Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Crise? Crise é a do PSDB! Eles batem em estudantes e se entregaram ao delírio do Aecím


polícia militar contra estudante
Na foto, Alckmin conduz eleitor (sem camisa) para a seção eleitoral

MINISTÉRIO PÚBLICO AJUIZA AÇÃO PARA SUSPENDER O PROCESSO DE “REORGANIZAÇÃO” DA REDE ESTADUAL DE ENSINO


O Ministério Público Estadual ingressou na data de ontem, 03/12, com Ação Civil Pública no Tribunal de Justiça de São Paulo para a suspensão do processo de “reorganização” da rede estadual de ensino que vem sendo imposto sem nenhum debate ou negociação pelo Governo do Estado de São Paulo.


O Conversa Afiada não leva essa Datafalha a sério, até porque ela só tem relevância porque sai no jornal nacional.

Mas, lhe dá repercussão quando é para irritar os tucanos: a popularidade do Alckmin só não é pior do que a do Farol de Alexandria:

Popularidade de Alckmin atinge pior marca, aponta Datafolha

O irônico é que Alckmin tem o controle da máquina do PSDB.

Aecím controla a máquina parlamentar.

Cerra, a máquina do Preciado, a empresarial, que ele, porém, não compartilha com ninguém.

Só com a filha.

E FHC não controla nada, nem a própria vaidade.

Alckmin é o único candidato "consistente", como disse a Tucanhede do Cerra.

Mas, o PSDB se entregou ao desvario do Aecím.

Esse impítim misto quente: Gilmarecím!

O partido está nas mãos dois: do Ministro (sic) Gilmar e do Aecím.

E, por isso, se encaminha para o mais fundo despenhadeiro eleitoral.

O PSDB vive no e do PiG.

E em 2018 será o Lula ou quem o Lula apoiar.

(Se, com o zé na Justiça, o Moro não prende-lo até o Natal, por conta da corrupção desenfreada que se registrou no Acre!)


Em tempo: o amigo navegante reparou que o Moro ficou quietinho lá em Guantánamo, depois que se revelou a chantagem do Cunha e as atenções para o impítim se voltaram?

O Moro entende de "opinião pública", é especialista em PiG.

Não quis competir com o Cunha e não lançou a 9.076ª Operação (para prender o Lula?).

Paulo Henrique Amorim

Jurista Dalmo Dallari diz que STF barrará impeachment. De novo!

