Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

sábado, 3 de dezembro de 2016

Brasil está pronto para eleições diretas

A tentativa de instaurar, mediante um golpe, um governo que pretendia recuperar a unidade nacional, retomar o crescimento econômico e resgatar a confiança, fracassou estrepitosamente. Não ha ninguém mais que aposte no seu sucesso.
Nenhum índice econômico positivo pode ser apresentado pelo governo, os anúncios ilusórios de melhoria econômica agora são projetados para o segundo semestre de 2017, sem nenhum indicio que tenha base na realidade. O ajuste fiscal leva o pais da recessão à depressão econômica, com níveis alarmantes de retração, produzindo a pior crise social, desde o final do governo FHC.
Politicamente, depois da queda de 6 ministros em 6 meses, a delação da Odebrecht promete ser devastadora, chegando ao próprio presidente. Este, ficha suja, com riscos de acusações diretas com essas delações, tem na linha de sucessão o presidente do Senado, réu por acusações de corrupção.
23 governos estaduais estão em estado de calamidade publica, com salários atrasados e poucas possibilidades de pagar o 13. salario. O governo empurra o ajuste fiscal goela abaixo dos estados e dos municípios, generalizando o caos econômico e ingovernabilidade.
O presidente instalado pelo golpe não goza mais de nenhum prestígio e credibilidade. A mídia não o poupa mais em nada. Os políticos não acreditam nele, sua imagem internacional é pavorosa. Sua incapacidade para governar tornou-se patente. Seu governo contem, por enquanto, 15 dos seus membros envolvidos na Lava Jato.
A operação de eventual substituição de Temer por um presidente designado pelo Congresso encontra, entre outros obstáculos, aquele corretamente observador por FHC: como um Congresso com mais de 200 parlamentares acusados de corrupção, pode indicar o presidente do Brasil. Alem de que a operação de fritura de Temer traria fraturas no bloco golpista e riscos graves na sua implementação.
Por outro lado, a operação de tentar inviabilizar eleitoralmente o Lula, se esvai estrepitosamente, com mais de 11 testemunhas de acusação absolvendo-o, desembocando assim num anti-clímax a opera bufa montada em Curitiba.
O pais está mais do que preparado para recuperar o direito do povo de eleger democraticamente quem deve dirigi-lo. A adesão de FHC completa o arco de reconhecimento de que somente um governo legitimado pelo apoio popular pode enfrentar a crise e supera-la.
Se esgotaram as possibilidades de solução da crise por cima, mediante manobras golpistas, engendradas pela mídia, com o silencio cúmplice do STF. O governo Temer termina pateticamente, sem cumprir nenhuma das suas promessas. A mídia se distancia cada vez mais dele. A base parlamentar desse governo sofrera' golpes devastadores com a as delações premiadas da Odebrecht.
O pais está pronto para recuperar o direito do povo, mediante eleições diretas, de eleger seus governantes. E' a única atitude que o Congresso pode tomar, se não quiser naufragar conjuntamente com o governo e, ele também, ser renovado por novas eleições parlamentares já.
Só um governo com legitimidade democrática outorgada pelo povo, pode enfrentar a crise e dar-lhe uma solução que, ao mesmo tempo que supera a recessão, o faça com fortalecimento dos mecanismos de distribuição de renda e resgate da capacidade de investimento e de abertura generalizada de crétido da parte do governo. O Brasil está pronto para voltar a trilhar o caminho da democracia.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Ignore os golpistas. Você não precisa piorar de vida pro país ir bem

