O GRANDE ESPECULADOR ABUTRE INTERNACIONAL ARTICULA-SE PARA INFLUENCIAR OS RUMOS DA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL BRASILEIRA EM FAVOR, CLARO, DOS SEUS INTERESSES ESPECULATIVOS, NEOLIBERAIS, ANTI-NACIONALISTAS, CONSERVADORES. Achar que os grandes financistas e especuladores internacionais, como George Soros, estejam distantes, desinteressados e alienados em relação à sucessão presidencial no Brasil é uma ingenuidade total. O Brasil é poderosíssimo, riquíssimo, desperta interesses descomunais no grande capital internacional e tem se transformado em alvo de espionagem por parte dos países ricos, especialmente, dos Estados Unidos. Soros é um dos ponta de lança desse grande interesse global, sempre de olho no Brasil, na Argentina, na Bolívia, onde seus negócios evoluem, fortemente. Também, suas ligações com personagens decisivos, na cena política e econômica brasileira, são bastante conhecidas. Marina Silva, candidata do PSB-Rede, participa de movimentações nas quais as ações de organizações comandadas por Soros são decisivas, como a “Open society”. Soros, como se sabe, cuida, além de sempre estar envolvido em desestabilização de moedas nacionais em escala mundial, de articular a chamada “sociedade civil” em todos os países onde seus interesses se espraiam para montar “oposição controlada”, a fim de combater ondas nacionalistas-desenvolvimentistas, de modo a dar novo rumo ao desenvolvimento econômico de caráter neoliberal. Igualmente, são conhecidas as relações de Soros com Armínio Fraga, o homem forte de Aécio Neves, do PSDB. Como fundador do fundo de investimento global “Quantum”, Soros teve Armínio ao seu lado, como fiel escudeiro, no processo de desestabilização de moedas nos países asiáticos e até na derrocada da libra inglesa, que jogou o Banco da Inglaterra no chão. Armínio deixou Soros para trabalhar como diretor do Banco Central, no Governo Collor. Aí preparou todas as providências para eliminar controles internos de capital, de modo a deixar livre a passagem aos especuladores, que invadiriam o Brasil nos anos de 1990, com seus capitais de motel. No Governo FHC, o que entregou a rapadura aos comandantes do Consenso de Washington, Armínio chegou ao Banco Central, para operar a ordem dos banqueiros internacionais: fixar o tripé econômico baseado em câmbio flutuante, metas inflacionárias e superavit primário elevado. Ou seja, Armínio-Soros articulam, agora, por trás de Aécio Neves, o mesmo jogo de antes, destruir as bases nacionalistas da economia montadas por Lula e Dilma, a fim de terem acesso mais rápido às riquezas nacionais, especulando adoidado. Num país sério, Armínio estaria nas barras dos tribunais, em vez de estar, novamente, com Soros, articulando novo assalto às riquezas do povo brasileiro. A chegada de Marina ao topo da disputa presidencial e a subserviência de Aécio a um megaespeculador colocam George Soros como uma sombra malígna sobre a sucessão presidencial brasileira. Todos sabem muito bem o que ele e os Estados Unidos desejam: desarticular os BRICs, que acabam de fundar, no Brasil, um banco de desenvolvimento, lançando as bases de um novo sistema monetário internacional, capaz de rivalizar com a supremacia do dólar, cujo destino, no ambiente da crise capitalista global, essencialmente, especulativa, é cada vez mais incerto.(César Fonseca) Dilma Rousseff se transformou em adversária número um dos Estados Dilma virou alvo preferencial de ataque dos neoliberais depois que chamou às falas Obama pelo episódio da espionagem e aliou-se aos BRICs para criar banco de desenvolvimento global, contrário aos interesses dos EUA e dos especuladores globais como Soros. As eleições presidenciais no Brasil marcadas para outubro estavam sendo dadas como resolvidas, com a reeleição da atual presidenta Dilma Rousseff. Isso, até a morte, num acidente de avião, de um candidato absolutamente sem brilho ou força eleitoral próprios, economista e ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Em 13.08, a notícia bomba: o avião que levava Campos – candidato de centro, pró-business, que ocupava o 3º lugar nas pesquisas, atrás até do candidato do partido mais conservador (PSDB), Aécio Neves, também economista e defensor da ‘austeridade’ – espatifara-se numaárea residencial de Santos, no estado de São Paulo, Brasil. Campos era candidato do Partido Socialista Brasileiro, antigamente da esquerda, mashoje já completamente convertido em partido pró-business. Como aconteceu nos partidos trabalhistas da Grã-Bretanha, da Austrália e Nova Zelândia, nos liberais e novos partidos democráticos canadenses, e no partido Democrata dos EUA, interesses corporativos e