Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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terça-feira, 15 de março de 2016

Defesa diz que é um caso de "Liberdade Religiosa"

Rejeitada exoneração de promotor acusado de sequestro e cárcere privado da própria mulher por 5 meses; Douglas Kirchner investiga Lula; defesa foi de advogada que pediu impeachment

Viomundo
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O procurador Kirchner, Tamires em cartaz de “desaparecida” e a advogada que fez a defesa dele no CS do MPF
Da Redação
É uma história bizarra. Douglas Ivanowski Kirchner assumiu o cargo de procurador da República em Rondônia quando a mulher, Tamires, estava sequestrada por integrantes da Igreja Evangélica Hadar, em Porto Velho, à qual o casal pertencia.
Tamires foi punida pela pastora da igreja com uma surra de cipó por ter jogado fora a aliança de casamento. Douglas assistiu.
Depois disso, ela foi colocada num “regime disciplinar”: passou cinco meses em cárcere privado com o conhecimento e conivência de Douglas.
Ela sobreviveu comendo restos de comida, não tinha acesso a itens de limpeza e nem a remédios. Dormia no chão.
A família chegou a denunciar que Tamires estava desaparecida. Enquanto ela era mantida prisioneira, Douglas assumiu o cargo no MPF/Rondônia, em maio de 2014 e, assim, ingressou no estágio probatório de dois anos.
Tamires conseguiu fugir do cárcere privado e denunciou o marido ao MPE de Rondônia.
Douglas foi transferido pelo procurador-geral Rodrigo Janot ao Distrito Federal para tratamento psiquiátrico.
Ele ocupa provisoriamente a vaga do promotor Paulo Roberto Galvão de Carvalho, que trabalha na Operação Lava Jato em Curitiba.
Mas, não foi o fim da carreira dele. Pelo contrário: Douglas ganhou notoriedade outra vez em 2015. Segundo a defesa de Lula, ele vazou documentos de investigação que havia aberto contra o ex-presidente que corria sob sigilo. Destino dos vazamentos? A revista Época, da família Marinho.
Os documentos, com a chancela do MPF, traziam suspeitas de que Lula teria praticado tráfico de influência em defesa de empreiteiras, no Exterior.
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Eles foram base para duas reportagens de capa da revista.
No início de março de 2016, a assessoria de Lula divulgou a seguinte nota oficial:
NOTA À IMPRENSA
Lula pede explicações ao CNMP sobre vazamentos de documentos sigilosos a Época
Advogados consideram que houve violação da privacidade do ex-presidente
São Paulo, 2 de março de 2016
Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolaram junto ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), nesta terça-feira (1), um pedido de explicação a respeito das ações do procurador Douglas Ivanowksi Kirchner, do 5º Ofício de Combate à Corrupção em Brasília — DF. Segundo os advogados do ex-presidente Lula, procurador violou os limites impostos pela Constituição Federal e a legislação infraconstitucional.
O documento protocolado afirma que Kircher negou aos advogados do ex-presidente acesso aos documentos do procedimento de investigação, cerceando o direito à defesa de Lula. Pior, as cópias dos documentos foram vazados à revista Época, embora esse procedimento esteja sob sigilo. Contrariando as regras do Ministério Público, o procurador Douglas Kirchner redistribuiu a investigação a si próprio, quando o correto seria distribuir o processo a outro procurador.
Os advogados do ex-presidente Lula pedem ao CNMP pleno acesso aos autos do processo e a apuração de quem foi o responsável pelo vazamento à imprensa. A atitude do procurador, segundo o pedido de esclarecimento, “já implicou violação da privacidade, da presunção de inocência e da dignidade da pessoa humana” do ex-presidente.
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A vice-procuradora geral da República, Ela Wiecko de Castilho, sugeriu a exoneração de Douglas, mas teve parecer rejeitado; o cárcere privado da mulher de Douglas foi na igreja Hadar e ele sabia de tudo
Neste 14 de março de 2016, o Conselho Superior do Ministério Público Federal se reuniu para avaliar se Douglas Kirchner, que também responde a processo criminal acusado de sequestro e cárcere privado da própria mulher, cumpriu ou não as condições do estágio probatório.
Se não, ele poderia perder o cargo.
Curiosamente, em sua defesa Douglas alegou “vazamento ilícito” do sigilo da medida protetiva que a Justiça impôs contra ele, além de “quebra do sigilo profissional” da advogada de Tamires, que fez a denúncia pública.
