Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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terça-feira, 28 de outubro de 2014

O que Dilma quis dizer com “Não vai ficar pedra sobre pedra”


Por volta das 19 horas de domingo, faltando uma hora para o TSE divulgar o resultado da eleição presidencial devido ao fuso horário que fez o Norte do país continuar votando enquanto as outras regiões já tinham encerrado a votação, sintonizei a Globo News. o semblante dos comentaristas já indicava que Dilma Rousseff fora reeleita.


Comentei com a esposa que o semblante sobretudo de Merval Pereira era escandaloso. Mais escandaloso do que os dos colegas de bancada. Renata Lo Prete, Cristiana Lobo e Gerson Camarotti  ainda tentavam disfarçar o abatimento, pois, tal qual este que escreve, já sabiam que Dilma derrotara Aécio Neves. Merval, não. Exibia, despudoramente, sua tristeza.
Este blogueiro, àquela altura, também já sabia que Dilma estava reeleita. E bem antes das 19 horas. Às 18 horas em ponto, postei no Twitter a mensagem abaixo.

Faltando 2 minutos para as 19 horas, pouco antes de sintonizar a Globo News, postei na mesma rede social a confirmação que recebi de uma fonte palaciana de que Dilma Rousseff já era a presidente reeleita do Brasil.

Sintonizei a tevê na Globo News devido a um lado obscuro da alma que me fez querer ver justamente o que encontrei: os semblantes combalidos dos comentaristas tucanos daquela concessão pública, que não apenas não disfarçavam a dor pela vitória de Dilma, mas tratavam de criticar a presidente e exaltar o que pareceram querer insinuar que fora uma espécie de “vitória moral” de Aécio.
Quem tiver estômago, confira aqui a lenga-lenga partidarizada daqueles que deveriam oferecer análises ao espectador, não a doutrinação política que praticam naquela emissora dia após dia. Inclusive de forma ilegal, pois a faixa do espectro radioelétrico que ocupa a Globo News é concedida à família Marinho, mas não pertence a ela.
Mais tarde, ainda na mesma Globo News, minha sala-de-estar é invadida por um crime de discriminação. Diogo Mainardi, ex-colunista da Veja, insultador profissional da família Marinho insulta impunemente o povo nordestino tanto quanto qualquer um dos energúmenos que, em todas as quatro eleições presidenciais que o PSDB perdeu para o PT desde 2002, vão as redes sociais dizer a mesma coisa que o comentarista do programa Manhattan Connection.
Palavras de Mainardi:
O Nordeste sempre foi retrógrado, sempre foi governista, sempre foi bovino, sempre foi subalterno, em relação ao poder
Assista, abaixo, ao crime de discriminação que Diogo Mainardi cometeu no último domingo, direto de Nova Iorque. Ao vivo.