dallari


O jurista Dalmo de Abreu Dallari (83) foi quem primeiro previu, inclusive com grande antecedência, aqui neste Blog, que o Supremo Tribunal Federal interromperia a tentativa canhestra de Eduardo Cunha de mudar o rito do impeachment de forma a que fosse dispensada a necessidade de dois terços dos deputados para admitir o processo contra Dilma Rousseff.
Após a bomba política explodida na última quarta-feira, esta página foi ouvir novamente o doutor Dallari a fim de que desse seu parecer sobre as possibilidades de esse golpe paraguaio prosperar.
Dallari desdenhou das possibilidades de esse processo alcançar seus objetivos nefandos. Além de dizer que o STF fatalmente sustará o processo se for provocado, pois é inconstitucional devido a falta de crime de responsabilidade da presidente da República, o jurista acredita que nem seria necessário porque a própria Câmara deve acabar pulando fora do que chamou de “aventura política”.
Confira, abaixo, a entrevista de um dos maiores juristas do Brasil, de quem a fama e respeitabilidade têm caráter internacional.
***
Blog da Cidadania – Com o acolhimento do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, quero perguntar ao senhor sobre as possibilidades de esse processo ser sustado pelo Supremo Tribunal Federal e como o senhor encara a forma como esse processo foi desencadeado.
Dalmo Dallari – Antes de mais nada, eu tenho a convicção absoluta de que não há o mínimo fundamento jurídico para um processo de impeachment. É uma aventura política que, na circunstância atual, tem toda a característica de uma chantagem.
Eduardo Cunha foi denunciado, é sabidamente corrupto – por muitas práticas – e, agora, está tentando fazer um “fogo de barragem” para se autoproteger. Mas como não há qualquer fundamento jurídico – esse processo aberto na Câmara é inconstitucional -, acredito que ele vai ter dificuldade dentro da própria Câmara.
Esse acolhimento do pedido de impeachment é um ato pessoal. Até aí, ele tinha como fazer. Mas, daqui por diante, ele vai ter que designar uma comissão [para analisar a admissibilidade do processo de impeachment] e essa comissão terá que emitir um parecer.
Naturalmente, ele vai tentar criar uma comissão que siga as suas determinações e, aí, acho que já vai começar a ter dificuldade porque, hoje, ele é uma figura muito desmoralizada. Assim, os deputados que forem na sequência de Eduardo Cunha vão sair desmoralizados, também.
Dessa maneira, acho que ele já vai ter problema até para o primeiro encaminhamento. Mas, depois disso, se for criada essa comissão ela terá que dar um parecer, fazer um relatório minucioso que será submetido ao Plenário da Câmara.
Para ser admitido o processo, porém, é preciso um quórum muito alto – são dois terços da Câmara, ou mais de 340 deputados. Na atual circunstância, parece-me duvidoso que tantos parlamentares queiram se ver associados a alguém que tem rejeição tão alta da sociedade.
Tudo isso é uma aventura política, uma encenação com, praticamente, NENHUMA POSSIBILIDADE de prosperar. Mas, em todo caso, do ponto de vista jurídico, se isso tiver seguimento é evidente que cabe uma ação da Presidência da República no Supremo Tribunal Federal.
Seria um Mandado de Segurança pela óbvia falta de fundamento jurídico do processo de impeachment, pois não se pode recorrer a tal procedimento sem uma causa plausível, só por razões políticas.
Blog da Cidadania – Como o senhor vê a postura do STF diante desse Mandado de Segurança?
Dalmo Dallari – Não tenho dúvida de que, na sua maioria, o Supremo Tribunal irá se orientar por critério constitucional assim como fez na questão do rito inconstitucional do impeachment que Eduardo Cunha tentou fazer passar recentemente, que reduzia drasticamente o quórum necessário para abrir o processo de impeachment.
Blog da Cidadania – Mas o senhor não acha temerário fazer essa afirmação diante do fato de que aquela Corte já tomou decisões questionáveis nos últimos anos?
Dalmo Dallari – Embora ainda haja membros do STF que não se guiam pela Constituição e, sim, por outros fatores, entendo que a maioria da Corte é orientada pelo respeito ao texto constitucional, que EXIGE uma causa para que esse processo seja desencadeado, causa essa que não existe. Por essa razão acredito que essa aventura de Eduardo Cunha pode ser sustada desde logo por um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal.
Blog da Cidadania – No fim da noite da última quarta-feira, o PT anunciou que iria ingressar com uma ação no Supremo Tribunal Federal que, inclusive, horas antes tinha sido defendida por este Blog.
Essa ação decorre do uso do cargo, pelo presidente da Câmara, em benefício próprio. É uma ação, abre aspas, por “abuso de poder”. Como o senhor vê a possibilidade de esse processo prosperar? O senhor acha que Eduardo Cunha pode vir a ser sancionado pela Justiça por usar o cargo de uma forma tão clara em benefício próprio?
Dalmo Dallari – Eu acredito que existe, sim, essa possibilidade, porque as informações a respeito desses desvios ilegais de Eduardo Cunha estão se multiplicando. Já há várias informações muito sérias inclusive a respeito de transferência de dinheiro para o exterior e de uso dos instrumentos da Câmara em benefício pessoal.
Blog da Cidadania – Quero aprofundar um pouco mais essa questão. A forma como a imprensa ventilou, fartamente, que Cunha estaria buscando uma barganha com o governo no sentido de que o PT votasse a favor dele no Conselho de Ética e, em troca, ele seguraria o processo de impeachment. Como o PT anunciou que não aderiria a essa chantagem e ele, em seguida, desencadeou o impeachment, isso, por si só, não poderia gerar uma condenação criminal do presidente da Câmara?
Dalmo Dallari – Aí, na verdade, foi uma tentativa de chantagem e o fato de ele ter encaminhado o processo de impeachment por não ter tido sucesso é muito grave. O próprio Miguel Reale, que deu um parecer favorável ao impeachment, fez pronunciamento – publicado hoje com todas as letras pelo jornal O Estado de São Paulo – que diz que Eduardo Cunha está fazendo uma chantagem.
Fica, ainda, a questão sobre como é que Reale dá parecer a um chantagista…
Blog da Cidadania – Na sessão da Câmara em que foi anunciado por Cunha o acolhimento desse processo de impeachment, vários expoentes da oposição fizeram discursos defendendo, ardorosamente, a medida que o senhor considera ilegal. Na hipótese de que essa oposição virulenta que se formou contra o governo Dilma Rousseff saia vencedora, como é que o senhor vê a situação de um país que comete uma enormidade dessas?
Dalmo Dallari – Primeiro eu vou chamar atenção para um aspecto que a imprensa não tem mencionado e que deveria ser posto em manchete. Na hipótese – a meu ver, remota – de que a presidente Dilma fosse cassada, surgiria a possibilidade de Eduardo Cunha virar presidente da República porque ele é o terceiro na linha de sucessão (!).
E como o vice-presidente Michel Temer é sabidamente candidato a presidente, é provável que ele não quisesse assumir o cargo, o que faria de Cunha presidente da República. Seria desmoralizante para o país.
Agora, o que eu acho que realmente deve ocorrer é uma reação dentro do próprio Congresso, na Câmara, porque, sabidamente, Eduardo Cunha é corrupto e os deputados que derem apoio a ele vão se ligar à iniciativa de um corrupto, de maneira que eu acho que, entre hoje e amanhã, eu acho que muitos deputados vão rever a sua posição. Em benefício próprio, diga-se.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Cunha cometeu crime ao acolher impeachment de Dilma para se proteger

eduguim
cunha capa

O presidente da Câmara dos deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acolheu um dos vários pedidos de impeachment protocolados naquela Casa por partidos da oposição contra a presidente Dilma Rousseff. “Proferi a decisão com o acolhimento da denúncia”, disse em entrevista coletiva na Câmara na tarde desta quarta-feira (2).
Cunha já havia prometido que faria isso se os três deputados do PT no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados não votassem contra a admissibilidade do processo de cassação de seu mandato.
Além disso, o presidente da Câmara usa o cargo para coagir testemunhas e atrapalhar as investigações de que é alvo no STF. Matéria da jornalista Monica Bergamo na Folha de São Paulo, em julho, já dava conta das ações criminosas que Cunha vem praticando para se proteger da Lei.
cunha 1
A desculpa da Procuradoria Geral da República e do STF para não terem aberto até agora um processo pela perda do cargo de Cunha caiu por terra após a prisão do senador Delcídio do Amaral; dificilmente, em votação aberta, o presidente da Câmara escaparia de uma ordem da Justiça para ser afastado do cargo.
A decisão de Cunha de acolher pedido de impeachment contra Dilma no mesmo dia em que o PT anuncia que votará pela admissibilidade do processo contra ele na Câmara coroa a conduta criminosa do presidente da Casa de usar o cargo que ocupa para se defender.
Se isso não é crime, nada mais é.
Por esse cometimento de crime, Procuradoria e STF não podem deixar de agir contra Eduardo Cunha. Ele atua de forma escandalosa, afrontando a lei, zombando da sociedade, que exige que ele seja punido, pois, à diferença da presidente da República, ele é acusado de vários crimes de corrupção, os quais já têm até provas materiais.
Nesta quarta-feira, o PT deu uma prova de desassombro ao desafiar Cunha a cumprir sua ameaça. Até porque, cumpri-la materializaria crime. Cunha cumpriu a ameaça, usou o cargo para se proteger, usou o cargo em benefício próprio, coagiu testemunhas, usou os poderes de que dispõe em benefício pessoal.
As ações de Cunha para obstruir investigações contra si superam em muito as de Delcídio do Amaral. O STF e a Procuradoria Geral da República não têm mais desculpas para não agir contra ele, como já foi dito, pois agiram contra o senador petista e foram bem sucedidos.
O que impede que o STF e a PGR atuem? O que temem que Cunha possa fazer se cumprirem a Lei? Haverá alguma relação entre essa conduta das duas instituições e as gravações em que Delcídio cita ministros do Supremo?
Qualquer cidadão brasileiro pode representar ao STF ou à PGR contra Eduardo Cunha. Porém, as duas instituições não agirem por moto próprio levanta uma inaceitável suspeição de que o presidente da Câmara possa saber de coisas que essas instituições temem.
Após o PT demonstrar coragem e senso ético ao anunciar que votará contra Cunha, chegou a hora de o partido denunciar o presidente da Câmara por usar o cargo em proveito próprio. As evidências são gritantes.
Agora que o Partido resolveu enfrentar a chantagem de Cunha, não há retorno. E se não há retorno, que vá para cima dele com todas as armas possíveis. E o recurso à Justiça contra o crime de usar o cargo de presidente da Câmara em benefício próprio é uma dessas armas. Essa é a hora de o PT mostrar toda a coragem de que é acusado de não ter.
Vá à guerra, PT!

