Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

sábado, 14 de março de 2015

Swiss Leaks: Globo prefere entregar barões da mídia mortos a entregar tucanos

tucanos

Quando você pensa que viu de tudo, por mais que já tenha vivido descobre que, da missa que é a vida, ainda não sabe um terço. A mídia é tão tucana, mas tão tucana que prefere entregar a si mesma do que entregar aqueles que precisa preservar em nome dos “bons serviços” que lhe prestam.
A divulgação por O Globo de nomes de proprietários de meios de comunicação ou de jornalistas que já morreram ou que ainda estão vivos e tiveram conta no HSBC suíço e não têm mais, ou que têm contas há muito tempo na instituição que hoje estão inativas, não passa da velha estratégia de entregar os anéis para preservar os dedos.
A divulgação desses nomes causou furor na mídia alternativa, mas, a rigor, a descoberta de que barões da mídia como o velho Octavio Frias – morto há quase uma década – mantinham recursos em contas no exterior não significa muita coisa, apesar de ser tentador dizer “Está vendo, eles tiveram dinheiro na Suíça”.
Primeiro porque não se sabe se essas contas foram ou não declaradas ao fisco brasileiro. Se foram – e este Blog suspeita de que foram –, o máximo que se poderá questionar é por que um “respeitável empresário” mantém dinheiro fora do país.
Nos próximos dias ou semanas, não será surpresa se for anunciado que as contas em questão foram declaradas ao fisco brasileiro, afastando parte da suspeita que ter conta na Suíça gera automaticamente.
Em seguida, os citados que estão vivos ou os descendentes dos que morreram argumentarão que grandes empresários terem dinheiro no exterior declarado ao fisco “não tem nada demais”, porque empresários como esses vivem no exterior e podem precisar ter dinheiro à mão para negócios ou lazer.
Escreva aí, leitor, o que acaba de ler…
Ao fim e ao cabo, esses “empresários de mídia” que O Globo “denunciou” acabarão com um atestado de probidade.
Ocorre que boatos sobre “novidades” que o compartilhamento da lista de correntistas do HSBC com o jornal carioca O Globo iria gerar já vinham circulando. Na noite da última sexta-feira, por exemplo, mais de 12 horas antes de O Globo se autodenunciar, o autor desta página divulgou nas redes sociais que estavam chegando “novidades” sobre o Swiss Leaks.
swiss leaks 1
swiss leaks 2

Vale dizer que esse não chega a ser nenhum segredo de Estado. Até a mídia e os tucanos sabem que os malabarismos do antes guardião exclusivo dos segredos sobre o braço brasileiro do Swiss Leaks, Fernando Rodrigues, do UOL, se devem ao potencial explosivo dessa lista para a direita midiática.
Porém, as informações que circulam mui em off, como se lê nos posts no Twitter e no Facebook reproduzidos acima, teoricamente são mais do que boatos. Há informações de que as surpresas com nomes de correntistas do HSBC suíço não vão se esgotar com os anéis que os barões da mídia entregaram.
Mais do que proprietários de grandes veículos de mídia e dos rottweilers que os servem, há nomes que não podem aparecer na mídia neste momento em que a mídia leva a cabo sua decisão de derrubar Dilma mesmo que o PSDB e o empresariado não queiram.
E vale a digressão: sim, o PSDB não quer que Dilma caia agora porque herdará um pepino. Terá que adotar medidas duras e arcar com as consequências pelos próximos quatro anos. Aí vem Lula, com todo seu recall de bem-estar social, e se elege de novo.
Já os empresários não querem perder dinheiro e uma mudança brusca de governo por certo agravará ainda mais os problemas da economia.
Só quem quer derrubar Dilma e destruir o PT já, para ontem, é a mídia. Globos, Folha, Estadão e Veja, entre outros, não querem – ou não podem – mais esperar para assumir o Poder. Para assumir o poder vão precisar dos seus despachantes tucanos intactos, ou não assumem.
Se os tucanos não assumem o poder, os barões da mídia tampouco assumem, pois os joysticks que estes manejam funcionam muito melhor quando usados no PSDB.
Desse modo, leitor, você não se surpreenda se, em breve, nomes de tucanos graúdos – ou “graudíssimos”, como prefere quem sabe das coisas – aparecerem como correntistas do HSBC suíço, com suas contas sem declaração ao fisco brasileiro.

