A questão é levantada por Fernando Brito, editor do Tijolaço; "A hipocrisia da imprensa brasileira é uma piada. Hoje, atira-se sobre a Presidente a 'culpa' pela elevação do Fundo Partidário para R$ 868 milhões em 2015. Elevação que foi aprovada unanimemente, por todos os partidos", diz ele, antes de lembrar o ponto crucial; "Pode-se resolver, com facilidade. Basta revogar a mesma Lei, que estabelece que as emissoras de rádio e televisão têm o direito de ser pagas pela veiculação dos 'horários gratuitos' de propaganda eleitoral. É uma fortuna quase igual à do Fundo: R$ 839,5 milhões, só no ano passado"
Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista
quarta-feira, 22 de abril de 2015
terça-feira, 21 de abril de 2015
Comercial da Fiesp pró terceirização é abuso de poder econômico
Posted by eduguim
Quarta-feira, 22 de abril de 2015. Mais uma vez, os que supostamente seriam “representantes do povo” reúnem-se na Câmara dos Deputados para votar os destaques do projeto de lei 4330, que não votaram na semana passada devido à pressão que CUT, CTB, MST, MTST, UNE e outros vêm fazendo para impedir uma tragédia para o trabalhador brasileiro.
A aprovação do PL 4330 significa, na prática, que os empresários – sobretudo os grandes empresários – terão à disposição um meio de simplesmente ignorarem a Consolidação das Leis do Trabalho e para extinguir, com uma canetada do Poder Legislativo, a forte valorização que os salários dos trabalhadores experimentaram ao longo da última década.
A aprovação desse projeto de lei, da forma como está, fará a legislação trabalhista retroceder décadas no Brasil. O trabalho assalariado se tornará mais precário e o empregador terá um instrumento que lhe permitirá dar um golpe de morte no movimento sindical.
Eis que, na véspera dessa votação (21/4), no intervalo do Jornal Nacional, da Globo, – assim como em outras redes de televisão –, o país é atacado por uma peça publicitária que tenta ludibriar dezenas e dezenas de milhões de brasileiros.
Ao custo de uma quantidade formidável de dinheiro para veicular essa peça no horário mais caro da televisão brasileira, a Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP) divulga essa enganação, aproveitando-se de sua riqueza extrema, auferida ao longo do século XX ao custo de uma literal exploração vil do trabalho assalariado.
Abaixo, a propaganda milionária da Fiesp para enganar o trabalhador brasileiro.
O garoto-propaganda da Fiesp, Paulo Skaf, candidato derrotado ao governo de São Paulo, mente. Como pode ser bom para o trabalhador colocar um intermediário entre ele e aquele que empregará sua mão-de-obra? Para esse intermediário ser remunerado, ou o empregador tem que pagar mais ou o empregado tem que ganhar menos.
A peça publicitária que você assistiu acima, mente. Ela induz o expectador a crer que o projeto de lei da terceirização se destina aos que já são terceirizados, quando, na verdade, ela serve para permitir que quem não é terceirizado seja jogado nesse regime.
Se as centrais sindicais e os movimentos sociais que lutam contra a terceirização tivessem dinheiro como a Fiesp, poderiam fazer uma peça publicitária para contestar a da federação empresarial dando a explicação simples que você leu acima, perguntando ao público se cada um tem vontade de se tornar terceirizado, pois é isso que o PL 4330 irá gerar.
A Fiesp, uma associação de patrões, está se contrapondo a associações de trabalhadores. Pela lógica, como para cada empregador existem milhares de empregados, não deveria ser difícil impedir essa tragédia para a esmagadora maioria dos brasileiros. O que permite que tal absurdo aconteça é o dinheiro, que possibilita fazer pessoas apoiarem o que as prejudica.
Na verdade, as centrais sindicais deveriam ingressar na Justiça contra essa peça publicitária, que torna desigual a disputa por corações e mentes. Os atos públicos que ocorrerão nesta quarta-feira não terão como se contrapor à veiculação dessa farsa em horário nobre e no meio de difusão mais poderoso que existe: a televisão.