Nos últimos dias, quem assumiu a defesa de Douglas? A advogada Janaina Paschoal, aquela que pediu o impeachment de Dilma Rousseff ao lado de Hélio Bicudo.
Ela informou ao CS do MPF que foi procurada por Douglas Kirchner e se interessou pelo caso por se tratar, na definição de Janaína, de um caso de “liberdade religiosa”.
A certa altura da sessão, Janaína alegou que Douglas tinha “a mente propícia para ser cooptada”, ou seja, teria maltratado a mulher sob influência da igreja.
A presidente do Conselho e relatora Ela Wiecko Volkmer de Castilho votou pelo encaminhamento, ao PGR, de decisão que poderia levar à demissão de Douglas. Ela citou o laudo pericial demonstrando que Tamires foi espancada com instrumento contundente. Segundo ela, Tamires foi submetida a violência “psíquica, moral e simbólica” com a conivência do procurador.
Ela Wiecko lembrou que Douglas “admite que assistiu a surra com cipó no sítio, no Carnaval [de 2014], e não teve forças para reagir. Nesse dia, não era procurador ainda, mas tornou-se depois e mesmo sendo procurador continuou morando na igreja, casado com Tamires e a situação permaneceu a mesma até a fuga dela em julho”.
A relatora argumentou que as provas de que Douglas praticou violência contra a mulher e fanatismo religioso eram mais que suficientes para um juízo do Conselho Superior do MPF de que Douglas “não possui idoneidade moral para exercer o cargo de procurador da República”.
O conselheiro Mário Bonsaglia lembrou que Douglas teve de ser retirado de Rondônia para escapar da influência da igreja: “Ele vai ter de ser tutelado pelo resto da carreira?”, perguntou.
Já o conselheiro Carlos Frederico Santos lembrou até o caso do suicídio coletivo de Jim Jones para destacar o poder da religião, sugerindo que Douglas foi vítima da “seita”, termo utilizado pela defesa do promotor. Carlos Frederico levantou dúvidas sobre o comportamento da própria Tamires.
Na sexta-feira passada, de última hora, Douglas Kirchner apresentou o laudo de uma psiquiatra afirmando que “à época dos fatos era o examinado portador de distúrbio psiquiátrico do tipo reativo, caracterizado por fanatismo religioso”.
“O pecado do doutor Douglas Kirchner foi ter se omitido, se ele tivesse vontade, mas ele não tinha vontade”, argumentou o conselheiro Augusto Aras.
Mas, e agora, neste período em que Kirchner investigou o ex-presidente Lula?
Segundo o mesmo laudo, “no momento [Douglas] não apresenta sintomas de patologia psiquiátrica”. Aras afirmou que Kirchner é vítima de moralismo, como o que teria existido nos regimes de Hitler, Mussolini e Stálin.
O conselheiro enveredou pela política, dizendo que o Brasil precisa de “estadista” e que está “se acabando”. Também afirmou que Douglas recebeu elogios por sua atuação e “enfrentou as autoridades mais poderosas”, numa referência oblíqua à ação do promotor contra Lula.
No final, a proposta da relatora foi derrotada por 5 a 4.
Além da relatora, os conselheiros Mario Bonsaglia, Monica Garcia e Deborah Pereira consideraram que o promotor violou a Lei Maria da Penha quando já era integrante do MPF.
Os conselheiros Eitel Pereira, José Bonifácio de Andrada, Carlos Frederico Santos, Antonio Aras e Maria Caetana Santos votaram contra a relatora. Um dos argumentos que utilizaram é de que Douglas Kirchner teria sido vítima da igreja tanto quanto sua mulher Tamires. Eles consideraram o promotor apto a desempenhar suas funções.
O Conselho Superior do MPF definiu que cabe ao PGR Rodrigo Janot a decisão de determinar onde Douglas vai trabalhar.
Quando vencer o prazo do estágio, em 14 de maio, apesar das graves acusações que pesam contra ele, Douglas Kirchner deverá obter a tão desejada vitaliciedade.
PS do Viomundo: Isso dá um livro. Jovem promotor, transferido para Brasília sob grave acusação, para tratamento psiquiátrico, ocupa provisoriamente vaga de colega que trabalha na Lava Jato. Decide abrir procedimento contra um ex-presidente da República, é acusado de vazar documentos para a revista da família mais poderosa do Brasil e, apesar de responder a processo por sequestro e cárcere privado da própria mulher, conquista cargo vitalício!
*****
Ouça abaixo a íntegra da sessão, que tem mais de 5 horas de duração.
Se você quiser ir direto para a descrição da violência cometida contra Tamires, busque 1h 44m do áudio.
As três primeiras páginas da instauração de processo disciplinar contra Douglas detalham as acusações:
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Não comemore vaia a tucanos; quem vaiou prefere Bolsonaro

