Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista
Mostrando postagens com marcador roger agnelli. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador roger agnelli. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Não é só entregar o petróleo. Querem entregar o negócio de sondas de R$ 20 bi por ano

sondas

É duro conseguir quem queira fazer investimentos de longo prazo no Brasil e foi assim ao longo de toda a nossa história moderna.

Não apenas porque um país em perdas permanentes como o nosso não acumula capitais para isso, como há no Brasil uma elite servil, incapaz de pensar qualquer futuro para si senão o de gerente local do capital internacional.

A decisão da Petrobras de estimular, com garantias de compra (enquanto o Governo dava a garantia de financiamentos), a construção de sondas de perfuração de poços de petróleo em águas ultraprofundas é, guardadas as proporções e características, muito mais “capitalista” do que as que a ela podem se comparar, como a construção da siderúrgica de Volta Redonda ou das hidrelétricas que – apesar da seca – nos produzem energia numa das matrizes mais limpas do mundo.

Porque, embora com as carências tecnológicas que as quase quatro décadas de paralisia da indústria naval nos impuseram, ela traz para o país a construção de algo tão imprescindível à exploração do petróleo quanto são o aço e a energia para a atividade econômica.

Não se acha petróleo – nem se coloca o petróleo que é achado em condições de ser explorado – sem estas sondas.

E a alternativa a fazê-las aqui é alugar no mercado internacional.

Onde um navio-sonda com capacidade para operar em profundidades de lâmina d’água superiores a 4 mil pés ( pouco mais de 1.300 metros, a partir do qual se considera “águas profundas”) custa, por dia, em média, a bagatela de US$ 516 mil dólares.

Por dia, notem bem.

Como, no pico da atividade do pré-sal, a Petrobras terá de usar, por anos a fio, 40 destas sondas, é coisa de mais de US$ 20 milhões de dólares a cada vez que o sol nasce.

Ou quase US$ 8 bilhões a cada ano.

Em reais, uns R$ 20 bilhões cada vez que se trocar a folhinha.

Tratar isto como uma  como ima irrelevância para o país, ou como se fosse destinado a negociatas um empréstimo de R$ 9 bilhões – empréstimo, não doação – para que não se comprometa o programa de construção da metade – só a metade – dos navios-sonda de que a Petrobras precisará, como faz hoje a

Folha de S. Paulo, não pode ser só falta de noção de sua importância.

Ninguém pensou em inviabilizar a Siemens porque um – ou vários – de seus dirigentes se meteram em falcatruas. Nem os franceses a Alstom porque andou subornando e fazendo cartéis, um deles aqui pertinho, na Paulicéia.

Obama comprou as ações da GM, na crise de 2008 por US$ 49 bilhões de dólares e as vendeu, há menos de dois anos, por US$ 39 bilhões, um subsídio do Tesouro norte-americano de US$ 10 bilhões para que não quebrasse a maior montadora de veículos dos EUA.

E olhem que eram automóveis, que podem ser importados de qualquer baiúca, em qualquer parte do mundo, não um equipamento de altíssima tecnologia.

A imprensa brasileira divide-se em um sabujismo total aos interesses estrangeiros e uma lapidar ignorância.
Gênio mesmo é o Roger Agnelli, que pegou US$ 1,3 bilhão com os chineses, para comprar navios chineses, para levar minério para a China.

E, pior, que viraram “micos” navais, que a empresa agora tenta vender, com prejuízo.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Veja o que Agnelli, ex-Vale, tirou dos brasileiros

O que Roger Agnelli, o queridinho de nossos analistas econômicos, tirou do nosso país quando encomendou na China e na Coreia a frota de supergraneleiros – aliás, um “mico” naval, que quase provoca um desastre em São Luiz – para a Vale?
Para saber é só ler a reportagem sobre o que está acontecendo na cidade capixaba de Aracruz – “Estaleiro ultrapassa papel em Aracruz”-, publicada hoje pela Folha.
Na cidade que só era conhecida pelas suas medonhas megaplantações de eucalipto para celulose, os coreanos da Jurong estão investindo R$ 1 bilhão para construir ali um estaleiro que vai produzir sete navios sonda – como o da foto – para a Petrobras usar no pré-sal, com capacidade para perfurar em águas profundíssimas, abaixo de três mil metros de lâmina d`água. Vai gerar seis mil empregos, a maioria qualificados,  e de ótimos salários numa cidade que tinha, pelo censo de 2010, 35 mil pessoas em idade ativa. Ou seja, quase 20% de todos os que têm idade para trabalhar.
Os navios de Agnelli só fizeram isso pelos chineses e pelos coreanos, com o dinheiro dos brasileiros.
Inclusive dos poucos impostos que pagava, percentualmente uma mixaria perto de outras empresas.
Mas era o “competente”, a alegria dos acionistas, da Mirian Leitão e da mídia em geral, que criticava e critica a decisão da Petrobras de fazer o máximo de encomendas aqui no Brasil, mesmo que isso tenha mais dificuldades e desafios.
Vai demorar um pouco mais e custar um pouco mais? Pode até ser, mas é salário para brasileiros, indústria para o país, progresso para o Brasil.
E os navios de Agnelli? Bem, eles só não viraram elefantes brancos porque não são brancos, porque estão é trazendo prejuízos para a empresa, pela falta de planejamento com que sua construção foi ordenada.
E muito mais para o Brasil, porque este crime não tem mais reparação.
 Por: Fernando Brito

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Os privatas deixaram a Vale a ver navios

 
O Doceorion, da Docenave, agora se chama Castillo de Guadalupe, e pertence à empresa espanhola Elcano .

