Nova novela global atropela sutilezas e dissimulações; na lata, logotipo da trama das sete da noite destaca números e letras que formam 40, na primeira linha, e 45, na segunda (acima); são as identificações eleitorais, na vida real, de Eduardo Campos, do PSB, e de Aécio Neves, do PSDB; produto é veiculado imediatamente antes do Jornal Nacional e ficará no ar pelos próximos meses; no ano eleitoral de 2014, emissora de João Roberto e seus dois irmãos Marinho acentua parcialidade histórica de antena amiga dos militares (1964-1985), patrocinadora do escândalo Proconsult (1982) e organizadora do ardiloso debate Collor X Lula (1989); Vale Tudo, como dizia a novela que imortalizou a vilã Odete Roitman, em 1988
Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista
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segunda-feira, 12 de maio de 2014
terça-feira, 7 de agosto de 2012
A CAPA DA REVISTA ( INDECENTE ) VEJA
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quinta-feira, 10 de março de 2011
Conheça a “revolução” de 1964
Blog cidadania - Eduardo guimarães
Após a Record desmascarar as mentiras da Globo sobre a Venezuela, agora é a vez de o SBT desmascarar Globos, Folhas, Vejas, Estadões, Reinaldos Azevedos, Bolsonaros, Bornhausens e todos os outros que tentam desculpar o regime criminoso que se abateu sobre este país em 1964, a ditadura que os militares comemoravam todo 31 de março.
Amor e Revolução, nova novela do SBT que estreia em abril, será a primeira na televisão brasileira a se passar inteiramente na época da Ditadura Militar, entre as décadas de 60 e 70. A trama escrita por Tiago Santiago e dirigida por Reynaldo Boury tem a coragem de passar a limpo a história recente do Brasil e contar toda a realidade da Ditadura.
Abaixo, alguns vídeos sobre esse resgate histórico que terá o condão de mostrar à atual geração de adolescentes que vem sendo corrompida pelas mentiras da mídia golpista que os valores que lhes estão sendo vendidos provêm de milionários que acumularam fortunas ajudando a trucidar a geração idealista que deu a vida pela liberdade.
Aviso: as cenas são fortes.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Mídia censora denuncia ‘censura’
O que você acharia de uma novela argentina que tivesse um personagem chamado “Brasil”. O nome do país seria dado a um homem feioso, estúpido, malandro, preguiçoso, covarde, invejoso e arrogante que tem uma vizinha virtuosa, bela, inteligente, esforçada, leal e humilde, vítima constante das armações do vizinho. O nome da heróina seria “Argentina”.
É sob esta ótica que peço que o leitor analise notícia sobre o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, amplamente veiculada nos últimos dias, por ele ter proibido, em seu país, a exibição de uma produção colombiana que faz com a Venezuela o mesmo que a novela fictícia que inventei no parágrafo anterior faria com o Brasil.
Hugo Chávez determinou à rede de TV Televen que pare de transmitir a novela colombiana “Chepe Fortuna”. A Conatel (Comissão Nacional de Telecomunicações) avaliou que o programa “subestima a inteligência dos telespectadores” devido ao tratamento dado a duas personagens, as irmãs Colômbia (bonita, correta e cheia de virtudes) e Venezuela (feia, malandra e histérica).
Em um dos episódios, Venezuela entra em desespero ao ser informada de que perdeu seu cachorrinho de estimação, Huguito. “O que será de mim sem ele?”, pergunta, desconsolada. “Você será livre, Venezuela! Porque Huguito ultimamente andava se metendo nas casas alheias, o que te deixava mal perante os outros”, foi a resposta.
Em outro momento da série, a personagem descobre que está grávida e decide que seu filho vai se chamar Fidelito.
Segundo a Conatel, há uma “manipulação descarada no roteiro para desmoralizar a população venezuelana”.
A mesma mídia que acusa Chávez de promover censura se cala sobre o documentário da BBC de Londres “Beyond Citizen Kane”, proibido no Brasil desde a estréia, em 1993, por decisão judicial, por tratar das relações sombrias entre a Rede Globo e grupos políticos, dentre os quais os que promoveram a ditadura militar brasileira.
É discutível a decisão de Chávez de proibir uma obra artística, ainda que seja possível entender que qualquer povo fique ofendido com uma novela como a colombiana. Todavia, uma mídia que pede censura a fatos indiscutíveis sobre seu tentáculo mais poderoso não tem a menor moral para acusar o presidente da Venezuela de censor.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Globo usa “minissérie” para atacar Lula
Do Blog Cidadania - Eduardo Guimarães

Era 1973. Tinha 13 anos quando assisti, pela primeira vez, a novela da Globo O Bem Amado. Trazia no elenco monstros sagrados como inesquecível Paulo Gracindo, talvez o maior ator brasileiro que vi atuar. Passava tarde da noite e eu, numa época em que jovens tinham regras, desafiava a família para assistir, mesmo tendo que acordar cedo no dia seguinte.
