Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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sábado, 22 de janeiro de 2011

Vazou uma “suposta” Ley de Medios. É boicote ?


O Franklin entregou uma cópia ao Paulo Bernardo. E só
O número 275, de 21 de janeiro de 2011 da publicação tele.síntese traz uma “suposta” (como diria a Folha (*) ) Ley de Medios.

Seria a Ley de Medios do ex-ministro Franklin Martins.

A “suposta” Ley de Medios fala da “suposta” criação de uma Agência Nacional de Comunicação.

Estabelece o princípio do “quem produz não distribui, quem distribui não produz”.

Ou seja, permite que as operadoras de telefonia entrem no mercado de tevê por assinatura, desde que comprem conteúdo de terceiros.

A “suposta” Ley de Medios preveria que um produtor independente transmitisse seu programa pela operadora de telecom ou pela emissora de tevê – como a Globo –, já que o compartilhamento será obrigatório.

A “suposta” Ley de Medios também proíbe político de ter emissora de rádio e tevê.

Navalha
Este ansioso blogueiro tem a informação de que o ex-ministro Franklin Martins entregou uma ÚNICA cópia de sua Ley de Medios ao ministro Paulo Bernardo.

Das duas uma: ou a “Ley de Medios” da tele.síntese é uma fraude.

Ou a Ley de Medios do Franklin vazou de dentro do Ministério das Comunicações.

E, se vazou, é para detonar.

Para detonar, porque uma divulgação prematura das linhas mestras do projeto permite que os grupos de pressão – o Senador Evandro Guimarães (Partido da Globo-RJ) à frente – entrem em ação.

O Ministro Paulo Bernardo já sugeriu que os ansiosos se acalmassem: a Ley de Medios seria precedida de uma ampla discussão.

O Conversa Afiada acha isso inútil: neste país se discute Ley de Medios desde que a Globo editou o debate do Lula com o Collor.

Mas, se o Ministro quer um “amplo debate”, ele não vazaria a Ley de Medios do Franklin.

Logo, o vazamento é para detonar.

Paulo Henrique Amorim


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Pouco após o cidadão Marinho