previdencia

Nos próximos meses, você vai ser bombardeado por uma campanha terrorista orquestrada a quatro mãos pela imprensa reacionária e os golpistas que tomaram o poder no Brasil. Vão tentar convencer os brasileiros de que têm que abrir mão de direitos trabalhistas e previdenciários senão o holocausto se abaterá sobre o país.
A ideia é assustar os brasileiros com teses tétricas sobre o trabalho assalariado, sobre a Previdência, sobre a Saúde, sobre a Educação etc. Ideias que tinham sido sepultadas no século 20, mas que o golpe contra Dilma Rousseff trouxe de volta.
O governo Fernando Henrique Cardoso foi o auge do discurso terrorista contra direitos da cidadania. A tese dele e de seus propagandistas era a de que os brasileiros precisavam abrir mão de direitos trabalhistas e previdenciários senão os “pobres” empresários e o Tesouro, respectivamente, iriam quebrar por não poderem oferecer tantas benesses a “vagabundos”, como FHC chamou os aposentados.
previdencia-1Outra tese de FHC era a de que para aumentar a “empregabilidade” dos brasileiros seria necessário suprimir direitos trabalhistas, criando empregos sem férias, décimo-terceiro salário, fundo de garantia, vale transporte etc., e o salário mínimo tinha que cair de valor porque impactaria a Previdência Social.
Não foi por outra razão que FHC terminou seu mandato com aprovação menor do que a reprovação.
Lula chegou ao poder em 1º de janeiro de 2003 e ao longo de 11 dos 13 anos de governos do PT que ele inauguraria, essas teses foram todas sepultadas. O emprego com carteira assinada e todos os direitos possíveis e outros novos aumentou muito, o salário mínimo valorizou-se como nunca – de cerca de 70 dólares sumiu a cerca de 250 hoje, tendo chegado a mais de 300 dólares antes da crise).
previdencia-3No alto da página, você vê imagem de uma das matérias da mídia tucano-temerária que já vai preparando o terreno para tirar dos brasileiros tudo que ganharam na era petista. A começar pela previdência. A tese é a de que a “População idosa cresce no Brasil acima da média mundial e impacta Previdência
Essa tese é absurda. Os golpistas tentam vender aos brasileiros que eles têm que perder direitos trabalhistas, trabalhar terceirizados, receber salário-mínimo menor e se aposentar às portas da morte porque, senão, o mundo vai desabar.
É papo furado. Durante 11 dos 13 anos de governos do PT foi provado o contrário. Mas vamos falar da Previdência, para terminar.
Segundo os golpistas, como a população brasileira está “envelhecendo”, aumentará a pressão sobre a Previdência e, assim, se não arrocharmos as aposentadorias dos velhinhos, ela vai quebrar.
Ora, é uma balela. Eles vendem a Previdência como se fosse um país à parte, o país dos velhos. O envelhecimento médio dos brasileiros é uma excelente notícia para as contas públicas simplesmente porque diminuirá o crescimento demográfico e, com isso, todas as despesas do Estado. Educação, Saúde, transporte, tudo será menos requerido com a redução populacional que o envelhecimento da população vai causar.
Como a expectativa média de vida dos brasileiros sobe muito devagar é de 75 anos e a idade mínima para o povo se aposentar é 65 anos, os velhinhos não vão durar muito para impactar as contas públicas, que serão favorecidas com menos demandas de uma população menor.
A era petista mostrou que é possível manter todos os direitos trabalhistas, aumentar o valor médio dos salários, o emprego com carteira assinada, o aumento real do salário mínimo e das aposentadorias, bastando, para isso, que não haja sabotagem da economia por golpistas no Congresso, na Polícia Federal, no Ministério Público e no Judiciário.
Eis porque é pequena a dúvida de que os brasileiros irão acordar e valorizar tudo que ganharam durante a era petista. Vão se lembrar de que durante 11 anos suas vidas melhoraram sem parar e vão se dar conta de que essa discurseira sobre ter que piorar a vida do povo para o seu próprio bem é uma trapaça para tirar de pobre pra dar pra rico.

TEMER, O PRESIDENTE QUE NÃO OUSA SAIR NA RUA

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Folha engana leitor com pegadinha contra Cuba na primeira página

