Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quarta-feira, 20 de abril de 2016

BOFF DENUNCIA A AÇÃO DOS EUA NO GOLPE

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

VITÓRIA DE DILMA E MERKEL: OBAMA REVÊ ESPIONAGEM

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

PERDEU, FOLHA: DILMA E MERKEL AGEM JUNTAS NA ONU

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

DILMA CONTESTA FOLHA E COBRA DESCULPAS DOS EUA

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

FOLHA CONSEGUIU: OS ESPIÕES AGORA SOMOS NÓS

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

'DILMA FOI A LÍDER PARA ERA DIGITAL QUE O MUNDO PRECISAVA'

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

CIA FAZ DEVASSA EM BUSCA DO MAPA DA MINA


*Todos contra Dilma, com Marina de porta-bandeira, contra o 'chavismo do PT'


Itália vai multar sobreviventes de Lampedusa: o cemitério da fraternidade (aqui

Dilma contra a CIA: Presidenta postou 10 mensagens no twiter domingo contra a espionagem americana no Brasil.

A notícia de que a CIA realizou  uma verdadeira devassa no Ministério das Minas e Energia, agora num mutirão com o serviço secreto canadense, confirma uma tradição. A agencia é um labrador dos  interesses norte-americanos em busca do mapa da mina -no caso, mais  literal que metafórico. Um livro de mil páginas lançado no Brasil em 1998, "Seja Feita a Vossa Vontade", dos jornalistas  americanos Gerard Colby e Charlotte Dennett , detalha, sem muita repercussão então, a abrangência, os métodos e  a intensidade das  violações cometidas pelos  EUA para avaliar  e controlar  recursos do subsolo brasileiro. O livro foi lançado num momento sensível, o que talvez explique a repercussão contida. Um ano antes, o governo do PSDB havia privatizado a Vale do Rio Doce, o primeiro e um dos mais polêmicos episódios de uma série. Em ‘Seja Feita a Vossa Vontade",  Colby e Charlotte não tratam da Vale. Mas mostram o entrelaçamento entre  a cobiça privada de Nelson Rockefeller  e os serviços de espionagem dos EUA na rapinagem  das riquezas minerais brasileiras. As denúncias atuais, baseadas em informações vazadas por Edward Snowden,  mostram uma grau de ousadia ímpar.  A  desfaçatez pode estar associada à pressa em obter informações estratégicas, antes da votação do novo Código Mineral, proposto pelo governo. Ele transfere a uma estatal o  gerenciamento da pesquisa no país. (LEIA MAIS)


domingo, 29 de setembro de 2013

NY Times publica mais revelações de Snowden!

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Reportagem publicada neste final de semana pelo jornal New York Times revela que a NSA, o principal serviço secreto norte-americano, desenvolveu programas para “adivinhar” o comportamento dos indivíduos em todo mundo. É um troço assustador, futurista, inacreditavelmente enxerido. Funciona assim: a NSA monitora seus emais, suas redes sociais, seus gostos, e então um programa de computador traça um perfil completo de sua pessoa, incluindo suas tendências políticas. É como se eles pudessem adivinhar seus pensamentos.
É uma arma poderosíssima, que permitiria ao governo americano manipular, controlar ou neutralizar qualquer ativista político no mundo.
A reação negativa da grande imprensa norte-americana advém exclusivamente do fato da NSA ter recebido permissão do governo para incluir americanos em sua bisbilhotagem eletrônica. Os agentes argumentavam que não seria possível “não espionar” americanos por causa do caráter de rede dos perfis traçados. Para espionar um sujeito na Rússia, é preciso saber quem são seus contatos, inclusive nos EUA, e não teria sentido interromper o processo de construção de um perfil apenas por que se encontrou um cidadão americano.
Quanto aos estrangeiros, o New York Times não se preocupa.
Entretanto, para isso, vale o que a Dilma falou na ONU: não se pode mais buscar a segurança interna de um país desrespeitando os direitos e liberdades dos cidadãos de outro país.
O terrorismo existe e precisa ser combatido. Mas é preciso haver regras. As ferramentas da NSA são perigosas demais para estarem em mãos de um só. O controle sobre as redes sociais confere ao serviço secreto americano um poder político nocivo à soberania dos países, por causa de seu potencial de interferir em debates domésticos, fraudar a opinião pública e induzir as pessoas, sobretudo os jovens, a agirem daquela ou desta maneira.
Por: Miguel do Rosário

