Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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terça-feira, 26 de junho de 2012

DATAFOLHA: A OPORTUNIDADE E O OPORTUNISMO

O  jornal Folha de São Paulo divulga nesta 4ª feira o resultado de sua ida a campo  para medir o impacto da adesão de Paulo Maluf  à candidatura Fernando Haddad.  O tema interessa e o assunto é polêmico. Nada mais justo do que avaliar a sensibilidade da opinião pública à aproximação entre candidaturas que aspiram à  prefeitura de São Paulo e o personagem carimbado da direita brasileira, com forte ascendência,ainda, no eleitorado conservador da capital.  O plural candidaturas não é gratuito. A mesma Folha,  em reportagem  desta terça-feira, assinada por  Mônica Bergamo, obteve de Paulo Maluf a seguinte revelação:  "O Serra esteve em casa duas vezes -uma delas, há três semanas, com o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), que é meu amigo. Conversamos sobre tudo. Mas não deu certo [o acordo com o PSDB]". É nesse ponto que a consulta torce o rabo e estica o bico. Terá o instituto da família Frias dotado a sua enquete  da suficiente abertura de enunciados, de modo a permitir ao eleitor uma equidista ponderação diante da revoada ecumênica de candidatos em busca dos 90 segundos do PP, manejados élo ex-prefeito biônico de São Paulo? Tudo indica que o fracassado assédio tucano à casa de Maluf não foi ponderado nas questões.Eis as perguntas selecionadas pelo DataFolha: "Na semana passada, o ex-prefeito Paulo Maluf declarou apoio a Fernando Haddad. Na sua opinião, o apoio do ex-prefeito Paulo Maluf à candidatura de Fernando Haddad traz: 1) mais benefícios do que prejuízos; 2) mais prejuízos do que benefícios; ou 3) não traz benefícios nem prejuízos".A pesquisa questiona ainda se o PT agiu bem ou mal em buscar o apoio de Maluf e se Erundina se comportou bem ou mal ao desistir da chapa petista. (LEIA TAMBÉM AQUI: 'FOTOS, SÍMBOLOS E CARICATURAS')

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Mendes mostra documentos de viagem e diz que não vê problema em "carona" de Demóstenes


O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes divulgou, nesta terça-feira (29), documentos para provar que não “pegou carona” em avião que teria sido providenciado pelo contraventor Carlos Cachoeira, em 25 de abril de 2011, ao retornar da Alemanha, onde se encontrou com o senador Demóstenes Torres. Por outro lado, disse que já viajou por duas vezes em avião providenciado por Demóstenes e que não vê nenhum problema nisso.

Brasília - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes divulgou, nesta terça-feira (29), documentos para provar que não “pegou carona” em avião providenciando pelo contraventor Carlos Cachoeira, em 25 de abril de 2011, ao retornar da Alemanha, onde esteve com o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO). Segundo os documentos apresentados, o ministro voou de Berlim para Brasília em voo de carreira, com conexões em Frankfut e São Paulo, da companhia aérea Lufthansa, operada pela TAM no trecho brasileiro.

Na segunda-feira (28), foram divulgados pela Carta Maior trechos dos documentos da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal (PF), nos quais Cachoeira e homens ligados a ele providenciam um avião para o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) e para um homem chamado "Gilmar" que voaria junto com ele. Ao lado da transcrição da conversa onde era mencionado o “Gilmar”, a PF indaga: “Mendes?”

Em entrevista nesta terça, o ministro do STF, apesar de negar a carona e taxar de “bandidos” aqueles que divulgaram a suspeita, afirmou que já viajou por duas vezes em avião providenciado por Demóstenes e disse que não vê nenhum problema nisso:

“Vamos dizer que o Demóstenes me oferecesse uma carona num avião, se ele tivesse. Teria algo de anormal? Eu fui duas vezes a Goiânia a convite do Demóstenes. Uma vez com Jobim e Toffoli. E outra vez com Toffoli e a ministra Fátima Nancy. Avião que ele colocou à disposição.”

Gilmar Mendes atribuiu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a responsabilidade pela divulgação de informações sobre a viagem à Europa. Segundo o ministro, Lula recebeu essas informações de “gângsters” e "bandidos" interessados em plantar notícias falsas. Mendes não identificou que seriam os “gângsters” e “bandidos’.

A Carta Maior entrou em contato com a assessoria de imprensa do Supremo Tribunal Federal, solicitando informações sobre a viagem em questão. Mauro Burlamaqui, Coordenador de Imprensa do STF, enviou os
os comprovantes da viagem a Berlim feita pelo ministro Gilmar Mendes e mencionada na revista "Veja", inclusive com o trecho Guarulhos - Brasília.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Rodrigo Vianna entrega o mapa da mina: Citco Building


De Rodrigo Vianna, no Escrevinhador
Prestem atenção nesse trecho de uma reportagem assinada por Amaury Ribeiro Junior:

“Spencer concentrava seus negócios caribenhos na caixa postal 662 do Edifício Citco, em Road Town, nas Ilhas Virgens, endereço do escritório da Citco, especializado na abertura de empresas offshore.”

David Eric Spencer é um advogado dos EUA que prestava serviços a Ricardo Sérgio - tucano que atua nos bastidores, foi diretor do Banco do Brasil no governo FHC, durante as privatizações, e é muito próximo a Serra. A reportagem acima é de 2003 e foi publicada pela revista Istoé.

Foi naquela época que Amaury começou a investigar a barafunda financeira do tucanato. Dinheiro que vai, dinheiro que vem. Genro, filha… As seguidas reportagens renderam um processo de Ricardo Sérgio contra Amaury. O jornalista pediu “exceção de verdade” (quando o sujeito que é processado por calúnia pede para provar que a afirmação feita é verdadeira), e foi no âmbito dessa ação que Amaury ganhou o direito de acessar a ampla documentação recolhida pela CPI do Banestado – documentação que o senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) guardava a sete chaves.

Foi a partir dessa documentação que Amaury recolheu o grosso do material que integrará seu livro sobre as privatizações tucanas e os estranhos caminhos do dinheiro. Amaury saiu da Istoé, rodou por aí. Trabalhou no “Estado de Minas”, sempre coletando rico (!) material sobre as peripécias financeiras que ligam São Paulo, Buenos Aires, Miami, Nova York e as Ilhas Virgens.

Para continuar lendo, vá ao Escrevinhador.

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Eu acrescentaria ao que escreveu o Rodrigo: será que a Polícia Federal vai ouvir o Josemar Gimenez, de O Estado de Minas?