Agora que o lançamento do livro “Privataria Tucana” reacendeu o debate sobre as privatizações e trouxe como personagem principal da trama o ex-diretor de Assuntos Internacionais do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio Oliveira, é hora de juntar este assunto com outro, também do momento, que foi o anúncio, pelo atual presidente da Vale, de vender os meganavios encomendados por seu antecessor, Roger Agnelli, no exterior.
Murilo Ferreira disse que a Vale não quer ser uma grande operadora de frete e, certamente, não podia dar outros sinais depois que o primeiro meganavio recebido pela empresa, o Vale Brasil, teve atracação recusada em portos chineses e acabou fazendo meia-volta e descarregando na Itália e o segundo, o Vale Beijing, quase naufragou por rachaduras nos tanques de lastro ao ser carregado para sua primeira viagem comercial.
E falou em desfazer-se dos navios, o que vai ser uma operação complicada e, certamente, carregada de prejuízos.
O comércio de minério de ferro, pelo volume e tonelagem que ele implica, sempre foi muito dependente do transporte.
Saltando a etapa mina-porto – onde a estrada de Ferro Vitória-Minas marca a mais que centenária importância da ferrovia no setor, o transporte marítimo sempre se conformou pelos objetivos estratégicos de nossa exportação. No final dos anos 50, o Japão renascente da 2ª Guerra Mundial era o alvo e um projeto ambicioso começou a ser traçado. De lá, importamos um estaleiro – o Ishikawajima, então um dos maiores do mundo – e para lá começamos a nos preparar para mandar minério, com a criação da Docenave – a frota mercante da Vale – em 1962 e o com a construção do primeiro porto para meganavios, o de Tubarão, em Vitória, casado com uma usina de produção de pellets (pelotas de ferro, com maior quantidade de minério por volume) e uma siderúrgica, a CST.
Nossa frota cresceu rapidamente: de 1,5 milhão de toneladas de porte bruto em 1970 para 8 milhões em 1986. Neste total estavam incluídos os, então, dois dos maiores navios mineraleiros do mundo, o Docefjord e o Tijuca, de 300 mil toneladas de porte bruto, e construídos no Brasil.
A segunda metade dos asnos 80 e a década de 90 marcaram a estagnação, quando não o retrocesso, desta atividade. Durante praticamente toda a década de 90 e nos dois primeiros anos do novo século, o preço do minério também se manteve baixo – depois de chegar a US$ 15 por tonelada, só em 2004 voltou a alcançar este preço.
Ainda assim, a frota da Docenave dava lucro. Em 2001 e 2002, seus últimos anos de operação plena, antes do desmonte levado a cabo por Roger Agnelli, este andava na casa de US$ 30 milhões.
Mas o furor vendedor dos dirigentes, agora privados, da Vale não considerou um processo de reengenharia e modernização da Docenave. Passou, sim, e rapidamente, nos cobres. Por pouco mais de US$ 130 milhões, entregaram-se 14 navios e 20 anos de experiência neste ramo naval. Se houve maracutaia? Sabe-se apenas que o mercado de armadores é pródigo em negócios estranhos à honestidade e à ética.
Embora pareça – e seja – pouco dinheiro por tantos navios, é bom lembrar que, na época, isso equivalia à receita de 10 milhões de toneladas de minério de ferro. Hoje, porém, nem mesmo um décimo disso.
Só que o preço do minério subiu, dobrou de valor entre 2004 e 2006 e em janeiro de 2008 havia dobrado outra vez, chegando a US$ 60 dólares por tonelada. A sede chinesa por minério parecia não ter limites e a Vale só não vendia mais por falta de navios para embarcá-lo.
E aí o açodamento de Agnelli foi na direção oposta: correr com encomendas enormes, de navios gigantes, para carregar para a China o máximo que pudesse e o mais rápido que pudesse o minério cujo preço disparava.
A contrário de Juscelino, que trouxera o Ishikawajima do Japão para produzir navios para levarem ferro ao Japão, a visão de operador de caixa de Agnelli impediu-o de fazer o mesmo com a China e, desta vez, nós é que fomos fazer lá os navios. O argumento? O preço dos estaleiros asiáticos e a rapidez com que poderiam entregar uma frota de imensas naves.
O barato está, como se sabe, saindo caro aos acionistas da Vale, dos quais o Governo é o maior. Nem os chineses querem que a Vale domine o transporte de minério, nem os navios tiveram uma estréia auspiciosa.
Os chineses não teriam resistido a uma negociação que envolvesse a expansão para cá de seu parque de estaleiros e arregalariam os olhinhos puxados com a possibilidade de, além dos granéis secos, produzirem os petroleiros que precisam para levar para lá a parte exportável do pré-sal.
Tenham ou não existido desvios neste vende-compra de navios, houve um imenso prejuízo à empresa e ao país.
Por: Fernando Brito

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

jenio do Agnelli afunda no litoral do Maranhão. E o PiG não admite



O amigo navegante Bruno Machado envia a notícia:

Navio da Vale que podia afundar é removido de porto no Maranhão
RIO – O navio Vale Beijing, que estava ancorado no terminal marítimo de Ponta da Madeira (MA) com risco de afundar, acaba de ser removido para uma área de fundeio localizada na Baía de São Marcos, litoral maranhense, onde será reparado, informou nesta terça-feira o capitão Nelson Calmon Bahia, responsável pela Capitania dos Portos do Maranhão.