Só o que se pode fazer é tentar a guerrilha da informação, na internet e nas ruas. Nesta quarta-feira, faça a sua parte na rede, no espaço público. Divulgue os fatos, dê a quem puder essa explicação tão simples que figura neste texto. Até uma criança é capaz de entender, mas para alguém entender alguma coisa precisa de explicação.
CHEGA AO FIM O ATAQUE ESPECULATIVO À PETROBRAS
O governo brasileiro e a Petrobras, comandada por Aldemir Bendine, viram uma importante página nesta quarta-feira, com a publicação do balanço auditado da Petrobras; isso significa que a empresa resistiu ao mais duro ataque já empreendido contra uma empresa, que envolveu a Operação Lava Jato, interesses internacionais conectados a forças políticas locais e CPIs no Congresso; com o novo balanço, qualquer que seja o prejuízo apontado com a corrupção, a empresa poderá retomar condições de financiamento e investimentos no Brasil; projetos dos senadores José Serra (PSDB-SP) e Aloysio Nunes (PSDB-SP), que preveem venda de ativos e retomada do modelo de concessões, devem ter vida curta no Congresso; Exxon e Chevron perderam
247 - Chegou ao fim, de forma melancólica, o ataque especulativo contra a Petrobras, que se desenrola há, pelo menos, seis meses. O último suspiro foi o artigo "Em defesa da Petrobras", publicado pelo senador Aloysio Nunes, nesta terça-feira, em que, na prática, ele defende as empresas americanas Exxon e Chevron.
"A escolha pelo regime de partilha, estabelecido no governo Lula, trouxe problemas desde o início. No leilão do pré-sal em 2013, apenas 11 empresas se inscreveram. O número ficou abaixo das 40 esperadas pela Agência Nacional de Petróleo. Vale lembrar que duas gigantes do setor, Exxon e Chevron, desistiram de participar da disputa", escreveu o parlamentar tucano (leia mais aqui), no texto em que defendeu a volta do regime de concessões.
Desde que a Operação Lava Jato ganhou intensidade, com a prisão de alguns dos maiores fornecedores da Petrobras, a estatal foi vítima de um bombardeio diário. Foram dezenas de acusações na imprensa, documentos sigilosos vazados, duas CPIs no Congresso e a ações movidas no exterior, com apoio de parte da imprensa brasileira. Pairava, ainda, a ameaça de que a empresa não tivesse suas contas auditadas pela PriceWaterhouseCoopers, o que provocaria o vencimento antecipado das dívidas da companhia, cujos títulos passariam a ser classificados como papéis podres.
Esse jogo pesado mobilizou grandes investidores do Brasil e de fora, além de megaespeculadores, como o húngaro George Soros. Aparentemente, havia o interesse de depreciar ao máximo as ações da Petrobras, atribuir a perda do chamado "grau de investimento" à administração estatal, combinada com o regime de partilha, e forçar a mudança para o modelo de concessões, que foi defendido pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) na campanha presidencial e é também uma bandeira de José Serra (PSDB-SP). Este último chegou até a apresentar um projeto de lei, prevendo a privatização parcial da companhia.
A virada com o balanço
Esse ataque especulativo, no entanto, chega ao fim nesta quarta-feira, quando a Petrobras divulga para o Brasil e para o mercado internacional seu balanço auditado. Não se sabe, ao certo, qual será o valor atribuído às perdas com a corrupção, mas estima-se um valor próximo a R$ 6 bilhões.
Qualquer que seja o resultado, a empresa poderá retomar sua normalidade, voltando a acessar o mercado de crédito. Um mercado, diga-se de passagem, que não se fechou completamente à empresa. Recentemente, o Banco de Desenvolvimento da China aprovou um empréstimo de US$ 3,5 bilhões à companhia. Na semana passada, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal também se comprometeram em financiar a companhia.
Ontem, em Nova York, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, previu a volta da normalidade. Disse que a publicação do balanço será "mais um passo" na reconstrução da empresa. "Há expectativa de que, em alguns dias, eles [Petrobras] irão superar a questão do balanço auditado. A expectativa é de que eles conseguirão publicar o balanço auditado e que será muito bom", afirmou.
