Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

segunda-feira, 27 de julho de 2015

É hora de denunciar ao mundo o golpe político no Brasil

Veja 1

A matéria de capa da última edição da revista Veja ultrapassou qualquer limite aceitável pelas forças políticas progressistas deste país. E quando cito forças políticas progressistas não me refiro, tão-somente, a partidos de esquerda da base aliada, como PT e PC do B, mas a todos os partidos de esquerda – inclusive os de oposição – e a movimentos sociais.
Apesar de ter sido desmentida publicamente pela defesa do ex-vice-presidente da OAS, Léo Pinheiro, afirmação de Veja de que ele teria autorizado seus advogados a conversar com o Ministério Público Federal para fazer um acordo de delação premiada e, no âmbito desse acordo, apresentar “provas” contra o ex-presidente Lula, a publicação da matéria revela que não há mais o que esperar para as forças democráticas deste país reagirem por meios mais drásticos.
A matéria de Veja foi recebida com frieza pelo resto da grande imprensa devido ao fato de que não passa de matéria requentada. Em sua edição de 27 de abril deste ano, a revista já tinha feito essa afirmação de que Pinheiro iria denunciar Lula. A afirmação não se confirmou assim como a de agora, desmentida prontamente pela defesa do acusado.
Mas as matérias tendenciosas de Veja e do resto da mídia feitas diuturnamente e exclusivamente contra o PT, suas lideranças e seus aliados não são o que dá forma ao golpismo; em várias partes do mundo setores da imprensa comportam-se como partidos políticos. Porém, não encontram ressonância das instituições como acontece no Brasil.
O que configura o golpe político em curso é que, como em qualquer ditadura, a lei passa a ser usada de formas diferentes em situações praticamente iguais, mas com variações de resultados derivadas da orientação política dos envolvidos.
Chegou a hora, portanto, de dizer ao mundo que a democracia brasileira está sendo jogada no lixo e que as instituições estão sendo usadas como armas políticas para derrubar um governo democraticamente eleito.
E não é difícil provar ao mundo o que está acontecendo. Basta mostrar como a Justiça, o Ministério Público e a Polícia Federal estão agindo partidariamente, acobertando escândalos envolvendo políticos tucanos e expondo os petistas.
Tomemos o caso das ligações de empreiteiras com políticos petistas e, sobretudo, com o ex-presidente Lula, alvo preferencial de Veja, e do envolvimento delas com políticos tucanos em situações absolutamente idênticas.
Do que se trata a acusação a essas empreiteiras no âmbito da Operação Lava Jato? Havia um cartel que fazia negociatas na Petrobrás pagando propinas a políticos por meio de doações oficiais, entre outras formas de corromper autoridades e ocupantes de altos cargos na empresa.
O que espanta é que as mesmíssimas empreiteiras envolvidas em outros escândalos muito parecidos com o da Petrobrás fizeram altas doações a políticos tucanos e de outros partidos que não o PT, mas, nesses casos, não há uma única ação da grande mídia, do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e muito menos da Justiça no sentido de tratar essas doações como são tratadas as feitas ao PT.
Há alguns meses, surgiu a denúncia de que mais da metade da campanha do governador Geraldo Alckmin (PSDB), ano passado, foi bancada por empresas investigadas por fraudes e formação de cartel em licitações do metrô de São Paulo.
No total, as quatro empresas suspeitas doaram R$ 8,3 milhões, 56% do total arrecadado (R$ 14,7 milhões) pelo tucano.
Três das empresas doadoras já são rés em processos na Justiça: a construtora Queiroz Galvão, a CR Almeida S/A Engenharia de Obras e a construtora OAS S/A.
Executivos de consórcios integrados pela CR Almeida S/A Engenharia de Obras, pela OAS S/A e pela Queiroz Galvão foram denunciados em 2012 por suspeita de fraude e formação de cartel na licitação para ampliar a linha 5-lilás do Metrô de São Paulo. No total, 14 funcionários de 12 construtoras foram denunciados no caso.
