Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Petrobras parou de perfurar em Libra. Parou por que? Porque deu certo!

testelibra

Petrobras paralisa perfuração em Libra e cai 3%“.

O título do site de economia Infomoney dá bem ideia da Petrobras que se mostra à opinião pública.
Uma empresa falida, quebrada, fracassada.
E por que a Petrobras “paralisou” a perfuração em Libra?
Simples, porque terminou a perfuração de um poço de testes.
E concluiu com sucesso total.

“Os resultados da perfuração confirmaram a existência de uma coluna de petróleo de aproximadamente 290 metros e reservatórios de alta qualidade. Os dois testes de produção – realizados em duas zonas distintas – confirmaram a excelente produtividade e qualidade do petróleo (27ºAPI*) desses reservatórios”

É o que diz o comunicado da empresa em nota do seu site de relações com investidores.

E deppis dos testes, reunidas todas as informações sobre rochas, camadas, pressões e tudo o mais, para-se para fazer os planos de exploração ou definir onde se fará novas perfurações de delimitação do campo.
E que campo!

Imagine uma imensa “esponja” de petróleo com esta altura e área de  1,5 mil quilômetros quadrados, o mesmo tamanho de todo o município de São Paulo, como é Libra, e terá noção de quanto isso representa de petróleo.

E pense no que representa perder, em nome do “enxugamento” da empresa, esta e outras áreas tão ricas?
Não pense que há ingenuidade fora dos círculos de bobões que ficam dizendo que a empresa é um antro de roubalheiras.

A roubalheira que se planeja é muito maior que a de Paulo Roberto Costa.
Bilhões de vezes maior.

sábado, 5 de abril de 2014

Petrobras liga outro poço gigante. Nada que seja importante para a mídia, só muito petróleo, não é?

bsr

Enquanto a imprensa procura criar escândalos dizendo que algum fornecedor da Petrobras tem negócios com um doleiro, o que não quer dizer absolutamente nada – a menos que haja algum indício de que fossem repasses ilegais – a empresa segue fazendo o que não é notícia: produzindo mais petróleo.
Quinta feira, entrou em produção o terceiro poço do campo de Sapinhoá.
Ouro poço imenso, que vai produzir 26 mil barris de petróleo por dia.
Só ele representa mais de 1%% sobre a produção brasileira de 2 milhões de barris de petróleo diários.
O poço é o segundo a usar a moderníssima tecnologia de fixação indireta ao navio plataforma, através de uma boia de sustentação de risers (dutos) como as que você vê na imagem. A segunda BSR de Sapinhoá, igual à primeira, está tendo sua instalação concluída este mês e é uma tecnologia, em grande parte, desenvolvida no Brasil.
A boia – uma estrutura de 40 metros de largura por 52 metros de comprimento, pesando duas mil toneladas – fica flutuando a  cerca de  250 metros da superfície, ancorada no fundo do mar, que tem ali uma  uma profundidade de 2.100 metros, e permite a ligação dos poços por tubos rígidos, mais baratos e resistentes que os flexíveis, porque não transmite diretamente os movimentos do navio a toda a tubulação, até o poço.
E possibilita, ainda, que mais de um navio-plataforma fique conectado a ela, como vai acontecer em Sapinhoá, onde hoje só opera FPSO Cidade de São Paulo.
Além de reduzir os custos de logística – transporte de pessoal, suprimentos e equipamentos – isso permite que durante as paradas técnicas parte da produção seja transferida para o navio-plataforma que siga operando, se houver capacidade excedente de processamento.
A maior vantagem do sistema, porém, é permitir a conexão dos poços antes mesmo da chegada de um navio-plataforma que vai receber sua produção, como é o caso, em Sapinhoá, do FPSO Cidade de Ilhabela, que revém terminou e receber seus módulos de produção no Rio de Janeiro e está em fase de ligação dos sistemas operacionais e verificação. Quando o navio chegar a Sapinhoá, daqui a uns dois ou três meses, tudo fica mais simples e rápido, restando apenas a sua ligação á boia, uma operação muito mais simples que a ligação a um poço da 2.100 metros de profundidade.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

POR FAVOR , AJUEM A DIVULGAÇÃO DESTA NOTÍCIA. A MAFIOMÍDIA NACIONAL ESTÁ ESCONDENDO. Especialista: derrame de óleo pode ser 10 vezes maior


