Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Médica que defendeu paciente em polêmica da “peleumonia” sofre ataques racistas

Júlia Rocha chamou a atenção para a questão do preconceito linguístico e, em resposta, foi vítima de uma enxurrada de ofensas racistas lideradas por outro médico, o gaúcho Milton Pires, que ficou conhecido por xingar a presidente Dilma Rousseff após ter sofrido queda de pressão durante uma entrevista; pelo Facebook, Pires disse que Júlia faz parte de um grupo de “bandidos petistas” e de blogueiros pagos pelo partido; outros usuários tiraram sarro de sua cor e de seu cabelo 

Por Matheus Moreira, do Portal Fórum

A médica e cantora mineira Júlia Rocha – que chegou a participar do programa The Voice Brasil – publicou em seu Facebook, na última semana, um texto falando sobre a polêmica do médico que expôs na internet os erros cometidos por um paciente, que dizia “peleumonia” ao invés de pneumonia.

Após criticar a questão do preconceito linguístico, Júlia recebeu apoio de internautas e amigos na rede social. Mas com a viralização do post – compartilhado mais de 67 mil vezes –, a cantora acabou sendo vítima de uma onda de ataques racistas.

Um deles, inclusive, liderado por uma figura conhecida por xingar a presidenta Dilma Rousseffapós queda de pressão durante uma entrevista, o gaúcho Milton Pires. Ele também já foi acusado de agredir uma colega de trabalho. O médico mantém um blog intitulado ‘Ataque Aberto’, onde costuma publicar textos misóginos, com discursos de ódio e, recentemente, de cunho racista.

Na página, Pires fez diversas ofensas à médica Júlia Rocha, sugerindo que a profissional faz parte de um grupo de “bandidos petistas” e de blogueiros pagos pelo partido. “Conheço o tipo… Esse é o tipo de gente que sai escrevendo que ‘agora é a vez da senzala’ e ‘a casa grande não admite’. Essa aberração NÃO é medica, nem preceptora, nem cantora, nem p… nenhuma”, escreveu.

Além dele, outros internautas se expressaram de forma racista contra a médica nos comentários da publicação. “Com vergonha da cor, essa tribufu oxigena a juba para parecer menos negra. Típico de esquerdista e mal-amada”, disse um. “Muito top esse cabelo ecológico, deve ter até mico leão dourado”, provocou outro.

Júlia postou uma cópia das ofensas e disse estar em choque: “Meu coração chega a doer só de pensar que esse é o mundo que minha filha ou meu filho viverá”.

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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Vazou tudo! Sonegação da Globo está na web!


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A trágica morte de Eduardo Campos fez passar despercebido o vazamento da íntegra do processo de sonegação da Rede Globo.

Os documentos chegaram simultaneamente a diversos blogs e sites no mundo inteiro, e estão disponíveis nos seguintes links:

doc01.pdf
https://mega.co.nz/#!CspFiLKR!OdIs6BNyfcAm5xvmj0O6L57UkKB9e1OUvxUAlZSZRaY


doc02.pdf
https://mega.co.nz/#!D95FlTzY!5GpFvfEYff2tg7M0WqjvtKD9AbhsrbkbeL40orhvHhQ

São 1.200 a 1.500 páginas, que agora devem ser analisadas pela inteligência coletiva das redes sociais.
Há páginas com transferências ilegais de valores da Globo e suas laranjas para o exterior, o que pode se configurar crime financeiro, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

É uma mina de ouro!

E agora não tem nada a ver com o Cafezinho. O vazamento veio do exterior, por fonte não-identificada, e só não explodiu por causa da comoção nacional causada pela morte de um candidato a presidente da república.

Neste momento, em que a Globo se arrepia toda com a possibilidade de realizar uma grande manipulação emocional da população, com a morte de Eduardo Campos, seria interessante mostrar ao povo brasileiro que a emissora não tem condição moral de ser “árbitro” de nenhuma disputa eleitoral.

É preciso aproveitar o momento para se iniciar uma grande campanha contra a sonegação de impostos.

A democracia brasileira precisa, sim, de um choque moral. Isso implica em rever alguns valores. Para nossa elite, não há interesse em patrocinar campanhas contra a sonegação, porque ela é a que mais sonega no mundo inteiro.

