Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Dilma avisa ao PiG: Bezerra fica

A Presidenta  Dilma mandou convocar uma entrevista no Palácio do Planalto com a presença dos ministros ligados à questão do “caosaquático”: Gleisi Hoffman, da Casa Civil, Aloizio Mercadante, da Ciência, Alexandre Padilha, da Saúde, e Fernando Bezerra Coelho, da Integração, que a Globo resolveu demitir.

Bezerra anunciou medidas acertadas com a Presidenta, o que inclui a aplicação de R$ 400 milhões em obras de emergência.

Mercadante tratou de radares e pluviômetros.

Tudo muito importante, mas secundário.

O objetivo da reunião foi fortalecer Bezerra.

Mostrar que ele faz parte de um Governo mobilizado para enfrentar o problema.

Que a Globo e o PiG batam em outra freguesia.

O Fernando fica.

O poder de governar o Governo está provisoriamente suspenso.

Em tempo extraído do G1: A presidente da República, Dilma Rousseff, determinou nesta segunda-feira (9) a criação de uma Força Nacional de Apoio Técnico de Emergência, grupo interministerial que atuará na prevenção de desastres naturais e reconstrução de municípios atingidos.

O anúncio foi feito nesta segunda pelo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, após reunião com a presidente e mais outros sete ministros ligados à área de infraestrutura e atendimento à população.


Paulo Henrique Amorim

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Enchente: Eduardo Campos, a Globo te espera

A culpa da enchente é deles !

O jornal nacional, o Bom (?) Dia Brasil e o jornal O Globo insistem em ignorar as explicações de Bezerra Coelho, Ministro da Integração.

Clique aqui para ler “Ministro afoga o PiG na enchente. O PiG mente”.

O que a Globo fez entre quarta e quinta-feira é uma velha operação de verão.

São as Águas de Março do Ali Kamel.

Quando chove fora de São Paulo, a culpa é do Lula e da Dilma.

(Agora, de Eduardo Campos, Governador do Estado do Privilégio, Pernambuco.)

Quando chove em São Paulo, a culpa é de Deus, como dizia o então governador (?), Padim Pade Cerra, antes de ser afogado pelo Amaury.

Agora, o Ali Kamel magnifica a tragédia cíclica do verão brasileiro.

Se enche em Minas e no Rio em 2012, a culpa é do Eduardo Campos, porque levou todo o dinheiro para Petrolina.

O que o Ali Kamel não conta é que parte do dinheiro da enchente o Sérgio Cabral entregou à Fundação Roberto Marinho, não é isso, amigo navegante ?

O Bezerra Coelho pode se esgoelar, abrir as contas (por que não se abrem as contas do “contas abertas” ?), que não adianta.

O alvo não é ele, nem a Dilma.

Porque na Dilma isso não cola mais.

O alvo é o Eduardo Campos, de quem Bezerra Coelho foi o competente Secretário que ajudou a fundar Suape, essa revolução que Eduardo Campos plantou à beira mar, perto de Porto de Galinhas.

O alvo é o PSB, de Ciro Gomes, cuja capital, Fortaleza, o PiG (*) quis transformar numa Praça Tahir.

O PSB é aliado de Dilma e do Lula.

O Nunca Dantes tratou de aposentar o Marco Maciel em Pernambuco e o Tasso tenho jatinho porque posso no Ceará.

Crimes inafiançáveis – para a Globo.

Eduardo Campos pode, perfeitamente, ser o vice da Dilma, em 2014.

Eduardo Campos pode suceder Dilma, em 2018.

A Globo precisa abatê-lo, antes que se torna poeta federal.

(Manuel Bandeira, pernambucano, distinguia os poetas em municipais, estaduais e federais. O Padim Pade Cerra, por exemplo, nunca passou de poeta estadual. Nunca passou de Resende, mesmo com a ajuda do PiG (*).)

Eduardo Campos já disse que não é necessária uma Ley de Medios.

Que o controle remoto é a melhor arma da Democracia.

O Palocci também ajudou muito a Globo.

Palocci tem uma fixação por controles remotos (de contas bancárias alheias, por exemplo).

A Dilma chegou a dizer – em reunião reservada, na frente do Palocci -, na campanha presidencial, que o Palocci tinha sido o “salvador”da Globo.

E o que fez a Globo com o Palocci ?