O navio, com capacidade para 400 mil toneladas, é um dos maiores graneleiros do mundo e estava ancorado em Ponta da Madeira, de propriedade da Vale, desde a última sexta-feira, quando chegou ao Brasil. Quando estava sendo carregado com minério de ferro, um problema na embarcação ainda não identificado provocou uma rachadura no tanque do lastro, ameaçando o equilíbrio do navio. Não houve vazamento do minério.


E se pergunta: será que agora o PiG (*) vai admitir ?

Não, Bruno, não vai admitir nunca !
O Roger (como a ele se referia a Urubóloga) é a síntese do PiG (*).
O administrador símbolo daquilo que contrasta com o administrador jurássico, geralmente associado à Petrobrás.
(Roberto Campos foi quem chamou a Petrobraas de “jurássica” e morreu sem conseguir privatizá-la. Leia sobre “a breve alegria do PiG com o PIB”)
O PiG chegou a transformar num causus belli a demissão do jenio Agnelli.
O Nunca Dantes ficou uma fera com a encomenda dos navios à China.
A demissão do jenio era um atentado à livre iniciativa do país.
Este ansioso blogueiro, acionista minoritário da Vale, se pergunta: a CVM não vai investigar os prejuízos que o jenio Agneli causou ao patrimônio de pobres acionistas como eu ?
Hoje, o PiG diz que os navios são uns trambolhos, mas não diz quem comprou.
O jenioAgnelli comprou OITO desses trambolhos à China.
Soube-se que esses navios não conseguem atracar em portos chineses para descarregar o minério de ferro.
Quando não afundam no caminho.
Um jenio, Bruno !
Clique aqui para ver que, além do mais, “a Vale do jenio Agnelli não gostava de pagar imposto de renda”
Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

É ISSO QUE DÁ SR. AGNELLI, COMPRAR CHING-LING. BEM FEITO.Supernavio da Vale rachou; não teria suportado a carga-

Navio Vale Beijing no porto Ponta da Madeira, em São Luís, no Maranhão. 05/12/2011 REUTERS/Biaman Prado
Por Sabrina Lorenzi e Jeb Blount

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O navio gigante a serviço da Vale que apresentou problemas após ser carregado com quase 400 mil toneladas de minério de ferro no Maranhão sofreu rachaduras no casco, informou a Capitania dos Portos no local nesta terça-feira.
Recém-construído na Coreia do Sul, o navio integra a nova frota que a Vale está montando com o objetivo de reduzir seus custos de transporte transoceânico de minério de ferro. A embarcação pode não ter suportado a carga, segundo a Capitania.
O cargueiro Vale Beijing deveria ter deixado o porto de Ponta da Madeira, no Maranhão, no domingo, com destino ao porto de Rotterdam, na Europa. Atracou no porto maranhense na última sexta-feira para receber a carga.
Nesta terça-feira, o navio começou a ser removido do berço de carregamento para um outro local, onde deverá passar por reparos, de acordo com o serviço de praticagem no porto.
Com isso, as atividades de carregamento de minério de ferro no berço com capacidade para receber supernavios poderão ser retomadas.
Os embarques em Ponta da Madeira respondem por cerca de 10 por cento das exportações globais de minério de ferro.
O Vale Beijing foi carregado com 384,3 mil toneladas de minério de ferro, volume suficiente para produzir uma quantidade de aço para a construção de três pontes Golden Gate, ponto turístico da Califórnia.
Segundo funcionários locais, o dano na embarcação pode ter sido causado durante o carregamento ou o navio possui problemas estruturais.
A Vale, maior produtora de minério de ferro do mundo, informou na noite de segunda-feira, por meio de sua assessoria de imprensa, que esperava que o supernavio, parado perto de São Luís, fosse removido para uma área de fundeio.
"A Vale informa que está acompanhando as tratativas que estão acontecendo entre a STX Pan Ocean, proprietária e operadora do navio que está atracado no Pier I no Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, DNV (órgão classificador do navio) e as autoridades responsáveis", disse em comunicado da empresa.
Construído pela sul coreana STX Pan Ocean, o Vale Beijing ficou pronto recentemente. É o primeiro de oito supercargueiros que serão entregues pela empresa até 2013 para transportar minério de ferro da Vale. Todos possuem capacidade de transporte de 400 mil toneladas.
O contrato de afretamento entre Vale e STX para estes navios, fechado em 2009, é da ordem de 6 bilhões de dólares, segundo a empresa asiática.
35 VALEMAX
A mineradora brasileira informou à Reuters que firmou contratos de arrendamento para um total de 16 navios gigantes, conhecidos no mercado como Valemax.
Outros 19 navios gigantes foram encomendados para serem operados pela própria Vale, num total de 35 embarcações do mesmo porte.
Destes que pertencerão à mineradora, 12 serão construídos na China, pelo estaleiro Rongsheng Shipbuilding and Heavy Industries, e outros sete na Coreia.
As encomendas integram a estratégia da Vale para reduzir custos de frete no mercado internacional, considerando que a maior parte do minério que exporta do Brasil tem a Ásia como destino - e a distância é uma desvantagem em relação a suas concorrentes australianas.
Por volta das 12h (horário de Brasília), as ações da Vale operavam em baixa de 0,3 por cento, enquanto o Ibovespa caía 0,2 por cento.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Tijolaço: O “errinho” de US$ 2,3 bi de Roger Agnelli