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Santayanna: contra a espionagem, a BRICSnet

brcscable


9 de setembro de 2013 | 09:53
O jornalista Mauro Santayanna, com a autoridade de quem viu passar a nossa história recente sob os olhos faz, em seu blog, uma sugestão objetiva para começarmos a reverter o quadro de vulnerabilidade em que se encontram as nossas e as mundiais redes de comunicação. Sereno, como devemos ser – sem deixar de lado jamais a coluna ereta que nossa soberania exige – ele retoma, nas telecomunicações, a ideia que o bloco econômico que integramos deva ser, cada vez mais, uma força política capaz não apenas de contrastar com o mundo “all-american” mas de oferecer alternativas à ordem subalterna que este impõe as nações.

Uma rede para os Brics

Mauro Santayannna
Entre as diferentes hipóteses de resposta à espionagem da Presidente da República e de seus ministros e assessores, aventa-se a possibilidade – segundo afirmam os meios de comunicação, teria sido suspenso o envio da delegação precursora – do cancelamento da viagem de Dilma Roussef aos EUA, no mês que vem.
Pensando fria e estrategicamente, esta pode não ser a opção mais adequada para enfrentar o problema. Ao deixar de comparecer a uma visita de Estado, mesmo que em previsível gesto de protesto, o Brasil estaria abdicando de mostrar ao mundo que procura ter com os Estados Unidos uma relação à altura.
Estaríamos, guardadas as devidas proporções e circunstâncias, agindo como o governo golpista  de Federico Franco, que, ao tentar – de maneira inócua – reagir contra a suspensão do Paraguai do Mercosul por    quebra  de suas  salvaguardas democráticas, resolveu votar contra a vitoriosa eleição de representantes brasileiros na OMC e na Comissão Interamericana de Direitos Humanos.
Muito mais efetivo seria se, no âmbito dos  BRICS, Dilma obtivesse de nossos parceiros russos, chineses, indianos e sul-africanos, o compromisso de se trabalhar, coordenada e aceleradamente, no desenvolvimento de uma BRICSnet.
Uma rede de internet para o grupo, alternativa e paralela à que foi criada pelos Estados Unidos e que permanece sob estrito controle dos norte-americanos. Um sistema que contasse com avançados programas criptográficos que embaralhassem a informação entre origem e destino,  impedindo que ela fosse decifrada pelas agências de inteligência dos EUA.
Segundo o analista geopolítico Eric Drauster, entrevistado pela edição espanhola do Russia Today esta semana, o grande alvo da espionagem norte-americana – e isso está claro no caso brasileiro – são os BRICS, como a única aliança capaz de rivalizar com o bloco EUA-União Européia nos planos político, estratégico e econômico nos próximos anos, e essa mesma premissa vale para o campo das redes globais de comunicação instantânea.     
A China possui, hoje, tecnologia de ponta na área de telecomunicações, a ponto da  Huawei ter sido impedida de trabalhar nos EUA, pelo Congresso dos Estados Unidos, sob a suspeita – olhem só quem está falando – de que seus equipamentos fossem usados para espionar os norte-americanos.
A Índia, com centenas de milhares de programadores formados, todos os anos, nas mais avançadas linguagens da engenharia da computação, dispõe de um verdadeiro exército para o desenvolvimento de softwares e chaves  criptográficas virtualmente imunes à bisbilhotice da CIA ou da NSA.
Juntos, Rússia, China, Índia, Brasil e África do Sul poderiam, se quisessem, em menos de um ano, espalhar uma rede de cabos submarinos da BRICSnet unindo seus respectivos continentes sem que esses equipamentos passassem, como acontece hoje, pelo território dos EUA.
Uma rede de satélites de comunicação da BRICSnet também poderia ser desenvolvida e lançada em curto espaço de tempo – quem sabe como o primeiro projeto a ser financiado pelo banco de infraestrutura dos BRICS – nos moldes de outros programas já existentes, como o CBERS, o Programa de Satélites China-Brasil de Recursos Terrestres.
Uma aliança na BRICSnet entre desenvolvedores indianos e a manufatura chinesa, com a colaboração de russos, brasileiros e sul-africanos, seria praticamente imbatível no desenvolvimento e venda, para os países emergentes – só o Grupo BRICS representa mais de 40% da população do mundo – de  novos serviços de email, redes sociais, navegadores, sistemas de exibição e distribuição de vídeos e música, sistemas operacionais para tablets e telefones inteligentes, tudo desenvolvido à margem das empresas ocidentais que hoje colaboram, prestimosamente, com os serviços de espionagem dos Estados Unidos. 
A Presidente Dilma, poderia, sim, fazer sua visita de Estado aos Estados Unidos.  É importante que ela escute as explicações – se houver e forem dadas – do Presidente Barrack Obama, que pode ter lá seus problemas com a área de inteligência, como temos aqui, de vez em quando, com a nossa.
Mas é muito mais importante, ainda, que ela discurse no jardim da Casa Branca, dizendo na cara dos norte-americanos, e diretamente ao próprio Presidente Barrack Obama, que a nenhum país foi dado o direito de tutelar os outros em assuntos de segurança.
Que o Brasil, assim como outros grandes países, não delegou a ninguém a licença de defendê-lo no mundo.
Que somos uma nação soberana que não aceita ser monitorada, sob nenhum pretexto, por quem que seja.
E que a comunicação entre países e entre pessoas não pode – em defesa justamente da liberdade e da democracia – ficar, sob nenhuma hipótese, a cargo de um único estado, por mais que esse estado acredite em mandato divino ou destino manifesto. 
Por: Fernando Brito

