Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Curso relâmpago de FHC sobre engavetamento de investigações

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Andam dizendo que Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff não só não têm mérito pelo STF da era petista ter interrompido sua prática histórica de sepultar processos contra políticos importantes como também por hoje estarmos vendo donos de empreiteiras indo ver o sol nascer quadrado.
A tese desses caras-de-pau é a de que como Polícia Federal, Ministério Público, Tribunal de Contas da União etc. são “órgãos de Estado” eles atuariam independentemente dos desejos do presidente, de forma que Dilma estaria enganando a sociedade ao dizer que investigações como a da Operação Lava-Jato só são possíveis porque ela, presidente da República, deu liberdade para investigarem.
Chega a ser estupefaciente ver uma afirmação dessas, sobretudo quando é proferida por jornalistas renomados. Só sendo muito amnésico ou muito calhorda para inventar uma história como essa.
Vamos pôr os pingos nos is: um presidente pode montar uma rede de proteção intransponível para impedir qualquer tipo de investigação sobre seu governo, sobretudo se contar com o beneplácito da mídia.
Neste ponto, cedo o palco à maior autoridade brasileira em engavetamento de escândalos, o professor Fernando Henrique Cardoso. Ele foi o criador do modus operandi que todos os governos tucanos aplicaram a partir de sua gestão temerária. A partir daqui, ele explicará, em curso relâmpago, como presidentes podem liberar a roubalheira em seus governos.
Para um governo não ser investigado por nada, há que tomar alguns cuidados iniciais. Quem pretende roubar ou deixar roubar tem que criar um ambiente em que investigações sejam abortadas no nascedouro.
Abaixo, os três mandamentos do governante improbo tupiniquim.
1 – Estabeleça relações íntimas com donos de grandes meios de comunicação. Almoce com eles, peça opinião deles, vá às festas deles e aceite imposições.
2 – Aparelhe a Procuradoria Geral da República. Coloque um aliado no cargo. Só o PGR pode processar o presidente da República. Se o PGR for “seu”, meio caminho estará andado.
3 – Aparelhe a Polícia Federal. Como na PGR, coloque um aliado no cargo de Diretor Geral da PF. Esse cargo permitirá que o presidente da República encerre ou impeça investigações, transfira delegados “independentes” etc.
Essa fórmula também funciona para governos estaduais. Só há que trocar a PF pelas polícias civil e militar e a PGR pela Procuradoria Geral do Estado.
O “mestre” FHC seguiu esse roteiro. Ao assumir a presidência da República, em 1995, a primeira previdência – não é providência, é previdência mesmo – foi nomear procurador-geral da República um primo do vice-presidente, Marco Maciel. Brindeiro foi nomeado por FHC em 28 de junho de 1995 e só deixou o cargo quando o sucessor do tucano, Lula, assumiu a Presidência pela primeira vez, em 2003.
Em 16 de junho daquele ano, a Folha de São Paulo noticiou que Brindeiro corria o risco de não ser reconduzido ao cargo por conta de ter se envolvido em um escândalo que, para os padrões de moralidade do governo tucano, não eram motivo para celeuma. Brindeiro usou avião da Força Aérea Brasileira para ir descansar com a família no arquipélago de Fernando de Noronha, uma atitude impensável para um PGR, nos dias de hoje.
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Brindeiro foi nomeado para o cargo quatro vezes durante o governo FHC – em 1995, 1997, 1999 e em 2001. Lula nomeou três procuradores-gerais no mesmo período de oito anos e, à diferença de FHC, os escolhidos nunca tiveram qualquer relação com seu governo. Muito menos relações familiares.
