Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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sexta-feira, 22 de abril de 2016

GALERIA DOS HIPÓCRITAS • a turma do golpe que diz uma coisa e faz outra

Deputado que votou contra “oligarquia” do PT é réu por fraudar sistema financeiro; “milionário” falido, tucano gerou onda de “frangos canibais” no Paraná

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Kaefer no momento decisivo e no álbum de família com a filha Alessandra e a esposa Clarice; ambas foram acusadas pelo juiz Pedro Ivo de serem “testas-de-ferro” do deputado
Por Luiz Carlos Azenha
Ele teve a fama de ser “o deputado federal mais rico do Brasil” por causa da declaração de patrimônio que fez à Justiça Eleitoral antes das eleições de 2014.
No entanto, àquela altura seu império empresarial estava falido.
No início de 2013, um episódio espantoso marcou os moradores de Capanema, no interior do Paraná, onde ficam granjas fornecedoras do Grupo Diplomata, de Alfredo Kaefer.
Galináceos famintos, logo taxados de “canibais”, passaram a ciscar livremente quando o empresário ficou sem dinheiro para alimentar cerca de 500 mil frangos em sua cadeia produtiva.
O mesmo aconteceu em Xaxim, Santa Catarina (ver vídeo no pé do post).
O jornalismo bovino não se deu ao trabalho nem de ler detidamente a declaração de patrimônio do tucano, que fornecia pista decisiva: lá está registrado que, dos R$ 108 milhões de patrimônio que Alfredo Kaefer declarou, R$ 69 mi eram em créditos a receber pela transferência de ações à esposa Clarice.
Um indício de transferência de patrimônio para escapar dos credores.
OS REIS DO FRANGO
A família Kaefer é gaúcha, mas migrou para o Paraná. Dela fazem parte empresários de sucesso, como Velci e Roberto Kaefer, donos da Globoaves. Eles enriqueceram com a expansão repentina das exportações brasileiras de carne de frango e a conquista de novos mercados.
Alfredo foi o único que enveredou pela política partidária, depois de uma história empresarial repleta de episódios obscuros.
Nos últimos meses, o deputado vestiu verde-amarelo para frequentar manifestações pró-impeachment.
Mais recentemente, depois que tornou-se líder do PSL no Congresso, ajudou a articular uma frente com outros partidos nanicos — PTN, PHS, PROS e PEN — para dar votos à iniciativa do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de golpear Dilma.
No momento decisivo, 17 de abril, votou “pela liberdade, pela democracia, por um futuro melhor”, em honra do povo do Paraná e “das pessoas de bem que querem tirar uma oligarquia instalada nesse poder”. Referia-se, logicamente, à oligarquia do PT.
Kaefer foi muito aplaudido e disseminou nas redes sociais fotos registrando suas aparições nas transmissões de várias emissoras de TV. O auge da atuação parlamentar dele, ironicamente, veio quase junto com a falência empresarial.
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Enquanto funcionários de suas empresas protestavam no Paraná, com meses de salários atrasados, o tucano cuidava de sua campanha à reeleição em 2014; desprestigiado por Beto Richa em disputas locais, Kaefer pulou do ninho tucano para o de Eduardo Cunha
FUGA RUMO À POLÍTICA?
Jacob Alfredo Stoeffels Kaefer é deputado federal em terceiro mandato.
Teve 82.554 votos em 2014. Declarou gastos de mais de R$ 4,7 milhões.
R$ 1 milhão foi em dinheiro pessoal doado à própria campanha. Outros R$ 700 mil vieram de empresas dos parentes da Globoaves. Outro milhão veio da Pluma Agro Avícola. A Dial Distribuição e Logística entrou com mais de R$ 1,2 milhão. Ou seja, o terceiro mandato foi majoritariamente bancado por gente muito próxima.
Mas pelo menos Kaefer conseguiu evitar o vexame de 2010, quando o Grupo Diplomata doou diretamente à campanha dele R$ 1,6 milhão, com registro na Justiça Eleitoral.
Causou mal estar entre os funcionários. Na época, ex-funcionários tinham descoberto que empresas do grupo tinham deixado de depositar no Fundo de Garantia — em alguns casos, desde 2009.
Fã de Fernando Henrique Cardoso, Alfredo chegou a fazer parte da Executiva Nacional do PSDB antes de mudar para o pequeno Partido Social Liberal (PSL), por se julgar desprezado pelo governador tucano do Paraná, Beto Richa, depois de se reeleger em 2014:
