Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Quem ganha com o bolsa-boato?



Quem diz que está investigando a origem do boato sobre o fim do Bolsa-Família deveria começar por aqueles que se beneficiam de mentiras assim.
Há mais de três dias espalharam a falsa notícia de que iriam acabar com o Bolsa-Família, que se espalhou, sobretudo, nos estados do Nordeste e provocou uma corrida aos terminais da Caixa Econômica e, em alguns lugares, até mesmo quebra-quebras.
Nenhum jornal deu-se ao trabalho de perguntar aos que correram aos caixas automáticos como soube da notícia falsa. Ou publicam que  ’as pessoas têm medo de falar” como souberam da “notícia”. Centenas de pessoas? Milhares de pessoas? Acabaram de inventar o segredo de multidão….
Ao que parece, a Polícia Federal, até agora, também não perguntou.
Nem se tem notícia de que a Caixa tenha sido procurada pelos jornais para saber em que lugar começou o movimento anormal de saques, primeira providência para localizar os autores do atentado.
O nosso “jornalismo investigativo”, quando se trata de investigar o que fazem a direita e os poderosos, prefere dar mais destaque às declarações ridículas dos tucanos de que isso é para atingi-los.
A tucanagem tem tradição neste tipo de golpe baixo. Este Tijolaço, há três anos, mostrou como havia sites (como o petralhas.com.br) preparados para o uso em difamações pelos dirigentes do PSDB.
Coincidentemente, no mesmo dia dos boatos, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sugeriu que o partido tratasse o povo “com carinho” (leia aqui) e Aécio Neves afirmava que “o Bolsa-Família é hoje um projeto incorporado, enraizado na paisagem econômica e social e será mantido”.
O que os tucanos – e as elites brasileiras – pensam do Bolsa-Família foi dito de forma claríssima pelo senador (e quase-vice de José Serra) Álvaro Dias e pode ser assistido por qualquer um: as pessoas não querem trabalhar para não perder o Bolsa-Família.
Mas os jornais trazem o mesmíssimo senador acaju vociferando contra a “armação” governista de insinuar que a tucanagem é contra o programa.
Isso não quer dizer que o PSDB tenha disseminado a mentira do sábado. Mas, certamente, o faz beneficiário do “Bolsa-Boato”.
Desde muito antes de Ághata Christie escrever seu primeiro romance, a primeira pergunta que se faz é: a quem este crime beneficia?
Como aconteceu de outras vezes, a presidenta reagiu com firmeza e mandou apurar tudo.
Mas não é improvável que se faça corpo mole na apuração, porque tem gente que acha que, sendo mansinho, vai ganhar o título de “bom menino” da mídia.
Que, por sua vez, não quer saber de “malfeito de direita”.
Não é notícia.
 Por: Fernando Brito

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Golpistas do Estadão partem para o terrorismo Estadão põe gás no fogo

Observatório da Imprensa
Por Alberto Dines

O Estadão ensandesceu: a manchete de capa de quarta-feira (22/9) transforma um embate episódico entre o governo e alguns veículos de comunicação numa confrontação política de grandes proporções e imprevisíveis conseqüências. E coloca indevidamente o Brasil ao lado da Venezuela e a Argentina no rol dos países latino-americanos onde o exercício do jornalismo e a liberdade de expressão correm riscos.

A manchete da edição – "TV de Lula contrata empresa que emprega filho de Franklin" – é exemplo clássico de um jornalismo panfletário que está substituindo o jornalismo investigativo, com sérios prejuízos para a credibilidade de uma instituição que não pode sobreviver sob suspeição.

Honduras não é aqui
O Observatório da Imprensa entrou para a programação da antiga TV Educativa (TVE) em maio de 1998, no último ano do primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso. Nestes 12 anos jamais sofreu do governo federal qualquer tipo de pressão no tocante ao seu conteúdo. No segundo mandato de FHC e ao longo dos dois quadriênios do presidente Lula jamais houve qualquer interferência do Executivo seja na escolha dos temas ou teor dos comentários.

O Observatório da Imprensa atacou abertamente o presidente Lula quando fez críticas indiscriminadas aos meios de comunicação. Se a TV Brasil fosse mesmo a TV de Lula, o programa televisivo do Observatório da Imprensa não gozaria deste tipo de autonomia.

Clima fabricado

Convém lembrar que este observador já foi demitido inúmeras vezes de grandes veículos por manifestar, em artigos assinados, opiniões que desagradaram as respectivas direções. Já houve casos em que textos publicados neste OI serviram de pretexto para punições em outros órgãos.

Os castigos impostos ao programa na TV Cultura e Rádio Cultura – contrariando voto do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta – e que culminaram com suas eliminações durante a gestão de Paulo Markun jamais levaram este observador a dar dimensão política a divergências técnicas.

Quando o Estadão noticiou a recente crise na TV Cultura, jamais designou a emissora como "TV do Serra ". Afrontaria todas as normas de decoro jornalístico e seria rigorosamente injusta para com o então governador de São Paulo.