Quem percebeu, desde o início da gestão de Aldemir Bendine, que os sinais emitidos pela Petrobras eram corretos não tem do que se queixar. Em abril, as ações da empresa já se valorizaram mais de 40%.
Doutor Janot, veja como seus meninos abriram as portas do inferno Autor: Fernando Brito
É curioso como, de alguma forma, vivemos a tal “ditadura” que a direita alucinadamente aponta existir no Brasil.
Está à solta na mídia o mais desavergonhado macartismo já visto desde os tempos do “dedodurismo” que marcou os primeiros anos da ditadura militar.
E, legitimado por ele, a criação da onipotência policial .
A Polícia Federal, elevada à condição de altar de santos pela mídia, força o Ministério Público e negocia com o Congresso – especialmente com os parlamentares citados na própria Lava-Jato, uma mudança na Constituição que a torne “independente” do poder legítimo, aquele que é eleito.
Os delegados chegam ao ponto de “peitar” publicamente o Procurador-Geral da República e o Supremo Tribunal Federal, ao divulgarem nota em que “manifestam preocupação com os prejuízos à investigação criminal e o atraso de diligências em cerca de nove inquéritos da operação Lava Jato, que tramitam no STF, os quais estão muito aquém daqueles em andamento na Justiça Federal do Paraná”.
Delegado de polícia não manda em inquérito judicial, cumpre diligências que lhes são determinadas pelo Ministério Público ou pelo Ministro-relator.
Mas o presidente da Associação dos Delegados é ameaçadoramente explícito ao Estadão: “A Polícia Federal quer trabalhar. Se o Supremo entender que tem que ser exclusivamente do jeito que o procurador-geral quer, a PF não assume a responsabilidade nem os riscos dos resultados. Se a PF não tiver como contribuir na forma como entender mais adequada e se o procurador-geral quiser assumir integralmente a responsabilidade, paciência.”
Mais afrontoso, impossível.
O Ministério Público, a esta altura, deveria estar vendo o que gerou a sua tolerância com a formação de uma cumplicidade total com a formação de um núcleo promíscuo de delegados, procuradores e um juiz que se arroga jurisdição sobre todos os fatos que desejar, em qualquer ponto do país e que não pode ser contestado, sob pena de execrar-se perante a opinião pública qualquer um que o contrarie.
As tragédias da democracia ocorrem assim: em nome da moralidade e da ordem, a vida de uma nação começa a ser dominada pela histeria policialesca, que há quase 50 anos fez Stanislaw Ponte Preta começar assim o seu “Festival da Besteira que Assola o País”, o imortal Febeapá.
“É difícil ao historiador precisar o dia em que o Festival de Besteira começou a assolar o País. Pouco depois da “redentora”, cocorocas de diversas classes sociais e algumas autoridades que geralmente se dizem “otoridades”, sentindo a oportunidade de aparecer, já que a “redentora”, entre outras coisas, incentivou a prática do dedurismo (corruptela do dedodurismo, isto é, a arte de apontar com o dedo um colega, um vizinho, o próximo enfim, como corrupto ou subversivo – alguns apontavam dois dedos duros para ambas as coisas) , iniciaram essa feia prática, advindo daí cada besteira que eu vou te contar”
O Estado Policial não é uma ferramenta da polícia, é da política.
A descrição do macartismo que Philip Roth faz, em seu romance “Casei com um Comunista” (Cia das Letras), é o mais duro retrato disso.
“O negócio de McCarthy, na verdade, nunca foi a perseguição de comunistas; se ninguém sabia, disse, ele sabia. A virtude dos julgamentos-espetáculo da cruzada patriótica de McCarthy era simplesmente a forma teatralizada. Ter câmaras voltadas para aquilo apenas lhe conferia a falsa autenticidade da vida real. McCarthy compreendeu melhor do que qualquer político americano anterior a ele que as pessoas cujo trabalho era legislar podiam fazer muito mais em benefício de si mesmas se representassem um espetáculo; McCarthy compreendeu o valor de entretenimento da desgraça e aprendeu como alimentar as delícias da paranoia. Ele nos levou de volta a nossas origens, de volta ao século XVII e a nossos antepassados. Foi assim que o país começou: a desgraça moral como entretenimento público. McCarthy era um empresários dos espetáculos e, quanto mais desvairados os pontos de vista, tanto mais ofensivas as acusações, maior a desorientação e melhor a diversão para todo mundo.“
A propósito: de homem mais temido dos EUA, Joseph McCarty morreu desacreditado.
