Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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terça-feira, 26 de abril de 2016

Por que foge o casal que insultou José de Abreu e levou cuspida?

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É uma daquelas situações incompreensíveis a forma como algumas pessoas estão tratando o episódio envolvendo o ator global José de Abreu e um (aparentemente) jovem casal na semana passada.
O caso é extremamente simples. Qualquer pessoa com olhos e ouvidos em funcionamento é capaz de entender exatamente o que ocorreu entre as pessoas supracitadas. Porém, entre o fato e a versão há sempre uma zona nebulosa que permite aos espertalhões distorcerem a verdade.
Para entender o que aconteceu não é muito difícil. Basta rever o episódio, gravado em vídeo e reproduzido à exaustão na internet. Porém, o vídeo que você verá a seguir é diferente dos outros. Teve áudio e definição aumentados.

Está tudo muito claro. Um casal (José de Abreu e sua mulher, Priscila Petit) está jantando calmamente em um restaurante. A parte masculina do casal é um ator consagrado. Não exerce cargo público, vive de seu trabalho como ator na maior emissora de televisão do país.
Abreu é simpatizante do Partido dos Trabalhadores e não esconde a sua opinião política de ninguém.  Apaixonado por política, trava debates homéricos na internet. Mas não tem qualquer relação formal com administrações petistas.
Outro personagem dessa história é a lei Rouanet. Trata-se de uma lei federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313 de 23 de dezembro de 1991), sancionada pelo então Presidente Fernando Collor de Mello.
A lei Rouanet, portanto, tem um quarto de século de existência. Não foi criada pelos governos do PT e permite que empresas abatam do imposto de renda valores (até um limite) que investirem em produções culturais.
Ao contrário do que pensam os fascistas que acusam e agridem qualquer um que divirja deles politicamente, a lei Rouanet não dá dinheiro público para ninguém e quem recebe seus recursos não é um ator, mas o produtor de um filme ou peça de teatro.
Muito bem. Abreu jantava com a esposa quando começou a ser insultado por um casal na mesa contígua à sua em um restaurante de São Paulo. Foi chamado de “safado”, de “ladrão da lei Rouanet” e sua esposa foi chamada de “vagabunda” pelos agressores.
O que motivou a agressão desse casal foi a opinião política do ator. Ou seja: o casal agressor viu o homem jantando com a esposa e se julgou no direito de insultá-lo dessa maneira, fazendo acusações desse calibre, provavelmente sem nem saber o que é a lei Rouanet.
A reação previsível de um homem que é tratado dessa forma e vê esposa, mãe, filha ou irmã sendo tratada de forma ainda pior dificilmente seria a de não dar bola ou contemporizar. Parcela expressiva de pessoas do sexo masculino, aliás, teria reação violenta.
Abreu, tomado pela indignação, cuspiu no agressor.
Eis que surge um movimento dos grupos antipetistas que atuam na internet querendo anular, fazer sumir a causa de Abreu ter cuspido no casal que o agrediu e à sua esposa.
Uma jornalista petefóbica espertinha que escreve no portal IG decidiu perguntar a advogados  se cuspida é crime. Submeteu a eles a pergunta sem expor a situação completa. Apenas perguntou se cuspir em alguém é crime.
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Os advogados em questão opinaram que cuspir em alguém é crime. Porém, não levaram em conta que a cuspida hipotética que lhes foi apresentada não é a que ocorreu com Abreu.
O ator não saiu pelo restaurante buscando alguém em quem cuspir gratuitamente nem cuspiu apenas por uma divergência de opinião. Cuspiu por ter sido chamado de “safado” e “ladrão” e por sua mulher ter sido chamada de “vagabunda”.
Mas como os fascistas querem colocar a situação nesses termos – de que José de Abreu cuspiu no casal só por uma mera divergência de opinião -, tomemos em conta – vá lá – essa mentira hedionda.
Então, se Abreu cometeu um crime, uma violência inominável contra esse pobre casal, se está tão claro assim que essa cuspida constitui crime, onde é, diabo, que estão os agredidos? Por que não estão dando entrevistas à imprensa, relatando a “agressão” que sofreram, dando a própria versão dos fatos?
