partes seguintes, é só ir ao meu canal no You Tube (A Revolução também está lá).
Trata-se de uma análise cuidadosa dos eventos midiáticos que levaram à deposição temporária do presidente venezuelano em 11 de abril de 2002.
A manipulação de uma imagem foi crucial para causar condenação mundial contra o governo chavista nas horas que antecederam o golpe.
De cima da Ponte Lllaguno, em Caracas, chavistas foram flagrados atirando.
A eles foi atribuído um “massacre” que causou comoção e indignação dentro e fora da Venezuela.
Mais tarde ficou provado que a imagem tinha sido manipulada para não mostrar que, na verdade, eles reagiam contra fogo de franco-atiradores postados em edifícios e de agentes da Polícia Metropolitana a serviço da oposição, que foram os verdadeiros responsáveis pela morte de 19 pessoas.
Não se trata, aqui, de comparar situações tão distintas quanto as da Venezuela em 2003 e do Brasil em 2010.
É apenas para demonstrar que o poder de desfazer as mentiras da mídia, mesmo para um governo, é limitado. E que muitas vezes a gente só vai descobrir lá na frente, passados muitos anos, o que de fato se passou em dado momento político ou eleitoral, quais forças atuaram, se houve ou não interferência estrangeira, subterrânea ou dissimulada. Serve de alerta.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Dilma rebate pergunta de Marina no debate da TV Record




TOMOU BLABLARINA ?

Campanha sobre “censura do PT” falsificou notícia



Jornais, redes, sites e canais de TV reproduziram uma mesma matéria dias atrás sobre uma suposta declaração de José Dirceu na Bahia. Segundo a matéria, ele teria "criticado o excesso de liberdade de imprensa no Brasil". Vídeo com a fala de José Dirceu mostra que ele não só não disse isso, como afirmou exatamente o contrário. “Não existe excesso de liberdade; para quem já viveu em ditadura não existe excesso de liberdade”. Declarações falsificadas ajudaram a alimentar a campanha sobre uma suposta ameaça à liberdade de imprensa no país. Os mesmos órgãos de imprensa que participaram dessa farsa silenciam sobre dois casos concretos de censura, protagonizados pelos tucanos José Serra e Beto Richa.



Os grandes jornais, rádios e redes de TVs do Brasil publicaram dias atrás uma notícia falsa e mentirosa que deu base a uma burlesca cruzada cívica contra uma suposta ameaça à liberdade de imprensa no país, partindo do PT e do governo Lula. No dia 14 de setembro, o jornal O Estado de São Paulo publicou matéria intitulada “Na BA, José Dirceu critica excesso de liberdade de imprensa no Brasil”. Um trecho da “reportagem”:

Em palestra para sindicalistas do setor petroleiro da Bahia, na noite desta segunda-feira, 13, em Salvador, o ex-ministro da Casa Civil e líder do PT José Dirceu criticou o que chamou de "excesso de liberdade" da imprensa. "O problema do Brasil é o monopólio das grandes mídias, o excesso de liberdade e do direito de expressão e da imprensa", disse.

As declarações atribuídas a José Dirceu são falsas. Mais grave ainda: ele disse exatamente o contrário: “Não existe excesso de liberdade; para quem já viveu em ditadura não existe excesso de liberdade”. (ver vídeo acima)

A mesma matéria falsa e mentirosa foi reproduzida por dezenas de outros veículos de comunicação em todo o Brasil. Algum desmentido? Algum “erramos”? Nada. Do alto de uma postura arrogante e cínica, os editores desses veículos seguiram reproduzindo a "notícia".

Um outro exemplo, no mesmo contexto da suposta ameaça à liberdade de imprensa que estaria pairando sobre a vida democrática do país. Há dois escandalosos casos concretos de censura registrados na campanha até aqui: ambos foram protagonizados por tucanos. O candidato José Serra exigiu que fossem apreendidos os arquivos de vídeo que registraram sua discussão com a jornalista Márcia Peltier, durante entrevista na CNT. O “democrata” Serra se irritou com as perguntas, ameaçou abandonar o programa e exigiu que as fitas fossem entregues à sua equipe, o que acabou acontecendo. O outro caso ocorreu agora no Paraná, onde o candidato do PSDB ao governo do Estado, Beto Richa, conseguiu proibir na Justiça a divulgação de pesquisas eleitorais. 