sionistasinfiltraram-se também no Partido Socialista Brasileiro e o converteram num partido da ‘Terceira Via’, pró-business e só muito fraudulentamente ainda denominado partido “socialista”. Já é bem visível que os EUA tentam desestabilizar o Brasil, desde que a Agência de Segurança Nacional dos EUA espionou correspondência eletrônica e conversações telefônicas da presidenta Dilma Rousseff, do Partido dosTrabalhadores (PT), e de vários de seus ministros. Unidos e do seu pupilo internacional George Soros depois que abrigou Marina, apoiada pelas organizações internacionais, ligadas aos interesses de George Soros, pode ser cavalo de Troia para bombardear os BRICs, se chegar ao poder, servindo-se aos propósitos neoliberais, como a defesa do Banco Central independente do governo para ficar dependente dos especuladores. Tal fato levou ao cancelamento de uma visita de estado que Rousseff faria a Washington. As relações Brasil-EUA pioraram, ainda mais, com o governo brasileiro hospedando o presidente russoVladimir Putin e outros líderes do bloco econômico dos BRICS em recente encontro de cúpula em Fortaleza. O Departamento de Estado dos EUA e a CIA só fazem procurar pontos frágeisno tecido social do Brasil de Rousseff, para criar aqui as mesmas condiçõesde instabilidade que fomentaram em outros países na América Latina(Venezuela, Equador, Argentina – na Argentina mediante bloqueio de créditos para o país, em operação arquitetada por Paul Singer, capitalista-abutre sionista, e na Bolívia). Mas Rousseff, que antagonizou Washington ao anunciar, com outros líderes do BRICS em Fortaleza, o estabelecimento de um banco de desenvolvimento dos países BRICS, para concorrer contra o Banco Mundial (controlado por EUA e União Europeia) parecia imbatível, caminhando para reeleição. A atual presidenta era, sem dúvida, candidata ainda imbatível quando, dia 13 de agosto, Campos e quatro de seus conselheiros de campanha, além do piloto ecopiloto, embarcaram no avião Cessna 560XL, que cairia em Santos, matando todos a bordo. A queda do avião empurrou para a cabeça da chapa do PS a candidata queconcorria como vice-presidente, Marina Silva. Em 2010, Silva recebeu inesperados 20% dos votos à presidência, como candidata de seu Partido Verde. em Fortaleza a reunião dos BRICs para formação de banco de desenvolvimento Foi ou não vítima de um acidente aéreo em cujo avião a caixa preta não registra nada para espanto geral? Esse ano, em vez de concorrer sob a legenda de seu partido, Marina optou por agregar-se à chapa pró-business, mas ainda dita ‘socialista’ deCampos. Hoje, Marina já está sendo apresentada – talvez com certo exagero muito precipitado! – como melhor aposta para derrotar Rousseff nas eleições presidenciais de outubro próximo. Marina, que é pregadora cristã evangélica em país predominantemente cristão católico romano, também é conhecida por ser muito próxima da infraestrutura da “sociedade civil” global e dos grupos de “oposição controlada” financiados por George Soros, capitalista e operador de hedge fund globais. Conhecida por sua participação nos esforços para proteção da floresta amazônica brasileira, Marina tem sido muito elogiada por grupos do ambientalismo patrocinado pelo Instituto Open Society [Sociedade Aberta],de George Soros. A campanha de Marina, como já se vê, está repleta depalavras-senha da propaganda das organizações de Soros: “sociedade sustentável”, “sociedade do conhecimento” e “diversidade”. Marina exibiu-se ao lado da equipe do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres em 2012. O ministro dos Esportes do Brasil, Aldo Rebelo, disse que a exibição de Marina naquela cerimônia havia sido aprovada pela Família Real Britânica, e que ela “sempre teve boas relações com a aristocracia europeia”. Marina também apoia com muito mais empenho que Rousseff as políticas de Israel para a Palestina. global capaz de lançar semente de novo sistema monetário Tem por trás de sua campanha personagem discípulo de George Soros, interessado em abocanhar as reservas do pré-sal, a Petrobrás e o Banco Central, tornando-o dependente de Soros e não do governo brasileiro. Como se vê também nas Assembleias de Deus de cristãos pentecostais, Marina participa de uma facção religiosa que acolhe, não raro nas posições de comando organizacional, membros do movimento mundial dos “Cristãos Sionistas”, tão avidamente pró-Israel quanto organizações de judeus sionistas como B’nai B’rith e o World Jewish Congress. As Assembleias de Deus creem no seguinte, sobre Israel: “Segundo a Escritura, Israel tem importante papel a cumprir no fim dos tempos. Por séculos, estudiosos da Bíblia ponderaram sobre a profecia de uma Israel restaurada.