O maior serviço que Brindeiro prestou a FHC foi ter engavetado o processo de investigação da compra de votos para a reeleição do tucano como presidente em 1998. Deputados da base aliada do governo foram grampeados confessando que haviam recebido 200 mil reais cada do ministro das Comunicações de então, Sergio Motta, para votarem a favor da emenda constitucional que instituiu a reeleição de presidente, governador e prefeito.
Mas os serviços prestados por Brindeiro foram muitos. Dois anos após FHC e seu PGR terem assumido, a mesmaFolha de São Paulo publicava matéria dando conta dos seguidos “engavetamentos” de investigações que fariam o então chefe do MP receber o apelido de “engavetador-geral da República”.
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Sempre buscando reduzir a transparência de seu governo, em 1998 FHC mandaria projeto ao Congresso para manietar o Ministério Público, reduzindo os poderes dos procuradores. De novo, a Folha de São Paulo, apesar de tratar só esporadicamente do assunto, foi o único veículo da grande mídia que deu espaço à revolta que se instalou no MP com aquela medida.
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Finalmente, em 1999 FHC tratou de eliminar de vez o “problema” de “órgãos de Estado” muito independentes e não fez por menos: usando o poder de presidente da República, pôs um correligionário para comandar a Polícia Federal, que, na era tucana, jamais teria delegados insultando o presidente da República. Confira matéria daFolha sobre o tema.
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Ainda em 1998, Brindeiro tratou de impor um “controle externo da Polícia Federal” por ele mesmo, procurador-geral da República, de modo que o despachante do governo federal no Ministério Público pudesse impedir investigações incômodas.
A Folha de São Paulo, no ano da reeleição comprada de FHC, tratou dessa investida do MP contra a PF. Esses  eram órgãos “de Estado”, sim, mas, enquanto com Lula e Dilma trabalharam livremente e sem pressões, na era tucana eram controlados com mão de ferro pelo Executivo Federal e seus teleguiados.
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Como se vê, a Polícia Federal, ao menos durante o governo FHC, não era um órgão de Estado. Além de não investigar o governo, ainda perseguia inimigos políticos desse governo.
E ai de quem, na mídia, ousasse questionar o governo. Era perseguido mesmo que, ideologicamente, tivesse convergências com aquele governo. Que o diga Paulo Francis, uma espécie de Reinaldo Azevedo dos anos 1980 e 1990, só que infinitamente mais competente e independentemente, apesar de conservador.
Francis morreu cedo, aos 66 anos. No terceiro ano do governo FHC, o jornalista se deu a criticar a roubalheira desbragada que havia na Petrobrás, mas, à diferença de hoje, nunca se investigou nada. Pelo contrário, quem denunciava é que ia para o banco dos réus.
Alguns dizem que o que matou Francis, que já vinha com a saúde combalida, foi processo por danos morais no valor de cem milhões de reais que sofreu por denunciar corrupção na Petrobrás. Na Folha, logo após a morte de Francis, o colunista Elio Gaspari contou uma versão dessa história.
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Você, cidadão, não sente-se mais confiante vivendo em um país em que o Estado – antes com tendências tão ditatoriais, com imprensa cerceada,  órgãos de controle manietados – agora tem que prestar contas e sofrer devassas ao menor sinal de práticas antiéticas?
É revoltante dizerem que Lula e Dilma não têm mérito por hoje o Ministério Público, a Polícia Federal e o próprio STF, entre outros, investigarem qualquer um, doa a quem doer.
É inimaginável que governantes como foi Lula e hoje é Dilma sejam acusados pela imprensa de uma forma que um presidente que tratou de acobertar corrupção valendo-se de meios ditatoriais nunca foi acusado. Mas o pior é espalharem essa mentira de que presidente da República não pode impedir investigações.
Deixo o leitor com uma pergunta: governante que pretende roubar deve usar os critérios e métodos de Lula e Dilma ou os de FHC?