A produção independente da tevê britânica “Muito Além do Cidadão Kane” foi ao ar pela primeira vez em 1993, através da BBC de Londres (a tevê pública do Reino Unido), no auge do poder do protagonista do documentário, o empresário brasileiro Roberto Marinho, então controlador do maior império de comunicação do país e um dos maiores do mundo.
Reproduzi o documentário neste blog mais uma vez devido ao momento surpreendente que este país está vivendo, um momento que deve ser analisado tendo como pano de fundo o poder quase absoluto que Marinho teve em vida e que parecia inesgotável, mas que foi diminuindo ao longo da última década.
A produção britânica foi furiosamente censurada pelo ex-todo-poderoso magnata das comunicações durante a última década do século XX,  valendo-se do poder de pressão sobre as instituições que amealhou durante aquele século ao prestar serviços à ditadura mais cruel que este país conheceu.
Todavia, a censura global não adiantou por muito tempo. A internet simplesmente anulou a proibição que a Justiça brasileira impôs ao povo em defesa dos interesses pessoais e comerciais de Marinho. Mas não foi só esse o  poder que perdeu aquele que se tornou o símbolo maior do coronelismo eletrônico latino-americano.
O documentário britânico mostra como Marinho manipulava a política brasileira, elegendo e derrubando políticos ao sabor de seus próprios interesses e, reconheça-se, das próprias convicções ideológicas. Mas, também, mostra uma história de derrotas que sofreu apesar do poder imenso que detinha – e que seus sucessores genéticos, reconheça-se igualmente, ainda detêm, em parte.
As Diretas Já, por exemplo. O documentário mostra a ousadia da Globo de tentar esconder  manifestações que chegavam a juntar um milhão de pessoas no Rio de Janeiro ou em São Paulo, mas mostra como os brasileiros, naquela época, já tinham aprendido a desconfiar de Marinho.
Tragicamente, o fracasso dos governos Sarney e Collor manteve o país enterrado em crises econômicas por mais de década após o fim do regime militar, permitindo à mídia conservadora incutir na sociedade uma certa “saudade” de uma ditadura que caiu, mais do que tudo, por ter atirado o país em uma crise econômica sem precedentes devido à corrupção imperscrutável dos ditadores.
Apesar do fracasso do Plano Real , de Fernando Henrique Cardoso, que reduziu por alguns anos o descontrole inflacionário – que retornaria ao longo de seu segundo mandato –, a mudança efetiva que tal plano promoveu na vida das pessoas por algum tempo restabeleceu a fé na democracia, mostrando ao povo que a política era, sim, o caminho para mudar de vida.
Sem a reversão do caos inflacionário ao fim do governo Itamar Franco e durante o primeiro mandato de FHC, a sociedade jamais teria ousado eleger Lula, que, em 2002, convertera-se em uma espécie de “última tentativa” popular para mudar o país através do voto, pois até havia pouco inexistia a crença em que a política pode melhorar a vida de todos.
Ressalte-se a importância do sucesso da era Lula, sem o qual o país seria tomado por uma profunda descrença na democracia, com resultados imprevisíveis sobre o próprio Estado Democrático de Direito.
E é na chegada da era Lula, na reeleição do ex-operário e na eleição da sucessora que indicou que se deve analisar o momento imediamente posterior à era Roberto Marinho, encerrada com a sua morte. Uma era que a Globo, agora sob a batuta de seus herdeiros, falhou miseravelmente em prorrogar, tendo perdido o poder de eleger os governos nacionais, ainda que tenha mantido sua capacidade de criar crises políticas.
À luz da realidade política contemporânea, o documentário Muito Além do Cidadão Kane soa meio fantasioso. Não se concebe que a Globo ousasse mentir hoje  como o filme mostra que mentiu ao dizer que manifestação de um milhão de pessoas pelas Diretas Já fora um ato público em comemoração ao aniversário de São Paulo, ou que tentasse fraudar uma eleição, como fez com Leonel Brizola no Rio de Janeiro, no escândalo Proconsult.
Além dos fatores políticos que enterraram boa parte do poder da Globo e a totalidade da era Roberto Marinho, houve, também, o fenômeno da internet, que promoveu a maior revolução nas comunicações depois do surgimento da imprensa – aliás, uma revolução maior do que o surgimento da própria imprensa, a meu juízo.
Pouco após o “Cidadão Marinho”, o ritmo da história vai se mostrando, novamente, impermeável aos impérios, à ilusão dos déspotas de que poderes discricionários podem se manter indefinidamente.
Nesse aspecto, notícia recente dá conta de outro mito que vai caindo, o da supremacia eterna da audiência da Globo. A Record acaba de ultrapassar a audiência da concorrente logo ao fim do horário nobre da tevê.
Ainda que a sociedade esteja trocando seis por meia dúzia – Edir Macedo é um crápula menos pernicioso que Marinho, mas tampouco é flor que se cheire –,  não se pode desconhecer que a mera desconcentração de audiência é um evento a comemorar. Pouco após o cidadão Marinho, já se pode sonhar com o fim das ditaduras midiáticas. Não é pouco.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Dilma e a política suicida do câmbio


Por Altamiro Borges

Mesmo economistas ortodoxos têm alertado o governo recém-empossado de Dilma Rousseff para os enormes perigos da atual política cambial. A valorização artificial do real, decorrente da guerra cambial deflagrada pelos EUA, já dá sinais evidentes de que reduz o ímpeto das exportações e eleva as importações, afetando a balança comercial e causando transtornos para a indústria nacional. Em vários setores da economia, esta política suicida já começa a causar efeitos negativos na geração de empregos.

Efeitos maléficos nos produtos manufaturados

A indústria de calçados é uma das que mais sente o impacto do conservadorismo na área cambial. Mesmo tendo exportado 129,5 milhões de pares de sapatos até novembro passado, a tendência é de retração. Segundo Heitor Klein, presidente da Abicalçados, a exportação reflui e o mercado interno sofre maior concorrência, principalmente dos produtos chineses. “Em 2010, exportamos US$ 1,4 bilhão; em 2008, US$ 1,8 bilhão. Perdemos, em dois anos, US$ 900 milhões”, explica Klein.

Nesta semana, a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) divulgou que o déficit comercial dos produtos manufaturados chegou a US$ 70,9 bi em 2010, alta de 95% sobre 2009. As importações cresceram 45%, contra 18% das exportações. Até quem não exporta sente o baque da política cambial. É o caso do setor de embalagens. Segundo Maurício Groke, presidente da Abre, o mercado está sendo invadido por produtos estrangeiros devido à desvalorização artificial do dólar. A importação subiu 57%.