O que tem o PSDB (Aécio) a declarar ?
E o Cerra vai correr atrás das repórteres do PiG para vender as bugigangas que leva na mochila.
A candidatura de Aecím foi a soma de dois equívocos.
O primeiro, não se candidatar em 2010, na sucessão do Lula, quando ele era governador, em plena atividade – e se escondia atrás da blindagem siderúrgica que a irmã montou em Minas.
O segundo, se candidatar em 2014, fora do Governo, desvalorizado em Minas – onde perdeu melancolicamente – e confiar, apenas, na força do PiG e nos votos de cabresto dos tucanos de São Paulo – esse pessoal que vai à Paulista e tem infinita indigência política.
O desgaste inevitável do primeiro Governo Dilma – diante da desaceleração mundial – foi seu maior trunfo.
Perdeu.
Só ele e o Luciano Huck achavam que ele ia ganhar.
Aí, o Machão do Leblão pirou.
Perdeu o rumo.
Ou, quem sabe, encontrou o genuíno rumo, aquele que sempre existiu sob a camada de proteção da irmã.
O aventureiro, o playboy irresponsável.
E queria levar o partido ao precipício do impítim.
Que o Otavím e o Ataulfo Merval (ver no ABC do C Af) insistam na tese … eles são de outro manicômio.
Otavím tem a detonar um jornal em extinção.
O Ataulfo tem a detonar uma reputação intelectual que nunca mereceu: a de pensador.
O Ataulfo só serve para revelar – às vêzes – o que pensam os filhos do Roberto Marinho – eles não têm nome próprio e não há certeza de que pensem.
Agora, o Farol de Alexandria e o Padim Pade Cerra (ambos no ABC do C Af), depois de se manifestar a inequívoca liderança do Eduardo Cunha, sepultaram a tese alucinada do impítim do Aecím.
Sem o impítim, o que sobra ao Aecím ?
A iminência de um processo sobre sua atividade em Furnas, porque, como se sabe, o Ministro Teori o livrou da forca, por enquanto…
E o que sobra ao PSDB sem o impítim ?
Nada !
O combate infatigável à corrupção.
(Não deixe de ler o artigo sobre a Lava Jato como exercício egóico, do professor Rogerio Dultra dos Santos.)
Mas, isso, eles fazem desde o início dos tempos.
Foi assim que mataram Vargas, depuseram Jango, aderiram (tarde) ao Golpe e a ele se mantiveram unidos na carne e no osso: para encher os bolsos da Globo e impedir que a corrupção contaminasse o Brasil !
Vão quebrar a Petrobras ?
Amanhã, quarta-feira 22/04, a Petrobras divulga o balanço devidamente auditado.
Os bancos confiam na robustez da Petrobras.
Não vão quebrar a Petrobras, nem as empreiteiras que interessam: porque os acordos de leniência serão feitos, queira a Urubóloga ou não.
No pôr do sol, lá pelo início do ano que vem, o PSDB estará no mesmo lugar.
À espera do nada.
Com as mesmas ideias de sempre.
Voto distrital, parlamentarismo, entrega da Petrobras à Chevron.
E o Consenso de Washington.
A Teoria da Dependência, que ninguém leu.
(O Mino Carta sustenta que ninguém leu nenhum livro do Fernando Henrique.)
O que o PSDB ainda não percebeu é que o Fernando Henrique não está minimamente interessado no destino do PSDB.
Mas, no seu – dele – lugar na História.
Por isso, ele precisa destruir o Lula.
Para que não haja a comparação.
E essa é a estrada de Damasco em que ele segue, incansavelmente.
Nem que seja preciso ir a esses encontros suspeitos, onde políticos são apresentados a ricos e ricos são apresentados a políticos.
Uma dessas invenções de engenhosidade paulista…
Quanto ao futuro do Cerra … isso depende do Alckmin.