‘Eis o que diz o Senhor Soberano: Tirarei os israelitas das nações para as quais foram. Reuni-los-ei de todas as partes e os porei juntos na sua própria terra.’ Quando o moderno estado de Israel foi criado em 1948, e os judeus começaram a ir para lá, de todos os cantos do mundo, os estudiosos da Bíblia viram ali a mão de Deus em ação; e que nós viveremos lá os últimos dias.” Em 1996, Marina recebeu o Prêmio Ambiental Goldman, criado pelo fundador da Empresa Seguradora Goldman, Richard Goldman e sua esposa, Rhoda Goldman, uma das herdeiras da fortuna da empresa de roupas Levi-Strauss. Em 2010, Marina foi listada, pela revista Foreign Policy, editada por David Rothkopf, do escritório de advogados Kissinger Associates, na lista de “principais pensadores globais”. O mais provável é que jamais se conheçam todos os detalhes do acidente que matou Campos. internacional cuja ação ameaça a estabilidade do dólar no mundo e Armínio, megaespeculador internacional, em país sério estaria frequentando tribunais para responder por crime de lesa pátria. Detonou geral as regras de contenção de entrada de capitais especulativos na economia, fazendo a festa geral dos seus pares. Participam hoje das investigações sobre o acidente a National Transportation Safety Board (NTSB) e a Federal Aviation Administration, do governo dos EUA. Membros dessas duas organizações com certeza serão informados do andamento das investigações e passarão tudo que receberem para agentes da CIA estacionados em Brasília, os quais tudo farão para ter o título “Trágico Acidente” estampado no relatório final. A CIA sempre conseguiu encobrir sua participação em outros acidentes deavião na América Latina que eliminaram opositores do imperialismo norte-americano naquela parte do mundo. Dia 31/7/1981, o presidente OmarTorrijos do Panamá morreu quando o avião da força aérea panamenha no qual viajava caiu perto de Penonomé, Panamá. Sabe-se que, depois que George H. W. Bush invadiu o Panamá, em 1989, os documentos da investigação sobre o acidente, que estavam em posse do governo do general Manuel Noriega foram confiscados por militares norte-americanos e desapareceram. Dois meses antes da morte de Torrijos, o presidente Jaime Roldós doEquador, líder populista que se opunha aos EUA, havia também morrido num acidente de avião: seu avião Super King Air (SKA), operado como principal aeronave de transporte oficial pela Força Aérea do Equador, caiu naMontanha Huairapungo na província de Loja. Consequentemente o poder imperial anglo-saxão que manda Os abutres especuladores que atacam a Argentina tem como guarida os Griesa da vida, advogados do capital do império, como ocorre na Argentina nesse instante. Soros sabe a quem recorrer, se for atacado. No avião, também viajavam aPrimeira-Dama do Equador, e o ministro da Defesa e esposa. Todos morreram na queda do avião. O avião não tinha Gravador de Dados do Voo, equipamento também chamado de “caixa preta”. A polícia de Zurique, Suíça, que conduziu investigação independente, descobriu que a investigação feita pelo governo do Equador encobria falhas graves. Por exemplo, o relatório do governo do Equador sobre a queda do SKA, não mencionava que os motores do aviãoestavam desligados quando a aeronave colidiu contra a parede da montanha. Como o avião de Roldós, o Cessna de Campos também não tinha gravador dedados de voo. Além disso, a Força Aérea Brasileira anunciou que duas horas de conversas gravadas pelo gravador de voz da cabine de voo do Cessna em que viajava Campos não incluem qualquer conversa entre o piloto, copiloto etorre de controle naquele dia 13 de agosto. O gravador de voz da cabine a bordo do fatídico Cessna 560XL foi fabricado por L-3 Communications, Inc. de New York City. Essa empresa L-3 é uma das principais fornecedoras deequipamento de inteligência e espionagem para a Agência de Segurança Nacional dos EUA, a mesma empresa que fornece grande parte das capacidades de escuta de seu cabo submarino, mediante contrato entre a ASN e a Global Crossing, subsidiária da L-3. Embora Campos não fosse inimigo dos EUA, sua morte em circunstâncias suspeitas, apenas poucos meses antes da eleição presidencial, substituído, como candidato, por elemento importante na infraestrutura políticacoordenada por George Soros, cria alguma dificuldade eleitoral para a presidenta Rousseff, que Washington, sem dúvida possível, vê como adversária. Nas finanças globais desde a segunda guerra mundial, poder abalado pela crise de 2007-2008 Os BRICs se transformaram no terror para os Estados Unidos que se fragilizaram barbaramente na bancarrota capitalista de 2007-2008. Temem o Banco dos BRICs, criado no