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fascismo
Pelo menos da boca para fora não caiu a ficha de Geraldo Alckmin e Aécio Neves após serem hostilizados pelos dementes que infestaram a avenida paulista pedindo até enforcamento de negros (vide foto acima).
O presidente do PSDB e o governador de São Paulo foram todos pimpões à gigantesca manifestação paulistana achando que iriam abafar e tiveram que correr de lá sob gritos de “oportunistas” e “ladrões”.
Mas não passaram recibo. Disseram à imprensa que “não notaram” a multidão em torno deles insultando-os; tucano não tem medo de brigar com fatos e de se mostrar cara-de-pau.
Todavia, espera-se que, a esta altura, estejam refletindo. Sobretudo porque até as caras mais visíveis da direita brasileira foram consideradas “esquerdistas” demais pela massa de psicopatas que tomou várias capitais do país.
Enquanto até reacionários como Alckmin e Aécio eram chamados de “comunistas”, “ladrões” e “oportunistas”, os manifestantes que se proclamam “contra a corrupção” carregavam nos ombros Jair Bolsonaro (vide foto no alto da página), deputado pelo PP, partido que ostenta o troféu por ter mais membros envolvidos pelas investigações da operação Lava Jato.
Também na foto que precede este texto o leitor pode conferir uma das cenas mais impressionantes do último domingo, a do manifestante que encenava o enforcamento de um negro, valendo-se de um branco pintado de preto.
Analfabetismo político, estupidez, truculência são apenas algumas das “virtudes” das hordas organizadas e financiadas sabe-se lá por quem para desestabilizar politicamente o país.
O que mais preocupa em tudo isso, pois, é a “eleição” de Bolsonaro como o preferido dessa gente. Trata-se de uma das maiores bestas quadradas do planeta. A estupidez, o anacronismo, o nível de preconceitos e truculência desse sujeito são tão descomunais que ele vêm atraindo atenções de todas as partes do mundo.
Documentaristas norte-americanos, europeus e de várias outras partes do mundo vêm ao Brasil registrar a ideias nazifascistas de Bolsonaro. O último desses documentários foi feito pela atriz canadense Ellen Page, indicada ao Globo de Ouro e ao Oscar de melhor atriz por seu papel como personagem-título do filme Juno.
Confira, abaixo, um breve trecho da entrevista que fez com um dos símbolos internacionais da homofobia, alguém que faz a cabeça dessa elite (segundo o Datafolha) que saiu às ruas do país no último domingo para pedir desde a volta da ditadura até o enforcamento de pessoas da etnia que, segundo o IBGE, é a da maioria dos brasileiros.

Sim, é essa abominação que faz a cabeça da horda que, segundo o Datafolha, na proporção de 77% tem curso superior e cuja metade tem renda média de 20 salários mínimos (quase 20 mil reais).
A má notícia, porém, não é essa. Esse homem e suas ideias nazistas estão se tornando cada dia mais populares. Apesar do avanço dessa direita, porém, setores da esquerda continuam achando que podem ganhar com a destruição do PT.
Essa esquerda está semeando, de novo, a ruína do país. Se não parar de fazer birra e se juntar à resistência contra as hordas fascistas, essa aberração chamada Jair Bolsonaro acabará governando o Brasil.
Quanto ao PSDB, será que já começa a lhe cair a ficha? Será que os dois incendiários apupados pelos fascistas irão refletir sobre o que estão semeando? Duvido. A sede de poder os torna irracionais.

Moro se tornou desfuncional O Aecím tem mais medo do Moro do que de uma delação premiada do Dimas Toledo

bessinha brasil pra la
Conversa Afiada já tinha dito que o Moro virou o fio, perdeu a eficácia.

Foi quando concentrou suas tropas no triplex que o Lula não comprou e, ao lado, no mesmo andar, tem o triplex dos lavadores de dinheiro que tomavam banho na Praia da Jararaca.

A rapaziada da Mossack.

Porém, os delegados do Moro sumiram com a Mossack!

No extenso e rudimentar documento com que justificam o sequestro do Lula e o cárcere privado a que o submeteram no aeroporto de Congonhas, os cruzados do Sistema Moro não mencionam a Mossack.

Nem falam dos moradores do triplex ao lado daquele que o Lula não comprou!

Sumiu!

Como sumiu da gaveta do Moro aquele senador tucano da Paraíba que se associa a interessante fenômeno meteorológico: a chuva de dinheiro!

O gato comeu!

Mas, mesmo assim, com esses esquecimentos providenciais, o Moro não é mais funcional.

Ele perdeu a serventia.

