Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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sexta-feira, 17 de julho de 2015

Lula: promotor negligente atropelou colega de férias, seus substitutos legais e armou farsa

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Como desde ontem se apontou aqui, o tal inquérito aberto contra o ex-presidente Lula é uma farsa.
O procurador Valtan Timbó, que teve aberto dias antes de tomar essa atitude um processo contra ele próprio, por ser negligente e engavetar nada menos que 245 processos, aproveitou-se das férias da colega Mirella Aguiar, desconheceu seus substitutos naturais e alegou falsamente o “perigo” de perder-se o prazo da apuração em curso – que vencia em 18 de setembro – e, 70 dias antes do término do período legal, a 8 de julho, abriu procedimento de investigação criminal.
É um raro caso de negligente em geral e apressadíssimo quando lhe interessa.
Lula, por seus advogados, pediu a nulidade do processo, além de denunciar o Dr. Timbó – o negligente, segundo o próprio MP – por dar um “golpe de João Sem-Braço e pedir compartilhamento de escutas telefônicas e documentos da Lava Jato, onde Lula sequer é investigado.
Os procedimentos, no mínimo, são uma retaliação à administração Janot, cuja Corregedoria abriu processo por desídia funcional contra o Dr. Timbó, antes de sua atitude insólita. E, no máximo, são uma cortina de fumaça diante das ações da Procuradoria contra Eduardo Cunha.
O brilho do Dr. Timbó durou poucas horas, até se transformar em…
O Instituto Lula tem colaborado e prestado todas as informações solicitadas pela procuradora Mirella de Carvalho Aguiar. Mas diante do espanto da abertura de um Procedimento Investigatório Criminal (PIC), sem nenhum indício de crime, e isso está nos despachos dos procuradores, e pelas diversas irregularidades na abertura do PIC, os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentaram nesta sexta-feira (17) uma reclamação disciplinar ao Conselho Nacional do Ministério Público, para requerer apuração da conduta do procurador Valtan Timbó Mendes Furtado, autor do pedido de abertura do PIC contra o ex-presidente.
A representação pede a suspensão do inquérito, abertura de sindicância e processo administrativo disciplinar referente às atitudes de Furtado. De acordo com os advogados, houve “violação dos deveres funcionais” por parte do procurador, que, ao interferir na apuração preliminar conduzida pela procuradora titular Mirella de Carvalho Aguiar, desconsiderou prazos e instâncias do próprio Ministério Público, além de ignorar a manifestação de defesa de Lula.
“O único fundamento apresentado pelo procurador Valtan Furtado para a prática do ato, qual seja, a iminência do esgotamento do prazo de tramitação da Notícia de Fato, note-se, é falso. E, de qualquer forma, como já exposto, não havia qualquer fato novo ou urgência a justificar a mitigação do princípio do promotor natural”, aponta a peça.
Furtado instaurou o PIC contra o ex-presidente em 8 de julho de 2015, um dia antes de serem protocolados junto ao Ministério Público os esclarecimentos da defesa de Lula aos questionamentos da Notícia de Fato –portanto, desconsiderando o direito de ampla defesa garantido pela Constituição ao ex-presidente. O prazo final para a entrega da defesa do ex-presidente, conforme definição da procuradora titular, era 11 de julho. Já o prazo final para o processo de apuração preliminar como um todo, que antecede a decisão de abertura do PIC, era 18 de setembro.
Além disso, Furtado assumiu a autoria do PIC desconsiderando que os substitutos naturais de Mirella, que está em férias, deveriam ser integrantes do 1º, 2º ou 3º Ofícios de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal. O procurador não integra nenhum desses órgãos.
Em conclusão à lista de irregularidades do processo, Furtado tentou ainda promover a quebra de sigilo fiscal e de correspondência de Lula e de seu Instituto por meio de pedido de compartilhamento de informações com a Operação Lava Jato, ainda que a mesma não esteja investigando o ex-presidente ou o Instituto Lula.
“Vê-se, com isso, que houve um verdadeiro atropelamento, desrespeito e tumulto ocasionado pelo procurador Valtan Furtado nas investigações preliminares em curso no âmbito da ‘Notícia de Fato’, o que macula inexoravelmente a sua isenção funcional e, ipso facto, a própria idoneidade e higidez da investigação levada a efeito na ‘Notícia de Fato’”, destaca o texto.