Foi uma decisão difícil. Sempre fui companheiro de primeira ordem do governador Beto Richa, desde os tempos em que era prefeito de Curitiba. Fui um dos articuladores para que disputasse a eleição para o governo do estado em 2010. Construí bases eleitorais no oeste, sudoeste e noroeste do estado que trabalharam com afinco para elegê-lo, e fui relegado a segundo plano assim que ele assumiu. Mesmo assim continuei dando total apoio ao seu governo. Em 2014 novamente trabalhei para que fosse reeleito e mais uma vez fui deixado de lado.
Se deixou de fazer parte de um partido importante, tornar-se líder do PSL deu a Kaefer um protagonismo inusitado. Foram dias em que ele, apesar de discreto, teve a maior projeção midiática de seus dez anos de Parlamento.
Por exemplo, o deputado paranaense teve o direito de discursar como liderança horas antes da votação em que foi aberto o processo contra Dilma.
Não desperdiçou a chance de detonar o PT:
Destruíram-se os fundamentos econômicos, em que o zelo fiscal foi totalmente abandonado, repercutindo a incerteza do mercado, que, como consequência, freou investimentos, cortou perspectivas, reduziu o consumo e a demanda, levando empresas a fazerem cortes, que refletiram em fechamento de negócios, comércios, fábricas e serviços, tendo como consequência a perda de milhares e milhares de empregos.
Para quem conhecia nos bastidores as agruras do empresário Kaefer, ficou no ar a sugestão de que ele estava atribuindo seu fracasso empresarial à má gestão econômica do PT.
Como veremos abaixo, não é exatamente o caso.
KAEFER COMO OLIGARCA
Oligarquia é “governo de poucos”. Se existe uma que dita as regras no Brasil, o deputado federal é certamente parte dela.
Em seu discurso na Câmara, o deputado condenou a gestão econômica de Dilma, mas o mesmo pode ser dito sobre a atuação dele como empresário.
Kaefer é réu no Supremo Tribunal Federal por crimes contra o sistema financeiro, dentre eles o de gestão fraudulenta.
Os crimes teriam sido cometidos em 2000, no governo FHC, portanto bem antes de o PT “falir” o Brasil.
Ele era presidente do conselho de administração da Sul Financeira e foi investigado por deixar de declarar ao Banco Central que a empresa de crédito tinha patrimônio de R$ 4,5 milhões e dívidas de R$ 72 milhões, com isso evitando a intervenção do BC.
Na mesma época, a Sul Financeira é suspeita de ter feito empréstimos a empresas do Grupo Diplomata com a intenção de mascarar dívidas.
Quando concorreu pela primeira vez à Câmara Federal, em 2006, Kaefer já era investigado pelos crimes acima descritos.
Diplomado, passou a ter foro privilegiado.
A ironia é que ele pode ter se utilizado do subterfúgio que o partido dele, o PSDB, atribui ao ex-presidente Lula.
Em agosto de 2007, ano do primeiro mandato de Kaefer na Câmara, o processo 2589, originário do Rio Grande do Sul, passou a tramitar no STF.
O deputado só se tornou réu em setembro de 2014, mais de sete anos depois, quando uma das acusações já tinha prescrito.
Trecho do relatório do ministro Luiz Fux, ao acatar a denúncia, diz:
 4. In casu, a denúncia imputa ao denunciado a suposta prática dos delitos de (i) prática de gestão fraudulenta, uma vez que, na condição de Diretor-Presidente do Conselho de Administração da SUL FINANCEIRA, autorizou a emissão de cartas-fiança para garantir a utilização de créditos tributários vendidos à LEWINSTON IMPORTADORA S/A, sem proceder aos devidos registros contábeis (art. 4º da Lei nº 7.492/86); (ii) induzir a erro e prestar informação falsa à repartição competente, em virtude da apresentação, por parte da SUL FINANCEIRA, de contrato de mútuo diverso daquele em que assumiu obrigações efetivas junto a terceiros para fins de saneamento patrimonial exigido pelo Banco Central (art. 6º da Lei nº 7.492/86); e (iii) tomada de empréstimos vedados, porquanto a SUL FINANCEIRA realizou operações de desconto de títulos à DIPLOMATA INDUSTRIAL E COMERCIAL LTDA, empresa cujo controle acionário era exercido pelo ora denunciado, bem como firmou empréstimo com a mesma DIPLOMATA INDUSTRIAL, valendo-se de pessoa jurídica interposta MRK REPRESENTAÇÕES COMERCIAIS LTDA, incorrendo os representantes legais da instituição financeira, o que inclui o denunciado, no delito do art. 17 da Lei nº 7.492/86.
5. O crime de prestação de informação falsa ao Banco Central, que teria sido praticado entre 2000 e 2001, já se encontra prescrito, considerado o lapso de mais de 12 anos decorridos desde os fatos narrados na denúncia, que é o prazo prescricional estabelecido no art. 109, III, do Código Penal para a pena máxima cominada em abstrato ao delito tipificado no art. 6º da Lei 7.492/86.