Janot prevê mais delações e, no fim, reforma política

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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enxerga dois desdobramentos na Operação Lava Jato; do ponto de vista criminal, ele prevê mais delações premiadas, para que os executivos de empreiteiras reduzam suas penas; "Isso é um rastilho de pólvora. Quando um começa a falar, o outro diz: Vai sobrar só para mim?', e aí eles começam a falar mesmo", afirma; do ponto de vista político, o final da história pode ser positivo para o País; "esse sistema é corruptor mesmo, se continuar esse sistema não vai mudar nada, pois vamos derrubar essas pessoas e outros virão ocupar esses espaço, o efeito que estou apostando é a reforma política" 

247 - Em entrevista ao jornalista Severino Mota (leia aqui), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, previu dois efeitos importantes da Operação Lava Jato, após as prisões de executivos de grandes empreiteiras.

O primeiro, imediato, será a realização de novas delações premiadas. "Isso é um rastilho de pólvora. 

Quando um começa a falar, o outro diz: Vai sobrar só para mim?', e aí eles começam a falar mesmo. Todos vão negociar. Se um abrir a boca, abre todo mundo", disse ele.

Janot afirma que os empreiteiros podem ser enquadrados em diversos crimes. "Em principio é fraude em licitação, lavagem de dinheiro, crime contra o mercado e corrupção ativa", diz ele. "As empreiteiras diziam que eram alvo de concussão: Eu sou obrigado a dar, senão eu não consigo participar desse negócio e eu morro à míngua'. Se puder me explicar como a fraude à licitação decorre de concussão, eu concordaria com a tese. Como a concussão te obriga a fazer um cartel, fraudar uma licitação e ganhar um dinheirão? Está sendo extorquido para ganhar dinheiro? Para ter que botar US$ 100 milhões no bolso? Vamos combinar, não é. A delação quebrou com essa ponte", afirma.

O procurador-geral, no entanto, vê um efeito benéfico para a sociedade brasileira ao fim do processo: a reforma política. "O sistema republicano e a Justiça começam a mudar de paradigma. A Justiça de três, quatro anos para cá, não é mais uma justiça dos três Ps, de puta, de preto, de pobre. Ela está indo em cima de agente político e de corruptor. Essas prisões serão o grande propulsor da reforma política. E esse sistema é corruptor mesmo, se continuar esse sistema não vai mudar nada, pois vamos derrubar essas pessoas e outros virão ocupar esses espaços. O efeito que estou apostando é a reforma política."

"Advogado de Youssef operava para o PSDB"

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A entrevista de Rodrigo Janot tem um trecho importantíssimo; segundo ele, o advogado Antonio Figueiredo Basto, que defende o doleiro Alberto Youssef, operava para o PSDB paranaense e tentou interferir no processo eleitoral, com vazamentos seletivos; "O advogado do Alberto Youssef operava para o PSDB do Paraná, foi indicado pelo Beto Richa para a coisa de saneamento, tinha vinculação com partido", disse Janot; "O advogado começou a vazar coisa seletivamente. Eu alertei que isso deveria parar, porque a cláusula contratual diz que nem o Youssef nem o advogado podem falar. Se isso seguisse, eu não teria compromisso de homologar a delação" 

247 - A entrevista de Rodrigo Janot, procurador-geral da República, ao jornalista Severino Mota (leia aqui), tem um trecho importantíssimo. Segundo ele, houve uma tentativa indevida de interferência na sucessão presidencial deste ano, por parte do advogado Antonio Figueiredo Basto, que defende o doleiro Alberto Youssef e foi indicado pelo governador tucano Beto Richa para o conselho da Sanepar, a empresa paranaense de saneamento.

"Estava visível que queriam interferir no processo eleitoral", disse Janot. "O advogado do Alberto Youssef operava para o PSDB do Paraná, foi indicado pelo Beto Richa para a coisa de saneamento, tinha vinculação com partido."

O resultado dessa vinculação foi a profusão de vazamentos seletivos, que visavam atingir a campanha presidencial de Dilma Rousseff. "O advogado começou a vazar coisa seletivamente. Eu alertei que isso deveria parar, porque a cláusula contratual diz que nem o Youssef nem o advogado podem falar", disse Janot. "Se isso seguisse, eu não teria compromisso de homologar a delação."