Brasil, pois será a ponta de lança de novo sistema monetário internacional, a fim de estabilizar a economia mundial abalada pelas incertezas do dólar, dadas pela excessiva dívida americana, que ameaça geral os poupadores do mundo. Os EUA e Soros pesquisam já há muito tempo várias vias para invadir edesmontar, por dentro, o grupo das nações BRICS. A tentativa de Soros-CIA para pôr na presidência da China um homem como Bo Xilai foi neutralizada, porque os chineses conseguiram capturá-lo e condená-lo por corrupção, antes. Com Rússia e África do Sul absolutamente inacessíveis para esse tipo de ardil, restam Índia e Brasil, como alvos dos esforços da CIA e de Soros para fazer rachar e desmontar o grupo BRICS. Embora o governo do direitistaNarendra Modi, na Índia, esteja apenas começando, há sinais de que pode vir a ser a cunha de que os EUA precisam para desarticular os BRICS. Por exemplo, a nova ministra de Relações Exteriores da Índia, Sushma Swaraj, é conhecida como empenhada e muito comprometida aliada de Israel. No Brasil, hoje governado por Rousseff, a melhor oportunidade parainfiltrar no governo um dos ‘seus’ parece ser, aos olhos da CIA e Soros, aeleição de Marina Silva. Seria como um ‘cavalo de Troia’ infiltrado no comando de um dos países do grupo BRICS, em posição para atacar por dentro aquele bloco econômico, mais importante a cada dia. A queda do avião que matou Eduardo Campos ajudou a empurrar para muito mais perto do Palácio da Alvorada, em Brasília, uma agente-operadora dos grupos financiados por George Soros. Wayne Madsen, Strategic Culture(traduzido). |
Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista
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segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Soros: sombra malígna na eleição brasileira
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sexta-feira, 25 de julho de 2014
Talvez você seja um experimento de Popper. Talvez a Raquel de “Blade Runner”
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| Praça Tahrir, Egito e a Primavera Árabe (11/2/2013) |
Quando ocorreram as
trágicas, (agora sabemos devido ao retrocesso e condenações à morte) jornadas
da primavera árabe, fui tomada por um senso de déjà vu, confesso.
Durante minha estada
na Europa, tive a oportunidade de conviver com vários ucranianos e outros
imigrantes, seja em instituições de ensino ou ajuda humanitária. Perguntados
sobre a vida em seu país, reportavam-me uma realidade dura e as novidades no
lado da União Europeia (UE) eram consideradas a certeza de uma vida
melhor.
Já em 2012, uma
pesquisa revelava que 80% dos imigrantes ucranianos eram mulheres
envolvidas em trabalho doméstico, um fenômeno recente se
comparado aos países da área.
As ucranianas que
conheci faziam tarefas como cidadãs de “segunda classe”, ilegais. Elas estavam
no centro da economia informal junto com polonesas e romenas, sejam como babás,
cuidadoras ou faxineiras e outros. Muitas delas possuíam curso superior e
estavam na maturidade dos seus 40 anos fazendo cursos extensivos e graduação.
Questionadas, os discursos eram sempre de mandar dinheiro para família ou
comprar um celular. Depois disso, voltar para o país de origem após algumas
temporadas de trabalho in nero
(ilegal).
Penso (conhecendo
bem) em como estas pessoas se decepcionaram com a não entrada da Ucrânia na União
Europeia (UE) quando esta acenou com “tamanha benevolência”. Ali, estava a
solução para anos de trabalho análogo a escravidão.
Dentro deste
contexto, fica claro parte dessas forças externas que atuaram na Ucrânia sem
uma visão mais amiúde de tudo que estaria em jogo.
Entretanto, devido
as circunstâncias atuais, parece que os cidadãos ucranianos estão descobrindo
que a União Europeia não é aquela que o marketing
e a idealização inicial “contou”. Dados recentes comprovam a mudança
inevitável:
TAXA DE DESEMPREGO
MENORES DE 25 ANOS
|
Alemanha - 7,8%
|
Espanha - 54%
|
Eurozona - 23,3%
|
França - 22,5%
|
Grécia 57,7%
|
Itália - 43%
|
Portugal - 34,8%
|
Essa é a realidade
da UE de hoje.
Os dados acima,
tornam muito compreensível que o governo ucraniano, à época inicial dos eventos,
fizesse a escolha pela estabilidade russa descartando a entrada na União
Europeia.
Trata-se de
objetividade e realismo diante de um novo contexto. Se agrava também uma
espécie de conjunção profana no encontro da esquerda e direita radicais em
diversos eventos da atualidade, festejadas inclusive na arte geral. Obras
digitais, a exemplo de recente exposição em Viena, reunindo várias delas sob o
título de “EU
SOU UMA GOTA NO OCEANO” [I
Am a Drop in the Ocean - vídeo] e cinema, além de outras não
diretamente ligadas a Ucrânia.