Mas não é só. Existe também a denúncia de que sete das nove empresas investigadas na Operação Lava Jato repassaram ao menos R$ 38,9 milhões às campanhas de 19 governadores eleitos e reeleitos. As doações foram feitas pelas UTC, Odebrecht, Queiroz Galvão, Engevix, OAS, Galvão Engenharia e Camargo Corrêa.
Vários executivos dessas empresas estão presos e até hoje não há notícia de que tenha sido levantada uma mínima suspeita contra os governadores que receberam doações dessas empresas em troca de obras em seus Estados.
Confira, abaixo, quem são os governadores que receberam doações das empreiteiras envolvidas no Cartel dos Trens de São Paulo e no Cartel da Petrobrás.
Veja 2
A tese que sustenta essa situação é absolutamente louca: essas empreiteiras fizeram negócios esquisitos com a Petrobrás e, como fizeram doações eleitorais ao PT, a Dilma e contrataram palestras de Lula, todos os petistas e aliados são suspeitos. Porém, essas empresas fizeram negócios com administrações tucanas e desses negócios surgiram escândalos como o dos trens de São Paulo, mas as doações que elas fizeram a Alckmin, por exemplo, não foram postas sob suspeitas.
Isso se dá porque a Operação Lava Jato se auto circunscreveu à Petrobras. É como se corrupção só fosse crime se praticada por petistas e aliados na Petrobrás, mas não fosse crime quando praticada por tucanos e aliados em empresas como o Metrô ou a CPTM.
É óbvio que isso não é possível. É óbvio que a lei está sendo usada de forma diferente de acordo com a posição política das pessoas. E a lei ser usada de uma forma para alguns e de outra forma para outros é a principal característica das ditaduras.
O que há hoje, no Brasil, é uma ditadura da minoria (eleitoral), protagonizada pela grande mídia, pela oposição, por setores mais ousados da Justiça, do Ministério Público e da Polícia Federal. Essa ditadura já declara abertamente seus planos para destruir moral e politicamente a maior liderança política do país, o ex-presidente Lula.
Além disso, a economia está sendo destroçada pelo espalhafato das investigações, que deveriam ocorrer em sigilo, mas que têm cada detalhe, cada frase, cada vírgula vazados para a mídia de forma absolutamente seletiva, de modo a incriminar apenas petistas e aliados, poupando opositores do governo federal onde eles são governo, nos Estados e municípios.
Quem acompanha atentamente a política já sabe que é questão de tempo para inventarem algum pretexto para derrubar o governo e, acima de tudo, desmoralizar e, se possível, aprisionar o único grande líder político de esquerda que o Brasil produziu das últimas décadas do século XX para cá.
Não será fácil impedir esse golpe político-institucional. O poder da mídia aliado ao do capital, ao do Judiciário, ao do Ministério Público, ao da Polícia Federal e ao da maioria do Legislativo, é uma força avassaladora. Do lado dos golpeados, só há uma militância combalida, desanimada e alguns movimentos sociais e partidos de esquerda hesitantes.
Isso tudo, porém, não muda o fato de que a democracia brasileira está sendo posta no lixo. Com a destruição política das lideranças de centro-esquerda, os conservadores irão pisotear programas sociais, “precarizar” as relações trabalhistas, dar caráter fascista à legislação penal etc., etc.
Na visão deste Blog, só resta denunciar ao mundo o que está acontecendo no país. Os golpistas podem até tomar o poder por meio dessa vergonhosa manipulação das leis, mas assumirão esse poder sem legitimidade diante da comunidade internacional.
Bastará apresentar ao mundo os fatos supra elencados, com todas as provas pertinentes, para provar que, neste país, as leis e os órgãos de controle do Estado estão sendo usados seletivamente de modo a acobertar alguns e fustigar a outros. Há que exigir observadores internacionais para fiscalizarem o comportamento da Justiça, do Ministério Público e da Polícia Federal.
Se a hesitação das vítimas desse golpismo ditatorial persistir, o retrocesso político, institucional e social que o Brasil sofrerá terminará em tragédia, em um levante das massas que serão pisoteadas pelas políticas antipopulares dos futuros novos donos do poder. Guarde estas palavras, leitor.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Republicanismo do PT veio para ficar; briga de Cunha é com o MP