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Olhando de longe, o jornal Folha de São Paulo é um mistério. Olhando de perto, porém, é tão ruim quanto qualquer outro jornalão de direita que aderiu à ditadura militar e atentou tantas vezes contra a democracia tanto no século passado quanto neste.
Ao passo que a Folha faz denúncias contra a direita (sobretudo contra o PSDB) que nenhum outro grande órgão de imprensa faria, como a denúncia do “Aécioporto” ou a da propina de 23 milhões a José Serra, também é o jornal que promove as trapaças mais hediondas de que se tem notícia na grande imprensa brasileira.
Quem não se lembra da ficha policial falsa de Dilma Rousseff que a Folha publicou em sua primeira página em 2009?
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Sim, quase um mês depois o jornal reconheceu que errou, mas, obviamente, sem dar a essa informação destaque sequer parecido com o que deu ao divulgar informação falsa que recebeu por e-mail de fonte desconhecida e publicou na primeira página sem checar nada.
Na imagem acima, você nota o destaque imenso dado à mentira. Na imagem abaixo, você vê que nada saiu na primeira página na data em que o erro foi reconhecido.
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Como já se passaram quase oito anos, vale rever o desmentido da Folha, porque ele obriga quem lê a se perguntar como um grande jornal foi capaz de publicar no alto de sua primeira página uma mentira tosca, sem fazer checagem nenhuma, sem a menor responsabilidade.
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No mesmo ano (2009), a Folha de São Paulo publica artigo de um antigo desafeto do então presidente Lula acusando-o de ter tentado estuprar um colega de cela quando esteve preso durante a ditadura militar.
Naquele mesmo ano, o jornal publicou, em 17 de fevereiro, editorial que afirmava que a ditadura militar brasileira foi, na verdade, uma “ditabranda”, ou uma ditadura soft, light, suave. Por quê? Por, segundo o jornal, ter matado “pouca” gente, “apenas” umas cinco centenas de pessoas.
Diante dessa enormidade, este blogueiro, através desta página, convocou manifestação de vítimas e parentes de vítimas da ditadura diante do jornal, que registrou tudo em matéria no dia seguinte.
folha-4Abaixo, vídeo da leitura de manifesto que escrevi e que foi apoiado por mais de vinte entidades defensoras de direitos humanos, como CUT, UNE, Tortura Nunca Mais etc.
Como se vê, a Folha de São Paulo é um veículo dado a publicar informações inverídicas, sem checagem e com grande destaque. E nesta quinta-feira, 1º de dezembro de 2016, não foi diferente. O jornal publicou uma pegadinha para acusar um homem que não pode mais se defender de herdeiros irresponsáveis de grandes fortunas como são os filhos do velho Frias, fundador da Folha e apoiador de primeira hora da ditadura militar brasileira.
Confira, abaixo, a primeira página da Folha de São Paulo de 1º de dezembro de 2016
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A informação cheira mal porque é uma acusação gravíssima e estrondosa que busca empanar o brilho de avanços sociais de Cuba mundialmente reconhecidos. Porém, basta ler a matéria para perceber que a chamada de capa da Folha é uma pegadinha que visa enganar as pessoas, sobretudo aquela parcela da população paulistana que dos jornais só lê a primeira página exposta nas bancas de jornal.
Lendo a matéria, descobre-se que a informação estrondosa se baseia em alegações sem provas da comunidade anticastrista situada nos EUA, que pilota um tal de Cuba Archive, cujas afirmações não podem ser checadas por falta de fontes confiáveis.
Cuba Archive, sediado em Washington, é pilotado por cubanos exilados que saíram de seu país décadas atrás por integrarem o regime corrupto do ditador Fulgêncio Batista. São autores de teorias malucas como a de que o regime castrista sequestrava crianças cubanas para transformá-las em comida para o supostamente faminto povo cubano.
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A teoria psicótica sobre comunistas comedores de criancinhas foi vendida pelos autores do Cuba Archive e pode ser conhecida no livro de Fernando Morais Os Últimos Soldados da Guerra Fria (Cia. das Letras)
Um dos colaboradores da ONG é o escritor anticastrista Carlos Alberto Montaner, outro é o ex-subsecretário de Estado norte-americano Otto Reich, também anticomunista e anticastrista feroz.
O pior de tudo é que não há fontes confiáveis para os números apresentados pelo Cuba Archive simplesmente porque os estudos não indicam fontes isentas e reconhecidas. São afirmações sem provas de pessoas amplamente interessadas em desmoralizar o regime cubano.
Mas a Folha não ficou só nisso. Dois dias antes (29/11), publicou o editorial “Fidel Castro”, por ocasião da morte do ex-dirigente cubano. Naquele texto, o jornal repisa informação fajuta divulgada anos atrás por seu colunista Reinaldo Azevedo, de que antes de Fidel Cuba já tinha saúde e educação de primeiro mundo.
Azevedo se ampara em números divulgados pelos inimigos do regime cubano e que não foram auditados por ninguém, que não têm origem em nenhum estudo conhecido, em nenhuma estatística confiável.
Azevedo se baseou em livro de uma obscura escritora francesa chamada Jeannine Verdes-Leroux, intitulado “A Lua e o Caudilho”, uma longa arenga contra o regime cubano amparado em informações também sem fontes confiáveis.
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Azevedo, naquele texto maluco, faz a afirmação espantosa de que a mortalidade infantil em Cuba é baixa porque naquele país o aborto é legal, afirmação que, se levada a sério, colocaria em dúvida a baixa mortalidade infantil da maioria dos países desenvolvidos, sobretudo os nórdicos, pois em quase todos os países desenvolvidos o aborto é legal.
A Folha é útil porque, para conferir ares de verdade a esse tipo de farsa, publica algumas verdades sobre a direita que outros veículos de direta escondem, como a de que José Serra e Aécio Neves estão envolvidos até o pescoço em denúncias de corrupção, mas tudo isso é tática diversionista para permitir ao jornal aplicar passa-moleques como o que você acaba de ler.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