Primeiro, porque ele é um perigo.

Para o PMDB e para o PSDB.

Moro cresceu demais.

A mosca azul não é mais uma mosca, mas uma baleia azul! 

Moro está em campanha!

E mesmo que ele prenda o Lula – que não prenderá… - ele precisa manter a bicicleta rodando, para chegar vivo à campanha presidencial de 2018.

E aí, para enfrentar os debates com o Lula na televisão, ele vai ter que prender o Aecím e uma penca de tucanos e peemedebistas!

A Globo materializou a desfuncionalidade do Moro.

Ao desistir dos tucanos e lançar a candidatura do Moro desde o Fantástico deste último domingo, 13/03,  – a Globo é vítima de sua própria loucura - a Globo obrigou o Moro a continuar atirando !

Prende o Lula, prende o Okamotto, prenda a Clara Ant, prende a sobrinha da Clara, que mora em Israel – e daí?

Isso não aguenta até 2018!

O jornal nacional precisa manter acesa a chama do Moro.

E isso vai custar a cabeça de alguns “imaculados“.

Além disso, o Moro demonstrou que perdeu as estribeiras.

Perdeu-se pelo método nazista, como denunciou o Pedro Serrano

O sequestro do Lula assusta até a patroa daquela babá da avenida Paulista.

Assusta a FIE P, assusta a Febraban, assusta o produtores de soja de Mato Grosso, e assusta o Temer, o Renan, o Jucá, o Wellington, o Padilha – e a trempa do PSDB, aquele pessoal do camburão que teve que correr da avenida Paulista.

A sede com que Moro pretende prender o Lula revela um ímpeto que não condiz com o ritmo do impeachment, sua lógica e o que vai sobrar depois do impeachment – que não vai acontecer.

Nesse momento, a fúria morisca atrapalha mais do que ajuda o impítim do Ataulpho Merval.

Hoje, o Aecím tem mais medo do Moro do que do… Janot?

(Ele não tem o que temer do Janot, não é isso, amigo navegante?)

O Moro se tornou tão desfuncional quanto o Promotor do Ministério Tucano Público de São Paulo, o paspalhão do Hegel.

Desmoralizou a prisão do Lula.

O Moro se tornou tão desfuncional quanto o Cunha, para a campanha do impítim do Ataulpho Merval: tira o Cunha da frente do impeachment, pelo amor de Deus!, para não suja-lo irremediavelmente.

O Moro perdeu a serventia também para a Casa Grande.

E passou a ameaça-la.

Prende o Lula, diz o capataz da Casa Grande.

Entra para a História e desaparece.

Vai cuidar dos aposentados do INSS de Maringá!

Porque achar que a chapa Moronaro vai se eleger Presidente da Pátria Branca, com os votos do jornal nacional – é acreditar no que o Ataulpho escreve!

Em tempo: achei: o Aecím tem mais medo do Moro do que daquele policial do Leblon que o flagrou embriagado e com a carteira vencida!

Em tempo2: ou, o Aecím, tem mais medo do Moro do que da delação premiada do Dimas Toledo!

Paulo Henrique Amorim

segunda-feira, 14 de março de 2016

Paulo Abrão: Há um vácuo para politizar o debate. Adversário morto é o amedrontado


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Paulo Abrão: Porto Alegre mostrou que existia espaço para atos pacíficos e organizados da resistência. Foto: Daniel Isaia/Agência Brasil
Algumas conclusões do dia:
1. As manifestações foram dentro do controle. Não afetam o transcurso da administração institucionalizada da crise.
2. Não houve adesão massiva dos pobres, mas sim da classe média e alta. Do contrário haveria milhões e milhões nas ruas. Toda manipulação tem limites.
3. Moro é um novo herói nacional. Aécio sai diminuído. PSDB não capitalizou. Se Moro admitir sair candidato em eleições desmoralizará a Lava Jato e ficará caracterizado o seu viés político-partidário para o resto da história.
4. Houve menos espaço para pedidos de intervenção militar. Por outro lado, há uma explícita expansão de um pensamento fascista agressivo (Bolsonaro e seguidores).
5. A crítica é à política, de forma generalizada. Significa que há um vácuo para politizar o debate. E a esquerda é melhor nesse jogo.
6. Porto Alegre mostrou que existia espaço para atos pacíficos e organizados da resistência hoje. Adversário morto é o amedrontado. A mensagem veio do Sul: “Sí, se puede! Yes, we can! Ainda Podemos Brasil!”. Em gauchês: “Não tá morto quem peleia”.
7. Imprensa escolheu traduzir as manifestações como pedidos de saída de Dilma. A linha ficou revelada no editorial doEstadão.
8. A oposição esperava muito mais de hoje. Gastaram muita energia e dinheiro e muito tempo de TV. Se está difícil para a situação, está difícil para a oposição também.
9. O campo político da situação (e a Frente Brasil Popular) agora tem que ter serenidade e ser capaz também de demonstrar a sua força nos atos que convocaram para o dia 18. Que sejam pacíficos também.
10. Todos nós do campo democrático temos que seguir no rumo da busca de uma saída democrática para a crise, valorizando a luta social.
* Paulo Abrão é secretário-executivo do Instituto de Políticas Públicas do Mercosul e ex-Secretário Nacional de Justiça