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Sempre digo que talvez a maior obra dos governos do PT – acima de sua imensa, descomunal obra social – foi a corajosa postura desses governos de sepultarem os conchavos que vigeram nos órgãos de controle da República até a chegada do partido ao poder.
Nos dias que correm, vemos simpatizantes dos governos petistas maldizerem o tão propalado “republicanismo” petista, que não tem necessariamente o que ver com os conceitos acadêmicos baseados na visão de um Rousseau, por exemplo, e seu princípio da soberania e da participação popular, ou com outras vertentes desse conceito.
O republicanismo à brasileira tem mais que ver com a postura de um governante não impedir que suas ações sejam fiscalizadas através da escolha de apaniguados para dirigirem instituições como o Ministério Público ou a Polícia Federal ou não indicar ministros do Supremo que atuem como militantes partidários (alô, alô, FHC!).
Muita, mas muita gente mesmo não entendeu o que fez Lula, a partir de 2003, quando indicou o substituto de Geraldo Brindeiro, o notório engavetador-geral da República que realizou a “proeza” de ter barrado toda e qualquer investigação da Procuradoria contra o governo ao longo dos oito anos de Fernando Henrique Cardoso.
Quando o PSDB estave no poder, tratou de aparelhar os órgãos de controle colocando Brindeiro, primo de Marco Maciel, vice de FHC durante seus oitos anos como presidente, para blindar o Estado contra a fiscalização da sociedade.
Como se não bastasse, o ex-presidente tucano simplesmente nomeou Agilio Monteiro, um correligionário de partido, como delegado-geral da Polícia Federal, como mostra reportagem da Folha de São Paulo de 8 de março de 2002.
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Como se vê, além de usar o Estado para se proteger, os tucanos tratavam de usá-lo para atacar inimigos políticos…
Agora imagine, leitor, se, hoje em dia, meia dúzia de deputados federais fossem grampeados confessando que haviam votado de acordo com a vontade de Dilma Rousseff ao preço de 200 mil reais por cabeça. Dá para imaginar que isso não resultaria em CPI, em investigação da Polícia Federal e do Ministério Público?
Pois bem, como todos sabemos isso aconteceu no governo FHC e ninguém investigou nada. Nem a PF, nem o MP, nem o Congresso. A sociedade era impedida de fiscalizar seus governantes, antes de o PT chegar ao poder.
Para o Supremo, FHC nomeou apaniguados, sendo o mais notório Gilmar Mendes, ex-advogado do governo, quem, mais de uma década depois, ainda age como despachante do PSDB naquela Corte. E FHC ainda tentou nomear Brindeiro para o STF, mas não conseguiu devido ao escândalo que fora a nomeação de Mendes.
Essa situação praticamente ditatorial do governante de turno começou a mudar com a chegada de Luiz Inácio Lula da Silva ao poder, em 2003. Naquele ano, os governos do PT passaram a nomear procuradores-gerais da República, delegados-gerais da PF e ministros do Supremo desvinculados de partidos.