Para se ter uma ideia, em novembro do ano passado, o Valor deu uma notícia que nenhum grande jornal
 mais popular repercutiu.

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A Rússia só está em primeiro lugar em percentual do PIB, e mesmo assim, em “empate técnico” com o Brasil. A sonegação russa corresponde a 14,2% do PIB; a nossa, a 13,4%.

Mas a sonegação brasileira, em valores, é bem maior: US$ 280 bilhões. Em reais, portanto, a sonegação brasileira, em 2011, foi de R$ 636 bilhões! Em 2011, imagina em 2014!

A sonegação russa, em valores, está estimada em US$ 211 bilhões/ ano.

O único país cuja sonegação supera o Brasil em valores são os EUA. A sonegação nos EUA totaliza US$ 337 bilhões, mas isso correspondeu a um percentual de apenas 2,3% de seu PIB.

Agregando percentual de PIB e valor, portanto, pode-se afirmar que a sonegação brasileira é a maior do mundo!

Uma empresa que ganha dinheiro como concessão pública de TV deveria ser um exemplo, um modelo! E fazer campanha contra a sonegação!

É claro que o Brasil precisa passar por uma reforma tributária!

Os auditores fiscais estimam que, se a sonegação fosse reduzida, a carga tributária poderia ser brutalmente reduzida no país.

A campanha contra a sonegação deveria ser incorporada a todas as campanhas contra a corrupção, até porque envolve valores muito maiores, e as duas, sonegação e corrupção, estão ligadas organicamente. O dinheiro sonegado é o mesmo usado para corromper

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

TUCANOS CRIAM SITE FALSO DE HADDAD


A primeira pessoa a divulgar o blog no Twitter foi Olivia Guariba, que atua na internet da campanha de Serra. A segunda foi seu pai, João Guariba, assessor do senador tucano Aloysio Nunes Ferreira.



Saiu no Estadão:

MEMBRO DE COMITÊ DE SERRA DIVULGA SITE FALSO DE HADDAD



BRUNO LUPION – Agência Estado

A Justiça Eleitoral determinou na quinta-feira (18) ao Google a retirada do ar de um blog apócrifo contra o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, divulgado na rede por uma funcionária do setor de comunicação da campanha do candidato tucano, José Serra. Na tarde de quinta-feira (18), a página já havia sido apagada.

Denominado “Propostas Haddad 13″, o blog imitava a linguagem visual usada pela campanha petista, mas apresentava críticas ao candidato. “Haddad vai criar 50 novas Escolas de Lata”, “Haddad vai aumentar o IPTU” e “Haddad vai voltar com a Taxa do Asfalto” eram alguns dos ataques, seguidos por textos explicativos.

A primeira pessoa a divulgar o blog no Twitter foi Olivia Guariba, que atua na internet da campanha de Serra. A segunda foi seu pai, João Guariba, assessor do senador tucano Aloysio Nunes Ferreira (SP). “Novo? Que Novo? É só o velho jeito PT de governar”, comentou Olivia ao divulgar o endereço do blog, às 17h16 de terça-feira, dois minutos após enviar uma mensagem particular para seu pai. Às 18h02, Guariba reenviou o endereço a seus seguidores. “Conheça as propostas do Haddad, o candidato do mensalão e dos mensaleiros”, afirmou.

À reportagem, Guariba disse não se lembrar sobre como tomou conhecimento do blog e que usava o Twitter apenas para “brincar com os amigos”. “Não tenho a mínima ideia, peguei aí pela internet”, disse. Questionado sobre sua relação de parentesco com Olivia, ele preferiu não responder.

A retirada do site foi solicitada pelos advogados da campanha petista. Eles alegaram que o blog era “difamatório e ilícito” por simular a campanha de Haddad e “distorcer” propostas. Os advogados embasaram o pedido no artigo 57 da Lei Eleitoral, que proíbe o anonimato na internet. O juiz Henrique Harris Júnior, da 1.ª Zona Eleitoral, concedeu a liminar, determinando ao Google a retirada imediata do blog do ar e a identificação do responsável pelo site, sob pena de multa diária de R$ 5 mil à empresa.