Onde está a indignação e a ira dos jornalistas, juristas e intelectuais que denunciaram o “mal a ser evitado”? O vídeo acima mostra que as práticas da chamada grande imprensa estão ultrapassando o âmbito da manipulação editorial e ingressando na esfera do crime organizado. É um absurdo que jornalistas que se julguem sérios e que respeitem a profissão que abraçaram sejam cúmplices e/ou omissos diante desse tipo de coisa.

O PT e os partidos e organizações sociais que apóiam a candidatura de Dilma Rousseff poderiam convidar jornalistas internacionais para acompanhar o que está acontecendo no Brasil e divulgar para o resto do mundo esse tipo de prática.

Dilma Rousseff e Agnelo Queiroz


Vejam aí em cima o vídeo da multidão que cercou Dima Rousseff na rodoviária de Brasília, hoje de manhã. Dilma convocou todos para o esforço na reta final e deu um trancaço nos que procuravam fazer intriga sobre um possível segundo turno que, até agora, não existe nem mesmo no Datafolha. “Só se eu fosse louca”, disse Dilma rechaçando qualquer especulação que, é claro, a mídia iria tratar como uma admissão por parte da candidata de que a pesquisa Datafolha reflete a realidade. Assista o vídeo e, daqui a pouco, a gente coloca o apelo de Dilma.

Nem Datafalha esconde vitória de Dilma



Conversa Afiada se recusa a analisar “tecnicamente” o Datafalha.

Aquilo tem tanta relação com a Ciência Estatística ou a Demografia quanto o Mutirão da Próstata com um Programa de Governo.

Mesmo assim, o Conversa Afiada reproduz contribuição de amigo navegante que se deu ao trabalho de ler o Datafalha:

Mesmo no Datafalha, Serra é quem tem a maior rejeição.

Serra não vence nem na Moóca.

Mesmo no Datafalha, Serra se mexe tanto quanto o Pão de Açúcar.

Mesmo se houvesse segundo turno, e mesmo no Datafalha, Dilma venceria fácil: 52% contra 39%

No Centro-Oeste/Norte, Dilma tem 44%, contra 31% de Serra e 17% de Marina. 

No Datafalha, no “Sul Maravilha”, Dilma, 39%, fora da margem de erro. O jenio tem 35% e a Bláblárina 10%.   

Na região Sudeste, onde fica São Paulo, “território do jenio”, o Datafalha é obrigado a admitir que a Dilma está disparada na frente de Serra: 41 x 31, e a Bláblárina Silva empata com o Gabeira: 10%.

Dilma vence em SP, MG, ES e RJ.

No Nordeste, aí, dá pena do Jarbas, quer dizer, do Paulo Souto: Dilma vence por 59% contra 19% de Serra e 11% de Marina. 20 milhões de votos de frente.

É dura a vida do dono do Datafalha.

Só o Ali Kamel salva o jenio (e a Folha (*)).

Clique aqui para ler “O Datafalha que o jornal nacional vai anunciar hoje”.

Clique aqui para ler “ Por que a Globo trocou o jenio pela Bláblárina”.


Paulo Henrique Amorim


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Segundo turno?

O jogo complicou-se na reta final. Os institutos detectaram migração de votos de Dilma para Marina e redução significativa da diferença entre os votos na petista e a soma de seus adversários. Ou seja, aumentaram as chances de um segundo turno. 

A minha análise é que houve uma superexposição de Dilma. Ela tornou-se, finalmente, uma figura conhecida nacionalmente, e chegou perto de 60% dos votos válidos. Agora está refluindo (embora marginalmente), com eleitores optando por Marina, Plínio e, em menor escala, Serra. Essas migrações, porém, além de ser mínimas e dentro da margem de erro, são voláteis, e podem reverter-se. As pesquisas indicam que Dilma tem o percentual mais alto de eleitores que afirmam não mudar seu voto. Ela tem uma base firme.

Mas o eleitorado é imprevisível e rebelde. Diante dos números estratosféricos, quase consensuais, que cercaram Dilma por semanas, com jornais, blogs e portais afirmando diariamente que a vitória dela num primeiro turno estaria já garantida, criou-se um cansaço, um protesto silencioso contra o "fato consumado".

