Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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domingo, 25 de dezembro de 2016

FALA DE TEMER FOI ALVO DE PANELAÇO EM VÁRIAS CIDADES

terça-feira, 19 de maio de 2015

AÉCIO COBRA QUEM ROUBOU, QUEM MANDOU E QUEM CALOU

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Quando panela de rico bate, panela de pobre esvazia

Panela

É incrível como, no Brasil, basta rico soltar um peido que o país para.
Na noite da última terça-feira, um bando de moradores de bairros “nobres” de algumas capitais combinou pela internet de fazer um “panelaço” durante o programa partidário do PT, garantido ao partido e aos seus simpatizantes, militantes e eleitores pela Carta Magna. Esse protesto, impossível de quantificar, foi parar no Jornal Nacional.
Segundo o insuspeito Estadão, em São Paulo as panelas soaram em “bairros nobres, como Higienópolis, Jardins, Perdizes, Bela Vista, Tatuapé, Vila Romana, Ipiranga, Morumbi, Pinheiros, Praça da Árvore, Vila Mariana, Pompéia e Itaim Bibi.
Confira, aqui, a lista de bairros da capital paulista, segundo a igualmente insuspeita revista Veja. São centenas. Eu não contei. Mas olhe o link, depois, e diga se precisa…
Por aí dá para se ter uma ideia de quão poucos cidadãos – que mal sabem onde fica a cozinha de seus imensos apartamentos – fizeram essa manifestação de egoísmo contra um partido cuja obra social marcou tanto este país que o mesmo partido já elegeu QUATRO presidentes da República em sequência.
No Rio, os “panelaços” também se reduziram a bairros “nobres” da Zona Sul, como Copacabana, Leme, Lagoa, Ipanema e Botafogo. Já em bairros populares da Zona Norte, como o Grajaú, algum desavisado que aderiu às manifestações da elite ouviu de volta gritos em favor de Lula – sempre segundo o Estadão.
Lula não se elegeu em 2002, reelegeu-se em 2006, elegeu a sucessora em 2010 e esta reelegeu-se em 2014 à toa. Sim, claro que Dilma Rousseff perdeu popularidade, mas esse fenômeno decorre do medo do terrorismo econômico – que conseguiu prejudicar a economia – e, tão logo a economia entre nos eixos, as coisas irão mudar.
A menos que a sabotagem continue e alcance seu objetivo, claro. Mas sabotar a economia é um jogo que a elite pode jogar por um tempo, mas que não irá jogar mais quando a água começar a lhe bater na bunda.
O mesmo aconteceu em outras capitais, segundo o Estadão. Em Florianópolis e Porto Alegre o jornal também relata que o “panelaço” ficou mesmo lá nos bairros de rico.
Por que rico protesta contra o PT? Não é por medo do terrorismo econômico. Eles sabem que não estão perdendo nada. O problema dessa gente é aturar pobre em aeroporto, shoppings, universidades e até, ousadia das ousadias, em restaurantes e casas noturnas da moda.
Precisa ser cego e surdo para dizer que não sabe quanto as pessoas mais pobres melhoraram de vida desde 2003. As lojas estão cheias de pobres comprando celulares, televisões de última geração; o desemprego, mesmo tendo subido um pouco, ainda é um dos mais baixos da história; a quantidade de universitários praticamente dobrou nos últimos 12 anos…
Mas boa parte dessas pessoas está com medo. A inabilidade do governo ao promover o ajuste fiscal soou mal e conferiu verossimilhança a uma cantilena sobre desastre econômico que vinha sendo martelada havia anos, mas todos os analistas mais importantes – incluindo aí FMI, Banco Mundial e agências de classificação de risco – preveem melhora a partir do ano que vem.
Então por que os ricos batem panela? Por que atacam um ex-presidente que, segundo o Datafolhanão só melhorou a vida da imensa maioria como também é considerado por essa maioria como o melhor presidente da história?
É oportunismo, caro leitor. O PSDB, freguês do PT há quatro eleições presidenciais seguidas, quer obter lucro eleitoral enquanto pode, por isso estimula um grupelho de endinheirados de bairros “nobres” a servir de massa de manobra. Gente preconceituosa, elitista, que acha que se tirar os benefícios do pobre elegendo um governante pró ricos, vai sair ganhando.
Não vai. Este país está à beira de uma convulsão social há muito tempo. Só ainda não ocorreu de o morro descer para o asfalto para cobrar a nossa descomunal dívida social graças a alguém que essa elite cretina execra. Ele mesmo, Lula.
Se não fosse a distensão social promovida pelos governos do PT a partir de 2003, essa gente que bate panela para tirar direitos e oportunidades de pobre talvez nem estivesse aqui para contar a história, pois se – ou quando – o morro descer, vai cobrar a dívida social à bala.
Essa história de rico bater panela quando pobre melhora de vida, vem de longe. Faz algum tempo, a Folha de São Paulo publicou reportagem muito interessante que mostra que essa forma de protestar foi criada no Chile no estertor do governo Salvador Allende, pouco antes de Pinochet dar o golpe.
O resultado daquilo todo mundo conhece.
Rico escolheu um jeito esdrúxulo de se manifestar politicamente. O ato de bater panelas sugere protesto contra a fome, que foi justamente o que os governos do PT combateram. E que tanto desagradou aos paneleiros.
Quando rico bate panela para defender seus interesses políticos, pobre ou remediado deve abrir o olho. Rico não se manifesta no interesse dos de baixo. Essa classe social tão barulhenta não quer ver mais pobres em aeroportos ou universidades, quer ver menos. Tem ojeriza ao povo.  Não entre no jogo de uma gente que tanto mal já fez ao Brasil.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Quem se surpreendeu por o Jornal Nacional dar uma forcinha aos golpistas?

