Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

SAQUES A SUPERMERCADOS E BÓIAS-TOGADAS

*Chile:50 feridos e uma centena de prisões em Santiago
**estudantes tomam as ruas nesta 4ª feira por 'educação pública, gratuita e de qualidade'
**Venezuela: Chávez tem 26 pontos de vantagem sobre Capriles
** Alemanha: indústria e comércio exterior retrocedem em junho
**Itália:4 trimestres em recessão e Monti aprova mais cortes
**Planeta: eventos climáticos extremos se multiplicam
** os verdes 'aliviam' o derretimento da direita que patrocina o caos ambiental (Leia mais aqui) 



Trabalhadores  espanhóis liderados pela União de Esquerda fizeram dois saques a supermercados esta semana; um em Sevilha, outro em Cádiz, numa unidade do Carrefour. Carrinhos lotados foram distribuídos em periferias pobres. Foram atos simbólicos. Mas sua aderência à insatisfação social na zona do euro deixou a mídia e a ortodoxia de cabelos em pé.Programas de resgate social, a exemplo do Bolsa Família brasileiro, compõem hoje a agenda da esquerda em alguns países da Europa. Esse o ponto a que chegamos pelas mãos do credo que, felizmente, perdeu  o poder de comando da economia e das urnas no Brasil -- antes e durante a crise. Paradoxalmente, não fosse por isso, talvez o julgamento em curso no STF não significasse tanto para  a direita brasileira; ela se agarra às togas como náufragos de uma época  histórica. (LEIA MAIS AQUI)

sábado, 7 de janeiro de 2012

Revista Veja planta preconceito e ódio contra nordestinos, através de seu bedel

Você já viu alguma vez na revista Veja, liberação de verbas federais para os governadores tucanos de São Paulo, ser tratada como "plantando obras em currais eleitorais do Sudeste"?
Não viu, porque esse tratamento depreciativo na revista demo-tucana paulista só é dirigido aos nordestinos, como prova o texto do colunista bufão acima.
Esse caldo de cultura preconceituoso plantado na revista é o ovo da serpente do racismo, neo-nazismo e assemelhados, que geram seus filhotes, como uma gaúcha de 18 anos, que conseguiu produzir em seu twitter, em dezembro passado, essas "pérolas" de pensamentos:
Nada que 1 a 3 anos de prisão não resolva (apesar dela acreditar na impunidade da cesta básica), para a moça ter bastante tempo para refletir em sua cela. Mas a questão maior não é o seu caso isolado. É o quanto essa geração da "Sofia of Drems", filhas e filhos de uma elite cuja "formação de opinião" se dá sob influência de leituras como da revista como a Veja, estão recebendo valores e princípios deformados e desumanos.
A OAB/CE (Ordem dos Advogados do Brasil no Ceará) está movendo ação contra a moça. O caso causou repercursão e repúdio, conforme a reportagem abaixo:
O Procurador da República Oscar Costa Filho, apesar de promover certa polêmica a respeito do ENEM, está certo em dizer que o comportamento destas moças é efeito, e é preciso buscar as causas.
Que tal o Procurador dar uma palavrinha com os "formadores de opinião" da Veja?
ZéAugusto
No Amigos do Presidente Lula

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

CLAMOR DAS RUAS SANCIONA POLÍTICA DO ITAMARATY NO ORENTE MÉDIO


Não há projeto alternativo claro às ditaduras e semi-ditaduras aliadas dos EUA no Oriente Médio. Mas a saturação popular após décadas de obscurantismo e miséria acumula   vapor  suficiente para arrebentar as tampas da blindagem repressiva que protegia regimes e seus cúmplices internacionais. A perplexidade das elites locais é a mesma de seus aliados urbi et orbi --não só os EUA ou a direita de Israel, mas também o conservadorismo político brasileiro, por exemplo. Nos últimos anos, a coalizão de interesses demotucanos criticou acidamente a política externa independente de Lula na região. Não seguir a cartilha da subserviência esférica às linhas do departamento de Estado norte-americano no Oriente Médio era apontado como sinal de complacência com o desrespeito aos direitos humanos --caso da tentativa brasileira de mediar o conflito iraniano/norte-americano em aliança com a Turquia. Nada se dizia, porém, sobre a podridão social e repressiva em regimes vistos como confiáveis --entre eles o do Egito, agora em chamas.  Graças a ousadia do Itamaraty sob o comando de Celso Amorim e Samuel Pinheiro Guimarães, hoje o Brasil goza de prestígio e simpatia junto às forças políticas emergentes em diferentes países da região, onde o furor difuso das ruas já provoca debandadas e concessões. No Iêmen, Ali Abdullah Saleh, desistiu da reeleição em 2013 e tenta, ao menos, garantir-se até lá oferecendo prendas aos militares.  Na Jordânia, caiu o  primeiro-ministro. Na Síria, Bashar al Assad, promete mais mudanças econômicas e institucionais. Na Argélia,  sob 'estado de exceção' há 20 anos,  Bouteflika garante que vai restaurar o poder das urnas. No Egito, Mubarak insiste em comandar seu próprio funeral, mas nem os EUA tem mais paciência com o cadáver político do seu aliado. A intenção é sepultar o corpo rapidamente para evitar que a putrefação  contamine até possíveis substitutos de confiança do Ocidente --entre eles a alta oficialidade do Exército. A mídia demotucana finge não ver o óbvio: graças à postura independente dos últimos oito anos, o Brasil emerge nesse cenário como um interlocutor respeitado e confiável, um parceiro equidistante que coloca a paz e o desenvolvimento social e econômico acima dos fundamentalismos, não apenas aqueles inspirados em Alá, mas também os que, ajoelhados no altar dos direitos humanos, abençoaram a tortura e a miséria como o 'preço' a ser pago pela estabilidade do suprimento de petróleo.

(Carta Maior, 6º feira, 0402/2011)