![]() |
| "Eu sou uma Gota no Oceano" |
Esse fato tem,
enfim, despertado a atenção de muitos para a propagação de um determinado
conceito. Dito isso, volto a uma afirmação vista em alguns jornais: a parte
ocidental da Ucrânia é mais propensa a receber influências externas, além de
ter menor média etária.
Os jovens são mais
propensos a esse contato midiático. Talvez sejam, mas de um fascínio fugaz e
pouco analítico. Os jovens vivem um desejo por realizações pessoais e
embevecidos por fazer história. No entanto, o enredo se assemelha as
telenovelas na sua produção, visto que os atores muitas vezes não sabem o que o
autor lhes reserva, utilizando-os ao sabor da audiência e interesses
momentâneos dos anunciantes.
Tal fato pode ser
comparado à formação observada na Ucrânia, em um estado que se aproxima cada
vez mais de ser um grande conglomerado financeiro sem regras claras para a
população e instituições democráticas. Devido a isso, o país enfrenta uma longa
crise onde surge a necessidade, e pré-acordada na transição, de mais
empréstimos para pagar dívidas já “insolventes”, deixando de se investir no
país.
Dentro deste
contexto, agentes externos aliam-se com antigas e escabrosas forças políticas
ucranianas como os partidos fascistas (Svoboda e Setor Direita).
Os agentes externos
aliados e esses partidos “exigem” que Estado Russo pague a conta, passivamente,
dos acordos desfeitos. Mas isto não vai acontecer. Agora, não há mais espaço
para opiniões ou dissidências entre todos os desiguais envolvidos, imersos num
mesmo poço inesperado.
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| Karl Popper |
Mergulhados em uma
crise mortal e vida barbaresca, a Ucrânia sedimenta um modus operandi percebido já no Egito, na Líbia, etc. (salvo
particularidades culturais, óbvio). Aos poucos, vai tomando corpo a teoria que
muitos desconhecem e insistem em repetir mundo afora, sem perceber que sufocará
o direito a manifestação e escolha chamados por muitos de democracia.
Um fator importante
nos últimos acontecimentos dessa novela, que tem sido escrita em várias partes
do planeta, é um filosofo nascido em 1902 em meio a efervescência cientifica do
período, Karl Popper.
Para ele uma teoria
só é considerada cientifica se puder ser contestada. Popper talvez não seja tão
conhecido nestas sociedades, mas teve como seu discípulo o magnata George Soros. Este,
junto a outros agentes mais ou menos conhecidos, leva às últimas consequências
(como sociopatas, digamos) os conceitos de Popper na vida das massas.
A teoria só é
cientifica se possibilita a contestação exitosa ou não. Mas como isso se aplica
na Ucrânia? A resposta é Open Society Fondations
(OSF).
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| Henri Bergson |
Nome originário de
um conceito do filósofo francês, estudioso da memória, o que é imensamente
relevante para nosso argumento já que a memória é uma construção mental e sofre
diversas influências nessa construção, entre outras, de Henri Bergson.
A primeira fase da
OSF foi como organização criada para fazer a transição comunista para um
sistema de capital. A Open Society
tem muitos serviços prestados com esse fim, ela pertence a Soros, “muito
entusiasta dos movimentos sociais” e com muitos tentáculos em países no Oriente
Médio, África e emergentes. Ao todo 60 países no mundo. Soros é também um hábil
homem de negócios. Soros, tem textos onde exorta jovens ucranianos. Por volta
de 07 abril de 1914 George Soros escreveu: Mantenha
o Espírito do Maidan Vivo (em inglês) direcionado aos jovens da Ucrânia
conclamando pessoalmente os ucranianos a contestar.
George Soros, aproveita
essa sede de contestação natural que é parte da busca da identidade, inerente
ao jovem e na ideia dessa “Sociedade Aberta” (Open Society) um conceito social
de Karl Popper, seu mentor, onde a “resistência” é o contraditório de sua vida
e ações ao discurso que faz; é maleável em diversos momentos.
Investe em várias
ações para alcançar seus objetivos. Se vale de diferentes abordagens, métodos,
paradigmas e muitos formadores de opinião sempre “uns jovens contestadores”,
“repetidores independentes”, ligados a sua obra.
Não à toa o nome
dado a esse organismo criado por Soros teve em suas duas edições, mudando o
nome, mas mantendo sempre a “Open Society”:
é o conceito do mestre Popper, que definiu assim a sociedade aberta:
Um lugar em que os indivíduos são confrontados com decisões pessoais.
Distanciando por
fim das escolhas tradicionais e coletivas do tribal, o que seria uma evolução
natural, segundo ele.
Voltando a Bergson,
o estudioso da memória, podemos encontrar a conclusão que definem as ações de
cidadãos ucranianos (ou não pelo mundo das manifestações) simples, jovens e
criando sociedades convulsionadas pelos agentes da tese de Popper que se
regozija no túmulo.