É balela que decisões de Moro são mantidas em 2ª instância

dallagnol

Você trabalha para alguém? Conhece muito bem essa pessoa? Sabe se ela pode ter se envolvido em algum esquema criminoso? Difícil saber, não é? Você pode trabalhar em uma empresa há anos sem saber o que o seu patrão faz por aí. Agora imagine você correr o risco de pagar por eventuais crimes que o seu empregador possa cometer sem seu conhecimento.
Bem, agora isso pode acontecer.
Aconteceu com Mateus Coutinho de Sá, de 36 anos, quem foi retirado pela Polícia Federal de sua casa nas primeiras horas da manhã de 14 de novembro de 2014 simplesmente por trabalhar para a empreiteira OAS.
Mateus foi um dos alvos da 7ª fase da Operação Lava Jato, batizada de “Juízo Final”. O juiz Sergio Moro havia determinado a prisão de presidentes e executivos de algumas das principais empreiteiras do país, altos funcionários da Petrobras e de operadores financeiros; todos eles chegaram à República de Curitiba alegando “inocência”
Ao menos no caso do executivo Mateus Coutinho de Sá, era verdade. Apesar de ter sido condenado por Moro por corrupção, lavagem de dinheiro e pertencer a uma organização criminosa sob “provas robustas” – no dizer do juiz –, foi absolvido em 23 de novembro, POR UNANIMIDADE, pelos desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.
Coutinho chegou à cadeia dizendo aos colegas que tudo não passava de um engano e que seus advogados provariam rápido sua inocência, o que não convenceu seus colegas de cárcere.
Pai de uma menina pequena, recomendou à mulher que não a levasse para visitá-lo na prisão para evitar desgastes – afinal, ele tinha convicção de que não ficaria ali por muito tempo. Reclamava repetidamente da saudade que sentia. Ficava deprimido quando se dava conta da ausência dela.
Como os pedidos de liberdade caíam um a um nos tribunais superiores, Coutinho passou a estudar a possibilidade de receber a filha numa visita, mas queria preservá-la dos dissabores de uma cadeia. Fez um acordo com a direção da carceragem e a menina foi vê-lo num dia sem visitas de outros presos.
A sala destinada às visitas fica longe das celas. Mesmo assim os presos ouviram a menina gritar “pai” quando o viu. Segundo um executivo preso na PF, não houve quem não se emocionasse na hora.
Não é difícil prever que a criança ficará com esse trauma pelo resto da vida.
Coutinho também perdeu o emprego na OAS, ficou proibido de manter contato com outros réus e entregou passaporte. Pessoas próximas dele dizem ainda que nesse processo todo perdeu o casamento e ainda sofre preconceito por ter sido preso na Operação Lava Jato.
O caso desse homem é apenas mais um entre os de várias pessoas que poderão ser absolvidas ao fim de seu processo, mas que terão sido punidas injustamente com a mais dura das penas, a privação de liberdade.
Sobre esse caso chocante, outro “super-herói” tupiniquim dado a usar suas convicções em lugar de provas, o coordenador da Lava Jato, procurador Deltan Dallagnol, afirmou na segunda-feira 28 que a absolvição do ex-diretor da OAS Mateus Coutinho de Sá mostra que os tribunais estão julgando sem “aquela pressão alegada”.