6. A denúncia preenche os requisitos formais do art. 41 do Código de Processo Penal, relativamente aos crimes de gestão fraudulenta (art. 4º) e concessão de empréstimo vedado (art. 17), todos da Lei nº 7.492/86 (Lei de crimes contra o sistema financeiro nacional).
Deveras, in casu:
a) ao contrário do que a defesa alegou em sua resposta preliminar, não se pode afirmar que o parlamentar foi denunciado meramente por ocupar a condição de sócio ou que estivesse destituído de qualquer poder de tomada de decisão na SUL FINANCEIRA.
Registre-se a segunda ironia: a defesa alega que Kaefer, por ser sócio da financeira, não era necessariamente sabedor ou autor das decisões da empresa.
Porém, ele corre o risco de ser alcançado pela mesma teoria do domínio do fato que levou petistas à cadeia no julgamento do mensalão.
O inquérito corre no STF há mais de oito anos, ainda sem solução.
O EMPRESÁRIO AFUNDA, O DEPUTADO SOBREVIVE
Em 2009, a financeira do deputado Kaefer foi oficialmente enterrada com uma dívida de R$ 100 milhões.
Ainda não ficou claro qual era exatamente a contaminação das outras empresas do grupo pela crise.
Houve atrasos no pagamentos de salários e de fornecedores, greves e protestos até que, em agosto de 2012, o Grupo Diplomata pediu recuperação judicial.
Kaefer causou um pequeno escândalo em 2014, quando alegou que precisava de “assistência judiciária integral e gratuita” para não pagar R$ 910 das custas de um processo.
Ao negar o pedido, a juiza Gabrielle Britto de Oliveira, de Cascavel, escreveu:
“Não é crível que o embargante [Alfredo Kaefer], com patrimônio declarado de mais de 100 milhões de reais, teria sua situação financeira abalada pelo pagamento das custas do processo. Seria, no mínimo, total falta de bom senso acreditar nisso. A fim de justificar o requerimento para concessão do benefício, o embargante alega que, na condição de avalista dos contratos de sua empresa, vem sofrendo diversas cobranças judiciais tendo que arcar com muitas custas processuais. Aduz, ainda, que a única renda que obtém é a do cargo público que ocupa e que o pagamento destas custas importaria em um desequilíbrio financeiro que atingiria a manutenção das necessidades da família”.
O fato é que as empresas do deputado já estavam falidas. O que no Brasil não significa, necessariamente, redução do patrimônio pessoal.
O impressionante é que Alfredo Kaefer se reelegeu assim mesmo.
O Grupo Diplomata teve a falência decretada oficialmente em Cascavel, no interior do Paraná, em dezembro de 2014.
A decisão do juiz Pedro Ivo Lins de Moreira, da Primeira Vara Cível, acompanhou parecer do MPE do Paraná e baseou-se em auditoria da Administradora Judicial Deloitte Touche Tohmatsu Consultores Ltda.
Segundo a sentença, a falência alcançou as seguintes empresas:
Diplomata S/A Industrial e Comercial, Klassul Industrial de Alimentos S/A, Attivare Engenharia e Eletricidade LTDA, Jornal Hoje LTDA, Paper Midia LTDA, União Alfa de Educação e Ensino Superior LTDA, Alfredo Kaefer & Cia LTDA, Super DIP Distribuição e Varejo LTDA, RCK Comunicações LTDA, DIP Petroleo Distribuidor de Combustíveis LTDA, Kaeman Agricola LTDA, Cizal Construções e Empreendimentos LTDA, Boa Vista Agropecuária LTDA, Electryx Serviços Eletricos LTDA, Sul Supercred Cia Securitizadora de Creditos Financeiros, West Side Shopping Center LTDA, Diplomata Oeste Avicultura LTDA, Diplomata Cascavel Cereais LTDA, Interagro Frigor, Ecco Nature Ambiental LTDA, Mineral Stone LTDA, KIT Trading Comercial Exportadora LTDA, Dip Card Administradora de Cartões de Crédito LTDA, DIP Flex Comércio de Combustíveis LTDA, Aeroporto Regional Oeste Paraná LTDA, Interagro Indústria e Comércio LTDA e Kaefer International Trading.
O juiz descreveu assim os principais dirigentes do Grupo Diplomata:
JACOB ALFREDO STOFFELS KAEFER: verdadeiro “controlador” do conglomerado. Ao que tudo indica, participou intensamente das principais operações societárias (inclusive as fraudulentas), que importaram confusão, dilapidação e desvio patrimonial. Enfim, não se comportou de acordo com a boa-fé, sobretudo quando criou, paralelamente, pessoas jurídicas para absorver as atividades das Recuperandas. Sua situação patrimonial atual, enquanto deputado federal “mais rico do Brasil” revela-se incompatível com a do empresário em situação de crise.
