Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quinta-feira, 28 de março de 2013

REINALDO É O ÚNICO ALIADO QUE RESTOU A FELICIANO


quarta-feira, 25 de julho de 2012

Celso Russomano quer “construir e prevenir” sexualidade de jovens



O jornal O Estado de São Paulo relatou entrevista que lhe concedeu o candidato a prefeito de São Paulo pelo PRB, Celso Russomano, e pacto de apoio mútuo que este teria feito com José Serra para um eventual segundo turno da próxima eleição de forma que aquele, entre os dois, que não passasse do primeiro turno apoiasse aquele que passasse.
Detalhe: os dois candidatos negam o acordo.
Sobre o acordo, se existir, nada a espantar. Como se verá adiante, Russomano e Serra têm visões obscurantistas bastante similares. Em relação à entrevista, o candidato do PRB a prefeito de São Paulo atacou o adversário Fernando Haddad por conta do kit anti-homofobia proposto pelo MEC e posteriormente descartado por pressão de setores religiosos e da mídia.
Durante o ataque ao candidato do PT a prefeito de São Paulo, Russomano exprimiu sua visão espantosa sobre “a sexualidade das pessoas”, que, segundo as suas palavras, pode ser “construída” e precisa ser “prevenida”.
“Eu sou contra a forma como ele foi feito”, disse Russomanno em relação ao projeto para combater a homofobia nas escolas. A frase polêmica que proferiu em seguida é, textualmente, a seguinte: “Não é dessa forma que você vai construir a sexualidade das pessoas. Deveria haver uma aula nas escolas sobre a sexualidade das pessoas, para haver prevenção.”
Russomano, ao contrário do que diz a ciência, parece acreditar que a sexualidade do espécime humano pode ser “construída”, ou seja, formatada, direcionada, quando o que se sabe é que os mamíferos nascem com tendências sexuais intrínsecas que só se guiam pelo inconsciente, desprezando estímulos externos assim como uma pessoa gosta ou não de determinada comida.
Com efeito, não se pode fazer alguém gostar de jiló se a pessoa não gostar. Pode envolvê-lo na mais bela embalagem e todos no entorno devorarem o vegetal que quem não gosta continuará não gostando. Meu filho, por exemplo, odeia tomate. O resto da família adora, come muito, mas ele jamais conseguiu digerir tomate preparado de forma alguma.
Sobre “prevenir sexualidade” de crianças e adolescentes, essa é a parte mais preocupante do pensamento de mais esse esteta do obscurantismo. Prevenção se faz contra doenças. Não se previne orientação sexual porque ser heterossexual, homossexual ou bissexual é da natureza humana e nenhuma dessas formas pode ser dita doentia.
Eis, portanto, o que está em jogo na próxima campanha eleitoral. E não só para os sofridos paulistanos, mas para todo o Brasil, pois esses ideólogos do atraso, da burrice e do preconceito têm evidência nacional e, assim, podem espalhar seus graves problemas psicológicos e essa incapacidade doentia de lidar com a diferença.

                                                    @@@@
PQP, cada doido que aparece !!!!
O sistema educacional público paulista , como é do conhecimento geral , encontra-se na maior penúria porém encontramos pérolas de candidatos, como este senhor, que ao contrário de preocupar-se em melhorar o sistema de ensino, com foco na valorização dos profissionais de ensino, veem com esse tipo de pensamento arcaico fanático religioso de puro preconceito.
O que será que preocupa tanto esta gente em relação a sexualidade alheia? Caso seja por interpretação da leitura bíblica , esse pessoal anda interpretando a sua melhor conveniência. Ou será que esta leitura afeta o cérebro? Creio que não pois eu mesmo estaria lesado e com mesmo tipo de idiotia.

O apedeuta.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Deputado diz que africano é uma maldição. Não, não somos racistas


Eis ai o deputado Feliciano, valoroso combatente do racismo inexistente
Não se trata do Bolsonaro do Rio.