Neste momento, por exemplo, há uma polêmica crescente sobre a Procuradoria Geral da República. O mandato de Rodrigo Janot termina em setembro e congressistas envolvidos na Operação Lava Jato tentam impedir que ele seja reconduzido devido ao fato de que foram por ele denunciados no âmbito dessa investigação.
Como todos sabem, além de vários senadores, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tenta chantagear a presidente da República para que não reconduza Janot ao Cargo. Quer que ela interrompa a prática republicana do PT de indicar para dirigir o MP sempre o primeiro indicado da lista tríplice que o corpo da instituição formula toda vez que a Procuradoria Geral sofre uma sucessão, a cada dois anos.
Cunha está golpeando o adversário errado. Para entender, vejamos como o Brasil mudou sob os governos petistas.
De 1995 para cá, a Procuradoria Geral da República teve quatro titulares: Geraldo Brindeiro (1995 a 2003), Cláudio Fonteles (2003 a 2005), Antonio Fernando de Souza (2005 a 2009), Roberto Gurgel (2009 a2014) e Rodrigo Janot (de 2014 até o momento).
Note, leitor, que enquanto FHC teve um único PGR ao longo de seus oito anos, Lula teve três e Dilma deverá ter três, também. Enquanto que FHC ignorou a tudo e a todos ao manter Brindeiro protegendo-o da fiscalização da sociedade por oito anos, os presidentes petistas passaram a obedecer à indicação do corpo do Ministério Público.
Cunha não se deu conta disso, possivelmente. Acha que Dilma iria ignorar a indicação do MP e eleger um PGR que o protegesse. Doce ilusão. Dilma não poderia fazê-lo nem se quisesse porque o Brasil mudou.
Para entender isso, coluna da jornalista Monica Bergamo, da Folha de São Paulo, publicada nesta terça-feira irá nos ser útil.
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Eis o Brasil que aflorou da benfazeja passagem do PT pelo poder. Acabou a mamata. Suponhamos que em 2018 o PSDB chegasse ao poder. Teria que desmontar uma máquina bem azeitada de controle do Estado. Mas conseguiria?
Este blogueiro tem suas dúvidas. Alguns dirão que se o PSDB voltar ao poder tornará a colocar apaniguados nos órgãos de controle e nunca mais o governo será investigado. É possível. A mídia talvez silenciasse diante disso, como fez quando FHC estava no poder.
Porém, há dúvidas. O MP e a PF que o PSDB encontraria não seriam os mesmos que deixou. Alguns dirão que todo o MP e toda a PF são “tucanos”. Discordo.
O fato de hoje termos investigações prioritariamente contra o PT decorre do fato de o partido estar no poder. Assim, os policiais e procuradores partidários investem com fúria contra esse governo e não dão bola aos escândalos envolvendo a oposição onde ela é governo, mas se o PSDB voltar ao poder teremos policiais e procuradores que hoje estão parados, mas que amanhã terão muito o que fazer.
Em última análise, penso que não se pode criar políticas antirrepublicanas com base em que hoje o poder é “nosso” simplesmente porque o poder não é de ninguém mais, ninguém menos do que do povo.
Lula e Dilma poderiam ter colocado cupinchas na Procuradoria Geral da República, na Polícia Federal ou no Supremo. Não teria havido julgamento do mensalão ou Operação Lava Jato. Mas é isso que o Brasil espera de um governante sério, que acoberte a si mesmo?