CLARICE ROMAN, na qualidade de companheira, sempre atuou ao lado do Sr. Alfredo, figurando, inclusive, como “testa-de-ferro” em algumas sociedades. Participou de várias operações que prejudicaram os credores. O mesmo pode ser dito com relação a FREDERICO AUGUSTO CECCATTO KAEFER e ALESSANDRA CENIRA CECCATO KAEFER, filhos do Sr. Alfredo Kaefer e, por isso, colocados na qualidade de sócios ou administradores de algumas sociedades, sendo induvidoso que conheciam todo o esquema. Além disso, suas autonomias patrimoniais podem estar sendo usadas para ocultar bens de seu genitor.
A falência do Grupo Diplomata foi decretada quando já corria no STF outro inquérito contra o deputado Alfredo Kaefer, que começou a tramitar na Corte em 22 de março de 2013.
Leva o número 3.678, está sob responsabilidade do ministro Marco Aurélio Mello e apura a acusação de “crimes contra o patrimônio”.
Kaefer teria praticado “ato fraudulento” com o potencial de prejudicar credores, “com fim de obter ou assegurar vantagem indevida para si ou para outrem”.
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TERCEIRA IRONIA: O MORO DE CASCAVEL
Em outra ironia, Kaefer moveu uma queixa-crime contra o juiz Pedro Ivo, o Moro de Cascavel, assim que a falência de suas empresas foi decretada.
Segundo a defesa, o magistrado incluiu na sentença afirmações que seriam equivalentes a chamar o deputado de “indivíduo de má-fe, caloteiro, fraudador, manipulador desonesto, predador, empresário desonesto, ímprobo entre outras expressões”.
O Tribunal de Justiça do Paraná rejeitou a queixa por unanimidade.
Numa investigação paralela determinada pelo juiz, apura-se agora a venda, em 2009, da Sul Financeira ao BicBanco, pelo valor irrisório de R$ 1. Isso mesmo, um real.
No documento oficial de venda, datado de 30 de outubro de 2009, Alfredo Kaefer admite que a empresa tinha patrimônio líquido negativo superior a R$ 100 milhões.
Posteriormente, foi apurado que a financeira tinha uma carteira de R$ 30 milhões “a receber”.
Escreveu o juiz Pedro Ivo:
“Logicamente, a cessão de carteira gera relevante impacto nos ativos a serem transferidos para o BicBanco, que, por óbvio tinha plena ciência dos mesmos, já que não consentiria com prejuízos da ordem de mais de R$ 30 milhões de reais, sobretudo porque auditou as contabilidades e tinha plena ciência dos números envolvendo a Sul Financeira. Ninguém ‘adquire’ uma Instituição Financeira sem realizar todos os cuidados e diligências prévias”.
O que se busca saber é se o negócio de um real de alguma forma prejudicou os credores do Grupo Diplomata.
JORNAIS COMO INSTRUMENTO DE RECEBER DINHEIRO PÚBLICO
Há três aditivos que estenderam a vigência do contrato até 24 de setembro de 2015.
O juiz Pedro Ivo também enveredou pelo assunto.
Ele suspeita que as empresas tenham sido utilizadas para esconder dinheiro de credores.
No mês passado, o juiz condenou Emilio Martini, administrador das empresas de comunicação do deputado e presidente do Instituto Alfredo Kaefer, a devolver R$ 3 milhões à massa falida.
Trechos da sentença.
“Fica fácil perceber que o Grupo Kaefer se utilizava, sistematicamente, da sucessão empresarial como forma de enganar seus credores e driblar os óbices do inadimplemento, principalmente aqueles advindos de dívidas tributárias, pois grande parte da receita dos jornais advinha de contratos de publicidade com órgãos públicos”.
“Ora, em um grupo econômico operado por uma cúpula de aproximadamente 15 pessoas e cujas dívidas são superiores à 1,4 bilhão, dificilmente algum desses agentes poderá alegar ignorância ou desconhecimento da crise financeira”.
“Em breve resumo, viu-se que o requerido atuou e participou frente a gestão temerária e desastrosa, descurou-se dos atos da boa administração, violou os deveres decorrentes da socialidade e da boa-fé, não agiu de forma diligente e cuidadosa, desviou-se da função social e das finalidades da empresa, foi conivente com os encerramentos das firmas e com a criação de novos CNPJs em manifesta sucessão irregular, sonegou tributos, malversou recursos, participou de liberalidade, permitiu a promiscuidade patrimonial entre as empresas do grupo, fraudou credores e prejudicou terceiros. Fez tudo isso visando prestigiar, em última análise, interesses de particulares contrários à lei”.
Nada disso tirou o entusiasmo do deputado Kaefer pela campanha do impeachment. Ele participou de manifestações, vestiu verde e amarelo, posou para fotos nas ruas.
Na Câmara, passou a vestir uma faixa fechada com um botom do “impeachment já”. Compartilhou nas redes sociais fotos do “Tchau Querida” e do “Acabou a Boquinha”.