EUA deflagram destrutiva guerra cambial

Este perigoso desajuste decorre do cambio flutuante, ao sabor do deus-mercado, implantado no governo FHC e mantido por Lula, e agravado agora pela “guerra cambial” deflagrada pelos EUA. Esta é um desdobramento da crise capitalista mundial que eclodiu em 2008. Para escapar do colapso econômico, os EUA decidiram desvalorizar a sua moeda e inundaram o mercado internacional com dólares. Desta forma, este império parasitário e decadente tenta conter as suas importações e aumentar as suas exportações.

O império ianque está pouco ligando para os estragos que provoca na economia internacional. Quer salvar a sua pele, reduzindo seus déficits, e dane-se o mundo. Para se defender, a China intensifica a concorrência e desvaloriza sua moeda, o yuan. Já o Brasil insiste em manter o tripé neoliberal da política macroeconômica, com juros elevados, arrocho fiscal e cambio flutuante. Quem ganha com esta orientação é a oligarquia financeira. Ganha com os juros, com o superávit e com a libertinagem cambial.

Ditadura financeira ganha com a libertinagem

Como explica o economista Pedro Rossi, pesquisador do Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica da Unicamp, o que ocorre é uma “subordinação das trajetórias cambiais às decisões de agentes financeiros". Ele lembra que o mercado mundial de moedas, conhecido como Forex (foreign exchange market), é o mais lucrativo do planeta. Nele são negociados em torno de US$ 4 trilhões por dia, segundo o Banco para Compensações Internacionais (BIS). Esse montante excede com folga as necessidades reais da economia: em 15 dias, o mercado de moedas transaciona o equivalente ao PIB mundial do ano todo.

É essa ditadura financeira que impõe o tripé neoliberal das políticas monetária, fiscal e cambial. Ainda segundo Pedro Rossi, ela é a maior interessada “nesta descolagem da trajetória das taxas de câmbio em relação aos fundamentos econômicos”. Os rentistas ganham com o câmbio flutuante e com a “guerra cambial”. Eles especulam no meio da desgraça. A chegada volumosa de dólares ao Brasil está associada, por um lado, aos ganhos elevados das taxas de juros e, por outro, à forte oscilação do câmbio.

Risco de desindustrialização do país

O governo brasileiro até agora se mostrou tímido diante desta “guerra das moedas”. Para evitar uma valorização ainda maior do real frente ao dólar, ele aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) duas vezes. Esta medida, porém, não conteve a gula dos especuladores. O dólar continua artificialmente em baixa, o que prejudica a economia nativa. Caso não sejam adotadas políticas mais duras, como o controle do câmbio e do fluxo de capitais, a tendência é a da desindustrialização do país.

Para o economista José Luis Oreiro, o Brasil precisa superar a sua passividade diante da agressiva guerra cambial. Ele observa que os EUA desvalorizam o dólar para aumentar a competitividade de suas exportações e, com isso, tentar sair da crise. Já a China, Tailândia e outros países tentam se defender com medidas para impedir ou reduzir a valorização das suas moedas. “Um terceiro grupo de países, incluindo os da América Latina – inclusive o Brasil –, têm sido passivos frente à desvalorização do dólar”.

Consenso entre os economistas

Em sua opinião, o Brasil deve adotar políticas radicais diante dessa conjuntura e desvalorizar a moeda nacional “para voltar a uma situação de mais competitividade da economia brasileira”. Entre as medidas, ele propõe o controle na entrada de todos os capitais estrangeiros e a redução das taxas de juros. “O Brasil não pode, neste contexto internacional, ter uma taxa de juros que é até oito vezes maior do que a que prevalece no restante do mundo”. Ele também propõe uma mudança de postura diante da China.

Essa opinião, com suas nuances, é compartilhada por inúmeros economistas. José Carlos Braga prega o imediato fim do tripé do câmbio flutuante, metas de inflação e superávit primário. “É um triângulo de ferro mortal. A política cambial é homicida do nosso desenvolvimento... [O governo] tem que chamar a banca privada para negociar o seu engajamento num projeto nacional de desenvolvimento. Precisa dar um basta nessa moleza de ficar faturando com a dívida pública”.