Quem tem Cunha, tem medo; ao PMDB só resta a legalidade


Quem tem Cunha, tem medo; ao PMDB só resta a legalidade Posted by eduguim on 17/07/15 • Categorized as Análise   O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ironizou, na quinta-feira, o “ barulhaço ” que está sendo combinado nas redes sociais para ser feito durante seu pronunciamento em cadeia de rádio e TV, que ocorrerá nesta sexta-feira às 20h25m. Diz que será um “petezaço” e que está “feliz” com a projeção que o protesto dará à sua fala. A tática de Cunha lembra muito a de Paulo Maluf, quem ironizava as críticas e debochava a cada surgimento de evidências de corrupção contra si. Nunca se rendeu e, até que fosse parar atrás das grades, com o enfrentamento dos acusadores atraiu uma legião de apoiadores, dos quais uma parcela pequena, porém significativa, até hoje o apoia. O Brasil é um país machista e grande parte deste povo gosta de políticos “machões”, ou seja, fanfarrões, que enfrentam seus detratores com deboches e ameaças. E claro que, como bom país machista, o mesmo comportamento não é aceito para mulheres que entrem na política. Marta Suplicy enfrentava seus adversários e críticos e, por isso, ganhou a pecha de “histérica”. Nada a favor de Marta, cujo comportamento oportunista vem decepcionando a muitos. Porém, ela é um dos melhores exemplos de como mulher forte, no Brasil, invariavelmente acaba rotulada de forma pejorativa. Dilma Rousseff é outro bom exemplo disso. Voltando a Cunha, ele adotou a tática camicase contra o aumento de seus problemas. O noticiário dos últimos dias revela que adotou a chantagem e a ameaça como estratégias de defesa. Acumulam-se as denúncias de ameaças que tem feito não só ao governo Dilma – que o presidente da Câmara promete “explodir” –, ao procurador-geral da República, mas, também, aos delatores da Operação Lava Jato, que relatam ameaças que o terceiro na linha de sucessão da Presidência tem feito até às famílias desses delatores. Como se não bastassem todos os problemas políticos e econômicos que o país enfrenta, ainda tem um gangster presidindo uma das Casas do Congresso. Apesar da fanfarronice de Cunha, é arrasador o fato de o delator da Operação Lava Jato Júlio Camargo acusá-lo de ter pedido 5 milhões de dólares em propina para que um contrato de navios-sondas da Petrobras fosse viabilizado. O presidente da Câmara pode ameaçar quem quiser que a investigação dessa denúncia não tem mais volta. Estúpido, como todo fanfarrão truculento, Cunha ignora que mesmo que funcionasse sua ameaça à presidente da República para que não reconduza o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao cargo, em setembro, o novo procurador-geral teria imensas dificuldades para bloquear a investigação. Se Cunha fosse inocente, confiaria em que a denúncia de Júlio Camargo não daria em nada, pois o lobista não teria provas a apresentar. Desse modo, o presidente da Câmara não teria com o que se preocupar. Sua virulência, suas ameaças, suas chantagens, tudo corrobora a teoria de que deve, e muito. Assim, acredita que só interrompendo as investigações as provas não seriam apresentadas. E, para interromper as investigações, aposta em mudança de procurador-geral da República. Apesar de ser uma aposta furada, pois o processo já ganhou vida própria e outro procurador-geral não poderia abafar tudo sem se complicar, apostar que a presidente Dilma abandonaria a prática de todos os governos petistas de nomear para a PGR sempre o primeiro nome da lista tríplice do MP, é ilusão. Dilma tampouco teria condições, neste momento, de não nomear quem o Ministério Público indicasse. Conhecendo o Ministério Público, é improvável que, estando o atual PGR sob bombardeio dos presidentes da Câmara e do Senado, o indicado pela instituição venha a ser outro que não Rodrigo Janot. Cunha vai se tornando extremamente pesado. Suas constantes ameaças a Deus e todo mundo vão minando a unanimidade fatídica que o levou ao comando da Câmara. E o cada vez mais provável naufrágio político que se avizinha fará com que os ratos, como de costume, abandonem o navio. No caso, o navio é o PMDB. Ter Cunha em suas hostes está minando as possibilidades políticas que o partido vinha vislumbrando para 2018 e que parcela significativa dos peemedebistas avistava para os próximos meses, com a possibilidade de impeachment de Dilma e ascensão de Michel Temer ou até do próprio Cunha, caso a chapa que venceu a eleição presidencial fosse impugnada. Como se não bastasse, a linha sucessória da Presidência da República vai se transformando em um pesadelo para o PMDB. Façamos um exercício de pura especulação. Dilma cai juntamente com o peemedebista Michel Temer, via reprovação das contas de campanha da chapa que venceu a eleição do ano passado. O presidente da Câmara, o peemedebista Eduardo Cunha, terceiro na linha sucessória, não assume por conta de seus problemas com a lei. O peemedebista Renan Calheiros, presidente do Senado, quarto na linha sucessória, não assume pelo mesmo motivo. Desse jeito, a Presidência acabaria nas mãos do presidente do STF, Ricardo Lewandowski, que convocaria novas eleições. Após ter três nomes da linha sucessória inviabilizados, o que restaria do PMDB? O PSDB seria o grande premiado com tudo isso. Ficaria assistindo de camarote PT e PMDB se autodestruírem e apareceria como o grande salvador da pátria. Então, vamos combinar: ao PMDB só resta ter muito juízo e não entrar na tática camicase de Eduardo Cunha e na do impeachment de Dilma. O partido tem muito a perder com uma ruptura institucional. Quase tanto quanto o PT. O PMDB é um partido que está sempre no poder desde a redemocratização do país. Além disso, é o partido com maior número de prefeitos e com grandes bancadas no Congresso. Tudo que conseguiu, após a redemocratização, deve-se ao seu proverbial pragmatismo. É difícil acreditar que vá se suicidar só para ajudar Eduardo Cunha. Tags: eduardo cunha, lava jato, pmdb, pronunciamento Leave a Response  Name ( required )  Email ( required )  Website Please note: comment moderation is enabled and may delay your comment. 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Vídeo bomba: como o Cunha tomou a grana O meu eu quero imediatamente


