Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

terça-feira, 17 de agosto de 2010

IBOPE: DILMA 41% x SERRA 32% 'O TREM TÁ ATRASADO OU JÁ PASSOU?'

com apenas dez dias de intervalo entre os dois levantamentos do Ibope, Dilma dobra a vantagem sobre Serra, ampliando a diferença de 5 para 11 pontos. Tucano já testou todos os discursos e combinações possíveis para cativar o eleitorado. De 'continuador' de Lula, a sucessor de Álvaro Uribe na liderança da direita latinoamericana; nada funcionou. Na agenda econômica, sua voz foi esganada pelas sucessivas altas do nível de emprego, da demanda e do investimento. O que virá agora? Nesta 2º feira, em Porto Alegre, sob efeito atordoante do Ibope, Serra elogiou, pela ordem, Yeda Crusius ('grande candidata... grande governadora'), Leonel Brizola e João Goulart... Fica a dúvida, o tucano ainda é candidato a presidente ou aspirante a compositor de samba enredo? A fala no RS sugere, no mínimo, que a versatilidade eleitoral do ex-governador acumula massa crítica suficiente para adotar como jingle de campanha uma espécie de 'Samba do Crioulo Doido' -- PARTE 2. Confira trecho do original de Stanislaw Ponte Preta e avalie: '...Joaquim José/Que também é Da Silva Xavier/Queria ser dono do mundo/E se elegeu Pedro II/Das estradas de Minas/Seguiu pra São Paulo/E falou com Anchieta/O vigário dos índios/Aliou-se a Dom Pedro/ E acabou com a falseta/Da união deles dois/Ficou resolvida a questão/ E foi proclamada a escravidão/E foi proclamada a escravidão/'Assim se conta essa história/Que é dos dois a maior glória/dona Leopoldina virou trem/E D. Pedro é uma estação também/O, ô , ô, ô, ô, ô/O trem tá atrasado ou já passou?'

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Mal Nas Paradas

Professora perturba desfile de Serra:
“Votem em qualquer um, menos nele”

Um desfile do presidenciável José Serra (PSDB) pela 21ª Bienal do Livro de São Paulo, neste domingo, acabou prejudicado pelo protesto de uma professora da rede estadual – Lúcia Valéria. Munida de um contracheque, ela reagiu à promessa de Serra de “distribuir três livros para cada aluno a partir da 4ª série” dizendo que, com o salário que ganha, não consegue comprar um livro sequer.
“Esse é o candidato que paga mal aos professores. Votem em qualquer um, menos nele”, gritou Lúcia, para a contrariedade dos tucanos.
O holerite mostrava que a professora de Física havia recebido R$ 300, mesmo tendo, segundo ela, 40 anos de magistério.
“Eles me pagaram isso porque eu fiz uma greve contra esse governo”, disse aos jornalistas.
O secretário estadual de Educação, Paulo Renato de Souza, acompanhava Serra, ouviu a professora e não se manifestou. Já o presidenciável tucano disse que ela tinha sido a única pessoa a reclamar dele durante a hora e meia de sua caminhada na Bienal.

Brasília Confidencial

Quem Conta É A Folha!

SILVIO NAVARRO
CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO


A queda de José Serra (PSDB) em seis das sete capitais onde o Datafolha realizou a última pesquisa ajuda a explicar a virada de Dilma Rousseff (PT) na disputa pela Presidência.

As sete capitais concentram 15% do eleitorado, ou 20,3 milhões de eleitores. Nos últimos 20 dias, o tucano passou a ter a dianteira ameaçada até em São Paulo, seu reduto eleitoral e onde o PSDB exerce forte influência na gestão municipal.
Dilma subiu três pontos na capital paulista em relação ao levantamento anterior, passando de 34% para 37%. Ele oscilou um ponto positivamente --tem 40%.

QUEDA EM BH


Os índices apontam que, hoje, os dois estão tecnicamente empatados na cidade, no limite da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
A queda mais acentuada de Serra ocorreu em Belo Horizonte, onde perdeu nove pontos --tem 32%. A capital mineira também registrou virada de Dilma, com 34%. Em Salvador, o tucano tem seu pior índice --16%, ante 48% da petista.
No Estado de São Paulo, Serra perdeu três pontos nas últimas semanas --tem 41%--, sinal de que a queda ocorreu no interior, onde o PT faz forte campanha contra o preço dos pedágios. Dilma ganhou quatro pontos no maior colégio eleitoral do país e marca 34%.
O comando da campanha de Serra diagnosticou risco de queda na capital há 20 dias. Desde então, o candidato concentra a agenda em bairros da periferia, como Heliópolis, onde visitou programa habitacional. A campanha avalia que foi essa a faixa em que Dilma cresceu, na esteira da popularidade de Lula. "O que ela tem agora não é por ela", diz o governador Alberto Goldman.
Ontem, em visita à Bienal do Livro, Serra negou que vá intensificar agenda em SP ou fazer qualquer alteração em sua estratégia.