domingo, 13 de março de 2016

Foi uma manifestação de brancos numa Nação negra É a passeata de sempre na Globo de sempre: sem negro ou desdentado​

Protestos antipetistas foram inflados por crime de agentes públicos.

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golpista
Escrevo na décima hora da manhã de domingo, 13 de março de 2016, data em que grupos inconformados com o resultado das eleições presidenciais de 2014 voltam às ruas pedindo desde a volta da ditadura militar até a deposição legal, porém ainda golpista, da presidente Dilma.
Esses atos antidemocráticos ocorrerão por todo país, ainda que todos os olhos estejam voltados para São Paulo; o tamanho da manifestação por aqui definirá o sucesso ou o fracasso do movimento de forma geral.
Nesse aspecto, ao menos em São Paulo o esperado era um grande movimento, pois, aqui, o poder público foi usado desavergonhadamente para inflar as manifestações.
Executivo, Judiciário e Ministério Público paulistas aliaram-se à Justiça Federal, ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal para levarem fanáticos de ultradireita às ruas neste 13 de março, mesmo dia e mês do histórico comício antigolpista da Central do Brasil, há 52 anos.
O esforço das forças golpistas neste mês de março não remete aos idos de 1964 só por conta do mês do golpe que nos legou duas décadas inteirinhas de regime de exceção; não faltam abusos contra o Estado de Direito a nos remeter ao início do período mais sombrio da história brasileira.
O que emula os idos de 1964 é o uso do poder de Estado para oprimir adversários políticos dos golpistas, assim como foi há meio século. Mais uma vez, quem está no poder não governa e quem está na oposição oprime amparado pelos mesmos grupos de mídia daquela época.
Na verdade, a ousadia dos golpistas contemporâneos é muito maior do que há 52 anos. O Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal substituíram os militares. O golpe não usa mais tanques ou fardas verde-oliva e coturnos; usa toga de juízes de primeira instância, ternos bem cortados dos procuradores e a roupa preta dos policiais federais.
No fim, dá no mesmo. Morre menos gente, mas o efeito sobre a democracia é idêntico.
O que define o golpe é a já reconhecido parcialidade do Judiciário reconhecida, agora, até pela mídia golpista, já que a direita está tão por cima que pode se dar até ao luxo de reconhecer seus excessos.
Nesse aspecto dos excessos, eles foram ocorrendo em escalada no período pré-manifestações.
Excessos ainda mais estarrecedores começaram com a condução coercitiva desnecessária, midiática e abusiva de um ex-presidente da República, para que ele fosse depor. E com o episódio hollywoodiano que chegou às páginas do maior jornal do país pela pena do colunista Janio de Freitas.
Basicamente, surgiu a versão de que agentes da polícia da Aeronáutica, legalistas, insurgiram-se contra a tentativa da Lava Jato de sequestrar Lula sem mandado judicial e levá-lo preso a Curitiba.
Muitos leitores vêm perguntando se sei alguma coisa sobre o caso. Parece-me que a coluna de Janio de Freitas passou meio batida, apesar de seu caráter explosivo. Desse modo, vale reproduzi-la antes de prosseguir.
FOLHA DE SÃO PAULO
Janio de Freitas
Colunista e membro do Conselho Editorial da Folha, é um dos mais importantes jornalistas brasileiros. Analisa as questões políticas e econômicas. Escreve aos domingos e quintas-feiras.
O plano obscuro
10/03/2016 02h00
Em condições normais, ou em país que já se livrou do autoritarismo, haveria uma investigação para esclarecer o que o juiz Sergio Moro e os procuradores da Lava Jato intentavam de fato, quando mandaram recolher o ex-presidente Lula e o levaram para o Aeroporto de Congonhas.
E apurar o que de fato se passou aí, entre a Aeronáutica, que zela por aquela área de segurança, e o contingente de policiais superarmados que pretenderam assenhorear-se de parte das instalações.
Mas quem poderia fazer uma investigação isenta? A Polícia Federal investigando a Polícia Federal, a Procuradoria Geral da República investigando procuradores da Lava Jato por ela designados?
É certo que não esteve distante uma reação da Aeronáutica, se os legionários da Lava Jato não contivessem seu ímpeto. Que ordens de Moro levavam?
Um cameramen teve a boa ideia, depois do que viu e de algo que ouviu, de fotografar um jato estacionado, porta aberta, com um carro da PF ao lado, ambos bem próximos da sala de embarque VIP transformada em seção de interrogatório.
É compreensível, portanto, a proliferação das versões de que o Plano Moro era levar Lula preso para Curitiba. O que foi evitado, ou pela Aeronáutica, à falta de um mandado de prisão e contrária ao uso de dependências suas para tal operação; ou foi sustado por uma ordem curitibana de recuo, à vista dos tumultos de protesto logo iniciados em Congonhas mesmo, em São Bernardo, em São Paulo, no Rio, em Salvador.