O  site de observação de imagens de satélite Skytruth acaba de publicar uma imagem e uma avaliação sobre a mancha causada pelo vazamento de petróleo do poço da Chevron no Campo de Frade, ao largo do Rio de Janeiro.
E a conclusão do geógrafo John Amos, um ativista ambiental que mantém o site há dez anos é de que:
“A  imagem de satélite  MODIS / Aqua da NASA, acima, foi tirada há três dias. Ela mostra uma mancha de óleo aparente originária do local de perfuração e que se estende por 2.379 quilômetros quadrados (o extremo sul da mancha fica aprisionado em um redemoinho no sentido horário interessante nas correntes oceânicas). De 1 micron de espessura, representa um volume de 628 mil galões (14.954 barris) de petróleo.
Supondo que o vazamento começou ao meio-dia em 8 de novembro (24 horas antes de termos observá-lo em imagens de satélite), estimamos uma taxa de vazamento de pelo menos 157 mil galões (3.738 barris) por dia. Isso é mais de 10 vezes maior do que a estimativa da Chevron de 330 barris por dia.”
Amos trabalhou com as coordenadas dos poços enviadas pelo deputado Brizola Neto, pelo twitter, constantes do relatório oficial da ANP sobre as perfurações em andamento e concluídas, que podem ser conferidas aqui.
Hoje, finalmente a ANP divulgou um comunicado em seu site, dizendo que numa reunião de emergência realizada domingo (por que só veio a público hoje?) aprovou-se o plano de emergência apresentado pela Chevron para deter o vazamento e que a diretora da ANP  Magda Chambriard esteve na Sala de Emergência da Chevron acompanhando os trabalhos para conter o vazamento.
Onde fica essa sala de emergência? Quem responde por ela? Em que a empresa baseia suas avaliações? A ANP recebeu fotos da mancha? Tem fotos de satélite dela? Divulgou-as? Ou isso é uma ação privada?
Amanhã, o deputado Brizola Neto vai apresentar um requerimento pedindo a presença dos diretores da ANP e da Chevron para explicar o vazamentio e apresentar as informações que a imprensa não está publicando.
A foto da Nasa é uma prova de que não são  “umas gotinhas” inofensivas, a mancha é imensa. Você pode ver o original aqui e a imagem tratada aqui.
Mesmo contra todo o bloqueio da mídia, vamos defender a verdade. Não é mais possível tratar quase que secretamente um vazamento.
A presidenta Dilma Rousseff exigiu uma investigação completa sobre o vazamento. O Tijolaço está fazendo sua parte.
E esperando que as autoridades públicas façam a delas.

O vazamento de petróleo, a política e José Serra (José Serra, a Chevron e os dois vazamentos)

O vazamento de petróleo,

Por Weden
 
Por trás do silêncio da imprensa sobre o desastre provocado pelo vazamento de óleo no Campo do Frade, na Bacia de Campo (ver comentários de Brizola Neto), está um outro vazamento: a promessa de José Serra de rever os marcos de exploração do Pré-Sal a favor das petroleiras americanas.
Não se trata de uma convicção pessoal de Serra. Ele apenas verbalizou a posição de setores políticos (capitaneados pelo PSDB) e econômicos do país, aí incluídos os conglomerados de mídia.
É evidente que os interesses das estrangeiras na exploração do Pré-Sal poderiam ser afetados se a imprensa desse ampla cobertura ao desastre, que tem indícios fortes de negligência (uso de equipamentos obsoletos) e crime ambiental.
Dá para imaginar se o vazamento fosse provocado pela Petrobras nos EUA. Nem a imprensa daqui se calaria.
ixo a informação da Folha, tendo o Wikileaks como fonte, de que Serra prometeu ajudar a empresa a conquistar espaços na exploração do Pré-Sal.

Da Folha de S.Paulo – Petroleiras foram contra novas regras para pré-sal
Segundo telegrama do WikiLeaks, Serra prometeu alterar regras caso vencesse
 Assessor do tucano na campanha confirma que candidato era contrário à mudança do marco regulatório do petróleo
JULIANA ROCHA, DE BRASÍLIA e CATIA SEABRA,DE SÃO PAULO
As petroleiras americanas não queriam a mudança no marco de exploração de petróleo no pré-sal que o governo aprovou no Congresso, e uma delas ouviu do então pré-candidato favorito à Presidência, José Serra (PSDB), a promessa de que a regra seria alterada caso ele vencesse.
É isso que mostra telegrama diplomático dos EUA, de dezembro de 2009, obtido pelo site WikiLeaks (www.wikileaks.ch). A organização teve acesso a milhares de despachos. A Folha e outras seis publicações têm acesso antecipado à divulgação no site do WikiLeaks.“Deixa esses caras [do PT] fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, disse Serra a Patricia Pradal, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Relações com o Governo da petroleira norte-americana Chevron, segundo relato do telegrama.