Fôia de SumPaulo

Nunca é tarde demais para aprender, Serra.



por Mauro Carrara

Agora, caro Serra, a vaca já foi para o brejo; ou melhor, pastou da sua Mooca para a Várzea do Carmo, atolou ali, à beira do Tamanduateí, pertinho do Mercadão.


No entanto, ainda é possível perder de pouco, não tomar goleada, e fechar a carreira política com alguma dignidade.


Como nasci no Brás, e você na vizinha Mooca, ambos descendentes de italianos, manifesto-lhe solidariedade neste momento inglório. E assim elenco abaixo nove orientações para esta reta final de campanha.


1) Pare de mentir. E, se mentir, minta melhor. Não é possível afirmar, por exemplo, que a Fernão Dias está “fechada”. As pessoas trafegam por lá todos os dias. Você acha que algum desses milhares de motoristas lhe dará crédito?


2) Pare de inventar. Creia-me: pouca gente leva a sério essa história de que você é o “pai” do FAT?


3) Abra os olhos. Você trafegou recentemente pela Regis Bittencourt? Sabe o que o foi feito lá nos últimos anos? Aliás, acredita mesmo que as estradas brasileiras eram melhores na época de FHC? Pare de brincadeira, né?!


4) Admita. Existe uma máfia dos pedágios em São Paulo. Há postos de cobrança em excesso. O valor é altíssimo. E o cidadão ainda tem que enfrentar congestionamentos em trajetos caríssimos em estradas como a Castello Branco.


5) Confesse. Sua gestão desatenta e preguiçosa paralisou as obras de combate às enchentes em São Paulo. A cidade virou um imenso lago contaminado no verão.


6) Reconheça. Que a escolha de seu vice foi um festival de trapaças. E que o amalucado Índio da Costa, o aparentado do meliante Cacciola, não mostrou preparo sequer para ocupar o cargo de síndico no prédio onde residia.


7) Peça perdão. Pela presença vergonhosa no convescote da máfia dos irmãos Vedoin. Preferimos acreditar que você ignorava o esquema das ambulâncias. Peça desculpas pelo caos na segurança pública paulista, pela brutal perseguição aos moradores de rua e também pelo vergonhoso sistema de ensino tucano, que todos os anos destrói o sonho educativo de milhares de crianças e adolescentes de nosso Estado.


8) Demita. Não permita mais que o entrevado Ali Kamel coordene sua campanha na mídia privada. O rapaz sempre foi péssimo jornalista. Não sabe apurar, escreve mal e esconde sua incompetência com arrogância. Como seu “capitão do mato”, tem sido ainda pior. Rompa seus laços também com o gerente da “Tempestade no Cerrado”. Como você pôde acreditar em Eurípedes Alcântara, o protagonista do “Boimate”, o maior vexame da imprensa brasileira em todos os tempos?


9) Regenere-se. Volte a ser o mocinho da UNE. Demita-se da UDN, admita que a gestão Lula é infinitamente melhor que a de FHC e desative urgentemente a central de sabotagem virtual informativa construída pelo insano Alberto Carlos Almeida.


Por fim, Serra, utilize sua influência política para ao menos botar ordem no quintal de casa. Nosso mundo pequeno do Brás-Mooca já não tem polícia, a coleta de lixo é deficiente e a máfia dos fiscais atua livremente, transformando em marajás os bandidos empregados na subprefeitura.


Os calabreses (e os outros ítalo-brasileiros) da Zona Leste ficariam felizes em ver seu representante protagonizar um ato de coragem e decência no crepúsculo de sua carreira política.

domingo, 15 de agosto de 2010

Dilma é pop

Afeganistão: EUA só não acham o Osama

Embora possa havar dúvidas, como disse outro dia Fidel Castro, de que realmente o queiram, o título aí em cima mostra como não são os talibãs e as burkas o que de fato atrai o interesse norte-americano no Afeganistão realmente não parece ser Osama Bin Laden. Em junho, noticiou-se que satélites e pesquisas terrestres conduzidas pelos EUA haviam detectado reservas minerais de elementos raros no valor de US$ 1 trilhão. Hoje, a imprensa internacional anuncia que, além disso, pesquisas também conduzidas por americanos localizaram jazidas petrolíferas avaliadas em 1.8 bilhão de barris de petróleo .