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

O Brasil e a primavera dos canalhas

POR  ·
canalhas
O “coxismo”, o “moralismo”, o golpismo e, agora, a mais desumana abjeção.
No Brasil destes tempos, vivemos a primavera dos canalhas.
Surgiu em Curitiba – agora, ao que parece, transformada naquela famosa cervejaria da Baviera – um tal “Movimento Pela Reforma de Direitos”, que divulga, na internet – assinado, até esta noite, felizmente, apenas por 128 imbecis – pedindo a retirada do que chama de “privilégios” que os deficientes têm, legalmente.
Querem, por exemplo, a redução em 50% de filas e assentos exclusivos para deficientes, porque ficam muito tempo esperando vaga no shopping; querem também o fim da isenção de impostos na compra de carro, quem sabe para não ter mesmo vaga nenhuma para deficiente,  senão as para cadeiras de rodas, o fim das gratuidades para deficientes em  atividades culturais e, claro, o fim das cotas para deficientes nos concursos públicos e nas grandes empresas, porque ” quem for bom vai ser contratado, sendo deficiente ou não”.
É claro que sempre existiu gente má, perversa, emocionalmente doente, gente que acha que pessoas com deficiências físicas ou mentais deveriam mesmo é ser eliminadas – talvez sem se dar conta que eles próprios, neste caso, poderiam ser, por deficiência de humanidade.
Mas o que repugna é que, no Brasil de hoje, estes ratos saíram de suas tocas imundas.
E os “politicamente corretos”, alegando “democracia” e “republicanismo” não os chamam do que são: filhos da puta, com as minhas desculpas às putas, que não merecem isso.
Eles podem até não saber disso, mas são nazistas. São os homens da “eugenia”, os que consideram seres humanos inferiores por natureza, os que não os vêem como seus irmãos mais frágeis, ao qual qualquer irmão protege.
Deus nos livre de que tenham filhos com deficiências, porque estas crianças precisam de gente que ame, de gente que apóie, de gente que só os discrimine com mais amor, mais atenção, mais carinho, mais delicadeza.
Só há um tipo de deficiente que não merece isso, os deficientes de humanidade, de compaixão,  de coração, como estes – de novo, perdão, escrotos.
E se alguém disse que temos de aceitá-los assim, porque isso é a democracia, então maldita seja esta democracia.
Mas não é. É, como disse, o nazismo.
PS. Se isso for um golpe publicitário, mantenho o FDP e todos os outros conceitos para seus autores

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Caso Wikipedia/filho de Lula é vingança da PF; show tem que continuar