O canal Globo News foi transformado, pois, em um mero diretório do PSDB. Ilegalmente. É como se eu ou você chegássemos a uma grande avenida, interrompêssemos o trânsito e lá instalássemos uma mesa de bilhar para nos divertirmos com meia dúzia de amigos, apesar de não sermos donos da rua – ou, no caso, da avenida.
Pior do que tudo isso é que tanto na bancada de comentaristas da Globo News supracitada quanto no programa que a sucedeu, inúmeras vezes os funcionários da família Marinho pregaram o golpe. Ou, no dizer deles, o “impeachement” da presidente da República.
Ou seja: independentemente de ser verdade ou não a matéria criminosa da Veja que levou o TSE a punir a revista com direito de resposta e multa de 500 mil reais por cada hora que o site dessa mesma revista descumpriu a decisão da corte e não deu o devido destaque àquele direito de resposta, os funcionários da Globo News já haviam condenado Dilma.
Por que tudo isso? Tenha um pouco mais de paciência, leitor, que você já vai entender.
Em outras eleições que o PT surrou o PSDB, a postura escandalosa desses “jornalistas” não foi igual. A tropa da família Marinho manteve um mínimo de compostura e fingiu (mal) não estar tão abalada pela derrota.
Para melhor entendimento da tese desta página, avancemos cerca de 24 horas no tempo.
Dilma escolheu a TV Record para dar sua primeira entrevista como presidente reeleita. A entrevista, porém, foi um tanto quanto tumultuada. A repórter Adriana Araújo quis saber de Dilma quem seria o novo ministro da Fazenda e a presidente, por óbvio, irritou-se. Afinal, uma decisão dessa magnitude envolve muita coisa e por certo não poderia ser anunciada daquela forma.
Alguns minutos depois, ao contrário da Record, que enviou uma repórter ao Palácio da Alvorada para entrevistar Dilma, a Globo preferiu um “link” do Palácio para o Jornal Nacional. Com ar de deboche estampado nos rostos, William Bonner e Patrícia Poeta começaram a inquirir Dilma quando ela provocou em seus rostos a expressão que você pode conferir abaixo.
Palavras de Dilma a Bonner:
Você pode ter certeza: eu não falei contra a corrupção e impunidade só durante a eleição. Eu não só falei durante a eleição, como você pode ter certeza que eu farei o possível e o impossível para colocar às claras o que aconteceu. Neste caso da Petrobrás e em qualquer outro que apareça. Não vou deixar pedra sobre pedra. Não vou investigar divulgando, apenas, seletivamente informações. Eu vou fazer questão que a sociedade brasileira saiba de tudo
Muitos podem imaginar que Dilma tenha feito apenas um exercício de retórica para convencer o público de que vai investigar TUDO. Bem, tanto quanto William Bonner, Patrícia Poeta, os zumbis da Globo News e o mercado financeiro – que, quando Dilma subia nas pesquisas, caía – este blogueiro sabe que a presidente reeleita falou MUITO sério.
Por isso o mercado caía e, por isso, os teleguiados da Globo, da Veja etc. a atacam com tanta fúria. Quando digo que é “por isso”, refiro-me ao que você poderá deduzir, estimado leitor, nas matérias da Folha de São Paulo reproduzidas abaixo. A primeira é do dia 2 de outubro e a segunda, do dia 17.

Quero afiançar ao leitor, pois, o que William Bonner, Patrícia Poeta, a tchurma da Globo News, a família Marinho, a Veja e seus pitbulls, entre outros, já sabem: Dilma vai para cima de TODOS. Inclusive dos corruptores – como a Odebrecht, por exemplo. E não vai deixar que a banda tucana da PF, do MP, do Judiciário e da mídia acobertem os tucanos.
Por isso, essa turma chegou ao absurdo de inventar aquela matéria criminosa da Veja e a divulgar no Jornal Nacional a poucas horas do início da eleição presidencial em segundo turno. Por isso, gente com os mesmos interesses chegou ao ponto de falsificar a notícia da “morte” do doleiro Alberto Yousseff.

O segundo mandato de Dilma dará o maior golpe na corrupção que já foi visto no Brasil. Aqueles que sempre ficaram confortavelmente vendo políticos que compraram sendo presos, vão para o centro do palco. Por isso querem implicar Dilma e derrubá-la – antes que ela os pegue. Por conta disso, seria bom que ela reforçasse sua segurança.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

É hora de comprar Brasil!



Não tem preço: Minas deu a Dilma uma vitória de cinco pontos à frente de Aécio


Dilma está reeleita Presidente da República : o Brasil dobrou a aposta na construção de uma 
democracia social e deu ao campo progressista mais quatro anos para pavimentar esse percurso

 
Resultado vitorioso do PT tem peso geopolítico para influenciar a história da América Latina e a luta pelo desenvolvimento em várias partes do mundo.Poucas vezes o destino de tantos esteve tão colado ao histórico voto de desassombro e discernimento do povo brasileiro


Uma lição que não pode mais ser ignorada: 48 horas sem acesso de Dilma e do PT a um canal de mídia de abrangência nacional; um suicídio político que se repete a cada eleição


Pernambuco voltou ao leito progressista dando a Dilma 70% dos votos, depois de ter se tornado a esperança de uma cunha do conservadorismo no Nordeste
   