PF esconde nome de Serra no celular de Marcelo Odebrecht; filtros da Lava Jato criaram blindagem ampla para tucano, diz GGN

Serra
Uma busca no documento original com o nome do senador aponta para cinco trechos censurados
Polícia Federal esconde o nome de Serra no celular de Marcelo Odebrecht
TER, 21/07/2015 – 17:34
Jornal GGN  – As ligações do senador José Serra com a equipe da Lava Jato foram escancaradas no relatório divulgado hoje, sobre as mensagens capturadas no celular do presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht.
O relatório da PF identifica as iniciais do vice-presidente Michel Temer, do governador de São Paulo Geraldo Alckmin. Mas coloca uma tarja preta na identificação da sigla JS.
Como o nome de Serra constava no relatório inicial da perícia, conclui-se que os filtros da Lava Jato criaram uma blindagem ampla para o senador.
Do Estadão
Análise do celular do maior empreiteiro do País revela seu esforço em utilizar siglas e mensagens codificadas para se referir a políticos e registrar algumas transações
Por Mateus Coutinho,  Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba e Fausto Macedo
Relatório da Polícia Federal sobre o celular de Marcelo Bahia Odebrecht apreendido na 14ª fase da Lava Jato revelam o amplo leque de políticos, da base do governo e da oposição, com os quais Marcelo Odebrecht tinha algum contato, sua preocupação com a operação da Polícia Federal e, sobretudo, seu esforço para utilizar siglas e mensagens codificadas para se referir a políticos e registrar algumas transações.
O maior empreiteiro do País utilizava em seu aparelho e siglas como GA (referência ao governador Geraldo Alckmin), MT (Michel Temer), GM (Guido Mantega), JS (neste caso a Polícia Federal utilizou uma tarja preta para não identificar o contato), FP (a PF usou também uma tarja preta para não identificar o contato) e algumas mais óbvias como ECunha, em referência ao presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB/RJ).
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Há também referência direta ao ex-presidente Lula e a outros apelidos como “Dida”, para se referir a Aldemir Bendine, presidente da Petrobrás, e “Beto”, em referência ao secretário nacional de Justiça Beto Ferreira Martins. Na análise de 31 páginas,  a Polícia Federal limita-se a transcrever as anotações da agenda do empreiteiro.
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Registros do telefone de Marcelo Odebrecht em que aparecem reuniões com Geraldo Alckmin e Michel Temer
Em duas ocasiões, como revela a análise do material apreendido na residência de Marcelo Odebrecht, há registros na agenda do celular de encontros com políticos. Ele teria se reunido com Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo, em outubro de 2014, e com o vice-presidente Michel Temer (PMDB), em 21 de novembro do ano passado, já depois da Juízo Final, etapa da Lava Jato que levou à prisão outros executivos de grandes empreiteiras do País. O detalhamento do encontro com o vice-presidente, contudo, aparece coberto por uma tarja preta no relatório.
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Algumas anotações do dia 9 de janeiro de 2013 chamaram a atenção dos investigadores, como o tópico “Créditos”.
CONFIRA O TÓPICO CRÉDITOS NO CELULAR DE MARCELO ODEBRECHT:
Mais abaixo, há ainda o tópico “notas antigas”, no qual há referência “adiantar 15 p/JS” e em seguida a anotação “IPI até dez e pis/Cofins até jan”. Ainda relacionado a este tópico há o título “Contribuição”, a partir do qual surgem várias referências de valores seguidas de siglas que a Polícia Federal ainda não conseguiu identificar claramente.
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COM A PALAVRA, A ODEBRECHT
“Embora sem fundamento sólido, o indiciamento do executivo  e ex-executivos da Odebrecht já era esperado. As defesas aguardarão a oportunidade de exercer plenamente o contraditório e o direito de defesa. Em relação à Marcelo Odebrecht, o relatório da Polícia Federal traz novamente  interpretações distorcidas, descontextualizadas e sem nenhuma lógica temporal  de suas anotações pessoais. A mais grave é a tentativa de atribuir a Marcelo Odebrecht a responsabilidade pelos ilícitos gravíssimos que estão sendo apurados e envolveriam a cúpula da Polícia Federal do Paraná, como a questão da instalação de escutas em celas dentre outras.”
Leia também:

O impítim racha o Brasil geograficamente Os colonistas amestrados não leram a Carta dos Governadores …




O projeto do impítim não vai a lugar nenhum, como se sabe.

Não passa de um projeto de sobrevivência do Aecím, que pretende disputar com Geraldo Alckmin a gloria de ser o tucano derrotado em 2018.

É também um exercício de sobrevivência do PiG e seus colonistas (no ABC do C Af) amestrados, que precisam justificar magros salários.

É um ritual onanístico de quem acredita que Brasília é o centro do Brasil e que tudo se resolve num café da manhã na residência oficial do Presidente da Câmara, num encontro daqueles que o Ricardo Melo chamou de conspiradores.