O tensionamento entre a candidatura Dilma e a grande mídia gerou, por sua vez, uma situação que pressionou as forças políticas pró-Dilma de tal maneira que as obrigaram a um posicionamento antimídia extremamente duro, que talvez tenha custado alguns pontos percentuais e talvez mesmo a possibilidade da vitória no primeiro turno. Foi uma espécie de sacrifício, mas necessário, pois desta vez não se pretende apenas ganhar as eleições. A ambição da esquerda é maior. É derrotar a mídia. Isso, convenhamos, é bem mais difícil do que derrotar Serra, um xaropão cuja inteligência tem sido seriamente questionada nessa disputa.

Derrotar Serra no primeiro turno parecia relativamente fácil. Vencer a mídia, por sua vez, é uma tarefa bem mais complexa. Mas a esquerda, dessa vez, mesmo a custa de uma vitória no primeiro turno, precisava ir até o fim. Até porque é uma luta antiga. Vemos hoje uma segunda edição do que aconteceu em 1964. A mídia procura vender seus candidatos não através da promoção de suas propostas, e sim pela descaracterização moral do adversário, pintado como antidemocrático e sem ética. A afirmação é repetida sistematicamente, e simultaneamente desencadeia-se uma série interminável de denúncias, as verdadeiras legitimando as falsas, as falsas ampliando o impacto das verdadeiras.

Tenho um amigo que eu considerava um eleitor certo de Dilma, em quem ele havia já declarado voto. Outro dia, conversando com ele, disse-me que votaria em Plinio... e, acrescentou, tranquilamente, em Dilma no segundo turno. Por outro lado, pareceu-me que ele se decidiu por Plínio justamente pela força descomunal exibida por Dilma Rousseff, que lhe deu confiança de poder "forçar" um pouco o voto à esquerda, votando no Psol.

A migração de votos para Marina, por sua vez, eu explico principalmente como resultado da exibição de uma entrevista de 7 minutos com Rubnei Quicoli, ex-presidiário, no Jornal Nacional, fazendo uma série de acusações gravíssimas (e escalafobéticas) contra a Casa Civil, e a subsequente queda da ministra Erenice Guerra, que produziu um grande impacto na opinião pública.

Tudo bem que o Datafolha fez uma coisa ridícula, como incluir a pergunta sobre Erenice no questionário de intenção de voto, transformando a entrevista numa verdadeira tortura psicológica para o eleitor de Dilma, que teve de enfrentar perguntas constrangedoras baseadas em denúncias sobre as quais ainda faltam os devidos esclarecimentos. Quero dizer, Erenice pode ter incorrido em nepotismo (o que não era crime antes do ano passado), mas não tráfico de influência. Seu filho pode ter cometido tráfico de influência, mas não na escala que tentou se alardear. Não se sabe ainda. A atmosfera incendiada do processo eleitoral obnubila qualquer observação isenta. Mesmo assim, mesmo desconfiando do Datafolha, que nesta eleição tem histórico de manipulação, é evidente que houve impacto. O Datafolha, desta vez, tem um pretexto concreto como argumento para a queda das intenções de voto em Dilma Rousseff.

A blogosfera às vezes se esquece que apenas uma minoria lê blogs políticos de esquerda. Já as denúncias exibidas no Jornal Nacional atingem a totalidade da população brasileira. As posições da blogosfera se expandem lentamente, ao longo de dias, semanas, meses, ou mesmo anos. Um factóide bombástico no JN provoca estragos imediatos. A pessoa termina de assistir e já é outra pessoa.

Entretanto, pode dar-se um efeito sanfona. O eleitorado, sobretudo aquele que migrou para Marina ou Plinio, vendo a possibilidade de que Serra vá para o segundo turno, pode considerar isso uma ameaça suficientemente grave para justificar outra mudança de última hora: e regressar para Dilma. O grande trunfo dela, afinal, além do apoio do presidente Lula, que mantém uma popularidade de 80% (não esqueçam desse detalhe!), é a rejeição enorme de um terço do eleitorado em relação a Serra. O tucano sabe disso e não por outra razão decidiu adotar um estilo mais pacato nessa reta final.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Índios atacam exploração apoiada por Marina Silva



Defendida pela senadora Marina Silva (PV-AC), a exploração comercial de um fruto típico do Acre gerou um processo judicial por biopirataria contra a Natura. A gigante do setor de cosméticos tem relações próximas com a pré-candidata do PV a presidente.