Um dos responsáveis pelo programa de governo de Serra, o economista Geraldo Biasoto confirmou que a proposta do PSDB previa a reedição do modelo passado.“O modelo atual impõe muita responsabilidade e risco à Petrobras”, disse Biasoto, responsável pela área de energia do programa. “Havia muito ceticismo quanto à possibilidade de o pré-sal ter exploração razoável com a mudança de marcos regulatórios que foi realizada.”Segundo Biasoto, essa era a opinião de Serra e foi exposta a empresas do setor em diferentes reuniões, sendo uma delas apenas com representantes de petroleiras estrangeiras. Ele diz que Serra não participou dessa reunião, ocorrida em julho deste ano. “Mas é possível que ele tenha participado de outras reuniões com o setor”, disse.
SENSO DE URGÊNCIA
O despacho relata a frustração das petrolíferas com a falta de empenho da oposição em tentar derrubar a proposta do governo brasileiro.O texto diz que Serra se opõe ao projeto, mas não tem “senso de urgência”. Questionado sobre o que as petroleiras fariam nesse meio tempo, Serra respondeu, sempre segundo o relato: “Vocês vão e voltam”.A executiva da Chevron relatou a conversa ao representante de economia do consulado dos EUA no Rio.A mudança que desagradou às petroleiras foi aprovada pelo governo na Câmara no começo deste mês.
Desde 1997, quando acabou o monopólio da Petrobras, a exploração de campos petrolíferos obedeceu a um modelo de concessão.Nesse caso, a empresa vencedora da licitação ficava dona do petróleo a ser explorado -pagando royalties ao governo por isso.Com a descoberta dos campos gigantes na camada do pré-sal, o governo mudou a proposta. Eles serão licitados por meio de partilha.Assim, o vencedor terá de obrigatoriamente partilhar o petróleo encontrado com a União, e a Petrobras ganhou duas vantagens: será a operadora exclusiva dos campos e terá, no mínimo, 30% de participação nos consórcios com as outras empresas.
A Folha teve acesso a seis telegramas do consulado dos EUA no Rio sobre a descoberta da reserva de petróleo, obtidos pelo WikiLeaks.Datados entre janeiro de 2008 e dezembro de 2009, mostram a preocupação da diplomacia dos EUA com as novas regras. O crescente papel da Petrobras como “operadora-chefe” também é relatado com preocupação.O consulado também avaliava, em 15 de abril de 2008, que as descobertas de petróleo e o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) poderiam “turbinar” a candidatura de Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil.O consulado cita que o Brasil se tornará um “player” importante no mercado de energia internacional.
Em outro telegrama, de 27 de agosto de 2009, a executiva da Chevron comenta que uma nova estatal deve ser criada para gerir a nova reserva porque “o PMDB precisa de uma companhia”.Texto de 30 de junho de 2008 diz que a reativação da Quarta Frota da Marinha dos EUA causou reação nacionalista. A frota é destinada a agir no Atlântico Sul, área de influência brasileira.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Cumplicidade escandalosa DA " MÍDIA"


As duas fotos aí de cima foram publicadas pelo blog SkyTruth ,especializado em interpretação de foto de satélites com fins ambientais, mantido pelo geógrafo John Amos, e registram em dois momentos o que é identificado como sendo a mancha de óleo provocada pelo vazamento no poço da Chevron-Texaco e que está sendo mantido na sombra pela imprensa.
Cheguei até elas pela dica do leitor Henrique, que parece ser mais eficiente que toda a imprensa brasileira reunida.
Aliás, os próprios releases dizem que há 18 navios trabalhando no combate ao vazamento. Devem ser navios-fantasmas, como é a direção da Chevron. Não têm nome, não têm comandante, não tem tripulação, não têm coordenadores. Não há uma pessoazinha que seja, com nome e sobrenome, que diga: “olha, as coisas aqui estão assim ou assado”.
Ninguém tem uma máquina fotográfica, uma filmadora, um reles celular que tire fotos. Internet, então, nem pensar.
Será que vamos ter que esperar que coloquem uma mensagem na garrafa, para que a nossa imprensa publique algo além de notas oficiais?
Atualização: a Chevron diz à ANP que a mancha tem 163 quilômetros quadrados de extensão e estima em até 880 barris o vazamento. Bem, se na mancha tiver 1o ml (uma tampinha de xarope) por metro quadrado, isso daria 1,6 milhões de litros, ou dez mil barris de petróleo (163 km2 = 163 milhões de metros quadrados. Que história mal contada! Nem as informações de release são coerentes, e ninguém questiona. Quem vai dar explicações ao país?