filho de lula
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A forma como a mídia apresentou conclusão descabida e maliciosa da Polícia Federal sobre o filho do ex-presidente Lula Luíz Cláudio dá a entender que ele teria entregado uma cópia de material da Wikipédia à empresa M&M em troca de 2,4 milhões de reais.
É uma maluquice. Significa que apesar do valor do negócio, a empresa do filho do ex-presidente sequer se deu ao trabalho de contratar alguém – por uma fração mínima do montante auferido – para produzir alguma coisa mais elaborada.
Ninguém seria tão estúpido. Basta um mínimo de bom senso para perceber que há alguma coisa estranha nessa história.
Começa pelo fato de que, a cada reprodução da reportagem do Jornal Nacional que fez essa denúncia, a história vai sendo cada vez mais distorcida. A reportagem relata conclusão da PF de que “partes do trabalho foram copiadas da internet, em especial do site Wikipédia”.
Na versão que se espalha, porém, o trabalho todo que a LFT Marketing Esportivo, de Luís Cláudio Lula da Silva, prestou à M&M teria sido integralmente extraído da enciclopédia eletrônica.
Como dizem, quem conta um conto aumenta um ponto…
Mas é isso mesmo, o trabalho foi “chupado” integralmente da internet? O que o acusado tem a dizer sobre isso? Como pode uma acusação dessa gravidade, feita em quase cinco minutos de reportagem, não conter o contraponto, o famoso “outro lado”?
O Blog foi atrás de ouvir esse “outro lado”, que, apesar de não parecer, existiu. E contém explicação que, se fosse veiculada pelo telejornal da Globo e pelas outras matérias da imprensa antipetista, permitiria ao menos o benefício da dúvida ao ex-presidente e seu filho.
Em primeiro lugar, vamos entender que o que a PF diz ter sido “o trabalho” da LFT Marketing Esportivo para a Marcondes & Mautoni, de Mauro Marcondes, empresário preso na Operação Zelotes, não é TODO o trabalho e, sim, apenas uma apresentação do trabalho que seria desenvolvido.
Repito: os 2,4 milhões de reais pagos à LFT não decorreram do material que a PF analisou, que foi apenas um briefing, uma apresentação do trabalho que seria prestado.
De acordo com a divulgação de trechos do relatório do IPL nº 1.424/15-4 revelados pela imprensa, a Polícia Federal criticou a qualidade dos trabalhos realizados para a Marcondes & Mautoni pela LFT Marketing Esportivo Ltda, de propriedade de Luís Cláudio Lula da Silva.
Segundo o advogado de Luíz Cláudio, Cristiano Zanin Martins, os relatórios entregues espontaneamente por Luís Cláudio à PF são “apenas uma parte da prestação de serviço contratada pela M&M, e não seu todo”.
Por que foi feita essa armação? Simples: porque a Polícia Federal e o Ministério Público não conseguiram apontar qualquer conduta ilegal de Luís Cláudio em relação aos assuntos investigados na chamada “Operação Zelotes”, mesmo tendo aberto, de modo ilegal, diversos procedimentos investigatórios e recorrido a medidas invasivas já reconhecidas por desproporcionais e ilegais pela Desembargadora Neusa Alves, do TRF da 1ª. Região.
Os fatos relacionados à “Operação Zelotes” são objeto de investigação do MPF através do Procedimento Investigatório Criminal (PIC) nº4, de 24 de abril de 2014. A despeito disso, a PF instaurou o IPL nº 1.424, em 23 de outubro de 2015, com o mesmo objeto.
Para quem não sabe, não é legal a existência de vários inquéritos para tratar do mesmo objeto. Isso é uma aberração jurídica. Ainda assim, em ambos os procedimentos Luís Cláudio está sendo instado a apresentar as mesmas informações.
Seja como for, a ausência de elementos contra o filho de Lula fez com que o inquérito fosse concluído sem que houvesse qualquer elemento para o indiciamento do acusado.
Sim, é isso mesmo que você leu: a afirmação de que o filho de Lula extraiu da Wikipédia o material pelo qual a M&M teria pago 2,4 milhões de reais foi feita no âmbito da conclusão do inquérito que teria apurado esse “fato”, e esse inquérito foi concluído sem indiciar o filho de Lula.
É mole ou quer mais, leitor? Quer mais? Então vamos lá.
Em primeiro lugar, o material produzido pela LFT para a fase dos trabalhos que prestou à M&M e que foi analisado pela PF não se trata de obra concluída. O material que a PF analisou foi feito para avaliar e traçar cenários de mercado e tendências, considerando o objeto da contratação.
Todavia, foi interrompido o fluxo do trabalho por dificuldades enfrentadas pela contratante, a M&m, já que seu proprietário foi preso pela Operação Zelotes. O trabalho no valor de 2,4 milhões de reais, se fosse totalmente desenvolvido, seria muito maior e mais complexo.
Antes de mais nada, há que explicar que o know-how da LFT e da Touchdown Promoções de Eventos Esportivos Ltda – outra empresa de Luís Cláudio – e a compatibilidade dos valores por estas movimentados no seu mercado setorial foi objeto de análise e parecer do Professor Carlos Roberto Ferreira Ayres, da LA Consultores, e professor de Finanças Empresariais e de Mercado Financeiro das Faculdades de Economia e Administração de Empresas da Faculdade Armando Álvares Penteado (FAAP).
O trabalho da consultoria em questão comprova que duas empresas do filho de Lula são pioneiras na promoção e patrocínio do Futebol Americano no Brasil.
O estudo em questão revela que a LFT e Touchdown têm potencial para a exploração de um mercado avaliado em US$ 20 bilhões em 2013, nos Estados Unidos, e de cerca de US$ 1,26 bilhão anuais no País, o que equivaleria a 30% apenas do potencial de patrocínio projetado para a América Central e do Sul, com base na estimativa da empresa norte-americana IEG LLC.
Pelo Relatório da IEG (Sponsorship Report), especializada em informações estratégicas de marketing, o futebol americano fica com 70% das verbas globais de patrocínioOs trabalhos da LFT para a M&M voltaram-se a explorar exatamente esse potencial.
A defesa de Luiz Cláudio apresentou às autoridades o teor completo do que seria o trabalho da LFT para a M&M, mas, claro, a nossa “gloriosa” mídia antipetista não se preocupou em oferecer tais informações ao público.
Confira abaixo, portanto, em que consistiria o trabalho a ser prestado pela LFT à M&M:
Estudo 1
Focou a estratégia de associar uma marca/empresa ao esporte, como fator gerador de grande impacto público. O estudo apontou as diversas vantagens das empresas em patrocinar esportes, tais como “alternativa à mídia convencional”, “reforço ou construção da imagem institucional”, “segmentação do público-alvo”, “rejuvenescimento da imagem”, “diversificação das metas estratégicas de propaganda” etc. O estudo mostrou também a necessidade de serem observadas diversas fases até a implantação do projeto de associação da marca ao esporte, tais como: “escolha dos líderes” – exemplos de personalidades e o perfil de cada uma (inspirador, autoritário, coercitivo, paternal etc); importância da “comunicação e divulgação, indicado os diversos meios; escolha do torneio, e, ainda, a realização de “avaliação final”;
Estudo 2
Tratou das oportunidades das Olimpíadas de 2016, no âmbito do marketing esportivo. Abordou características do Rio de Janeiro e do megaevento, detendo-se nos legados que resultarão das Olimpíadas e seus impactos. Apontou patrocinadores e apoiadores do evento, os “pacotes de mídia” existentes e o papel das mídias sociais. A partir desse quadro, delinearam-se as oportunidades efetivas geradas pelo megaevento e a possibilidade de criar “legado proprietário”, a criação da “casa dos países”, de forma que “as montadoras internacionais consigam utilizar desde o começo o processo das olimpíadas e consolidar a percepção de que as melhores marcas se fazem presentes;
Estudo 3
Verteu sobre a avaliação da “viabilidade de ações de patrocínio das arenas construídas para a Copa do Mundo”. O trabalho envolveu uma análise sobre as múltiplas funções de uma arena. Alguns dados geográficos e demográficos para o estudo são públicos e estão presentes na internet. Também foi abordada a média de público em cada arena nos torneios nacionais realizados em 2014. Enfrentou-se, também, as experiências de outros países no uso de arenas construídas para alguns eventos esportivos;
Estudo 4
Abordou o impacto da Copa do Mundo no desempenho de empresas patrocinadoras, descrevendo o que deve “servir de exemplo e referência” para qualquer companhia interessada nesse tipo de apoio. Destacou os fatores macro e microeconômicos que são determinantes no processo de patrocínio. O trabalho abordou a “Trajetória da imagem da Copa do Mundo no Brasil”, citando pesquisa Datafolha realizada em 2008, um ano após o País ser indicado como sede do evento. O estudo avaliou a trajetória da percepção dos brasileiros, que apoiaram e depois rejeitaram a iniciativa. E, ao final, fez a conexão com o segmento automobilístico, mostrando que a cadeia de valor dessa indústria tem potencial para colher os benefícios de grandes patrocínios considerando:
1. o fato de o automóvel estar vinculado aos consumidores no universo dos desejos;
2. existir intrinsecamente um desejo de compra do bem pelos consumidores;
3. os grandes centros urbanos serem foco de consumo de veículos e de informação esportiva;
4. as concessionárias poderem ser pontos de apoio e territórios esportivos colhendo os benefícios do fluxo de consumidores.
A Touchdown – promotora do Futebol Americano – e a LFT, especializada em ferramentas de marketing esportivo, são as duas maiores empresas no segmento brasileiro, em desenvolvimento.
Do torneio promovido pela Touchdown participam Flamengo, Vasco da Gama, Botafogo, Santos, Corinthian e Portuguesa. Fazem ainda parte dos campeonatos regionais o Juventude (RS), T-Rex (SC), Vila Velha – Tritões (ES) e Tubarões do Serrado (DF). Times de inquestionável expressão em seu setor.
Dada a força do mercado no torneio administrado pela Touchdown, nada mais natural “que os investimentos em marketing esportivo voltados ao futebol americano se concentrem na LFT, face a natural complementaridade entre as atividades das duas empresas”, diz Carlos Ayres, autor do estudo feito para sustentar a lisura da atividade das empresas do filho de Lula.
A defesa de Luíz Clúdio informa, também, que os valores recebidos por seu cliente enquadram-se nas faixas de atuação em seu mercado e ele já informou à PF que destinou expressiva parte do montante recebido à realização dos Torneios Touchdown.
Luiz Cláudio pode provar isso, segundo sua defesa. Ou seja: os 2,4 milhões não foram pagos em troca de um papelucho copiado da internet, como quer fazer a matéria da Globo e as que repercutem essa tese maluca.
Mas o mais importante é que essa celeuma toda foi feita sem que tivesse havido indiciamento de Luíz Cláudio. Ora, dada a forma como a história da Wikipédia foi apresentada, no mínimo o inquérito onde essa versão surgiu deveria ter sido concluído com o indiciamento do acusado, mas não foi o que ocorreu.
A história da Wikipédia, no entender da defesa de Luíz Cláudio, não passa de uma vingança da PF por não ter conseguido reunir prova alguma contra o acusado que permitisse seu indiciamento. Assim, esse setor da PF teria optado por causar um “prejuízo de imagem” não o filho de Lula, mas ao pai dele.
Além disso, a intenção da PF teria sido oferecer um elemento para abrir mais uma investigação, apesar das outras em curso, apesar de que todas deveriam estar reunidas em um processo só, de acordo com a lei.
A fonte que conversou com o Blog deu uma explicação prosaica, porém muito eloquente, para essa aparente armação que procura transformar em escândalo uma investigação que foi concluída sem dar em nada:
“O show tem que continuar”
*
PS: Conheça o trabalho das empresas do filho de Lula em matéria do jornal O Globo que você pode ler clicandoaqui
PS 2: Atenção, em contato com fonte ligada a Luíz Cláudio o Blog obteve informação da qual já suspeitava: NÃO FOI FEITO O PAGAMENTO INTEGRAL DE 2,4 MILHÕES PELA CONSULTORIA CONFORME A MÍDIA NOTICIA PORQUE O NEGÓCIO FOI INTERROMPIDO DEVIDO À PRISÃO DO DONO DA EMPRESA CONTRATANTE, JÁ QUE O MATERIAL ENTREGUE PELA LFT À M&M FOI SÓ UMA APRESENTAÇÃO DO TRABALHO.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Delcídio joga luz no ventilador do PSDB O Não Vem ao Caso vai peitar os tucanos do Delcídio?