domingo, 16 de novembro de 2014

Tentam intimidar Dilma para que ela pare investigações de corrupção

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A direita midiática vem desferindo seguidas bofetadas no rosto de cada um dos 200 milhões de brasileiros de todas as classes sociais e regiões do país que têm consciência de um fato inegável: os governos do PT instauraram uma política republicana de combate total à corrupção que não poupa nem o partido do governo e seus aliados.
Só sendo muito canalha para manter esse discurso revoltante que tenta convencer os brasileiros de que, até 2012, nenhum político foi condenado à prisão pelo STF porque todos sempre foram santos, ou de que não havia corrupção na Petrobrás ou em qualquer outra parte antes de o PT chegar ao poder.
Como é possível que uma empresa como a Petrobrás valha quase dez vezes mais hoje do que valia antes de o PT chegar ao poder a despeito de esse partido ter corrompido a até então virginal empresa de economia mista? Se isso fosse verdade, a receita para uma empresa crescer seria estimular a corrupção em seu quadro de funcionários.
Os fatos diferem muito do que diz uma grande mídia e uma oposição que, até 2002, governavam o país a quatro mãos acobertando a roubalheira, aparelhando o Ministério Público, a Polícia Federal, o Tribunal de Contas da União e todos os demais órgãos de controle, de modo que nenhuma investigação prosperava.
A alternativa a essa premissa seria acreditar, por exemplo, que, antes de o PT chegar ao poder, o STF nunca havia condenado nenhum político minimamente importante, sobretudo os que integraram governos, porque todos os políticos sempre andaram na linha.
Este Blog desafia qualquer um a mostrar qualquer período na história da República em que tenha ocorrido o impensável, ou seja, donos de empreiteiras sendo presos por corrupção.
Quem concorda que isso nunca aconteceu no Brasil e, assim mesmo, papagaia a mídia, Aécio Neves e Fernando Henrique Cardoso quando se referem às investigações na Petrobrás afirmando que não havia corrupção na empresa antes de o PT chegar ao poder, acha que o Brasil é povoado por 200 milhões de idiotas.
O polêmico ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, deu uma dentro quando, em discurso recente, qualificou os pedidos de impeachment de Dilma, de volta da ditadura militar etc. como tentativa de “intimidação” do governo federal, pois é isso mesmo o que está acontecendo.
Alas do PMDB e a totalidade do PSDB, entre outros, sabem muito bem que não há só governistas ou petistas sendo acusados pelas delações premiadas em curso, e que empreiteiras que prestam serviços ao governo federal e estão sendo acusadas também prestam serviços aos governos estaduais e municipais controlados pela oposição a Dilma.
Os vazamentos seletivos de acusações dos delatores que estão colaborando com a PF e a pressa da oposição e da mídia ao darem tudo como esclarecido ao afirmarem que o PT e aliados são os únicos envolvidos, tudo isso pretende intimidar o governo para que segure as investigações.
A ideia da direita midiática, pois, é a de que conseguirá desencadear um processo de impeachment de Dilma antes que tudo venha à tona.
Fontes deste Blog, porém, garantem que, quando o conteúdo das delações premiadas for divulgado, quando o procurador-geral da República e o STF liberarem os nomes dos agentes públicos envolvidos, por certo aparecerão nomes de governistas do PT e de outros partidos, sim, mas também aparecerão nomes do PSDB e do resto da oposição.
Ah, quem está no poder é o PT? Conversa. A oposição ao governo federal também é governo nos Estados e municípios.
As investigações sobre as empreiteiras dificilmente deixarão de, por exemplo, abrir a caixa-preta do Rodoanel paulista, que não termina nunca de ser construído, ou do metrô de São Paulo, que, em média, avança um quilômetro por ano apesar dos bilhões que o governo paulista gasta com as empreiteiras.
Isso sem falar que, em Minas Gerais, haverá uma devassa nos 12 anos que o PSDB governou aquele Estado.
Por tudo isso, as fontes deste Blog dizem que mídia e oposição podem tirar o cavalinho da chuva. Não vão conseguir derrubar Dilma antes de serem divulgados os nomes dos agentes públicos (DE TODOS OS PARTIDOS) que estão sendo acusados pelos delatores premiados pelo Estado brasileiro.
Não existe brasileiro que não saiba que as empreiteiras sempre foram as maiores patrocinadoras de corrupção no país. A menos que essas mega empresas brasileiras sejam um fenômeno de competência tipicamente tupiniquim, o tamanho delas, em relação às de países até mais avançados, mostra que encontraram uma “fórmula” de crescer que suas congêneres de outros países nunca descobriram.
A fórmula das empreiteiras brasileiras para terem se tornado um fenômeno mundial em termos de faturamento e crescimento, a ponto de hoje atuarem até em países desenvolvidos, foi sempre a de corromper governos, financiando campanhas eleitorais etc. Só que governo nenhum jamais investigou isso.
Lula e depois Dilma mudaram o Brasil não só no combate à pobreza, à miséria e distribuindo renda como nunca se fez. Sempre digo que a maior obra dos governos do PT foi a institucionalização do combate à corrupção, que tem sido tão completo que, após décadas e décadas, finalmente empreiteiras estão sendo desmascaradas.