O PiG e os colonistas amestrados ignoraram dois documentos recentes que merecem destaque.

O primeiro documento que o PiG finge que não vê é o pronunciamento do Papa aos Movimentos Sociais.

Papa peronista entrou no index da Casa Grande – e, logo, dos colonistas amestrados.

(Não deixe de ver, amigo navegante, o que aqui disseram sobre o Papa o Leonardo Boff,Alfredo Bosi e Fábio Konder Comparato).

A aventura do impítim não vai adiante, como disse o Ciro Gomes, porque o povo vai pra rua, com ele e outros à frente !

Ah, dirá um amestrado: o PT não põe ninguém mais na rua !

Mas, o Ciro bota, como percebeu o amigo navegante.

O Ciro, o Flavio Dino e TODOS os governadores do Nordeste.

TODOS !

E aí se chega ao segundo documento que a Casa Grande – e seus amestrados trombones – finge que não leu.

O que o Flavio Dino assinou, a Carta dos Governadores pela Lei e a Ordem (e pelo mandato da Dilma !).

A aventura do impítim – impossível !, disse Dino – é para rachar o Brasil geograficamente.

O Nordeste de um lado.

E São Paulo, na Secessão, no outro.

Sim, porque a sede do Golpe não é na casa do Presidente da Câmara.

É em São Paulo, a cidade mais parecida com Munique e Milão, a Munique pré-hitlerista e a Milão pré-fascista.

A Globo transmite para São Paulo, vive do BV de São Paulo.

O Globope, que dá suposta, diria a Fel-lha (ver no ABC do C Af), legitimidade à publicidade que a SECOM derrama na Globo, o Globope se mede em 2 mil famílias (quais ?) na Grande São Paulo.

E o Globope, como se sabe, não entra nas favelas.

(Como diz aquele amigo navegante, que se assina como especialista cearense em mídia técnica: não precisa de Ley de Medios, não. É só cortar a verba de publicidade e dizer – vem cá, Neném, vem conversar, Neném…)  

A aventura do impítim tem essa peculiaridade: opõe São Paulo ao Nordeste !

Racha o Brasil ao meio.

Como pretendia a Guerra da Secessão de 1932.

E como insinuou o Príncipe da Privataria, quando disse que o eleitor do PT é um burro (ele chamou de “desinformado”, porque muito nordestino não estudou na USP…)

E como disse aquele colonista da GloboNews, que chamou o nordestino de bovino e está lá até hoje, à espera de um e-mail.

O Nordeste começou a perder a serventia para os paulistas.

Ou melhor, São Paulo não tem mais serventia para os nordestinos.

Porque o nordestino não precisa mais mendigar sub-emprego em São Paulo.

Porque no Nordeste tem emprego.

O Ceará, por exemplo, me disse o Ciro, cresce a 3,5% por cento ao ano !

E porque não tem mais retirante faminto, morrendo de sede em cima de pau e arara.

Porque não falta agua no Nordeste.

Falta em São Paulo …

O blefe conspiratório do impítim tem esse viés geográfico.

Velha aspiraçao da Casa Grande e seus serviçais – alguns se reúnem na residência oficial do Presidente da Câmara – o objetivo submerso é rachar o Brasil ao meio e levar São Paulo para o Hemisfério Norte.

Para a Grécia, Itália, Espanha, Portugal, Irlanda …

Porque, além de não saber falar inglês, a pseudo elite paulista – a pior do Brasil, segundo o Mino – não fala alemão.