O Afeganistão é um dos limites entre a área tradicionalmente nobre em petróleo, que é o Oriente Médio, e a Ásia Central – novo foco de interesse petrolífero. E num país atrasado, ocupado militarmente e cujo governo depende integralmente do governo americano, não é difícil saber nas mãos de quem vai parar este tesouro.

Os tanques, aviões e mísseis vêem antes. Logo atrás deles, os interesses do capital. As dezenas de milhares de afegãos que morrem e sofrem e os rapazes norte-americanos que deixam suas vidas ou mesmo sua humanidade naquela terra desértica têm pouca ou nenhuma importância.

Quem renega o passado não tem futuro



O que os nossos grandes grupos de comunicação fazem, muito frequentemente, não é jornalismo. É campanha política. Seria totalmente legítimo, se o assumissem. Mas fingem uma neutralidade que não existe e, por isso, são cínicos.

Não param por aí, porém. São covardes, porque buscam descontextualizar a informação, como se aquilo que ocorreu sob um regime bárbaro, onde pessoas eram torturadas sadicamente, onde eram levadas à loucura e à morte. É isso o que faz a revista Época, na edição desta semana. Liga, sem qualquer elemento concreto, Dilma às ações armadas que ocorreram como resposta àquele regime. Litam um quadro de “perguntas sem resposta” que chega ao esmero de perguntar se Dilma estava armada no momento de sua prisão e se apoiou as greves operárias na região de Belo Horizonte em 1968.

Dilma fez muito bem em não responder à revista. Entrevistas à Época e à Veja deveriam ser precedidas daquele aviso que a gente vê nos filmes policiais americanos: “tudo o que você disser poderá e será usado contra você”.

Ontem, Dilma deu em coletiva a resposta curta e seca que esta exploração merece:

“Nem um pouco temo ataques da oposição. Tenho muito orgulho de ter lutado contra a ditadura, do primeiro ao último dia. Acho que aqueles que lutaram contra a ditadura são pessoas que tiveram, pelo menos na minha geração, a generosidade de enfrentar inclusive a morte. Não estávamos lutando se correr risco de vida. Fui torturada durante 22 dias. Não há controle na tortura. Não era um momento em que a democracia vigia no País. Não participei de ação armada e sequer fui julgada por isso e sequer fui condenada”.

A resistência teve muitas formas, para os que puderam ficar. Mas foi, esse é o nome, resistência, porque a agressão às intituições, com a derrubnada de um governo legítimo, a cassação dos direitos de expressão e de voto, os assassinatos, as prisões e o exílio foram ações que partiram do regime contra o qual aqueles jovens e a geração de meu avô, antes, se insurgiu como pôde.

A matéria da revista e sua capa, destinada a tornar-se um cartaz eleitoral negativo, como fez, ao inverso, a capa da Veja com o “cândido” José Serra que estampou, dois meses atrás, em sua capa. O passado de esquerda de Serra não pode ser lembrado, porque é a prova de que ele renegou e “matou” aquele Serra que só interessa a ele lembrar para dizer que veio de uma família pobre.

O tiro, porém, lhes saiu pela culatra. Embora um ou outro incauto possa se impressionar, os mais lúcidos e esclarecidos vão percebendo que, do que vem dali nada é água limpa, tudo está envenenado pelos interesses políticos de uma parte da elite que não se incomoda senão com seus próprios privilégios.

O desenho de Dilma, que pretendiam ameaçador, ficou ótimo, revelando que a Dilma de hoje em lugar de renegar, carrega em si o inconformismo que, geração após geração, tenta fazer do Brasil um país para seu povo.

E juventude não é idade, é desejo de construir sonhos.

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lulainternet



Não por isso Presidente Lula, sempre na luta conte conosco.

