Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

SERRA SABOTA ATÉ O PRÓPRIO PASSADO


*Serra diz que Haddad foi um desastre no MEC** vamos lá: em 1997, no governo FHC, apenas 1,8% dos jovens autodeclarados pretos  frequentavam ou já haviam concluído o ensino superior; em 2011 essa proporção saltou para 8,8%; no caso dos pardos, a relação passou de 2,2% para 11%**somado, o salto foi de 4% para 20% (Censo da Educação Superior-2011)  


SERRA PREVÊ ATENTADO, DESTA VEZ COM ARMA QUÍMICA.
Por Cloaca News 


A 12 dias das urnas do 2º turno, e somente depois de escancarada a omissão, José Serra lançou seu programa de governo. O evento entre amigos, em uma livraria em SP,  foi quase um programa de lazer tucano, uma encenação política filmada para tapar o buraco mais corrosivo de uma propaganda eleitoral: a credibilidade. Não há rigor técnico algum na rudimentar listagem tardia de propostas mal-ajambradas. O que é feito para não valer pode elidir metas, omitir cronogramas e abstrair custos.Em meio ao contravapor das pesquisas, o tucano enfrenta um desgaste de fundo. Quanto mais se expõe, mais se configura uma trajetória em que as dissimulações caem, como as cascas de uma cebola. Uma a uma elas tombaram:a casca progressista, a desenvolvimentista, a do administrador, a liberal (desta emergiu Silas Malafaia). O  acúmulo consolida a imagem de um político que sabota o próprio passado na busca pelo poder. 




O histórico das políticas de assistência

Em resposta ao André:
Sobre o debate entre o social e o econômico, há um equívoco nos períodos e mesmo nos moldes das políticas de assistência aos pobres. A primeira versão da lei dos pobres, o aparato legal que ainda hoje é o instrumento de regulação da assistência aos ingleses pobres, é de 1592. A teoria malthusiana da população, marco da demografia e escrita no começo do século XIX, já tratava do conflito entre o social e o econômico porque fundamentava as demandas dos "pagadores de impostos" contra os elevados custos tributários e os impactos negativos da assistência aos pobres sobre a oferta de trabalho. Ao longo desses séculos, todas as políticas direcionadas aos pobres passaram por revisões: a lei dos pobres passou por três mudanças; novos moldes de políticas de assistência surgiram após os conflitos mundiais (principalmente a idéia de seguridade); a emergência liberal do fim dos anos setenta também fez transformar grande parte das políticas vigentes. Nesse sentido, duvido muito das semelhanças entre as políticas do "New Deal" e o programa Bolsa Família ou às iniciativas semelhantes existentes no Chile e no México, por exemplo.
Quanto à questão educacional, concordo com o André porque é um fato: as políticas de educação em nível fundamental foram deixadas em segundo plano pelo governo Lula. Além da descrença dos pedagogos, existem outros dados que referendam essa questão como, por exemplo, a escassez de equipamentos e dependências (bibliotecas, laboratórios etc.) nas escolas, o baixo salário dos professores, a jornada escolar reduzida etc. Contudo, a melhora dos serviços públicos em geral pode ocorrer de forma articulada ao Bolsa Família, demanda recorrente na literatura acadêmica sobre o tema.
Quanto ao termo "economia falida" para retratar países com elevado estoque de riqueza patrimonial de fato é forte, mas não é "pedestre" retratar a situação socioeconômica norte americana, por exemplo, através de termos similares. Não custa lembrar que a natureza das privações naquela sociedade, onde o acesso a serviços básicos é vinculado à condição de ocupação das pessoas (se é ocupado, tem saúde, educação etc.), é muito mais severa que em países que dispõem de políticas universais. Portanto, um ponto percentual de desemprego na Europa ou nos EUA tem impacto completamente diferente sobre as sociedades. 
Quanto a burocracia de nossas autarquias públicas, não custa lembrar que é uma tradição de nossos "policy makers". Em outras palavras, não há nada mais constante no cenário econômico brasileiro que os custos com burocracia. É tão constante que seria uma completa idiotice não incorporar durante o planejamento do investimento esse dado aos custos prospectivos. Aliás, não existem estudos que comprovem essa hipótese de que a burocracia é um inibidor do investimento e, portanto, do emprego. Tudo o que circunda esse assunto são conjecturas disfarçadas de estudos sérios bancados por empresários. Seria algo como um estudo financiado pela indústria do tabaco dizer que a nicotina faz bem à saúde.



quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Foi Cerra quem derrubou Rossi ?

 Nas últimas semanas, Rossi foi alvo de inúmeras denúncias de irregularidade, consideradas por ele “falsas”. “(…) Durante os últimos 30 dias, tenho enfrentado uma saraivada de acusações falsas, sem qualquer prova, nenhuma delas indicando um só ato meu que pudesse ser acoimado de ilegal ou impróprio no trato com a coisa pública”, declarou o ministro numa longa carta de demissão. “Tudo falso, tudo rebatido. Mas a campanha insidiosa não parava.”

Demonstrando amargura e rancor, na carta o ex-ministro critica a imprensa e diz saber de onde partiu a “campanha” contra ele. Segundo Rossi, a motivação foi política e estaria relacionada à disputa eleitoral em São Paulo. De acordo com relato de pessoa próxima ao ex-ministro, ele se refere na carta a José Serra, candidato do PSDB à Presidência da República em 2010. Por meio de sua assessoria, Serra informou que não se pronunciaria sobre a carta de Rossi.

“Todos me estimularam a continuar sendo o primeiro ministro a, com destemor e armado apenas da verdade, enfrentar essa campanha indecente voltada apenas para objetivos políticos, em especial a destituição da aliança de apoio à presidenta Dilma e ao vice-presidente Michel Temer, passando pelas eleições de São Paulo onde, já perceberam, não mais poderão colocar o PMDB a reboque de seus desígnios”, afirma Rossi no documento.

A razão para acreditar que Serra estaria por trás da suposta campanha contra ele, revelou uma fonte, estaria relacionada à hipotética influência do tucano em órgãos de imprensa. Rossi acredita que o que motivou a referida “campanha” teria sido o crescimento do PMDB em São Paulo, onde a sigla é presidida pelo filho do ex-ministro, Baleia Rossi.
Cerra não devolveu os telefonemas do Valor.
No ponto mais agudo da campanha presidencial de 2010, a excelente articulista do Valor (que falta ela faz !) Maria Inês Nassif fez algumas observações singelas sobre o Padim Pade Cerra.

Este ansioso blogueiro soube – de fonte que não pode identificar – que Cerra reclamava muito da seção “Política” do Valor.

Um dos motivos da critica poderia ser, talvez, a Inês.

Até onde este ansioso blogueiro sabe – da fonte que não pode identificar – Cerra teria argumentado: por que um jornal de Economia trata de Política ?

Ele talvez tenha razão.

O Romero que o diga.

Para que, não é isso ?

Pano rápido.

Em tempo: Dilma aprovou o nome de Mendes Ribeiro para o lugar de Rossi na Agricultura.

Paulo Henrique Amorim