E o Cerra, hein, amigo navegante?
“A elite da elite” de São Paulo!
Quá quá, qu;á !
Só mesmo o detrito sólido de maré baixa (no ABC do C Af) para chamar o Cerra de elite da elite!
Ou a Eliane Tucanhede, que o chamava de “o mais consistente”!
O Nassif jogou o consistente inteirinho na Lava Jato.
O que fará o Dr Moro?
Dar-lhe-á o mesmo tratamento moroso que dedica àquele tucano que se confunde com inusitado fenômeno meteorológico, a chuva de dinheiro?
Como disse um ansioso blogueiro, vamos ver se o dos chapéus vai continuar a defender os métodos da Lava Jato…

Paulo Henrique Amorim

segunda-feira, 20 de julho de 2015

As cinco piores mentiras do Globo contra Lula em 2015 (por enquanto)


As cinco piores mentiras do Globo contra Lula em 2015
Como ainda tem gente que leva de boa fé as informações publicadas pelo jornal O Globo sobre Lula, recapitulamos aqui as cinco maiores armações do jornal contra o ex-presidente só no ano de 2015. Lembrando que ainda estamos em julho. E que a coluna do Merval Pereira é considerada hours concours. Entre os truques do jornal estão inventar declarações, ignorar explicações e tratar, anos depois, como secretos e escandalosos eventos públicos de que o jornal tinha ciência.

5º lugar - Lula seria culpado pela crise na Grécia

O colunista do O Globo (e também do Estado de S. Paulo, G1, TV Globo, CBN, Globonews) Carlos Sardenberg criou a tese original de que a culpa da crise na Grécia é de Lula e Dilma, por causa de reuniões do atual primeiro-ministro Aléxis Tsipras quando era candidato.  A crise grega já tem 7 anos. Diante do fato dos prêmios nobel de Economia Paul Krugman e Joseph Stiglitz terem visões diferentes dele sobre a crise grega, Sardenberg reafirmou seu artigo e saiu-se com essa no Twitter (supomos que “Liila” deve ser “Lula”)
4º lugar - Os documentos secretos do Itamaraty que o Globo manteve secretos

No dia 12/06 o Globo acusou , em manchete de primeira página, o Itamaraty de tentar burlar a lei para proteger Lula, por causa de um documento interno não final que pedia a reavaliação de documentos diplomáticos durante o mandato de Lula. O Itamaraty entregou os documentos à Época. Época e O Globo viram os documentos, que mostravam a atuação positiva de Lula em defesa de empresas brasileiras, e não publicou nada, afinal, como provam que o trabalho de Lula era positivo para o Brasil, o Globo e a Época devem ter achado melhor esconder isso dos seus leitores.

Como o Globo esconde, seguem o que dizem os documentos:http://www.institutolula.org/telegramas-do-itamaraty-veja-o-que-lula-fazia-em-suas-viagens-pelo-mundo 

3º lugar - O Globo paga mico internacional e inventa que Lula teria “confessado” saber do mensalão para Mujica

A partir de uma declaração dada a jornalistas em um livro sobre Pepe Mujica, no qual o ex-presidente uruguaio menciona uma conversa que teve com Lula sobre as pressões e dificuldades de se administrar um país do tamanho do Brasil, o Globo no dia 5 de maio inventou uma manchete maluca de que Lula teria “confessado” sobre o mensalão para Pepe Mujica.

A mentira foi desmentida horas depois, primeiro pelo próprio autor do livro para o portal G1, também do grupo O Globo, depois em Montevidéu, no lançamento do livro, pelo próprio Mujica, que ainda afirmou em entrevista publicada ao Estado de S. Paulo que Lula foi seu modelo de governante.

A manchete maluca do Globo só foi levada a sério pelo senador Ronaldo Caiado, que está tentando convocar o ex-presidente do país vizinho a depor no Senado com base no jornal carioca.

Depois do caso o jornalista americano residente no Brasil Alex Cuadros tuitou que “De agora em diante irei observar uma quarentena de cinco dias antes de tuitar qualquer história do Globo sobre Lula”.
2º Lugar - O voo secreto divulgado em release

Em 12 de abril de 2014, o Globo publicou matéria falando de um suposto “voo sigiloso” de Lula para Cuba, República Dominicana e Estados Unidos.