 
Quando, tempos atrás, Lula reclamou publicamente de que o então presidente da Vale, Roger Agnelli, o queridinho da mídia conservadora tinha mandado construir 12 megacargueiros no exterior e não no Brasil, houve um imenso alvoroço nos jornais.
“Intromissão estatal”, “abuso”, “interesse dos acionistas” (como se os órgãos estatais não fossem os maiores acionistas do grupo controlador da Vale!), e outras coisas do gênero.
D. Roger I (e único), o imperador da Vale nunca errava. Tudo o que fazia era genial, lucrativo, inconteste.
Hoje, por dicas de nossos comentaristas, cheguei ao site de Bloomberg, e está lá a notícia:
“China rejeita meganavios de minério e mostra erro de US$ 2,3 bi da Vale”
A história, resumindo, é a seguinte. As empresas de navegação chinesas não querem que a vale, com seus supernavios, esvazie o mercado de frete no país, que já terá problemas com a crise européia. Já as siderúrgicas querem que a Vale repasse ao preço do minério a redução de custo de frete que consegue com o transporte de quantidades gigantescas, o dobro dos grandes navios de minério que hoje fazem esse trabalho. E não querem ver a Vale controlando o comércio da mina à porta da fábrica.
Os chineses, que ao contrário de certos grupos da elite brasileira, defendem os interesses de seu país, por isso, não permitiram a atracação do primeiro navio da Vale que rumava a seus portos e, segundo a matéria publicada ontem no final da noite pelo Estadão, “foi desviado para o porto de Taranto, na Itália, porque não tinha autorização para atracar na cidade chinesa de Dalian. O navio chegou até o Cabo da Boa Esperança, deu meia volta e retornou ao Atlântico.”
Isso é o resultado de uma ação empresarial auto-suficiente, que não encara seu país e seus clientes como parceiros, que não consulta seus interesses e coloca, acima de tudo, um apetite “goela grande” e se acha o maior “esperto” .
Que, felizmente, parece ter acabado, para a viuvez de parte de nossa mídia, com a mudança de direção da Vale.
Agora, o bom e velho Estado vai, certamente, entrar em negociações diplomáticas para resolver o impasse junto ao governo chinês, que certamente exigirá concessões de parte do Brasil para dar um desfecho aceitável ao caso. E os acionistas da Vale vão ter de “segurar” os prejuízos contratuais da interrupção de contratos bilhonários para a contrução da enorme frota de meganavios “fantasmas”, que nunca chegarão aos portos a que se destinavam.
Compreende-se que a Vale esteja silenciosa ainda sobre o assunto. A esta hora, estão lidando com uma dúzias de batatas quentes navais, cada uma do tamanho do Pão de Açúcar. É ver o que pode ser feito com a carteira de contratos, inclusive com a negociação de sua modificação para a instalação dos estaleiros contratados no Brasil, com acordos para a Vale fornecer-lhes aço a preço de custo, evitando as multas, e diminuindo o porte das embarcações.
Vamos ver agora a claque de Agnelli, diante do “mico” mundial que está fazendo nossa – porque a Vale é uma ferramenta estratégica do Brasil – grande mineradora.
Quando Getúlio aproveitou a 2ª Guerra para, com o apoio de Franklin Roosevelt nacionalizar a Itabira Iron e transformá-la na Vale do Rio Doce, ninguém esperava que, 70 anos depois, fosse aparecer outro espertalhão a la Percival Farquhar na história da empresa.
Farquhar, como se sabe, não queria saber de siderurgia, só de exportar minério bruto.
Demorou mas, um dia, foi ele o exportado.
Por Fernando Brito no Tijolaço

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Frota do Agnelli (lembra dele ?) afunda sem entrar na China. VAI SER BURRO ASSIM NA P......


Na foto, Roger
Saiu na pág. B19 do Estadão:

“China recusa supercargueiros da Vale”


A Vale recebeu seu primeiro super-cargueiro em maio, mas até hoje – seis meses depois – não teve autorização para atracar em portos da China.

Os super-cargueiros foram concebidos para abastecer o maior comprador de minério de ferro do mundo, a China.

A Vale encomendou 19 dos maiores cargueiros mundo – podem transportar 400 mil toneladas, quatro vezes mais do que os cargueiros comuns.

O primeiro super-cargueiro saiu do Brasil carregado de minério para a China, chegou a ultrapassar o Cabo da Boa Esperança, mas teve que voltar para o Atlântico e esperar no porto italiano de Taranto, na Puglia.