Alguém acredita que lhes faltaria espaço? Alguém acha que a mídia tucana não teria o maior prazer em dar todo espaço do mundo aos agressores de Abreu a fim de pintar o ator “petista” como um agressor sujo que cospe em quem discorda dele?
Alguns dirão que os fatos verdadeiros explicam por que esse casal simplesmente sumiu da face da Terra. Afinal, esse homem e essa mulher agrediram Abreu e sua esposa e a cuspida que os agressores levaram do ator constitui o que a lei chama de “retorsão imediata à injúria”.
Explico: muitos juristas divergem dos dois advogados que disseram à jornalista antipetista supracitada que consideram que o simples ato de cuspir crime. Há corrente jurídica que acha que cuspir em alguém não constitui crime de agressão física, mas injúria, um dos crimes contra a honra previsto no artigo 140 do Código Penal.
Ocorre que Abreu também foi vítima de crimes contra a honra. Além de injúria, foi vítima de calúnia e difamação objetivas contra a sua honra – há calúnias e difamações subjetivas, que se fazem por meio de insinuações e também são puníveis (alô, trolls do Blog).
Segundo o jurista Pedro Serrano, professor de Direito Constitucional da PUC-SP, o que houve foi o que a lei chama de retorsão imediata à injúria. Serrano também opina que cusparada não é crime de agressão física porque não causa lesão ao alvo. Cusparada é uma agressão moral, uma injúria.
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Trocando em miúdos: Abreu e sua esposa foram agredidos verbalmente, caluniados e difamados. Se forem processar os agressores ou se por eles forem processados, o juiz provavelmente irá determinar que cada um fique com o seu prejuízo porque um agrediu e o outro retorquiu.
Ainda assim, os agressores de José de Abreu poderiam bater na tecla de que foram vítimas de violência física por parte dele – tentariam equiparar a cusparada a um soco no nariz, por exemplo. Do jeito que a Justiça anda antipetista, vai que cola…
Mas nada, o casalzinho fascista não dá as caras.
Houve quem identificasse a parte feminina desse casal. Segundo o famoso antipetista Roger Rocha Moreira, vocalista do grupo musical Ultraje a Rigor, a mulher do casal que agrediu Abreu é uma ex-modelo (?) chamada Anna Claudia del Mar.
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No sábado, o Blog chegou a acessar a página dela no Facebook. Porém, nesta segunda-feira o perfil da “ex-modelo” naquela rede social foi apagado. Em uma busca na internet, descobre-se que ela tem um perfil na rede social Linkedin. Ou melhor, tinha. Porque também foi apagado.
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Fonte do Blog que atua em um grande jornal paulista explica a perda de ímpeto militante desse casal fascista após o ímpeto agressor inicial. O tal “advogado” que agrediu José de Abreu estava no meio de uma traição à esposa, que não pode saber que que ele jantava com outra mulher no dia em que ambos decidiram dar vazão ao próprio fascismo.
Não é hilariante?
*
PS: o ator pornô Alexandre Frota ameaçou de violência o ator José de Abreu através de vídeo postado na internet e ainda o injuriou pesadamente. Fez isso por Abreu ter se defendido de uma agressão. Abreu pode não apenas processar frota pelo vídeo como, também – e principalmente – registrar uma notícia-crime por ameaça de violência física. Confira a ameaça no vídeo abaixo.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Filho de Lula sofre armação igual à sofrida pelo irmão do ex-presidente em 2007

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Em 4 de junho de 2007, a Polícia Federal levou a cabo uma operação espalhafatosa operação de busca e apreensão na casa de Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão mais velho do então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Ele fora indiciado por tráfico de influência no Executivo e exploração de prestígio do irmão no Judiciário.
A ação fez parte da Operação Xeque-Mate, que prendeu, naquele dia, 77 pessoas acusadas de pertencer à máfia dos caça-níqueis e a um esquema de corrupção de policiais militares e civis.
15 dias depois, em 19 de junho de 2007, o Ministério Público desindiciou – por assim dizer – o irmão do ex-presidente por falta de elementos que o ligassem ao caso.