sábado, 15 de novembro de 2014

Empreiteiras da Lava-Jato atuaram no cartel do Metrô de SP

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O delegado Igor Romário de Paula, da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado,  estreou na tevê naedição do Jornal Nacional de sexta-feira 14, falando sobre as prisões de executivos de empreiteiras denunciadas pelo doleiro Alberto Yousseff no âmbito do acordo de delação premiada da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal.
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Diz a locução de Willian Bonner:
“O delegado que conduz as investigações na Polícia Federal diz que há indícios consistentes de vários crimes, como formação de quadrilha, cartel, corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro”
De Paula, um dia antes, tornara-se conhecido nacionalmente. Matéria do Jornal O Estado De São Paulo arrolou esse delegado como membro de um grupo de delegados que insulta Dilma Rousseff e Lula no Facebook e faz proselitismo político-partidário em favor do ex-candidato a presidente Aécio Neves.
Abaixo, trecho da matéria do Estadão sobre delegados anti-Dilma da PF
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A matéria do Jornal Nacional, além de dar voz aos autoproclamados inimigos políticos de Dilma, Lula e do PT, trata de acusar o partido de estar institucionalmente envolvido nos crimes.
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A matéria, porém, poderia ter lembrado que essas empreiteiras que tiveram seus executivos presos também estão envolvidas em outros escândalos envolvendo outros partidos, com destaque para o PSDB.
Empresas citadas na operação Lava Jato são conhecidas como “As quatro irmãs”.  São elas Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez e prestam serviços também para governos do PSDB.
A Odebrecht, entre outras, foi alvo de denúncia do Ministério Público por suspeita de formação de cartel em São Paulo para a construção da Linha 5 do Metrô.
Em 2012, o Ministério Público do Estado de São Paulo ofereceu denúncia formal à Justiça contra 14 representantes  de empresas que compõem o consórcio vencedor da licitação para a construção da Linha 5 – Lilás, do Metrô.
A denúncia foi formulada pelo promotor de Justiça Marcelo  Batlouni Mendroni, do Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos (GEDEC).
Foram denunciados, entre outros, executivos da Construtora Norberto Odebrecht Brasil S/A, da Construtora OAS Ltda e da Construtora Queiroz Galvão S/A.
De acordo com a denúncia, os 14 envolvidos dividiram entre as empresas que representavam os contratos dos trechos de 3 a 8 da linha 5 do Metrô, direcionando a licitação da obra. Para o Ministério Público, eles sabiam previamente qual empresa seria a vencedora de cada um dos trechos em licitação porque combinaram o preço que seria apresentado por cada concorrente do grupo.
O jornal Folha de S. Paulo, naquele ano, publicou reportagem demonstrando que já se sabia, quatro meses antes do edital, quais os consórcios e empresas seriam vencedoras da licitação, registrando em cartório os nomes dos vencedores muito antes de proclamado o resultado da licitação.
Apesar de a mídia estar tentando vender ao país que a atuação criminosa dessas empresas teve início “em 2003” exclusivamente com o governo Lula, todos sabem que esse tipo de atuação corruptora de empreiteiras sempre existiu.
A diferença, hoje, após a chegada do PT ao poder, é que a corrupção praticada desde sempre por empreiteiras está sendo investigada sem tréguas.
Aliás, surpreendeu-se quem quis com as prisões de corruptores na última sexta-feira. Logo após o segundo turno das eleições deste ano, este Blog já vinha avisando que os corruptores entrariam na roda.
Dois dias após o segundo turno (28/10), esta página já explicava O que Dilma quis dizer com “Não vai ficar pedra sobre pedra”  durante entrevista que tinha acabado de conceder ao Jornal Nacional.
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Apesar da tentativa de exploração política por parte da mídia e do PSDB, é mais do que positivo que a Operação Lava Jato esteja expondo à luz do dia os métodos de empresas que cresceram e se tornaram as maiores do mundo corrompendo políticos e agentes públicos vinculados a TODOS os partidos.
Por conta disso, apesar de a mídia estar tentando vender a ideia de que essas empresas só começaram a fazer negociatas com empresas públicas ligadas ao governo do PT, o fato é que será muito difícil impedir que venham à luz negócios nebulosos dessas empreiteiras com governos de partidos de oposição como os de São Paulo e de Minas Gerais.
Vários colunistas da grande mídia estão achando que Dilma, Lula e o PT serão prejudicados por um nível de combate à corrupção que jamais existiu no país, mas estão redondamente enganados.
Este Blog afiança aos seus leitores que, nos próximos meses, sobretudo após as festas de fim de ano, a presidente da República e seu antecessor começarão a entrar para a história como os únicos governantes que abriram a caixa-preta da corrupção institucionalizada que vige neste país desde sempre. Quem viver, verá.