Enforcou o Palocci duas vezes – no caseiro e na “consultoria”.

A Globo não perdoa.

Você vende a mãe mas não vende os interesses – dizia o Dr. Tancredo.

O correligionário do PSB, o Ciro Gmes, sabe o que é a Globo, numa campanha presidencial.

Quando a Miriam Leitão o entrevistou no pelotão de fuzilamento do Bom (?) Dia Brasil.

Ele se lembra, porque o Ciro tem uma memória prodigiosa.

Não adianta fazer um acordo de poeta estadual com a Globo – em Recife ou em Fortaleza.

Quando chega no plano Federal, a Globo joga o jogo dela – o do Golpe !

A chuva de 2012 vai colar nas costas do Eduardo Campos.

Como a de 2010 foi do Lula e a 2011, da Dilma.

Ali Kamel manda descer as imagens do ano anterior e só muda o locutor.

(A Patrícia Poeta susbtituiu as sobrancelhas editoriais da Fátima Bernardes pela contração dos lábios editoriais, ao fim das reportagens. Para deixar claro ao Kamel que acha aquilo tudo “uma vergonha !”.)

(Quem tem também uma “linguagem corporal” conspícua é a Zileide Silva, do Bom (?) Dia Brasil, em Brasília. Lembra muito o Rod Steiger, aquele que melhor absorveu as lições do Actor`s Studio. A simples respiração é um adjetivo !)

Mas, o Ali Kamel é incansavel.

Ele já tem na bica a “epidemia” da dengue, outra arma fulminante contra governos trabalhistas, no verão.

Aí, seria bom o Kamel dar uma olhada no que aconteceu com a Folha (**), que pagou caro por disseminar uma “epidemia” que não houve.

O Eduardo Campos e o PSB quando começam a sair da toca são recebidos com a saudação de “benvindos” da Globo.

Bastam a Patrícia Poeta e a Zileide Silva para afogá-los a meio caminho do Alvorada.

Com ou sem controle remoto.

Clique aqui para ler “SP não teve competência para receber $ da enchente”.


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Pergunte ao Alckmin porque dinheiro anti-enchente não foi para São Paulo


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Parece que o Estadão  é de algum outro ponto do planeta, e não de São Paulo.
De outro modo não poderia acusar o Ministro da Integração Nacional de estar beneficiando Pernambuco com a liberação de R$ 25,5 milhões para a construção – Cupira e Gatos – em cidades a quase 200 km de Recife -  por supostos interesses eleitorais na capital pernambucana.  E, muito menos, por estar beneficiando Petrolina, cidade da qual já foi prefeito, que está a mais de 600 km das barragens.
Mas, sobretudo, porque o Estadão sabe que só numa obra, o Governo Federal – e o próprio Ministro Fernando Bezzera Coelho – destinaram mais recursos à prevenção de enchentes em Franco da Rocha – governada por um tucano, Marcio Cecchettini, e a apenas 40 km de São Paulo – do que aquela liberação sobre a qual lançam suspeitas. São R$ 28,5 milhões dos R$ 51,2 milhões necessários para construção de quatro piscinões em Franco da Rocha.
Mas publica que “a construção de reservatórios para conter cheias na região metropolitana de São Paulo, ação que teve R$ 31 milhões de gastos autorizados pelo Orçamento de 2011, não recebeu nenhum tostão”.
E porque não recebeu? Porque o Governo do Estado assinou o convênio só em outubro do ano passado e até agora  nem sequer abriu a licitação para fazer a obra. Como o projeto estava pronto, não se sabe a razão da demora. O Estadão, claro, nem pergunta a razão de – convenio assinado – já se terem passado dois meses sem o lançamento do edital pelo Governo do Estado. Em Pernambuco, o edital saiu muito mais rápido, dez dias depois do convênio, em maio e em agosto foi dada, pela Presidente Dilma, a ordem de serviço para o início da obra, com as desapropriações necessárias.
Por isso – apesar da nota de esclarecimento do Ministério, reproduzida no Conversa Afiada – já ter colocado os pingos nos ii – reproduzo aí em cima o discurso de Alckmin na assinatura do convênio, onde é só elogios pela ajuda federal, não reclama de atrasos e até elogia os auxiliares do ministro, que sabiam de cor o andamento do processo de liberação do convênio.