As versões variam, mas a convicção e os indícios do propósito frustrado não se alteram.
O grau de confiabilidade das informações prestadas a respeito da Operação Bandeirantes, perdão, operação 24 da Lava Jato, pôde ser constatado já no decorrer das ações. Nesse mesmo tempo, uma entrevista coletiva reunia, alegadamente para explicar os fatos, o procurador Carlos Eduardo dos Santos Lima e o delegado Igor de Paula, além de outros. (Operação Bandeirantes, ora veja, de onde me veio esta lembrança extemporânea da ditadura?)
Uma pergunta era inevitável. Quando os policiais chegaram à casa de Lula às 6h, repórteres já os esperavam. Quando chegaram com Lula ao aeroporto, repórteres os antecederam. “Houve vazamento?”
O procurador, sempre prestativo para dizer qualquer coisa, fez uma confirmação enfática: “Vamos investigar esse vazamento agora!”.
Acreditamos, sim. E até colaboramos: só a cúpula da Lava Jato sabia dos dois destinos, logo, como sabe também o procurador, foi dali que saiu a informação –pela qual os jornalistas agradecem. Saiu dali como todas as outras, para exibição posterior do show de humilhações. E por isso, como os outros, mais esse vazamento não será apurado, porque é feito com origem conhecida e finalidade desejada pela Lava Jato.
A informação de que Lula dava um depoimento, naquela mesma hora, foi intercalada por uma contribuição, veloz e não pedida, do delegado Igor Romário de Paula: “Espontâneo!”. Não era verdade e o delegado sabia. Mas não resistiu.
Figura inabalável, este expoente policial da Lava Jato. Difundiu insultos a Lula e a Dilma pelas redes de internet, durante a campanha eleitoral.
Nada aconteceu. Dedicou-se a exaltar Aécio, também pela rede. Nada lhe aconteceu. Foi um dos envolvidos quando Alberto Youssef, já prisioneiro da Lava Jato, descobriu um gravador clandestino em sua cela na
Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Nada aconteceu, embora todos os policiais ali lotados devessem ser afastados de lá. E os envolvidos, afastados da própria PF.
Se descobrir por que a inoportuna lembrança do nome Operação Bandeirantes, e for útil, digo mais tarde.
U-au! Daqui a 50 anos essa história estará sendo contada na íntegra, espantando as futuras gerações com o arcaísmo do Brasil destes tempos.
Aliás, vale lembrar que, no âmbito desse ataque à democracia obrado pela Lava Jato, sobrou até para este blogueiro, que segue ameaçado de ser “preso e processado”, nessa ordem…
Mas vamos em frente.
Houve nova mudança de patamar na ofensiva golpista com um pedido de prisão de Lula tão criminoso, tão malfeito, tão medíocre que, como disse o jornal Folha de São Paulo em editorial, conseguiu a proeza de fazer até os inimigos figadais de Lula repudiarem essa iniciativa dos já chamados de “três patetas do ministério público”.
Na última sexta-feira, a horas das manifestações deste domingo, a terceira mudança de patamar na ofensiva golpista: um destacamento inteiro da Polícia Militar baixou em uma reunião do Partido dos Trabalhadores em Diadema (SP) para intimidar militantes, parlamentares e sindicalistas.
A ameaça à democracia foi de tal monta que ninguém mais, ninguém menos do que o ouvidor da Polícia Militar de São Paulo, Júlio Cesar Neves, classificou como um “risco à democracia” essa ação de policiais armados durante plenária petista.
Sim, é isso mesmo que você leu: alguém, na PM, teve coragem e decência para criticar a ordem do governador Geraldo Alckmin para que seus gorilas intimidassem os adversários políticos.
A escalada de desconstrução da democracia, em que pese sua gravidade, cede espaço, neste texto, ao crime que talvez algum dia venha a ser punido: o de agentes públicos do Judiciário, do Ministério Público e das Polícias Militar e Federal usarem suas prerrogativas funcionais com propósitos políticos tão claros.
Os órgãos de controle e as polícias foram transformados em apêndices do PSDB. Não de qualquer outro partido, mas do PSDB. E usados para guerra política. Em qualquer lugar do planeta em que a democracia esteja vigente atos como esses levariam seus altores para trás das grades.
Mas estamos no Brasil…
Não se sabe, no momento em que escrevo, como serão os protestos golpistas de 13 de março de 2016. Serão iguais aos de um ano? Maiores? Menores?
Tanto faz. Serão ilegítimos, pois decorrem de crimes cometidos por agentes públicos para estimular pessoas de pouco cérebro a irem à rua apoiar pleitos como os supracitados, que envolvem até golpe militar formal e tradicional.
Isso sem falar da quantidade de políticos corruptos – muitos, indiciados – que, neste domingo, estará pelas ruas do país aproveitando esse crime dos agentes públicos em questão para debochar da sociedade ao protestarem “contra o corrupção”.
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Hoje! E acham que vão dar o Golpe
Este post foi escrito às 13h00.