À época, o jornalista Elio Gaspari já havia publicado em suas colunas nos jornais Folha de S. Paulo e O Globo que o “linchamento” que a mídia estava promovendo contra o irmão de Lula não se sustentava em fatos, apenas em indícios frágeis e tinha como objetivo, na verdade, prejudicar o presidente Lula.
Confira, abaixo, a coluna de Gaspari de 17 de junho de 2007.
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Vale lembrar que o ministro da Justiça, à época, era Tarso Genro, ex-governador do Rio Grande do Sul. Assim como José Eduardo Cardozo, hoje, Genro e todos os outros ministros da Justiça dos governos Lula e Dilma jamais atrapalharam ou tentaram impedir qualquer investigação mesmo que atingissem importantes figuras do PT.
Três anos e pouco depois, mais precisamente no ano eleitoral de 2010, a Folha de São Paulo publica matéria que comprova que Vavá foi vítima de uma farsa que visava atingir o irmão.
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Nesta segunda-feira (26), o Brasil assistiu a armação igual à que tentou atingir Lula através de seu irmão oito anos atrás. A Polícia Federal deflagrou mais uma fase da Operação Zelotes e fez operação de busca e apreensão na empresa LFT Marketing Esportivo, que pertence a Luís Claudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula.
No início do mês, o jornal O Estado de São Paulo publicou matéria que afirmara que uma das empresas de Luiz Cláudio, a LFT Marketing Esportivo, recebera pagamentos de Mauro Marcondes, um dos lobistas investigados por negociar a edição e aprovação da MP 471 durante o governo Lula.
A norma prorrogou incentivos fiscais para o setor automotivo.
Luiz Cláudio, que também é dono da empresa Touchdown, confirmara o recebimento de R$ 2,4 milhões. O filho de Lula, porém, sustentou que os valores se referem a projetos desenvolvidos para uma empresa de Mauro Marcondes, a Marcondes e Mautoni Empreendimentos, em sua “área de atuação”, o esporte.
Mas não é só. Luiz Cláudio tentou explicar ao Estadão que a acusação contra ele não se sustentava por várias razões que detalhou, mas o jornal se recusou a divulgá-las.
Diante da estranhíssima postura do jornal de não querer divulgar essas informações, Luiz Cláudio  está processando “cível e criminalmente” ‘O Estado de S. Paulo’. “Essa matéria é mais uma tentativa irresponsável de criminalização do PT, de Lula e de pessoas ligadas ao ex-presidente”, criticou o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS).
No texto, o jornal declarou que a Marcondes & Mautoni Empreendimentos teria pago à LFT Marketing Esportivo, de Luis Cláudio, para que Lula publicasse a medida provisória 471, de 2009, que oferecia benefícios fiscais às montadoras.
Os valores citados, no entanto, fazem parte de um projeto contratado e executado entre 2014 e 2015, cinco anos depois da aprovação da MP. “O valor recebido pela LFT Marketing Esportivo foi contabilizado e declarado legalmente”, declara a nota divulgada à imprensa por Luis Cláudio.
“A linha temporal destrói o argumento central ao tornar impossível a relação causal dos fatos”, destaca a nota. “É uma matéria que não se sustenta. Os fatos foram ignorados na elaboração da matéria e o simples conhecimento deles seria suficiente para desmontar o factoide criado”, disse Pimenta.
O deputado lembrou que a MP prorrogou incentivos que foram criados a partir de uma articulação em 1999, pelo então senador Antônio Carlos Magalhães, para incentivar a instalação de fábricas automobilísticas nas Regiões Norte e Nordeste.
“Em 2009, a proposta foi aprovada por unanimidade, defendida no Congresso por Tasso Jereissati (PSDB-CE), José Agripino (DEM-RN) e tendo como relator José Carlos Aleluia (DEM-BA)”, apontou.
A medida, de acordo com Paulo Pimenta, foi aprovada sem emendas. “A iniciativa do líder do PSDB (Aloysio Nunes) é reveladora de que tudo isso parte de uma estratégia mentirosa que cria a ideia de uma suposta irregularidade”, avaliou o deputado.
