Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

MÉDICA CUBANA ESTÁ EM APARTAMENTO DA CÂMARA E RECEBE VAQUINHA DO DEM

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

FARINHAÇO NA ASSEMBLEIA ILUMINA HELICÓPTERO DO PÓ

HELICÓPTERO DO PÓ TAMBÉM FOI ABASTECIDO PELO SENADO

sábado, 14 de janeiro de 2012

Desastres das chuvas são municipais, estaduais e federais

Deveria ser a pior época do ano para os políticos, mas não é. Eles deram um jeito de anular as suas responsabilidades. E o que lhes permite fazê-lo é empurrá-las para o governo federal, o qual, em um país tão grande, fica difícil culpar pelo deslizamento de uma encosta, pela enchente de uma rua ou por aquele cidadão que caiu em um córrego e se afogou.
Como os políticos fizeram essa mágica? Através de dois instrumentos. Um é o bom e velho presidencialismo de coalizão que obriga o governo federal a assumir esse ônus em prol de suas alianças políticas, e também para não parecer que quer se omitir. E o outro instrumento é a mídia, que, sob evidentes motivações políticas, cobra de quem deve menos.
Exemplo disso está em um vídeo que passou a circular na internet e no qual a apresentadora de um telejornal do SBT explode em indignação contra o governo Dilma pela enchente em um bairro qualquer de alguma parte do país, como se fosse possível ao governo federal mapear riscos desse tipo em cada rua, cada bairro, cada cidade, cada Estado.
Veja o vídeo e depois continue lendo.




Esse é apenas um dos muitos exemplos de noticiário opinativo que protege os grandes culpados, que são o prefeito e o governador, e que se repete em praticamente toda a mídia.
As acusações recentes contra o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, por ter destinado mais recursos contra enchentes ao seu Estado natal mostram como a imprensa protege culpados e desinforma os cidadãos. O Estado do ministro ficou com quase todos os recursos porque foi o único que apresentou projetos ao governo federal e que lhe pediu verbas para executá-los.
Quem primeiro deve apurar onde há que fazer obras contra os problemas que as chuvas geram são os municípios. Se não houver recursos para fazer projetos, a prefeitura deve recorrer ao governo estadual. No caso do ministro, as verbas federais existiam para todos, mas os projetos não. E muito menos pedido de recursos para projetos.
O nível da administração pública que tem menor responsabilidade na atual conjuntura, portanto, é o federal. E a defesa do ministro às acusações que recebeu no âmbito da guerra da mídia contra o ministério de Dilma expôs o descaso de prefeitos e governadores que não gostam de enterrar recursos em obras que poucos eleitores percebem, pois costumam ser subterrâneas.
Até o ano passado – e durante alguns anos –, quando São Paulo inundava, a mídia dizia que a culpa era de São Pedro. Quem tiver curiosidade, pesquise neste blog o que foi publicado no período das chuvas de 2011 e verá reprodução de matérias que afirmavam que aquela enchente naquele bairro da capital paulista se devera à maior chuva em sabe-se lá quantos anos.
Este ano promete ser diferente. Até pelo link que a mídia quer fazer entre as tragédias das chuvas e o ministério que tem relação com obras contra elas, São Pedro deverá ser poupado. 2012 promete ser o ano em que o governo federal mais irá apanhar por conta dessas tragédias. Sobretudo pelas que devem expor a má administração de São Paulo.
Nas capitais, sobretudo nas do Sul e do Sudeste, é indesculpável que não tenham sido pedidos recursos. É evidente que uma cidade como São Paulo, por exemplo, não teria dificuldade em executar projetos para pleitear verbas estaduais e federais. E se o prefeito fosse (sic) irresponsável, caberia ao governador fazer esses projetos e pedir verbas.
A situação se agrava em lugares como São Paulo, onde o mesmo grupo político vem sendo mantido no poder há quase duas décadas. A falta de alternância no poder diminui ainda mais o empenho das autoridades em se preocupar com problemas que afetam sempre os mesmos bairros pobres, nos quais os cidadãos são induzidos a responsabilizar o governo federal.
Essa apresentadora prestou um desserviço à sociedade. Teria sido corajosa se cobrasse o prefeito de Luziânia e o governador de Goiás em vez do governo Dilma. De que adianta cobrar “o ministério”? Aliás, quem deu a resposta idiota foi um funcionário da prefeitura, mas quem pagou o pato foi o governo federal.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Pergunte ao Alckmin porque dinheiro anti-enchente não foi para São Paulo