“Revoltados” defendem ditadura durante ato em SP e se dizem “democráticos”


vista do ato
revoltados capa
 Cheguei ao número 901 da avenida Paulista por volta das 11 horas da última sexta-feira 13. A frente da sede da Petrobras na capital paulista estava tomada por balões de gás com a sigla da Central Única dos Trabalhadores (CUT) estampada.
Em terra firme, os primeiros ativistas da CUT a chegar ao local do ato da entidade em defesa da Petrobrás vieram do interior de São Paulo. Eram agricultores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Ao corresponder a apertos de mão de manifestantes que me reconheceram e disseram-se leitores desta página, senti as peles ásperas e calejadas de pessoas que lutam pela sobrevivência a cada minuto de seus dias extenuantes.
Eis que me vem à mente ameaças de violência contra o MST – entre outros – que vêm circulando pela internet.
cut ameaças
A Central Sindical tomou providências. Grupos de homens grandes e fortes que levavam uma tira curta de pano verde presa ao ombro da camisa garantiram ao blogueiro que a segurança estava a cargo da Polícia Militar, mas era óbvio que estavam ali para a eventualidade de haver confronto físico.
cut seguranças
Todavia, graças ao descumprimento da ameaça do grupo “Revoltados On Line” de ir para o local enquanto a CUT estivesse lá, não houve violência e, muito pelo contrário, o que imperou foi uma alegria quase infantil de manifestantes que cantavam, dançavam e riam.
cut alegria
Mas nem tudo era alegria e alívio por, finalmente, o lado amordaçado pela mídia corporativa poder se manifestar. Havia gente, ali, cujo espírito parecia menos amistoso. Por exemplo, pesquisadores do instituto Datafolha que entrevistaram militantes da CUT que, por sua vez, alegaram terem se sentido pressionados durante as entrevistas.
Segundo relato que me foi passado pela repórter da TV dos Trabalhadores (TVT) que se identificou como Talita, os pesquisadores do Datafolha pareciam querer extrair respostas positivas a perguntas sobre se a presidente Dilma Rousseff está envolvida em corrupção.
Diante dessa informação, o blogueiro tratou de interpelar um dos pesquisadores daquele instituto. Porém, o funcionário do Datafolha empurrou agressivamente a câmera deste blogueiro-repórter enquanto o filmava.
cut datafolha
Outro grupo com jeito e atitudes de poucos amigos foi – ó, que surpresa! – a Polícia Militar. Em primeiro lugar, havia muito pouca polícia. O contingente tinha expressão zangada no rosto e, ao ser inquirido pelo blogueiro sobre o que fazia lá, um soldado disse que sua missão era apenas filmar os manifestantes.
polícia
Em busca de novas emoções, o blogueiro decidiu ir à outra parte da manifestação, que ocorria no vão livre do Masp. Milhares e milhares de professores faziam assembleia para decidir se entrariam em greve, pouco antes de se juntarem às outras categorias filiadas à CUT.
Deliberaram pela greve ao som de uma “sonora vaia a Alckmin”, conforme as palavras da mulher que conduzia o evento do alto de um carro de som.
cut alegria
Infelizmente, entre os professores havia um grupo de militantes do PSTU que destoou da esmagadora maioria dos presentes, que apoiaram o ato da CUT e marcharam até o centro da cidade com as outras entidades filiadas à central sindical.
PSTU
Com essa faixa, a minoria da Apeoesp carimbou o ato da entidade com a sua visão, pois quem passava pelo local via o “nem-nem” do PSTU.
Diante disso, fui procurar alguém da oposição à diretoria da Apeoesp para explicar o que significava aquela faixa.
Descobri que a divergência dos militantes do PSTU com o sentido daquele ato público ia ainda mais longe. Uma jovem professora filiada ao partido chegou a defender, em alguma medida, o ato golpista de domingo, 15 de março, separando os mais golpistas dos supostamente menos golpistas, como se golpismo envolvesse gradação.
Apesar disso tudo, o ato da CUT foi um sucesso. E como uma imagem vale mais do que mil palavras, eis, abaixo, vista aérea do que se passou na avenida Paulista naquela tarde chuvosa de março.
vista do ato
Por volta das 17 horas, a CUT deixou o local para se reunir com os professores que estavam no Masp e, juntos, marcharem até o centro da capital paulista. Pouco depois, cerca de 30 membros do grupo “Revoltados On Line” chegaram à frente do prédio da Petrobras.
Estranhamente, com eles a atuação da Polícia foi muito diferente. Além de não terem sido filmados, havia muito mais policiais e estes se postaram de prontidão junto aos manifestantes, sugerindo que estavam ali para protegê-los sabe-se lá do que, pois ao não fazerem provocações não havia possibilidade de haver confronto.
policia dos revoltados
Só restava mesmo, portanto, entrevistar os “Revoltados”. Apesar de ter feito quatro entrevistas, o vídeo curto que o Blog apresenta, ao fim do texto, só reproduz parte de uma delas porque a bateria da câmera acabou.
O entrevistado se disse ligado ao grupo de “Revoltados” e, apesar de negar inicialmente, acabou admitindo que se o Congresso Nacional não quiser deliberar sobre o impeachment da presidente da República, que venha o golpe militar. Isso após se dizer “democrático”.
Infelizmente, parte muito engraçada da entrevista ficou de fora. Perguntei ao entrevistado o que ele achava de o vice-presidente Michel Temer suceder Dilma caso ela seja derrubada. O “revoltado” não gostou da hipótese e disse que também tentariam derrubá-lo.
Diante do inusitado de alguém pregar que se instale um impeachment crônico no país, perguntei se ele aceitaria que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, sucedesse Temer; o homenzarrão “revoltado” disse que tentaria derrubá-lo também.
Por fim, perguntei o que ocorreria se o presidente do Senado, Renan Calheiros, assumisse a Presidência. A situação já ficara tão ridícula que o “revoltado” finalmente sorriu. Mas fechou a cara em seguida e disse que talvez o melhor mesmo fosse o golpe militar de uma vez.
Como já não havia mais bateria nem paciência para entrevistar aquela gente, fui-me embora. Caminhei sob a chuva agora fina até o condomínio em que resido, a vários e vários quarteirões de distância.
No percurso para casa, refleti que, de alguma forma, há uma boa dose de semelhança entre o “revoltado” golpista e a jovem, bem-intencionada e equivocada professora que condescende com mentalidade de quem quer dar golpe de Estado “constitucional” ou “tradicional”.
Abaixo, o vídeo que deu origem à narrativa acima.