Para Harris Júnior, as mensagens contidas no blog são “passíveis de enquadramento, em tese, como ofensivas e sabidamente inverídicas, até mesmo com o emprego de imitação das fontes, cores e símbolos utilizados na sua campanha”. O Google informou que não comenta casos específicos, mas destacou que seu serviço de blogs Blogspot, onde estava hospedado o “Propostas Haddad 13″, possui políticas claras sobre casos de falsificação de identidade.

A campanha de Serra afirmou, por meio de sua assessoria, que não produziu o blog.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A “intolerância” da Senzala





tem foi um daqueles dias em que é requerida ao extremo dos extremos a experiência que ganhei nesses anos todos como blogueiro. Nesse período, aprendi a conviver com chuvas de elogios e de insultos simultâneos, sabedor de que amor e ódio fazem parte do pacote que se compra ao criar um fórum de discussões políticas como este. .
Aliás, a experiência deste blogueiro no trato com centenas e até milhares de comentaristas de seus textos vem de longe, mais precisamente do fim do século XX, no início dos anos 1990, quando passei a escrever cartas para jornais, mais especificamente ainda para o jornal O Estado de São Paulo.
Desde aquela época, há quase vinte anos, aprendi que, na política – ou meramente no debate sobre ela –, para cada elogio há um insulto. Então, ainda enviava cartas por fax para o jornal. Como  já tinha as opiniões que tenho hoje, em vez de os descontentes virem me “trollar” na internet ligavam para minha casa –  e não, não havia identificador de chamadas naquele tempo.
Criticava a direita ou defendia idéias de esquerda em minhas cartas ao Estadão e, ao serem publicadas, leitores que divergiam procuravam meu nome na lista telefônica e ligavam para a minha casa fazendo até ameaças de morte. Acredite quem quiser.
Em 1992, aliás, ocorreu um fato do qual jamais esquecerei. A  minha filha do meio, então com  seis  anos, ficou vários minutos ouvindo palavrões ao telefone, pois minha mulher não a  viu atender à ligação de um desses dementes que, ao perceber que uma criança atendera, decidiu desforrar nela a raiva que meu texto lhe causara.
A menina chorou um tempão, assustada. E minha mulher, indignada, exigiu que eu parasse com aquela “idiotice” de escrever naquele “jornal de doentes mentais”. Como se sabe hoje, não consegui atendê-la.
Era um tempo novo para o Brasil. A direita ainda não estava acostumada a que “comunistas” se expressassem livremente como hoje. Naquele tempo, os donos da comunicação – os barões da mídia e os que pensavam como eles – escandalizavam-se com opiniões divergentes, após os longos anos da ditadura em que só eles podiam se manifestar na mídia ou em qualquer parte.
Sabemos que não é fácil entabular diálogo com a reação brasileira – aliás, com a de qualquer parte –, de sorte que não é raro que aquela relação político-ideológica de Casa Grande e Senzala se manifeste ainda hoje, com reacionários escandalizados ao verem “comunistas” dizerem o que pensam como se tivessem o direito à mesma liberdade de expressão.
A mera leitura da caixa de comentários deste blog dá uma idéia de como, a cada dia, a corrente de centro-esquerda que apóia o projeto de país em vigência ainda tem que se afirmar em uma sociedade em que alguns pensam ser mais iguais do que outros até no debate político. Isso sem falar nos maníacos que encasquetam com a gente e não nos largam mais do pé.
Esquerda e direita, no Brasil, emulam o conceito de Casa Grande e Senzala político-ideológicas, pois a direita, que oprimiu pela força a esquerda ontem, ainda hoje acredita que pode engrossar a voz e cerrar os punhos com quem pensa diferente. E a esquerda, que ainda traz no corpo as cicatrizes do reinado de terror destro, pode passar do ponto ao reagir.
Nesse aspecto, dois textos que publico a seguir merecem reflexão. Apesar de, a meu ver, ambos conterem certa dose de injustiça, contêm algo de verdade. Nessa luta renhida contra o tacão desses setores da sociedade que a dominaram como quiseram por tanto tempo – calando, prendendo, torturando e matando –, pode-se cometer excessos, sim.
Leiam, a seguir, comentário que o eminente filósofo professor Renato Janine Ribeiro postou ontem neste blog, no post em que reporto a “marcha contra a corrupção” que aconteceu em São Paulo quarta-feira. Em seguida, reproduzo post do blog de Luis Nassif em que um seu leitor acusa este blogueiro e outros de “intolerância”.  Após os textos, um comentário final.
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Caro Eduardo,
parabéns pelo trabalho de campo. Mas acho que não podemos deixar uma importante causa, a da luta contra a corrupção, em mãos da direita. É praticamente tudo o que lhe restou (veja a declaração praticamente vazia de Aécio, domingo, no Estadão: nenhuma ideia!).