DECISÃO DE MORO CITA COMISSÃO LIGADA À CEMIG.

6 das 9 empreiteiras financiaram o Aécio!

Não pode ficar pedra sobre pedra!



O Conversa Afiada reproduz a partir do blog Aposentado invocado:

TIRO PELA CULATRA. DAS 9 EMPREITEIRAS ALVO DA OPERAÇÃO LAVA JATO, 6 FINANCIARAM AÉCIO. NO BLOG CONTEXTO LIVRE.



Na sétima fase da operação, deflagrada nesta sexta-feira (14), presidentes de grandes empreiteiras foram alvos de mandados de prisão.



O alto clero tucano, em evento realizado pelo partido em São Paulo nesta sexta-feira (14), comemorou as prisões de executivos de empreiteiras e o possível desgaste do governo Dilma.



”Tem muita gente sem dormir em Brasília “, afirmou senador Aécio Neves; colega Aloysio Nunes, que foi vice dele na campanha presidencial, usou o mesmo tom: “A casa caiu”; PSDB se vê imune neste escândalo; “Petrobras incorporou à sua história a marca perversa da corrupção”, prosseguiu Aécio, em tom sério.



O que Aécio Neves e seus Correligionários (PSDB), não sabiam, por falta de assessoria de comunicação, ou por “cara de pau” mesmo, é que das 9 empreiteiras alvo da Operação Lava Jato, seis financiaram sua campanha para presidente; o valor gira em torno de 20 milhões de reais.



São elas: Odebrecht, OAS, UTC, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa.


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Leia mais:

NÃO PODE FICAR PEDRA SOBRE PEDRA


FHC DESISTIU DO GOLPE. QUÁ, QUÁ, QUÁ !



Não pode ficar pedra sobre pedra

​E vamos ver quem põe mais gente na rua !​


Como cidadã brasileira, que trocou seu FGTS por ações da Petrobras, e votou no Lula e na Dilma, e vai votar no Lula ainda duas vezes, exijo que a investigação sobre as empreiteiras  e suas conexões com a política vá às ultimas consequências.


Já sei que na Vara do Juiz Moro vaza tudo.


Já sei que a PF de quem o Paulo Henrique chama de ZÉ da Justiça tem DELEGADOS QUE FAZEM CAMPANHA ELEITORAL para o Aécio e vazam tudo para o que ele chama de PiG.


Já sei que esses vazamentos, como as delações, serão devidamente escolhidos.


Só chegará ao PiG o que atingir Lula e Dilma.


Quando bate na porta do PMDB e do PSDB se fecham as torneiras do vazamento.


Sei que a Veja e o PiG querem transformar o Moro no Eliott Ness da UDN.


Sei de tudo isso.


Mas sei também que quero que a Petrobras sobreviva intacta, poderosa e do povo brasileiro.


Porque boa parte dessa furia contra a PETROBRAS É PARA FATIÁ-LA E VENDÊ-LA NA BACIA DAS ALMAS À CHEVRON e seus aliados no PSDB e na Rede e no PSB.


Seria muito saudável se a diretoria da Petrobras ficasse fora do alcance do PMDB e do PP.


E de qualquer partido.


Como o Ministério da Guerra, da Marinha e da Defesa.


A Petrobras é uma arma de Guerra e de Defesa.