Como se sabe, o Cerra é minoria até no PSDB de São Paulo.
Quem manda no PSDB de São Paulo é o Alckmin.
Que só não será candidato a Presidente se não quiser.
E o Cerra ficará em Brasília, atrás de repórteres do PiG para vender o que leva na mochila: voto distrital, parlamentarismo, Chevron, as bugigangas de sempre.
Em tempo: dizem que o João Dória, o empresário (sic) criador – ele inventou o vácuo – desses “encontros” ficou chateado, porque convidou centenas de petistas e ninguém foi. Chamou os petistas de “fujões”. Bem feito. Errados estavam aqueles que foram a “encontros” anteriores.
Paulo Henrique Amorim
Leia também:
O primeiro, não se candidatar em 2010, na sucessão do Lula, quando ele era governador, em plena atividade – e se escondia atrás da blindagem siderúrgica que a irmã montou em Minas.
O segundo, se candidatar em 2014, fora do Governo, desvalorizado em Minas – onde perdeu melancolicamente – e confiar, apenas, na força do PiG e nos votos de cabresto dos tucanos de São Paulo – esse pessoal que vai à Paulista e tem infinita indigência política.
O desgaste inevitável do primeiro Governo Dilma – diante da desaceleração mundial – foi seu maior trunfo.
Perdeu.
Só ele e o Luciano Huck achavam que ele ia ganhar.
Aí, o Machão do Leblão pirou.
Perdeu o rumo.
Ou, quem sabe, encontrou o genuíno rumo, aquele que sempre existiu sob a camada de proteção da irmã.
O aventureiro, o playboy irresponsável.
E queria levar o partido ao precipício do impítim.
Que o Otavím e o Ataulfo Merval (ver no ABC do C Af) insistam na tese … eles são de outro manicômio.
Otavím tem a detonar um jornal em extinção.
O Ataulfo tem a detonar uma reputação intelectual que nunca mereceu: a de pensador.
O Ataulfo só serve para revelar – às vêzes – o que pensam os filhos do Roberto Marinho – eles não têm nome próprio e não há certeza de que pensem.
Agora, o Farol de Alexandria e o Padim Pade Cerra (ambos no ABC do C Af), depois de se manifestar a inequívoca liderança do Eduardo Cunha, sepultaram a tese alucinada do impítim do Aecím.
Sem o impítim, o que sobra ao Aecím ?
A iminência de um processo sobre sua atividade em Furnas, porque, como se sabe, o Ministro Teori o livrou da forca, por enquanto…
E o que sobra ao PSDB sem o impítim ?
Nada !
O combate infatigável à corrupção.
(Não deixe de ler o artigo sobre a Lava Jato como exercício egóico, do professor Rogerio Dultra dos Santos.)
Mas, isso, eles fazem desde o início dos tempos.
Foi assim que mataram Vargas, depuseram Jango, aderiram (tarde) ao Golpe e a ele se mantiveram unidos na carne e no osso: para encher os bolsos da Globo e impedir que a corrupção contaminasse o Brasil !
Vão quebrar a Petrobras ?
Amanhã, quarta-feira 22/04, a Petrobras divulga o balanço devidamente auditado.
Os bancos confiam na robustez da Petrobras.
Não vão quebrar a Petrobras, nem as empreiteiras que interessam: porque os acordos de leniência serão feitos, queira a Urubóloga ou não.
No pôr do sol, lá pelo início do ano que vem, o PSDB estará no mesmo lugar.
À espera do nada.
Com as mesmas ideias de sempre.
Voto distrital, parlamentarismo, entrega da Petrobras à Chevron.
E o Consenso de Washington.
A Teoria da Dependência, que ninguém leu.
(O Mino Carta sustenta que ninguém leu nenhum livro do Fernando Henrique.)
O que o PSDB ainda não percebeu é que o Fernando Henrique não está minimamente interessado no destino do PSDB.
Mas, no seu – dele – lugar na História.
Por isso, ele precisa destruir o Lula.
Para que não haja a comparação.
E essa é a estrada de Damasco em que ele segue, incansavelmente.
Nem que seja preciso ir a esses encontros suspeitos, onde políticos são apresentados a ricos e ricos são apresentados a políticos.