O capitalismo
sempre se utilizou dessas maquinações e do desconhecimento de propagação de
conceitos. Soros parece negar Popper para um leitor menos atento, mas muito
pelo contrário, o utiliza para um mais perspicaz observador de forma sistemática
e coerente.
Quando se vir o
filósofo, porém, não o identificará com sociedade aberta democrática ou
capitalismo laissez-faire, mas sim
com um “quadro crítico de espírito por parte do indivíduo” (nem esquerda, nem
direita o que eu quero é “liberdade”?).
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| Ucrânia e a Praça Maidan em Kiev |
Os manifestantes
agem de acordo a interesses comuns, em um grupo de qualquer
espécie ao utilizar um discurso de sociedade que se rebela, de forma criticar,
e despreza o conceito de esquerda ou direita para aderir a só sua
individualidade, e mistura diferentes ideologias. Cria-se então, uma pasta
humana que serve aos aliciadores e multiplicadores de organizações como a OSF,
mas não ao público.
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| George Soros |
É uma mudança rumo
ao desconhecido. Aplicado tão bem por Soros quando “reconhece a força emocional
de continuar”, do que o filósofo chamou de “espírito de grupo perdido do
tribalismo”, tal como se manifesta por fim, por exemplo, nos totalitarismos do
século passado.
Isso que, na
prática, foi a aposta no Egito e está se dando na Ucrânia, por exemplo.
Para aqueles sem
nenhuma consciência de como seus anseios pessoais são usados em benefício de
algumas experiências de negócios lucrativas, e de sobrevida do sistema, abrindo
novos parceiros em nações que serão mais dependentes, gerar mais empréstimos e
menos cooperação com parceiros próximos geográfica e culturalmente.
O sucateamento da
memória de um povo é condição sem a qual, ao se crer independente e em novos
movimentos “supostamente” sem lideres, sem partidos e sem fins objetivos, se repetem
em alguns eventos.
Para articuladores
financistas ainda é prazeroso poder olhar as teorias apreendidas na juventude
sendo provadas (implementadas) arriscar em meio aos momentos de lazer com as
massas, entre os negócios, a Sociedade Aberta e o seu teste sendo aplicado como
teoria social em constante aperfeiçoamento ao sabor do contexto em que se
aplica.
O discípulo nega e
se mostra critico, mas está aplicando perfeitamente seu mestre que se sentiria
homenageado.
PS: Quando criança
pensava e dizia à minha mãe que tudo que repetimos massivamente já foi pensado
e disposto por algum professor em uma universidade pelo mundo.
Camille Helena Claudel
[*] Camille
Helena Claudel
é uma pesquisadora, historiadora e licenciada. Nascida no Brasil, estudou na
Itália, Espanha e Alemanha onde trabalhou com projetos sociais e culturais. Tem
diversos cursos na Itália e Brasil, além de artigos publicados em revistas
voltadas a história e também de cultura italiana e brasileira. Colabora
atualmente com o Jornal Rebate, redecastorphoto e sites no exterior como o
Jornalistas Sem Fronteiras e Informare
per Resistere. Foi militante contra a ditadura pelas diretas e movimentos
dos estudantes secundaristas. Atuou nos movimentos sociais de ajuda e
reabilitação de crianças de rua, imigrantes e também a pastoral carcerária, na
Alemanha.
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sábado, 4 de junho de 2011
Guilhotina cega do JN falha ao tentar decapitar Palocci
“Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara”
Ensaio Sobre a Cegueira, de José Saramago
As previsões eram de que a entrevista de Antonio Palocci ao Jornal Nacional seria o golpe de misericórdia que ele receberia – ou daria em si mesmo, pois, segundo um importante analista, o ministro teria optado pela “guilhotina”.
Não foi o que se viu. E pude confirmar isso indo ao Twitter provocar opiniões sobre a entrevista.
Apesar de alguns mais inconformados com o fato de que acusar quando o acusado se defende é mais difícil terem optado por teimar que teria havido a materialização da decapitação, a maioria reconhecia que Palocci fora bem, sim, mas atribuía ao fato de que a Globo o teria “ajudado”.
Diante disso, coube-me uma pergunta óbvia: se o JN aliviou, não fez as perguntas que devia, o que você perguntaria ao ministro para, digamos, arrasá-lo ao vivo e à cores? Recebi dezenas de mensagens. Dezenas. E nenhuma resposta.
Palocci foi bem simplesmente porque se manteve calmo e porque mostrou ao repórter Julio Mosquera e ao público que toda aquela história de que ele estaria “se escondendo” não se justificava, como se viu.
E o que se viu, em vez da decapitação, foi quase um chá das cinco ao melhor estilo bretão.