Como cidadã brasileira, quero que essas investigações todas cheguem ao fim e não fique pedra sobre pedra, doa a quem doer.


Mas, não só a Lava Jato.


Quero tambem a Castelo de Areia que está empacada no Supremo.


Quero a Satiagraha legitimada, que espera o ilustre Ministro Fux relatar a RE 680967.


Porque, se a Direita idolatra o Juiz Moro, eu admiro o Juiz Fausto Martin De Sanctis, herói perseguido da Satiagraha e da Castelo.


A Castelo de Areia foi interrompida porque esses mesmos doleiros e empreiteiros – no caso, a serviço do PSDB de São Paulo – foram apanhadas numa ligação do Disque Denúncia, depois corroborada INTEGRALMENTE por investigação adicional da Polícia Federal e do Ministério Publico.


Mas, no STJ, trancaram a Castelo por causa de uma denúncia anônima.


Como diz o Paulo Henrique, denúncia anônima serve para prender pedófilo e sequestrador, mas não serve para prender tucano de São Paulo.


E a Satiagraha ?


Trancaram por quê ?


Ninguém sabe.


Trancaram.


Duas vezes !


E os corruptores ?


Há um VÍDEO que mostra a tentativa de suborno de um agente da Polícia Federal !


E por que os corruptores estão à solta ?


Porque o Protógenes deu o vídeo ao Cesar Tralli ?


Mas, e o conteúdo do vídeo ?


O que está lá dentro ?


Não vale ?


Como cidadã brasileira, cansei da corrupção.


Cansei da manipulação das denúncias de corrupção pela imprensa conservadora.


Cansei da generosidade com que o Supremo trata os corruptos e corruptores de Direita.


Cadê o mensalão dos tucanos – de Minas e de todo o Brasil ?


Ou tucano não tem Caixa Dois ?


Ou tucano não gosta de empreiteiro … hein, Cerra ?


Nao pode ficar pedra sobre pedra.


Na Petrobras !


No trensalão !


Na BrOi.


É preciso ir ao fundo, à última camada de pré-sal, ao ultimo tijolo da Abreu e Lima.


Não pode ficar pedra sobre pedra nas operações da Camargo com o PSDB, flagradas na Castelo de Areia.


Não pode ficar pedra sobre pedra na corrupção desenfreada – o maior escandalo do capitalismo brasileiro ! – descrita na Satiagraha e que aguarda uma açao, mínima, protocolar, regimental do Ministro Fux …


Ou vocês acham que eu, militante de esquerda, que entrei na politica para apanhar da Policia do ACM ao defender a candidatura do Haroldo Lima, na Bahia, ou vocês acham que,  se só pegarem o PT eu vou ficar quietinha em casa, assistindo ao jn ?


Eu vou pra rua !


Eu e alguns outros …


Do PCdoB e do PT !


E vamos ver quem põe mais gente na rua.

Paulo Henrique Amorim, com a colaboraçao de amiga navegante baiana que migrou do PCdo B para o PT.

Em tempo: do navegante Paulo SR:



Meu sangue ferve. Migrei do Rio para a Bahia. Sou, agora, nordestino burro com muito orgulho, porque votei duas vezes em Lula e duas vezes em Dilma, para o bem do Brasil e dos brasileiros. Vou votar no PT quantas vezes forem necessárias, para o bem do Brasil e dos brasileiros. Depois de 67 anos, conheço toda a corja, pelo jeito de falar, de andar, pelos discursos hipócritas, pelo cheiro e pelas histórias pessoais. Conheço o lado bom e o podre, do “nosso” desprezível Poder Judiciário; do “nosso” Poder Legislativo (quase todas as leis são inúteis, babacas ou contra o povo -incluindo aqui a “direita pão com ovo”; enquanto, as “verdadeiras” leis, ao contrário, são sempre em benefício do capital, principalmente o financeiro, ou dessa elite preconceituosa e covarde). Aqui ou ali, casualmente, combatemos a corrupção do executivo e do legislativo. Entretanto, os corruptores, mascarados de empresários e de “gente de dinheiro”, e os corruptos de toga continuam fora da lei. Isto tudo está acabando com o equilíbrio e a harmonia