quinta-feira, 16 de julho de 2015

O GRANDE CRIME DE LULA É TER DEFENDIDO O BRASIL

quarta-feira, 15 de julho de 2015

MP fustiga governistas e mantém inquéritos contra PSDB parados

mp
 Eduguim
Qualquer pessoa com um cérebro sadio deve estar se perguntando o que deu na cabeça do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, para ameaçar retaliar o governo Dilma por estar sendo investigado pelo Ministério Público, já que a presidente da República jamais tomou uma única medida para bloquear inclusive investigações contra o próprio partido.
O que ameaça Cunha é que o empresário Júlio Camargo, da Camargo Correa, fez acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal e denunciou o presidente da Câmara por intermediação de propinas. Já o doleiro Alberto Youssef o acusou de ser “destinatário final” de propina paga pelo aluguel de navios-sonda para a Petrobras em 2006.
Diante desses fatos, o presidente da Câmara está para ser indiciado pela Justiça a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Em retaliação, Cunha promete instalar CPIs incômodas para o governo. E, se houver rejeição das contas de campanha de Dilma ou de medidas fiscais de seu governo, promete instalar processo de impeachment que chegue à Câmara.
Corte para a última terça-feira (14). Operação da Polícia Federal pedida pelo Ministério Público promoveu ações de busca e apreensão em gabinetes e residências de senadores. Todos os alvos, porém, pertencem à base aliada do governo.
A operação atingiu os senadores Ciro Nogueira (PP-PI), o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE) e os ex-deputados Mário Negromonte (PP), hoje conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia, e João Pizzolati (PP-SC), secretário estadual de Roraima. Todos da base aliada do governo.
Fora da base governista, foram atingidos políticos tidos como simpáticos ao governo, como Fernando Collor (PTB-AL).
Outro alvo do MP é o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que deve ter seu indiciamento pedido à Justiça proximamente.
Os alvos dessas ações do MP já ameaçam retaliar o governo Dilma por conta dos processos a que irão responder apesar de a presidente não ter o que fazer para ajudá-los, já que não pode intervir nem para ajudar seus aliados – e, pelo que se sabe de Dilma, ela não o faria nem se pudesse.
O que Cunha, Calheiros e outros “aliados” do governo querem da presidente da República é que ela não mantenha Janot no cargo, já que seu mandato termina em setembro. Acreditam que sem Janot à frente das investigações, seu substituto irá lhes aliviar a barra.
Ocorre que desde o governo Lula e ao longo do primeiro governo Dilma o procurador-geral da República que o Executivo nomeia vem sendo, sempre, o primeiro indicado pela listra tríplice do corpo do Ministério Público.
À diferença do que fez o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que manteve um único procurador-geral (de sua “confiança”) durante seus oitos anos de governo, os presidentes petistas adotaram postura republicana de não interferir na escolha do único que pode processor um presidente da República.
O que, aliás, não combina com as acusações de que Lula e Dilma tenham, de alguma forma, favorecido ou sido lenientes com a corrupção.
Por ação única e exclusiva do ex-presidente Lula e da presidente Dilma, no Brasil de hoje a corrupção não tem moleza. Grandes empresários, políticos amigos do Poder, todos são alvos preferenciais do Ministério Público e da Polícia Federal, o que é absolutamente inédito no Brasil, pois, antes dos governos do PT, tanto o MP quanto a PF jamais incomodaram o governo.
Nesse contexto, é surreal que os presidentes que mais combateram a corrupção – ao não aparelharem cargos no MP e na PF que dão poder aos ocupantes de impedirem investigações – sejam acusados de fomentá-la.
Porém, os fatos mostram que tanto Lula quanto Dilma erraram feio em relação aos cargos de delegado-geral da PF e de procurador-geral da República – sem falar no Supremo Tribunal Federal.
Dilma e Lula não erraram ao manter a impessoalidade na nomeação dos ocupantes desses cargos, mas erraram ao permitir que fossem ocupados por pessoas que enquanto fustigam o governo acobertam corruptos da oposição, sobretudo nos Estados em que ela é governo.
Tomemos como exemplo o caso escandaloso do mal chamado “mensalão mineiro”, que envolve o PSDB.
Um ano depois de o Supremo Tribunal Federal determinar que o processo contra o ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB) deveria ser julgado na primeira instância da Justiça em Minas Gerais – contrariando o que fez no mensalão petista, quando o mesmo STF manteve o processo naquela corte –, nada foi feito para concluir o caso, que se arrasta há quase uma década.
Além de o julgamento não ter acontecido, desde 7 de janeiro deste ano a 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, onde tramita a ação, está sem juiz, porque a titular se aposentou. O processo de Azeredo chegou a Minas já totalmente instruído pelo Supremo e pronto para ser julgado. Nenhuma audiência mais é necessária, basta o julgamento. Mas nada acontece.
Pior ainda é o que faz o MP em relação a um inquérito aberto em 2005 para investigar contratos do governo tucano de Aécio Neves (2003-2006) com as agências de publicidade do empresário Marcos Valério – o processo está parado nas gavetas do Ministério Público.
O pente-fino da Promotoria seria em todas as operações que as duas agências de Valério (SMPB e DNA) mantinham com o governo de Minas, na primeira gestão do senador como governador daquele Estado. Quase nove anos desde a instauração do inquérito, não há conclusão e o caso, na prática, nem sequer andou.
Entre 2004 e 2005, a gestão Aécio Neves pagou ao menos R$ 27 milhões às agências do publicitário Marcos Valério (hoje condenado e preso pelo mensalão do PT) pelos contratos vigentes até então. A Promotoria pediu ao Executivo mineiro cópias de toda a documentação desses contratos, inclusive notas fiscais, para análise.
O governo de Minas até enviou o material ao MP. No entanto, caixas e caixas de documentos enviados ficaram praticamente intactas. A procuradoria nem pôs a mão.
A promotora Elizabeth Villela assumiu recentemente a responsabilidade por esse inquérito. Em 15 de janeiro, remeteu a papelada ao Conselho Superior do Ministério Público mineiro, que solicitou o envio de todos os inquéritos instaurados até 2007 e que estavam sem andamento. Porém, o ano já vai terminando e nada acontece.
Juristas renomados como Dalmo de Abreu Dallari, entre outros, consideram que essa seletividade do Ministério Público, da Polícia Federal e da própria Justiça torna inócua a intensa atividade dessas instituições, conforme tem sido visto.
Setores da imprensa que fazem oposição ao governo federal vêm opinando que o país vive um novo momento e saúdam o furor investigativo que se viu na última terça-feira. Contudo, especialistas como o supracitado consideram pior que os órgãos de controle investiguem e que o Judiciário puna seletivamente do que se não fizessem nada, como antes de Lula e Dilma.
Outro especialista que sempre bate nessa tecla é o jurista Pedro Serrano. Segundo vem dizendo publicamente há bastante tempo, pior do que não investigar e não punir é investigar e punir seletivamente.
O Brasil estaria no rumo certo se investigações e punições atingissem a todos, independentemente de orientação político-ideológica, de classe social ou de etnia. Mas como a lei, hoje, poupa alguns e fustiga outros, o que se vê é a materialização da máxima “Aos amigos, tudo. Aos inimigos, a lei”.