Bresser Pereira é taxativo: "O Brasil só terá novamente altas taxas de crescimento econômico quando voltar a administrar as taxas de câmbio". Paulo Nogueira Batista Jr. detona a atual política cambial: “A produção nacional perde espaço no mercado interno para as importações de bens e serviços, ao mesmo tempo em que a maior parte das exportações se torna pouco competitiva nos mercados externos”.

Luiz Gonzaga Belluzzo complementa: “Com um câmbio excessivamente valorizado, a atividade de empresas que fabricam produtos de maior valor agregado e geram empregos de maior qualificação pode ser duramente atingida”. E o economista Yoshiaki Nakano lembra uma velha lição de Mario Henrique Simonsen, que dizia que “inflação aleija, câmbio mata”.

Coimbra: os males do serrismo




O fenômeno, pequeno em inserção popular mas relevante no plano político, depende de tudo dar errado para Dilma e os novos oposicionistas. Por Marcos Coimbra. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ ABr
Os males do serrismo

por Marcos Coimbra, na CartaCapital

Não há partidos ou movimentos políticos exclusivamente bons ou unicamente ruins, se os considerarmos em seu tempo e lugar. Na vida real das sociedades, eles são uma mistura de coisas boas e más, de acertos e erros (salvo, é claro, exceções como o nazismo).
Tudo é uma questão de proporção, do peso que o lado ruim tem em relação ao bom. São bons os movimentos políticos e os partidos (bem como as tendências que existem no interior de alguns), cuja atuação tende a ser mais positiva para o País, seus cidadãos e instituições. São os opostos aqueles que fazem o inverso, que agem, na maior parte das vezes, de maneira negativa.
Tome-se o serrismo, um fenômeno pequeno, do ponto de vista de sua inserção popular, mas relevante no plano político. Afinal, não se pode subestimar uma tendência tucana que conseguiu aprisionar o conjunto de seus correligionários, mesmo aqueles que não concordavam com ela (e que eram maioria), e os levou a uma aventura tão fadada ao insucesso quanto a recente candidatura presidencial do ex-governador José Serra. E que tem, além disso, tamanha super-representação na mídia, com simpatizantes espalhados nas redações de nossos maiores veículos.
Por menor que seja sua base social e inexpressiva sua bancada parlamentar, o serrismo existe. E atrapalha. Muito mais atrapalha que ajuda.
Neste começo de governo Dilma, recém-completada sua primeira quinzena, o serrismo já mostra o que é e como se comportará nos próximos anos. Os sinais são de que será um problema para todos, seja no governo, seja na própria oposição.

Vem da grande imprensa paulista (uma insuspeita fonte na matéria), a informação de que seus integrantes estão revoltados com a trégua que outras correntes do PSDB estariam dispostas a oferecer à presidenta. Em vez da “colaboração federativa” buscada pelos governadores tucanos e as bancadas afinadas com eles, os serristas querem “partir para o pau”.
O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), expoente máximo da tropa de elite serrista, dá o mote, ao afirmar que o PSDB deveria ser duro contra Dilma desde já, de forma a ser uma referência oposicionista no futuro. O pano de fundo do que propõe, percebe-se com facilidade, é posicionar o serrismo (de novo!) para a sucessão de Dilma.
Segundo as informações disponíveis, a primeira meta do grupo de José Serra (cujo tamanho, diga-se de passagem, é ignorado) é aproveitar-se da tragédia das chuvas na região serrana do Rio para golpear a presidenta, responsabilizando-a pela ocupação caótica de encostas e outras áreas de risco nas cidades atingidas. Para esses personagens, seria a incompetência de Dilma, à frente do PAC, a causa de tantas mortes e sofrimento. Ou seja, vão tentar vender a versão de que, se ela fosse melhor gerente, nada teria acontecido.
Em nossa permissiva cultura política, não há surpresa no oportunismo da proposta. Ninguém se espanta que alguém faça um jogo como esse, que queira tirar dividendos de uma catástrofe e que, para isso, torça fatos e procure­ enganar os incautos. Todos nos acostumamos com essa falta de seriedade.
Mas até os mais céticos ficam perplexos com o contraste entre o que dizem agora os serristas e o que foi a campanha que fizeram na eleição de 2010.
Ou será que ninguém ouviu José Serra se apresentar como “verdadeiro continuador” de Lula? Que não viu Serra evitar qualquer crítica ao ex-presidente, dizendo que concordava com ele e que nada mudaria em seu governo (a não ser aumentar o salário mínimo para 600 reais e conceder uma 13ª parcela do Bolsa Família aos beneficiários)?
Derrotado, o serrismo virou oposição intransigente, e quer levar os grupos vitoriosos de seu partido com ele. Enquanto esteve à frente do governo de São Paulo, buscou a boa convivência e a colaboração com o Planalto, avaliando que, ao agir dessa maneira, aumentava suas­ chances na sucessão de Lula. Agora que não tem escolha, se exime de qualquer compromisso e parte para o pau.
É pouco provável, no entanto, que consiga arrastar o restante do PSDB e os demais partidos de oposição para a radicalização anti-Dilma. No fundo, o serrismo apenas tenta preservar algum espaço em um cenário cada vez mais desfavorável para seus propósitos.
É só se tudo der errado, seja para a presidenta, seja para as novas forças oposicionistas, que o serrismo tem sobrevida. Sua aposta é o fracasso de todos.