O ponto alto foi no 16 de abril.
Da tribuna, em nome do PSL, Kaefer denunciou o que chamou de “estelionato” de Dilma em 2014 e afirmou que a corrupção brasileira nasceu junto com o PT:
Mas há algo grave que não se destruiu no País, ao contrário, cresceu, multiplicou e evoluiu nesse passado recente, presente nos dias atuais, a corrupção que se instalou no Poder da República e que vem de longe, do berço do PT. Originou-se nas estruturas do partido para financiar, lá no começo de sua vida, a caminhada da busca ao Poder. Nesse Governo, os princípios do poder precedem ao Governo e, mais, precedem aos princípios do Estado que deveriam ser a essência da realização política. A corrupção evoluiu neste País a tal tamanho que desencadeou a maior ação policial e jurídica em curso na história, não a maior no Brasil, mas a maior da história mundial. A corrupção político-institucional e governamental serviu, sim, para financiar o poder, as campanhas, os apadrinhados, grandes corporações, amigos do rei e da rainha.
Talvez Kaefer tenha deixado escapar aqui um certo ressentimento, ao falar no financiamento das “grandes corporações”. Ele acredita que seus negócios foram prejudicados por empréstimos do BNDES a empresas concorrentes, sem que ele tivesse o mesmo acesso?
Indiferente ao repentino protagonismo do deputado na Câmara, o juiz Pedro Ivo continuou trazendo à tona as práticas do empresário Kaefer em Cascavel.
Na antevéspera do dia histórico, foi a vez do Moro de Cascavel condenar a filha do deputado, Alessandra, a devolver aos credores cerca de R$ 400 mil que recebeu indevidamente quando trabalhou no Grupo Diplomata.
Trechos da sentença batem duro no deputado por supostamente driblar os credores quando suas empresas estavam em recuperação judicial:
“O controlador do Grupo Diplomata tinha o hábito de (ab)usar de suas empresas para favorecer seu núcleo familiar. Um dos esquemas utilizados, era a nomeação, contra legem, de filhos para o exercício do cargo de conselheiro fiscal”.
“No contexto dos autos, resta muito claro que a eleição da ré para o cargo de conselheira fiscal serviu como disfarce a fraude contra credores espelhada em parte dos valores que o Sr. Jacob Kaefer desviava dos cofres da Diplomata S/A em prol de sua filha”.
“Em breve resumo, viu-se que a requerida: (i) além dos pró-labores, recebeu, injustificadamente, valores mensais cujo somatório alcança R$ 54.237,78; (ii) embora tenha prestado serviços até 2012, a forma de pagamento via pró-labore era ilícita porque (a) a ré nunca desempenhou a função de conselheira fiscal; (b) era meio de sonegação tributária; (c) os valores pagos a este título, além de remunerar os serviços prestados, serviam de doação na parte excedente, de modo a caracterizar fraude contra credores; (iii) reduziu o patrimônio da massa falida em R$ 45.050,23, pois teve seu veículo particular pago com recursos da empresa, em nítida confusão patrimonial e fraude contra credores”.
Aparentemente, nada disso desanimou o deputado — nem a mãe de Alessandra.
Clarice costuma postar provérbios no Facebook e, no dia em que foi aberto o processo de impeachment de Dilma no Congresso, caprichou:
“Um rei justo e honesto ajuda seu pais a crescer e viver em paz; o rei que quer ficar rico às custas do povo acaba destruindo sua nação.” Proverbios 29:4
“O mundo não é dos espertos. É das pessoas honestas e verdadeiras. A esperteza, um dia, é descoberta e vira vergonha. A honestidade se transforma em exemplo para as gerações do futuro. Um corrompe a vida; a outra enobrece a alma.”
Já o deputado, depois de ser um dos líderes nanicos da campanha contra Dilma na Câmara, parece voltado a promover “reformas estruturantes” no Brasil.
Ele tem grande interesse nas questões tributárias.
Nas quatro propostas de emenda constitucional que apresentou, o deputado não nega suas raízes tucanas.
Uma delas propõe o fim do monopólio da União na operação de usinas nucleares — é a privataria do átomo.
Outra estabelece um teto para toda a arrecadação tributária nacional — 25% do PIB nacional do ano anterior.
Como se vê, de um lado o deputado Kaefer não é um grande fã da cobrança de impostos.
Por outro lado, das sentenças do juiz Pedro Ivo, o Moro de Cascavel, se depreende que o empresário Kaefer não gosta de pagar impostos.
Uma combinação perfeita para quem agora está engajado na construção da “ponte para o futuro”.
Abaixo, os “frangos canibais” em ação:

CAMPANHA GLOBAL PEDE REAÇÃO CONTRA GOLPE NO BRASIL

quinta-feira, 21 de abril de 2016

PHA: diretas já, já! O papel da Globo foi envenenar a sociedade

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O Moro já cumpriu o seu papel: derrubar a Dilma
No Sul 21:

‘A Globo exerce papel de envenenar a sociedade’, afirma jornalista Paulo Henrique Amorim

Jaqueline Silveira

Em palestra sobre “Mídia e o Estado Democrático de Direito” na manhã desta quarta-feira (20), em Porto Alegre, o jornalista da TV Record Paulo Henrique Amorim defendeu a campanha “Diretas Já” para a convocação de uma nova eleição presidencial pela presidenta Dilma Rousseff (PT), já que ela tem prerrogativa para tal iniciativa. “Voltamos a recorrer ao supremo poder da democracia: o voto”, pregou ele, ao falar, entre outros, para sindicalistas, servidores e jornalistas.

Essa convocação, conforme ele, tem de partir da presidenta e não do senador Paulo Paim (PT), “que passou a vida inteira calado a fugir das questões centrais.” Na última segunda-feira (18), o parlamentar gaúcho com outros senadores anunciaram que será apresentada uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) no Senado para novas eleições. Mas, para que um novo pleito aconteça, disse o jornalista, é preciso uma grande mobilização das ruas. “O golpe já houve. O maior derrotado foi o cidadão brasileiro”, afirmou Amorim, sobre a autorização de abertura de processo de impeachment contra a presidenta e as consequências para o país de um governo com Michel Temer.


Para ele, nem o PSDB dará legitimidade “ao Temer e ao Cunha (Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados).” Amorim observou ainda que não se pode pensar como a oposição “do quanto pior, melhor”, diante do governo Temer, de privatizações e de cortes de programas sociais. Isso porque quem sairá mais prejudicado serão os trabalhadores. “Vamos ferrar o povo?”, questionou ele, insistindo em novas eleições como alternativa. Sobre as chances de Marina Silva (Rede Sustentabilidade) vencer o pleito caso corra, o jornalista frisou “que se o povo quiser, ela tem de governar.” Contudo, ele alertou que também há possibilidade de a ex-senadora não vencer a disputa presidencial. “Primeiro, é melhor a Bláblárina eleita pelo povo que o Cunha eleito pelo Temer, ou vice-versa”, alertou ele, referindo-se à Marina de uma forma bem-humorada.

Censura da Rede Globo

Depois de focar em textos com análise do cenário político e projeções para o futuro publicados, na manhã desta quarta-feira, em seu blog Conversa Fiada, o jornalista abordou o conteúdo do livro “O Quarto Poder, uma outra história.” Na publicação, ele cita uma conversa com o ex-presidente Juscelino Kubitschek e relata muitos bastidores de reuniões do então presidente da Rede Globo, Roberto Marinho, com políticos e diretores da emissora. Marinho, nas palavras de Amorim, “governou o Brasil” na gestão de José Sarney (PMDB), e fazia vetos ao Jornal Nacional em relação ao perfil das pessoas exibidas nas imagens. “Não quero preto nem desdentado no Jornal Nacional”, teria dito Marinho, em uma oportunidade, ao diretor de jornalismo da emissora. O palestrante relatou ainda o veto de Marinho a Leonel Brizola nas coberturas da Rede Globo.

“O Globo é o que é mais pelo que não deu do que pelo que deu.” A frase também foi atribuída por Amorim a Marinho, que se referia à Rede Globo como O Globo, em referência ao jornal que herdou da família. Na visão do jornalista, a Globo, emissora na qual trabalhou por vários anos,  exerce o papel “de interditar, bloquear o debate” e teve participação decisiva no resultado da votação do pedido de impeachment, no último domingo (17),  devido à cobertura realizada. “A Globo exerce esse papel de envenenar a sociedade”, afirmou Amorim, criticando os governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma por não terem feito a regulamentação da mídia. Para enfrentar esse bloqueio promovido pela Rede Globo, defendeu ele, o governo teria de investir em uma “TV estatal forte.” A cobertura da mídia tradicional, exemplificou ele, não aborda que há obras de infraestrutura em andamento no Brasil só comparadas em volume às que estão sendo realizadas na China.


Temer, garçom de festa

Amorim enfatizou que, do ponto de vista do capital internacional, a troca de governo no Brasil interessa aos Estados Unidos. “O Temer será o garçom da festa”, ironizou ele. Para concluir, resumiu a função da Operação Lava Jato: “Cumpriu seu papel histórico: derrubar a Dilma.”