O Golpe é isso aí. Dilma não governa ! O Judiciário, o MP, a PF, o Legislativo e o Executivo foram subvertidos !​



A Oposição não precisa mais impeachar a Dilma.

A Dilma caiu pra dentro.

Golpe é isso aí.

O Juiz Moro está determinado a extinguir a População Economicamente Ativa, quebrar a Petrobras, as empreiteiras, a indústria naval – e danem-se !

Não precisa mais derrubar a Dilma nem encanar o Lula.

O Golpe foi dado.

Moro é imparável !

Ele investiga e julga quem quer, como quer, quantas vezes quiser e prende quem quiser, pelo tempo que quiser, com ou sem mandado judicial.

E o Moro tem lado: cássios e aécios … não vem ao caso.

O Supremo não segura o Moro embora pudesse – e devesse.

Nem o Conselho Nacional de Justiça.

O CNJ só existiu enquanto o Gilmar o presidiu e o transformou em sua corte privativa.

Moro é inatingível.

Moro é a demonstração de que o Judiciário se tornou um Poder anômico, disfuncional.

Gilmar é o centro do Poder Judiciário.

Porque ele legisla, julga e pune – fora do tribunal.

Não precisa do Supremo – só para o gabinete, a condicionado e o carro com chofeur.

Ele controla a opinião pública.

Ele dispensa a Corte.

Gilmar é ministro acima do Supremo.

E, em última instância, quando urgente, decide nos recessos do Supremo.

O  Ministério Público é o monstro do Sepúlveda Pertence.

Não tem chefia nem controle.

São uns fanfarrões que fazem o que querem, contra quem quiserem, como e quando quiserem.

E se quiserem esquecem na gaveta por três anos qualquer providência que incrimine os tucanos.

Não respondem a ninguém.

É outra instituição disfuncional, anômica.

E os fanfarrões, uns coxinhas, tem lado: contra o PT.

Como diz o meu amigo: o Ministério Público é o DOI-CODI da Democracia.