Kamel: o "mais pior" dos jornalistas do Brasil

Cave canem
NovaE
Mauro Carrara

Este merece! Quem acompanha a carreira do maestro global da notícia sabe de seus percalços com o verdadeiro jornalismo. Textos travados, vocabulário escasso e enorme dificuldade com a apuração dos fatos. Na revista Veja, na segunda metade da década de 80, virou motivo de piada depois de passar dois dias tentando um par de "aspas" de Dom Pedro Casaldáliga, o bispo progressista então ameaçado pela Congregação para a Doutrina da Fé, dirigida pelo cardeal Ratzinger.

Kamel entrava por uma porta da matriz de São Félix do Araguaia, enquanto o lépido prelado espanholito saía pela outra. Exaurido, molhado e humilhado, sem qualquer informação, o repórter da Veja retornou ao Rio de Janeiro, onde bolou uma pensata para enfiar nas colunetas anti-Teologia da Libertação da revista do Seo Civita.

É longa a lista de reveses do jornalista, longa o bastante para a edição de uma bela brochura de inconfidências. Se não se saía lá muito bem como repórter e redator, Kamel empenhou-se em mostrar fidelidade canina a seus patrões. Como sabujo, prosperou. Em O Globo, notabilizou-se como chefete, a um só tempo fraco e cruel. Dirigindo-se aos subordinados, costumava repetir um argumento de coação: "você vai fazer porque estou mandando, e porque minha mãe precisa ler essa matéria amanhã cedo".

Kamel é autor do livro Não Somos Racistas, um espetacular exercício de farsa epistemológica, em que ousa até distorcer estudos do finado Florestan Fernandes. Nessa peça velhaca, destinada a desqualificar a instituição de cotas raciais nas universidades, o jornalista afirma, em cândida patifaria, que findará a desigualdade quando todos tiverem as mesmas condições. Em 200 páginas marotas, no entanto, não logra estabelecer um modelo alternativo para que se obtenha um alinhamento na oferta de oportunidades.

Tamanhas demonstrações de afinação com o pensamento dos barões da mídia renderam a Kamel o cargo de diretor de jornalismo da Rede Globo de Televisão. Neste Agosto de rescaldo, estreou como assessor, e escreveu A Grande Imprensa, conjunto de mal traçadas linhas destinadas a apresentar defesa da mídia monopolista, fortemente criticada depois da cobertura criminosa da tragédia com o Airbus da TAM.

Kamel afirma que a "grande imprensa" vem sendo atacada por setores "autoritários e antidemocráticos" que "sentem-se ameaçados". Cabe perguntar ao assessor de imprensa dos barões quais seriam os tais setores autoritários. Caso se refira ao Governo Federal, vale uma reflexão sobre a tal "liberdade de imprensa", obsessivamente evocada pelos golpistas brasileiros. Se tal direito é garantido ao meios de comunicação, por que não pode ser estendido àqueles que, por eles, se julgam injuriados, caluniados e difamados? Em sua sofística de botequim, Kamel parte do pressuposto absurdo de que a liberdade de expressão é unilateral. Vale, portanto, apenas para aqueles que detêm os meios de informação, e nunca para aqueles que neles são detratados.

Segundo Kamel, o tais setores autoritários consideram notícia apenas aquilo que não "atrapalha os seus planos de poder". A crítica tem endereço: o governo Lula e os partidos da base aliada. Não se vê, entretanto, o capitão-do-mato dos Marinho exigir autonomia quando jornalistas, inclusive da Rede Globo, são pressionados e ameaçados por figuras como o governador de São Paulo, José Serra, interventor eventual e informal em várias redações, nas quais freqüentemente faz rolar cabeças.

Ao criticar aqueles que se mobilizam contra a distorção do noticiário, Kamel diz que "mentem, atribuem à grande imprensa coisas que ela não fez e denunciam conspirações inexistentes". Cabe novamente indagar: quem mente? Ex-globais como Paulo Henrique Amorim, Azenha e Rodrigo Vianna têm mostrado ao mundo, para perfeito entendimento, até dos entes planetários, que a emissora dos Marinho inventa, manipula e distorce. O relato público de Vianna, em especial, mostra de que maneira a Rede Globo se consolidou como podre partido político, conservador, fomentador do vale-tudo na campanha de desconstrução de imagens públicas.

A Rede Globo e a grande imprensa têm longa folha corrida. Do caso Escola Base ao caso TAM, há uma extensa relação de abusos, de distorções, de julgamentos sumários e de imputações indevidas. Conspirações? Existem, sim. Basta relembrar o que ocorreu quando do caso "dossiê", que levou a eleição presidencial ao segundo turno, em 2.006. Que Kamel nos responda:

a) por que a grande imprensa evitou qualquer investigação sobre a participação de José Serra e outros membros do PSDB na máfia dos sanguessugas?

b) por que até agora a Rede Globo não explicou de que modo foi obtida a foto do dinheiro pago pela documentação?