Não, amigo navegante.

Trata-se do Marco Feliciano, do PSC de São Paulo.

Ou seja, não ser racista é uma preferência nacional, não é isso, Ali Kamel ?

Acompanhe agora, amigo navegante o que o implacavel Stanley Burburinho descobriu:


Corregedoria da Câmara analisará caso de deputado que ofendeu africanos no Twitter



Guilherme Balza
Do UOL Notícias
Em São Paulo

O caso envolvendo o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), que afirmou nessa quarta-feira (30), no Twitter, que os “africanos descendem de um ancestral amaldiçoado”, deverá será analisado pela Corregedoria da Câmara dos Deputados. A presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputada Manuela d’Avila (PCdoB-RS), disse que irá encaminhar as mensagens do parlamentar para o órgão.


Em seu perfil na rede de microblogs, Feliciano disse: “africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato. O motivo da maldição é polêmica. Não sejam irresponsáveis twitters rsss”. Em seguida, outra mensagem, afirma que “sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, Aids. Fome…(sic)”, afirmou Feliciano, que também é empresário e pastor evangélico.


Para Manuela d’Avila, as declarações são “bem graves” e “lamentáveis”. “Esse argumento religioso que justifica o racismo foi usado pela Igreja Católica há dois séculos para justificar a escravidão”, afirmou a parlamentar, em entrevista ao UOL Notícias.


A deputada disse que irá reunir as mensagens, apresentar na próxima reunião da Comissão e encaminhá-las à Corregedoria. “É o espaço adequado para se julgar e para que ele [Feliciano] possa se defender”, disse.


Para a parlamentar, é possível que, dependendo da decisão da Corregedoria, o caso vá parar no Comitê de Ética da Casa. “Na minha opinião, imunidade parlamentar não protege o crime de racismo. É garantido o direito da opinião, desde que honrada a Constituição”, afirmou D’Avila.


Por telefone, Feliciano disse que as mensagens foram publicadas por assessores, sem a sua aprovação. O parlamentar afirmou também que não considera as mensagens racistas. “Não foi racista. É uma questão teológica”, disse. “O caso do continente africano é sui generis: quase todas as seitas satânicas, de vodu, são oriundas de lá. Essas doenças, como a Aids, são todas provenientes da África”, acrescentou.


Após o contato da reportagem com a assessoria de Feliciano, a primeira mensagem foi apagada. Depois da entrevista ao UOL Notícias, o parlamentar republicou a mensagem.


Hoje, quase 20h depois das declarações, o deputado negou ser racista também no Twitter. “Tenho raízes negras como todos os brasileiros. Bem como dos índios e também europeus! Rejeito essas calunias infames! Aqui não seus desalmados”, disse Feliciano.


Marco Feliciano foi eleito deputado federal nas eleições do ano passado, com mais de 211 mil votos, e diz ter 30 mil seguidores no Twitter. “Sou afrodescendente, meu nariz é largo, meu cabelo é crespo. Tenho apoio do líder do movimento dos negros, pastor Albert Silva, de São Paulo”, defendeu-se.


Albert Silva, no entanto, nega que apóie Feliciano e discorda das opiniões do parlamentar. “As considerações dele são de foro íntimo. Como pastor negro e militante do movimento negro, eu considero um absurdo essa visão teológica do deputado. Viola o sentido explícito do relato bíblico”, afirma.


No perfil do deputado no Twitter, há também várias mensagens direcionadas a homossexuais.  O deputado afirma que vários internautas da comunidade gay o perseguem e convoca os “cristãos” a despejarem mensagens nas páginas de seus críticos. Em seguida, o parlamentar listou uma série de usuários do Twitter que supostamente o atacam.


http://noticias.uol.com.br/politica/2011/03/31/caso-de-deputado-que-ofendeu-africanos-no-twitter-ira-para-corregedoria-da-camara.jhtm