Era um tempo em que uma trama muito mais leve do que a da atual novela das oito tinha que ir ao ar às 22 horas por conta da rígida classificação da ditadura militar. Contudo, a inteligência do dramaturgo Dias Gomes conseguiu burlar a inteligência curta da censura veiculando uma trama que era uma analogia ao regime opressor durante seu período mais violento.
Era a época do “milagre econômico”, em que o Brasil crescia como cresceu no ano passado, só que em bases totalmente diferentes porque hoje cresce com as próprias pernas e, naquele tempo, crescia ao custo de um endividamento externo criminoso, que jogou o Brasil em uma espiral inflacionária virulenta e duradoura e em uma dívida externa “impagável”.
O ditador de plantão era o psicopata Emílio Garrastazu Médici, o mais violento dos generais-presidentes. Tinha altíssima popularidade e a novela lhe foi uma sátira. Foi levada ao ar em um momento em que a mídia golpista, que pedira e sustentara a ditadura em seus primórdios, já começava a descobrir que ninguém ganha com ditaduras além dos próprios ditadores.
O Bem Amado é uma trama divertida e inteligente. Um governante corrupto se elege graças a um povo estúpido e desinformado com promessas bizarras como a de construir um cemitério – obviamente que superfaturado – para que a pequena cidade nordestina de Sucupira não precisasse mais enterrar os seus mortos na cidade vizinha.
A Globo ressuscita O Bem Amado de afogadilho, em míseros quatro capítulos, poucos dias depois de Lula deixar a Presidência, com a escandalosamente óbvia intenção de fazer analogia entre dois governantes – um fictício e outro real – populares e – na visão doentia da emissora – igualmente corruptos, pretendendo mostrar que corruptos também podem ser populares.
Pouco importa que Odorico Paraguaçu, o “bem amado” governante de Sucupira, não tenha tirado um quarto de seu povo da miséria ou auferido, para a sua cidade, o respeito do resto do mundo. A Globo espera que ninguém se lembre disso. Certa da “burrice” dos brasileiros, acha que farão “conexão” imediata entre Lula, popularidade, populismo e corrupção.
Era 1973. Tinha 13 anos quando assisti, pela primeira vez, a novela da Globo O Bem Amado. Trazia no elenco monstros sagrados como inesquecível Paulo Gracindo, talvez o maior ator brasileiro que vi atuar. Passava tarde da noite e eu, numa época em que jovens tinham regras, desafiava a família para assistir, mesmo tendo que acordar cedo no dia seguinte.
Era um tempo em que uma trama muito mais leve do que a da atual novela das oito tinha que ir ao ar às 22 horas por conta da rígida classificação da ditadura militar. Contudo, a inteligência do dramaturgo Dias Gomes conseguiu burlar a inteligência curta da censura veiculando uma trama que era uma analogia ao regime opressor durante seu período mais violento.
Era a época do “milagre econômico”, em que o Brasil crescia como cresceu no ano passado, só que em bases totalmente diferentes porque hoje cresce com as próprias pernas e, naquele tempo, crescia ao custo de um endividamento externo criminoso, que jogou o Brasil em uma espiral inflacionária virulenta e duradoura e em uma dívida externa “impagável”.
O ditador de plantão era o psicopata Emílio Garrastazu Médici, o mais violento dos generais-presidentes. Tinha altíssima popularidade e a novela lhe foi uma sátira. Foi levada ao ar em um momento em que a mídia golpista, que pedira e sustentara a ditadura em seus primórdios, já começava a descobrir que ninguém ganha com ditaduras além dos próprios ditadores.
O Bem Amado é uma trama divertida e inteligente. Um governante corrupto se elege graças a um povo estúpido e desinformado com promessas bizarras como a de construir um cemitério – obviamente que superfaturado – para que a pequena cidade nordestina de Sucupira não precisasse mais enterrar os seus mortos na cidade vizinha.
A Globo ressuscita O Bem Amado de afogadilho, em míseros quatro capítulos, poucos dias depois de Lula deixar a Presidência, com a escandalosamente óbvia intenção de fazer analogia entre dois governantes – um fictício e outro real – populares e – na visão doentia da emissora – igualmente corruptos, pretendendo mostrar que corruptos também podem ser populares.
Pouco importa que Odorico Paraguaçu, o “bem amado” governante de Sucupira, não tenha tirado um quarto de seu povo da miséria ou auferido, para a sua cidade, o respeito do resto do mundo. A Globo espera que ninguém se lembre disso. Certa da “burrice” dos brasileiros, acha que farão “conexão” imediata entre Lula, popularidade, populismo e corrupção.
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