A absolvição de tribunais superiores revisando decisões do juiz Sergio Moro mostra que o sistema está funcionando. Os tribunais não estão sob aquela pressão que se alegava. Estão efetivamente analisando caso a caso, vendo no entendimento deles quem deve ser condenado e absolvido. A revisão de decisões é algo natural ao sistema“, afirmou o procurador após debate na FGV Direito Rio sobre as dez medidas contra a corrupção proposta ao Congresso.
Não satisfeito, Dallagnol ainda afirmou que os tribunais superiores têm concordado com 95% das decisões de Moro, o que ele julga que seria “Um extraordinário nível de acerto na Operação Lava Jato“.
O nível de desonestidade intelectual desse sujeito é assustador porque faz imaginar quantos mistificadores como ele existem em um órgão tão poderoso quanto o Ministério Público.
A verdade é que Dallagnol está distorcendo fatos de forma inaceitável, criminosa.
Em primeiro lugar, o leitor precisa saber que há cerca de duas centenas de envolvidos na Lava Jato e que a grande maioria não foi sequer julgada em primeira instância, de modo que não se sabe nem ao menos que percentual dos acusados pelo MP e pela PF serão efetivamente condenados por Moro.
Confira, aqui, a lista dos envolvidos na Lava Jato e a situação de cada um
Em segundo Lugar, é jogo de palavras de Dallagnol de que 95% das decisões de Moro têm sido mantidas em segunda instância. O que ele tem conseguido é manter prisões preventivas, mas, por incrível que pareça, segundo o jornal O Estado de São Paulo apenas 3 pessoas foram julgadas em segunda instância.
Isso mesmo: de 21 condenados por Moro, apenas 3 foram julgados. E absolvidos.
Dois anos e seis meses após o início da Operação Lava Jato, apenas três das 21 sentenças do juiz Sérgio Moro em primeira instância tiveram todos seus recursos julgados no Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Destas três, duas são de 2014, relacionadas ainda às primeiras etapas da operação.
Três condenados por Moro em primeira instância foram absolvidos em segunda instância. Dois deles permaneceram presos por meses e depois o TRF da 4ª região os absolveu.
Em setembro, a 8ª turma daquela Corte decidiu absolver André Catão, funcionário do doleiro Carlos Charter. Ele permanecera preso por 7 meses.
Na quarta-feira da semana passada, a mesma 8ª turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região absolveu dois executivos da OAS condenados por Moro. O supracitado ex-diretor financeiro Mateus Coutinho de Sá e o engenheiro civil Fernando Augusto Stremel Andrade.
Além do jogo de palavras mal-intencionado de Dallagnol tentando vender a tese de que as condenações de Moro estão sendo mantidas, quando, na verdade, os tribunais superiores apenas estão mantendo decisões provisórias como medidas cautelares, o que choca mais é a insensibilidade desse sujeito.
O caso de Mateus Coutinho de Sá é estarrecedor. A vida dele foi destruída e, ao ter sido absolvido por UNANIMIDADE pela 8ª turma do TRF da 4ª Região, ficou patente que o “erro” de Moro foi grosseiro e que não havia porcaria nenhuma de “provas robustas” contra essa pessoa.
Fanático religioso, esperar-se-ia de Dallagnol que se norteasse por princípios cristãos e, após o calvário de Coutinho de Sá, que refletisse sobre um processo que está destruindo vidas de pessoas inocentes, mas, como se vê, o rato de igreja leva sua profissão ainda menos a sério do que a própria “religiosidade”.