A empresa é ré em uma ação do Ministério Público Federal na Justiça Federal do Acre em razão do suposto aproveitamento ilegal do fruto do murmuru, que é usado na produção de xampus e sabonetes.

A acusação é de uso comercial a partir do conhecimento tradicional do fruto pela etnia ashaninka, que vive na fronteira com o Peru.

Em 2001, o murmuru constava de um acervo de plantas do Acre levado por Marina à Natura, para possível exploração econômica. Em 2003, foi assinado um termo de compromisso nesse sentido entre a empresa e o governo do Acre, intermediado pela senadora.

A Natura é considerada exemplo de compromisso com o meio ambiente por Marina. Juntando doações da empresa e de seus diretores, foi a segunda maior contribuinte da última campanha da senadora, em 2002, com R$ 30 mil. Seu presidente, Guilherme Leal, é mencionado como possível vice na provável chapa de Marina em 2010. A maior doadora foi a Pirelli, com R$ 50 mil.

Em agosto de 2007, a Procuradoria entrou com ação contra a Natura e mais duas empresas de cosméticos, em nome dos índios, cobrando compensação financeira. "A Natura, embora negue, acessou conhecimento tradicional sobre o murmuru. [...] Não é digno de crença que, como gigante do ramo, não tivesse obtido dados a partir dos resultados das pesquisas junto aos ashaninkas", diz a ação.

"Uso indireto"

A base legal da ação é a medida provisória 2.186, de 2001, que assegura às comunidades indígenas "benefícios pela exploração econômica por terceiros, direta ou indiretamente, de conhecimento tradicional".

No caso, a Natura é acusada de "uso indireto", uma vez que o conhecimento teria sido repassado por um pesquisador que trabalhou com os ashaninkas nos anos 1990.

A empresa diz que teve acesso ao princípio ativo do murmuru na "vasta literatura científica" sobre o tema. A Procuradoria rebate que essa literatura baseou-se nas tradições dos ashaninkas, o que não isentaria a empresa de pagar pelo uso.

"Se você entrar na floresta procurando a esmo plantas, vai passar um século até achar algo. É evidente que foi pelo conhecimento dos ashaninka que se chegou ao murmuru", diz o procurador Anselmo Lopes.

A promotoria pede que os réus paguem 50% dos lucros obtidos com a venda dos produtos à base de murmuru como compensação. Ainda não há data para o julgamento do caso.. Matéria publicada na Folha tucana em 2009

domingo, 26 de setembro de 2010

Eleições sem Globo! Lavareda dá a senha: só baixarias no Jornal Nacional podem mudar o quadro



De acordo com o sociólogo Antônio Lavareda (ligado aos demo-tucanos), o tom do noticiário durante a próxima semana será fundamental para "empurrar a eleição para o segundo turno". Se as notícias continuarem desfavoráveis ao governo, sobretudo com novas denúncias, é quase certo que o eleitorado de Dilma poderá diminuir mais.

Lavareda sublinha, obviamente, o peso do noticiário televisivo, em especial o Jornal Nacional, da Rede Globo. Para ele, o conjunto do noticiário terá tanto peso quanto os dois últimos debates. (Do Poder Online)

Comentário:

Isso é o que eles querem, e é o que vão tentar. Mas falta combinar com o povo.

Eu aposto na subida de Dilma nesta semana de chegada, principalmente a partir de quarta-feira, quando os mais indecisos e arredios acabam definindo seus votos.

Dilma deverá explorar o melhor do Brasil contra a campanha do ódio: a ascensão social de todos, dos mais pobres aos empresários que ganham com o aumento do mercado interno. A prosperidade nacional, o Brasil rumo a se tornar a 5ª economia do mundo, a presença internacional.

Deverá explorar a mensagem de que o governo Lula entrará para história como o início de uma era, mas que a melhor notícia é que essa história não acabou, foi só o começo de uma nova era na história do Brasil, que precisamos de gente como Dilma para continuar, 100% comprometida com tudo de bom que Lula fez.

