Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

MALAFAIA É ALVO DA PF EM OPERAÇÃO CONTRA FRAUDES EM ROYALTIES DE MINERAÇÃO


terça-feira, 17 de maio de 2011

Agnelli dá adeus com outro buraco no Brasil


Ontem foi o último ato público de Roger Agnelli como presidente da Vale. E, para fazer justiça à sua trajetória, o adeus foi a inauguração de outra megamina para exportar as riquezas estratégicas do Brasil. A mina de Onça Puma, em OuriLãndia do Norte, sudeste do Pará, vai exportar “apenas” 95% de sua produção do valiosíssimo ferro-níquel – usado na fabricação de aços inoxidáveis – visa, segundo o próprio Agnell, “atender a países como China, Japão, Alemanha, Finlândia, Itália e Estados Unidos”.
Em plena operação, a mina vai produzir 22o mil toneladas de ferro-níquel, com 53 mil toneladas de níquel contido.  Isso representa, simplesmente, 70% de toda a produção nacional até agora, que é de 74 mil toneladas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Mineração.  Com 95% deste volume exportado, a Vale vai mandar para fora, via Onça Puma, uma vez e meia todo oníquel que hoje o Brasil já exporta, pouco mais de 35 mil toneladas.
O minério vai em bruto, porque a Vale só tem refinarias – que separam o ferro do níquel e o deixam pronto para o uso na produção de aço -  no Reino Unido, Japão, Taiwan e China e uma recém construída na Nova Caledônia, gigantesca, adaaptada para  trabalhar com níquel laterítico limonítico, justamente o tipo que sai de Onça Puma.
Tecnologia para fazer, há, pois a Votorantim inaugurou uma refinaria em Goiás, com tecnologia brasileira, há pouco mais de um ano.
E demanda, haverá, senão para tudo, para parte significativa deste minério. O próprio Roger Agnelli admitiu ao Diário do Pará, que  tendência é de crescimento do consumo nos próximo anos, em função da montagem das estruturas de produção de petróleo do pré-sal e também dos investimentos previstos na indústria naval brasileira.
Enfim, o adeus de Agnelli, com os meganavios coreanos e chineses e esse superralo de escoamento de nosso valioso níquel se dá no seu grande estilo de pensar o Brasil como um buraco a ser cavado.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Quem é o dono do jatinho do Aécio ?



O do Aécio é legal, mas perde para o Bombardier do Agnelli

Dono do jato “AeroAécio” foi aparelhado na presidência de estatal do governo de Minas


Depois que repararam que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) anda em carro Land Rover da frota de carros de luxo de sua rádio, caiu na boca do povo que ele voa no jato prefixo PT-GAF (foto), avaliado em R$ 24 milhões.


A assessoria de imprensa do senador tucano explicou que o “Aeroaécio” pertence à empresa de táxi aéreo da família do banqueiro Gilberto de Andrade Faria, ex-dono do Banco Bandeirantes, padrasto de Aécio por cerca de 25 anos e falecido há 2. E que a aeronave é utilizada eventualmente, sem custos, por familiares.


O jato compõe a frota da empresa Banjet Táxi Aéreo Ltda.



Os donos da Banjet são Clemente de Faria (filho do ex-banqueiro) e Oswaldo Borges da Costa Filho.



Até aí é esquisito, mas ainda é problema particular.


A coisa complica quando o então governador Aécio nomeou um dos donos da Banjet, Oswaldo Borges da Costa Filho, para a presidência de uma estatal mineira: a CODEMIG (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais).



Para piorar, a CODEMIG atua também junto a mineradoras, e Oswaldo Borges da Costa Filho foi empresário de mineração: diretor-presidente da Companhia Mineradora do Pirocloro de Araxá, e diretor-presidente da Companhia Mineradora de Minas Gerais.



Tem muita coisa errada por aí… onde o governo tucano de Minas parece viver, não numa república, mas numa côrte imperial, numa mistura de família com estado, com cargos e negócios para amigos, que emprestam bens, misturando o público com o privado.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

1 MILHÃO NAS RUAS DO CAIRO, CONTRA A DITADURA




Trincas no Exército, que já registra deserções e confraternização entre soldados e manifestantes,  dificultam transição sem mudança, ensaiada por Mubarak. Regime resiste, mas espaço para reverter avanço das ruas se estreitou nas últimas horas. Hoje, oposição promete levar 1 milhão às ruas do Cairo. 

 INTERESSE DOS ACIONISTAS E O DO BRASIL
 
A diretoria da mineradora Vale do Rio Doce, presidida pelo tucano Roger Agnelli, aprovou uma proposta de remuneração mínima aos acionistas -entre eles, alguns fundos de pensão do setor público--  de US$ 4 bilhões para 2011. Segundo a notificação ao mercado, a 'remuneração mínima' de US$ 4 bilhões representa aumento de 60% em relação ao retorno ‘mínimo' anunciado em 2010. O Brasil exportou em 2010 cerca de US$ 28 bi em minérios. A Vale foi responsável por  US$ 24,04 bi desse total, a um preço médio entre US$ 92,98 e US$ 100 a tonelada. O mesmo Brasil que drena seu minério para a China a US$ 90/100 a tonelada vai importar , em boa parte da própria China, 244,6 mil toneladas de trilhos, ao preço médio de US$ 864/t - entre oito e noves vezes o valor do minério bruto embarcado. A montagem de uma fábrica de trilhos requer  investimentos da ordem de US$ 1,5 bilhão. A ‘remuneração mínima' aos acionistas da Vale  prevista  para este ano permitiria erguer uma fábrica de trilhos no país e ainda distribuir US$ 2,5 bi ao mercado. Por que isso não ocorre? Porque o marco regulatório do setor autoriza a espoliação das riquezas nacionais sem contrapartida ao desenvolvimento.  Um novo projeto regulatório deve ser aprovado no governo Dilma. A ver.

(Carta Maior, 3º feira, 01/02/2011)