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Parece que o Estadão  é de algum outro ponto do planeta, e não de São Paulo.
De outro modo não poderia acusar o Ministro da Integração Nacional de estar beneficiando Pernambuco com a liberação de R$ 25,5 milhões para a construção – Cupira e Gatos – em cidades a quase 200 km de Recife -  por supostos interesses eleitorais na capital pernambucana.  E, muito menos, por estar beneficiando Petrolina, cidade da qual já foi prefeito, que está a mais de 600 km das barragens.
Mas, sobretudo, porque o Estadão sabe que só numa obra, o Governo Federal – e o próprio Ministro Fernando Bezzera Coelho – destinaram mais recursos à prevenção de enchentes em Franco da Rocha – governada por um tucano, Marcio Cecchettini, e a apenas 40 km de São Paulo – do que aquela liberação sobre a qual lançam suspeitas. São R$ 28,5 milhões dos R$ 51,2 milhões necessários para construção de quatro piscinões em Franco da Rocha.
Mas publica que “a construção de reservatórios para conter cheias na região metropolitana de São Paulo, ação que teve R$ 31 milhões de gastos autorizados pelo Orçamento de 2011, não recebeu nenhum tostão”.
E porque não recebeu? Porque o Governo do Estado assinou o convênio só em outubro do ano passado e até agora  nem sequer abriu a licitação para fazer a obra. Como o projeto estava pronto, não se sabe a razão da demora. O Estadão, claro, nem pergunta a razão de – convenio assinado – já se terem passado dois meses sem o lançamento do edital pelo Governo do Estado. Em Pernambuco, o edital saiu muito mais rápido, dez dias depois do convênio, em maio e em agosto foi dada, pela Presidente Dilma, a ordem de serviço para o início da obra, com as desapropriações necessárias.
Por isso – apesar da nota de esclarecimento do Ministério, reproduzida no Conversa Afiada – já ter colocado os pingos nos ii – reproduzo aí em cima o discurso de Alckmin na assinatura do convênio, onde é só elogios pela ajuda federal, não reclama de atrasos e até elogia os auxiliares do ministro, que sabiam de cor o andamento do processo de liberação do convênio.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A dominância financeira


a mídia depende de verbas publicitárias, que vêm do mercado financeiro e os bancos são importantes financiadores de políticos nas campanhas eleitorais, obtendo força nas decisões políticas de seus interesses. Eles têm equipes de economistas em seus quadros e de consultorias para defenderem posições que lhes interessam. O resultado é que são raras as oportunidades de expressão de posições divergentes em relação ao que poderia chamar de pensamento único na economia. O artigo é de Amir Khair.

Se existe um problema grave na economia brasileira, ela se chama taxa de juros. Existem duas taxas de juros distintas no Brasil. A Selic, que é a taxa básica de juros definida pelo governo, e a taxa de juros cobrada pelos bancos aos seus clientes (empresas e pessoas).

A diferença entre elas é denominada de spread bancário, considerado o Brasil, em vários estudos internacionais, como tendo o spread mais elevado do mundo há muitos anos. É a principal fonte do lucro dos bancos, sem a interferência do governo, que têm os instrumentos legais para regular esses exageros, o que evidencia a gravidade do problema e sua subserviência ao mercado financeiro.

A Selic é a mais alta do mundo, também há vários anos. Assim, essas duas taxas apresentam a maior aberração e trava macroeconômica, que tem impedido que o Brasil avance na economia de forma saudável, pois as taxas de juros elevam em excesso as despesas do governo, das empresas e dos consumidores e, o que é mais grave, com o apoio da maioria dos economistas, que têm espaço na mídia, defendendo que as taxas de juros têm que ser elevadas para controlar a inflação.