Fel-lha, #globogolpista e Band! O PiG se afogou no HSBC! Amaury, a casa caiu !

Saiu na Fel-lha (ver no ABC do C Af):

EMPRESÁRIOS DE MÍDIA E JORNALISTAS ESTÃO NA RELAÇÃO


DO UOL

Ao menos 22 empresários do ramo jornalístico e seus parentes, além de 7 jornalistas, estão na relação dos que mantinham contas na agência do HSBC em Genebra, na Suíça, em 2006 e 2007.

Os registros indicam que 14 contas já estavam encerradas em 2007, quando os dados vazaram no escândalo que ficou conhecido como SwissLeaks. Todos os citados foram procurados. Parte negou irregularidades e alguns preferiram não comentar.

Ter uma conta bancária na Suíça ou em qualquer outro país não é ilegal, desde que seja declarada à Receita Federal. Os titulares também devem informar ao Banco Central quando o saldo for superior a US$ 100 mil.

Entre os correntistas do HSBC na Suíça estão ou estiveram pessoas ligadas a algumas das maiores empresas de comunicação do país.

É o caso de Lily de Carvalho, viúva de dois jornalistas e donos de jornais, Horácio de Carvalho e Roberto Marinho. Roberto Marinho (1904-2003) foi dono das Organizações Globo, hoje Grupo Globo. Lily morreu em 2011.

Na relação de correntistas do HSBC em Genebra também constam os nomes de proprietários do Grupo Folha.

Tiveram conta conjunta naquela instituição financeira os empresários Octavio Frias de Oliveira (1912-2007) e Carlos Caldeira Filho (1913-1993). Luiz Frias (atual presidente da Folha e presidente/CEO do UOL) aparece como beneficiário da mesma conta, criada em 1990 e encerrada em 1998. Em 2006/07, os arquivos do banco ainda mantinham os registros, mas a conta estava inativa e com o seu saldo zerado.

O Grupo Folha e a família de Octavio Frias de Oliveira “informam não ter registro da referida conta bancária e manifestam sua convicção de que, se ela existiu, era regular e conforme à lei”.