Jornal da Vergonha

A edição do Jornal Nacional de segunda-feira, 9 de março de 2015, mostrou, pela enésima vez, que este país, na contramão dos países mais desenvolvidos do mundo, permite que uma família bilionária faça uso de concessão pública da importância da maior rede de comunicação nacional com fim político-partidário, ilegal por força da lei.
O Jornal Nacional começou e terminou mal. A rima acidental soa a conspiração dos deuses da redação para, por esse meio, também manifestarem repúdio à apropriação ilegal e imoral de um bem público, a faixa do espectro radioelétrico por onde trafegam as ondas da Globo, por um grupo político afinado com setores da sociedade que vêm se notabilizando pelo fascismo, pela boçalidade, pela falta de uma réstia de educação e de um mínimo de civilidade.
O telejornal começou tratando (pouco) do indiciamento de políticos no Supremo Tribunal Federal, semana passada. Como era de se esperar, restringiu a reportagem ao PT, com alguma sobra para o PMDB e para o PP, mas, obviamente, poupando o PSDB ao não tocar na citação com arquivamento da acusação contra Aécio Neves e no indiciamento de fato de seu afilhado político e sucessor no governo de Minas, Antonio Anastasia.
Ao fim do primeiro bloco, o JN anuncia reportagem sobre o “panelaço” de energúmenos contra Dilma Rousseff. Milhões de espectadores devem ter pensado que viria paulada, que seria feita uma reportagem massacrando a presidente – dentre esses milhões, parte estaria torcendo para que isso ocorresse, parte estaria indignada com a previsibilidade de ocorrer.
Não foi o que se viu. Tratou-se de uma reportagem até bastante correta. Abriu com a resposta de Dilma aos agressores, o mínimo que deveria ser feito contra alguém agredida com palavrões do mais baixo calão, aos berros, pelas ruas de várias partes do país, ainda que tenha sido manifestação de poucos. Em seguida, foi apresentada a posição do PT sobre o ataque.
Foi só ao fim da reportagem que, em tempo menor que o de Dilma e de seu partido, um membro do DEM acusado recentemente de corrupção, e outro do PSDB ligado a grupos políticos envolvidos com corrupção, responderam à acusação do PT, veiculada pouco antes, de que a oposição estaria por trás da agressão de domingo à presidente da República.
Então, onde está o motivo para reclamação? Para entender, é preciso perguntar se aquela notícia deveria receber tal destaque no maior telejornal do país, no horário mais nobre da televisão, que medições oficiais mostram que atinge a milhões de pessoas.
Dilma Rousseff, a cidadã Dilma Rousseff, poderia processar qualquer uma das pessoas que a chamaram de “vaca” da varanda de seus enormes apartamentos, incrustados em condomínios de luxo.
Mais: qualquer morador de um desses condomínios que tiver se sentido agredido pelos palavrões berrados pelo vizinho a plenos pulmões poderia reclamar ao próprio condomínio e até à Justiça, pois sair à janela e berrar palavrões e insultos a quem quiser ouvir pode provocar danos morais, na melhor das hipóteses, a quem não concordar com a manifestação em espaço  onde todos têm direito a paz e tranquilidade, já que interiores de condomínios não se prestam a esse tipo de manifestação política truculenta.
Diante disso tudo, o Jornal Nacional, tanto qualquer outro que tenha dado espaço àquela aberração, tratou de ajudar os agressores energúmenos da primeira mandatária da Nação, eleita por mais de meia centena de milhões de votos e que não tem uma mísera acusação contra si na Justiça, à diferença dos dois tucanos que, ao fim da reportagem, puderam dizer que haveria algum tipo de mérito na agressão a ela.
O telejornal da Globo ajudou esses golpistas boçais a divulgarem seu protesto, que continuará no próximo domingo em manifestações de rua.
A reportagem, se tivesse mesmo que ser feita, poderia, muito rapidamente, dizer só os fatos, que algumas dezenas de pessoas, em algumas capitais, gritaram palavrões contra a presidente da República, mas tratou de legitimar aquele ato ao não revelar a virulência com que foi levado a efeito e ao pôr políticos com ar de seriedade para defender tal barbárie.
Por que não surpreende a Globo dar uma forcinha àqueles animais? Porque essa é a história de cinquenta anos de Globo no Brasil, uma história suja, uma história de promiscuidade com forças políticas obscuras como a ditadura militar de 1964, que deu dinheiro ao fundador da emissora para ajudá-la a massacrar o povo brasileiro.
Seja como for, o Blog deixa ao leitor, através do vídeo abaixo, a prerrogativa de concordar ou não com o que acaba de ler assistindo à edição em tela do Jornal Nacional. Detalhe: só comentários em contrário que forem civilizados e respeitosos serão publicados. Nada além destes.