Não é de se estranhar isso, pois a mídia depende de verbas publicitárias, que vêm do mercado financeiro e os bancos são importantes financiadores de políticos nas campanhas eleitorais, obtendo força nas decisões políticas de seus interesses. Eles têm equipes de economistas em seus quadros e de consultorias para defenderem posições que lhes interessam. O resultado é que são raras as oportunidades de expressão de posições divergentes em relação ao que poderia chamar de pensamento único na economia.

O fato é que o Brasil convive com essas taxas de juros, quando países de economia semelhante à nossa têm taxas muito inferiores e com inflação igual ou menor que a nossa.

A principal explicação para essas anomalias é a submissão do governo ao mercado financeiro. A presidente Dilma começou bem, dando a diretriz de redução da Selic até 2014, para 2%, excluída a inflação. É uma meta tímida e demorada, que não vai ajudar a resolver logo essa questão. A meta de 2% é elevada em relação aos níveis dos países emergentes que estão negativas em 0,5% atualmente. Sobre o spread o governo não se pronunciou determinando limites, tendo poder para isso.

O Brasil tem taxa básica de juros real de 6,8%, mais de quatro vezes (!) o segundo colocado em pior posição, que é o Chile com 1,5%. A média dos 40 países da amostra deu negativa de 0,9%.

A Selic é definida pelos diretores do Banco Central, em reuniões a cada seis semanas, no Comitê de Política Monetária (Copom). O Banco Central (BC) consulta semanalmente as instituições do mercado financeiro, divulgando-as no boletim Focus, para saber que estimativas fazem essas instituições sobre a inflação para o ano em curso, os próximos doze meses e para o ano seguinte.

Essas instituições informam a decisão que esperam seja tomada pelo Copom em relação à Selic nas próximas reuniões até o final do ano seguinte.

O Focus é apresentado pela mídia como sendo as previsões do mercado para a inflação, Selic, crescimento econômico, taxa de câmbio e produção industrial. Tem a finalidade de orientar as expectativas dos agentes econômicos. Mas orientar expectativas é de suma importância e, para isso, pressupõe a escolha de uma amostra representativa do mercado. No caso o mercado financeiro representa apenas 7% (!) do mercado, e tem interesse na elevação da Selic.

O problema é que a mídia divulga essas expectativas como sendo do mercado, e com isso acaba orientando os agentes econômicos (empresas e pessoas) em suas decisões sobre inflação, crescimento, etc.

Várias vezes o BC foi questionado por usar uma amostra não representativa das previsões do mercado, mas não mudou, o que é estranho e danoso. Faz o contrário do que é feito internacionalmente pelos bancos centrais e governos que se preocupam com a credibilidade e orientação adequada das expectativas dos agentes econômicos.

Fato mais grave é que o Copom acaba definindo a Selic, que é indicada pelo mercado financeiro em praticamente 100% das vezes, ou seja, só serve para referendar uma Selic elevada. Quanto mais elevada, melhor, pois sai daí parcela importante dos lucros obtidos com prejuízos equivalentes do único devedor da Selic, o governo federal. Esse prejuízo em última instância sai do bolso do contribuinte através dos tributos que paga.

Esse prejuízo atingiu nos últimos doze meses até maio, R$ 220 bilhões ou 5,7% do PIB, quando no mundo esse custo é de 1,8% do PIB. A perda de 3,9% do PIB (5,7 menos 1,8) é injustificável, pois é possível controlar a inflação nos demais países com taxas básicas de juros bem inferiores às aqui aplicadas.

Esse prejuízo será ainda maior até o final deste e do próximo ano, caso o Copom continue seguindo as previsões da Selic do mercado financeiro em suas reuniões. A dívida do setor público irá continuar subindo pelos juros crescentes e pelas injustificadas transferências por parte do Tesouro de novos R$ 55 bilhões ao BNDES. Esse valor foi obtido com a emissão de novos títulos que pagam juros Selic.