Se o governo Lula já foi bom do jeito que foi, com Lula encontrando o Brasil quebrado e pendurado do FMI nos primeiros anos, imagina com Dilma garantindo a riqueza do pré-sal para os brasileiros, tocando o programa de investimentos da Petrobras, com os bilhões que entraram na empresa, e com a economia bombando, crescendo mais de 7% este ano? Será mais dinheiro para educação, saúde, renda, empregos, aposentadorias melhores, salários melhores, moradias melhores, uma vida melhor.

E tudo será mais fácil e mais rápido, com os programas que não existiam, nasceram, cresceram e agora estão maduros e em pleno andamento como o PAC2, o Minha Casa, Minha Vida, o ProUni e o Reuni, a rede de escolas técnica, a elevação do piso nacional do professor, a rede de creches.

Ela falará também dos 14 a 15 milhões de empregos gerados, e do tanto que será gerado nos próximos 4 anos com todos esses programas, da elevação da renda de todos: desde o salário mínimo, dos aposentados, até dos trabalhadores mais qualificadas que conseguem dissídios acima da inflação.

E é isso que todos nós precisamos argumentar em nossas conversas, e levar para as ruas.

O único problema de Dilma é que falta tempo para falar tanta coisa boa, e ela não contará com espaço na imprensa que publique estas verdades.

É provável até que seja preciso concentrar em alguns poucos tópicos principais, na propaganda da TV e nas entrevistas. É recomendável que seja até um pouco monotemática nas entrevistas. O ideia é procurar responder com uma frase curta e objetiva sobre as picuinhas que os repórteres do PIG perguntam, e encaixar nas respostas estes temas, reduzindo a margem de manobra dos editores do Jornal Nacional pinçar os piores trechos.

Exemplo 1: Liberdade de imprensa? É a favor da liberdade total, tanto dos que preferem só falar mal do governo Lula, como do direito daqueles que querem noticiar que a Petrobras garantiu o dinheiro para os investimentos no pré-sal, que gerará milhares de empregos nos próximos anos e garantiu um futuro promissor de riqueza para o Brasil. E o melhor disso tudo é que, diferente do governo passado de FHC, sem vender patrimônio público e sem se endividar, pelo contrário, com o Brasil ficando dono de uma fatia maior da empresa do que já tinha, com a Petrobras mais forte e mais nacionalizada.

Exemplo 2: Perguntas sobre corrupção? Quem andar fora da linha paga pelo que fez, e isso vale para qualquer funcionário até do mais alto escalão, doa a quem doer. A Polícia Federal foi equipada para fazer seu trabalho independente de nomes, e não temos mais um engavetador geral da república como havia no governo FHC. A sujeira não é mais jogada para debaixo do tapete.

Perguntas sobre impunidade? O problema da impunidade no Brasil ainda é a infinidade de recursos que os verdadeiros corruptos tem direito no poder judiciário. A Polícia Federal e a CGU fazem sua parte, encaminhando o resultado das investigações à justiça.

Dilma deverá se sair melhor nos debates do que os demais candidatos, como tem acontecido. Ela se mostrou melhor debatedora, tem mais conteúdo, e tem os melhores argumentos, e tem a melhor carta na mão, que é sua associação com o presidente Lula e a plena participação em seu governo, e sua biografia limpa (Serra, por exemplo, declarou ter 17 processos na justiça). Dilma deve encaixar a mensagem de ser 100% comprometida com a continuação da era Lula, que continuará mudando o Brasil para melhor, logo na primeira fala do debate da Globo.

Durante a semana, o presidente Lula tem bala na agulha para, ele mesmo, responder eventuais baixarias contra seu governo, contra seu partido e contra sua candidata.

Para o bem geral da nação, é importante também que todos os ministérios, órgãos e estatais que forem achincalhados no noticiário, respondam prontamente com notas de esclarecimento, com fatos e dados, sem entrar na questão eleitoral.

Além disso, nesta mesma última semana, está em curso grande crescimento nos estados de candidatos a governador e ao senado da base de apoio à Dilma. A militância do PT, e as máquinas do PMDB e outros grandes partidos, devem ir para as ruas com tudo, até para elegerem suas bancadas.

As pesquisas vão malhar os números ali na margem de erro e até além da margem. Tentarão inflar Marina e os "nanicos", tentarão induzir o eleitorado. Mas o povo não é mais bobo: quanto menos a imprensa mostra o que Lula e Dilma dizem, mais o povo presta atenção no pouco que é publicado do que eles dizem, e mais vai buscar notícias na internet.