O Legislativo é um agente permanente da subversão institucional, nas mãos de dois perseguidos pela Justiça.

Em conluio com o Judiciário, aprovou a PEC da Bengala, para alongar o Estado de Caos.

A Câmara é capaz de aprovar o que quiser, em quantas votações quiser.

Seu presidente reúne o Baixo Clero e dali sai tudo !

Instalar a Monarquia !

Ah, mas tudo pode ser revertido no Senado.

No Senado ?

O presidente do Senado sofre do mesmo tipo de insônia de seu companheiro de cela, na Câmara.

Só não vão, os dois, para a cadeia, se o Judiciário se mantiver nessa trilha subversiva, em completa anarquia.

E é nisso que os dois jogam.

Na anarquia institucional.

Melar o jogo das instituições, das regras.

Jogar tudo na fossa.

A Polícia Federal é a kalishinikov da esculhambação generalizada.

Invade as casas sem mandado judicial.

Prende a cunhada – e dane-se !

Decide que afiliado da Globo não pode ter Ferrari.

Vai entrando – e dane-se !

Grampeia preso na latrina e no fumódromo.

E usa o resultado no grampo para arrancar delação de preso condenado à prisão perpetua.

Faz prova de tiro com o rosto da Presidenta !

Admitem que são aecistas – e dane-se !

Doa a quem doer.

Vocês pensam que o Daiello manda ?

Ninguém manda na PF.

Nem ele nem esse patético do zé da Justiça.

Que não tem autoridade moral para ser vereador.

Cada delegado é um Poder.

Um Poder sem normas, regras, disciplina.

Cada delegado é um AI-5 !

O distintivo da PF vale mais que a faixa presidencial: prende e arrebenta !

Como diz o meu amigo: a PF da Democracia é a OBAN da ditadura !

E como são todos uns coxinhas, estão ali pra pegar os petistas e os amigos dos petistas.

E vai encarar ?

E o Executivo ?

O Executivo renunciou.

Renunciou ao dever de liderar.

Como diz o Delfim: a Dilma se recusa a fazer o que o Executivo faz desde Pedro I: ser o protagonista.

Ela só se mobiliza, berra, grita, diz coisas horríveis – e vai parar tudo no PiG ! – quando se vê ameaçada na pessoa física.

Se o ataque é ao Governo … não é com ela !

A PF ?

E ela com isso ?

Desde que ninguém duvide de seu caráter pessoal, de sua integridade pessoal.

E como ninguém jamais duvidou …

E desde que o ajuste siga seu curso e o Brasil não perca o investment grade …

O que significa que ela não entendeu o que significa sentar-se na Presidência da República do Brasil.

Por isso, o Executivo se tornou anômico, disfuncional – e o Golpe é isso que está aí.

Essa mixórida.

Essa esculhambação.

Uma avacalhação que engoliu a própria Oposição.

Quem leva a sério os Cássios que voam dinheiro, os Aecíns do bafômetro, os Cerras chevrônicos e o Príncipe da Privataria ?

E o Geraldinho, cuja validade não ultrapassa o Vale do Paraíba ?

Eles já perceberam sua irrelevância – se não forem cínicos.

Afogaram-se  na  roubalheira que só o Moro faz  ignorar.

Tucano ? Não vem ao caso !

(E ele acha que ninguém percebeu ainda …)

E o PiG ?

O PiG também não engana mais ninguém.

Nem a si mesmo.

Esse pseudo-jornalismo que finge dar legitimidade a 328 delações por dia …

Que põe as latrinas na porta para receber os vazamentos.

E simular “jornalismo isento”.

E prender por antecipação: fulano vai ser preso !

O beltrano não dura 48 horas na rua !

O nome dele, do sicrano apareceu numa folha de papel higiênico do delator 8.907 !

Tudo na primeira pagina.

Para amedrontar, encurralar, enfraquecer – fazer o papel de Polícia.

Esses colonistas que dizem o que o patrão quer e morrem de medo de o patrão manda-los embora, na primeiro aumento da energia elétrica …

A Casa Grande não precisa mais de Golpe.

Nem do PiG.

O Golpe é isso aí.

O que está aí é de bom tamanho.

Como não vai ter impítim, mesmo…

Porque chamar o TCU de tribunal é quase uma agressão pessoal …

E como o TSE tem uns dois ou três ministros além de seu faz-tudo, o Gilmar …

Por isso, o impítim não deve sair.

Impítim deve dar muito trabalho.

Tanto que o Ministro (sic), o Presidente da Câmara (sic) e um deputado foragido da Justiça precisam se reunir para tomar café da manhã – certamente esse não foi um almoço grátis, como diria o Milton Friedman, porque o contribuinte pagou …  – para arquitetar o impítim.

É porque é uma coisa complexa.

Exige mais tempo que um bolo de milho.

Tanto que, parece, foi uma conspiração inconclusiva.

O Trio Impicheiro ainda tem dúvidas operacionais, parece.