domingo, 8 de setembro de 2013

OS PATRIOTAS QUE ALIVIAM PARA A CIA

dia atiçou maciçamente 'a onda de protestos' do 7 de Setembro e colheu um rato:  performances esparsas posadas para seus fotógrafos evidenciam a fraude de uma pauta que pretende nivelar o país a uma ruína econômica e institucional

** ESPECIAL 1973-2013: o socialismo pelo voto morreu com Allende? 

**Perda total: inteligência americana decodificou códigos criptográficos de máxima segurança que protegiam  toda a massa de informações reservadas do governo brasileiro (Por Marcelo Justo; nesta pág)



O governo brasileiro deve um pronunciamento à Nação sobre as violações cometidas pelo serviço de espionagem dos EUA contra o país. Não há motivo para subtrair à sociedade aquilo que já está em mãos indevidas, fervilha nos bastidores e é intuído do noticiário. A CIA, é dela que se trata, recolheu ilegalmente e compartilhou, para uso comercialmente desfrutável,  dados reservados e informações estratégicas, estas sobretudo de natureza econômica relacionadas ao pré-sal. Configura- se um ato evidente de transgressão de soberania. Sempre em nome da luta contra o terrorismo, não se poupou, sequer, o circuito de informação no âmbito da Presidência da República brasileira. Não há limites. Tudo feito com a complacência ou a parceria de residentes. Empresas, inclusive. Carta Maior já havia demonstrado, em reportagens exclusivas e exaustivas, em julho último, o intercurso entre espionagem e corporações norte-americanas no Brasil. Contratada no governo FHC para ‘pensar' planos estratégicos, a  Booz Allen, na qual  trabalhava o ex-agente, Edward Snowden,  operava também como uma base da CIA no país. O que antes era lubrificado assim, por uma identidade de propósitos, hoje só se viabiliza na violação delinquente de informações que lastreiam o poder de Estado. Embora revelado originalmente pela Globo, de conhecidas tradições, avulta desse episódio a reação lhana  e a cordura no trato que o assunto mereceu da parte de colunistas da indignação seletiva. A exemplo deles, nenhum editorial, salvo engano, tampouco manchetes garrafais foram hasteadas no alvorecer nacional,com as cores da indignação patriótica. Não se diga que se trata de um  traço constitutivo de  serenidade jornalística. Recorde-se, por exemplo,  a reação beligerante da emissão conservadora em maio de 2006, quando a Bolívia decidiu nacionalizar uma refinaria das Petrobrás. Compare-se com a trincheira de animosidade ‘patriótica'  contra a ‘invasão negreira', assim denominado  o desembarque dos doutores cubanos, engajados no programa ‘Mais Médicos'.(LEIA MAIS AQUI)