Quando a passeata do Rio chegou ao ponto de saturação e a de São Paulo é uma preparação.

(Uma preparacao feérica, riquissima, cheirosa, de dezenas de carros de som, patos do Skaf daFIE  P, muito tenis Nike.

Mas, negro que é bom ... nada !

Foi uma passeata de brancos numa Nação negra.

Numa naçao de maioria negra e parda (para atender às exigências conceituais do Gilberto Freire com "i".

É a mesma passeata de sempre, com mais cinco ou menos cinco brancos, aqui ou ali, e com a mesma Globo de sempre: uma prova concreta, física do apartheid social no Brasil.

Em Copacabana, o desfile foi patético.

Copacabana é um bairro cercado de magníficas e deslumbrantes favelas.

Pavaã-Pavaozinho, Cantagalo, Tabajaras, Morro dos Cabritos, Chapeu Mangueira.

Dona Marta ali perto, no Humaitá.

E Vidigal e Rocinha, mais para a São Conrado.

São alguns milhoes de negros - E POBRES !

Que não se mexeram para sair na Globo.

Ficaram em casa !

No botequim, tomando cerveja e esculhambando o Flamengo e o Fluminense, que querem jogar o Fla-Flu, em São Paulo.

O que a Globo mostrou no Rio foi um iate com a familia vestida de verde e amarelo, e um exuberante "fora Dilma".

Depois, vai ancorar no Iate Clube e tomar champagne Veuve Clicquot - rosé, porém !

E em Salvador ?

A cidade mais negra do Brasil !

Não tinha negro nem vendendo água de coco !

E a Globo a divulgar numeros de manifestantes incompatíveis com a metragem quadrada do calçadao da Barra.

Pra botar aquele monte de gente da Globo ali, só dentro d'água.

Branco sozinho não derruba presidente no Brasil !

Se é por esse domingo que o PMDB vai saltar fora do barco.

Não vai.

(Saltar do barco de NOVOS ministerios, bem entendido ...)

Se saltar, é para tentar um golpe parlamentar, instalar o impeachment por meia hora - até a favela perceber - e fechar a Lava jato.

Porque se ficar aberta, o Temer morre (e o Wellington Moreira Franco, seu unico escudeiro, vai junto).

Se a sobrevivencia da Globo dependia dessa manifestacao de hoje , 13/3, pode começar a fechar a banca e tentar arrumar comprador.

Como o Valdir Macedo nao se interessa, quem sabe os filhos do Roberto Marinho vendem à Netflix ou à Google Red ?

Enquanto os farofeiros não se apossam da praia da Jararaca.

Deu xabu no Golpe !

No Golpe de brancos, por brancos para brancos.

Como disse o Roberto Marinho, no livro "O Quarto Poder", ao seu diretor de jornalismo: "não quero preto nem desdentado no jornal nacional !"

Nem em passeata.

Qua qua qua !

Em tempo: leia a seguir os documentos das liderancas negras do Brasil, a nação mais negra do mundo, depois da Nigéria !