Se a direita tivesse uma proposta para o Brasil, não precisava difamar. Agora, há muita gente boa, decente, que viu no PT – até 2003 – uma esperança para o Brasil e se decepcionou com uma certa leniência do presidente Lula com os corruptos.
Sei que ninguém governa o Brasil sem se aliar com o joio. Sei que os mesmos nomes se aliaram a Collor, FHC e Lula. Portanto, não é uma culpa só do PT nem de Lula. Mas, se não fizermos uma luta clara contra a corrupção, entraremos na mesma Realpolitik que o PT jovem, ingênuo, puro, puritano (chame-se como se quiser), rejeitava.
Creio que recuperar essas qualidades, agora com o amadurecimento que o tempo no poder permite, é importante. Isso se chama lutar no campo do adversário. Recusar-se a deixar-lhe bandeiras, como a da luta contra a corrupção, que não podem ser só deles.
Um abraço,
Renato Janine Ribeiro
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Do blog de Luis Nassif
A Intolerância na Blogosfera
Por Adjutor Alvim
Os veículos de comunicação, também incluídos os blogs independentes, tem feito críticas às passeatas contra a corrupção. Neste momento, não quero entrar no mérito das passeadas em si, mas gostaria de analisar alguns outros aspectos dessas críticas.
Um dos aspectos é a intolerância que também está tomando força nos blogs de esquerda. Isto seria de se esperar nos blogs do Azenha, PH Amorim, Edu Guimarães que se proclamam de esquerda e, mesmo que involuntariamente, incentivam os comentaristas a se sentirem participantes de um time que vê quem não pensa igual como adversário.
(…)
Qual é o problema deste clima de Fla-Flu? Primeiro, torna-se impossível discutir em torno de idéias quando os argumentos governistas e a visão de esquerda tornam-se dogmas que não devem ser questionados, mas simplesmente apoiados. Não há troca de conhecimento, mas simplesmente discussões estéreis que não alteram o pensar de quem participa. Para que discutir se eu não estou disposto a mudar meu pensamento? Qual o sentido de discutir se martelarei minhas idéias sem abrir espaço para, quem sabe, uma troca de paradigma
Segundo, cai-se no erro que a oposição tem cometido desde 2002 e pode render ao PT mais alguns mandatos no governo federal. Passa-se a ignorar o ponto de vista do outro lado e, principalmente, desconsidera-se o contexto que leva determinados grupos sociais a apoiarem uma causa ou corrente de pensamento. Cega-se aos méritos das propostas e realizações concretas do outro lado.
(…)
Acho que este é o erro em que os governistas do executivo, dos partidos da base ou simplesmente simpatizantes não podem incorrer. Esses agentes devem entender que sim, a corrupção no Brasil é um problema sério, lutar para entender suas causas e propor ações concretas para sua diminuição. Não podem menosprezar as manifestações contra a corrupção por que elas significam um extravasar de sentimentos de segmentos da sociedade.
Neste momento, este sentimento pode estar sendo ofuscado pelo progresso econômico e deixado de lado pelo eleitorado, mas quando houver uma retração econômica, esta bandeira pode tornar-se diferencial eleitoral e os governistas podem a ter deixado bem plantada no campo da oposição
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Se o professor Renato e o comentarista Adjutor tivessem visto o que vi, o discurso virulento daquelas pessoas que se manifestaram na quarta-feira pelas ruas de São Paulo, saberiam que se a esquerda tivesse ido lá protestar contra o escândalo das emendas parlamentares na Assembléia Legislativa de São Paulo, por exemplo, poderia haver até violência.
São atos políticos. Vejam que em um momento em que eclode um escândalo envolvendo o PSDB e o governo de São Paulo que pode facilmente ser equiparado ao escândalo do mensalão, em vez de os marchadores “contra a corrupção” irem para diante da Assembléia Legislativa paulista optaram por ir para diante do Teatro Municipal…
Que diálogo pode haver com essa gente?
Claro que, no meio de tudo isso, há, sim, bem-intencionados que estão sendo usados. Na quarta-feira, quando estive na tal “marcha contra a corrupção”, conversei com gente que está absolutamente convencida de que só há corrupção de um lado. Não são como os criadores dessa farsa, que sabem muito bem que selecionam só a corrupção dos adversários.
Todavia, não há forma de diálogo possível. A sincronia entre a oposição demo-tucana, os meios de comunicação e os marchadores contra a corrupção mostra que não darão essa colher de chá para que a esquerda divida consigo a bandeira do combate à corrupção. Essas marchas têm um objetivo, como os próprios autores dos textos supra reproduzidos reconhecem.
No entanto, devo reconhecer que o nível dos debates está muito ruim. Estamos nos deixando levar. É fácil xingar na internet e penso que os dois lados estão perdendo o controle. De minha parte, portanto, tentarei levar o debate para um campo mais produtivo e ignorando provocações, pois estas visam desmoralizar quem cai nelas