Roberto Stuckert Filho: Rio Grande - RS, 17/09/2012. Presidenta Dilma Rousseff durante visita ao local de construção da P-58 no Estaleiro Quip. Foto: Roberto Stuckert Filho/PrRaras vezes, na história da humanidade, um país se deixou cegar tanto pelo ódio político, pela intolerância e pela mentira, sendo tão vilipendiado por sua própria elite. Agora, que as eleições acabaram, relembre: o Brasil é exemplo global no combate à fome, tem a menor taxa de desemprego de sua história, uma nova classe média pujante, que adensa um dos maiores mercados de consumo de massa do mundo, e uma presidente revigorada pela vitória nas urnas; além disso, está prestes a se tornar um dos grandes produtores globais de petróleo, não há descontrole inflacionário e os ajustes necessários na economia são bem menos severos do que se apregoa; por último, mas não menos importante, o Brasil NÃO é bolivariano!; um bom Dilma a todos; artigo de Leonardo Attuch, editor-responsável pelo 247 

Por Leonardo Attuch

O Brasil amanhece, nesta segunda-feira, não muito diferente do que foi nos últimos dias, semanas e anos de governo Dilma – uma aposta renovada pelo eleitor brasileiro para os próximos quatro anos. O desemprego continua a ser um dos mais baixos da história, a inflação não está fora de controle e transformações estruturais, como o avanço na exploração do pré-sal, continuam em curso.

No entanto, raras vezes, na história da humanidade, um país foi tão vilipendiado e rebaixado por sua própria elite. Como jamais se viu, uma sociedade se permitiu cegar pelo ódio político, pela intolerância e pela mentira. Para citar apenas um caso, o dirigente de uma consultoria financeira lançou um livro intitulado "O Fim do Brasil", profecia que se realizaria em caso de reeleição da presidente Dilma. A julgar por seu catastrofismo, que foi levado a sério por alguns agentes do mercado financeiro, esta segunda-feira seria o "dia em que a terra parou", como diria Raul Seixas.

No entanto, basta abrir os olhos – sim, abrir os olhos, após a cegueira e a histeria das últimas semanas – para enxergar uma realidade bem diferente. O Brasil fechará o ano com a inflação dentro dos limites da meta pelo décimo ano consecutivo, com uma dívida interna estável, embora a situação fiscal seja menos confortável do que no passado, e com uma população que volta a confiar no futuro – este, um dos dados mais importantes das últimas pesquisas. Quando as pessoas acreditam que irão manter seus empregos e seu poder de compra, o motor do consumo e do crédito se mantém ligado e a pleno vapor.

Se há a necessidade de ajustes na economia, eles já são reconhecidos pelas autoridades, em Brasília. Especialmente em alguns setores, como o do etanol, que foi prejudicado pela contenção dos preços dos combustíveis e será beneficiado com a volta da Cide – um importo que tornará o álcool mais competitivo na bomba. A boa notícia é que os ajustes necessários são bem menos severos do que se apregoa – 2015, ao contrário do que muitos imaginam, não será o ano da catástrofe anunciada.

Passadas as eleições, é também a hora de superar antagonismos, divisões e retomar o diálogo. Em vez de enxergar o copo meio vazio, é hora de encarar a metade cheia, repleta de avanços. O Brasil é hoje reconhecido pelas Nações Unidas como exemplo global no combate à fome e às desigualdades sociais. É também um país montado num caminhão de reservas internacionais, capazes de amortecer qualquer crise internacional. E que, com sua nova classe média, possui um dos maiores mercados de consumo do mundo, que irá continuar recebendo investimentos por muitos e muitos anos.

Se isso não bastasse, o pré-sal, de onde se extraem mais de 500 mil barris de petróleo/dia, já não é mais uma promessa. É realidade concreta e palpável. Aliás, se o Brasil foi rebaixado e vilipendiado por sua elite, que daqui extrai suas fortunas, o que dizer, então, da Petrobras? Relatórios das agências internacionais de energia, feitos por quem realmente entende do setor, a apontam como uma das empresas de maior crescimento projetado para os próximos anos. Depois dos investimentos, virá a colheita. E o Brasil, que viveu agudas crises no balanço de pagamentos no passado, em razão de sua dependência energética, tem tudo para se transformar num dos grandes exportadores globais de petróleo – como já é no setor de alimentos.