E SE O JURO NÃO SUBISSE, O QUE ACONTECERIA? NADA.


 

"Há um problema de aceleração inflacionária, mas qual é sua magnitude? Tanto nos cenários do BC quanto nos do mercado, a economia brasileira, depois de correr acima dos 7% em 2010, algo que não se via há duas décadas e meia, reduzirá seu ritmo para 4,5%. Na projeção do BC, a expansão da indústria de transformação cai pela metade em 2011 (de 10,2% para 5,4%), o setor de serviços cresce 4,2%, ante os 5,4% de 2010 e a agropecuária avança apenas 0,5% ante 7,5% no ano passado. O descompasso entre oferta e demanda, apontado pelo BC, possivelmente deixará de existir. O BC projeta um recuo de 2 pontos percentuais no consumo das famílias, para 4,8%, e 1,5 ponto percentual no consumo do governo, para 2,4%. O BC poderia, por outro lado, não perseguir o centro da meta nem elevar os juros agora e, nesse caso, pelas projeções da própria autoridade monetária, nada de muito grave ocorreria. Com o juro mantido a 10,75% e o dólar a R$ 1,70, a evolução dos preços ficaria "acima do valor central da meta até o fim de 2011, quando alcança 5,0%, e oscila em torno da meta nos trimestres posteriores, encerrando o último trimestre de 2012 em 4,8%". Não existe a possibilidade, porém, de o BC se isentar de perseguir o centro da meta, no sistema brasileiro, da mesma forma que ele tem de obter seus resultados dentro do calendário gregoriano e não em prazos mais longos. Em suma, as chances de o teto da meta ser ultrapassado ou criar-se um ambiente de descontrole inflacionário é, até agora, remoto." (Valor;21/01)

Petrobrás conclui lançamento de US$ 6 bi. Chevron está desesperada


Na foto, um posto da Petrobrax no Governo Cerra

INFORMAÇÕES, FOTOS, GRAVAÇÕES DE ÁUDIO E VÍDEO EM WWW.AGENCIAPETROBRASDENOTICIAS.COM.BR


Nota à Imprensa

20 de janeiro de 2011


Precificação de títulos no mercado internacional

A Petrobras informa a precificação dos títulos (“Global Notes”) com vencimentos de 5, 10 e de 30 anos, emitidos através da sua subsidiária integral Petrobras International Finance Company (“PifCo”) e com garantia da Petrobras. A oferta foi realizada em diferentes tranches e registrada na SEC ( U.S. Securities and Excahnge Comission). A conclusão da operação está prevista para ocorrer em 27 de janeiro de 2011.


Os termos da emissão dos títulos com vencimento em 2016 são os seguintes:


Emissão: 3,875% de Notas Globais PifCo com vencimento em 2016

Volume: U.S.$ 2.500.000.000

Cupom: 3,875%%

Datas dos pagamentos de juros: 27 de janeiro e 27 de julho de cada ano, iniciando em 27 de julho de 2011

Rendimento ao investidor: 3,95%

Vencimento: 27 de janeiro de 2016


Os termos da emissão dos títulos com vencimento em 2021 são os seguintes:


Emissão: 5,375% de Notas Globais PifCo com vencimento em 2021

Volume: US$ 2.500.000.000

Cupom: 5,375%

Datas dos pagamentos de juros: 27 de janeiro e 27 de julho de cada ano, iniciando em 27 de julho de 2011