Uma dessas invenções de engenhosidade paulista…
Quanto ao futuro do Cerra … isso depende do Alckmin.
Como se sabe, o Cerra é minoria até no PSDB de São Paulo.
Quem manda no PSDB de São Paulo é o Alckmin.
Que só não será candidato a Presidente se não quiser.
E o Cerra ficará em Brasília, atrás de repórteres do PiG para vender o que leva na mochila: voto distrital, parlamentarismo, Chevron, as bugigangas de sempre.
Em tempo: dizem que o João Dória, o empresário (sic) criador – ele inventou o vácuo – desses “encontros” ficou chateado, porque convidou centenas de petistas e ninguém foi. Chamou os petistas de “fujões”. Bem feito. Errados estavam aqueles que foram a “encontros” anteriores.
Paulo Henrique Amorim
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FEL-LHA VEJOU. É A VISÃO DO PRECIPÍCIO
segunda-feira, 20 de abril de 2015
Ignacio Delgado: A trajetória de Aécio é uma tremenda fraude; golpista, entreguista e inimigo dos direitos dos trabalhadores
Aécio e Paulinho da Força: Juntos a favor do PL da terceirização, contra os trabalhadores
Elementos para entender a trajetória de uma fraude chamada Aécio Neves
por Ignacio Godinho Delgado, especial para o Viomundo
A Rede Globo de Televisão construiu meticulosamente a imagem de Collor de Mello, o “caçador de marajás”, que, afinal, elegeu-se presidente em 1989.
O empenho na construção da imagem de Aécio Neves não foi tão sistemático, mas envolveu até a produção de umaminissérie inspirada no senador, que, em 2014, tentava se apresentar como um príncipe encantado a seduzir a nação brasileira.
Aécio não é Collor, mas a expectativa da Globo era que, caso vencesse as eleições em 2014, ele desse curso ao mesmo projeto que alimentava ao final da década de 1980: prevalência absoluta do mercado e do capital estrangeiro, o rechaço a políticas desenvolvimentistas e de inclusão social, o casamento do rentismo com o entreguismo.
Todavia, Aécio não é apenas portador de um projeto reacionário, elitista e antinacional. Toda sua trajetória é uma imensa fraude, em Minas ocultada por rigoroso controle sobre os meios de comunicação.
No plano nacional, por ser o representante de plantão da direita e de seu braço midiático, passou a contar com a complacência da maior parte da imprensa, ao mesmo tempo em que busca reeditar a política de cerceamento à liberdade de expressão levada adiante em Minas Gerais (aqui e aqui)
Tudo na vida de Aécio Neves foi muito fácil. Surfou desde cedo nos seus vínculos com Tancredo Neves para desenvolver uma carreira política medíocre, ainda que sempre bem promovida.
Filho do deputado Aécio Cunha, do PFL, aos 17 anos de idade, Aécio era “secretário de gabinete parlamentar na Câmara dos Deputados” (1977-1981), embora morasse no Rio de Janeiro. Em 1985, foi nomeado por Sarney diretor do setor de loterias da Caixa Econômica Federal, num momento em que veio à tona o escândalo da máfia da loteria esportiva, sobre o qual inexistem notícias de alguma atuação de Aécio para desvendá-lo e punir os responsáveis.
Eleito deputado constituinte em 1986, ainda no rastro da comoção causada pela morte de Tancredo Neves, Aécio foi considerado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), um deputado de pouca firmeza na defesa dos interesses dos trabalhadores, alcançando apenas a nota 5,5 na pontuação atribuída pelo instituto aos constituintes. Em 1991 ausentou-se por três meses da Câmara para tratar de problemas pessoais.
Aécio governou Minas Gerais de 2003 a 2010. Seu apregoado choque de gestão significou, entre outras coisas, odescumprimento das disposições legais de garantia de 25% do orçamento estadual para a educação e 12% para a saúde, salários miseráveis para professores e médicos, o esvaziamento crescente da economia mineira e a elevaçãoespetacular do endividamento do estado.