Dilma venceu as eleições porque, em algum momento, os eleitores – e não apenas os supostamente mal-informados, como diria FHC – se deram conta de que a propaganda negativa não correspondia à realidade. Será mesmo que o Brasil dos novos aeroportos, das usinas do Rio Madeira e da hidrelétrica de Belo Monte é mesmo "um cemitério de obras inacabadas"? Aliás, o que aconteceu com o apagão elétrico previsto no início de 2014? E a Copa do Mundo? Por onde andam os arautos do #naovaitercopa? Se tiverem bom senso, depois de o Brasil ter realizado a melhor de todas as Copas – fato que, infelizmente, ficou ausente da campanha eleitoral – não farão o mesmo discurso terrorista em 2016, ano dos Jogos Olímpicos.

O Brasil que emerge dessas eleições também tem uma possibilidade única de enfrentar a corrupção. Depois de tantos escândalos, todos eles associados ao financiamento privado de campanhas políticas, o País se vê diante da oportunidade histórica de aprovar a reforma política, tornando as disputas eleitorais menos dependentes do poder econômico. E a presidente Dilma, sem uma reeleição pela frente, e reconhecida como honesta por seus próprios adversários, é a pessoa ideal para levar esse desafio adiante. "Estou pronta a responder a essa convocação. Sei do poder que cada presidente tem de liderar as grandes causas populares. E eu o farei", disse ela ontem, em seu discurso da vitória. Um discurso preciso – e de arrepiar.

Por último, mas não menos importante, há que se dizer com todas as letras. Apesar de toda a histeria e toda a estridência dos nossos neoconservadores, o Brasil não é bolivariano. Aliás, o próprio PT é um partido que, há muitos anos, fez um escolha. Optou pelo caminho democrático – e não revolucionário. O Brasil é um país capitalista, que respeita a propriedade e os contratos, e que, neste caminho, promove a inclusão social. Aliás, a aposta na radicalização interessa apenas a pequenos grupelhos, que se alimentam do discurso do ódio. A estes, basta dizer que Miami é logo ali. À verdadeira elite brasileira, comprometida com o País, o que importa é seguir adiante, com mais igualdade e liberdade.

Como diria Eduardo Campos, não vamos desistir do Brasil. Até porque, depois de tantas mentiras e ataques, o Brasil ficou barato. É hora de comprar Brasil!

* Leonardo Attuch é fundador e editor-responsável pelo 247

domingo, 26 de outubro de 2014

INTERNAUTAS TUCANOS SIMULAM PÁGINA DO G1 COM FALSA "MORTE DO DOLEIRO"