Assim, não sobram recursos para o governo expandir suas atividades nas áreas estratégicas da saúde, educação, assistência social, previdência, segurança pública, habitação, investimentos em equipamentos para a expansão dessas atividades e para a infraestrutura do País.

A gravidade dessa situação é que ela vem de longa data, e já foi pior, pois após o Plano Real, as despesas com juros atingiram a média de 8,6% do PIB no governo FHC (1995 a 2002) e de 6,2% no governo Lula (2003 a 2010). A média dos 16 anos (1995 a 2010) foi de 7,8% (!) Em valores atualizados pelo IPCA os juros atingiram nesses 16 anos R$ 3,7 trilhões (!) Caso não tivesse trilhado esse caminho suicida, o País seria outro, com situação fiscal equilibrada, e recursos suficientes para reduzir o elevado déficit social e de infraestrutura existente.

A consequência dessa política monetária, com a benção do governo, é que ele fica obrigado a obter resultados primários (receitas menos despesas, exclusive juros) elevados para pagar apenas parte dos juros, resultando em déficits fiscais, que obrigam a emitir mais títulos de dívida. É uma bola de neve crescente para as finanças públicas, que continuará a rolar ladeira abaixo caso não caia rapidamente a Selic.

Agravantes da Selic com a crise de 2008
Com a crise de 2008, os países desenvolvidos emitiram vários trilhões de dólares, euros e ienes para socorrer seus bancos que estavam em situação falimentar e a maior parte dessas emissões com taxas de juros próximas a zero foram em busca de aplicações em outros países que ofertavam taxas de juros mais elevadas, e o Brasil é o preferido dessa dinheirama que vem para cá, lucrando e repatriando esses lucros, que saem do Tesouro Nacional, ou seja, dos contribuintes brasileiros que pagam tributos ao governo federal.

Assim, o BC dá de presente aos capitais internacionais quantias elevadas de recursos, que irão faltar para serem usados no País.

Existem outros danos causados pelo BC, pois é ele que detém as reservas internacionais em dólares do País, que já ultrapassaram a US$ 333 bilhões em maio e continuam subindo com velocidade. Essas reservas custam aos cofres públicos juros equivalentes à Selic e são aplicadas, especialmente, em títulos do Tesouro americano que não rendem praticamente nada e são penalizadas pela queda do dólar face ao real durante todo o período de existência das reservas.

Em 2010 o BC causou um rombo de R$ 50 bilhões com essa política suicida e, neste ano como as reservas cresceram muito mais do que em 2010, e a Selic média será mais elevada do que em 2010, estima-se que o rombo causado pelo carregamento dessas reservas poderá ultrapassar R$ 70 bilhões (!). Se continuar elevando essas reservas, sem reduzir a Selic no próximo ano, como prevê o mercado financeiro, esse rombo em 2012 poderá chegar a R$ 90 bilhões (!)

Mas os danos causados por essa Selic não param por aí. Como dissemos, a dinheirama espalhada pelo mundo pelos países desenvolvidos são atraídos para o Brasil devido à Selic elevada, sem correr riscos e podendo repatriar os lucros rapidamente (alta liquidez). O ganho desses capitais é ainda maior do que só com os juros. Em junho de 2010, cada dólar valia R$ 1,81 e agora R$ 1,55 (dia 4/7). Ganham, pois duplamente: nos juros e na valorização do real.

Com a valorização do real, que não para, as importações ficaram mais baratas e substituíram produtos fabricados no País, gerando desempregos aqui e criando empregos lá fora. Os consumidores saem ganhando nessa situação por terem mais escolhas nos produtos, que apresentam qualidade similar ao produzido aqui e com preços inferiores.

As exportações foram, também, prejudicadas, pois ficaram mais caros os produtos fabricados aqui no confronto com os produtos similares de outros países. Mas é importante considerar se o desemprego gerado não irá causar redução do consumo. Já criou rombos nas contas externas desde 2008.

