Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista
Mostrando postagens com marcador base de apoio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador base de apoio. Mostrar todas as postagens

sábado, 30 de agosto de 2014

A única certeza é a de que o PSDB acabou

Aécio Neves parece já ter jogado a toalha. Aliás, começou a parecer já no debate da Band, quando, em vez de atacar Marina Silva, que lhe tomou o segundo lugar na corrida eleitoral, centrou fogo em Dilma. Aliás, já se fala até em ele desistir e disputar o governo de Minas.
Na última sexta-feira, enquanto até o Datafolha – que o “segurou” o quanto pôde com mais intenções de voto do que realmente tinha – trazia ao tucano a péssima notícia de que estava caminhando rapidamente para terminar a eleição como “nanico”, ele dizia que o governo Dilma teria “acabado antes da hora”.
Ah, esses tucanos… O que pode ter acabado antes da hora é a candidatura presidencial de Aécio e a disputa pelo governo do Estado de Minas Gerais, com o PT disparando na frente.
Ainda assim, uma inexplicável onda de militantes tucanos anda por aí comemorando a divisão do país entre Dilma Rousseff e Marina.
Em relação à eleição presidencial, está acontecendo por aqui o que aconteceu na Venezuela no ano passado: uma disputa apertadíssima entre Nicolás Maduro e Henrique Capriles. Assim será no Brasil. Quem vencer a eleição presidencial, vencerá por margem apertada…
A desinformada militância tucana fica se masturbando mentalmente com uma história maluca de que o PT teria “acabado” simplesmente porque Dilma e Marina estão empatadas. Mas, enquanto isso, o PSDB e seus colunistas amestrados entram em desespero.
Explico: projeções dizem que PT deve eleger em 2014 uma bancada de deputados federais superior à que elegeu em 2010 (88 deputados). Provavelmente, elegerá uma centena de deputados. O PSDB vem elegendo cada vez menos deputados desde 2002 (vide gráfico no alto da página) e, em 2014, deve sofrer uma profunda redução de sua bancada atual.
A razão para uma redução mais drástica da representação parlamentar do PSDB reside justamente no que militantes tucanos desinformados estão comemorando, o quadro da sucessão presidencial.
A votação dos candidatos a presidente influi consideravelmente no tamanho da bancada que o partido de cada um desses candidatos terá na legislatura seguinte. Ora, se com José Serra tendo cerca de 45% dos votos em 2010 o PSDB só elegeu 52 deputados, quantos elegerá em 2014 com Aécio terminando a corrida pela Presidência, por exemplo, com os 15% com que apareceu na última pesquisa Datafolha?
A eleição presidencial está indefinida. Em primeiro turno, segundo o Datafolha Dilma e Marina estão empatadas. Em segundo turno, Marina vence por 50% a 40%. Além dos 7% de indecisos, se Dilma tirar 5 pontinhos de Marina elas empatam em 2º turno.
Não existe uma situação desesperadora para o PT, portanto. Dizer que o partido “acabou” é um hilariante autoengano da militância tucana o qual as instâncias partidárias tucanas obviamente não compartilham, até porque sabem que quem está acabando é o PSDB.
Quantos deputados o PSDB deve eleger neste ano? Em uma “conta de português”, pode-se dizer que se Aécio tiver um terço da votação que Serra teve em 2010 a nova bancada de deputados federais tucanos será de uns 15 ou 20.
Enquanto isso, na eleição presidencial o reduzido contingente de indecisos mostra que a situação chegou a um ponto de quase cristalização.
Em segundo turno, da pesquisa anterior do Datafolha (no dia 18) para cá Marina cresceu 3 pontos, mas, descontada a margem de erro, pode ter crescido só 1 ponto, ou seja, pode não ter crescido nada.
Em 10 dias, a situação em segundo turno mudou muito pouco. A subida de Marina pode parar por aí, pois com 7% de indecisos não há muito espaço para ela crescer mais.
Mas, na hipótese de Marina vencer a eleição (toc, toc, toc), há que ver quanta importância terão PT e PSDB para lhes ser proposta composição com o eventual novo governo. Afinal, Marina pode até vencer, mas terá que negociar absolutamente tudo com o Congresso.
Aliás, esse é um dos grandes temores dessa terrível possibilidade, pois Marina seria uma presidente fraca em termos de apoio parlamentar, ainda que, nos primeiros meses de uma sua eventual gestão, pudesse contar com o apoio da opinião pública.
Contudo, como está sendo vendido pela campanha de Marina que, vencendo, ela iria resolver problemas seculares que o PT obviamente não teve tempo de resolver, o apoio da opinião pública tende a se desfazer rapidamente.
E não só pelos problemas existentes, mas pelos que seriam criados. A aplicação do ideário econômico e administrativo do grupo político que circunda Marina seria um desastre, com arrocho salarial, aumento do desemprego etc.
Ou alguém conhece outro jeito de baixar drasticamente a inflação que não seja arrochar salários e reduzir empregos?
Marina anunciou que, se vencer, haverá abandono do pré-sal, o BNDES voltará a financiar só grandes grupos econômicos – e bem menos do que hoje –, o Banco Central será independente e o Estado deixará de ser indutor da economia.
O que impediu que os brasileiros sentissem a crise econômica foi justamente o papel do Estado na economia, com os PACs, o incentivo do BNDES e o aumento da atividade gerado pela exploração do pré-sal.
Mas tais desgraças só ocorreriam se Marina vencesse, o que ainda falta muito para se ter certeza de que irá acontecer, ainda que o voluntarismo de alguns tente pintar como favas contadas o que não passa de uma mera e assustadora possibilidade.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Mídia quer nova base para o governo Dilma Rousseff. Mas qual?