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Juiz censura jornalista no Maranhão, em decisão proferida em 2 minutos

Juiz censura jornalista no Maranhão, em decisão proferida em 2 minutos

Juiz decidiu censurar blog do jornalista Itevaldo Júnior, determinando a retirada de uma reportagem que revelava que um outro juiz comprou uma fazenda de um acusado que o próprio magistrado revogara a prisão. A ré estava foragida quando da revogação da prisão, mas, em seguida, negociou a propriedade por R$ 5.000,00. A decisão liminar foi proferida na última sexta-feira, dia 16. O juiz Alexandre Abreu decidiu em dois minutos, o deferimento, como comprova a movimentação processual disponível no site do Tribunal de Justiça do Maranhão

Blog Brasília, eu Vi, de Leandro Fortes

O juiz Alexandre Lopes de Abreu, diretor do Fórum Sarney Costa em São Luís e respondendo pela 6ª Vara Cível, decidiu censurar o blog do jornalista Itevaldo Júnior, atendendo um pedido de liminar do juiz Nemias Nunes Carvalho, da 2ª Vara Cível da capital. A decisão de Alexandre Abreu determina que o jornalista retire imediatamente do blog www.itevaldo.comuma reportagem onde ele revela que o juiz Nemias Carvalho comprou uma fazenda de 101,19 hectares, de um acusado que o próprio magistrado revogara a prisão. A ré estava foragida quando da revogação da prisão, mas, em seguida, negociou a propriedade por R$ 5.ooo,00 às margens da BR-316. A decisão liminar foi proferida na última sexta-feira, dia 16. O juiz Alexandre Abreu decidiu em dois minutos, o deferimento, como comprova a movimentação processual disponível no site do Tribunal de Justiça do Maranhão:

“Às 14:00:48 - CONCLUSOS PARA DESPACHO / DECISÃO. sem informação.
Às 14:02:39 - CONCEDIDA A MEDIDA LIMINAR”.


Na decisão, o juiz da 6ª Vara Cível ordena que o jornalista retire imediatamente do blog a matéria “JUIZ NEMIAS CARVALHO: NOUTRA POLÊMICA”, publicada no último dia 12. O juiz determinou ainda que o blog “se abstenha de proceder a qualquer alusão ou referência ao nome do autor, até decisão final da causa”. Além de estipular uma multa diária de R$ 500,00, caso seja descumprida a decisão liminar.

O jornalista cumpriu a determinação judicial, hoje, logo após ser notificado às 7h05 da manhã em sua residência. Ainda em sua decisão, o juiz afirma que “a dignidade da pessoa” é um “bem maior” que a “liberdade de manifestação”. Itevaldo Júnior afirmou que recorrerá da rápida decisão. “A celeridade dessa decisão é de fazer inveja ao velocista jamaicano Usaih Bolt”, ironizou o jornalista.