PHA

sábado, 12 de março de 2016

Você está assistindo a 1964, filme de terror que já vimos

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Por volta das 23:30 horas da última sexta-feira toca o telefone de casa. Do outro lado da linha está Toninho Kalunga, dirigente estadual do Partido dos Trabalhadores. Ele conseguiu meu telefone com um amigo que temos em comum. Começa, então, um relato estarrecedor.
Em Diadema (SP), no prédio do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, ocorria uma reunião do Partido dos Trabalhadores para manifestar solidariedade ao ex-prefeito da cidade José de Filippi Júnior e ao ex-presidente Lula, recentemente envolvidos pela Operação Lava Jato.
Detalhe, a reunião contou com cerca de 2 mil militantes do PT.
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De repente, no meio do evento, dois PMs – um tenente e um soldado – invadiram e interromperam a reunião petista armados de revolveres e metralhadoras. Os nomes dos dois policiais são soldado “Ricardo” e tenente-comandante “Marinho”, ambos do 24o Batalhão. Eles queriam saber “o que estava acontecendo” no local.
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Perguntados pelos presentes sobre o que estava acontecendo, por que estavam ali, os policiais disseram que estavam lá para “fazer averiguações”. Perguntados se tinham algum mandado judicial para invadirem um local privado, reconheceram que não tinham.
Nesse momento, segundo o relato de Kalunga, os policiais começaram a interrogar os presentes. Os organizadores do evento vão até eles exigindo saber a razão da incursão ilegal no recinto e, para espanto de todos, os dois policiais afirmam que estavam ali para investigar um inacreditável “sequestro do comandante da Polícia Militar” (!!!).
Ante o inconformismo dos presentes, os policiais começam a se dizer “acuados” e, pelo rádio, chamam “reforços”. Em um piscar de olhos chegam muitas viaturas ao local, fecham a rua em frente ao predio do sindicato e PMs armados com metralhadoras e revolveres ameaçam invadir o recinto.
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Imediatamente, os deputados estaduais pelo PT-SP Barba e Luiz Turco, juntamente com a diretoria do Sindicato, vão cobrar explicações dos policiais e avisá-los de que se invadissem o local – repleto de parlamentares petistas, sindicalistas e militantes, inclusive mulheres e idosos – seriam alvo de representação criminal.
Vale ressaltar que estava presente toda a bancada de vereadores do PT de Diadema, o deputado Federal Vicentinho, o Deputado Estadual Luis Fernando,a dirigente da CUT Jandira e vários outros dirigentes petistas e sindicalistas, além do ex-prefeito José de Filippi Jr.
No vídeo abaixo, o leitor pode ver as negociações para evitar a invasão do sindicato.
Contudo, isso não é tudo. A surpresa dos presentes foi ainda maior ao descobrirem que havia no local um policial à paisana (figura conhecida, popularmente, como “p2″) infiltrado, transmitindo informações de lá de dentro.
Não havia o que o espião da PM pudesse relatar, mas a mera colocação de alguém assim em reunião de um sindicato produz a imagem de uma polícia política como a que tantas vezes este blog tem denunciado que há no Brasil atualmente.
Não é uma invenção deste Blog o sentimento de apreensão dos setores pensantes da sociedade com os abusos do governo Geraldo Alckmin ao colocar o Ministério Público Estadual, que controla, e a sua Polícia Militar para fustigar adversários políticos.
A condução coercitiva do ex-presidente Lula para depor na sexta-feira retrasada foi condenada por praticamente toda a comunidade jurídica, inclusive pela maioria do STF. Abaixo, o ministro Marco Aurélio Mello explica por que aquele ato foi abusivo.
Como a situação já parece estar saindo de controle, neste sábado a Folha de São Paulo se une aos setores alarmados da sociedade e publica um editorial surpreendente que condena o pedido de prisão do ex-presidente Lula pelos três procuradores midiáticos do MP-SP, Cassio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Araújo, os quais chama de “trio de horrores”.
Confira:
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Na prática, a democracia brasileira já não é plena, de modo que já não existe, haja vista que não existe meia gravidez ou meia morte. Democracia não comporta adjetivos ou graus; ou existe ou não existe. Ou a lei vale da mesma forma para todos ou não vale nada, constituindo-se, meramente, em instrumento de repressão política, característico das ditaduras.
Para fecharmos o post, então, vale um texto absolutamente estarrecedor de um colunista também da Folha de São Paulo. O sujeito admite o viés político da Lava Jato e de todas as outras investidas contra Lula, Dilma e o PT, mas relativiza essa situação escandalosa.
Confira:
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Post Scriptum: até a ciclovia da avenida Paulista sabe que a condução coercitiva de Lula pela PF e o pedido de prisão do ex-presidente pelo MP-SP foram praticados para inflarem os protestos antipetistas deste domingo. Em um país sério, os autores dessas peripécias já estariam, no mínimo, sendo processados criminalmente.