Quatro integrantes da família Saad, proprietária da Rede Bandeirantes, também detinham contas no HSBC à época, entre eles o fundador da companhia, João Jorge Saad (1919-1999).




Quá, quá, quá !
Os donos da Fel-lha e seu “segurança”, o “repórter” investigativo do UOL, Fernando Rodrigues, montaram durante certo tempo uma fraude: não podiam divulgar o nome dos flagrados no escândalo de lavagem de dinheiro no HSBCporque o Governo não tomava a iniciativa de pegar a lista.
Quá, quá, quá !
Afinal, dizia o “repórter” investigativo do UOL, ter conta no exterior não significa nada.
Desde que o correntista declare no Imposto de Renda.
Deve ser muito provável que certo colonista (no ABC do C Af), da Fel-lha, membro da família Steinbruch se dê ao trabalho de depositar dinheiro num banco especialista em lavar dinheiro e, ao mesmo tempo, confessar ao Imposto de Renda (brasileiro).
É muito provável !!!
Quá, quá, quá !
Depois, a Fel-lha e seu implacável “repórter” investigativo identificaram ladrões envolvidos na Lava Lato e que lavavam HSBC.
A intenção, claro, era derrubar a Dilma.
Fizeram como os delegados aecistas, os procuradores fanfarrões, o Juiz de Guantánamo: aqui não se fala de tucano !
O UOL tinha o monopólio da lista.
Aí, a dona Guevara, dona da lista lá na Europa, e que mereceu generosa correspondência do Amaury Ribeiro Jr, sentiu a batata assar e entregou a lista não à Carta Capital ou à Carta Maior, mas à #globogolpista !
Esperta a dona Guevara…
Entregar à Fel-lha e ao Globo.
E achar que ninguém percebe …
Acontece que a #globogolpista também sentiu a batata assar e começou a revelar uns nomes.
A batata assava.
E se, de repente, o Amaury, que pertenceu à organização (?) da dona Guevara mete a mão na lista toda ?
Foi o que fez o Otavinho, dono da Fel-lha e chefe do “repórter” investigativo.
“Bem, vamos revelar alguns nomes, para não sermos definitivamente desmoralizados”, teria pensado o dramaturgo e ensaista herdeiro da Fel-lha.
E enterrou a notícia lá embaixo, quase caindo pra fora, na página B6 (página par, menos lida que a ímpar), numa seção de nome “Mercado”, que ninguém do Mercado ou fora dele lê.
E fez isso num dia de sábado, o dia da semana em que menos se lê jornal – ou o acessa na internet.
Estão lá o pai do Otavinho, o sócio do pai do Otavinho e o irmão do Otavinho, Luis Frias, que é quem manda, de fato, no UOL, que sustenta Fel-lha.
Mas, segundo a Fel-lha, eles nem sabiam que tinham dinheiro lá.
Gente desatenta, não, amigo navegante ?
Não sabem que tem uma graninha no HSBC da Suíça.
Quá, quá, quá !
A doce Dona Lily, viúva do Dr Roberto Marinho estava lá.
Assim como a família Saad, dona da Bandeirantes, que exibe no Jornal da Band e no Boris Casoy catilinas furiosas em defesa da Moral e Ética !
Já imaginaram se o Boris Casoy pegasse a filha da Dilma na lista do HSBC ?
Com aqueles finos e reveladores lábios, com o timbre de camelô de muambas “made in China”, bradar furioso: “isso é uma vergonha !”
(Embora o Johnny Saad tenha enfiado a faca nos peitos do prefeito Haddad, para conseguir umas “vantagens”.)
Isso é uma vergonha, Johnny !
Só tem um problema nessa “reportagem” da Fel-lha.
Logo na primeira linha diz que “ao menos 27 (ôba !) empresários do ramo jornalístico, além de sete (ôba !) jornalistas estão na relação”…
Sete jornalistas ?
Jornalistas ?
Que jornalistas têm grana suficiente para lavar dinheiro no HSBC ?
Que empresa jornalística pagaria salários tão altos para justificar essa lavagem ?
Mas, a Fel-lha não cita nenhum jornalista.
Que pena !
E quais são os outros empresários ?
É corporativismo da Fel-lha, poupar os amigos de jantar no Fasano ?
Ah, se o Amaury trabalhasse para o Conversa Afiada
A Casa Grande caía.