Golpe eleitoral de Veja, PSDB e Globo não pode ficar impune


Segundo as três últimas pesquisas de intenção de voto para presidente da República (Datafolha, Ibope e Vox Populi), Dilma Rousseff deveria vencer a eleição presidencial em 2º turno. Apesar de o Datafolha ter destoado dos outros dois institutos, a presidente apareceu com vantagem numérica também nesse instituto, ainda que dentro da “margem de erro”.
Contudo, dois dos três institutos mostraram tênue reação de Aécio Neves que pode, inclusive, nem ter ocorrido devido à tal “margem”. Já no terceiro instituto, o Vox Populi, Dilma continua em ascensão, dando seguimento a um movimento de alta que começou no início da semana passada e perdurou, ao menos, até 5ª feira.
Ibope e Datafolha deram um único ponto para Aécio e tiraram um de Dilma. Porém, como a vantagem da presidente no Datafolha era menor do que no Ibope, no instituto da Folha de São Paulo os candidatos entraram em “empate técnico”.
Como este Blog relatou no post anterior, nas pesquisas da véspera da eleição de 2010 o instituto que acertou foi o Ibope, que, desta vez, dá vantagem a Dilma fora da margem de erro. Além disso, historicamente as pesquisas sempre acertam mais no segundo turno do que no primeiro devido ao menor número de candidatos.
Seja como for, até a publicação da matéria de capa da Veja desta semana Dilma vinha subindo e Aécio, caindo. A eventual interrupção ou até a reversão desse processo dever-se-á, única e exclusivamente, a uma das mais claras e revoltantes farsas que já se produziu em uma campanha eleitoral.
Nem na renhida eleição de 1989 em segundo turno, entre Lula e Fernando Collor de Mello, houve uma farsa dessa magnitude. Houve mais baixaria, com Collor levando uma ex-namorada de Lula à tevê para acusa-lo de cafajestice, para resumir. Houve, também, o golpe de a polícia de São Paulo vestir os sequestradores do empresário Abílio Diniz com camisetas do PT.
Contudo, o golpe eleitoral que Veja deu a 48 horas da eleição deste ano supera os de 1989. Contou com anuência da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça. Depoimento sigiloso de um processo que corre sob segredo de Justiça foi escancarado na revista da Editora Abril sem qualquer prova, à revelia da lei.
Por conta disso, o Tribunal Superior Eleitoral deu direito de resposta à coligação de Dilma e proibiu Veja de divulgar sua capa desta semana. Eis que a Globo, após ensaiar respeito à lei não divulgando aquela matéria na 6ª feira, expõe nos seus telejornais da tarde e da noite de sábado tudo que a Justiça Eleitoral determinou que não fosse divulgado, sobretudo na TV e no rádio.
A Globo dirá que não fez publicidade da capa de Veja; apenas exerceu seu dever de informar. Conversa. Divulgou nos telejornais Hoje e Jornal Nacional aquilo que a Justiça Eleitoral proibiu que fosse divulgado. De que adianta o TSE dizer que Veja não pode fazer publicidade paga se a Globo faz publicidade gratuita para a matéria que a Justiça considerou ilegal?
Talvez, leitor, você só esteja lendo esta matéria após o resultado da eleição presidencial de 2014 em segundo turno. Esteja eleito quem estiver, então, um fato não terá mudado: Veja e, depois, Globo, entre outros, cometeram crimes eleitorais.
Aliás, além de Veja, o PSDB também cometeu crime usando a matéria da revista como panfleto distribuído nas ruas mesmo com a eleição terminada. Há uma imensidão de relatos e até de imagens de cabos eleitorais pagos pelo PSDB distribuindo cópias da capa da Veja em várias partes do Brasil. Será facílimo para a Justiça comprovar que isso ocorreu.
O resultado da eleição presidencial de 2014, seja qual for, terá sido conspurcado por uma manobra ilegal, criminosa, que acusou a presidente da República e candidata à reeleição de ser mandante de um esquema criminoso junto com seu antecessor e padrinho político, Lula.
Provas? Processo legal? Nenhum. Dilma, Lula e o PT podem ter sido condenados não em um tribunal, em um processo legal, mas nos cruzamentos das ruas das grandes, médias e até pequenas cidades.
A lei eleitoral e as decisões da Justiça foram ignoradas e até ridicularizadas por Veja, Globo, PSDB e outros. Sem punição, sem consequências, as próximas eleições serão marcadas pela mais escrachada inobservância das regras do jogo.
Se Aécio Neves vencer a disputa de hoje, terá sido graças a um golpe eleitoral dos mais claros e incontestáveis que já se viu. Se Dilma Rousseff vencer, sua votação poderá ter sido menor graças a uma trapaça.
Mesmo a decisão da Justiça Eleitoral de conceder direito de resposta ao PT por Veja ter forjado uma acusação com objetivos claramente eleitorais foi desobedecida pela revista. No site de Veja, a resposta do PT, que deveria ter destaque, segundo decisão do TSE, foi colocada como um link minúsculo, diferente do destaque dado à calúnia contra Dilma e Lula.