Osvaldo Bertolino
O Outro Lado da Notícia

Há uma equação que não fecha: a mídia volta a dizer que o Brasil está atolado até o pescoço na lama e que precisa de uma faxina, de preferência pelas mãos da presidenta Dilma Rousseff. O resultado disso, afirmam, é que a base de apoio do governo precisa ser removida para pôr outra no lugar. Mas qual? A que ela oferece conhecemos bem. Então, podemos concluir: sua grande tarefa é vender aos brasileiros uma tremenda farsa, uma gigantesca empulhação.
Quando tentaram fazer a mesma coisa com o ex-presidentes Luis Inácio Lula da Silva, o que se viu foi a sensação de alívio que tomou conta do país quando Fernando Henrique Cardoso (FHC) se uniu a Antônio Carlos Magalhães (ACM) e Jorge Borhausen, o capo do então PFL — hoje DEM —, para o que poderia  ser a “nova” base. Era a direita decrépita, com o devido perdão pela redundância. Foi reconfortante saber que eles, que mandaram tanto, já não mandavam quase nada.
Senadores
Hoje, não se sabe bem quem a mídia imagina que poderia cumprir esse papel. Os arroubos dos comentaristas, editorialistas e apresentadores se limitam à pregação moralista, encenada com um cinismo extremo. O esforço que fazem para parecer que estão falando sério chega ao patético.
Mais recentemente, apelaram para um grupo de senadores que ora se apresentam como ingênuos, ora como cínicos. Pedro Simon (PMDB-RS) puxou a fila. Depois vieram Cristovam Buarque (PDT-DF), Jorge Viana (PT-AC), Ana Amélia (PP-RS), Álvaro Dias (PSDB-PR) e Eduardo Suplicy (PT-SP). Na tribuna do Senado e nos microfones da mídia, falaram pelos cotovelos mas em nenhum momento se preocuparam com o essencial: os fatos.
Falar com base no que saiu nos telejornais da TV Globo, nas páginas da Folha de S. Paulo, da revista Veja, do O Estado de S. Paulo e de O Globo é faltar com a mais elementar responsabilidade. Como dar crétido a um seguimento sabidamente sujo, corrupto à medula?
Realidade
Até o mais desatento brasileiro sabe que esse tropel tem como única finalidade as eleições de 2012, que balizarão a sucessão presidencial em 2014. Cada vírgula do que está sendo dito pesará nos pratos da balança eleitoral. Nesse festival circense, o que parece não é, e o que é hoje pode deixar de ser amanhã. Diante da salada de falsas questões, idéias sem nexo e fatos incompreensíveis servida diariamente no noticiário político, o que se tem, na maior parte do tempo, é desinformação.
Um mínimo de observação mostra que para dar crédito a alguma coisa é preciso aguardar a sua comprovação pela realidade. Caso contrário, corre-se o risco de tomar por essencial o que pode ser apenas transitório e levar a sério fenômenos que, no fim das contas, só acabarão sendo lembrados pelos 15 minutos de fama que tiveram na sempre desonesta cobertura das mídia. Nesse caso de mais uma cruzada moralista da direita, a primeira coisa a ser comprovada será a capacidade da presidenta, pessoal e política, de não ceder às chantagens.
É possível que Dilma Rousseff passe incólume por essa nuvem de impropérios — a mídia ainda não saiu a campo disposta a distribuir pedradas no Palácio do Planalto, embora tenha dado sinais de que pretende emparedar a presidenta logo, logo. Tudo é possível, no longo prazo. No presente, o que se pode dizer é que as acusações à base do governo não atraem muita simpatia; nem estão convencendo muita gente.
Esquema
O entendimento predominante parece que vem sendo o seguinte: se alguém deve alguma coisa, que pague à Justiça — não à mídia. O que vai ficando evidente é que mais esse ataque inescrupuloso é o tipo da coisa que tem tudo para dar em nada nessa pescaria em que procuradores de escândalos vêm jogando muito anzol e pegando pouco peixe.
É possível até que alguém monte algum esquema contra Dilma Rousseff e que, em nome da "liberdade de imprensa", os violadores da liberdade de imprensa se juntem a fim de ''vazar'' para o público ''detalhes'' sobre as falsidades e mentiras que estão sendo divulgadas. Em se tratando dessa gente que anda à base da corrupção desbragada, tudo é possível — menos a verdade.
É evidente que não podemos incorrer no mesmo erro deles, de acusar sem provas. Trata-se, com certeza, de uma das piores pragas que envenenam os atuais usos e costumes do ambiente político brasileiro. Acusações, suspeitas e indícios são divulgados pela mídia como se fossem provas de culpabilidade — e a pessoa envolvida se vê condenada antes que consiga abrir a boca para dizer uma única palavra em sua defesa. Mas há coisas que são evidentes demais. Os conluios da mídia com certas operações de representantes do poder público são explícitos.
Argumentar que o país precisa de uma “faxina” com base nessas práticas é algo embrulhado em espetacular hipocrisia. Seria ótimo se as forças políticas realmente comprometidas com a ética na política tivessem forças para avançar nas investigações e passar o Brasil a limpo de alto a baixo, de forma justa, democrática e séria. Mas no jogo político do Brasil de hoje, infelizmente a torpeza é uma moeda corrente.
Mundos e fundos
O problema é que o país está em campanha eleitoral, a mídia tem o seu programa de governo e, diante da necessidade real de tomar uma atitude, achou que o melhor a fazer era apresentar-se mais uma vez como a guardiã da fé.
É possível que os barões da comunicação mobilizem mundos e fundos — principalmente fundos — para sustentar o fogo das denúncias até às barbas das eleições de 2014, de modo a “sangrar” a presidenta, como anunciaram que fariam com Lula. Heraldo Pereira, da TV Globo, por exemplo, anunciou que a “imprensa” vai apurar todo o “esquema de corrupção” até o “último centavo'' — mas, na prática, até agora não esclareceu nem o primeiro.
Vamos enfrentar um incêndio por dia. Eles ignorarão o povo, com o qual não conseguem dialogar, e o próprio bom senso para tentar impor o seu coquetel goela abaixo dos brasileiros. A tática é deixar o eleitor sem entender patavina. Trânsfugas da esquerda, oportunistas de diferentes matizes e chacais enraivecidos serão cada vez mais acionados para este fim. Nessa selva, nunca se sabe onde está o inocente útil e onde está o vilão oportunista.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