Palocci deixou claro que todas as perguntas que lhe fazem sobre quem são seus clientes, quanto lhe pagaram etc. serão respondidas aos “órgãos de controle”, ou seja, à Procuradoria-Geral da República, ainda que esta já tenha avaliado os dados antes de ele entrar no governo.
Logo, os pistoleiros do PIG começaram a rever a teoria da decapitação. O ministro, provavelmente, não cairia mais. A decapitação não ocorreria já, apesar de que era dada como favas contadas.
Pode ser, claro, que ocorra por razões políticas, sem provas, mas será dado à direita midiática e à manada útil o direito de punir alguém sem julgamento, sem provas e sem meros indícios.
E há outro motivo pelo qual a decapitação de Palocci não ocorrerá. Reportagem da revista IstoÉ de 1999, sobre o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, ajudará a entender por que.
Fraga deixou de receber um salário 20 vezes maior como empregado do mega investidor George Soros para trabalhar no governo FHC por 7 mil reais. À diferença de Palocci, porém, ninguém exigiu maiores explicações sobre a razão da troca de emprego.
Leiam, abaixo, a reportagem. Os mais sagazes entenderão tudo rapidamente, outros precisarão de explicação para entender e alguns não entenderão simplesmente porque não querem, o que não mudará nada.
—–
Revista IstoÉ
N° Edição: 1532 | 10 de fevereiro de1999
Ao mestre com carinho
Ligação com o especulador George Soros é virtude e defeito de Armínio Fraga, novo presidente do BC
ANDRÉ VIEIRA
Dinheiro em dobro. Foi o que garantiu Armínio Fraga Neto, o novo presidente do Banco Central (BC), aos investidores que lhe confiaram suas poupanças no final de 1992. Quem investiu a quantia de US$ 100 mil no fundo Quantum Emerging Growth – gerido por Fraga – colheu cerca de US$ 199 mil em dezembro, mesmo com a quebradeira generalizada dos países emergentes, como México, os Tigres Asiáticos e a Rússia neste período. O desempenho só não foi melhor porque o fundo perdeu 29,4% em 1998. Experiente operador, Fraga deveria causar uma sensação de bem-estar à frente da mesa de operações do BC, exceto por um detalhe. Quem irá preservar o valor da moeda mais derretida dos últimos tempos – o real –, afastando do Brasil os especuladores, tinha como patrão George Soros, ícone do capitalismo especulativo. “Ao indicar o senhor Armínio Fraga, funcionário e escudeiro de confiança de Soros, o governo pretende sinalizar com clareza: basta de intermediários, vamos logo colocar a raposa para tomar conta do galinheiro”, atacou a Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Decidido a voltar ao Brasil apenas em julho, quando terminassem as férias de seus dois filhos, Fraga antecipou seu retorno devido aos incessantes pedidos da equipe econômica. A abrupta troca de comando gerou, além de críticas e vivas, muitos boatos e suspeitas. Afinal, ele se desligou do Soros Fund Management, a empresa do megaespeculador, em Nova York, na segunda-feira 1º para desembarcar no dia seguinte, já no Brasil, como chefe indicado do BC brasileiro. Deixou um salário de cerca de US$ 60 mil por mês em honorários para receber cerca de R$ 7 mil como funcionário do primeiro escalão do governo FHC. Na viagem de volta, veio acompanhado do economista Paulo Leme, executivo da Goldman Sachs, que acabou a semana convidado para uma das diretorias do Banco Central. Nestes dias de trocas de cadeiras, o mercado financeiro agitou-se bastante, com expressivos lucros dos fundos de investimentos (leia à pág. 26). No encontro anual de economistas na cidade de Davos, na Suíça, Soros deu uma lacônica resposta aos jornalistas: “Estou tão surpreso quanto vocês.” Horas depois, uma nota de seu fundo reiterou que o megaespeculador nada sabia antes da nomeação, embora fosse de seu conhecimento os vários contatos mantidos entre o governo brasileiro e o seu destacado funcionário.
Apesar da polêmica relação com Soros, Fraga é um daqueles garotos prodígios do mercado financeiro. Aos 34 anos, já tinha feito doutorado na Universidade de Princeton, trabalhado no Federal Reserve (Fed) e nos bancos Garantia e Salomon Brothers. Em 1991, comandou pela primeira vez uma das diretorias do Banco Central, quando sustentou uma política monetária austera, cujo resultado fez elevar as reservas internacionais de US$ 8 bilhões para US$ 25 bilhões, criando um colchão de liquidez para a criação do Plano Real. Saiu do BC com a queda de Collor. Mas o êxito da política monetária carimbou seu passaporte para Nova York a fim de seguir os passos de Soros, que começava a ganhar fama como o “homem que quebrou o Banco da Inglaterra”. Num dia conhecido como a “quarta-feira negra”, em setembro de 1992, o investidor havia apostado US$ 10 bilhões na desvalorização da libra esterlina. Com a moeda esvaindo nas mãos dos ingleses, Soros ganhou US$ 1 bilhão e obrigou a Grã-Bretanha a sair do Sistema Monetário Europeu (SME), que controla o regime de câmbios dos países da União Européia (UE).