Apesar de alardear que gastou menos com o governo para gastar mais com as pessoas, até recentemente os mineiros só conseguiam lembrar da construção da cidade administrativa (envolta em diversas suspeitas de irregularidades) como uma obra de relevo da administração de Aécio.
Em 2014 vieram também a saber que Aécio construiu um aeroporto perto da fazenda de sua família.
Senador desde 2010, Aécio Neves acentuou o velho hábito de permanecer fundamentalmente no Rio de Janeiro, onde protagonizou cenas vexatórias para um representante do povo, como dirigir com carteira vencida e evitar oteste do bafômetro uma vez abordado pela polícia.
No PSDB Aécio participou de embates sangrentos com José Serra, que envolveram insinuações do jornalista Mauro Chaves, no jornal O Estado de São Paulo, de 28/02/2009, sobre hábitos heterodoxos do então governador mineiro.
O revide de Aécio materializou-se na investigação de Amaury Junior sobre a participação de José Serra na farra das privatizações do governo do PSDB, de FHC, que resultou, depois, no livro A Privataria Tucana. Por linhas tortas, esta, talvez, seja a maior contribuição à pátria da atuação do senador da Zona Sul carioca, com domicílio eleitoral em Minas Gerais: sua disposição vingativa favoreceu a investigação do mais absurdo dolo já perpetrado contra o patrimônio público brasileiro, naturalmente ignorado pela mídia convencional.
Derrotado, Aécio Neves tem se empenhado em diversas iniciativas golpistas para tentar interromper o mandato que Dilma Roussef conquistou nas urnas, desde ações junto ao TSE para impedir a diplomação e a posse, passando pelo flerte com grupos fascistas que convocaram manifestações de rua (de onde brotaram, inclusive, apelos para a intervenção militar), até o anúncio da disposição de pedir o impeachment da presidenta.
Numa suprema ironia da história, Aécio Neves tornou-se o principal representante dos herdeiros da velha UDN. Adversária da Vargas, Goulart, mas também de Tancredo Neves, a UDN centrava seu discurso nas denúncias de corrupção, para dissimular seus propósitos reais de combate ao nacionalismo e ao trabalhismo, caracterizados com xenofobia e populismo, na expectativa de resolver pelo golpe o que não alcançava nas urnas.
Aécio completa sua conversão ao udenismo em sua expressão moderna ao defender a dissolução do regime de partilha do pré-sal, em favor do regime de concessão preferido das companhias de petróleo ocidentais, e ao repreender o próprio PSDB que, em acertos com o PT, buscou corrigir o PL-4330, que fere de morte a CLT, depois das repercussões negativas na rede e das manifestações contrárias das ruas ao propósito de se ampliar a terceirização no Brasil.
Golpista, entreguista e inimigo dos direitos dos trabalhadores, Aécio Neves não é o “democrata indignado” com a corrupção, sobre a qual, aliás, teria muito a dizer se não contasse com a complacência da mídia no tratamento de casos com a Lista de Furnas, do mensalão tucano, da distribuição de verbas para rádios da família, do aeroporto de Cláudio…
Aécio é, de fato, uma fraude embalada pela mídia, o porta voz do udenismo redivivo, desonrando a memória do próprio avô, sem qual, aliás, sua carreira nada seria.
Ignacio Godinho Delgado é professor de História e Ciência Política na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia-Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento (INCT-PPED). Doutorou-se em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 1999, e foi Visiting Senior Fellow na London School of Economics and Political Science (LSE), entre 2011 e 2012.
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Repórteres da Folha acusam Alckmin de falta de “transparência” no caso “Implicante”
Após dois dias da publicação de matéria dos jornalistas Ricardo Mendonça e Lucas Ferraz que deu conta de que o governo de São Paulo contratou pela bagatela de 70 mil reais por mês empresa que tem entre os sócios o autor do site “Implicante”, que produz conteúdo contra o Partido dos Trabalhadores e seus membros, a Folha de São Paulo publicou nesta segunda-feira, em sua seção de cartas de leitores, manifestação do governo paulista e da agência de publicidade que intermedeia sua relação com o site em questão.