Diante dessas realidades não resta ao governo alternativa se não enfrentar a dominância financeira, que vem travando o desenvolvimento econômico e social do País. Não se trata de problema técnico ou econômico, mas de decisão política e, para isso, é necessário afrontar os interesses impostos pelo mercado financeiro. O governo até agora não demonstrou disposição nesse sentido.

terça-feira, 12 de abril de 2011

FHC revela que o PiG (*) é corrupto. Ou como o Globope ajuda(va) a Globo


FHC dá seu testemunho de que a grande imprensa é corrupta

Sobre o artigo de FHC referido na nota abaixo, tem um parágrafo onde o demo-tucano deixa escapar, sem querer, seu testemunho, do alto de quem já foi Presidente da República e teve na mão a caneta das verbas publicitárias:


Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os “movimentos sociais” ou o “povão”, isto é, sobre as massas carentes e pouco informadas, falarão sozinhos. Isto porque o governo “aparelhou”, …,além da influência que exerce na mídia com as verbas publicitárias.

O demo-tucano atirou no PT mas acertou em cheio no PIG (imprensa golpista). Ele escreve com todas as letras que as verbas publicitárias são instrumento para corromper o PIG. Mas isso só pode ser constatado em seu governo e nos governos demo-tucanos estaduais, pois desde que Lula foi eleito, o governo petista só apanha da imprensa.

FHC apenas revela seu temor – conhecedor que é da índole corrupta da imprensa corporativa – dela estar se oferecendo, à venda, para o governo Dilma, depois de levar uma sova durante 8 anos de tentativa de derrubar Lula e impedir Dilma de ganhar as eleições.


Não é novidade nenhuma para nós, mas que eu me lembre, é a primeira vez que um grão-tucano entrega seus comparsas da imprensa desta maneira tão explícita.


Navalha
Nos oito anos do cinzento Governo FHC-Cerra, a Globo tinha 50% da audiência.

E ficava com 80% da verba publicitária do Governo Federal.

Ou seja, o Farol de Alexandria subsidiava a Globo no que correspondia a essa diferença – com 50% da audiência ficava com 80% da publicidade.

(O maestro dessa sinfonia era o Andrea Matarazzo, depois notável embaixador do Brasil na Itália.)

No Governo do Nunca Dantes essa relação se estreitou, gradativamente.

Hoje, a Globo tem perto de 40% da audiência.

E perto de 40% da verba publicitária do Governo Federal.

Ou seja, a Globo leva para casa o que ela entrega ao anunciante: 40%.

Acabou a sopa.

É por isso que a Globo quis derrubar o Nunca Dantes.

E continua a tentar desmoralizá-lo.

Por falar nisso, por que o Governo da JK de saias não apura direitinho o que a Globo entrega ?

A Globo recebe um anuncio da “…brás”, do Governo Federal.

E cobra o correspondente a 40% da audiência.

Mas, quem diz que ela entrega, de fato, 40% da audiência ?

Quem diz é o Globope, cujo maior cliente é a Globo.

Por que o Governo da JK de saias não monta um sistema público de pesquisa de audiência, com acesso aberto na internet ?

Como se sabe, a “ciência” do Globope se reduz colocar um aparelhinho em meia dúzia de lares, na Grande São Paulo.

É assim que o Globope diz qual é a audiência da Globo – e é assim que o gosto do espectador de São Paulo determina  programação da televisão brasileira, do Oiapoque ao Chuí.

Por que não fazer uma pesquisa ampla, nacional, online, transparente, paga por todo mundo: ABERT, Governo, agencias etc etc .

Com a banda larga isso vai ser uma moleza.

Ainda mais se a JK de saias enquadrar as telefônicas, como acaba de fazer.

Ou será que às agências não interessa quebrar essa tríade de ferro, que sustenta a indústria publicitária brasileira há décadas: Globo, Globope e bonificação por volume (quanto mais a agência anuncia na Globo, mais a agência – e, não, o anunciante – leva grana para casa) ? 

Tai, amigo navegante, precisamos meditar sobre isso, você não acha ?

Que tal mandar uns palpites, umas informações a esse ansioso blogueiro ? 


Paulo Henrique Amorim