Não perca o vídeo inesquecível: FHC diz que o Padim Pade Cerra foi o cérebro da privatização da Vale por preço de banana.
@@@@@@@@@@@@

O amigo navegante certamente se lembra do Roger – que é como o chamava a Urubóloga.

Roger, assim, numa boa.
Roger Agnelli.
Ele era o jenio que o PiG (*) elegeu para contrastar com os jurássicos da Petrobrás.
O jenio do Agnelli começou a cair quando, em 2008, no auge do tsunami da Urubóloga, na quebra do Banco Lehman, demitiu mil funcionários da Vale.
O Nunca Dantes ficou uma fera.
Aí, o jenio do Roger resolveu comprar esses super-cargueiros na China, embora não entrem na China.
Custaram a bagatela de US$ 2,3 bilhões.
Ninharia.
Um jenio !
O Nunca Dantes ficou uma fera – II.
A Urubóloga e o PiG defendiam o Roger como se ele fosse uma cruza de Adam Smith com Steve Jobs.
Chegou a Dilma e mandou o Roger embora.
Devia mandar ele para Taranto.
Que foi onde os ingleses afundaram a esquadra do Mussolini na II Guerra.


Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Multi investe US$ 1 bi no aço que Agnelli achava “fria”



A Agência Reuters divulga agora à  noite que a ArcelorMittal Brasil pretende  instalar um laminador de 1 bilhão de dólares em sua usina siderúrgica de Tubarão (ES), para transformar as placas de aço excendentes da exportação e lâminas de aço destinados ao mercado interno brasileiro.
Bem, os dirigentes da multi devem ser loucos,se a gente considerar a avaliação do “gênio”  Roger Agnelli, que dizia  não fazer”tanto sentido investir em aço.”
E a reportagem da reuters ainda vai além:
“Além de voltar Tubarão para o mercado interno, a ArcelorMittal Brasil está ampliando a capacidade da usina em São Francisco do Sul (SC) de olho no aquecido mercado automotivo(…) a companhia conclui até o final deste ano contratos para a construção de uma terceira linha de galvanização que ampliará a capacidade de aços planos da usina de 1,35 milhão para 2 milhões de toneladas por ano, em investimento de 300 milhões de dólares. A nova capacidade deve começar a operar entre o final de 2013 e início de 2014″.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Credibilidade do Estadão escorre pelo esgoto.Noticiário do Estadão perde confiabilidade

Até algum tempo atrás, o noticiário do Estadão era visto como o mais objetivo e confiável da velha mídia. Essa postura mudou radicalmente nos últimos anos. A cobertura politizada do caso Vale é demonstração do viés que acabou determinando a queda de qualidade do noticiário do jornal.

O jornal sustentou ter ouvido "um ex-funcionário, três ministros, quatro parlamentares e dois advogados do sistema financeiro" para garantir que uma das moedas de troca, para a demissão de Roger Agnelli, tinha sido a garantia de continuidade do Bradesco no Banco Postal dos Correios.

A matéria foi assinada por 11 (!) jornalistas - incluindo o diretor da sucursal de Brasília, Rui Nogueira.

Ontem, o Bradesco perdeu o leilão do Banco Postal para o Banco do Brasil.
"Na semana passada, a reportagem do Estado ouviu dois diretores da Vale e um ex-funcionário, três ministros, quatro parlamentares e dois advogados do sistema financeiro. Em comum, todos mantêm relacionamento direto com a mineradora e todos são ou foram (nos dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva) intermediários de conversações e negociações da empresa com o governo. (...)
Banco Postal. Atualmente, a exclusividade de uso do Banco Postal, da estatal Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), está nas mãos do Bradesco. Em 2001, o banco pagou R$ 200 milhões pelo serviço - desembolsa mais cerca de R$ 360 milhões ao ano por participação dos Correios na quantidade de transações realizadas nas agências do Banco Postal. O faturamento mínimo estimado para o Bradesco nesse segmento é de R$ 1 bilhão.
O negócio financeiro da ECT vai ser licitado novamente neste ano e, agora mais do que nunca, o Bradesco evita confrontos com o Planalto, articulando, ao mesmo tempo, uma solução negociada para a escolha do substituto de Agnelli na Vale".

O que selou o destino de Agnelli para que ele perdesse o comando da Vale - economia - Estadao.com.br
Segundo fontes ouvidas pelo 'Estado', a demissão do executivo foi motivada principalmente pela parceria entre o Bradesco e Banco do Brasil
03 de abril de 2011 | 0h 00
Adriana Fernandes, Karla Mendes, Lu Aiko Otta e João Domingos - O Estado de S.Paulo

Oficializada na quinta-feira pelo conselho de administração, a saída de Roger Agnelli da presidência da Vale foi comemorada no Palácio do Planalto e no Ministério da Fazenda. O saldo final da disputa em torno do comando da mineradora revela que Agnelli, 51 anos, vai sair depois de um desgaste político sem precedentes imposto pelo governo.

Sai porque defendeu a empresa das ingerências partidárias, sai porque não teve "jogo de cintura" - como admitem até seus aliados -, mas sai sem que essas sejam as verdadeiras razões de sua queda.