As denúncias de favorecimento da empresa Tecnet numa licitação da TV Brasil não pode partir de um fato secundário – seu representante comercial, Cláudio Martins, é filho do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação, Franklin Martins.

A irregularidade e aquele que supostamente a praticou compõem os ingredientes básicos da notícia. O destaque ao parentesco do denunciado com um funcionário do primeiro escalão presume uma interferência que não foi verificada. A esta altura, uma acusação rigorosamente leviana.

Este clima exacerbado não ajuda o processo eleitoral, não ajuda o day after, não fortalece nossa democracia nem reforça os paradigmas de objetividade tão caros ao exercício profissional.


Leia mais em: O esquerdopata
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Ato Público contra a imprensa golpista-RESISTÊNCIA AO GOLPE


Posted by eduguim on 21/09/10 • Categorized as Aviso
Semana passada, participei de almoço no restaurante Sujinho, no centro de São Paulo, com blogueiros que o candidato a presidente José Serra imortalizou ao dizê-los “sujos”. Naquele almoço, surgiu a idéia de se fazer um ato público de repúdio à recaída de setores da “grande” imprensa no golpismo renitente que caracteriza tais setores desde o limiar do século passado.

Pretendia simplesmente divulgar o release do ato público que terá lugar no próximo dia 23, às 19 horas, no auditório do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, na rua Rego Freitas, 530, próximo ao Metrô República, centro da capital paulista. Todavia, como já começam a tentar desqualificar a iniciativa, acusando-a de pretender algum tipo de “censura” a “indefesos” impérios de comunicação, vale abordar o assunto com as minhas próprias palavras.

Em primeiro lugar, devo explicar o por que dessa iniciativa da Comissão Organizadora do Encontro dos Blogueiros Progressistas ter levado a proposta do ato a sindicatos e partidos políticos, já explicando que, de tal ato, encabeçado pelo Centro de Estudos da Mídia Barão de Itararé, participarão as agremiações PT, PC do B, PSB e PDT, bem como as centrais sindicais CUT, FS, CTB e CGTB, além do MST, da UNE e dos próprios blogueiros progressistas.

A avalanche de denúncias que surgiu da tabelinha entre José Serra e veículos de comunicação como a Globo, a Folha de São Paulo, a Veja e o Estadão, lembrou àqueles blogueiros, desde o primeiríssimo momento, que tais veículos têm uma longa ficha corrida no que diz respeito a participarem de complôs golpistas contra governos legitimamente eleitos.

O último desses complôs entre meios de comunicação e políticos de direita redundou no golpe militar de 31 de março de 1964. Os mesmos Globo, Folha e Estadão, ao menos, em aliança com empresários, partidos conservadores e chefes militares perpetraram um golpe de Estado que jogou o Brasil em uma ditadura que durou mais de duas décadas.

Para quem não acredita, basta buscar exemplares desses jornais daquela época que lerão pedidos e até ultimatos em favor da derrubada ilegal de um governo detentor de indiscutível mandato popular como era o de Jango Goulart.

Esses golpes midiáticos, aliás, não ficaram no passado, ao menos do ponto de vista geopolítico. Recentemente (em 2002), na Venezuela, a mídia de lá, com a qual a daqui se parece cada vez mais, cooptou militares e empresários, seqüestrou o presidente da República, fechou o Congresso, o Judiciário e estabeleceu a censura. Tudo muito típico.

A imprensa golpista daqui, de currículo como o que se viu acima, babava de inveja de sua congênere venezuelana.

Veículos como a Veja, anteciparam-se aos fatos e comemoraram a derrubada do presidente Hugo Chávez. Posteriormente, apoiariam e endossariam outro golpe, que, à diferença do venezuelano, vingou. Quem acompanhou o que disse essa “imprensa” durante o golpe em Honduras, não tem qualquer dúvida de que ela continua tão golpista quanto em 1964.

Diante disso, não se pode ficar de braços cruzados. A avalanche de denúncias frágeis e espalhafatosas contra a candidata a presidente que detém uma vantagem eleitoral imensa sobre o candidato da imprensa golpista sugere que essa gente, mais uma vez, começa a ter idéias… heterodoxas, digamos assim.

Vêm sendo freqüentes artigos de colunistas amestrados dos jornais e revistas supra mencionados relativizando o saber das maiorias e pregando que a decisão delas não estaria acima de tudo, dando a entender que isso inclui o direito à escolha de quem nos governará entre 2011 e 2014.

O momento político exige capacidade do cidadão de se integrar a esforços coletivos, dispondo-se a contribuir, muitas vezes, de forma anônima, visando a que a causa maior vingue. Sendo assim, convido os leitores deste blog a comparecerem ao ato contra a imprensa golpista que blogueiros progressistas, partidos e sindicatos realizarão na próxima quinta-feira.

Para concluir, vejo-me obrigado a dizer que se você, leitor, puder comparecer e não o fizer por mero comodismo, por favor não reclame depois se esses ideólogos do golpe, que se autoproclamam “imprensa”, fizerem mais uma das suas. “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.