É mais fácil manter o que está aí.

Mais simples.

Não é um Golpe paraguaio, hondurenho nem norte-americano, à la Bush.

É uma jabuticaba brasileira.

Deixa rolar o Golpe instalado !

A Dilma governa o ajuste…

O resto quem governa é o Gilmar.


Paulo Henrique Amorim

Leia também:

PRISÃO DE SENADORES: A CRISE É INSTITUCIONAL !



E vote na trepidante enquete do C Af:

terça-feira, 14 de julho de 2015

Só restou ao PSDB fazer oposição ao Brasil

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A recente pesquisa Ibope que mostrou perda substancial – ainda que menor do que o esperado – de capital eleitoral de Lula contém elementos que revelam quais são os grupos de eleitores que abandonaram Dilma Rousseff, o ex-presidente e o PT. Juntos, esses grupos representam cerca de um terço do eleitorado total que reelegeu a presidente.
Essa pesquisa foi divulgada no sábado, apesar de ter sido realizada na segunda quinzena de junho, e mostrou que Lula seria derrotado por 48% a 33% dos votos totais em um confronto eleitoral com Aécio Neves, e que empataria tecnicamente se o candidato fosse Geraldo Alckmin (40% para o tucano e 39% para o petista).
A estratificação da pesquisa revela quem é o eleitorado que abandonou não apenas Dilma e o PT, mas, também, o dito “lulismo”.
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O cientista político Marcus Melo, da UFPE, fez uma análise muito boa da pesquisa e dividiu em dois grupos os eleitores que abandonaram o PT, que chamou de “core voters” e “swing voters”.
Os “core voters” são os eleitores ideológicos, de esquerda, que, nas eleições presidenciais anteriores, votaram no PT por maior identificação e para evitar que o novo grande partido de centro-direita, o PSDB, chegasse ao poder.
Esses eleitores são de classe média e ligados a sindicatos, movimentos sociais e até a partidos de esquerda. São informados politicamente e altamente escolarizados. Porém, são bem menos numerosos que os do segundo grupo.
Esse eleitorado foi fortemente afetado pelas críticas que o governo Dilma sofreu “pela esquerda” e, desiludido, integra o segmento que anularia o voto ou votaria em branco se houvesse nova eleição presidencial.
Os “swing voters” compõem a grande maioria dos eleitores que, segundo a mídia, teriam jogado o governo Dilma, Lula e o PT no “volume morto”. São associados à prática de “swing” (sentido figurado de troca de parceiros) porque não têm fidelidade ideológica; guiam-se, basicamente, pelo bolso.
Os “swing voters” têm pouquíssima informação política e não têm ideologia definida. Esse grupo responde, fundamentalmente, a mudanças para melhor ou para pior no seu bem-estar e abriga os mais temerosos pelo futuro, sobretudo em questões como desemprego e inflação.
No passado recente, esse grupo não havia deixado majoritariamente Dilma, Lula e o PT porque, apesar do medo do futuro, não havia sentido piora considerável em seu bem-estar. Com as medidas do ajuste fiscal, já sente piora e, assim, enfureceu-se ao julgar que as críticas que o governo Dilma sofria tinham fundamento.
Devido à ampla campanha midiática de associação de Lula a Dilma, os “swing voters” passaram a enxergá-los como uma coisa só.
No caso de uma ruptura democrática neste momento (impeachment) ou das eleições de 2018, os “core voters” acabariam votando no PT (sobretudo se o candidato for Lula) a contragosto, para evitar o “mal maior” associado à volta da centro-direita tucana (ou similar) ao poder, mas seriam insuficientes para barrar o candidato do PSDB.
Dessa forma, apesar de os “core voters” estarem enfurecidos com o governo, com Lula e com o PT – ironicamente, graças à propaganda negativa inclusive de setores do próprio PT contra o ajuste fiscal – eles reduziriam a vantagem de Aécio em um confronto direto com Lula neste momento. E, muito provavelmente, caso o candidato do PT fosse outro.
No caso dos “swing voters”, porém, a situação seria mais complicada se houvesse golpe “branco” e fosse convocada nova eleição presidencial neste momento, pois a economia ainda estaria com problemas e, desse modo, o eleitorado volúvel votaria em qualquer um que prometesse evitar os problemas econômicos que teme e/ou que já começa a sentir.
Só para registro, vale refletir que, em caso de o PSDB  (ou similar) assumir o poder e não evitar a crise, mesmo atribuindo o problema à “herança maldita do PT” não evitaria o descrédito e o enfurecimento, agora consigo, dos “swing voters”.
Contudo, se o golpe for evitado e a disputa pela Presidência só vier a ocorrer em 2018, a reversão da situação de Lula e do PT é absolutamente factível, dependendo, apenas, de que o Brasil retome um ritmo consistente de crescimento do emprego e da renda a partir de 2017.
O cientista político supracitado considera que é “improvável” que a economia entre nos eixos em um ano e meio. E, apesar de não ter dito, isso se deve ao fato de que, além dos problemas próprios do desequilíbrio entre receita e despesa, há o componente político, que é hoje o tendão de Aquiles da economia.
Os condutores da Operação Lava Jato prometem manter o estardalhaço até a eleição presidencial de 2018. O Congresso, hoje nas mãos da direita, tratará de ir aprovando toda sorte de maluquices – como extensão de reajustes do mínimo para aposentados – de forma a afastar investimentos.
Por outro lado, o governo Dilma trabalha incansavelmente para mostrar aos investidores que fará a “lição de casa” – ou seja, o ajuste fiscal – e que adotará uma política mais receptiva à iniciativa privada.
A postura governamental de aposta no reequilíbrio das contas públicas e de facilitação da vida dos investidores tem grande possibilidade de funcionar, razão pela qual o grupo de Aécio Neves e Eduardo Cunha não quer esperar 2018 e busca derrubar Dilma já, antes que a economia se recupere.
Seja como for, uma coisa é certa: hoje, o PSDB em peso e setores do PMDB fazem oposição ao Brasil. Dependem, basicamente, de que o país não saia da crise para que possam vencer a eleição presidencial de 2018 ou até fazerem o impeachment vingar para realizarem nova eleição enquanto a economia estiver indo mal.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Ouçam Dilma, golpistas. Ruptura democrática é cara