Na semana passada, a reportagem do Estado ouviu dois diretores da Vale e um ex-funcionário, três ministros, quatro parlamentares e dois advogados do sistema financeiro. Em comum, todos mantêm relacionamento direto com a mineradora e todos são ou foram (nos dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva) intermediários de conversações e negociações da empresa com o governo.

O estoque de trombadas políticas entre Agnelli e o Planalto é significativo, mas a síntese que melhor explica a queda do executivo é esta: os interesses empresariais do Bradesco, a partir da crise de 2008 e da parceria com o Banco do Brasil, definiram o destino de Agnelli.

"Genuinamente, o Bradesco não queria a saída de Agnelli, mas pesaram os interesses empresariais (do banco) e, então, ele topou", resumiu um executivo da Vale que pediu, assim como as demais fontes ouvidas, para não ser identificado.
Banco Postal. Atualmente, a exclusividade de uso do Banco Postal, da estatal Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), está nas mãos do Bradesco. Em 2001, o banco pagou R$ 200 milhões pelo serviço - desembolsa mais cerca de R$ 360 milhões ao ano por participação dos Correios na quantidade de transações realizadas nas agências do Banco Postal. O faturamento mínimo estimado para o Bradesco nesse segmento é de R$ 1 bilhão.

O negócio financeiro da ECT vai ser licitado novamente neste ano e, agora mais do que nunca, o Bradesco evita confrontos com o Planalto, articulando, ao mesmo tempo, uma solução negociada para a escolha do substituto de Agnelli na Vale. A ideia é escolher um "homem da mina", e não "um financista" - o nome mais cotado é Tito Martins, atual diretor de Operações de Metais Básicos. No Planalto, todas as fontes tratam Tito como um "nome cotadíssimo", mas que "não está 101% decidido".

Enquanto não decide o sucessor de Agnelli, o Bradesco trabalha para manter o Banco Postal nas suas mãos. O edital diz que só podem participar bancos com ativos de R$ 21,6 bilhões e patrimônio líquido de R$ 2,16 bilhões, no mínimo. Com essas condições, podem participar do leilão BB, Itaú, Bradesco, Caixa, Santander, HSBC, Votorantim, Safra, BTG Pactual, Banrisul, BNP Paribas e Citibank, conforme levantamento da consultoria Austin Rating.

Advogados que analisaram o edital dizem que o item 5.1.11.1 pode favorecer o Bradesco ao estabelecer que o valor total estimado para repasse à ECT, pelo período inicial de um ano, referente às transações bancárias, será de R$ 337,3 milhões. Como o Bradesco já opera o Banco Postal, é mais fácil para a instituição cumprir a regra do que um entrante.

Credibilidade do Estadão escorre pelo esgoto


Leia mais em: O Esquerdopata
Under Creative Commons License: Attribution

terça-feira, 17 de maio de 2011

Petrobras encomenda sete navios-sonda. No Brasil


O blog Fatos e Dados , da Petrobras, divulga hoje a constituição, sexta-feira, da Sete BR, uma empresa formada para assumir, em conjunto com o vencedor da licitação, o Estaleiro Atlântico Sul, de Pernambuco, a contrução de sete navios-sonda destinados à exploração do pré-sal.
O assunto mereceu pouca importância na imprensa, mas os números envolvidos nesta transação mostram que ela é um dos maiores negócios do mercado de construção naval dos últimos tempos.
A encomenda soma US$ 4,6 bilhões, cerca de de US$ 662 milhões por sonda. E as sete encomendadas são apenas um quarto das 28 previstas para o plano de prospecção e exploração do pré-sal. E este resto está deixando louco o mercado mundial de sondas de perfuração de poços de petróleo, como registrou, na semana passada, a Agência Reuters.
Elas pressionam, alegando que, compradas no exterior, as sondas custariam cerca de US$ 500 milhões. É o argumento “Agnelli” que justificou a compra dos supergraneleiros na China e na Coreia e que deixou fulo da vida o ex-presidente Lula.
Para eles, é claro, não importa que um investimento deste porte gere emprego, renda, impostos e, sobretudo, tecnologia e melhoramento em nossa indústria.
A Petrobras está avaliando o processo de contratação das outras 21 sondas.
O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, admite que, inicialmente, sondas e navios custam mais no Brasil, mas tendem a convergir para os preços internacionais com o passar do tempo e o avanço das encomendas. Augusto Mendonça, da Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore, garante que  a construção das sondas já assegura a instalação de, ao menos, mais três estaleiros no país.
É compreensível a pressa. O aluguel de navios-sonda é caríssimo. Este aí da foto, o Deepwater Discovery, tinha aluguel diário de 425 mil dólares, segundo a Veja, em 2008. Portanto, a construção de uma nave assim se paga em pouco mais de três anos.
Vamos torcer para que a petrobras, como ajudou na formação do consórcio Sete BR para estas sonda iniciais, encontre a forma de fazê-las todas aqui.
E, se não encontrar, que a Presidenta Dilma, como Lula queria fazer no caso da Vale, bata o martelo: façam aqui, porque é deste povo e deste país o petróleo que ela vai buscar.