O painel com o jornalista Paulo Henrique Amorim ocorreu no Hotel Embaixador e foi promovido pela Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS), Sindicato dos Professores do Ensino Privado (Sinpro-RS) e a Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Fetee-Sul).

Dilma fala ao Blog: “Cidadãos, lutem contra o golpe”

dilma
 EDUGUIM
“Vou lutar em cada trincheira contra o golpe”, disse Dilma ao responder a excelente questão formulada pela jornalista Laura Capriglione (do grupo Jornalistas Livres) durante entrevista que a presidente da República concedeu nesta quarta-feira (20) a 9 blogueiros (eu entre eles) no 3º andar do Palácio do Planalto.
Laura disse a Dilma que a união das esquerdas contra o golpe alenta porque permite prever que, se esse atentado à democracia se consumar, a resistência já tem seu exército. E perguntou se a presidente estará presente aos protestos que eclodirão após sua eventual deposição.
A coletiva foi convocada intempestivamente pelo Palácio do Planalto. Recebi o convite na noite de terça-feira para ir ter com a presidente no dia seguinte, em Brasília.
Não poderia deixar de aceitar participar daquela que talvez seja uma das últimas entrevistas, em muito tempo, que um presidente da República da República dá a jornalistas de fora dos impérios de mídia, pois se Michel Temer assumir a Presidência ninguém imagina que ele falará à imprensa alternativa.
É a segunda vez que entrevisto a presidente. A outra entrevista foi em 2014 no Palácio da Alvorada, durante as eleições. E é aí que reside a razão do meu espanto. Há pouco menos de dois anos, a Dilma que entrevistei estava mais tensa, menos loquaz, o que se entende pela campanha eleitoral renhida de que participou. A Dilma 2016, na véspera de um golpe de Estado dissimulado, parece se divertir com a luta que tem pela frente.
Dizem que Dilma Rousseff cresce em situações de conflito. Pois talvez a dimensão do conflito que ela tem pela frente esteja na raiz do estado de espírito que exibiu.
Dilma está bem humorada. Ao adentrar seu escritório, cumprimentamo-nos com um aperto de mão enquanto a pergunto sobre se “está bem”. A resposta vem firme, sem titubear, acompanhada de um olhar direto nos meus olhos: “Estou MUITO bem”.
Fiquei surpreso. Naquele momento, confesso que talvez muita gente tenha se deixado contaminar pelos boatos machistas e calhordas sobre um suposto estado emocional de desespero e/ou alheamento da realidade que teria acometido a presidente.
É balela. Dilma está lúcida, determinada e, o que mais me espantou, bem humorada.
Gravei muito, muito material. Áudios, vídeos… Irá demorar para reproduzir tudo Terei que escrever mais de um post. Talvez uns dois, além deste.
No primeiro vídeo que postarei da entrevista, a presidente responde a pergunta que esta página lhe fez no post anterior, com um pedido a ela para que dissesse aos brasileiros o que devem fazer diante da ameaça aos direitos de todos representada pela violação dos direitos da presidente da República.
No vídeo abaixo, você verá não só a pergunta que fiz à presidente, mas, também, a homenagem que fiz a ela em nome de tantos leitores desta página que a aprenderam a respeitar essa verdadeira Valquíria, que enfrenta chacais ferozes com as mãos nuas e a força da verdade, da decência e da Justiça.
A resposta da presidente foi longa, como o assunto requer. Desse modo, não a reproduzi inteira (ainda) no vídeo acima e isolei em um vídeo à parte (abaixo), a resposta à questão principal que está página formulou à presidente: o que nós, cidadãos comuns, devemos fazer ante o golpe?
Confira, abaixo, a resposta dessa figura história ímpar que é Dilma Vana Rousseff

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Se violam até seus direitos, presidente Dilma, o que farão com os nossos?

Se violam até seus direitos, presidente Dilma, o que farão com os nossos?