Em tempo: o excelente repórter Chico Otávio (que sabe da vida do Imaculado Cunha (agora também no ABC do C Af), no Globo, acrescenta alguns nomes do PiG no HSBC:

- Ratinho

- Yolanda Queiroz, da TV Verdes Mares, repetidora da #globogolpista e sogra do senador tucano Tasso tenho jatinho porque posso Jereissati;

- Aloysio Faria, dono do banco Alpha (ex-dono do Real) e do grupo Rede Transamérica de rádio, com US$ 120 milhões !!!;

- José Roberto Guzzo, diretor da Abril e colonista (no ABC do C Af) furioso, direitista do gênero ISIS, no detrito de maré baixa;

(Outro colonista do gênero ISIS, no detrito sólido, um tal de “rola bosta” figura de forma exuberante, na companhia do tucaníssimo Andrea Matarazzo, na lista da Camargo Correia, divulgada pela excelente Conceição Lemes);

- Familia Dines, do Globo e da falecida Manchete;

- Fernando Luis Vieira de Mello, dono da Jovem Pan, também conhecida como “Jovem Ku Klux Pan”, que compete com a CBN, “a rádio que troca a notícia”, para ver quem verte mais ódio contra a Dilma;

- e Mona Dorf, da Ku Klux Pan.


É essa a turma (tudo a mesma sopa, diria o Mino) que vai bater panela quatro anos e perder a eleição em 2018.

Deu nisso, Otavinho: acabar na lista do Ratinho !

Quá, quá, quá !!!

Em tempo2: mas ainda falta a lista do Amaury !

Em tempo3:
 esse Bessinha …


Paulo Henrique Amorim



Otavinho, vem cá, Otavinho ! Traz o Fernandinho ! Vem fazer o DNA !

sexta-feira, 13 de março de 2015

A constrangedora leveza intelectual dos “meninos” que lideram a campanha pelo impeachment


Da Redação
Os jovens promotores dos protestos que pedem o impeachment de Dilma conquistaram seus 15 minutos de fama.
Autor do vídeo “E se Dilma fosse uma vilão da ficção?”, Kim Kataguiri, de 19 anos, é fã de bandas como Maroon 5 e Strokes
Um dos líderes da manifestação nacional que, entre outras pautas, pedirá o impeachment da presidente Dilma Rousseff no domingo (15) é um jovem de 19 anos, neto de japoneses, que defende uma economia de linhagem liberal e que largou a universidade antes de terminar o primeiro ano: “Estava sem tempo para ir e as faculdades de economia no Brasil são muito atrasadas.”
Kim Kataguiri faz parte do Movimento Brasil Livre (MBL), grupo favorável a uma política econômica liberal, com um Estado microscópico – - o que se traduz com medidas como a privatização de estatais e dos sistemas de saúde e de educação (“com a distribuição de carteiras para aqueles que não puderem pagar”). Defende ainda a “liberdade de imprensa” e o “fim do perdão de dívidas de ditaduras” (como Guiné Equatorial).
Seria apenas constrangedor descobrir que dezenas de milhares de brasileiros foram convencidos a ir às ruas por um garoto que se acredita personagem de mangá e produz vídeos supostamente bem humorados como os que aparecem acima.
Kataguiri é co-autor de um espantoso artigo publicado pela Folha de S. Paulonum tom grandiloquente que caberia muito bem em um videogame:
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Como é que é?
Um menino de 19 anos, que abandonou a faculdade antes de completar o primeiro ano, quer demolir o Estado brasileiro?
Kataguiri talvez seja apenas mais um inocente útil, guindado à condição de protagonista pelo desespero da mídia em encontrar novos heróis, “apartidários”, para praticar o antipetismo.
O tal MBL, ao qual ele pertence, é uma versão fuleira do movimento libertário dos Estados Unidos, financiado pelos irmãos Koch.
Se não houver uma intervenção da matriz, essa garotada vai acabar avacalhando o liberalismo, como o próprio Kataguiri faz ao admitir, na entrevista reproduzida acima, que, uma vez privatizadas a saúde e a educação, ainda assim quem não pudesse pagar receberia ajuda.
Será que ele sabe que o guru Ronald Reagan disse que “there is no free lunch in America”?
Os “meninos do golpe”, como os definiu Rodrigo Vianna, só não são uma piada completa porque as teses que eles advogam, impulsionadas pelos milhões de dólares dos irmãos Koch, já causaram muito dano por aí, especialmente nos Estados Unidos.
Os Koch, que fizeram sua fortuna de U$ 100 bilhões no ramo do petróleo, estão na lista dos maiores poluidores norte-americanos. É tentador imaginar que advogam um Estado fraco para se livrar de prestar contas à sociedade.
Na cartilha libertária deles também estão a privatização da Previdência Social, a extinção dos sindicatos e do salário mínimo e o aumento da idade de aposentadoria.
Isso é o que se chama de advogar em causa própria!
Os irmãos Koch já torraram milhões de dólares para produzir uma câmara de eco para ideias que os beneficiam economicamente, através de:
1. Estudos “neutros”, publicados por think thanks financiados por eles;
2. “Especialistas” que se colocam à disposição da mídia para dar entrevistas;
3. Jornalistas que reproduzem nos jornais, no rádio e na TV as ideias da dupla;
4. Políticos que tiveram suas campanhas financiadas pelos bilionários.
Tendo combatido o movimento pelos direitos civis nos anos 60, os Koch militam pelo que é chamado nos Estados Unidos de “neighborhood schools”, escolas da vizinhança.
Por trás desta imagem benigna se esconde o combate à integração entre negros e brancos, de bairros diferentes, na mesma escola, uma política pública implementada com transporte escolar.
À primeira vista, o jovem Kataguiri parece ser apenas um aspirante a Danilo Gentili recém-saído da adolescência.
Se ele nos presta algum serviço neste momento, é o de oferecer um alerta sobre a profundidade e a extensão do analfabetismo político de um número bastante razoável de brasileiros.
Leia também:

Miami é aqui! O protesto brazuca da moça do “eu sou rica, vocês são burros”

represent
Desculpem, mas não resisti, quando vi.
Até porque dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras.
Vocês sabem quem a loura que se estufa ao lado da faixa em inglês,exibida neste momento no concorridíssimo caminhão de som dos “Revoltados Online” para “mobilizar” a Avenida Paulista?
É ela mesmo, a ex-Barbie Fitness, uma jovem de nome Deborah Albuquerque Chlaem, que tem como principal atributo o fato de ter ido às redes sociais divulgar um video chamando de burros os eleitores e dizendo que, como era rica e tinha um pai “agente Fifa” ia para Orlando, na Flórida.
Ao contrário de Lobão, ela foi, mas a passeio, comemorado com champagne no facebook e depois “esticou no Caribe”e  deu umas voltas de helicóptero.
Mas como é uma insigne patriota, voltou para ajudar nas camisetas dos Revoltados, das quais agora é dirigente.
Porque Deborah não suporta mais os sofrimentos a que ela vem sendo submetida por este governo comunista bolivariano.
É quase uma tortura, enquanto aquelas pobres desdentadas do Nordestes, eleitoras de Dilma, se entopem de banquetes de farinha e jerimum, regados a água de cisterna, tudo pago com o dinheiro do contribuinte, através do Bolsa Família.
Mas isso tem jeito.
We want our Brazil back!
God bless America!

Altman: 'hoje é dia de lutar contra o golpismo'





SOBRE IMPEACHMENT, INTERVENÇÃO MILITAR, PROTESTOS E AS REGRAS DO JOGO DEMOCRÁTICO

Se você planeja ir a algum dos protestos agendados no dia 15 PARA PEDIR O IMPEACHMENT da presidente que a maioria dos eleitores brasileiros acabou de reeleger, a sua pretensão é tão estúpida e e o seu propósito é tão antidemocrático que duvido que qualquer argumentação racional e moral possa exercer qualquer efeito sobre sua consciência. Não é com você, portanto, que eu falo.

Se você está pensando em ir exercer o seu direito democrático de demonstração política para berrar pelo RETORNO DOS MILITARES ao controle do Estado brasileiro, violando, de um só golpe, todas as instituições da democracia liberal e o direito de a maioria escolher quem governa o país, também não há o que possa lhe dizer que você já não o saiba: você é um detestável autocrata, inimigo da democracia, amante de tiranias e ditaduras e o quero bem longe de mim.