Agnelli dá adeus com outro buraco no Brasil


Ontem foi o último ato público de Roger Agnelli como presidente da Vale. E, para fazer justiça à sua trajetória, o adeus foi a inauguração de outra megamina para exportar as riquezas estratégicas do Brasil. A mina de Onça Puma, em OuriLãndia do Norte, sudeste do Pará, vai exportar “apenas” 95% de sua produção do valiosíssimo ferro-níquel – usado na fabricação de aços inoxidáveis – visa, segundo o próprio Agnell, “atender a países como China, Japão, Alemanha, Finlândia, Itália e Estados Unidos”.
Em plena operação, a mina vai produzir 22o mil toneladas de ferro-níquel, com 53 mil toneladas de níquel contido.  Isso representa, simplesmente, 70% de toda a produção nacional até agora, que é de 74 mil toneladas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Mineração.  Com 95% deste volume exportado, a Vale vai mandar para fora, via Onça Puma, uma vez e meia todo oníquel que hoje o Brasil já exporta, pouco mais de 35 mil toneladas.
O minério vai em bruto, porque a Vale só tem refinarias – que separam o ferro do níquel e o deixam pronto para o uso na produção de aço -  no Reino Unido, Japão, Taiwan e China e uma recém construída na Nova Caledônia, gigantesca, adaaptada para  trabalhar com níquel laterítico limonítico, justamente o tipo que sai de Onça Puma.
Tecnologia para fazer, há, pois a Votorantim inaugurou uma refinaria em Goiás, com tecnologia brasileira, há pouco mais de um ano.
E demanda, haverá, senão para tudo, para parte significativa deste minério. O próprio Roger Agnelli admitiu ao Diário do Pará, que  tendência é de crescimento do consumo nos próximo anos, em função da montagem das estruturas de produção de petróleo do pré-sal e também dos investimentos previstos na indústria naval brasileira.
Enfim, o adeus de Agnelli, com os meganavios coreanos e chineses e esse superralo de escoamento de nosso valioso níquel se dá no seu grande estilo de pensar o Brasil como um buraco a ser cavado.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O que é bom para americano é ruim para o Brasil?


A colunista Miriam Leitão, em seu comentário de hoje na CBN, insiste que é apenas “política” e “pressão do Governo” .
Ela própria, porém, mostra como “política” e “oposição ao Governo”  é o seu jornalismo.
Ela diz que o consórcio vencedor foi “montado dentro do Palácio do Planalto” e que a Vale fazia parte de outro.
O vencedor tinha 49,98% de participação estatal. O perdedor, “apenas” 49%.
O controle do grupo vencedor, de toda forma, seria estatal, já que a Eletronorte anunciou previamente sua decisão de participar com 30 a 35% do negócio.
A diferença entre as propostas dos dois consórcios foi estreita: 5%.
E a participação da Vale no grupo derrotado era de 12,75%.
Maior, portanto, do que a que fará agora, limitada a 9%.
E a Vale, com diversas unidades produtoras próximas a Belo Monte não tinha interesse no projeto? Entrou agora só para “agradar” o Governo? E antes, porque tinha entrado – até com mais dinheiro – na disputa?
O curioso é que a participação em Belo Monte elevará a autossuficiência energética da Vale para 63% de seu consumo.
Menos que os 70% de autossuficiência que a americana Alcoa está atingindo com a recente entrada em operação da Usina de Estreito, entre o Maranhão e Tocantins, da qual a Vale também é sócia.
O presidente da Alcoa América Latina e Caribe, Franklin Lee Feder, que  é um americano que vive no Brasil há 50 anos, comemorou ter alcançado este índice:
“É um marco histórico para a Alcoa. Estamos felizes por esta conquista e por saber que muito em breve teremos 70% de autossuficiência energética em nossas operações. Todos os esforços que temos feito nesse sentido estão refletidos neste importante resultado”.
O senhor Feder, nascido nos Estados Unidos e presidente de uma multinacional, não é um esquerdista e, como todo executivo, gosta de lucros. Mas, como você pode ver no vídeo acima, tem um julgamento melhor sobre o Brasil do que o de Roger Agnelli. E que o de Miriam Leitão e muitos colunistas econômicos

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

SACO SEM FUNDO


 REVOLTA ÁRABE - Clique para ver a página especial

 


Superávit do governo para pagar juros da dívida pública atinge R$ 14 bilhões em janeiro -é o segundo maior arrocho fiscal da história para este mês.  Em 30 dias destina-se aos rentistas o que se gasta em um ano com o programa Bolsa Família, que beneficia 12,8 milhões de lares, 50 milhões de brasileiros mais pobres. Na próxima quarta-feira, o Banco Central se reúne para decidir se vai aumentar ainda mais a taxa de juros do país, que já é a maior do mundo (11,25%) tendo sugado R$ 190 bilhões de receitas fiscais em 2010 para o 'serviço' da dívida pública (quase 20% da receita líquida do país). A ortodoxia  recomenda  que o BC  dê mais uma volta no torniquete, elevando em 0,75% a Selic que bateria em 12% ao ano para deleite dos capitais especulativos que se banqueteiam no mercado brasileiro. A justificativa é conter as pressões inflacionárias  esfriando a economia. É a única opção? Leia nesta pág. artigo do economista Fernando Ferrari.