Ações da Vale Antes disso, Soros já era um conhecido de Wall Street por fazer apostas arriscadas, inclusive em países em desenvolvimento. No Brasil, tornou-se o primeiro cliente estrangeiro do Banco Pactual em 1986, numa parceria que durou até a contratação de Fraga. Por intermédio do brasileiro, pôde comprar participações na Escelsa e na Vale do Rio Doce nos processos de privatização. No entanto, a maioria de seus investimentos concentra-se na área imobiliária, como shopping centers e empreendimentos construídos em parceria com a incorporadora paulista Cyrela, do empresário Elie Horn. Todos os negócios são feitos pela Brazil Realty, uma joint venture entre a Cyrela e a Irsa, holding argentina onde o megaespeculador possui importante participação. Na Argentina, Soros é dono de nove shoppings, alguns hotéis e vários escritórios comerciais. Na semana passada, adquiriu por US$ 152 milhões cerca de 15% das ações do Banco Hipotecario, a maior instituição de crédito imobiliário do país. Além disso, titula-se como o maior latifundiário da Argentina, com meio milhão de hectares de terras.
A trajetória de Soros repete a saga de um magnata em transformação, tal como um personagem de romance. Judeu húngaro nascido em 1930, foi obrigado a se esconder do nazismo durante a Segunda Guerra e abandonar seu país depois que os comunistas tomaram o poder em 1947 para estudar na Inglaterra. Em 1956, já nos Estados Unidos, trabalhou como operador em diversas corretoras de Wall Street, onde fundou em 1969 o fundo de investimentos Quantum. Como qualquer multimilionário, Soros poderia se aposentar apenas como um excêntrico filantropo, capaz de doar US$ 500 milhões à Rússia, ou como o mais famoso megaespeculador da história recente. Mas, aos 68 anos, assumiu o papel de um virulento crítico do capitalismo financeiro globalizado do qual é – ironicamente – um dos maiores expoentes e beneficiários. Boa parte de suas idéias estão no livro A crise do capitalismo, lançado no final do ano passado e que tem prefácio, no Brasil, do próprio Armínio Fraga. O guru ideológico de Soros é o filósofo austríaco Karl Popper, que defendia a idéia de uma sociedade aberta – politicamente democrática e economicamente orientada pelo mercado. Essa formação permitiu que criticasse a lógica do capital financeiro para preservar o sistema capitalista como um todo. Quando houve o ataque especulativo às moedas asiáticas em 1997, Soros foi bombardeado pelo primeiro-ministro da Malásia, Mahatir Mohamed, que o acusava de ser o responsável pela catástrofe financeira que se abatera sobre seu país. Em resposta, o investidor apontou os perigos do retrocesso do capitalismo, representado pelo controle de capitais imposto pelo governo malaio. “Uma coisa é certa: os mercados financeiros são propriamente instáveis; eles precisam supervisão e regulação”, escreveu Soros, num resumo de seu novo livro reproduzido na semana passada pela revista americana Newsweek. Uma boa recomendação para saber o que pode acontecer no BC brasileiro.
Colaboraram: Osmar Freitas Jr. (NY), Hélio Contreiras (RJ) e Isabela Abdala (DF)
A primeira suspeita
Uma possibilidade de que George Soros teria se aproveitado de informação exclusiva sobre a nomeação de seu ex-funcionário Armínio Fraga Neto para o BC já circulou pelo mercado financeiro internacional na semana passada. O principal indicativo de que algo estranho aconteceu foi a valorização dos C-Bonds, papéis da dívida externa brasileira, que pularam de US$ 56,563 para US$ 57,688 entre a segunda-feira 1º e a quarta-feira 3, data posterior à indicação. “Fundos de investimentos compraram pesadamente bônus brasileiros e reais pouco antes e durante o anúncio oficial de Fraga, apenas para se desfazerem das mesmas posições com lucro na própria terça-feira”, constatou Simon Treacher, diretor para mercados emergentes do banco Morgan Grenfell, de Londres. “Mas não há como provar que o dinheiro veio de Soros ou de outro investidor e que eles usaram informações confidenciais”, ressalva. Os ganhos fáceis teriam ocorrido porque era certo que o mercado receberia bem a nomeação de Fraga. O operador de um banco brasileiro lembra que a movimentação em torno dos títulos poderia ter influído inclusive na baixa da cotação do dólar, que chegou a R$ 1,75 na terça-feira, após o pico de R$ 2,15 da sexta-feira 29. “Os C-Bonds e o dólar estão interligados. Se os títulos valorizam, o dólar cai.”
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