Se você, então, planeja reivindicar impeachment ou intervenção militar com base no argumento de que já vivemos sob uma DITADURA COMUNISTA BOLIVARIANA, de que o Brasil já é igual à Venezuela e se encaminha para ser uma Cuba (mas você bem queria que fosse um Paraguai para sapecar um impeachment relâmpago na presidente), então o seu caso é ainda mais grave: ou você ou é um delirante e alucinado cuja mente se desapegou da realidade, ou é um ignorantão político do nível samambaia que acreditaria até se lhe dissessem que Dilma é venusiana, ou, enfim, você é simplesmente um canalha, embriagado de má-fé, que sabe que o que afirma não tem o menor cabimento, mas criou uma fantasia que lhe é conveniente para arregimentar uns otários para a sua causa.

Fora essas "razões", entretanto, respeito qualquer outra razão para que você vá protestar, no domingo ou no resto do ano. Na democracia, são válidas todas as razões para se discutir política, mobilizar-se, demonstrar ao sistema político o seu sentimento, protestar contra agendas, políticas e comportamentos. Exceto aquelas que violem ou acintosamente neguem as regras do jogo democrático e os princípios da democracia liberal. Você, por exemplo, não pode achar que as ruas sejam um modo de aferição da vontade do povo melhor do que as urnas, que, aliás, acabaram de se expressar. Você não pode imaginar que a sua vontade, mesmo unida a milhares, talvez milhões de outros que gritam nas ruas, possa imperar sobre a maioria, mesmo que tenha certeza de que a maioria é estúpida e está errada. Você não pode sacar do poder, no urro e no berro, uma presidente que acabou de ser eleita, só porque nem ela nem o seu partido lhe apetecem. Respeitadas as regras da democracia, contudo, todo o resto é legítimo. Proteste, manifeste-se, grite mesmo. Mas jogue limpo, dentro das regras do jogo, como todo mundo sob o contrato social democrático.



Altman: 'hoje é dia de lutar contra o golpismo'


 

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"A hora do combate chegou", diz o jornalista Breno Altman, colunista do 247 e editor do Opera Mundi; ele afirma que o ato promovido nesta sexta-feira pela Central Única dos Trabalhadores em defesa da democracia e da Petrobras será decisivo para romper "o cerco midiático e institucional determinado pela reação oligárquico-burguesa"; ele lembra ainda que não se trata de uma manifestção pró-Dilma; "Não é obrigatório gostar do governo Dilma para descer ao asfalto ou à terra batida nessa hora dramática. Os próprios organizadores da mobilização exigem imediata mudança da política econômica", diz ele; "Poderão estar juntos todos aqueles que estão dispostos a lutar contra o retrocesso, o golpismo e os bandos que ameaçam a democracia"


247 - "A hora do combate chegou", diz o jornalista Breno Altman, sobre as manifestações convocadas pela Central Única dos Trabalhadores para esta sexta-feira, no artigo "Hoje é dia de lutar contra o golpismo".

"O movimento tem caráter suprapartidário e de defesa da democracia. As pessoas não estão sendo chamadas a apoiar o governo da presidente Dilma Rousseff, mas para garantir a legitimidade de seu mandato constitucional", diz ele.

"Quem atender ao convite da Central Única dos Trabalhadores, também se somará à indignação contra a campanha nacional e internacional que tem como alvo a Petrobras. As grandes corporações, os governos imperialistas e a oposição de direita mal escondem seu interesse em sucatear e privatizar a estatal, manipulando as investigações sobre desvios na empresa em favor de suas intenções."

Altman lembra ainda que a manifestação não é pró-Dilma. "Não é obrigatório gostar do governo Dilma para descer ao asfalto ou à terra batida nessa hora dramática.Os próprios organizadores da mobilização exigem imediata mudança da política econômica, com a retirada das medidas do ajuste fiscal, e adoção de uma agenda unitária que represente as aspirações e reivindicações das camadas populares."

Trata-se, sim, de defender o regime democrático. "Não há outro caminho para romper o cerco midiático e institucional determinado pela reação oligárquico-burguesa", afirma. "Com firmeza e generosidade, a partir desta sexta-feira poderá nascer uma frente ampla dos trabalhadores da cidade e do campo, do mundo da cultura e da produção, capaz de ser a coluna vertebral dos que não admitem o país andando para trás."

Leia a íntegra no blog de Breno Altman, em parceria com o 247.