Lavareda faz seu papel de animar sua turma, porque os números atuais são desanimadores para eles. E jogar a toalha agora, seca as fontes de financiamento de campanha deles, reduz a bancada de deputados, senadores e governadores de oposição com chance de ser eleita.

Por fim, guerra é guerra. Eles com suas Veja, Folha, Estadão e Globo, espalhando espinhos do ódio e o estrume da mentira em meio a meias-verdades. Nós com nossas armas, entre elas o boicote à cobertura da Globo, mas também com nossas flores vencendo os canhões deles, e fazendo do estrume que eles jogam, o adubo para nosso jardim.

Veja, Folha, Estadão tem pouco poder de fogo, fora de São Paulo. A grande ameaça é a Globo. Ela tem um histórico que vai desde a conivência com a ditadura, quando publicou resultados fraudados contra Leonel Brizola nas eleições de 1982, no famoso caso Proconsult, passando pela imoral edição do debate Lula x Collor em 1989, até chegar a 2006, quando escondeu o acidente da Gol, para mostrar a "obra fotográfica" do delegado Bruno, para influir no resultado das urnas.

Por isso, o melhor é todo mundo fazer "eleições sem Globo". Os outros canais podem não ser tão diferentes assim, mas não tem o cacife da Globo, que se acha capaz de fazer e desfazer presidentes.

Boicote amplo e geral aos noticiários globais, e à cobertura das eleições naquela emissora.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Vice de Serra trai Serra



do Conversa Afiada

Nem o vice ...


Saiu no 
Estadão:

Alvaro Dias, que ia ser o vice do Serra,  decidiu trair o Serra.
Vai apoiar o irmão, Osmar, no Paraná, que é da chapa da Dilma.

O Serra vai acabar sozinho, como o Gonzalez e a filha.

Alvaro Dias declara voto no irmão, que apoia Dilma no PR

EVANDRO FADEL – Agência Estado

O senador Alvaro Dias (PSDB) declarou hoje, em entrevista coletiva realizada em Maringá, no norte do Paraná, que votará em seu irmão Osmar Dias (PDT) para o governo do Estado, apesar de ele ser adversário de Beto Richa (PSDB) e estar engajado na campanha da candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT). O senador tem sido um dos maiores críticos de Dilma e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Meu voto para governador não será o voto do político que já exerceu vários mandatos no País. Será o voto do irmão”, afirmou. “Meus companheiros do PSDB haverão de entender a minha posição, porque não é um voto do político, é um voto do irmão”, completou.

(…)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

CartaCapital responde à procuradora serrista Sandra Cureau




São Paulo, 20 de setembro de 2010.

Excelentíssima Senhora Vice-Procuradora Geral Eleitoral

Acuso o recebimento do ofício de número 335/10-SC, expedido nos autos do procedimento PA/PGR 1.00.000.010796/2010-33 e, tempestiva e respeitosamente, passo a expor o que se segue.

Para melhor atender ao ofício requisitório de relação nominal de contratos de publicidade celebrados entre o Governo Federal e a Editora Confiança Ltda. – revista CartaCapital –, tomamos a iniciativa e a cautela de consultar, por meio de repórter da nossa sucursal de Brasília, os autos do procedimento geradores da determinação de Vossa Excelência. Verificamos tratar-se de denúncia anônima, baseada em meras e afrontosas ilações, ou seja, conjecturas sem apoio em elementos a conferir lastro de suficiência.

Permito-me observar que a transparência é princípio insubstituível a nortear esta publicação, iniciada em 1994 e sob minha responsabilidade. Nunca nos recusamos, portanto, dentro da legalidade, a apresentar nossos contratos e aceitar auditorias e perícias voltadas a revelar a ética que nos orienta. Não podemos, no entanto, aceitar uma denúncia anônima, que, como já decidiu o Supremo Tribunal Federal ao interpretar o artigo 5º, inciso IV, da Constituição da República (“é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”), afronta o Estado democrático de Direito e por esta razão é indigna de acolhimento ou defesa e desprovida da qualidade jurídica documental.

A propósito do tema, ao apreciar o inquérito número 1.957-PR em sessão plenária realizada em 11 de maio de 2005, o STF decidiu, sobre o valor jurídico da denúncia anônima, só caber apurar a acusação dotada de um mínimo de idoneidade e amparada em outros elementos que permitam “apurar a sua verossimilhança, ou a sua veracidade ”.