meu preciado
Sugestão do amigo navegante Antonio Marcos Carvalho
Delcídio mandava em Cerveró.

Fernando Baiano era laranja de Preciado.

André Esteves bancava as safadezas do Delcídio.

A roubalheira transcendia a diretoria de Gás da Petrobras do Fernando Henrique.

Chegava à Alstom, onde reinavam, até agora solitários, os imputáveis tucanos de São Paulo !

Não é isso, amigo navegante?

Então, vamos ver se será republicana a Polícia Federal do zé, essa polícia “daquela anta”, quegrampeia mictório, a gloriosa PF  do “japonês bonzinho”.

Vamos ver se o Dr Janot e seus De Pequenis procuradores fanfarrões vão procurar só o que querem achar.

Vão a Furnas

Vão procurar saber o que o Aecím fez com a Andrade Gutierrez?

Vamos ver.

E vamos ver se o doutor Não Vem Ao Caso vai tratar os tucanos do Delcídio como tratou o dachuva de dinheiro.

A gravação do Delcídio joga luz no ventilador da Casa Grande.

Provoca um curto-circuito no PT – leia “o melhor é garantir o empate”.

E no PSDB.

É um apagão na Casa Grande!

Aquele apagão que a Urubóloga deve à Dilma.

Estão lá todos os Varões tucanos.

O Tartufo Fernando Henrique, pai da Privataria em que se destacaram o Preciado e o Ricardo Sergio de Oliveira.

FHC é pai da roubalheira na diretoria de Gás da Petrobras.

O Delcídio, quando estava ali, no Governo FHC,  era do PSDB!

Roubava com a impunidade – até agora – tucana!

Também se ilumina o Aecím, que passou a lua de mel em hotel de rico em Nova York, à custa de banqueiro (safado?).

E o  Padim Pade Cerra.

Se o Baiano é laranja do Cerveró, o Preciado pode ser o laranja do Cerra?

Será que o Delcídio vai finalmente esclarecer o  enigma que persegue a República – de que vive o Cerra?

E o Dr Moro?

Vai peitar os tucanos?

Paulo Henrique Amorim

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Eleitor e financiador de Aécio, na mídia banqueiro preso vira “amigo de Lula”


esteves capa
O Brasil foi subjugado por uma ditadura de idiotas amnésicos. Qualquer cidadão que tenha nascido e crescido neste país sabe muito bem o que todo mundo sempre soube: empreiteiros e banqueiros fazem negociatas, corrompem políticos. E quando é que passaram a ser incomodados pela lei? Só após o PT chegar ao poder. Ponto.
Mas o pior mesmo é a tentativa escandalosa da mídia de vincular a Lula e ao PT o banqueiro André Esteves, do banco BTG-PACTUAL, preso na última quarta-feira por conspirar com o senador Delcídio do Amaral para atrapalharem a Operação Lava Jato.
Na Folha de São Paulo, por exemplo, matéria afirma que Esteves seria “empresário do PT”. Diz a matéria:
Nos anos Lula-Dilma, muitos empresários se aproximaram do governo em busca de benesses e bons negócios. Quatro deles se notabilizaram pelo crescimento do seu império no período: Marcelo Odebrecht, André Esteves, Eike Batista e Joesley Batista
Epa! Esteves? Que papo é esse? Por que ele é “empresário do PT”?
Em O Globo desta quinta-feira, Esteves vira amigo “sobretudo do PT”
esteves 2
Como todos sabem, Esteves transitava com desenvoltura entre a classe política. Na mesma Folha, na coluna de Monica Bergamo, informação que mostra que classificar Esteves como “empresário do PT” é uma piada.
O banqueiro André Esteves era tão próximo de Lula que, quando visitava o ex-presidente no Hospital Sírio-Libanês quando ele se tratava de um câncer na laringe, subia ao quarto do petista por um elevador privativo. Amigo também do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Esteves não escondia de ninguém que tinha votado nele para presidente em 2014. Ele foi inclusive a jantares de apoio ao tucano. O banqueiro gostava de Lula -mas não do governo de Dilma Rousseff“.
Que papo furado é esse? Todos os que Lula recebia no Hospital Sírio-Libanês, quando esteve doente, subiam ao quarto dele pelo elevador privativo. Lula, por óbvio, não recebia no hospital qualquer um que quisesse visitá-lo. Só personalidades e amigos íntimos.
O mais incrível é isso ser dito no momento em que está sendo lembrado que esse banqueiro pagou a lua-de-mel de Aécio, nos EUA, em 2013, quando o tucano se casou com uma modelo para ter “família” para apresentar na campanha de 2014.
Vale rever matéria de O Globo publicada em 11 de outubro de 2013.
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No ano passado, Esteves doou R$ 6,2 milhões à campanha de Dilma Rousseff e R$ 5 milhões à de Aécio. O deputado Eduardo Cunha recebeu R$ 500 mil.
Como é que faz? O dinheiro para Aécio é limpo e o dinheiro para Dilma se deve negócios escusos do banqueiro com o governo? Se for por isso, Esteves, e tantos outros banqueiros e empreiteiros acusados, também têm negócios, por exemplo, com Estados e municípios governados pelo PSDB, ora bolas.
Causa engulhos a tentativa de vincular Esteves ao PT e a Lula. Quer dizer que o banqueiro doa dinheiro para a campanha de Aécio, declara voto em Aécio, paga a lua-de-mel de Aécio, mas é “amigo íntimo” de Lula?
Esteves, como qualquer outro empreiteiro ou banqueiro, faz agrados a políticos importantes como seguro contra antipatia. Isso sempre foi assim. E é óbvio que sempre que for possível um governo petista ou tucano ser “gentil” com seus doadores, isso fatalmente ocorrerá.
Eis por que financiamento privado de campanhas é uma excrescência. Qualquer campanha eleitoral custa uma pequena fortuna. Qualquer partido que tente disputar uma eleição sem essas doações certamente estará condenado a jamais vencer.
Quem realmente apoia a corrupção é quem tenta vender a história de que toda a corrupção que finalmente está sendo investigada e punida por ação exclusiva dos governos do PT só passou a existir depois que esse partido chegou ao poder. Essa versão pretende proteger corruptos de outros partidos para que roubem em paz se voltarem ao poder.

Bumlai foi sócio do Galvão Bueno e do Saad Saad e Jovelino, o do apê em que o FHC fica em Paris. Tudo a mesma sopa - PHA com o Mino


bessinha chega de rodeios
A propósito do "amigo do Lula", vale a pena ser apresentado a outras amizades do amigo do Galvão Bueno, segundo a Rede Brasil Atual.

E não deixe de ler "quando o Moro vai prender o "amigo do Bumlai?".