Se tudo isso não tiver consequência, o Brasil terá sido transformado pela imprensa e até por autoridades constituídas em uma republiqueta bananeira onde eleições são regidas pelo vale-tudo. E o que é pior: uma eventual vitória de Aécio Neves será marcada pela ilegitimidade. Na próxima 2ª feira, caberia à coligação de Dilma pedir anulação do pleito.
Se der a lógica das pesquisas e Dilma vencer, mesmo assim não estará resolvido esse caso. Dilma ter superado a fraude não elidirá seu cometimento por dois dos maiores impérios de mídia do país e pelas autoridades que ignoraram o segredo de Justiça e divulgaram informações selecionadas e distorcidas sobre a “delação” do doleiro Youssef.
Por fim, o povo brasileiro dirá hoje ao mundo se atingiu a maturidade ou não. Se privilegiar a fraude, a trapaça, a mentira, os golpes de esperteza da direita midiática, será merecedor de todos os sofrimentos que um eventual governo Aécio Neves representaria, pois ele já disse claramente que o país irá piorar em 2015, mesmo atribuindo a culpa a Dilma.

sábado, 25 de outubro de 2014

TSE PUNE ATENTADO DE VEJA CONTRA DEMOCRACIA

Pesquisas mostram que crime eleitoral de Veja fracassou


As pesquisas Datafolha, Ibope e Vox Populi deste sábado mostram que, além de o crime eleitoral de Veja não ter funcionado, a revista ainda terá que arcar com o custo judicial – e, consequentemente, financeiro – desse repugnante crime eleitoral.
Dilma continua à frente de Aécio, o que sugere que o ataque rasteiro de Veja teve efeito diametralmente oposto ao esperado pela revista e pelo PSDB. A vantagem de Dilma na eleição de amanhã poderá ser maior do que a que ela teve em 2010.
Como dizem, o crime não compensa

Rodrigo Vianna: Globo reproduz Veja e roteiro do golpe midiático em marcha repete o de 2006

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Uma das “indecisas” do debate da Globo (enviado por Lucia Barbi, no Facebook)

Golpe midiático em marcha: Globo entra no “escândalo” da Veja


A Justiça reconheceu o caráter eleitoreiro da última edição de Veja – e proibiu que seja feita publicidade da revista.

Reparem: não se impede a circulação da revista, mas se proíbe que a edição cumpra seu papel nefasto de propaganda mentirosa a serviço do PSDB – às vésperas da eleição.

A decisão judicial traz alento. Mas não interrompe o golpe midiático.

Reparem também que a Globo, na sexta-feira, não deu qualquer repercussão à “denúncia” desesperada deVeja.

O JN fugiu desse terreno pantanoso. Por um motivo muito claro: Dilma, com seu duro pronunciamento contra o 
golpismo da Editora Abril, mandou um recado para Ali Kamel.

A presidenta avisou que, se a Globo entrasse na aventura, teria resposta no mesmo tom.

Imaginem a seguinte situação: o JN embarca na aventura golpista de Veja, promovendo a leitura da edição impressa em rede nacional, por volta de 20h de sexta-feira.

Menos de duas horas depois, Dilma abre o debate da Globo denunciando a própria Globo por golpismo.
Por isso, o JN fugiu do pau.

E, também, porque a revista da marginal não traz qualquer prova, nada. O texto da revista mesmo diz que os “fatos” narrados pelo doleiro não servem para comprometer Lula e Dilma (isso está lá no texto da revista – que me recuso a linkar).

Ou seja, o texto faz a ressalva, mas a capa da revista da marginal serve como panfleto tucano.
Pois bem, esse era o quadro na sexta-feira…
Acontece que, neste sábado, Dilma já não terá voz para responder. Não há propaganda eleitoral. Não há debate. Os candidatos estão proibidos de falar. Mas a Globo de Ali Kamel está livre para agir – no limite da irresponsabilidade.

Do que estou falando?

Folha, na edição deste sábado, deu manchete principal para a “criminosa” (nas palavras de Dilma) edição de Veja. A Folha endossou a denúncia de um bandido, feita sem provas, a 3 ou 4 dias da eleição.
Qual o objetivo dessa manchete da Folha? Oferecer uma saída plausível para que Ali Kamel e a família Marinho levem o golpismo midiático para o JN de sábado.

É assim que eles trabalham: operações casadas – como se pode ler aqui, num texto didático de Luiz Carlos Azenha.

Em 2006, eu estava na Globo. Azenha, eu e outros colegas acompanhamos de perto a cobertura enviesada promovida pela Globo no chamado escândalo dos “aloprados”.