Aposto que Kamel não explicará. Sabe-se da vergonhosa tramóia que envolveu o delegado-15-minutos-de-fama e os reporteiros Boccardi e Tralli.

Seguindo em sua peça de defesa, Kamel arrisca um refinamento literário: "É uma tautologia, mas, na atual conjuntura, vale dizer: o jornalismo só é livre e independente quando não depende de nenhuma fonte exclusiva de financiamento". Poder-se-ia criticá-lo pelo pecado sintático, mas reza o livro da boa educação que nos restrinjamos ao debate de idéias.

"Livre" e "independente" são termos que não deveriam ser utilizados no caso de grandes redes de televisão. Designação imprópria. Não há ingenuidade que justifique a assertiva do assessor de imprensa. Logicamente, as grandes redes de TV não defendem um interesse específico e singular, mas uma doutrina política de viés conservador, propagandeada pelas grandes corporações e pelos setores políticos que lhes servem. S abemos muito bem, por exemplo, por qual breviário ora o presidente da Philips.

Segundo Kamel, somente a grande imprensa "tem os meios para investir em recursos humanos e tecnológicos capazes de torná-la apta a noticiar os fatos com rapidez, correção, isenção e pluralismo, sem jamais se preocupar se o que é noticiado vai ser bom ou ruim para este ou aquele cliente, para este ou aquele governo ".

Os brasileiros viram, no entanto, a propalada "isenção" da Globo na cobertura de duas tragédias recentes. Na primeira, na abertura da cratera do metrô, jamais se apresentou qualquer conjectura desfavorável ao governo de José Serra, preservado com máximo critério. No caso TAM, entretanto, a Globo adiantou-se em apresentar a causa do acidente, atribuindo-o à pista e, por tabela, ao presidente da República. Talvez, o critério de "isenção" seja o mesmo aplicado em 1989, na edição criminosa do debate presidencial.

Por fim, ao analisar o papel da imprensa na cobertura da tragédia da TAM, Kamel nos apresenta a pérola de seu texto: "como não é pitonisa, como não é adivinha, desde o primeiro instante foi, honestamente, testando hipóteses, montando um quebra-cabeça que está longe do fim ". Ora, caro assessor, testando hipóteses?? Que que é isso? Se não é pitonisa, talvez copie os métodos do mago Merlim, em suas estripulias de invenção. Como testar, Seo Kamel? Deontologicamente, como admitir que a imprensa assuma esse papel? Estava em jogo, ali, a reputação de personalidades públicas, a imagem de técnicos de diversas áreas e a sensibilidade das famílias das vítimas da tragédia. A imprensa precisa é investigar, mas jamais emitir laudos. Pior, porque agora, admite-se que a Globo chutava, arriscava e apostava. Juntou-se a imperícia, a irresponsabilidade e a intenção de dolo.

O assessor Kamel afirma ainda que o grande público tem discernimento. Ora, se a Globo descobriu as capacidades do povo, por que não o respeita? Afinal, a maior parte dessas pessoas elegeu Luiz Inácio Lula da Silva duas vezes para a presidência da República. E se o telespectador exige mesmo informação de qualidade, por que William Bonner o compara a Homer Simpson? Ora, Seo Kamel, diante de tão incongruente argumentação, adivinhamos a causa de seu fracasso no jornalismo. E caso não dê refinamento ao produto de seu novo trabalho, é certo que também perderá o emprego de assessor.

Mauro Carrara

Quem pagou a conta? O mistério da fuga de Serra para os Estados Unidos

Fonte

A biografia de José Serra (PSDB/SP) tem uns buracos difíceis de explicar.

Após a implantação da ditadura no Brasil, ele fugiu para o Chile.

Em 1973, quando houve o golpe de Pinochet no Chile, com apoio da CIA (Agência de Inteligência dos EUA), ele fugiu do Chile justamente para os Estados Unidos, que apoiou o golpe chileno.


O maior criminoso vivo
É preciso entender que nesta época era em pleno governo Nixon, com a política estadunidense de apoio às ditaduras militares, na época de Kissinger. Até John Lennon estava ameaçado de expulsão dos EUA nesta época.