Mídia esconde verdadeiras 'relações perigosas' de Bumlai

Preso pela Lava Jato, pecuarista foi sócio do global Galvão Bueno, do dono da Band, João Carlos Saad, e do ex-prefeito de Santos Beto Mansur (PSDB, PP e PRB). Mas imprensa só fala em "amigo do Lula" 
 
por Helena Sthephanowitz, para a RBA 

Em mais uma fase da Operação Lava Jato foi preso preventivamente o pecuarista José Carlos Bumlai, na manhã de ontem (24). O Ministério Público afirma que as delações premiadas justificam a prisão. A defesa de Bumlai afirma que o empresário tem como provar com documentos que os delatores mentiram no caso dele.

As manchetes da imprensa tradicional usaram e abusaram da expressão "amigo de Lula" para se referir ao empresário preso, numa tentativa de mais uma vez associar o ex-presidente a denúncias de corrupção. Se depender da leitura das manchetes o pecuarista está preso por ser "amigo de Lula", tamanha a ênfase dada. Apesar disso, os próprios procuradores da força-tarefa que prenderam o pecuarista afirmaram claramente, em entrevista coletiva, que não há nenhuma prova contra o ex-presidente.

O que existe é o "uso indevido do nome e da autoridade do ex-presidente da República, que, mesmo não mais no cargo, ainda é uma das pessoas mais poderosas do país", segundo despacho do próprio Sergio Moro, o juiz que encabeça as investigações e sobre o qual pairam inúmeras denúncias de seletividade e parcialidade de sua condução.

De acordo com as notícias publicada na imprensa, Bumlai só foi apresentado a Lula em 2002, quando já era um dos maiores criadores de gado do Brasil. Fez o mesmo que outros grandes empresários dispostos ao diálogo, considerando que, à época, muitos hostilizavam ou temiam um governo petista.

Mas, convenhamos, se "ser amigo" já é criminalizado pela imprensa tradicional, como deveriam tratar "ser sócio"?

Pois o narrador esportivo da TV Globo Galvão Bueno foi sócio de Bumlai na rede de fast food Burger King no Brasil, numa composição empresarial que tinha ainda o ex-prefeito de Santos e atual deputado federal Beto Mansur (ex-PSDB, ex-PP e atualmente no PRB) e do piloto de Fórmula Indy Hélio Castro Neves.

João Carlos Saad, dono da TV Bandeirantes, foi sócio de Bumlai na TV Terraviva, dedicada ao agronegócio, que também teve como sócio o também empresário Jovelino Mineiro, que por sua vez, foi sócio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na fazenda Córrego da Ponte, no município mineiro de Buritis.

O pecuarista José Carlos Bumlai tem muitos outros amigos políticos, alguns deles graúdos empresários da bancada ruralista. O ex-governador de Mato Grosso e atual senador Blairo Maggi (PMDB-MT), o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Jorge Picciani (PMDB-RJ), criador de gado; Jonas Barcelos (ex-dono de freeshops em aeroportos e ligado ao ex-senador Jorge Bornhausen (PSD-SC), também criador de gado. E se aproximou de petistas matogrossenses antes de Lula chegar à presidência, no período em que o PT governou Mato Grosso.

É óbvio que ninguém pode ser criminalizado por atos de terceiros, apenas por ser sócio, parente, amigo, colega de trabalho ou o quer que seja, se não participou de atos ilegais.

Mas é óbvio também que há muito cinismo dos veículos de comunicação que tiveram negócios com Bumlai, em apresentá-lo ao distinto público apenas como se fosse "amigo" exclusivamente de Lula.

Entrevista de Bumlai em 2009 à revista IstoÉ Dinheiro Rural mostra a trajetória do então queridinho da mídia: "Nascido em Corumbá, sua família o mandou para estudar em São Paulo em um colégio católico frequentado pela elite paulistana. Foi colega de aula de Luiz Fernando Furlan (ex-dono da Sadia e ex-ministro no primeiro governo Lula) e do ex-presidente da Nestlé, Ivan Zurita. Depois estudou engenharia na Universidade Mackenzie nos anos 1960, frequentada pela elite na época.

Trabalhou 30 anos com o "rei da soja" Olacyr de Moraes, boa parte do tempo em cargos de direção do Grupo Itamaraty, que tinha a empreiteira Constran e o extinto Banco Itamaraty. Com Olacyr, Bumlay introduziu o cultivo de cana em Mato Grosso do Sul e produção de etanol.

Ele também fez parte da diretoria de associações patronais ligadas ao agronegócio. É óbvio que, com um currículo destes, Bumlai deva ter conhecido muitos políticos e autoridades desde o tempo da ditadura – de alguns pode ter virado amigo e de outros, sócio e parceiro.

Em 2002 conheceu o ex-presidente Lula, e foi um dos empresários de grande porte do agronegócio que abriu canais de diálogo com o governo petista, quando o setor tinha um diálogo difícil com o PT. Integrou o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), fórum criado no governo Lula para empresários, trabalhadores e outros agentes da sociedade debaterem ideias e pactuarem soluções e políticas públicas para o desenvolvimento.

Se Bumlai se meteu em alguma falcatrua, ou se usou o nome do ex-presidente indevidamente (ele nega), ainda está para ser esclarecido. Se o Ministério Público vai provar algo realmente ilícito contra o pecuarista, ou se ele está preso apenas por ser "amigo de Lula", como insinuam as manchetes, também veremos.

Afinal na fase anterior da Operação Lava Jato, o Ministério Público Federal escreveu com todas as letras que Gregório Marin Preciado – ex-sócio e muito ligado e parente do senador José Serra (PSDB-SP) – foi o operador de uma propina de US$ 15 milhões na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, mas nenhuma prisão preventiva foi pedida, muito menos nenhum mandato de busca e apreensão em seus endereços foi feito.

Recuar a defesa e garantir o empate! O que se salva é a honradez da Dilma!

eneas troia
Enéas salva o pai e o filho e foge da Troia destruída
O ansioso blogueiro participou da parte final de um debate, ontem, no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo sobre o direito de resposta.