“Não há nenhuma lógica, nenhum sentido nas acusações do jornal. A MP era de interesse do País, beneficiava estados governados pelo PSDB, como Goiás e relatada por partidos de oposição”, rebateu Pimenta.
Luis Cláudio, filho de Lula, é proprietário da empresa LFT Marketing Esportivo, que presta serviços apenas para o setor privado. Os valores recebidos por trabalhos prestados para a Marcondes & Mautoni foram declarados em imposto de renda.
“Essas informações foram disponibilizadas para a imprensa, que ignorou para justificar uma relação espúria que nunca existiu”, disse Pimenta. Segundo o parlamentar, a matéria é um “factoide criminoso produzido com fundo partidário como parte de uma estratégia para o momento político que estamos vivendo”.
Contudo, assim como ocorreu com o irmão de Lula, a busca em seu escritório não dará em nada. Chega a ser ridículo acharem que encontrarão alguma evidência de negociata de uma medida tomada por Lula em 2009 no âmbito da crise econômica mundial que eclodira no fim do ano anterior.
Lula prorrogou incentivos fiscais às montadoras assim como para muitos outros setores da economia, em 2009, na tentativa de impedir que o país entrasse em recessão. Seu filho Luiz Cláudio fundou a empresa LFT marketing esportivo em 2011 e o contrato com a empresa de Mauro Marcondes foi fechado em 2014.
A tese maluca é a de que Lula emitiu uma medida provisória em 2009 para beneficiar o filho e a propina que o beneficiaria foi paga nada mais, nada menos do que CINCO ANOS DEPOIS. Alguém já viu isso, propina paga cinco anos após o ato de corrupção?
Pior de tudo é a conduta do Estadão ao se recusar a informar esse fato aos seus leitores. É isso mesmo, caro leitor: o jornal não quer que seu público saiba que a suposta “propina” ao filho de Lula só foi paga cinco anos após o suposto ato do pai para beneficiar montadoras de automóveis.
Essa artilharia contra Lula, não para. Todo santo dia há uma acusação diferente. Nada é provado, mas o noticiário ajuda a “fundamentar” os grupos antipetistas que, sob financiamento obscuro de milhões de dólares, mobilizam pessoas a não fazerem mais nada na vida além de atacar o PT com manifestações, bonecos gigantes e caríssimos etc.
Este Blog volta a dizer: esse tipo de informação que você está lendo deveria ser divulgada em escala internacional para que o mundo saiba da conspiração fascista que está tentando sepultar a democracia brasileira e inaugurar um regime autoritário no país, com perseguições políticas e até violência física, com ataques a bomba e espancamentos nas ruas.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

ANTIPETISMO AVANÇA EM INSTITUIÇÕES DE ESTADO

Lula João Santana
Três fatos recentes, desenrolados no coração judicial e repressivo do poder público, desnudam a natureza classista e degenerada do Estado oligárquico.
O primeiro destes eventos foi a prisão preventiva do tesoureiro petista, João Vaccari Neto, por ordem do juiz Sérgio Moro, no curso da Operação Lava Jato.
Além de desnecessária, pois o réu jamais se furtou a atender demandas do inquérito ou obstaculizou seu trâmite, revela-se discricionária. Medidas desse naipe não afetaram a nenhum dos demais tesoureiros de grandes partidos, embora tenham arrecadado doações de valores semelhantes com as mesmas empresas.
O segundo episódio é a investigação tramada pelo Ministério Público do Distrito Federal contra o ex-presidente Lula, em caso de suposto tráfico internacional de influência.
Como é de praxe, a apuração não apresenta qualquer elemento concreto, mas já está difundida por setores da imprensa como fato notório e sabido, em mais uma realização da parceria entre jornalismo de oposição e frações do sistema judicial.
O terceiro capítulo é a suspeição da Polícia Federal sobre pagamentos recebidos oficialmente pelo jornalista João Santana Filho, em contrapartida a serviços prestados na campanha presidencial em Angola.