Se esse órgão ministerial, apesar do exposto acima, delibera apresentar a requisição referida nesta missiva, seria antes de tudo necessário, nos termos do art. 2º da Lei nº 9.784/1999, esclarecer e indicar os motivos da mesma, justificação esta que se encontra, me apresso a sublinhar, ausente da aludida requisição.

Cabe ainda ressaltar que todos os contratos firmados pela Administração Pública federal com a Editora Confiança, em atenção ao art. 37 da Constituição Federal, foram devidamente publicados em Diário Oficial da União e nas informações disponibilizadas na internet e, portanto, estão disponíveis à V. Excia.

Por último, esclarecemos que o levantamento de dados referido na requisição desse órgão implicará em uma auditoria nos arquivos dessa editora quanto aos exercícios de 2009 e 2010. Evidentemente, essas providências não cabem em um exíguo prazo de 5 dias, mas demandam meses de trabalho. Desse modo, se justificada adequadamente a realização de um tal esforço, indagamos ainda sobre a responsabilidade pelos custos correspondentes.

Ausente os pressupostos que justifiquem a instauração da investigação, requeremos o seu arquivamento. E mais ainda, identificado o autor da denúncia ainda mantido sob anonimato, ou no caso desta Procuradoria entender pela existência de indícios a dar suporte à odiosa voz que nos carimba de “imprensa chapa-branca”, nos colocamos à disposição para prestar as informações e abrir nossos arquivos e sigilos bancários e fiscais, observados, sempre e invariavelmente, os preceitos legais aplicáveis.

Atenciosamente,

MINO CARTA
Diretor de redação e sócio majoritário
Editora Confiança Ltda


Leia mais em: O esquerdopata
Under Creative Commons License: Attribution

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Ato público contra o golpe midiático


D'O Escrevinhador:
Reproduzo o comunicado do Centro de Estudos Barão de Itararé, convocando para um ato público em defesa da Democracia, e contra o golpismo midiático.

COMPAREÇA AO ATO EM DEFESA DA DEMOCRACIA!


CONTRA A BAIXARIA NAS ELEIÇÕES!


CONTRA O GOLPISMO MIDIÁTICO!


Na reta final da eleição, a campanha presidencial no Brasil enveredou por um caminho perigoso. Não se discutem mais os reais problemas do Brasil, nem os programas dos candidatos para desenvolver o país e para garantir maior justiça social. Incitada pela velha mídia, o que se nota é uma onda de baixarias, de denúncias sem provas, que insiste na “presunção da culpa”, numa afronta à Constituição que fixa a “presunção da inocência”.

Como num jogo combinado, as manchetes da velha mídia viram peças de campanha no programa de TV do candidato das forças conservadoras.

Essa manipulação grosseira objetiva castrar o voto popular, e tem como objetivo secundário deslegitimar as instituições democráticas a duras penas construídas no Brasil.

A onda de baixarias, que visa forçar a ida de José Serra ao segundo turno, tende a crescer nos últimos dias da campanha. Os boatos que circulam nas redações e nos bastidores das campanhas são preocupantes e indicam que o jogo sujo vai ganhar ainda mais peso.

Conduzida pela velha mídia, que nos últimos anos se transformou em autêntico partido político conservador, essa ofensiva antidemocrática precisa ser barrada. No comando da ofensiva estão grupos de comunicação que – pelo apoio ao golpe de 64 e à ditadura militar – já mostraram seu desapreço pela democracia.

É por isso que centrais sindicais, movimentos sociais, partidos políticos e personalidades das mais variadas origens realizarão – com apoio do movimento de blogueiros progressistas – um ato em defesa da democracia.

Participe! Vamos dar um basta às baixarias da direita!

Abaixo o golpismo midiático!

Viva a Democracia!


O ato acontece na próxima quinta-feira, 23 de setembro, às 19 horas, no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (rua Rego Freitas, 530, centro de São Paulo). Anoto o caráter simbólico: o auditório do Sindicato tem o nome de Vladimir Herzog – jornalista assassinado pela ditadura militar, que teve o apoio desses mesmos grupos de comunicação que, hoje, tentam lançar o Brasil no abismo.