Nessa quinta-feira, 26/11, ali estará o destemido Senador Requião, autor da  lei.

O ansioso blogueiro considerou que se sentia, ali, como um habitante de Troia, assim que Odisseu abriu a porta do cavalo.

Um habitante de Hiroshima, quando o Enola Gay jogou seu artefato lá em baixo.

Um morador de Pompéia ao receber as primeiras manifestações do Vesúvio.

O Brasil fez um a zero com a eleição de Lula em 2002.

Dois a zero com a reeleição.

Três a zero com a eleição de Dilma.

Quatro a zero, na reeleição de Dilma.

Aí, o time da Casa Grande foi lá com o mensalão e a Lava Jato e empatou o jogo.

O que fazer?

4 a 4.

Botar os onze na defesa e, se possível, chamar o banco para ajudar a fechar o gol.

Com a prisão do líder do Governo do PT no Senado e do banqueiro André Esteves, o melhor que pode acontecer é garantir o resultado.

Um empate com sabor de vitória.

Porque, daqui para a frente, as instituições estão TODAS desmoralizadas.

Mesmo aquelas que sustentavam o projeto do Lula e da Dilma.

Não se surpreendam.

A Lava Jato ainda vai tirar dinheiro do Bolsa Família!

Então, o jeito é garantir, pelo menos, o Direito de Resposta que, provavelmente, cairá no Supremo, com as adocicadas palavras do Big Ben de Propriá.  

Na aposentadoria, o ex-petista, indicado por Lula, continuou a defender a Casa Grande, com empenho e doutos pareceres.

A Globo sairá vitoriosa, na derrota!

Como é que o Delcídio entrou para o PT?

Como é que o Delcídio foi candidato a Governador pelo PT?

O PT não sabia do que o Delcídio fazia na Braspetro do Farol de Alexandria?

Como é que um diretor de subsidiária da Petrobras tinha aquele padrão de vida?

Como é que o Delcídio chegou a líder de um Governo do PT?

Um diálogo entre El Chapo e Pablo Escobar seria menos asqueroso do que o do Delcídio com seus asseclas, no gabinete do Senado!

O PT vai levar anos e anos, talvez mais do que o PSOE espanhol, para se recompor diante de tanta sordidez.

Se não acabar como os comunistas italianos que sumiram depois das Mãos Limpas!

O Senado cedeu sua autonomia e entregou ao Supremo.

Não podia fazer diferente !

Os indícios contra o suave Delcídio, o patrono da patranha da repatriação - agora se sabe por que! – eram arrasadores.

O PT é que não precisava votar contra a prisão dele!

Para que?

Para defender o que?

Um malfeitor?

O Senado tem vários Delcídios, como se sabe.

De Minas a Pernambuco!

O Ministro Teori e seus colegas do Supremo se indignaram com a sugestão de que Delcídio queria “chegar” a eles!

A reação dos ministros foi exemplar!

Mas, só agora descobriram que há um vazamento na Lava-Jato para beneficiar os “graudos”!

Um, não.

São quatro, cinco vazamentos por dia.

Dali da Lava Jato saem vazamentos diários contra os inimigos e para os amigos: o PiG!

Isso é gravíssmo?

Claro!

E alguém fez alguma coisa?

Nada!

Porque, até agora, os vazamentos eram só para ferrar o PT!

E, como o Eduardo Cunha, que não será preso porque serve aos adversários do PT, os vazamentos tinham direção política.

Por isso ninguém “percebia”!

Porque a Justiça brasileira, como o Ministro (sic) Gilmar, tem lado ! (Leia “o PT acusa e Gilmar e Moro se calam”).

A Operação Lava Jato tem lado: prender o Lula para não ser candidato em 2018.

A Justiça também se esborrachou nos grampos da gang do Delcídio.

Ela foi vítima e sua cumplicidade se tornou evidente!

Dali, da Justiça de Guantánamo, vaza tudo!

O Ministério Público é outro!

São Procuradores que procuram o que querem achar!

Estão indignados com o Delcídio, mas se lavam nas aguas as mornas de Furnas!

Por que ainda não mandou prender o Cunha?

O Fernando Bezerra, que talvez saiba quem é o dono do jatinho do Eduardo Campos, não é isso, Youssef?

A Polícia Federal foi aparelhada!

E o PiG é serviçal da Casa Grande!

Serviçal, cúmplice e agente de toda a patifaria!

O que sobra?

A honradez da Dilma!

Mas, e o Governo Dilma?

E esse Levy, discípulo atrasado dos Chicago Boys do Pinochet?

Cuja estratégia é jogar o Brasil numa vala de depressão e tentar reconstrui-lo com os sobreviventes!

E o Ministro da Justiça, que só abre a boca para dizer bobagem – para ser gentil!

Um Ministro da Justiça que operou a CPI dos Correios com o Delcídio, para tirar o Daniel Dantas da forca!

Ora, me engana que eu gosto!

A Dilma não vai cair.

Os Golpistas se desmoralizaram.

Como disse o Franklin Martins, no Sindicato, ela não vai cair porque o povo brasileiro aprendeu a prezar a Democracia!

E os Golpistas do café da manhã na casa do Cunha estão acuados.

Aecím passou a lua de mel no Waldorf Astoria à custa do banqueiro encarcerado.

O Cerra foi xavecar o Delcídio para salvar seu cunhado e sócio o notório Preciado.

(O Amaury Ribeiro Junior, do Privataria Tucana, escreveu a biografia não-autorizada doPríncipe da Privataria, do Padim Pade Cerra e do notório Preciado!)

As lavas do Vesúvio se espalharam por toda a República.

Não sobrou nada de Hiroshima.

A esperança do ansioso blogueiro é que, de Tróia, Eneas consiga escapar e fundar Roma!

Paulo Henrique Amorim