Deve ser a primeira viagem sigilosa divulgada por release na história. Ainda por cima acompanhada pela imprensa! Várias matérias dessa viagem foram publicadas publicada no site do Instituto Lula e na imprensa internacional.  

A informação de que o voo seria sigiloso baseou-se em um documento interno da Líder Táxi Aéreo com o qual o Instituto Lula não tem relação alguma. O Instituto divulgou a viagem em release para toda a imprensa, inclusive O Globo. O vôo foi pago pela Odebrecht porque o ex-presidente fez uma palestra na República Dominicana. O jornal não acreditou.

Seguem dois jornais dominicanos de 2 de fevereiro de 2013 que provam a realização da palestra, que aconteceu no hotel El Embajador, no dia 1 de fevereiro, em Santo Domingo
1º lugar - Novo mico internacional do Globo: Lula “lobista” em Portugal e a reunião “secreta” que O Globo noticiou. O segundo líder internacional em 2 meses à desmentir o jornal.

O ex-presidente Lula sempre defendeu as empresas brasileiras e uma presença maior delas também no exterior.

No domingo, dia 19 de julho, o Globo, com uma nova leva de documentos do Itamaraty sobre Lula após a presidência, inventa duas mentiras em uma mesma matéria para dizer que o ex-presidente faria lobby.

A primeira dizia que Lula teria feito lobby para a Odebrecht em Portugal, ao comentar com o primeiro-ministro português o interesse da empresa brasileira no processo de privatização da Empresa Geral de Fomento (EGF). O embaixador Mario Vilalva também estava presente. Lula foi a Portugal participar das comemorações dos 40 anos da Revolução dos Cravos, no dia 25 de abril de 2014. A viagem era pública. O encontro de Lula com o primeiro-ministro foi tão público que a foto usada pelo Globo para ilustrar a matéria, e creditada de forma incorreta, é do Instituto Lula. O Instituto Lula confirmou a nota do embaixador que fala apenas de um comentário, mais nada. A posição do presidente de que as empresas brasileiras deveriam participar mais do processo de privatização em Portugal também era pública.  E o Instituto mostrou para o Globo que o interesse da Odebrecht na privatização da EGF era tão público que inclusive já era notícia desde outubro de 2013 em jornais portugueses: http://www.publico.pt/economia/noticia/odebrecht-interessada-na-privatizacao-da-egf-1608053.
A Odebrecht no final desistiu e não participou do leilão da empresa portuguesa.

E no dia seguinte a matéria do Globo, ela foi desmentida pelo primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, que disse à imprensa portuguesa que Lula não intercedeu por nenhuma empresa brasileira.

http://www.rtp.pt/noticias/politica/lula-nao-me-veio-meter-nenhuma-cunha-afirma-passos_v845924?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter
Outra mentira, da mesma matéria, é de que Lula teria pedido ao BNDES uma reunião com o embaixador do Zimbábue no dia 3 de maio de 2012. A tal reunião foi um imenso seminário público na sede do BNDES, com TODOS os embaixadores africanos convidados e inclusive cobertura do jornal O Globo. Se o repórter do jornal tivesse pesquisado nos arquivos do diário encontraria a matéria “Lula aparece de bengala em evento na sede do BNDES no Rio”, do jornalista Cássio Bruno, exatamente dia 3 de maio de 2012. Era o primeiro evento público do ex-presidente após se recuperar de um câncer na laringe.

O jornal registrou algumas das respostas da assessoria em matéria separada do texto principal, a primeira a ser distribuída online, onde não inclui as respostas que desmontam a farsa do Globo.

Matéria do Globo em 2012 sobre evento agora tratado como “secreto” pelo mesmo jornal:
Todas as informações e imagens estão aqui no Instituto Lula

domingo, 19 de julho de 2015

PSDB SE CALA SOBRE CUNHA E #CADEAECIO BOMBA NO TT