Vale do Rio Doce tem o maior lucro da história
'VALEU PSDB!' 
ASSINADO, ROGER AGNELLI

Vale do Rio Doce tem lucro de R$ 30 bilhões em 2010 --10 vezes o preço pago pela empresa na privatização decretada pelo governo FHC, em 1997. Em tempo: a Vale era a Petrobrás dos minérios. Hoje a riqueza mineral brasileira rende R$ 30 bi de lucros líquidos aos acionistas e a empresa paga apenas 2% de royalties ao país. Pior: um ano antes de privatizar a Vale, FHC desativou a única unidade de fabricação de trilhos existentes no Brasil, na CSN. Fez barba e cabelo: entregou a matéria-prima e inviabilizou uma importante área de agregação de valor. Hoje o país embarca minério bruto para a China e importa trilhos chineses para a expansão das ferrovias brasileiras. Agnelli vai distribuir US$ 4 bi aos acionistas, mas se recusa a investir US$ 1,5 bi numa laminadora de trilhos no Brasil. O governo Dilma está discutindo uma nova regulação para o setor mineral . A ver.

(Carta Maior, 6º feira, 25/02/2011)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

1 MILHÃO NAS RUAS DO CAIRO, CONTRA A DITADURA




Trincas no Exército, que já registra deserções e confraternização entre soldados e manifestantes,  dificultam transição sem mudança, ensaiada por Mubarak. Regime resiste, mas espaço para reverter avanço das ruas se estreitou nas últimas horas. Hoje, oposição promete levar 1 milhão às ruas do Cairo. 

 INTERESSE DOS ACIONISTAS E O DO BRASIL
 
A diretoria da mineradora Vale do Rio Doce, presidida pelo tucano Roger Agnelli, aprovou uma proposta de remuneração mínima aos acionistas -entre eles, alguns fundos de pensão do setor público--  de US$ 4 bilhões para 2011. Segundo a notificação ao mercado, a 'remuneração mínima' de US$ 4 bilhões representa aumento de 60% em relação ao retorno ‘mínimo' anunciado em 2010. O Brasil exportou em 2010 cerca de US$ 28 bi em minérios. A Vale foi responsável por  US$ 24,04 bi desse total, a um preço médio entre US$ 92,98 e US$ 100 a tonelada. O mesmo Brasil que drena seu minério para a China a US$ 90/100 a tonelada vai importar , em boa parte da própria China, 244,6 mil toneladas de trilhos, ao preço médio de US$ 864/t - entre oito e noves vezes o valor do minério bruto embarcado. A montagem de uma fábrica de trilhos requer  investimentos da ordem de US$ 1,5 bilhão. A ‘remuneração mínima' aos acionistas da Vale  prevista  para este ano permitiria erguer uma fábrica de trilhos no país e ainda distribuir US$ 2,5 bi ao mercado. Por que isso não ocorre? Porque o marco regulatório do setor autoriza a espoliação das riquezas nacionais sem contrapartida ao desenvolvimento.  Um novo projeto regulatório deve ser aprovado no governo Dilma. A ver.

(Carta Maior, 3º feira, 01/02/2011)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

NEGÓCIOS DA CHINA: BRASIL EXPORTA FERRO E IMPORTA TRILHO



Em 2010, Brasil --leia-se, a Vale-- vendeu cerca de US$ 28 bi em minério de ferro bruto, fundamentalmente para a China, a um valor médio de US$ 130 a tonelada. Em compensação, o país acaba de lançar um edital internacional para adquirir -- fundamentalmente  da China e leste europeu-- 244,6 mil toneladas de trilhos, ao preço médio de US$ 864 a tonelada - quase sete vezes o valor do minério bruto embarcado. A fabricação própria viabiliza-se, segundo os especialistas, a partir de uma demanda de  500 mil toneladas de trilhos/ ano. O Brasil chegou a 496 mil toneladas em 2010 . Mas é  só o começo. O país mobiliza o maior investimento ferroviário dos últimos 40 anos, com expansão prevista  de 20 mil kms de malha até 2025, conforme  o Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT). Projetos já em andamento, incluídos no PAC 2, somam mais 3.757 km até 2014. A montagem de uma fábrica de trilhos requer investimentos da ordem de US$ 1,5 bilhão. Em 1996, um ano antes de privatizar a Vale do Rio Doce , o governo Fernando Henrique Cardoso desativou também o laminador de produção de trilhos da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Fez barba e bigode: entregou o minério bruto e inviabilizou a agregação de valor local. A Vale foi privatizada por R$ 3,3 bilhões, em 1997. Atualizado, o valor corresponde ao lucro líquido da empresa obtida apenas em um trimestre  (o 3º) de 2010. O lucro seria mais que suficiente para implantar uma fábrica de trilhos, algo que a empresa, dirigida pelo tucano Roger Agnelli, desde 2001, jamais cogitou. (Carta Maior, com dados Valor e Ministério dos Transportes. Leia mais:  "DILMA VAI MUDAR O MARCO REGULADOR DO SETOR MINERAL. E A VALE, COMO FICA?)

(Carta Maior, 5º feira, 27/01/2011)