DENÚNCIA : PEC 55: Veja quem são os senadores que votaram contra os pobres, a favor dos ricos

senado pec 55 votação
 Da Redação
Por 61 a 14, o Senado aprovou nessa terça-feira (29/11), em primeiro turno, a PEC 55.
“É a continuação do golpe”, como denunciou da tribuna o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). “Uma vergonha!”
Golpe de classe contra a população mais pobre, a educação e a saúde públicas, a favor do capital financeiro.
Na fotomontagem acima, estão nove dos senadores que votaram contra o povo: Marta Suplicy (PMDB-SP), Cristovam Buarque (PPS-DF), Ana Amélia (PP-RS), Álvaro Dias (PV-PR), José Agripino (DEM-RN), Fernando Coelho (PSB-PE) e os tucanos Aécio Neves (MG), Aloysio Nunes (SP) e Antonio Anastasia (MG).
Veja a lista completa de votação.
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 Veja também:

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Renúncia de Temer é a melhor saída para o Brasil


REUTERS/Ueslei Marcelino

JEFERSON MIOLA

O estrago da denúncia do ex-ministro Marcelo Calero na “imobiliária Palácio do Planalto” é muito maior do que se poderia supor. O presidente usurpador, reconhecendo a gravidade do momento, promoveu inusitada entrevista num domingo, para se explicar pessoalmente.
A presença dos Presidentes da Câmara e do Senado na entrevista presidencial revela a tibieza de um impostor que perdeu qualquer capacidade de ação, que chegou ao fim.
Temer virou fantoche de um parlamentarismo informal, onde ele é um mero administrador de interesses anti-republicados das maltas partidárias que, em troca, ministram oxigênio para sua sobrevivência arrastada. Como disse FCH, Temer é frágil, “mas é o que se tem”.
Apesar da demissão do ex-ministro Geddel, os desdobramentos do escândalo ainda estão longe de terminar. A razão para isso é que os agentes imobiliários do Geddel – Temer, Eliseu Padilha e outras autoridades palacianas –, estão centralmente implicados nos crimes de tráfico de influência, advocacia administrativa e prevaricação.
Trata-se de crimes contra a administração pública, tipificados nos artigos 321, 332 e 319 do Código Penal brasileiro. O ministro Padilha e aqueles agentes implicados já deveriam ter sido demitidos, ou pelo menos afastados até esclarecerem os fatos narrados por Calero. No caso do Temer, que formalmente ocupa o cargo usurpado de presidente da República, o procedimento legal, em razão disso, é a instauração de um processo de impeachment.
Este escândalo é uma prova de fogo para a Procuradoria-Geral da República. É um teste para o procurador-geral Rodrigo Janot e seus justiceiros da moralidade pública demonstrarem retidão funcional e compromisso com o dever constitucional.
impeachment do Temer, ainda que seja um remédio previsto na Constituição e na Lei – diferentemente da fraude contra a Presidente Dilma para perpetrar o golpe de Estado – dada a natureza demorada do seu rito, postergará a superação da quebra do Brasil causada pelo governo golpista.
Com a delação dos diretores da Odebrecht, a situação ficará insustentável para Temer e seus aliados, porque a força-tarefa da Lava Jato e a mídia não conseguirão agir com seletividade diante das dezenas de políticos do bloco golpista denunciados por corrupção.
A renúncia de Temer, neste sentido, é a melhor saída para o Brasil. É necessário abreviar o caos econômico e o sofrimento do povo, afetado por níveis crescentes de desemprego, recessão e supressão de direitos.
Com a renúncia ainda em 2016, a Constituição determina que se realize eleição presidencial após 90 dias [artigo 81]. A sociedade brasileira teria, então, a possibilidade de escolher um programa e um governo legítimo, com força política e moral para superar esta terrível crise.
É cada vez mais consensual no meio político a inviabilidade do Temer; sua permanência no comando do país até 2018 é insustentável. A oligarquia golpista, a despeito disso, manipula para mantê-lo até o início de 2017 para, dessa maneira, escolher um sucessor de sua confiança em eleição indireta no Congresso corrupto e ilegítimo, evitando o voto popular.
Esta estratégia esconde o pânico da oligarquia com a realização de eleição direta já. Como o justiceiro Moro ainda não concluiu seu plano obsessivo de condenar ou prender Lula, o ex-presidente poderá se candidatar para concorrer numa eleição direta, com chances reais de ser eleito novamente.