Rendimento ao investidor: 5,401%

Vencimento: 27 de janeiro de 2021


Os termos da emissão dos títulos com vencimento em 2041 são os seguintes:


Emissão: 6,750% de Notas Globais PifCo com vencimento em 2041

Volume: US$ 1.000.000.000

Cupom: 6,750%

Datas dos pagamentos de juros: 27 de janeiro e 27 de julho de cada ano, iniciando em 27 de julho de 2011

Rendimento ao investidor: 6,806%

Vencimento: 27 de janeiro de 2041


Os recursos captados serão utilizados para o financiamento dos investimentos previstos no Plano de Negócios 2010-2014, sendo mantidos a estrutura adequada de capital e o grau de alavancagem financeira em linha com as metas da Companhia.

A operação foi conduzida pelo BTG Pactual US Capital Corp, Citigroup Global Markets Inc., HSBC Securities (USA) Inc., Itau BBA USA Securities, Inc., J.P. Morgan Securities LLC e o Santander Investment Securities Inc. como coordenadores líderes e contou com a participação do Credit Agricole Securities (USA) Inc. e do Mitsubishi UFJ Securities (USA), Inc. como co-managers.


Este comunicado não constitui uma oferta de venda e nem num convite para a compra dos títulos aqui descritos e nem ocorrerá qualquer negociação desses títulos em qualquer jurisdição na qual tal oferta, convite ou venda seja considerada ilegal antes dela ser registrada ou qualificada sob as leis de valores mobiliários das determinadas jurisdições. A PifCo possui um registro efetivo junto a SEC. e esta oferta está sendo feita apenas por meio de um prospecto suplementar, cópias do qual podem ser obtidas junto ao BTG Pactual US Capital Corp, 601 Lexington Ave, 57º andar, Nova Iorque, NY 10022, ligações a cobrar para 1-212-293-4618, Citigroup Global Markets Inc., 388 Greenwich Street, Nova Iorque, NY 10013, ligações a cobrar para 1-212-723-5427; HSBC Securities (USA) Inc., 452 Fifth Avenue, Nova Iorque, NY 10018, ligações a cobrar para 1-212-525-4102; Itau BBA USA Securities, Inc., 767 5th Avenue, 50º andar, Nova Iorque, NY 10153, ao telefone 1-888-770-4828, discagem gratuita dentro dos Estados Unidos; J.P. Morgan Securities LLC, 270 Park Avenue, Nova Iorque, NY 10017, ao telefone 1-866-846-2874, discagem gratuita dentro dos Estados Unidos; ou Santander Investment Securities Inc., 45 East 53rd Street, Nova Iorque, NY 10022, ligações a cobrar para 1-212-407-0995.


O prospecto e o Prospecto Suplementar podem ser obtidos ainda ao acessar o sistema EDGAR no website da SEC, em http://www.sec.gov/.

Navalha
Segundo o Globo, na pág. 19, “é a maior oferta já feita por uma empresa brasileira”.
O dinheiro vai financiar o plano de investimentos da Petrobrás, o que inclui o pré-sal e as refinarias – como a Abreu e Lima em Suape, Pernambuco, e as Premium do Maranhão e do Ceará (para desespero dos “especialistas” da área de petróleo …).
O plano de investimento da Petrobrás – US$ 224 bilhões até 2014 – é “o maior da indústria do petróleo”, segundo o Globo, que costuma tratar a Petrobrás com a simpatia dos lobos famintos.
Já imaginou, amigo navegante, se o Padim Pade Cerra faz o que prometeu à Chevron, segundo o Wikileaks ?
O Cerra prometeu detonar o que o Governo Lula fizesse.
Ia desfazer o monopólio estatal e entregar o pré-sal à Chevron.
Um investimento de US$ 224 bilhões de dólares equivale à economia da Argentina.
Ou 1/6 da economia do Brasil.
Amigo navegante, já imaginou o Gesner de Oliveira na Presidência da Petrobrás ?
Clique aqui para ler “Até colonista da Folha espinafra o Serra”.
O pessoal da Chevron deve estar desesperado.
Ainda não foi dessa vez.
Como disse a presidenta Dilma, na campanha, essa eleição (a de 2010) é sobre o pré-sal.
Quem vai controlar o pré-sal – se o povo brasileiro ou a Chevron.
A eleição de 2014 será sobre o pré-sal também.



Paulo Henrique Amorim