As cartas são assinadas por um “assessor técnico de gabinete da Subsecretaria de Comunicação do Estado de São Paulo” e pelo vice-presidente da agência de publicidade que intermedeia o “negócio” milionário com a empresa do “Implicante”. Tanto a missiva do governo paulista quanto a da agência de publicidade usam o mesmo argumento que o autor do site “Implicante” usou para justificar os 21 pagamentos de 70 mil reais que, segundo a Folha, o site em questão recebeu entre junho de 2013 e março de 2015, totalizando R$ 1,47 milhão: a empresa “Appendix” teria oferecido “o menor preço”.
Em seu perfil no Facebook, “Gravatai Merengue” também apela ao suposto “menor preço” que teria lhe valido o contrato milionário com o governo paulista: “Essa contratação se deu porque a Appendix (APPX) ofereceu o MENOR PREÇO”.
Os repórteres da Folha, porém, em poucas linhas questionam o comportamento do “Executivo” paulista, ou seja, no fim das contas o comportamento do próprio governador Geraldo Alckmin, acusando-o de não ter fornecido detalhes da contratação da Appendix ao jornal após “reiterados pedidos”. E ao dizer que o “Executivo” paulista enviou 88 caixas cheias de “incontáveis papéis da publicidade oficial”, sugere uma estratégia do governo Alckmin para sonegar informações que são de domínio público.
Contratos de publicidade entre sites e órgãos de imprensa com o poder público são comuns e não se pode questioná-los simplesmente por aquele veículo de comunicação ter uma opinião política favorável a um grupo político ou desfavorável aos adversários desse grupo – fosse assim, o governo paulista não poderia colocar um anúncio na Veja, por exemplo, ou o governo federal não poderia ter um anúncio em um blog ou site que critica o PSDB. Porém, um contrato tão gordo e que, à diferença de um banner em uma publicação digital ou em papel, não é visível, merece explicações melhores que as dadas pelo governo Alckmin até aqui.
Por exemplo: a empresa do tal “Gravatai Merengue” foi fundada em janeiro de 2013 e cinco meses depois já estava embolsando o primeiro pagamento de setenta mil reais, o que sugere que foi criada já tendo em vista esse contrato, pois entre a efetivação da concorrência e o início dos pagamentos por serviços prestados passou-se muito pouco tempo.
Além disso, a julgar pelo que diz o próprio “Merengue” em seu perfil no Facebook, parece que a tal Appendix tem apenas três clientes: o governo do Estado de São Paulo, do PSDB, a empresa Copel, controlada pelo governo do Estado do Paraná, também do PSDB, e uma empresa chamada “Brasil Comunicação”, que nega ter negócios com a empresa do blogueiro antipetista apesar de este dizer que tem “contrato de prestação de serviços e uma nota fiscal” emitidos contra ela.
Diante da vultosa quantia paga pelo povo paulista à empresa tal “Merengue”, era de se esperar que tanto este quanto o governo tucano do Estado de São Paulo e, agora, também o governo tucano do Estado do Paraná apresentassem os documentos com os detalhes da negociação e até os detalhes das concorrências que a Appendix venceu em dois Estados governados pelo grupo político que tem interesse no que produz o site “Implicante”, já que o ajuda em sua guerra política com o PT.
A carta do tal “assessor técnico de gabinete da Subsecretaria de Comunicação do Estado de São Paulo”, secretaria que funciona sob responsabilidade do ex-jornalista da Veja Marcio Aith, é um deboche. E a resposta dos repórteres da Folha que apuraram esse negócio tão obscuro, é demolidora. Após “reiterados pedidos” o governo paulista envia à Folha quase nove dezenas de caixas cheias de documentos que não têm relação com o objeto da reportagem? Por que é tão difícil o governo Alckmin fornecer as informações solicitadas?
Além disso tudo, o que mais espanta é que, até aqui, não se tem notícia de uma única declaração da oposição ao governo Alckmin, na Assembleia Legislativa. Se esse caso envolvesse, por exemplo, o governo Haddad e um blogueiro que critica o PSDB, a oposição paulistana estaria cobrando CPI e dando declarações reiteradas à mídia, acusando o governo petista de estar financiando “blogs sujos”. Aí talvez esteja a explicação sobre por que o PT está perdendo tão feio o debate político.
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