dilma capa

Os golpistas de sempre estão animados. Eles – e até alguns dos que se opõem ao golpe que partidos e setores da mídia acham que conseguirão dar sem reação, e sem custo – já veem a derrubada de Dilma Rousseff como favas contadas.
Esses grupos político-midiáticos deveriam ir mais devagar com o andor porque o santo é de barro e pode cair bem antes da presidente. E se esborrachar no chão.
Antes de prosseguir, estabeleçamos um fato: qualquer tentativa de afastar a presidente da República do cargo contra sua vontade, será golpe. Ao menos neste momento, não existe absolutamente nada que justifique tal pretensão.
Derrubar Dilma seria uma ruptura institucional clara, idêntica à de 1964. O fato de o instrumento do golpe, desta vez, ser o quadrinômio Justiça, Ministério Público, Polícia Federal e Congresso, em vez das Forças Armadas, não faz a menor diferença.
O que caracteriza um golpe não é o instrumento usado para concretizá-lo, mas a razão usada para justificá-lo – e justificar seria preciso não só para o Brasil, mas para o mundo.
A entrevista que a presidente deu à Folha de São Paulo no primeiro dia útil desta semana pode ter parecido um blefe, mas não é. Está longe de ser. Dilma sabe muito bem que a forma como estão tentando derrubá-la é inepta, escandalosamente golpista e não ficaria impune, caso vingasse.
Não que os golpistas seriam presos – como deveriam, pois forjar “razões” para atentar contra as instituições democrática é crime. Quem não ficaria impune seria o Brasil. Arcaria com um custo insuportavelmente alto e que deixaria marcas por muitos anos. Marcas na carne de cada brasileiro.
Quando dizem que Dilma não é Fernando Collor e que o PT não é o PRN, muitos entendem que essa é uma ameaça vã, pois os movimentos sociais – hoje, inclusive, um tanto quanto apáticos diante dos arreganhos golpistas – não iriam pegar em armas e instalar uma guerrilha como a que enfrentou a ditadura.  Porém, não é disso que se fala.
Collor foi derrubado facilmente, via Congresso, com caras-pintadas na rua e ninguém ousou contestar. Não se viu uma única manifestação a seu favor além de um pequeno grupo de deputados, a dita tropa-de-choque colorida, encabeçada por ninguém mais, ninguém menos do que Roberto Jefferson, o algoz do PT no escândalo do mensalão.
No caso de Dilma, é mais embaixo. Em primeiro lugar, o Brasil e o mundo está assistindo, desde o fim do ano passado, a essa busca frenética por uma razão para o golpe – seja via contas de campanha, seja via “pedaladas” fiscais.
O mais bizarro nesse processo que está sendo conduzido com uma cara-de-pau quase sobrenatural, de tão escancarada, é que todos estão vendo que a oposição e a mídia estão, há meses, buscando um motivo para atender à “pressão das ruas”, ou seja, de grupos ruidosos de extrema-direita que, aliás, pregam a volta dos militares ao poder sem nem mesmo passar por novas eleições.
Um eventual processo de cassação do mandato de Dilma, à diferença do que ocorreu com Collor, seria contestado nas ruas por dezenas e dezenas de milhares de pessoas. Instalar-se-ia um clima de guerra no país.
Muitos movimentos sociais e sindicais que inclusive ajudaram a derrubar a popularidade de Dilma acusando-a, tacitamente, de estelionato eleitoral sabem que o pós-Dilma, pós-PT, seria sua sentença de morte.
As perseguições políticas se dariam exatamente como em 1964. CUT, MST e outros seriam criminalizados. Lideranças seriam presas a la Sergio Moro – que prende antes e investiga depois.
Então, podem contar que os movimentos sociais e sindicais iriam às ruas.
Ah, mas os golpistas são maioria nas ruas. Mais ou menos. O que se viu em 15 de março e 12 de abril foram manifestações familiares. Os fascistas de classe média e média alta levaram até as vovós e suas crianças à rua. Em um clima como o que irá se instalar, famílias ficarão em casa.
Para impedir o confronto, a direita terá que colocar a PM ou até o exército para reprimir os inconformados com a ruptura democrática. Aí seria uma beleza de cenário para mostrar ao mundo sobre o nosso país: militares espancando e prendendo civis por protestarem contra a derrubada mal explicada e mal justificada de um governo.