PV volta à base do Governo. Bye-bye Blá-blarina

Da Folha

Agora sem Marina, PV negocia volta à base aliada do governo

“Tentamos muito ficar independentes”, diz presidente da sigla

O governo já comemora, nos bastidores, o que chama de a “novidade” do momento: o retorno do PV, pós Marina Silva, para a base da presidente Dilma Rousseff.

O partido ainda negocia os termos da união. As conversas ocorrem um mês após Marina ter deixado a sigla, levando consigo parte expressiva dos 19,6 milhões de votos conquistados em 2010.

O casamento, segundo os verdes, depende de gestos do Planalto. Presidente da legenda, José Luiz Penna defende uma agenda socioambiental capaz de atraí-los à órbita de Dilma.

Na gestão Lula, a sigla comandou o Ministério da Cultura. Distanciou-se do Executivo em 2010 para lançar Marina à Presidência.

“Tentamos muito ficar independentes. Mas, diante da crise econômica [mundial], a gente está disposto a rever. Com a gravidade internacional, precisamos trabalhar para o país”, disse Penna. E acrescentou: “Ainda não temos um horizonte definido, isso dependerá do governo”.

Na semana passada, o deputado José Sarney Filho (PV-MA) teve encontro com a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais). Dilma deve recebê-lo em breve.

O PV tem um integrante no Senado e 13 representantes na Câmara.