bbc dilma
 eduguim
Não há mais dúvida de que há um golpe em curso no Brasil. Claro que os golpistas não reconhecerão isso e se valerão da falta de cultura democrática dos brasileiros para enganá-los com essa história de que mesmo sem ter cometido crime Dilma pode ser derrubada por ter perdido apoio político. Porém, é balela.
O Brasil é uma república pre-si-den-ci-a-lis-ta. No presidencialismo, para tirar um presidente do cargo por falta de apoio político só instituindo lei como a do “recall”, que existe em alguns estados norte-americanos, ou como a do “referendo revogatório” da Venezuela. Em ambos os casos, porém, é preciso submeter a revogação do mandato do presidente ao voto popular.
E o Brasil jamais aprovou qualquer lei específica para revogar mandatos do Poder Executivo ou do Poder Legislativo. Dessa forma, não é possível tirar do cargo quem foi eleito se essa pessoa não tiver cometido crime.
O Brasil até poderia instituir uma lei como a do “recall” ou como a do “referendo revogatório”, supracitadas, mas isso implicaria em convocar o eleitorado para dizer que não quer mais aquele presidente, por exemplo.
A outra alternativa seria mudarmos do sistema presidencialista para o parlamentarista, o qual prevê moção de desconfiança do parlamento, que permite que, através do voto de desconfiança dos parlamentares, o chefe de governo – que, nesse sistema, é conhecido como primeiro-ministro – seja retirado do cargo pela votação dos deputados.
É amplamente reconhecido (até pela mídia golpista) que a tese de “crime de responsabilidade” de Dilma é “frágil” ou falsa. Por conta disso, jornais e governos do mundo inteiro já afirmam que há um golpe no Brasil.
E quem está dizendo isso não é o blogueiro Eduardo Guimarães e, sim, a sucursal brasileira da British Broadcasting Corporation (“Corporação Britânica de Radiodifusão”, mais conhecida pela sigla BBC), emissora pública de rádio e televisão do Reino Unido fundada em 1922.
O Blog espera, portanto, que a “fascistada” não diga, aqui, que se trata de uma emissora “petista” subornada pela CUT com sanduíches de mortadela.
Tudo bem até aqui? Prossigamos, então. Reportagem da BBC Brasil afirma que O MUNDO está questionando o impeachment no Brasil. Eis a reportagem, abaixo – para ir à página original clique na imagem. O post prossegue em seguida.
bbc

Diante do exposto, portanto, uma questão se impõe. Uma questão que pretendo apresentar à presidente Dilma Rousseff oportunamente:
Presidente Dilma, a senhora está sendo vítima de um golpe parlamentar. Ora, se até o direito da presidente da República não está garantido neste país, o que a primeira mandatária da nação tem a dizer aos brasileiros? O que podemos esperar deste país daqui em diante, senhora presidente da República?
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MÍDIA GOLPISTA ADMITE QUE O MUNDO VÊ GOLPE NO BRASIL
bbc 2

Dilma deve convocar eleição antes de cair Só pode governar quem ganha no voto

bessinha sim sim sim
Como o PT e o PCdoB não poderiam tomar essa iniciativa, foi o senador Roberto Requião, a face saudável do PMDB e do Paraná, quem deu a largada oficial para a campanha Eleições Diretas já, já!

A iniciativa para enviar ao Congresso uma mudança dessa natureza é exclusivamente da Presidenta Dilma.

É o que diz a Constituição.

Não adianta o Senador Paim, que passa a vida inteira calado, a fugir das questões centrais, como o Suplicy fugia, não adianta o senador Paim querer aprovar no Senado um projeto para realizar eleições.

Ele não tem poder para isso. 

Quem tem é a Presidenta.

Ela deve cair no Senado lá pelos dias 12 ou 13 de maio.

Não adianta recorrer ao Supremo, porque o Supremo jamais reveria decisões das duas casas do Congresso.

O Golpe já houve.

Portanto, ela tem que tomar a iniciativa em nome da Democracia.

Do respeito à vontade popular.

O Cerra quer ser Ministro da Fazenda no Governo do Temer.

Ele queria ser Ministro da Fazenda no Governo do Idi Amin Dada e, depois, derrubá-lo, para ser ditador.

Isso não é novidade.

Mas, como se sabe, nem o PSDB dará legitimidade ao Temer e ao Cunha.

Ao contrário: o Temer e o Cunha acabarão por desmoralizar o PSDB.

Será uma batalha feroz aprovar as Diretas já, já!

A Globo não vai querer!

A Globo pretende ocupar, de novo, o Ministério das Comunicações e se sentar no caixa do BB, CEF e BNDES.

É sua única salvação.

Mas, as ruas podem querer!

Os sindicatos organizados podem querer.

O ansioso blogueiro foi ontem à Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, comprar “Poesia Russa Moderna”, de Augusto de Campos, Haroldo de Campos e Boris Schnaiderman.

Uma atenciosa vendedora perguntou: mas, seu Paulo Henrique, não tem um jeito de impedir que a gente seja governado pelo Temer?

Um jovem estudante se aproximou e disse: Paulo Henrique, tem como fazer uma nova eleição?

No caminho de volta, no taxi, o motorista avisou logo: não confio em nenhum deles.

É tudo a mesma coisa.

Mas, só pode governar quem ganhar no voto!

Paulo Henrique Amorim

BOFF DENUNCIA A AÇÃO DOS EUA NO GOLPE

PARA SE SALVAR, CUNHA AMEAÇA TEMER COM IMPEACHMENT