A Globo colocou Lula na defensiva: o aparato jornalístico global – durante 1o dias – abria espaço para que os candidatos Alckmin (PSDB), Cristovam (PDT) e Heloisa Helena (PSOL) perguntassem no JN “de onde veio o dinheiro para a compra do dossiê dos aloprados?”.

Era um massacre com ares jornalísticos. E era a preparação para o grande final… que viria logo depois.

Faltando 3 dias para a eleição de 2006 (primeiro turno), as fotos do dinheiro apareceram.

Na verdade, o delegado Bruno (da PF) entregou as fotos para Cesar Tralli, da Globo. Um produtor da Globo me contou que, quando Tralli mostrou o material bombástico, a direção da Globo (Ali Kamel) teria dito: “não podemos dar essas fotos sozinhos; seremos acusados de um golpe; só podemos dar se o delegado vazar também para outros jornais”.

E assim se fez: no dia seguinte,  o delegado Bruno chamou meia dúzia de jornalistas e entregou as fotos.

A página do Estadão na internet logo publicou. Assim, o JN sentiu-se liberado para também noticiar o “fato” em sua edição, a 3 dias do primeiro turno.

O mesmo roteiro desenha-se agora.

Na sexta, a Globo fugiu do assunto: por cautela. Não seria bonito ver Dilma denunciando a Globo por golpismo 
dentro dos estúdios da Globo no Rio.

Mas nada como um dia depois do outro. O sábado chega, a “Folha” endossa a “Veja”, e assim Ali Kamel ganha o álibi perfeito: “poxa, virou um fato jornalístico, todo mundo está divulgando”.

Nessa tarde de sábado, essa decisão será amadurecida. Se houver chance de empurrar Aécio para a vitória, o JN levará a “denúncia” para o JN.


Um amigo jornalista – com mais de 30 anos de experiência – foi quem deu o alerta: “eles estão com o roteiro pronto –  da Veja para a Globo, com endosso da Folha”.

Segundo esse colega jornalista, a operação  se confirmada – “seria um fato ainda mais grave do que a manipulação do debate Collor x Lula em 89″.

Se Dilma mantiver uma dianteira folgada nas pesquisas (Ibope e DataFolha) que serão concluídas nas próximas horas, aí o JN provavelmente será comedido: pode simplesmente ignorar a Veja, ou então pode tratar a revista da marginal de forma mais discreta…

Mas se houver qualquer sinal de que Aécio pode reagir, a Globo entrará pesado. Não tenham dúvidas.

A Democracia brasileira segue sequestrada por meia dúzia de famílias que controlam as comunicações.


Dilma mostrou, na sexta, que carrega com ela a coragem brizolista para enfrentar os barões midiáticos.

Se conseguir a vitória, o confronto será mais do que necessário, será inevitável daqui pra frente.

Os golpistas tentam empurrar Aécio pra vitória, na marra. E se não conseguirem, já sinalizam que o caminho da oposição será o golpe jurídico-midiático.

O confronto está claro, cristalino. Não adianta mais fugir dele.

O golpe pode não vir no JN de hoje, se Dilma mantiver a sólida vantagem de 8 ou 10 pontos que aparece nos trackings internos deste sábado.

Mas o golpismo voltará a cada semana, a cada manchete.

É hora de tratar os barões da mídia como de fato são: inimigos!

Não do PT e da esquerda; inimigos de um projeto social generoso, inimigos da Democracia.

Os barões da mídia representam o atraso, o preconceito, são o partido de direita no Brasil.

Um partido extremista, que precisa ser enfrentado, e derrotado. Nas urnas e nas ruas.
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PS do Viomundo: A Globo já deu o primeiro tiro, reproduzindo as denúncias da revista Veja no Jornal Hoje, em reportagem de 5 minutos e 21 segundos. Aproveitou-se de uma manifestação da UJS diante do prédio da Abril, em São Paulo. A reportagem de Ali Kamel não diz que a revista Veja antecipou sua edição em dois dias, nem que a Globo faz jogo casado com a Veja em campanhas eleitorais, nem que o esquema midiático funcionou em 2002, 2006 e 2010. Em resumo, a denúncia da “barbárie” dos jovens socialistas é feita de forma descontextualizada.