Como Serra conseguiu o green card nos EUA? Como ele se sustentou lá? Como ele conseguiu estudar nas caras Universidades estadunidenses? Ainda mais sem ter o diploma de Bacharel em Economia? E quem pagou essa conta, já que ele diz que o pai não era rico?

É um dos mistérios mais bem guardados da política brasileira.

É bastante improvável que um latino-americano exilado, realmente de esquerda, escolhesse os EUA como destino, nesta época. E se escolhesse, soa estranho encontrar facilidades de permanência, inclusive financeiras.

José Serróquio - O Pinóquio do PSDB

O regime militar e as Organizações Globo

Direto do blog do Azenha




O dono das Organizações Globo, Roberto Marinho (direita), de braços dados com o general-presidente João Baptista de Oliveira Figueiredo (nos anos 80).

“Sinto-me feliz todas as noites quando ligo a televisão para assistir ao jornal. Enquanto as notícias dão conta de greves, agitações, atentados e conflitos em várias partes do mundo, o Brasil marcha em paz, rumo ao desenvolvimento. É como se eu tomasse um tranqüilizante após um dia de trabalho”. Frase do general-presidente Emilio Garrastazu Médici, nos anos 70, sobre o Jornal Nacional, da TV Globo.

Por sugestão do leitor Marat e para benefício dos leitores mais jovens, que não viveram essa época, abro espaço para que vocês deixem nos comentários dicas de leitura, de fotos e de documentários que contextualizem a relação das Organizações Globo — da qual faz parte a revista Época — com o regime militar (1964-1985).


Capa do jornal O Globo no dia seguinte ao golpe militar de 31 de março de 1964. Do blog Tudo em Cima.
Do leitor Rogério Marcus, dizendo que será a próxima capa da Época:

o ex-ministro da Justiça Armando Falcão, encarregado de exercer a Censura durante o regime militar, em entrevista no documentário Beyond Citizen Kane, da TV britânica: “Devo dizer que o doutor Roberto Marinho nunca me criou qualquer tipo de dificuldade. Eu, ministro-censor, ele diretor do Globo, da televisão Globo, da Rede Globo, da rádio Globo, da rádio Mundial, da rádio Eldorado, ele nunca me criou dificuldade”.

A HORA DOS ROEDORES O DAY AFTER DO DATAFOLHA

24 horas após o Datafolha jogar a toalha num despudorado cavalo-de-pau estatístico que deslocou nove pontos de preferencias eleitorais em 20 dias, avultam sinais de ansiedade na fila de desembarque do navio tucano --e não só entre os 'correligionários' de José Serra. Na edição dominical da própria Folha, um colunista da página 2 apressa-se em listar credenciais de um auto-atribuído pioneirismo em cravar a vitória petista em 3 de outubro. Obsequioso, o título de sua coluna é 'Prestação de contas’, ele avisa: na 2º feira, antes mesmo do Datafolha, em almoço com diplomatas britânicos, teria assinalado a existência de um sentimento de bem-estar –‘feel good’-- que se instalou na população brasileira ‘há uns dois anos...’, responsável pelo êxito de Dilma nas eleições presidenciais. Tudo soa algo patético e oportunista quando se sabe que a mesma coluna tem se caracterizado por negar e ridicularizar os avanços sociais sob o governo Lula, em sintonia com o menosprezo tucano. Logo abaixo dele, a companheira que se notabilizou por dividir a sociedade entre ‘cheirosos e mal-cheirosos’, assume que a situação de seu 'perfumoso' candidato ficou ’dramática’. Pressurosa, porém, transmite o derradeiro ultimato de Serra a Aécio Neves, vaticinando o isolamento do mineiro caso sobrevenha a dupla derrota tucana em Minas para Dilma e Hélio Costa. O contraponto de dignidade na fila do 'Titanic' transita pela coluna de Jânio de Freitas, ao insinuar uma suspeita de fraude na atabalhoada evolução dos números do Datafolha. Aspas para o jornalista: ‘ ... Para preencher o tempo até o início da nova fase de propaganda, uma boa especulação é a das causas da queda forte de Serra, quatro pontos em três semanas, e do grande ganho de Dilma, com os cinco pontos que a elevaram a 41 contra 33. O debate na Bandeirantes e as pequenas e ruins entrevistas na Globo não convencem como causa de tamanha reviravolta, até porque já insinuada, antes dos programas, em outras pesquisas...’
(Carta Maior; 15-08)

Dilma x Agripino




Toma , Agripino. Tomou , babaca?