A imagem de democracia frágil colaria no Brasil rapidamente. Muitos acham que o mundo inteiro é bobo e não iria perceber que encontraram uma desculpa para atender ao “clamor público”.
Ora, as “pedaladas fiscais” são prática antiga de todos os governos que antecederam Dilma, as doações às campanhas de Dilma foram feitas, também, para José Serra e para Aécio Neves. As mesmas empreiteiras que doaram a Dilma estão envolvidas no escândalo do metrô de São Paulo e ninguém diz que o cartel paulista rendeu doações à campanha de Geraldo Alckmin, por exemplo.
É óbvio que estão querendo aplicar a lei para o PT diferentemente do que fazem para o PSDB, por exemplo.
Mesmo que derrubassem Dilma e Michel Temer, impugnando a chapa em que foram eleitos, e fizessem nova eleição, a ruptura institucional continuaria clara. Não é a nova eleição que justificaria que a anterior fosse jogada no lixo porque a popularidade de Dilma está baixa.
Para derrubar Collor usaram um carro comprado com dinheiro de origem incerta e reformas na residência oficial do ex-presidente (a “Casa da Dinda”). Não há possibilidade de fazerem o mesmo contra Dilma.
Mesmo que arrumassem alguma coisa, o que desmoraliza todo esse processo são dezenas e dezenas de declarações que mostram que estão buscando um pretexto para derrubar Dilma.
Agora com a pecha de país de democracia frágil que acaba de romper a institucionalidade, os prejuízos para o Brasil seriam grandes. Mesmo sob o mais do que provável apoio dos Estados Unidos, o mundo todo passaria a enxergar uma potência como este país com a mesma lente que usa para olhar o Paraguai ou Honduras.
Reduzir o Brasil ao Paraguai, do ponto de vista de sua imagem internacional, não é pouco.
Sobre a economia, nem se fala. O PSDB e o PMDB estão votando todo tipo de loucura para a economia, no Congresso, para impedir que ela se recupere, pois sabem que se o país sair da crise a popularidade de Dilma irá se recuperar.
Porém, os malefícios que já foram causados vão deixar marcas. O partido que herdar o Brasil pós Dilma pegará um abacaxi de três metros de altura para descascar, pois quanto mais prolongam a crise política mais a economia se fragiliza.
O fato é que a parcela da população que até aceita o impeachment – que as pesquisas dizem ser em torno de 60% – acredita que, se Dilma for substituída, evitarão a crise, como se a mera substituição do governo resolvesse, como por mágica, todos os problemas do país.
Não vai rolar. Tudo que a oposição – aliada ao PMDB – está plantando deixará marcas. Além da falta de credibilidade internacional, teremos uma economia que irá demorar para se recuperar.
O provável discurso da “herança maldita do PT” terá prazo de duração. A grande ironia é que as pessoas esperam recuperar rapidamente os expressivos benefícios que auferiram ao longo dos governos petistas. E, como todos sabemos, com um PSDB ou outro partido de direita no poder, isso não irá rolar nunca, nem que a economia volte a crescer com força.
O caminho do impeachment é tortuoso e cheio de armadilhas. Será que os pesos pesados da economia estão dispostos a pagar esse preço só para atender a ganância política do PSDB e para que o novo governo salve os pré-falimentares grupos de mídia?
Aliás, nem o PSDB todo quer o impeachment. Está dividido. Por exemplo: Aécio quer o impeachment já para se beneficiar do “recall” (memória) da última eleição. Já Alckmin, prefere ser o candidato tucano em 2018, porque se Dilma cai e é convocada nova eleição ele não terá chance.
Dilma sabe que grandes empresários, bancos e parte da oposição esperam que ela fique sangrando até 2018 e deixe a economia arrumada para o sucessor – que, aí sim, todos (mídia, capital e oposição) tentarão fazer com que seja tucano ou similar.
Creia-me, povo: Dilma não blefou. Sabe que tem hoje o pior emprego do mundo e que quem tomasse o seu lugar iria se dar muito mal. Oposição e capital, aliás, devem torcer para que a presidente não se encha e mande tudo para o inferno.
Além disso tudo, ninguém ficará sentado olhando instalarem outra ditadura no Brasil.