Identificados os vândalos que agrediram a Embaixada de Cuba. São do MBL


TEREZA CRUVINEL
Relatei ontem a cena ultrajante em que meia dúzia de exaltados de direita destruíram as flores e o cenário de homenagem a Fidel Castro criado por admiradores em frente à Embaixada de Cuba. Eles já foram identificados e estão fazendo propaganda de sua própria incivilidade, grosseria e desrespeito ao povo cubano nesta horaFelipe Porto, militante do MBL, postou numa rede social fotografia em que aparecem ele, Kelly Bolsonoro, Cristiane Couto e Marcelo Seixas de Araujo brindando à morte de Fidel na porta da Embaixada. Seu texto diz:

“Eu, Kelly Bolsonaro, Criatiane Couto e Marcelo Seixas de Araujo festejando, neste domingo, na porta da Embaixada de Cuba a partida para o inferno do ditador sanguinário Fidel Castro, com muita Cuba Libre, charuto “La Habana” e fogos de artifício, tocando o Hino Nacional de Cuba e trombeteando no microfone os crimes e as mais de 100 mil mortes da ditadura na ilha-prisão. A comunistada pira, kkkk...”.

Ele não confessa o vandalismo, a destruição das flores e objetos mas a polícia já os identificou. A comunidade cubana de Brasília está indignada com a manifestação fascista e o desrespeito na hora da morte, que em todas as culturas é respeitada mesmo quando se trata de adversário.

DENÚNCIA : Moro proíbe Cunha de inquirir Temer sobre Petrobras, Geddel, Moreira Franco; veja as perguntas permitidas e as vetadas

Moro e temer
 Da Redação
O presidente Michel Temer (PMDB-SP) vai depor como testemunha no processo contra o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Operação Lava Jato.
Na sexta-feira (25/11),  a defesa do ex-presidente da Câmara dos Deputados protocolou na Justiça Federal 41 perguntas a Temer
Hoje, porém, o juiz Sérgio Moro indeferiu “perguntas incômodas”, observou Mônica Bérgamo.
Em sua coluna na Folha, a jornalista publicou:
O juiz Sergio Moro indeferiu, na manhã desta segunda (28), 21 de um total de 41 perguntas feitas por escrito pelo ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) a Michel Temer.
O presidente da República é testemunha de defesa de Cunha.  Ele responderá aos questionamentos também por escrito.
Cunha chega a perguntar se Temer recebeu Jorge Zelada, ex-diretor da Petrobras envolvido em corrupção, em sua própria residência, em São Paulo, e se teve conhecimento de reunião de fornecedores da Petrobras também em seu próprio escritório, em São Paulo, “com vistas à doação de campanha para as eleições de 2010″.
Em outra questão, pergunta qual é a relação do presidente “com o sr. José Yunes”, um dos melhores amigos de Temer, e se ele “recebeu alguma contribuição de campanha” para alguma eleição de Temer.
Em caso positivo, diz Cunha, “as contribuições foram realizadas de forma oficial ou não declarada?”.
O ex-parlamentar questiona ainda se Temer “indicou o nome do sr. Wellington Moreira Franco para a vice-presidência do Fundo de Governo e Loterias da Caixa Econômica Federal”.
Moro afirmou em seu despacho que as perguntas de Cunha mereciam “censura”, já que “não há qualquer notícia do envolvimento do Exmo. Sr. Presidente da República nos crimes que constituem objeto desta ação penal”.
E indeferiu as questões.
Em matéria no Paraná Portal, Fernando Garcel e Angelo Sfair atentam:
Entre as perguntas descartadas por Moro estão questões relacionadas ao conhecimento do presidente sobre os crimes cometidos na Petrobras. O magistrado também impediu a questão sobre a indicação de alguns ministros do governo Temer, como a nomeação de Geddel Vieira Lima.
Sérgio Moro também considerou inapropriada a citação de trecho de depoimentos de Nestor Cerveró.
Colaborador das investigações, o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras afirma que procurou o então deputado Temer para pedir apoio político, na tentativa de manter o cargo na estatal. 
Moro afirma que “não há qualquer referência de que a busca por tal apoio envolveu algo de ilícito”.
Em seu despacho, Moro afirma (na íntegra, aqui): 
Cunha
Abaixo a lista tanto das perguntas permitidas quanto das censuradas por Moro. As vetadas estão circundadas por fio alaranjarado.
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