Apesar da ampla documentação apresentada pelo investigado, profissional responsável pelo marketing na reeleição da presidente Dilma Rousseff, dissemina-se especulação de que seriam verbas de companhias brasileiras envolvidas no escândalo da Petrobrás e destinadas ao pagamento de despesas eleitorais do atual prefeito paulistano, Fernando Haddad.
Estas três situações são apenas retratos atualizados da perversão alojada no Estado.
O Ministério Público, a Polícia Federal, parte da magistratura e outros espaços estão se convertendo em bunkers contra o PT, marcados por abuso de poder e autoritarismo, atropelando leis e direitos constitucionais, a serviço de determinados objetivos políticos.
O que é pior: sob as barbas do próprio partido governante.
Os governos de Lula e  Dilma, em nome de apresentar imagem republicana e evitar críticas de aparelhamento, preveniram quase exclusivamente exageros que seu próprio campo político poderia cometer, concedendo cotas cada vez maiores de autonomia a fortalezas historicamente controladas pelas velhas classes dominantes, sem alterar suas características antidemocráticas.
Afinal, a lógica da conciliação, predominante desde 2003, alimentada por situação parlamentar desfavorável, impunha que a mudança social e econômica não fosse acompanhada pela tentativa de reforma radical das instituições e a substituição de seu comando.
Os inimigos do petismo, beneficiados por este pacto de mão única, tiveram caminho franqueado para abocanhar fatias crescentes dos aparatos de justiça e segurança, assanhadamente partidarizados e coadjuvando estratégia de desestabilização patrocinada por forças conservadoras.
O combate à corrupção, sob a presidência de Lula e Dilma, alcançou patamares jamais vistos na história brasileira, com amplo portfólio de providências legais, administrativas e orçamentárias.
Mas a facilidade de movimento dos grupos reacionários, no interior dos sistemas de coerção, acabou por permitir que se apropriassem deste avanço civilizatório para fabricar campanha permanente contra o PT e seus dirigentes, sempre tabelando com parceiros na mídia corporativa.
Ao não se libertar desta armadilha, o governo silencia diante de malfeito à democracia, agredida por terrorismo judicial nascido nas entranhas do Estado.
A impunidade de policiais federais que faziam abertamente campanha por Aécio Neves, por exemplo, ao mesmo tempo em que lideravam investigações da Operação Lava Jato, serve de estímulo a outros malversadores da função pública.
Talvez o cenário não seja propício a decisões práticas e imediatas que revertam a anomalia. O mínimo que se pode esperar, porém, é que o governo, através do ministro da Justiça, desmascare publicamente manobras que violam preceitos republicanos e ofendem a Constituição.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

O novo é não permitir a volta do que é velho e ruim

versus
Feitas as análises convencionais, numéricas, do processo eleitoral, hora de pensar no sentido político do segundo turno das eleições.
Porque ele, agora, com menor influência das máquinas, ganha um peso muito mais expressivo.
O conservadorismo vão tentar dirigir a população para um duelo “petismo x antipetismo”.
O duelo não é esse, até porque Lula é imensamente maior do que o PT,  embora ele próprio, muitas vezes, não deixe isso claro e não perceba que ele tem o dever de sê-lo.
É o Brasil “versão Lula” e o que fez ao país Fernando Henrique Cardoso.
É o Brasil da exclusão ou o Brasil que saiu do mapa da fome.
O “fenômeno” Marina foi, agora como antes, algo que diante dos olhos de muitas pessoas eclipsou esta verdade.
Porque este confronto, desejemos ou não, é o real.
É mais importante do que virtudes ou defeitos pessoais que enxerguemos em Dilma, como administradora ou em sua habilidade política.
Porque é a direção em que se caminha.
Este é o mote, ao lado dos direitos sociais, que deve imperar na campanha.
O discurso da direita será monocórdio: corrupção, corrupção, corrupção. Com pitadas de recessão e inflação. No horário eleitoral e na mídia.
E o nosso deverá ser nacionalismo, nacionalismo, nacionalismo e povão, povão, povão.
É teu filho na universidade.
É a tua casa comprada a prestação.
É o carro, caidinho, que agora a família tem.
É a vida, é a vida e é a vida.
O resto é  fumaça.